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quinta-feira, 9 de março de 2017

Mulheres são mais afetadas pelo estresse que homens, aponta estudo da SulAmérica



Com o objetivo de compreender cada vez melhor os hábitos e comportamento de seus segurados, a SulAmérica desenvolve levantamentos exclusivos que apontam o estado de saúde de seus beneficiários por meio do Programa Saúde Ativa. O mais recente deles, uma pesquisa de dois anos com 13.550 segurados voltada à saúde emocional, revelou que 48% das mulheres consideram ter passado por situações de estresse recentemente. No público masculino, esse índice é de 37%. 

“A rotina atribulada, as pressões do dia a dia e a responsabilidade de conciliar os cuidados com a casa, família e trabalho podem contribuir para que as mulheres apresentem índices mais elevados de estresse, que está relacionado a diversos problemas emocionais e físicos. Por isso, investir em mudanças positivas no cotidiano, adotando hábitos saudáveis e se permitindo relaxar, é essencial”, destaca o vice-presidente de Saúde e Odonto da SulAmérica, Maurício Lopes.

Apesar de as mulheres serem mais afetadas pelo estresse que os homens, o levantamento da companhia apontou que elas estão dispostas a mudar. De acordo com a pesquisa, 88% das mulheres consultadas querem adotar novos hábitos para lidar e amenizar o estresse.




Ginecologista explica a Perimenopausa, período de transição da vida reprodutiva feminina



Diferente da menopausa, que se caracteriza pelo período de inatividade reprodutiva ovariana ou momento em que os ciclos ovulatórios e menstruais da mulher se encerram, a perimenopausa é a transição dessa fase e pode durar alguns anos. Segundo o ginecologista e obstetra Dr. Fábio Cabar, especialista em reprodução humana da Elo Clínica de Saúde, é nela em que a produção de hormônios ovarianos começa a ficar deficiente, especialmente dos estrogênios, e diversos sintomas, como os famosos ‘calorzinhos’ aparecem. “A carência desses hormônios pode levar ao aparecimento de uma série de sinais físicos e emocionais que, muitas vezes, trazem desconforto. Entre eles, devem ser citados a irregularidade menstrual, ressecamento vaginal, aumento da sensibilidade mamária, mudança de peso, fogachos (ondas de calor) alterações no sono (especialmente insônia), perda urinária involuntária, queda de cabelo, ressecamento e perda de elasticidade da pele, fadiga, alterações de humor como depressão e irritabilidade, déficit de memória, dificuldade de lidar com o estresse, diminuição da libido, dificuldade de concentração, etc.”, explica. 

Não há uma idade exata para início da perimenopausa e de forma geral, pode-se dizer que ela se inicia entre os 45 a 50 anos das mulheres. Apesar de infrequente, a gravidez ainda assim pode acontecer nesse período. “A mulher que se encontra na perimenopausa, a despeito da deficiente produção hormonal e da ovulação irregular, ainda pode engravidar e deve ser considerada de risco, portanto, deve ser acompanhada por médicos bem preparados e por uma equipe multiprofissional”, ressalta.

O diagnóstico é clínico e depende da identificação dos sinais e sintomas, especialmente a irregularidade menstrual. Nem sempre a reposição hormonal é indicada, precisando ser avaliada por um especialista, mas existem outros métodos para combater e tratar os sintomas. “Devemos lembrar que existem outras modalidades, não farmacológicas, para a abordagem terapêutica, como, por exemplo, a manutenção de uma vida saudável, com supressão de hábitos considerados prejudiciais à vida, como o tabagismo e ingestão de bebidas alcoólicas, prática regular de atividade física e uma alimentação saudável”, finaliza Dr. Fábio.





Dr. Fábio Cabar - Médico ginecologista e obstetra, especialista em reprodução humana assistida e gestação de alto risco há mais de 10 anos, na Elo Clínica de Saúde, em São Paulo. Mestre e Doutor em Obstetrícia e Ginecologia pela Universidade de São Paulo (USP) e título de especialista pela Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (FEBRASGO). Membro titular da Associação de Obstetrícia e Ginecologia de São Paulo (SOGESP), da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (FEBRASGO), da Sociedade Brasileira de Reprodução Humana (SBRH) e da European Society of Human Reproduction and Embriology (ESHRE). Site: http://www.eloclinicadesaude.com.br.






