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sábado, 23 de maio de 2026

O cérebro muda no inverno e aumenta a preguiça, neurocientista explica

Menos luz solar, alterações hormonais e mudanças na rotina impactam humor, foco e produtividade, mas aromas podem ajudar o cérebro nesta época do ano
 

Com a chegada dos dias frios, chegam também as mudanças no comportamento: mais cansaço, dificuldade de acordar, queda na produtividade, aumento da vontade de ficar isolado e sensação de desânimo sem uma causa aparente. Segundo a neurocientista e aromaterapeuta Daiana Petry, essas alterações não são apenas psicológicas — elas têm relação direta com o funcionamento cerebral e as mudanças ambientais típicas do inverno.

“A redução da luz solar interfere diretamente na produção de neurotransmissores e hormônios ligados ao humor, energia e disposição. O cérebro literalmente funciona de maneira diferente em períodos mais frios e com menos luminosidade”, explica Daiana.

Segundo a especialista, dias mais escuros favorecem o aumento da melatonina — hormônio relacionado ao sono — enquanto a menor exposição solar pode reduzir a produção de serotonina, neurotransmissor associado à sensação de bem-estar e motivação. O resultado é um cérebro mais lento, com maior tendência ao cansaço físico e mental.

“O inverno altera nosso ritmo biológico. Muitas pessoas sentem mais dificuldade de concentração, redução da energia mental e até mudanças emocionais importantes. O corpo entende o ambiente frio como um convite ao recolhimento”, afirma.

Daiana explica que as alterações de rotina também influenciam diretamente esse processo. No frio, as pessoas costumam se expor menos ao sol, praticar menos atividade física e permanecer mais tempo em ambientes fechados, fatores que impactam o funcionamento cerebral e emocional.

“O cérebro depende de estímulos ambientais para manter equilíbrio emocional e cognitivo. Menos movimento, menos luz natural e mais isolamento podem aumentar sensação de fadiga e desânimo”, destaca.

A especialista afirma ainda que o olfato possui um papel importante nesse contexto. Isso porque os aromas têm conexão direta com o sistema límbico, região cerebral ligada às emoções, memória e comportamento. Por isso, certos cheiros típicos do inverno podem provocar sensação imediata de conforto emocional.

Alguns aromas ajudam a aumentar sensação de bem estar nos dias frios

“Cheiros como canela, café, baunilha, madeira e chocolate quente ativam memórias afetivas e sensação de acolhimento. O cérebro cria associações emocionais muito fortes através do olfato”, explica.

Além dos aromas de conforto, alguns óleos essenciais podem ajudar a estimular atenção, foco e disposição mental durante os dias frios. Entre os mais utilizados, Daiana destaca limão, pimenta-preta, pimenta-rosa ou manjericão. 



Daiana Petry - Aromaterapeuta, perfumista botânica, naturóloga e especialista em neurociência. Professora dos cursos de formação em aromaterapia, perfumaria botânica e psicoaromaterapia. Autora dos livros: Psicoaromaterapia, Cosméticos sólidos e Maquiagem ecoessencial. Fundadora da Harmonie Aromaterapia.
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@daianagpetry


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