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quinta-feira, 11 de agosto de 2016

“Fadiga do Preservativo”: a crise dos métodos contraceptivos e da proteção na adolescência



 Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE) de 2013, conduzida pelo IBGE e Ministério da Saúde, investigou diversos fatores de risco e proteção à saúde dos adolescentes, em mais de 100 mil adolescentes escolares do 9º ano do ensino fundamental de escolas públicas e privadas de todo o território brasileiro. Os dados levantados na PeNSE revelaram que 28,7% já tiveram relação sexual alguma vez.

Meninas que iniciam atividade sexual muito jovem são mais propensas a se envolver com parceiros mais velhos e não utilizar proteção, o que torna maior o risco de gravidez e DST. São maduras do ponto de vista biológico, porém sob a ótica emocional e cognitiva ainda estão despreparadas. A orientação nessa fase é mais difícil: ela pode ficar constrangida ou amedrontada de falar de suas vivências e expor suas dúvidas.

Com o tempo, a frequência de relações sexuais aumenta. No entanto, as decisões são repentinas e as repercussões percebidas somente em longo prazo, após o ato. Na adolescência tardia, apesar de manter um comportamento mais impulsivo, são mais capazes de assimilar a importância da prevenção.

Dr. Benito Lourenço, membro do Departamento de Adolescência da Sociedade de Pediatria de São Paulo (SPSP), explica que o uso de preservativos está em crise na adolescência, o que seria o fenômeno da “fadiga do preservativo”.  “Talvez eles já não se assustem mais, embora ainda contabilizem índices alarmantes. Como não visualizaram seus efeitos devastadores, nem tiveram tanta proximidade, acreditam estar imunes ou distantes desse tipo de ocorrência. É fundamental orientar o jovem, sem uma abordagem diferente de gênero, pois a responsabilidade é sempre dos dois” explica.

Além de não demonstrar medo das DSTs, dr. Benito afirma que fatores como a falta de informação e de profissionais que reforcem a importância em adotar métodos seguros também contribuem para o descuido com a prevenção. “Existe uma dificuldade de a sociedade reconhecer que o adolescente é um sujeito de direito sexual e reprodutivo; portanto, merece orientação e proteção contraceptiva, como a população adulta. O assunto ainda é tabu nas casas e quando discutido nas escolas, é tardio e focado apenas na biologia da gravidez de não em uma discussão de direitos e decisões”, alerta.

Os pais também têm grande responsabilidade na orientação de seus filhos sobre o assunto. A discussão em torno do início da vida sexual ainda é tabu em muitas famílias - pelos pais, que se sentem despreparados, e pelos adolescentes, assustados e receosos com suas primeiras vivências. É preciso superar o constrangimento de ambas as partes a fim de discutir as implicações de um bebê não planejado e, pior ainda, de uma doença, muitas vezes, incurável.

“Prevenir gravidez na adolescência é processo complexo e dinâmico e, não há dúvidas de que adolescentes, com acesso a uma fonte confiável de informações, aconselhamento e apoio estão melhores capacitados ao exercício mais saudável e responsável da sexualidade”, conclui. 


