Pesquisar no Blog

terça-feira, 16 de julho de 2019

A gravidez múltipla e o parto de gêmeos


Imagem retirada da internet

Mesmo planejando a gestação, muitas mulheres costumam se assustar quando o resultado dá positivo. Imagina quando descobrem então que estão esperando dois ou mais bebês? 

 

A gravidez múltipla costuma gerar muitas dúvidas por parte dos pais, principalmente sobre a hora do nascimento. “É sabido que este tipo de gestação requer cuidados especiais, mas, assim como em qualquer gravidez, se estiver correndo tudo bem com a mãe e os fetos, o parto normal é recomendável, ” explica Dr. Alberto Guimarães, ginecologista, obstetra e precursor do “Parto sem Medo”.

Em condições ideais, sem uma patologia prévia, o mais interessante é que o nascimento dos bebês ocorra por via vaginal, mesmo porque os benefícios de um parto normal são vários: é mais seguro para a mamãe e os bebês, há um menor risco de hemorragia, a recuperação da mulher é mais rápida e o contato entre a mãe e os bebês é imediato.

“A indicação de cesárea só deve acontecer se a gestante apresentou hipertensão arterial durante a gestação; suspeita de descolamento de placenta; se o primeiro bebê estiver numa posição transversa ou pélvica; se o peso dos nenês estiver abaixo do esperado; ou em casos mais graves como a transfusão feto-fetal, condição em que um bebê pode levar o óbito do outro, “aconselha o obstetra Guimarães.
Conheça os tipos de parto indicado para a gestação de gêmeos:

Tipo de parto indicado:

É sabido que este tipo de gestação requer cuidados especiais, mas, assim como em qualquer gravidez, se estiver correndo tudo bem com a mãe e os fetos, o parto normal é recomendável. Os benefícios do parto via vaginal são muitos: é mais seguro para a mamãe e os bebês, há um menor risco de hemorragia, a recuperação da mulher é mais rápida e o contato entre a mãe e os bebês é imediato. 

 

Cesárea: só deve acontecer se a gestante apresentou hipertensão arterial durante a gestação; suspeita de descolamento de placenta; se o primeiro bebê estiver numa posição transversa ou pélvica; se o peso dos nenês estiver abaixo do esperado; ou em casos mais graves como a transfusão feto-fetal, condição em que um bebê pode levar o óbito do outro. 

 

Parto prematuro: Na gravidez gemelar é até considerado normal um trabalho de parto prematuro, antes das 37 semanas. Um dos fatores que leva a essa precocidade é a hiperdistensão do útero, ou seja, o órgão é esticado de modo precoce tendo dois nenês do que somente um. A hiperdistensão, junto com a pressão que estes bebês fazem no colo do útero, pode levar a uma ruptura de membranas.

Para superar as 37 semanas e esperar a mulher entrar em trabalho de parto é necessário que a mãe não tenha tido nenhuma complicação durante a gestação e que a vitalidade fetal esteja preservada.


1) É normal que gêmeos nasçam prematuro? Por que?

É esperado e até considerado dentro do esperado um trabalho de parto prematuro, antes das 37 semanas gemelares, principalmente porque existe uma hiperdistensão do útero, ou seja, o útero é esticado de uma maneira muito mais precoce tendo dois nenês do que somente um. Então esta hiperdistensão, junto com a pressão que estes bebês acabam fazendo no colo do útero, faz com que ocorra uma ruptura de membranas. Estes são fatores que no geral podem fazer com que o trabalho de parto ocorra de maneira mais precoce. 


2) Até quando a gestação pode ser levada? Existe um prazo “máximo” de segurança nesses casos?

Na verdade existem estudos internacionais que apontam muito critério quando se diz respeito a esta gestação superar as 38 semanas no caso de gemelar. Por exemplo, o colégio americano de ginecologia e obstetrícia defende que, para deixar passar das 38 semanas, para ficar numa conduta expectante, esperando entrar em trabalho de parto é importante que a mãe não tenha nenhuma complicação, assim como a vitalidade fetal esteja preservada, que ela esteja realmente garantida. 


3) Gêmeos podem nascer de parto normal?

Sim. Não só podem como devem nascer de parto normal. 


4) Nesses casos, qual é a via de nascimento que apresenta mais riscos: parto normal ou cesárea? Por que?

