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segunda-feira, 25 de agosto de 2025

Anvisa proíbe manipulação de Ozempic, Wegovy e Rybelsus: especialistas comentam a decisão e alertam para riscos graves à saúde

Publicado nesta segunda-feira, 25 de agosto, o despacho da Anvisa veta versões manipuladas de medicamentos usados contra obesidade e diabetes. Endocrinologista e hepatologista explicam por que apenas as versões originais são seguras e o que está em jogo para a saúde dos pacientes.

 

Nesta segunda-feira, 25 de agosto de 2025, a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) publicou um despacho proibindo a manipulação de medicamentos à base de semaglutida (Ozempic, Wegovy, Rybelsus), amplamente usados no tratamento da obesidade e do diabetes tipo 2. A decisão foi tomada após constatar alto risco sanitário e ausência de comprovação de eficácia e segurança nas versões manipuladas. 

Segundo a Anvisa, esses medicamentos são biotecnológicos complexos, produzidos com processos exclusivos que utilizam células vivas para criar moléculas seguras e estáveis. Ao serem manipulados em farmácias, não há garantia de pureza, dosagem correta, estabilidade ou esterilidade, o que pode levar a falhas no tratamento, contaminações e até efeitos colaterais graves. 

“A semaglutida mudou o paradigma do tratamento da obesidade e do diabetes no Brasil. Além do emagrecimento, há benefícios cardiovasculares, renais, hepáticos e até potenciais efeitos protetores contra demência, ainda em estudo. Mas, até hoje, a única semaglutida aprovada é a da Novo Nordisk, com os nomes comerciais Ozempic, Wegovy e Rybelsus. As versões manipuladas não têm comprovação de eficácia e colocam o paciente em risco, com possibilidade de contaminação e efeitos imprevisíveis”, alerta a endocrinologista Dra. Tassiane Alvarenga, metabologista pela Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM). 

Os riscos atingem especialmente o fígado, órgão responsável por metabolizar os medicamentos. “Quando manipulados, não há como garantir pureza ou dose correta. Isso pode levar a intoxicação, hepatite medicamentosa, elevação de enzimas hepáticas e até insuficiência hepática. Além disso, há risco aumentado de pancreatite, hipoglicemia e reações adversas graves”, explica a hepatologista Dra. Patrícia Almeida, doutora pela USP e membro da Sociedade Brasileira de Hepatologia. 

A médica reforça que a decisão da Anvisa é necessária e protetiva. “Estamos falando de medicamentos biológicos, não de moléculas simples que podem ser copiadas. A medida evita complicações graves e protege a vida dos pacientes”, acrescenta Dra. Patrícia. 

Apesar da popularização dos chamados “emagrecedores”, o uso irregular preocupa a comunidade médica. Relatórios apontam que farmácias de manipulação chegaram a ofertar versões em massa desses medicamentos, muitas vezes sem controle de qualidade. A Anvisa reforça que somente as versões aprovadas pelas farmacêuticas detentoras das patentes: Novo Nordisk (Ozempic, Wegovy e Rybelsus) são seguras e permitidas no Brasil.





Dra. Tassiane Alvarenga – ENDOCRINOLOGISTA E METABOLOGISTA - Graduação em Medicina pela Universidade Federal de Uberlândia – UFU; Residência Médica em Clínica Médica pela Universidade Federal de São Paulo – UNIFESP; Residência Médica em Endocrinologia pelo Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (HC-FM USP); Título de Especialista pela Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia- SBEM; Membro da Endocrine Society, SBEM e ABESO; Faz parte do Corpo Clínico da Santa Casa de Misericórdia de Passos. Sobrepeso e Obesidade. Compulsão Alimentar e Ansiedade; Obesidade Infantil; Diabetes Mellitus e Pré Diabetes: Controle da glicemia e prevenção de complicações como Retinopatia , Neuropatia , Nefropatia , Infarto do Miocárdio e Acidente Vascular Cerebral (AVC); Dislipidemias ( Colesterol); Doenças da tireoide ( Hipo e Hipertireoidismo, Nódulos na Tireóide); Osteopenia e Osteoporose; Seguimento pré e pós operatórios de cirurgia bariátrica; Check-up e Avaliação de rotina; Baixa Estatura; Distúrbios da Menstruação, Distúrbios da Puberdade, Crescimento e Desenvolvimento sexual; Síndrome dos Ovários Policísticos; Reposição hormonal na Menopausa e Andropausa.


Dra. Patrícia Almeida - CRM SP 159821 - Possui graduação em Medicina pela Universidade Federal do Ceará (2010); Residência Médica em Clínica Médica no Hospital Geral Dr César Cals em Fortaleza-CE- (2011-12); Residência em Gastroenterologia no Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo-(USP RP) (2013/15); Aprimoramento em Hepatologia no Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo (USP RP)- (2016); Aprimoramento em Transplante de fígado no Hospital das clínicas da Universidade de São Paulo (USP RP) (2017); Observership no Jackson Memorial Hospital em Miami/EUA 2017; Doutorado em Hepatologia no Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo; Título de Especialista em Gastroenterologia pela FBG Título em Hepatologia pela SBH; Hepatologista do Hospital Israelita Albert Einstein.



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