Preparação
adequada aumenta performance e diminui o risco de lesões
Pular o aquecimento não só diminui a qualidade do
treino, como também deixa os praticantes mais vulneráveis a potenciais lesões.
Isso é o que apontam pesquisadores acadêmicos e treinadores ao analisarem os
impactos das rotinas de preparação nas mais diferentes modalidades esportivas.
Ao reunir dados de mais de quatro décadas de estudo
sobre o tema, um artigo publicado pelo jornal da National Strength and
Conditioning Association (NSCA), dos Estados Unidos, concluiu que
aquecimentos adequados chegam a melhorar a performance do treinamento em até
20%. Outras pesquisas, como a veiculada pelo British Journal of Sports Medicine, do
Reino Unido, apontam que uma boa preparação pré-treino reduz o risco de lesões
em cerca de 23%.
Ambos os estudos destacam que esses benefícios vêm
do impacto direto do aquecimento em três pilares centrais da prática esportiva:
- a ativação neuromuscular, essencial para a boa
coordenação dos movimentos;
- a lubrificação das articulações, importantíssima
para a redução do impacto durante a execução;
- o aumento da concentração e do foco, responsáveis
por aumentar a conexão mente-músculo.
Segundo o treinador da Smart Fit Lucas Florêncio, a
importância do aquecimento é tamanha que ele não deve ser tratado como algo a
ser realizado antes do treino, mas sim como a etapa inicial de cada sessão.
Para ele, mais do que uma mudança de mindset, abordar a preparação desta
maneira é fundamental para executá-la da maneira mais adequada.
“Para ser efetivo, o aquecimento deve estar
diretamente conectado com o treino. Isso porque, além do aquecimento geral,
realizado com exercícios aeróbicos leves, ele deve conter uma etapa específica,
voltada a ativar os grupos musculares que serão diretamente exigidos durante
aquela sessão”, afirma o especialista.
Quanto às especificidades de cada uma das etapas,
como duração e volume, Florêncio salienta que, em um cenário ideal, elas devem
levar em conta fatores como a temperatura ambiente e o nível de condicionamento
do praticante. Apesar disso, ele aponta que é possível realizar um aquecimento
eficiente com base em parâmetros universais.
“O aquecimento geral deve ser realizado em um
equipamento cardiovascular, como esteira ou bicicleta ergométrica, por cerca de
5 a 10 minutos, podendo se estender por até 12 minutos em dias mais frios. Já o
específico, deve consistir na execução de uma ou duas séries com 12 a 20 repetições
de um exercício específico com carga leve (40% a 60% daquela que será utilizada
no restante do treinamento). Em um treino de peitoral, por exemplo, o aluno
pode aplicar essa lógica em uma máquina de supino”, indica.
Quer aumentar a performance e ficar mais longe das
lesões? Confira as dicas do treinador Lucas Florêncio abaixo e no vídeo:
TREINO PARA PEITORAL
Alongamento Dinâmico:
- Alongamento
de pescoço
- Alongamento
de peitoral
- Alongamento
dinâmico de braços
- Mobilidade
de tronco
Orientações:
- Realizar
por 30 segundos cada alongamento sem intervalo
○ Descansar 20”
- Realizar
por 30 segundos cada alongamento sem intervalo
Aquecimento Específico – 2 séries progressivas
Meta: Ativar músculos-alvo e simular o padrão de
movimento do treino.
- Série
1 – Barra vazia
○ 15 repetições leves,
movimento completo e controlado
- Série
2 – 40-50% da carga alvo
○ 10 repetições
Nenhum comentário:
Postar um comentário