Ginecomastia tem grande impacto psicológico sobre adolescentes



A ginecomastia tem um impacto negativo significativo sobre, principalmente, o bem-estar psicossocial de pacientes adolescentes, especificamente em relação ao desempenho social, saúde mental e autoestima


O aumento persistente das mamas, a ginecomastia, afeta negativamente a autoestima e outras áreas da saúde mental e emocional dos adolescentes do sexo masculino, relata um artigo do Plastic and Reconstructive Surgery, revista da Sociedade Americana de Cirurgiões Plásticos (ASPS).

“Mesmo a ginecomastia leve pode ter efeitos psicológicos adversos em meninos, de acordo com o estudo. Os autores acreditam que suas conclusões têm implicações importantes para a intervenção precoce e o tratamento do problema, incluindo a redução da mama masculina em casos adequados”, afirma o cirurgião plástico Ruben Penteado, (CRM-SP 62.735), diretor do Centro de Medicina Integrada.


Estudo mostra impacto psicológico

Os pesquisadores administraram uma série de testes psicológicos em 47 meninos saudáveis, com idade média de 16,5 anos, diagnosticados com ginecomastia. Os resultados foram comparados com os de um grupo de meninos sem aumento mamário.

62% dos pacientes com ginecomastia tinham aumento de mama de leve a moderado. Como em estudos anteriores, muitos dos meninos com ginecomastia estavam acima do peso ou obesos: 64%, em comparação com 41% do grupo controle.

Os pacientes com ginecomastia apresentaram escores mais baixos na avaliação padrão de qualidade de vida, indicando problemas em diversas áreas. Mesmo após o ajuste para peso e índice de massa corporal (IMC), os pacientes apresentaram escores mais baixos para saúde geral, desempenho social e saúde mental. Eles também tiveram escores mais baixos para saúde física, mas isso foi atribuído ao excesso de peso.

O aumento da mama também foi associado com escores mais baixos para  autoestima. Isto, juntamente com o comprometimento nas áreas emocionais de qualidade de vida, apareceu diretamente relacionado à ginecomastia, em vez do fato de estar acima do peso. Os meninos com ginecomastia também obtiveram maior pontuação em um teste de atitudes em relação à alimentação. No entanto, não houve diferença na taxa de distúrbios alimentares clínicos entre os grupos.


Efeitos psicossociais

Os efeitos psicológicos negativos da ginecomastia foram semelhantes para os meninos em diferentes graus de gravidade. “Ter ginecomastia foi suficiente para causar déficits significativos na saúde geral, no desempenho social, na saúde mental, na autoestima, no comportamento alimentar e nas atitudes em relação aos controles", escrevem os autores do estudo.

“A ginecomastia é o alargamento benigno do tecido glandular masculino que é muito comum em meninos adolescentes. Embora o alargamento das mamas geralmente se resolva, ao longo do tempo, o problema persiste em cerca de 8% dos meninos. Normalmente, os meninos com ginecomastia que estão com sobrepeso ou obesos podem simplesmente ser aconselhados a perder peso. No entanto, perder peso não irá corrigir o problema em pacientes que têm verdadeiro alargamento glandular ou naqueles com uma grande quantidade de excesso de pele na área da mama. Conforme demonstrado pelo novo estudo, os pacientes com ginecomastia podem ter problemas emocionais e de autoestima, independentemente do peso corporal ou da gravidade do aumento de mama”, destaca Ruben Penteado, que é membro titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica.

Como resultado, a intervenção precoce e o tratamento  da ginecomastia podem ser necessárias para melhorar os sintomas negativos físicos e emocionais. A redução das mamas, realizada por um cirurgião plástico qualificado, é tipicamente um procedimento simples e seguro. “Pode parecer evidente que o alargamento das mamas  tem um impacto psicológico e emocional sobre os adolescentes. No entanto, a ginecomastia no adolescente tem sido historicamente e equivocadamente considerada como um procedimento ‘cosmético’”, diz o diretor do Centro de Medicina Integrada.

Os resultados do estudo indicam que a avaliação cuidadosa dos adolescentes com ginecomastia pode beneficiar esses pacientes, independentemente do IMC ou da gravidade da ginecomastia. Mais estudos são necessários para avaliar os efeitos da redução das mamas masculinas, incluindo o seu impacto sobre os sintomas físicos e psicológicos.





Centro de Medicina Integrada.





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