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quinta-feira, 9 de março de 2017

Automutilação afeta 20% dos adolescentes e pode estar associada a transtornos psiquiátricos



O ato de agredir o próprio corpo intencionalmente, mas sem o objetivo de suicídio, é chamado de automutilação ou autolesão não suicida, segundo o Manual Diagnóstico Estatístico de Transtornos Mentais (DSM-V). Segundo estudos, a automutilação é mais prevalente em adolescentes e pode ter início por volta dos 13 anos.

Em um estudo norte-americano de 2011, constatou-se que 6% da população geral praticou pelo menos uma vez um ato de automutilação e 1% praticou por 10 anos ou mais. Outro estudo, que considerou apenas adolescentes em idade escolar, mostrou que 45% deles já havia praticado um ato de automutilação.

Segundo Thais Quaranta, psicóloga e neuropsicóloga, o comportamento de autoagressão tem um padrão de repetição. “As lesões são superficiais, na maior parte dos casos. Os cortes na pele são as mutilações mais frequentes. Podemos encontrar também queimaduras, arranhões e mordidas. Notamos ainda que braços e pernas são as partes do corpo mais atingidas pelas agressões, justamente por serem de fácil acesso, como também serem partes facilmente encobertas por roupas, já que quem pratica a automutilação não quer ser descoberto”, explica.

Frente a casos de automutilação, a pergunta que fica é: por que ferir a si mesmo? A resposta é bem complexa. Thais explica que a automutilação está ligada à incapacidade de lidar com os próprios sentimentos. “A adolescência é uma época muito difícil, cheia de dúvidas, medos e angústias. Ferir-se pode ser um modo de aliviar a tristeza e a dor emocional. Há jovens que buscam esse alívio nas drogas, nos games, no sexo, e outros na automutilação”, explica a psicóloga.

“Quando há um episódio de automutilação, há sempre fatores que acabaram desencadeando a crise, como rejeição social, perdas, problemas em casa, medo, raiva, entre outros sentimentos e situações”, explica Thais.

Por isso, os pais precisam estar atentos aos fatores de risco. Segundo Thais, as causas são multifatoriais, como insegurança, baixa autoestima, impulsividade, problemas na infância (negligência, abuso, estresse), dificuldades sociais (bullying), problemas familiares (pais divorciados ou ausentes), violência doméstica, entre outros. Por outro lado, a automutilação também é um dos critérios para diagnóstico de transtornos psiquiátricos, como transtorno boderline e depressão.

“Os conflitos emocionais da adolescência são constantes. Os pais precisam prestar atenção ao comportamento dos filhos e isso é uma tarefa diária. Notamos que nos dias atuais o tempo dedicado aos filhos diminuiu e isso tem um impacto profundo no desenvolvimento dos adolescentes”, afirma Thais.

Mas, segundo a psicóloga, é possível prevenir essas situações e a receita é simples: atenção, conversa e amor. “Os pais precisam dedicar mais tempo para os filhos, não importa a idade. Conversar, fazer as refeições juntos, perguntar sobre os problemas, medos e angústias. O maior presente que os pais podem dar aos filhos é a presença”, conclui Thais.

O diagnóstico da automutilação deve ser feito por um médico. O tratamento pode envolver o uso de medicamentos. Entretanto, é necessário fazer psicoterapia. A terapia cognitivo comportamental (TCC) é um tipo de psicoterapia efetiva que pode ajudar o paciente a evitar as crises e aprender a lidar com as emoções de uma forma mais saudável.



Entenda de onde vem sua dor de cabeça



Ela pode ter origem no estômago, você sabia?


Dor de cabeça é um sintoma que tem uma infinidade de causas e origens. Você sente dor de cabeça após um dia de stress, quando sua pressão está alta ou quando ela quer indicar algo mais grave como alguma doença acompanhada de febre e náuseas, por exemplo. O que nem todo mundo sabe é que esse sintoma também pode ter origem estomacal, podendo estar relacionado a problemas como azia. Para ajudar a identificar quando esse incômodo está associado ao sistema gástrico e, nesse caso, como podemos combatê-lo, a marca de antiácidos Sonrisal levantou as cinco principais dúvidas sobre o assunto e convidou a Dra. Ana Santoro, Gerente Médica da GSK-CH no Brasil (CRM: 5247120-3), para respondê-las. 


  1. Como podemos identificar a dor de cabeça proveniente do estômago?
R: Geralmente, os sintomas gastrointestinais estão presentes antes e junto com o aparecimento da dor de cabeça. Por isso, é muito importante conhecermos e observarmos nosso organismo para que possamos fazer essas distinções de forma mais fácil.


  1. Como não confundir dor de cabeça de origem estomacal com algo mais sério?
R: A dor de cabeça de origem estomacal vem acompanhada de sintomas gastrointestinais como azia e queimação, por exemplo. Ela, muitas vezes, se dá logo após uma refeição mais pesada, quando também ocorre o aparecimento de algum desconforto gástrico. Essa combinação nada mais é do que o reflexo da desregulação da comunicação bidirecional do trato gastrointestinal com os sistemas nervosos, entérico e central. Deixando os termos técnicos de lado, é a consequência do ruído na comunicação entre a digestão e a rede de neurônios que integra os sistemas digestivo e nervoso. O desequilíbrio desse contato acontece e a dor logo aparece.


