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quarta-feira, 28 de maio de 2025

31/05 - Dia Mundial Sem Tabaco

Especialista alerta: vários tipos de câncer estão diretamente ligados ao hábito de fumar

 

Instituído desde 1987 pela Organização Mundial de Saúde (OMS), o Dia Mundial Sem Tabaco (31/05) tem foco em conscientizar e alertar a população sobre os riscos causados pelo hábito de fumar, como o acometimento por doenças graves. 

O Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Minas Gerais (HC-UFMG), administrado pela Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), conta com atendimento ambulatorial e tratamento para uma série de doenças que estão diretamente ligadas ao hábito de fumar, como câncer de pulmão e demais tipos de tumores malignos na cabeça e pescoço, que atingem órgãos como laringe, faringe, língua, dentre outros. 

Paulo Henrique Costa Diniz, oncologista e coordenador do Registro Hospitalar de Câncer (RHC) do HC-UFMG, destaca como o hábito de fumar tem alto grau de morbidade, inclusive para os chamados fumantes passivos, pessoas não fumantes, mas que inalam a fumaça. “O cigarro é a principal causa de morte evitável hoje em dia: são 7 milhões de mortes, por ano em todo mundo. Outras 1,2 milhões de pessoas morrem todo ano por conta do tabagismo passivo”, diz. 

Já está comprovado cientificamente que o fumo é causa de uma série de doenças com malefícios físicos, psíquicos e outros prejuízos à saúde. “Além de variados tipos de câncer, fumar provoca também mortes por doenças cardiovasculares, como AVC e infarto. Também tem a doença renal crônica e doenças pulmonares, como a doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC), enfisema pulmonar e predispõe a asma, sobretudo nas pessoas que convivem com fumantes”, acrescenta o especialista. 

Além do tratamento para as diversas enfermidades provocadas pelo cigarro, o paciente fumante do HC-UFMG é incentivado a cessar o hábito. “Algumas vezes, vemos pacientes que pensam, ‘agora que estou com câncer, não adianta nada parar de fumar’. Porém, adianta sim, nós sabemos que no paciente oncológico o tratamento responde melhor se ele parar de fumar, pois o cigarro libera radicais livres que é o fator principal da resistência ao tratamento e da agressividade da doença. Então, em qualquer momento ainda é muito vantajoso parar de fumar”, alerta o médico. 

O RHC, durante o ano de 2023, registrou o total de 1.900 novos pacientes no HC-UFMG para tratar variados tipos de câncer, sendo 360 desses pacientes declaradamente fumantes. Paulo Henrique Costa pontua que, de acordo com os dados do hospital e outros estudos, os casos de câncer em adultos jovens têm aumentado por conta de outros hábitos ruins, associados ao hábito de fumar. “Temos estudado sobre isso, porque está mudando um pouco a faixa etária e também os fatores associados ao adoecimento por esses tipos de câncer. São fatores múltiplos, sobretudo o sedentarismo, obesidade, alimentação pobre em fibras e alto consumo de ultraprocessados”, afirma. 

Para acessar os serviços ambulatoriais especializados do HC-UFMG é necessário que o usuário realize, primeiramente, seu atendimento nas unidades básicas de saúde (UBS) e ter encaminhamento para exames de diagnósticos e tratamentos.
 

Danos a quem não fuma e até a quem ainda nem nasceu

Um cigarro contém mais de 4.700 substâncias, sendo que 43 delas são reconhecidamente cancerígenas, o que configura um grave e preocupante problema de saúde pública mundial. Além disso, o fumo prejudica não só o seu usuário, mas quem está ao redor (15% das mortes por uso de tabaco são de fumantes passivos, as pessoas expostas rotineiramente à fumaça). O cigarro causa danos até quem ainda não nasceu, pois, os impactos do tabagismo na gestação são graves e podem provocar a prematuridade, o abortamento e a morte súbita infantil.
 

Cigarro eletrônico

Igualmente prejudicial à saúde, o cigarro eletrônico contém substâncias comprovadamente cancerígenas, como formaldeído, acetaldeído, acroleína. “O cigarro eletrônico leva ao risco de dano ao DNA e a destruição do pulmão. Estudos mais robustos ainda estão sendo feitos para mostrar a associação do consumo do cigarro eletrônico com o câncer”, explica Paulo Henrique Costa.

 

Rede Ebserh


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