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quarta-feira, 17 de julho de 2019

Como assumir um cargo e gerência sem traumas


Luandre, uma das maiores empresas do segmento do país, dá cinco dicas valiosas para quem vai assumir a posição pela primeira vez


Muitos profissionais têm aspirações altas com relação a seus futuros cargos na empresa e trabalham a fim de se mostrar aptos a uma posição de gerência e diretoria. Contudo, quando a promoção finalmente acontece, percebem que estão despreparados para comandar uma equipe e ser ponto focal de tantos profissionais que irão demandar liderança.

O estudo “Estresse no Trabalho: um desafio para os gestores das organizações brasileiras” da UFMG, constatou que, dos 637 gestores pesquisados, 75,7% apresentaram manifestações de Estresse Ocupacional em níveis que variaram de leve a moderado e intenso. As fontes de tensão no trabalho que mais explicaram o estresse foram ter o dia muito tomado com uma série de compromissos de trabalho assumidos, com pouco ou nenhum tempo livre, e não conseguir se desligar dos contextos relacionados ao trabalho, mesmo fora deles.

Abaixo, a Luandre dá dicas preciosas para quem acaba de aceitar a promoção. 

1. Evite superestimar sua autoridade

É importante fazer chegar demandas a cada profissional e cobrar, quando houver necessidade, mas sem passar um ar de superioridade, que só vai levar a ressentimentos. A dica de ouro é executar o trabalho, mas também prezar pelo bem-estar no ambiente profissional.


2. Não misture profissional com pessoal

É claro que quem recebe uma promoção deseja que a boa relação com os colegas de trabalho não mude. Isso é possível em nível pessoal, porém, no profissional a relação vai ter de mudar. 


3. Fale sobre a transição  

É natural que colegas que almejavam a mesma posição sintam ciúmes e mudem o comportamento, por isso, é bom ter uma atitude positiva perante a situação e chamar o colega para um café e bater um papo sobre o assunto. Se houver espaço, até incentivá-lo a não desistir e elogiar suas características como profissional. 


4. Tenha mentores

A boa notícia é que tais mentores podem estar dentro da empresa. No novo cargo, uma das melhores atitudes é começar um “approach” com gerentes de outras áreas, para trocar informações e pedir conselhos, até porque muitos têm mais experiência e conhecem a melhor maneira para lidar com questões que podem ser muito difíceis para um iniciante, mas que eles mesmos tiram de letra.


5. Priorize a Comunicação

O melhor numa equipe é sempre ouvir o outro e cabe ao gerente prezar pela melhor comunicação entre ele e funcionário. Uma das melhores maneiras de não ter problemas com projetos é perguntar ao profissional se as instruções foram claras e depois seguir acompanhando. Calendários coletivos e lousas são acessórios que podem ajudar ainda mais na gestão.


DIABÉTICOS: EMPRESAS INVESTEM EM PRODUTOS E SERVIÇOS ESPECIAIS PARA ATENDÊ-LOS


Que investir em nichos específicos pode render bons ganhos para as empresas já não é segredo para ninguém. Essa estratégia vem sendo adotada por diversos players nos últimos anos e garantido resultados interessantes.

Uma iniciativa interessante e até curiosa são os produtos e serviços que atendem, especificamente, cidadãos com diabetes. De acordo com dados do Ministério da Saúde, cerca de 12,5 milhões de brasileiros, ou seja, 7% da população, são diabéticos. Os números colocam o país na quarta colocação entre os países com o maior número de diabéticos no mundo segundo o International Diabetes Federation (IDF). Em primeiro está a China, seguida pela Índia e Estados Unidos.

Ainda de acordo com o Ministério, o aumento no número de pessoas com diabetes não é exclusividade do Brasil. A doença vem crescendo em todo o mundo, influenciada por fatores como o envelhecimento da população, hábitos alimentares e falta de prática de atividade física.

É importante notar que portadores de diabetes apresentam algumas necessidades especiais importantes, que impactam diretamente uma série de mercados. O primeiro e mais óbvio deles é o mercado farmacêutico, que investe constantemente em pesquisas para renovação das substâncias e componentes a fim de auxiliar as pessoas no controle da doença. Na sequência vem a indústria alimentícia, que aposta suas fichas em uma gama enorme de produtos diet e balanceados para que os diabéticos possam dar sequência nos cuidados com a saúde.

Porém, há outros mercados, não tão óbvios assim, que já enxergaram as necessidades dessa parcela da população e resolveram investir em produtos e serviços que possam oferecer algum bem-estar e conforto a eles. Um deles é o de calçados e vestuários, que visa levar aos diabéticos peças mais confortáveis, livres de costuras e outros itens que possam, de alguma maneira, causar incômodos que venham a causar feridas na pele de difícil cicatrização. Para boa parte das pessoas com diabetes, esses são fatores de grande importância e que, efetivamente, causam medo.

