Entidade reforça
alerta após nova morte associada ao produto e defende mais controle sanitário e
regulatório sobre substância permanente e não absorvível
A Sociedade Brasileira de Dermatologia – Secção do
Rio Grande do Sul (SBD-RS) alia-se ao posicionamento da Sociedade Brasileira de
Dermatologia (SBD) contra o uso do polimetilmetacrilato (PMMA) para fins
estéticos e cosmiátricos. O alerta ganha ainda mais relevância diante da
confirmação de mais uma morte associada à utilização da substância em
procedimento estético, caso lamentado pela entidade nacional e que reforça a
necessidade de ampliar a informação à população sobre os riscos graves,
permanentes e potencialmente fatais relacionados ao produto.
O caso ocorreu em São Paulo. Uma maquiadora de 48
anos morreu na recepção de um edifício após realizar um procedimento de
remodelação glútea e de coxas com PMMA, no bairro Brooklin, na zona sul de São
Paulo. Conforme reportagens veiculadas na mídia, a médica responsável afirmou à
polícia ter utilizado 100 seringas para aplicar a substância na paciente.
O PMMA é um preenchedor permanente e não
absorvível. Por essa característica, pode permanecer no organismo por tempo
indeterminado e estar associado a complicações imediatas e tardias, como
processos inflamatórios, infecções, granulomas, deformidades, sequelas
permanentes e, em situações graves, complicações sistêmicas com risco de morte.
Para a SBD-RS, o debate deve ter como prioridade a segurança do paciente, a boa
prática médica e a medicina baseada em evidências.
A entidade gaúcha também apoia a defesa da SBD pelo
endurecimento do controle sanitário e regulatório do produto junto à Agência
Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Embora existam propostas de
restrição do uso do PMMA a determinadas especialidades médicas, a SBD-RS alerta
que essa limitação não elimina os riscos próprios da substância, principalmente
quando empregada com finalidade estética.
A SBD-RS destaca que procedimentos dermatológicos e
cosmiátricos exigem avaliação médica criteriosa, indicação responsável e
informação clara sobre benefícios, limitações e possíveis complicações. A busca
por resultados estéticos não pode se sobrepor à segurança, especialmente quando
envolve substâncias permanentes e de difícil manejo em caso de reações
adversas.

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