Manter um carro no Brasil pode custar até R$3.500 por mês e pesar bem mais no bolso do que o transporte público, que pode reduzir gastos em até R$1.600 mensais
Manter um carro no
Brasil em 2026 custa, em média, entre R$1.200 e R$3.500 por mês, segundo levantamento da Revista Oeste. Para quem usa o veículo diariamente em capitais como São
Paulo, a comparação com o transporte público revela uma diferença que pode
ultrapassar R$1.000 mensais. Mas o que exatamente está por trás desse número?
Marco Afonso, especialista de negócios da Simplic, plataforma de empréstimos 100% online, fez as contas e explica o que muda no orçamento de quem decide trocar o carro pelo transporte coletivo.
Quem circula de
carro próprio pelas grandes cidades enfrenta uma combinação de despesas que
costumam passar despercebidas no dia a dia. Combustível, IPVA, licenciamento,
seguro e manutenção formam o bloco mais visível. Mas há itens que também
corroem o orçamento: estacionamento (entre R$100 e R$200 por mês em regiões
comerciais), pedágios urbanos (de R$50 a mais de R$300 mensais) e lavagens
periódicas. Para um carro popular rodando cerca de 1.000 km por mês com
gasolina a R$6,00 o litro, só o combustível já consome R$540. Somando seguro,
IPVA e revisões, o total mensal de um modelo de entrada fica entre R$1.200 e
R$2.000. Carros mais completos ou usados em trânsito intenso podem chegar a
R$3.500.
"As pessoas
costumam calcular só a parcela do financiamento ou o quanto gastam de gasolina,
mas esquecem que o carro tem uma série de custos fixos que correm
independentemente de você usá-lo ou não. Quando você soma tudo, o carro popular
já compromete entre R$1.200 e R$2.000 do orçamento todo mês. É um valor que,
redirecionado, pode fazer uma diferença real na vida financeira de qualquer
família", afirma Afonso.
No outro lado da
balança, o transporte público em São Paulo passou por reajuste em janeiro de
2026. A tarifa de ônibus subiu para R$5,30 e o metrô e a CPTM passaram a cobrar
R$5,40 por viagem, conforme a Portaria SMT.GAB nº 005/2026. Quem combina ônibus e metrô com o vale-transporte paga
R$11,32 por deslocamento integrado. Para um trabalhador que usa essa integração
duas vezes por dia, cinco dias por semana, o gasto mensal fica em torno de
R$412,00.
A diferença entre
os dois cenários pode chegar a R$1.600 por mês, dependendo do veículo, da
quilometragem e dos gastos com estacionamento e pedágios. Ao longo de um ano,
isso representa até R$19.200 que deixam de sair do bolso.
"Trocar o
carro pelo transporte público não é uma decisão fácil e depende muito da
realidade de cada pessoa. Mas quando o custo do veículo representa uma fatia
grande da renda, vale a pena fazer esse cálculo com honestidade. Em muitos
casos, o dinheiro que sai do carro pode ir para uma reserva de emergência, quitar
uma dívida ou até investir. O importante é que a decisão seja consciente, não
automática", conclui Afonso.
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