Para a biomédica esteta Jéssica Magalhães, alguns procedimentos
invasivos sem o acompanhamento profissional podem causar danos corporais
severos e, consequentemente, problemas de saúde após exposição excessiva de
raios ultravioleta.
Com a chegada do verão,
a procura por tratamentos corporais que preparem a pele e o corpo
para os meses de sol voltam à crescer. A temporada, marcada pelo calor e
exposição solar intensos, pede atenção especial à proteção da pele, a fim de evitar
manchas ou danos dos raios UVA e UVB.
A estação também exige cuidado
redobrado na escolha dos procedimentos, já que nem todos os protocolos são
indicados para radiação intensa. Para alcançar os melhores resultados, consultórios
e profissionais espalhados pelo Brasil optam por técnicas que respeitam a
sensibilidade da pele e o fototipo de cada paciente.
Somando mais de dez anos de
experiência à frente do mercado, a biomédica esteta e especialista em pele
preta, Jéssica Magalhães, explica que esse é um período estratégico para
começar tratamentos corporais – desde que não gerem inflamação ou
sensibilização. A profissional explica que procedimentos bem planejados ajudam
a melhorar o contorno, textura e metabolismo da pele de forma segura e
gradual.
“No meu consultório, eu priorizo
protocolos que não aumentem o risco de manchas, especialmente em peles negras e
em fototipos mais altos, que têm maior tendência à hiperpigmentação pós
inflamatória. Um tratamento muito procurado no verão é a drenagem linfática
combinada a enzimas não fotossensíveis, que reduz a retenção, auxilia no
contorno e no metabolismo sem gerar hematomas. Também é possível iniciar
tratamentos não ablativos para flacidez e celulite, escolhendo técnicas que não
causem grandes lesões na pele”, afirma.
A especialista detalha os benefícios
de outros 3 procedimentos indicados para o verão, como: ‘ultrassom
microfocado’, que oferece firmeza imediata e remodelação de colágeno
progressiva; a ‘drenagem linfática com enzimas’, que traz a redução de retenção
e melhora do edema logo nas primeiras sessões; e a ‘intradermoterapia’, quando
adaptada para o calor, melhora textura, reduz medidas e dá sensação de leveza.
Para Jéssica, os
tratamentos “não agressivos” para estrias também apresentaram uma
preferência maior no período, devido ao ganho de uniformidade e estímulo
de colágeno sem inflamação excessiva. Já nos procedimentos de ‘intradermoterapia’
para gordura localizada, emagrecimento ou ganho de massa, Jéssica afirma
que deve-se observar os parâmetros específicos para o verão, reduzindo o
risco de hematomas.
“Qualquer marca ‘roxa’ em pele
escura pode evoluir para uma mancha, então ajusto a frequência, profundidade e
escolha de ativos para garantir total segurança. Esses cuidados fazem toda a
diferença para resultados visíveis sem prejudicar a derme, principalmente a
pele preta, durante o verão”, explica.
Entre os tratamentos a ser evitados
durante a alta estação, a profissional aconselha evitar procedimentos que
causam abrasão, descamação ou inflamação intensa, como peelings
médios, lasers invasivos, microagulhamentos profundos e combinações que
aumentem risco de hematoma ou ruptura vascular. Ácidos e clareadores também
devem ser interrompidos nas áreas expostas ao sol, enquanto depilação a laser e
remoção de microvasos exigem avaliação cuidadosa do tom de pele, sensibilidade
e aparelho ideal.
“Eu sempre reforço que a regra no
verão é nítida, escolher procedimentos que entreguem resultado sem agredir a
pele. Durante a estação, é necessário atenção especial à hidratação, uso diário
de protetor solar, ingestão de água e cuidados comportamentais como evitar
atrito ou roupas apertadas nas áreas tratadas. Com esses cuidados simples e
consistentes, é possível atravessar o verão com a pele uniforme, protegida e
com resultados melhores”, conclui.
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