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terça-feira, 16 de julho de 2019

Catarata piora o sono


Estudo multicêntrico mostra que a visão embaçada pela catarata dificulta o sono e explica o crescimento da insônia no Brasil. Entenda.


Há anos pesquisadores de diversas partes do mundo vêm estudando a relação entre o envelhecimento e a insônia. Não por acaso, a recomendação da OMS (Organização Mundial da Saúde) é de 6 a 8 horas de sono/dia para quem tem 65 anos ou mais e até 17 horas nos primeiros três anos de vida.
Segundo o oftalmologista Leôncio Queiroz Neto do Instituto Penido Burnier não é só na insônia que a cirurgia de catarata interfere. Muitos pacientes têm melhora do estado emocional, autoestima, e até da função cognitiva. O problema é que nos check-ups a insônia muitas vezes é deixada de lado.

 Para se ter ideia da gravidade, um estudo multicêntrico realizado com mais de 9 mil participantes acima de 65 anos que não tinham passado pela cirurgia, mostra que mais da metade se queixaram de insônia. No Brasil não é diferente. A estimativa 2019 do CBO (Conselho Brasileiro de Oftalmologia) é de que o país deveria realizar cerca de 2 milhões de cirurgias de catarata/ano. Em 2018 praticamente só 1 em cada 4 demandas foi realizada, totalizando 450 mil operações.


Riscos de adiar a cirurgia

Queiroz Neto ressalta que o adiamento da cirurgia torna o procedimento mais perigoso e aumenta o risco de surgirem outros problemas de saúde relacionados à dificuldade para dormir: doenças cardiovasculares. hipertensão, diabetes, sobrepeso, colesterol alto e depressão. O oftalmologista explica que a insônia acontece porque a catarata amarela o cristalino e reduz a quantidade de luz azul que penetra em nossos olhos. “É esta luz que responde por nosso estado de vigília, mas é ela também que melhora a qualidade do sono após a cirurgia que substitui o cristalino amarelado pelo implante de uma lente totalmente transparente. Esta substituição permite às células ganglionares da retina aumentarem a produção de melanopsina, um pigmento que regula nosso "relógio biológico", naturalmente controlado pela exposição à luz”, explica. “Na mulher a insônia é ainda mais frequente do que no homem. Isso porque, o cristalino tem receptores dos estrogênios e a redução destes hormônios na menopausa diminui a produção da melanopsina pelas células da retina”, afirma.


Melhor momento para operar

O especialista ressalta que o único tratamento efetivo para catarata é a cirurgia. A boa notícia é que o procedimento está cada vez mais preciso. Ainda assim, muitas pessoas ficam na dúvida se já está na hora de operar. Os sinais de que a cirurgia deve ser realizada são: troca frequente do grau dos óculos, dificuldade para dirigir sobretudo à noite, grande dificuldade de enxergar com faróis contra, enxergar halos ao redor da luz, perda da visão de contraste e necessidade de mais iluminação para ler.


Dicas para dormir melhor

O estilo de vida também influi na qualidade do sono. Por isso, há quem permaneça com insônia mesmo depois da cirurgia de catarata. As dicas do oftalmologista para dormir melhor são:

1.   Evite navegar no celular ou computador 2 horas antes de dormir. A luz das telas digitais engana nosso cérebro que é dia.
2.   Faça atividades físicas durante o dia.
3.   Só vá para a cama se estiver com sono.
4.   Faça alguma atividade relaxante durante a noite, como ler um livro ou ouvir música.
5.   Diminua o consumo de café, chá mate e bebida alcoólica que podem tornar seu sono agitado.
6.   Faça uma refeição leve à noite.
7.   Apague todas as luzes. Ambientes escuros aumentam a produção de melatonina, hormônio indutor do sono.
8.   Evite dormir durante o dia.

Hábito de fumar provoca danos à voz


 O tabaco prejudica as pregas vocais, pode alterar a voz e ainda é responsável por causar doenças como a DPOC


A voz é um instrumento valioso para comunicação, responsável por dar o tom das conversas e demonstrar emoções, além de eternizar ícones na música e na TV, como o cantor Freddy Mercury e o comentarista de futebol Galvão Bueno. É preciso estar atento a alterações na voz que podem ser sinais de doenças. As pessoas que fumam, por exemplo, são indivíduos potenciais para ter problemas na fala, pois o tabaco pode causar inflamação crônica nas pregas vocaisi, ou seja, pode provocar acúmulo de muco, o que engrossa a voz e a deixa mais rouca, principalmente nas mulheres.