O setor de seguros é outro mercado que também vê os diabéticos com outros olhos e entende que é importante levar benefícios a essas pessoas. Um seguro de vida especial para portadores da condição, seja ela do tipo I ou II, é uma garantia e respaldo de que a família terá algum tipo de auxílio caso o problema venha a gerar complicações de saúde e, consequentemente, a morte. Como se sabe, seguros são ferramentas importantes para o exercício financeiro pessoal ou familiar. Nada mais interessante do que oferecê-lo a pessoas com condições de saúde adversas, que já têm tanto com que se preocupar.





Francisco de Assis Fernandes - diretor comercial da American Life, seguradora brasileira reconhecida por oferecer seguros a nichos específicos com mais de 25 anos de mercado – www.alseg.com.br

Pediatras cobram medidas contra o trabalho infantil no Brasil


O reforço na fiscalização nos programas de transferência de renda para garantir que a condicionalidade de frequência escolar dos filhos das famílias atendidas seja devidamente cumprida, e a ampliação no número de vagas em escolas e creches para atender a demanda de alunos em suas regiões de residência. Essas são duas sugestões apresentadas pela Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) para que o País melhore a luta contra o trabalho infantil.
As reivindicações integram manifesto lançado pela entidade, nesta segunda-feira (15), será encaminhado ao Governo Federal. Além desses dois pontos, a SBP defende o fortalecimento de políticas de geração de emprego e renda, sobretudo em áreas de maior vulnerabilidade, com foco na população adulta como meio de reforçar os ganhos familiares, e a criação de uma campanha nacional de conscientização sobre os riscos do trabalho infantil, com a criação de um canal público para acolher denúncias sobre situações de exploração de crianças e adolescentes em situação de trabalho ilegal.
“As propostas da SBP, que historicamente tem se posicionado contra tal prática nociva com base em dados técnicos que atestam os prejuízos que essa atividade provoca, alertam para a legislação vigente e para os acordos internacionais dos quais o Brasil é signatário e que tratam da prevenção e erradicação imperativa do trabalho infantil. Ao abraçar essa agenda pública, os brasileiros e o governo (em suas diferentes instâncias) demonstrarão efetivamente seu compromisso com um Brasil melhor no futuro”, ressaltou a presidente da entidade, Luciana Rodrigues Silva.

BAIXA RENDA - Conforme os últimos dados disponibilizados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2016, no Brasil há 2,4 milhões de pessoas com idades entre 5 e 17 anos trabalhando. Desse grupo, os adolescentes pretos e pardos correspondem a 66,2%; quase a metade (49,83%) integra famílias de baixa renda, com rendimento mensal per capita menor do que meio salário mínimo e 76,3% atuava em atividades não agrícolas (indústria, comércio e domicílios).
Nas regiões Nordeste e Sudeste, as taxas de trabalho infantil são as mais altas: respectivamente, 33% e 28,8% dos 2,4 milhões de meninas e meninos que vivem nessa condição. Entre os estados, em termos absolutos, lideram esse trágico ranking os estados de São Paulo (314 mil), Minas Gerais (298 mil), Bahia (252 mil), Pará (193 mil) e Rio Grande do Sul (151 mil).
De 2014 a 2018, o Ministério Público do Trabalho (MPT) registrou mais de 21 mil denúncias de trabalho infantil. Na média histórica, o MPT calcula que haja 4,3 mil denúncias de trabalho infantil por ano. No período, houve o ajuizamento de 968 ações e firmados 5.990 termos de ajustamento de conduta (instrumento administrativo para impedir condutas irregulares).

DIGNIDADE - O trabalho infantil pode ser entendido como aquele que priva as crianças de sua infância, seu potencial e sua dignidade, comprometendo também seu desenvolvimento físico, mental, cognitivo e intelectual, ao privá-las de recreação e de frequentar a escola.
Além disso, o trabalho infantil expõe suas vítimas a inúmeros riscos de saúde e de vida, não sendo raros casos de acidentes, mutilações, adoecimento e óbitos. O Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan) do Ministério da Saúde indica que, entre 2007 e 2018, a ocorrência de 43.777 acidentes de trabalho com crianças e adolescentes. No mesmo período, 261 deles perderam a vida durante o exercício dessas atividades.
Tornar natural o trabalho infantil distorce um drama que ainda afeta milhões de crianças e adolescentes e suas famílias no mundo. “Situações assim não deveriam existir. Ao invés disso, esse público vulnerável deveria receber do poder público, de suas famílias e da sociedade acesso a cuidado, proteção e atenção, de modo integral, para garantir seu pleno crescimento e desenvolvimento”, destaca Luciana Rodrigues Silva.


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