Especialista da Hapvida dá dicas sobre aleitamento materno e destaca a importância do suporte familiar e profissional para mães
Mais do que nutrir, amamentar salva vidas, protege a saúde do bebê e fortalece o vínculo entre mãe e filho. Mas, para que esse momento seja vivido com leveza, o suporte emocional, prático e informativo é essencial. Uma rede de apoio pode ser decisiva para a mulher manter a amamentação.
“Isso é fundamental para auxiliar as mães a superarem dificuldades na amamentação, oferecendo suporte emocional, informações qualificadas e um espaço seguro para compartilhar angústias e experiências”, avalia a enfermeira obstetra especialista em aleitamento materno do Hospital Salvalus, da Hapvida, Larissa Trigoli Lima da Costa.
Ela
destaca ainda que a participação do parceiro também tem um papel importante:
ajudar nas tarefas domésticas, criar momentos para que a mãe possa descansar,
oferecer palavras de incentivo e protegê-la de julgamentos. “Essa parceria pode
fortalecer o vínculo entre o casal e aliviar a carga sobre a mãe, permitindo
que ela se concentre em amamentar. Dessa forma, o processo acontece com mais
segurança e tranquilidade”, afirma a especialista.
Desafios
No início do aleitamento, pode haver algum desconforto até que mãe e bebê se adaptem. A dor nos mamilos é uma das razões mais comuns para a introdução de fórmula ou a interrupção da amamentação. Mesmo sem danos visíveis, esse problema é mais frequente na primeira semana e tende a diminuir em até dez dias.
“Nos primeiros dias, a mãe pode enfrentar diversas dificuldades, incluindo dor nos mamilos, devido a fissuras ou rachaduras, ingurgitamento mamário e problemas com a pega correta do bebê, o que pode levar a mamadas ineficazes e mais dor. Além disso, a fadiga e o cansaço também são desafios comuns”, explica a enfermeira da Hapvida.
Ela
orienta que, quando o problema não se resolve por conta própria ou parece
piorar, é indispensável procurar ajuda de um profissional qualificado para
avaliar a condição. O Ministério da Saúde recomenda
a amamentação até os dois anos de idade ou mais. Nos primeiros 6 meses, o ideal
é que o bebê receba somente leite materno, ou seja, sem necessidade de sucos,
chás, água e outros alimentos.
Mitos
Muitos
mitos cercam a amamentação e alguns dos mais comuns incluem a crença de que
existe leite “fraco” e que o tamanho dos seios influencia a produção. “É
importante estar ciente de que isso não existe. A principal regra da
amamentação é: quanto mais o bebê mamar ou a lactante estimular, mais leite
será produzido”, ensina Larissa.
Apoio inicial
Ainda na fase do pré-natal, a mulher deve receber todas as orientações necessárias para que tenha a possibilidade de vivenciar o melhor desse momento importante que é poder alimentar o bebê.
No
Salvalus, a equipe prioriza o momento da golden hour (primeira hora após o
parto) com acompanhamento personalizado às pacientes na maternidade e incentivo
ao aleitamento materno. Quando um bebê necessita de cuidados na UTI neonatal, a
mãe é estimulada a extrair leite e uma equipe multidisciplinar trabalha para
introduzir o bebê ao seio materno.
Campanha
Larissa
destaca ainda que, neste mês, a campanha do Agosto Dourado tem como tema a
amamentação e sustentabilidade. “Amamentar é saudável para a vida e sustentável
para o planeta. Ao contrário das fórmulas infantis e outros leites, o leite
materno não gera resíduos, não precisa de transporte ou embalagens, reduz o uso
de água, combustível e energia. É natural, acessível e renovável. Amamentar é
cuidar da criança e do mundo em que ela vai crescer”, afirma.
Hapvida
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