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quarta-feira, 10 de agosto de 2016

Dez dicas para cuidar da pele no inverno



 Dermatologista Livia Pino chama atenção para o ressecamento neste período do ano e orienta cuidados que devem ser tomados por todos


No inverno  os cuidados com a pele precisam ser intensificados. O principal problema com a pele neste período do ano é o ressecamento, que pode levar a coceira, dermatites, vermelhidão e até rachaduras. Quem é alérgico, tem pele seca (idosos tendem a ter uma pele ressecada) ou sensível e algumas doenças de pele, como a dermatite atópica, pode sofrer mais.  

"No inverno a sensação de sede é menor e, por isso, muita gente bebe menos água, o que pode prejudicar a hidratação do corpo e da pele. A água é fundamental para o funcionamento do organismo e, por isso, independente da estação do ano, um adulto saudável deve ingerir pelo menos 2 litros de água por dia", destaca a dermatologista Livia Pino.

A especialista separou dez dicas de cuidados que devem ser tomados por todos neste período do ano:

1) Não tome banhos exageradamente quentes. Água quente resseca muito a pele. Se não conseguir evitar o banho quente, pelo menos, não demore muito no banho.
 
2) Use sabonete neutro no banho e com substâncias hidratantes  (evite produtos com muito cheiro e químicas, pois sua pele está mais suscetível a alergias e ressecamento).
 
3) Não tome diversos banhos com sabonetes durante o dia. Sabonete no corpo todo, em geral, deve ser usado apenas uma única vez por dia.
 
4) Evite muitas esfoliações e uso de buchas no corpo e rosto nesta época. Sua pele esta mais sensível e ressecada. E esta ação retira a camada de oleosidade protetora da sua pele, ressecando a ainda mais.
 
5) Use e abuse dos hidratantes, óleos de banho, óleos corporais.
 
6) Use hidratante assim que sair do banho. A pele úmida absorve melhor o hidratante.

7) Cuidado com hidratantes muito perfumados: em geral são loções mais cheirosas que hidratantes. Nesta época vale investir em um hidratante mais específico, prescrito por dermatologistas.

8) Cuidado com sua pele do rosto, principalmente se usa ácidos. Ela está mais sensível e deve ser tratada como uma pele de bebê.

9) Atenção aos lábios: eles podem ressecar, rachar e até sangrar se não for bem hidratado. Dê preferência para hidratantes labiais com ceramidas, lanolina e vaselina. Manteiga de cacau e batons de alta fixação, podem não ser suficientes e até ressecar mais seu lábio.

10) Não se esqueça da proteção solar! Apesar de os raios UV estar menos intenso que no verão, a proteção solar se faz necessária. Além disso, em locais mais altos como as montanhas, serras ( locais procurados no inverno), a proteção solar deve ser mais cuidadosa ( em geral, nestas áreas a radiação solar incide mais fortemente).


Livia Pino - médica dermatologista, membro efetivo da Sociedade Brasileira de Dermatologia. Graduada pela Universidade Federal do Rio de Janeiro-UFRJ, tem pós-graduação em Dermatologia pela Policlínica Geral do Rio de Janeiro. Livia atua ainda como professora da Faculdade de Medicina de Valença e Preceptora do ambulatório de Pós-Graduação em Dermatologia da Policlínica Geral do Rio de Janeiro.

Blefaroplastia com elevação do terço médio da face




Técnica minuciosa de cirurgia plástica para rejuvenescimento facial

Um dito popular informa: o olhar diz tudo. Os olhos são conhecidos como as janelas da alma, capazes de transmitir emoções, pensamentos e intenções das pessoas. E, assim como os cabelos são conhecidos como a moldura do rosto, as pálpebras cumprem o mesmo papel ao redor dos olhos. 

O olhar revela quando uma pessoa está cansada, estressada ou dormiu pouco. Mas, às vezes, a aparência engana, pois você pode estar muito bem disposto e suas pálpebras mostrarem o contrário. Isso acontece com as pessoas que possuem a região ocular da face envelhecida. São mudanças que ocorrem naturalmente com o decorrer do tempo, devido ao acúmulo de gordura atrás da pele e musculatura palpebral, provocando inchaço e flacidez na região em volta dos olhos.

Esta aparência cansada também pode ser hereditária e aparecer em indivíduos jovens, quando estes apresentam pele com vincos e depressão próximos ao osso do canto interno do olho. Causando envelhecimento até a região do sulco nasogeniano (bigode chinês).

 

O que é a Blefaroplastia?
De acordo com o cirurgião plástico, membro titular da SBCP, Doutor Alexandre Mansur, é a cirurgia plástica que retira os excessos de pele das pálpebras e trata as bolsas de gordura. "Especificamente na pálpebra inferior podemos elevar o 1/3 médio da face com rejuvenescimento de toda região malar, abaixo dos olhos ate o sulco nasogeniano (bigode chinês)", explica.

Quais os benefícios da cirurgia?
"Melhora o aspecto das pálpebras superiores e inferiores, eliminando flacidez e rugas. Alem de rejuvenescer a região malar, até sulco nasogeniano", comenta o Doutor Alexandre Mansur.