Além de problemas com a voz, o fumo pode causar outras doenças sérias. Segundo o INCAii, o consumo de derivados do tabaco, como cigarro, charuto e narguilé, causa quase cinquenta doenças diferentes, principalmente as cardiovasculares (infarto, angina), o câncer e as doenças respiratórias como a DPOC (Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica, que indica, geralmente, a combinação de doenças que reduzem o fluxo de ar nos pulmões, provocando sintomas como falta de ar, tosse seca e pouca disposição para fazer as atividades do cotidiano. Costuma ser chamada de bronquite crônica e enfisemaiii.

"Quando perguntamos ao paciente se tem falta de ar, muitas vezes, ele responde que não, mas se perguntamos se ele fica cansado ao subir um ou mais lances de escadas, é comum responderem que sim. Muitos deles apresentam sintomas, como falta de ar, tosse frequente e aumento na produção de muco, mas não procuram tratamento, pois acreditam que esses são sinais comuns do envelhecimento e do tabagismo. Esse cenário ocasiona a demora para o paciente se consultar com um médico especialista e geralmente, o diagnóstico só é realizado quando a doença já se encontra em estágio avançado", diz o Dr. Marcelo Rabahi, médico especialista em pneumologia e professor titular da Universidade Federal de Goiás.

A DPOC é uma doença que atinge 7 milhões de pessoas no Brasiliv e é a quinta causa de morte no mundov. Além da dificuldade de respirar, outros sintomas são a falta de energia e cansaço progressivo e constante, o que impossibilita uma série de atividades de rotinavi. O diagnóstico precoce é fundamental para o tratamento adequado da DPOC, doença responsável por 40 mil mortes anuais no Brasilvii. Na última década, a média de gastos com internações por DPOC no país chegou a R$100mivi, o dobro investido nos anos 90 – o que indica a crescente incidência da doença e preocupação com essa questão de saúde pública.

"A DPOC é uma doença grave que, quando não recebe o tratamento adequado, pode trazer diversas complicações pulmonares e até mesmo cardiovasculares. Dessa forma, além de riscos de crises respiratórias, como pneumonia e exacerbações, os pacientes estão sujeitos à problemas cardíacos como infartos, arritmias e hipertensão", complementa o especialista.

Apesar de ser uma doença grave e sem cura, existem medicamentos que são capazes de estabilizar o progresso da doença e controlar os sintomas, aumentando a qualidade de vida dos pacientes. Além de tratamento medicamentoso com broncodilatadores inalatórios, que contribuem para a suavização dos sintomas e das crises de exacerbação, procedimentos não farmacológicos também são importantes para garantir uma melhor qualidade de vida, como a prática de atividade física regular com o acompanhamento médico, vacinação e, quando necessário, o uso de suplementação de oxigênio.


Sobre a DPOC

A OMS projeta que, em 2030, a DPOC será a terceira causa de morte no mundo e atinge 65 milhões de pessoas no mundo. Causada principalmente pelo tabagismo, a DPOC leva à dificuldade de respirar e ao cansaço progressivo e constante, impossibilitando uma série de atividades de rotina. Todos os anos, esta doença leva a óbito cerca de 40 mil brasileiros, o equivalente a quatro pacientes por hora, segundo dados do Ministério da Saúdev.

Segundo o Gold – Iniciativa Global para Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica – um programa mundial que atua com objetivo de sistematizar, padronizar e orientar o diagnóstico e tratamento da DPOCv, existem cinco perguntas básicas que ajudam o profissional de saúde a identificar pacientes que podem ter a doença:
  • Possui mais de 40 anos;
  • Fumante ou ex-fumante;
  • Tosse frequente;
  • Expectoração ou "catarro" constante;
  • Cansaço ou dificuldade para respirar, como subir escadas ou caminhar.




Boehringer Ingelheim

Com tempo seco, educador físico alerta para sinais do corpo e destaca importância da hidratação


  Roupas leves e diminuição no ritmo dos treinos são dicas que podem ajudar a minimizar os efeitos da baixa umidade do ar
 

A estação mais fria do ano também é a que mais traz perigos para quem sofre com problemas respiratórios. Resfriado, gripe, bronquite, rinite, sinusite e dificuldades respiratórias tornam-se mais frequentes durante o inverno.

Isso acontece porque o frio anda de mãos dadas com a baixa umidade do ar, as mudanças bruscas de temperatura e o aumento da poluição. Fatores que contribuem para elevar a frequência das infecções das vias respiratórias.

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), a umidade deve estar acima de 60%. Abaixo de 30%, considera-se estado de atenção e entre 19% e 12%, alerta.