A TROPA DE CHOQUE DE DILMA



             Poucos fatos representarão tão significativamente os episódios deste ano no julgamento do impeachment quanto a sofreguidão com que sua tropa de choque tratava de ganhar tempo. Como se o tempo fosse dinheiro. Era um apetite insaciável, que se empanturrava de cada segundo para somar meses, fechar o ano. Tempo, tempo, tempo! Uma voragem. Ele foi caçado assim, como grande tesouro, porque, paradoxalmente, viam-no como se fosse tudo, ainda que a nada mais servisse. A melhor expressão do que descrevo era proporcionada pelo senador Lindbergh Farias, qual menino birrento, quase choroso, gritando ao microfone, sem parar: "Eu quero o meu tempo! Eu quero o meu tempo! Eu quero o meu tempo!". Por vezes tive certeza de que um chicabom amainaria aquele surto. 
O pacientíssimo senador Raimundo Lira entregaria o picolé ao garoto e o afagaria dizendo: "Pronto, pronto, passou...". Importa menos, no caso, o direito de peticionar o tempo regimental e mais a conduta própria de quem atravessou a infância e a  adolescência longe dos limites adequados ao convívio social. Ele não estava só nisso. A tropa de choque que defendia a presidente Dilma na Câmara e no Senado aprendeu a fazer política nos baixios onde a mistificação se exibe como sabedoria, e a mentira, cobrando reverências que a verdade dispensa, é repetida de modo incessante porque não há verdade alguma a ser dita sem imensa desdita.
            Foram meses disso! Agora, por fim, prenunciam-se os últimos atos de um processo tão volteado e circunvagado no andar quanto retilíneo no objetivo. Tão demorado quanto urgente. Foram meses durante os quais o bem nacional foi desprezado pela defesa de um governo insanável e pela atuação de um grupo político que deixou o constrangimento nos jatinhos das empreiteiras e nas lavanderias do dinheiro mal havido. O povo, o povo simples e humilde, vítima preferencial do desemprego, da inflação e da recessão que o governo petista semeou, plantou e colheu, foi o grande esquecido nas longas e procrastinatórias sessões que a tropa de choque petista transformou em trincheiras contra o Brasil.
                                                                                                                  ***
            Por mais que os próprios senadores favoráveis ao impeachment esqueçam de mencionar, ele nasceu, cresceu e se tornou inevitável na voz das ruas. Por isso, a tropa de choque petista no Senado conseguiu a proeza de falar durante meses a fio sem jamais referir o povo, mencionar a nação ou dirigir uma palavra aos desempregados, às empresas cujas portas se fecharam, aos desatendidos do SUS, às vítimas da violência, nem aos saqueados pela organização criminosa que governou o país. 
            O Brasil que produz, que quer trabalhar e empreender, que deseja estudar, tem pressa. O cotidiano impõe urgências às famílias! Mas que se danem os brasileiros! A estes jamais foi sensível a arrogante tropa de choque do governo Dilma. Falando por seus representantes no Senado, a Orcrim furtou-nos, segundo a segundo, meses a fio, um tempo tão essencial à nação quanto inútil para quem dele se apropriava. Quando nada mais havia a arrebatar, saquearam-nos um precioso tempo.

Percival Puggina (71), membro da Academia Rio-Grandense de Letras, é arquiteto, empresário e escritor e titular do site www.puggina.org, colunista de Zero Hora e de dezenas de jornais e sites no país. Autor de Crônicas contra o totalitarismo; Cuba, a tragédia da utopia; Pombas e Gaviões; A tomada do Brasil. integrante do grupo Pensar+.

Automedicação com corticoides pode causar sérios problemas para a pele



Uma boa parte dos seres humanos tem o costume de consumir medicamentos para inúmeros sintomas sem consultar um médico. Atitudes assim podem resultar em consequências graves à saúde, como reações alérgicas e dependência. Além disso, de acordo com o Ministério da Saúde, o hábito pode aumentar a resistência de microrganismos e inibir a eficácia dos remédios. 

Entre os medicamentos consumidos encontram-se os corticoides. Eles melhoram a qualidade de vida de milhares de pacientes alérgicos, uma vez que significam “alivio”. No entanto, seu uso deve ser feito com cuidado devido aos efeitos que proporciona ao organismo.

A dermatologista Dra. Bel Takemoto (CRM-SP 123.860 e RQE 35064), Preceptora da Residência de Dermatologia da FMABC–Setor de Cosmiatria / Ambulatório de Cosmiatria Hebiátrica e membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica (SBCD), relata que o consumo excessivo deste tipo de medicamento pode levar o paciente a desenvolver a síndrome de cushing, que pode causar inchaços, ganho de peso, surgimento de estrias, aumento da produção de pelos no corpo e no rosto. Além desses sintomas, o uso prolongado de corticoides pode causar também afinamento da pele, reação acneiforme (acne pelo uso da medicação), entre outros.

Apesar das implicações, algumas modelos profissionais ou de fitness têm aplicado produtos à base de corticoides na face, sem orientação médica, com o objetivo de manter a pele sem lesões. No entanto, o resultado pode ser exatamente o oposto e indesejado. “Temos noticias de que alguns colegas têm atendido, com frequência, casos assim que evoluíram para desenvolvimento de acne e rosácea com atrofia na pele”, conta a Especialista.

Para a Dra. Bel Takemoto, quem deseja manter a beleza de uma pele saudável, antes de aplicar qualquer cosmético que promete deixa-la com aspecto jovial, deve consultar um dermatologista. “Este especialista saberá avaliar clinicamente as condições e necessidades reais da pele de cada paciente, identificar desejo e queixa e, assim, prescrever e indicar  tratamentos de maneira personalizada com segurança”, conclui.



Dra. Bel Takemoto (CRM-SP 123.860 e RQE 35064) – Dermatologista membro titular das Sociedades Brasileira de Dermatologia (SBD) e Brasileira de Cirurgia Dermatológica (SBCD). Preceptora da Residência de Dermatologia da FMABC–Setor de Cosmiatria / Ambulatório de Cosmiatria Hebiátrica e colaboradora do Ambulatório de Cabelos da FMABC, também é palestrante de congressos nacionais e internacionais na área de dermatologia.

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