Como é feita a Blefaroplastia?
"Normalmente, o procedimento é feito com uma pequena incisão rente aos cílios – cerca de 1mm de distância. Então é retirado o excesso de pele da pálpebra e os depósitos de gordura são reposicionados, para que, em seguida, a incisão seja suturada com fio especial", explica o cirurgião plástico.


O diferencial de poucos cirurgiões plásticos é promover um rejuvenescimento facial quase que completo apenas com esta cirurgia. Para isto, o procedimento realizado pelo Doutor Alexandre Mansur é bem parecido, porém a incisão vai até o músculo localizado embaixo da pálpebra inferior, o qual é descolado e reposicionado em direção à boca, de modo a cobrir a parte inferior do osso ocular. Desta forma, aumenta-se o volume da região, levanta o malar, a maçã do rosto e melhora inclusive o “bigode chinês”.
Atualmente, cerca de apenas 30% dos cirurgiões plásticos membros da SBCP realizam esse tipo de blefaroplastia.




Anestesia e Cuidados Pós-Operatório:
O mais comum é aplicar anestesia local associado à sedação. A cirurgia pode durar de 40 minutos à 1 hora e meia. Após cerca de 48 horas o paciente pode retornar às suas atividades rotineiras. O inchaço é comum após o procedimento cirúrgico e pode ser amenizado com compressas de água gelada e chá de camomila. Importante evitar a exposição ao sol até a cicatrização completa da região.

 
 Antigamente, essa cirurgia tirava a pele da pálpebra inferior e não levantava o tecido, o que deixava um efeito artificial de “olho de boneca”, arredondado.





Doutor Alexandre Mansur - Cirurgião plástico membro titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica. Possui formação em Medicina pela Universidade Federal do Paraná em 1999 e Especialização em Cirurgia Plástica na Universidade Federal do Paraná em 2005. O profissional é pós-graduado em Cirurgia Plástica pós Emagrecimento (Body Contouring After Massive Weight Loss) em Iowa City Plastic Surgery com professor Dr. Al Aly, considerado o melhor especialista americano na área, em IOWA, Estados Unidos, em 2006. Dr. Mansur também é especialista na área de atuação de cirurgia Crânio-maxilo-facial e realiza procedimentos de cirurgia plástica estética com as mais modernas técnicas e procedimentos estéticos não cirúrgicos

Estrias têm solução?



As estrias são lesões decorrentes da degeneração das fibras elásticas da pele, que ocorrem por sua distensão exagerada ou devido a alterações hormonais. É comum o surgimento durante a puberdade (em decorrência do crescimento acelerado), em casos de obesidade, devido ao uso de certos medicamentos e na gravidez.

As estrias podem surgir em ambos os sexos, sendo mais frequente nas mulheres.
Clinicamente são lesões lineares, geralmente paralelas, que podem variar de 1 a vários centímetros de extensão. Surgem principalmente nas coxas, nádegas, abdômen (gravidez) e dorso (homens). Inicialmente as lesões são avermelhadas ou róseas, evoluindo para uma tonalidade esbranquiçada.
Para evitar as estrias recomenda-se a hidratação intensa da pele com cremes e loções hidratantes apropriados, principalmente em pessoas com histórico familiar de estrias e que estejam em fase de crescimento intenso ou aumento de peso.

As estrias são lesões irreversíveis, não existe um tratamento que faça a pele voltar ao que era antes. Todos os tratamentos buscam a melhora do aspecto estético, estimulando a formação de tecido colágeno nas lesões. As estrias tratadas na sua fase inicial têm uma resposta melhor aos tratamentos. Várias técnicas podem ser empregadas, entre elas:

  • Peelings
  • Subcisão utilizada para elevar estrias deprimidas, a técnica consiste em liberar a pele da fibrose cicatricial, que a puxa para baixo. É realizada através da introdução de uma agulha cortante sob a cicatriz, em movimentos de vai e vem, que cortam o tecido fibroso, soltando a pele. Um hematoma resultante do trauma estimula a formação de tecido colágeno no local, que também vai ajudar a elevar a cicatriz.
  • Dermoabrasão consiste no lixamento da pele e é indicado nos casos em que há presença de cicatrizes deprimidas (as que desaparecem quando a pele é esticada) e profundas. O procedimento é doloroso e feito sob anestesia. O risco maior é o de deixar manchas escuras, principalmente em pessoas de pele morena.
  • Intradermoterapia : também conhecida como mesoterapia. Consiste na aplicação de medicamentos sob a pele, por meio de múltiplas injeções intracutâneas na área desejada.  A vantagem desta técnica é a aplicação do medicamento exatamente na área que se deseja tratar. As principais desvantagens são: dor na aplicação, hematomas e inchaço local. Para o tratamento das estrias são utilizadas substâncias antioxidantes e estimuladores do colágeno. São necessárias de 5 a 10 sessões com intervalo de 3 semanas entre elas.
  • Radiofrequência
  • Carboxiterapia
  • Lasersão indicadas de 6 a 8 sessões de laser fracionado



Dra. Anelise Ghideti  (CRM 109.432) - da AE Skin Center, é dermatologista formada pela Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo; Membro efetivo da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) e Médica colaboradora no Ambulatório de Doenças das Unhas no Departamento de Dermatologia do Hospital das Clínicas da FMUSP.

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