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Dermatologista do CEJAM explica como proteger a pele corretamente da radiação emitida pela luz azul; alimentação saudável e skincare podem ser aliadas
Embora a radiação
emitida por celulares e computadores seja muito menos intensa do que a do sol,
o uso constante e prolongado desses dispositivos pode gerar impactos relevantes
para a saúde da pele. A luz azul, também chamada de
luz visível de alta
energia (HEV), é capaz de penetrar profundamente na pele, provocando danos ao
colágeno e à elastina, duas proteínas fundamentais para manter a firmeza e
elasticidade.
“O resultado é o
envelhecimento precoce da pele, com surgimento de rugas, flacidez, manchas
escuras e perda de luminosidade”,
explica a médica dermatologista Bruna de Nardo Aniceto do Hospital Dia M' Boi
Mirim II, unidade gerenciada pelo CEJAM (Centro de Estudos e Pesquisas “Dr.
João Amorim”) em parceria com a Secretaria Municipal
da Saúde (SMS-SP).
A exposição diária
à luz azul também está associada ao aumento do estresse oxidativo, processo que
acelera a degradação celular e prejudica a regeneração natural da pele. “Pessoas
com pele madura, fototipo 1 (muito claras) ou com predisposição ao melasma, são
ainda mais sensíveis, podendo apresentar piora significativa do quadro”,
acrescenta a especialista.
Um estudo recente
da Universidade de São Paulo (USP), em parceria com a Universidade de
Gotemburgo, publicado na Photochemistry and Photobiology, revelou que a
exposição diária à luz azul pode causar alterações preocupantes.
Após simular 42
dias de exposição, o equivalente a 42 horas de sol forte, células da pele
passaram a se dividir mais rápido, ativaram genes ligados ao metabolismo e
desligaram genes de defesa, além de apresentarem alterações no núcleo,
comportamento semelhante ao causado pela radiação UVA.
Segundo a
dermatologista, um ponto importante é que os protetores solares tradicionais,
voltados à proteção contra os raios UVA e UVB, não são eficazes contra a luz azul.
Para garantir uma barreira mais completa, ela recomenda o uso de filtros
solares com cor ou pigmentos minerais, que ajudam a refletir a luz visível.
Orienta também a adotar medidas simples no dia a dia, como reduzir o brilho das
telas, utilizar filtros de luz azul, fazer pausas regulares no uso de
eletrônicos e manter uma distância adequada dos dispositivos. Com essas
atitudes, é possível prevenir os danos à pele.
“Mesmo em
ambientes fechados, a luz azul continua presente. A iluminação artificial e a
luz solar filtrada por janelas não eliminam completamente esse risco”, reforça.
Skincare e alimentação: aliados diários contra os efeitos da luz azul
Para proteger e recuperar a pele dos danos provocados pela luz azul, a
dermatologista reforça a importância de uma rotina diária de cuidados aliada a
uma alimentação equilibrada.
Um dos destaques é
a combinação de babosa (aloe vera), vitamina C e argila. Um trio poderoso nos
cuidados, especialmente no combate aos efeitos da luz visível de alta energia.
A babosa possui
propriedades hidratantes, cicatrizantes e antioxidantes, podendo ser aplicada
diretamente da folha ou por meio de produtos prontos à base de aloe vera. Já a
vitamina C é um antioxidante eficaz que estimula a produção de colágeno e ajuda
a neutralizar os radicais livres formados pela exposição à luz azul. A argila,
por sua vez, auxilia na absorção de impurezas e no controle da oleosidade da
pele. Para usá-la, basta misturar o pó com água, chás ou hidrolatos até obter
uma pasta uniforme.
“Uma boa rotina de
skincare deve incluir três passos fundamentais, adaptados ao tipo de pele:
limpeza, hidratação e proteção solar”, orienta a especialista. Segundo ela,
hoje há diversas opções de cosméticos com vitamina C e outros ativos
antioxidantes, ideais para o uso diário. No entanto, também é possível recorrer
a soluções naturais, simples e eficazes. Veja algumas sugestões:
- Tônico de arroz:
deixe o arroz de molho em água por algumas horas e utilize o líquido para
tonificar e suavizar a pele, ajudando a fechar os poros.
- Máscara de
abacate com mel: combinação nutritiva e hidratante, ideal para peles secas e
sem viço.
- Esfoliante de
açúcar e mel: promove uma esfoliação suave, removendo células mortas e deixando
a pele mais luminosa.
As compressas com
chá de camomila ou chá verde também são ótimas alternativas para complementar
os cuidados.A camomila tem propriedades calmantes e
anti-inflamatórias, sendo indicada para peles sensíveis ou irritadas.O chá
verde, rico em antioxidantes, ajuda a combater inflamações e protege a pele dos
radicais livres, promovendo uma aparência mais saudável.
A dermatologista
destaca ainda o papel essencial da alimentação na saúde cutânea, como as frutas
vermelhas e cítricas, folhas verde-escuras, nozes, sementes e peixes ricos em
ômega-3 são fontes naturais de antioxidantes, que contribuem para neutralizar
os danos causados. Além de alimentos ricos em vitamina C (como acerola,
pimentão e laranja) e vitamina E (como amêndoas e sementes de girassol) que
também fortalecem a barreira cutânea e estimulam a produção de colágeno.
“Manter uma rotina
de skincare aliada a uma alimentação saudável contribui para o bem-estar,
fortalece a autoestima e promove a saúde da pele, além de prevenir doenças e o
envelhecimento precoce. Ainda assim, é fundamental que os produtos sejam
escolhidos de forma personalizada, de acordo com as necessidades de cada pele,
sempre com orientação de um dermatologista para garantir segurança e eficácia
nos resultados”, finaliza.
CEJAM - Centro de Estudos e Pesquisas “Dr. João Amorim”
@cejamoficial

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