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| Divulgação MF Press Global |
Um estudo recente liderado pelo Dr. Fabiano de Abreu Agrela, Pós PhD em Neurociências e diretor do projeto Genetic Intelligence Project (GIP), sugere uma possível correlação entre a preferência de bebês por sabores azedos e indicadores de um quociente de inteligência (QI) mais elevado. Esta investigação, conduzida pelo Centro de Pesquisa e Análises Heráclito (CPAH), onde Dr. Agrela também atua como diretor, busca aprofundar o entendimento das bases biológicas da inteligência através da genômica e do comportamento alimentar.
"Embora a correlação não seja conclusiva, os dados sugerem uma intrigante
associação entre a predileção por sabores azedos e um QI mais alto tanto em crianças
quanto em adultos", afirma Dr. Agrela. O estudo aproveita uma linha de
pesquisa previamente explorada por Liem e Mennella em 2002, que já apontava
para uma tendência de bebês alimentados com fórmulas de sabor azedo a
desenvolverem uma predileção por alimentos com alto teor de ácido cítrico.
A pesquisa do CPAH também revisita achados de Liem et al. (2004) e Liem e
Mennella (2003), que mostraram uma predisposição de crianças por sabores
fortemente azedos, que poderia estar relacionada a características
comportamentais como a abertura para novas experiências e atração por estímulos
sensoriais intensos. "Nossos dados revelam que crianças que demonstram
preferência por sabores intensamente azedos exibem também um maior fluxo
salivar, o que pode indicar uma reatividade sensorial mais acentuada",
explica Dr. Agrela.
Esses resultados são complementados por estudos adicionais, como o publicado na
revista *Appetite* em 2011, que observou uma tendência de crianças com QIs mais
elevados a preferirem sabores azedos. Similarmente, uma pesquisa de 2015 na
revista *Intelligence* encontrou uma associação entre a preferência por sabores
azedos em adultos e um desempenho superior em testes de inteligência fluida.
"É crucial prosseguir com investigações mais profundas e metodologicamente
rigorosas para confirmar essas observações", enfatiza Dr. Agrela. "Planejamos
desenvolver modelos experimentais que isolem variáveis genéticas e ambientais,
para entender melhor como as preferências gustativas podem estar interligadas à
neurofisiologia da cognição."
O estudo do CPAH abre novas perspectivas sobre como características
aparentemente simples, como as preferências alimentares na infância, podem ter
implicações profundas para o desenvolvimento cognitivo e educacional.
"Estas descobertas, se confirmadas, poderão revolucionar nossa abordagem
no entendimento da inteligência e do desenvolvimento infantil", conclui
Dr. Agrela.
Este estudo continua a ser um ponto focal no projeto GIP e promete
contribuições significativas para a neurociência e a psicologia do
desenvolvimento.

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