Se for juntar as complicações de uma cesárea no que diz respeito a gravidez atual e comprometimento eventualmente, de outras gestações, temos que pensar que a melhor via continua sendo a vaginal. Entretanto uma cesárea pode ser indicada quando o primeiro bebê está numa posição transversa ou pélvica, por exemplo; dependo também do peso dos bebês, do momento da definição do nascimento se por alguma circunstância ou patologia seja menor que um quilo. Então a cesárea nestes casos ela tem lá suas indicações.  


5) É melhor induzir um parto ou fazer a cesárea? Explique.

Em condições ideais, sem uma patologia prévia, o mais interessante é que seja de parto normal, portanto, pode ser feito uma indução de trabalho de parto em uma gestação gemelar. Não há necessidade de partir para cesárea de maneira indiscriminada. 


6) O que pode inviabilizar o parto normal? É possível esperar em trabalho de parto? Quais casos pedem uma cesárea agendada?

Imagina que a grávida tenha uma hipertensão arterial associada, ou se o primeiro bebê estiver numa posição transversa, por exemplo, vai ficar difícil querer fazer parto normal e neste caso é indicada uma cesárea. Outras questões são: suspeita de descolamento de placenta; de o cordão sair antes que a procedência de cordão; uma pré-eclâmpsia descompensada é indicação de cesárea ou numa situação onde tenha alteração entre os fetos tem uma coisa chamada de transfusão feto-fetal condição em que um pode levar o óbito do outro. Existem situações que está planejando parto normal, mas que pode ter uma indicação de cesárea neste caminho.
Outro aspecto a ser considerado é que tem situações que o primeiro bebê pode ser parto normal e o segundo, uma possibilidade de indicação de parto cesárea. 


. 7) A posição dos fetos interfere no parto? Como eles devem estar para o parto normal ser possível?

Sim. É consenso dividir a posição dos fetos num grupo onde a cabeça do bebê está para baixo, os dois estão para baixo, dito posição cefálica-cefálica.
Existe outro grupo onde o primeiro é cefálico e o segundo independe, não-cefálico. Estes dois grupos dá para pensar em parto normal. Cefálico-cefálico em torno de 45%; cefálico com o outro não cefálico 35%; e o terceiro grupo onde o primeiro não está cefálico em torno de 20%. São fatores importantes na resolução. O primeiro bebê estando cefálico ou os dois cefálico-cefálico você pode pensar em um parto normal.

8) Depois que o primeiro nasce, o segundo pode mudar de posição?

Pode. 


9) Alguma posição pode ser indicação real de cesárea?

Tem situações em que pode precisar de cesárea, digamos depois de o primeiro ter nascido de parto normal e o segundo ter esse procedência de cordão, que é o cordão sair antes, ou descolamento de placenta, são situações em que para salvaguardar o segundo indicamos a cesárea, chamamos isso de conduta combinada. 


10) Na prática, como eles geralmente estão posicionados? (Se tivermos números e porcentagens, ótimo!)

As posições dentro do útero são cefálico-cefálico, que são os dois de cabeça para baixo, cerca de 45%; o primeiro cefálico e o segundo não cefálico, cerca de 35%; e a terceira situação onde o primeiro não cefálico, cerca de 20%.


11) As manobras prévias realizadas em alguns casos para mudar o feto de lugar são indicadas ou eficientes em gestações gemelares?

Não, geralmente não são indicadas porque aumenta riscos de desencadear este trabalho de parto, risco de ruptura de membrana e descolamento de placenta e não é de praxe, ficar manipulando e tentando mudar a posição antes do trabalho de parto. Existem situações onde o primeiro bebê é cefálico e o segundo, por exemplo, está transverso aí você vai ter que fazer uma manobra para retirar este bebê, seja tentar virar cefálico ou vir pelo pé, mas aí seria durante o trabalho de parto, que chamamos de conduta combinada. 


12) Durante a gestação, é preciso algum cuidado específico? Explique.

Sim, são necessários muitos cuidados na gestação gemelar, como um pré-natal acompanhado de perto; uma boa orientação médica para a gestante; entender que a gestação pelo fato de ser gêmeo ou trigêmeo este útero vai ter uma distensão mais precoce, o colo do útero vai ter uma demanda maior, então este colo pode abrir mais precocemente; pode romper bolsa; a gestação gemelar tem chance maior de aumento de pressão e diabetes. São muitas complicações então precisa de cuidados especiais. 


13) Durante o parto, é preciso algum cuidado específico? Explique.