  1. Como não errar na hora de identificar a dor de cabeça proveniente do estômago?
A dor de cabeça proveniente do estômago está relacionada diretamente a refeições pesadas e é mais comum após o consumo de determinados alimentos e bebidas, como chocolates, café, chás, bebidas carbonatadas e comidas picantes, por exemplo. Por outro lado, ficar sem comer por muito tempo também pode ocasionar o mesmo efeito de dor. Geralmente os sintomas gastrointestinais estão presentes antes e junto com o aparecimento da dor de cabeça. Observar se a dor de cabeça começa junto ou após o aparecimento dos sintomas gastrointestinais é a grande dica.


  1. Alimentos que contém amina, como embutidos, repolho e queijos maturados, além do uso de aspartame, presente em adoçantes, podem potencializar os efeitos da dor de cabeça?
R: Estes compostos provocam contração dos vasos sanguíneos, podendo causar crises hiperativas, além de dores de cabeça[1]. O aspartame, por sua vez, é a fenilalanina, que pode se converter em uma amina vasoativa, ou seja, substância que possui efeito vascular, no organismo, também provocando dor[2].


  1. Qual a orientação médica para combater esse sintoma de forma eficaz e segura?
R: Uma das formas de combater o problema é utilizar medicamentos que contenham ácido acetilsalicílico. Um dos principais é Sonrisal, disponível hoje nas farmácias de todo o Brasil. Sonrisal possui efeito 2 em 1, que combate a azia e a má digestão ao mesmo tempo em que dribla a dor de cabeça. De acordo com a bula do medicamento, o recomendado é consumir 1 a 2 comprimidos dissolvidos em um copo de água pequeno (200ml). A dose máxima diária é de dois comprimidos. Qualquer sintoma que se torne persistente deve ser investigado e acompanhado por um médico. O produto não é indicado em casos de suspeita de dengue.




[1] Aminas biogênicas: Um problema de Saúde Pública. Cardozo, M., Lima, K.S.C.,França, T.C.C, Lima, A. L.S.*
[2] Martins LB, Azevedo JF, Lima DC, Costa AB, Teixeira AL, Oliveira DR, Ferreira AV. Migrânea e os fatores alimentares descencadeantes. Headache Medicine, 2013; 4(2):63-9




Alergias em gestantes podem e devem ser tratadas




Cerca de 8% das mulheres desenvolvem alergias durante a gravidez, sendo as mais comuns a rinite, asma e dermatite atópica. 


Rinite – os sintomas principais são: espirros, coriza abundante e clara, coceira do nariz, olhos, ouvidos e garganta, entupimento nasal. Os olhos podem ficar avermelhados e lacrimejando. Por isso, muitas mulheres confundem a rinite com gripes e resfriados.

A Dra. Fátima Emerson, Coordenadora da Comissão de Assuntos Comunitários da Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (ASBAI), explica que os sintomas da rinite ocorrem em cerca de 20% das gestações. Uma mulher pode ter rinite e piorar na gravidez. Existem casos (mais raros) onde a rinite resulta da gestação e desaparece após o parto.
A doença tem um impacto na qualidade de vida da gestante, interferindo no sono, no dia a dia, sendo um fator de risco para asma e para surgimento de sinusite”, conta a especialista.


Asma – Cerca de 8% da população gestante têm asma. Das pacientes que já tinham a doença antes da gravidez, 1/3 apresenta melhora, outro 1/3 piora e 1/3 permanece estável. “A asma pode e deve ser tratada durante a gestação e requer acompanhamento contínuo, objetivando a normalização da função pulmonar, da oxigenação sanguínea, controlando a doença e evitando crises. Em geral, as crises de asma ocorrem entre a 24ª e a 36º semana da gestação, sendo raras nas últimas semanas e durante o trabalho de parto”, explica Dra. Fátima. 


Dermatose Alérgica – urticária, angioedema e dermatite atópica estão entre as mais comuns. Elas ocorrem por causa das alterações hormonais da mulher nessa fase. “A urticária se caracteriza pelo aparecimento de placas avermelhadas na pele, que coçam muito e têm duração fugaz e localização variável. Chama-se de angioedema quando atinge camadas mais profundas da pele e se manifestam por edema (inchaço) em lábios, pálpebras, mãos, pés, área genital e face. A dermatite atópica se manifesta como eczema na pele, acompanhado de coceira”, conta a alergista.

Abaixo algumas orientações da ASBAI para as gestantes:

- A gestante não precisa sofrer durante a gravidez. As alergias podem (e devem) ser tratadas, a fim de propiciar condições saudáveis de desenvolvimento para o bebê e para a futura mamãe.

- As mulheres que têm asma não precisam parar o tratamento na gravidez. A medicação inalada (sprays ou “bombinhas” são seguras, para a mamãe e para seu bebê. Mas é fundamental manter o tratamento médico de controle com especialista em Alergia e não se automedicar.

- Se for possível, evitar uso de remédios no primeiro trimestre, quando o risco é maior para o feto. Mas, se for necessário, pode-se tratar as alergias com segurança.

- Uma gestante que esteja fazendo uso de vacinas para alergia (imunoterapia específica com alérgenos) poderá manter seu tratamento. Mas, é consenso que o tratamento com vacinas para alergia não deve ser iniciado durante a gestação.

- Os antialérgicos (anti-histamínicos) de uma maneira geral, poderão ser usados com segurança.

- Tratar alergia não é só tomar remédios. A gestante alérgica não pode descuidar de sua casa, mantê-la sem ácaros, ficando longe da poeira e da fumaça de cigarros, entre outras providências importantíssimas.




ASBAI -Associação Brasileira de Alergia e Imunologia
Twitter: @asbai_alergia
Facebook: Asbai Alergia
www.asbai.org.br




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