Para que as atividades físicas não sejam interrompidas neste período, o educador físico da Selfit Academias Rafael Oliveira faz um alerta para os sinais do corpo durante o período e destaca a importância da hidratação.

Além disso, traz dicas que podem ajudar a minimizar os efeitos da baixa umidade do ar. Confira abaixo a entrevista com o especialista.


No clima seco, é melhor treinar ao ar livre ou em ambientes fechados?
 
Rafael - Embora seja mais prazeroso treinar ao ar livre, em dias de tempo seco, quando a umidade relativa do ar está muito baixa, sempre recomendamos treinar em ambientes climatizados. Caso não queira abrir mão das atividades ao ar livre, opte sempre por horários de sol mais ameno, ou seja, antes das 10h e depois das 16h. 


Quais são as atividades mais adequadas?
 
Rafael - Não é a atividade em si que importa, mas onde fazemos, com que duração e qual a intensidade. Mas, optar por atividades em ambientes climatizados, pode ser a melhor escolha nesta época. Fora isso, atividades aquáticas são uma boa opção.


É preciso beber mais água do que normalmente? Quanto?
 
Rafael - Hidratação é importante o tempo todo, mas nestes períodos ainda mais. Sempre que possível, hidratar-se antes, durante a após as sessões de treinamento. Em relação à quantidade, depende muito da duração e intensidade da modalidade escolhida, mas melhor aumentar em cerca de 20% a 30% do que já se ingere e em pequenas doses (300 ml a 500 ml antes, cerca de 200 ml a 300 ml durante, dependendo da intensidade e duração, e o mínimo de 500 ml após). Ainda é importante ressaltar que, se a modalidade escolhida ultrapassar uma hora de duração e/ou exigir muito devido à intensidade, além da água, devemos repor sais minerais que perdemos com o suor. Isso pode ser feito com bebidas eletrolíticas ou suplementos específicos (recomendados por médicos ou nutricionistas). 


Para o iniciante, é um período mais difícil para praticar exercícios?

Rafael -
Sim. Quem já tem o hábito de praticar exercícios físicos também sente dificuldades durante o tempo seco, mas adapta-se mais depressa ou sofre menos. Quem está começando deve ter muita cautela e evitar exercícios extenuantes. 


Que dicas você, como profissional de Educação Física, daria para os praticantes de exercícios?

Rafael -
Primeira e mais importante: procure sempre a orientação de um profissional! Prefiram horários de sol mais ameno, em especial início do dia, quando a umidade relativa do ar ainda está mais alta. Se puder fazer exercícios em ambientes climatizados, prefira. Não espere sentir sede para hidratar-se, crie o hábito de beber água em pequenas quantidades (entre 150 ml e 200 ml) várias vezes ao dia (cerca de dois a três litros por dia).


Quais são os principais erros que o usuário comete com o tempo seco?

Rafael -
Um dos principais erros que os praticantes de exercícios físicos cometem durante o período de tempo seco é não diminuir a intensidade e/ou duração do treino. É muito importante também atentar para sinais que o corpo nos manda: cansaço excessivo, mais sede durante as atividades habituais, tontura, boca seca, aumento repentino da frequência cardíaca, sangramentos nasais, dentre outros. Um bom treinador para fazer a periodização correta ou ajuste do treinamento também é fundamental.

Há alguma dica de roupa que pode ajudar na prática dos exercícios?

Rafael -
Sempre roupas leves, claras e arejadas. Hoje, existem tecidos tecnológicos específicos para ajudar no controle da temperatura corporal e alguns até com filtros solares. Esses são os mais indicados.


O que fazer para deixar o ambiente mais úmido tanto em casa quanto na academia?

Rafael -
Na academia, os ambientes já tendem a ser condicionados e agradáveis. Em casa, sempre bom ter uma bacia ou outro recipiente com água para umidificar o ambiente. O ideal é que deixemos esse recipiente o dia inteiro para que estejamos com a casa sempre umidificada.


Por que a baixa umidade do ar afeta o nosso organismo? Como manter o bem-estar?

Rafael -
A umidade baixa geralmente vem associada ao calor intenso (não necessariamente só ao calor, mas é quando é mais preocupante). Ao praticarmos exercícios, naturalmente perdemos água do organismo, principalmente através do suor (uma das funções do suor é umidificar a pele para ajudar no controle da temperatura interna do corpo, que deve estar sempre em torno de 36,5ºC). Com isso, além do risco de desidratação, ainda tendemos a perder água do sangue, que fica mais denso e obriga o coração a trabalhar num ritmo mais acelerado para fazer esse sangue chegar a todo o corpo.


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