Este parto deve ser acompanhado de perto,deve-se levar em consideração se o primeiro está cefálico, considerar se o primeiro tiver um peso muito menor que o segundo, tem que ver essa possibilidade da via de parto para os dois, é preciso que entenda que esta gestação tem mais risco hemorrágico, de este útero ter mais dificuldade de contrair, pode ser que seja necessário durante o trabalho de parto o uso de ocitocina porque é um parto que, depois que desencadeia, ele fica muito moroso e você tem que ter algumas atuações, é uma situação que requer cuidados. 


14) Parto gemelares podem acontecer em casa? Explique.

É óbvio que as pessoas que defendem o parto domiciliar, pode imaginar que possa ser exagero do Dr. Alberto Guimarães pensar que o parto gemelar não possa nascer no domicílio. Mas se a gente considerar que o gemelar realmente por si, aumenta risco de algumas complicações e pensar no parto domiciliar de baixo risco, é prudente que o desfecho seja em ambiente hospital. Não que seja cesárea, mas que possa realmente esperar dentro do período o desencadear do trabalho de parto e dar uma assistência de perto, para acompanhar o trabalho de parto. Por isso, o ambiente hospital é o mais indicado.





Alberto Guimarães - Formado pela Faculdade de Medicina de Teresópolis (RJ) e mestre pela Escola Paulista de Medicina (UNIFESP), o médico atualmente encabeça a difusão do “Parto Sem Medo”, novo modelo de assistência à parturiente que realça o parto natural como um evento de máxima feminilidade, onde a mulher e o bebê devem ser os protagonistas. Atuou no cargo de gerente médico para humanização do parto e nascimento do Centro de Estudos e Pesquisas Dr. João Amorim, CEJAM, em maternidades municipais de São Paulo e na Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo. Site: https://www.partosemmedo.com.br/
Instagram: @partosemmedo
Facebook: @partosemmedo

Congelamento de óvulos: uma opção para quem deseja engravidar mais tarde


Especialista em Reprodução Humana esclarece dúvidas comuns para quem quer engravidar após os 35 anos


Quantas vezes já ouvimos de mulheres aquela frase: "desejo ser mãe, mas não agora". É sabido que a maternidade ainda faz parte do sonho da maioria das mulheres, porém atualmente especialistas em reprodução humana se deparam com uma mudança no perfil feminino em seus consultórios. E isso tem a ver com a idade para que a maternidade aconteça.

Antigamente, mulheres entre 20 e 30 anos já estavam com suas famílias praticamente formadas, com suas casas, maridos e filhos nos braços. Mas hoje em dia, elas desejam engravidar mais tarde; a grande maioria depois dos 35 e algumas só depois dos 40 anos.

E como fazer para preservar essa fertilidade, já que o relógio biológico não acompanha as prioridades e os desejos da mulher moderna? Como deve fazer a mulher que deseja ser mãe, mas "não agora"?

Graças à ciência, essas mulheres que priorizam suas carreiras, viagens, estabilidade financeira e emocional ou até a chegada de um parceiro ideal contam com um super aliado: o congelamento de óvulos.

O congelamento de óvulos preserva a fertilidade da mulher que opta por ter filhos mais velha e traz uma tranquilidade para que ela organize sua vida e não tome um susto no momento em que desejar engravidar.

"Os óvulos das mulheres envelhecem e diminuem com passar dos anos, portanto o ideal seria que elas engravidem antes dos 30, ainda bem jovens, porém sabemos que a busca pela maternidade tardia é uma realidade atual. Então o ideal é que a mulher que queira preservar sua fertilidade para ser mãe mais tarde busque um especialista até os 35 anos e faça o congelamento de óvulos", explica a médica Rosane Rodrigues, especialista em Reprodução Humana da Invita Medicina Reprodutiva, em São Paulo.  

As brasileiras, de modo geral, estão optando cada vez mais em postergar uma gestação e isso fez aumentar muito a procura por congelamento de óvulos nas clínicas de reprodução em 2018.

É importante dizer também que além das mulheres que desejam uma maternidade tardia, o congelamento preserva a fertilidade de mulheres com problemas de saúde que necessitam de quimioterapia: "as mulheres que vão passar por processo de quimioterapia, por exemplo, e que desejam ser mães após a cura de um câncer, devem procurar congelar seus óvulos antes do início do tratamento", ressalta a médica.  

Congelamento de óvulos deveria ser um assunto conversado com um médico de confiança em consultas de rotina, mas muitas vezes isso não acontece, o que acaba gerando uma série de dúvidas a respeito do assunto.

Mas afinal, como é feito o tal congelamento? Quem pode fazer? Como é o processo? Até que idade é possível congelar óvulos?

