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domingo, 11 de janeiro de 2026

Veterinária alerta para riscos do calor excessivo à saúde dos pets durante o verão

Com a chegada das altas temperaturas, cães e gatos exigem cuidados redobrados para evitar problemas graves de saúde. Segundo a médica-veterinária Andressa Alves, supervisora de auditoria, o calor excessivo pode causar desde desconforto até quadros severos, como hipertermia e desmaios. 

Entre os principais sinais de que o pet está sofrendo com o calor estão respiração ofegante e acelerada, língua muito vermelha ou arroxeada, salivação excessiva, cansaço, fraqueza, vômitos, diarreia, tremores, apatia, diminuição do apetite e a constante procura por locais frescos ou pisos frios. Em casos mais graves, o animal pode chegar a desmaiar. 

A especialista reforça que a hidratação é fundamental nos dias mais quentes. “O ideal é deixar água fresca e limpa disponível o tempo todo, trocar essa água várias vezes ao dia e espalhar potes pela casa para facilitar o acesso do pet”, orienta Andressa. 

Outro ponto de atenção são os passeios em horários inadequados. Caminhar com o animal durante períodos de calor intenso pode provocar queimaduras nas patas, além de desidratação, hipertermia, mal-estar geral e até o agravamento de problemas cardíacos ou respiratórios já existentes. 

Sobre os banhos, a veterinária explica que eles podem ajudar no alívio térmico, desde que feitos corretamente. “O banho refresca, remove suor, sujeira, oleosidade e alérgenos, aumentando o conforto e o bem-estar. No entanto, o excesso ou o uso de produtos inadequados pode remover a proteção natural da pele, causando ressecamento, coceira, descamação e dermatites”, alerta.

Cães e gatos idosos e os de focinho curto (braquicefálicos) merecem atenção especial no verão, pois têm mais dificuldade para regular a temperatura corporal. Os cuidados incluem hidratação constante, ambientes frescos e ventilados, evitar passeios em horários quentes e observar atentamente qualquer alteração, como respiração muito ofegante, língua arroxeada, apatia ou vômitos. “Nunca deixe o pet em locais fechados e sem ventilação e fique atento a qualquer mudança no comportamento ou na respiração”, finaliza Andressa Alves.


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