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sábado, 30 de maio de 2026

SBD-RS alia-se ao posicionamento nacional contra o uso de PMMA em procedimentos estéticos

 

Entidade reforça alerta após nova morte associada ao produto e defende mais controle sanitário e regulatório sobre substância permanente e não absorvível 

 

A Sociedade Brasileira de Dermatologia – Secção do Rio Grande do Sul (SBD-RS) alia-se ao posicionamento da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) contra o uso do polimetilmetacrilato (PMMA) para fins estéticos e cosmiátricos. O alerta ganha ainda mais relevância diante da confirmação de mais uma morte associada à utilização da substância em procedimento estético, caso lamentado pela entidade nacional e que reforça a necessidade de ampliar a informação à população sobre os riscos graves, permanentes e potencialmente fatais relacionados ao produto.

O caso ocorreu em São Paulo. Uma maquiadora de 48 anos morreu na recepção de um edifício após realizar um procedimento de remodelação glútea e de coxas com PMMA, no bairro Brooklin, na zona sul de São Paulo. Conforme reportagens veiculadas na mídia, a médica responsável afirmou à polícia ter utilizado 100 seringas para aplicar a substância na paciente.

O PMMA é um preenchedor permanente e não absorvível. Por essa característica, pode permanecer no organismo por tempo indeterminado e estar associado a complicações imediatas e tardias, como processos inflamatórios, infecções, granulomas, deformidades, sequelas permanentes e, em situações graves, complicações sistêmicas com risco de morte. Para a SBD-RS, o debate deve ter como prioridade a segurança do paciente, a boa prática médica e a medicina baseada em evidências.

A entidade gaúcha também apoia a defesa da SBD pelo endurecimento do controle sanitário e regulatório do produto junto à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Embora existam propostas de restrição do uso do PMMA a determinadas especialidades médicas, a SBD-RS alerta que essa limitação não elimina os riscos próprios da substância, principalmente quando empregada com finalidade estética.

A SBD-RS destaca que procedimentos dermatológicos e cosmiátricos exigem avaliação médica criteriosa, indicação responsável e informação clara sobre benefícios, limitações e possíveis complicações. A busca por resultados estéticos não pode se sobrepor à segurança, especialmente quando envolve substâncias permanentes e de difícil manejo em caso de reações adversas.

 

Marcelo Matusiak


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