São tantas perguntas, que a DraRosane Rodrigues resolveu esclarecer algumas das mais comuns feitas a ela durante as consultas:

1 - Até que idade posso congelar meus óvulos?

Os 35 anos é uma idade importantíssima para a fertilidade feminina. É a partir desta idade que a reserva ovariana diminui drasticamente e os óvulos começam a "envelhecer". O ideal é que o congelamento seja feito antes dessa idade para que possamos ter uma boa resposta ovariana e melhor qualidade oocitária, tendo assim maiores chances de sucesso no momento de fertilizá-los. Entretanto, não há data limite para o procedimento. Isso deve ser conversado com o especialista responsável, que analisará os exames prévios e decidirá a melhor opção para a paciente.


2 - Passei dos 35. Ainda dá tempo de congelar óvulos?

Sim. Não há data limite para o congelamento de óvulos. Mas sempre lembrando que cada ano que passa, a reserva diminui mais e os óvulos vão ficando mais velhos. Por isso, quanto antes fizer, melhor será a resposta. 


3 - Como é feito o processo?

Iniciamos uma estimulação dos ovários com medicamentos específicos para induzir uma maior produção de folículos (contendo os óvulos). Através de ultrassons seriados, podemos acompanhar o crescimento desses folículos e determinar o momento certo de entrarmos com outro hormônio, que ajudará a romper esses folículos, ocasionando então a liberação dos óvulos. Feito isso, partimos para a etapa da Punção de Óvulos. Este é um procedimento cirúrgico, que deve ser feito numa clínica de reprodução assistida, via vaginal e sob efeito de anestesia. Ao final do procedimento, a mulher deve ficar na clínica por algumas horas, sendo liberada no mesmo dia. O procedimento é praticamente indolor e pode dar uma pequena cólica. Após a retirada dos óvulos, eles serão avaliados por um embriologista e os melhores serão então criopreservados.


4 - O processo de congelamento é feito uma só vez?

Depende do caso. Em mulheres mais novas, conseguimos captar um número suficiente de óvulos de uma só vez. E geralmente óvulos bons, que farão diferença na taxa de sucesso da fertilização futura. Em mulheres mais velhas, acima dos 35, pode ser que sejam necessárias mais de uma vez para chegarmos a um número suficiente de óvulos bons para serem congelados.


5 - Onde ficam esses óvulos congelados? Posso usar quando quiser?

Os óvulos ficam criopreservados e não têm data de validade. Podem ficar congelados por anos, mas o ideal é que sejam usados até os 50 anos, idade limite aconselhada pelo Conselho Federal de Medicina para a mulher engravidar. Após essa idade, os riscos para a mãe e para o bebê são muito maiores.


6 - Se eu congelar meus óvulos com 30 anos e engravidar aos 40 terei alguma dificuldade?

Muitos problemas de infertilidade feminina estão relacionadas à idade da paciente. Depois dos 35 anos a mulher passa a ter uma queda na reserva ovariana e os óvulos envelhecem, por essa razão uma mulher de 40 anos tem muito mais dificuldade em engravidar naturalmente do que uma mulher de 30 e os riscos para o bebê de uma mãe de 40 são muito maiores. Mas quando você congela os óvulos aos 30, você preserva a qualidade deles. Portanto, se engravidar aos 40 com óvulos que foram congelados aos 30, a chance de sucesso na gestação é muito alta e o risco de alteração genética do feto é muito menor.


7 - Qual médico devo procurar para fazer congelamento de óvulos?

Um especialista em Reprodução Assistida. Ele será o profissional qualificado para te dar informações e realizar o processo.


8 - Algum conselho para as mulheres sobre o congelamento de óvulos?

Eu aconselho todas que quiserem ser mães tardiamente que façam o congelamento de óvulos. Também digo para que fiquem atentas e conversem com seu médico de confiança sobre isso. Peça exames, leia bastante. Mulheres com problemas de saúde como o câncer podem optar pelo congelamento de óvulos antes do início do tratamento. Mulheres com históricos familiares de menopausa precoce ou portadoras de hipotireoidismo também precisam ficar atentas. De resto é usar a ciência a seu favor sempre.





Fonte: Dra Rosane Rodrigues - médica especialista em Reprodução Assistida  da Invita Medicina Reprodutiva, em Moema, SP e do Instituto Crispi de Cirurgia Minimamente Invasiva. Mestre em Tocoginecologia pela Santa Casa de São Paulo e professora da Pós-Graduação em Reprodução Humana Assistida do Instituto Sapientiae, SP. CRM110.213


VOCÊ SABE PORQUE O INTESTINO É CONSIDERADO NOSSO SEGUNDO CÉREBRO?


       Muitas pessoas já ouviram falar que o intestino é nosso segundo cérebro, mas você sabe por que? Será que é por causa das dobrinhas que são parecidas? E qual a ligação entre o fisioterapeuta e o seu intestino?


Na verdade, existem algumas curiosidades que confirmam esta afirmação.

O intestino tem uma barreira chamada GALT (gut-associated lymphoid tissue), como se fosse uma espécie de proteção para que substâncias nocivas ao organismo não "invadam" o nosso meio interno. Já o nosso cérebro também tem uma barreira, chamada Barreira Hematoencefálica, que tem como objetivo proteger o Sistema Nervoso Central de substâncias químicas presentes no sangue. Essas duas barreiras são de espessuras parecidas. Portanto, qualquer alteração intestinal que resulta em uma pequena inflamação pode "irritar" essa parede deixando-a “vulnerável", gerando uma inflamação de baixo grau no corpo. Isso ocorre de maneira lenta e progressiva através de diversos fatores, um deles é o hábito alimentar não saudável. Uma vez o organismo inflamado, tudo que está ligado as inflamações podem aparecer, por exemplo: Dores articulares, dores musculares, doenças autoimunes, alergias e inúmeros outros sintomas, e tudo por uma origem INTESTINAL.

Através de uma rica anamnese, conseguimos saber se existe inflamação originada nos intestinos e assim conseguimos através de uma terapia manual, reeducação alimentar e mudança de hábitos uma modulação intestinal que diminuirá MUITO essa inflamação. Por isso a doença que te gera dor, pode ser originada (muito provavelmente) de uma inflamação intestinal. 

CURIOSIDADE: Você sabia que se pegarmos todas as bactérias presentes nos intestinos e pesarmos, o peso dará por volta de 2,5kg. O mesmo peso de um cérebro!!! Mais um motivo pra dizermos que temos sim um segundo cérebro!!

A fisioterapia integrativa pode te ajudar a trazer um bom funcionamento deste órgão tão importante e pouco lembrado por nós.

Ainda justificando o por que ele é nosso segundo ou primeiro cérebro, o intestino tem o seu próprio sistema nervoso: o Sistema Nervoso Entérico! Esse sistema é capaz de agir de forma independente com relação ao cérebro. Cerca de 80% da nossa imunidade vem dos intestinos, além de uma surpreendente produção hormonal. 
Quase 90% da produção de Serotonina e 50% de Dopamina acontecem no sistema entérico. 

Estes hormônios são conhecidos pela sensação de bem-estar. A Serotonina tem uma função muito importante no ciclo circadiano, é ele que controla sono e vigília, ou seja, se pensarmos em distúrbios de sono, também devemos ficar atentos a produção desse hormônio. 

Já a Dopamina, além de ter uma função de controle do nosso movimento, é responsável pelas nossas expectativas de vida, por exemplo: as boas expectativas, os nossos planos futuros.

Essa ligação entre cérebro e intestino se torna possível por conta do Nervo Vago. O maior nervo craniano que temos faz um papel primordial no controle do nosso Sistema Nervoso Parassimpático, que atua diretamente nos intestinos e no nosso Sistema Nervoso Central, com uma função de relaxamento.

 Este tema renderia muitos textos, mas acredito que foi o suficiente pra entendermos a importância deles pro nosso bem-estar e nossa evolução pra remissão de uma doença inflamatória. Iniciar o tratamento dessas doenças focando na saúde intestinal é um tiro certeiro que a fisioterapia integrativa dar certo





Diogo Christofoli - atua há 11 anos em atendimento clínico como fisioterapeuta na região do grande ABC, na capital paulista e na cidade de Rio das Pedras. Formado pela Universidade Metodista conta com especializações internacionais em microfisioterapia e leitura biológica (medicina germânica), além de ser pós-graduado em acupuntura e disfunções musculoesqueléticas. O fisioterapeuta sempre participa de congressos e atualmente está cursando uma formação em fisioterapia integrativa.     Desde 2011 vem trabalhando com seus pacientes no tratamento através da microfisioterapia, onde obtém respostas muitos positiva no tratamento de algumas patologias relatados por eles. Também trabalha, como citado acima, com acupuntura e com a fisioterapia integrativa, que auxiliam no tratamento da microfisioterapia tornando p organismo mais funcional.

Posts mais acessados