Exame foi ampliado
e agora pode diagnosticar novas doenças logo nos primeiros dias de vida da
criança
O teste do pezinho, exame realizado logo nos
primeiros dias de nascimento da criança, até mesmo na própria maternidade, é um
exame essencial para garantir a saúde da criança e evitar a mortalidade
infantil. Através dele, é possível diagnosticar uma série de doenças e
encaminhar a família ao tratamento precoce mais adequado, quando necessário.
Este ano, a lista de diagnósticos abrangidos pelo
teste do pezinho foi ampliada, tendo as principais como hiperfenilalaninemias
(excesso de fenilalanina), hemoglobinopatias (relacionadas à hemoglobina),
toxoplasmose congênita, aminoacidopatias até atrofia muscular espinhal. “É
muito importante que o País tenha reconhecido e aprovado a ampliação da lista
de doenças. O diagnóstico precoce salva vidas”, afirma Lea
Arosa, pediatra do Hospital
Casa de Saúde de Guarujá.
Criado pelo pediatra brasileiro Benjamin José
Schmidt (1931-2009), na década de 70, o teste do pezinho é um dos mais
importantes exames feitos em recém-nascidos. Realizado, normalmente, entre o 2º
e 5º dia de vida do bebê, o teste consiste na coleta de algumas gotas de sangue
do calcanhar em um papel filtro especial.
O resultado, liberado instantaneamente, é capaz de
diagnosticar até 50 doenças genéticas e metabólicas, principalmente,
enfermidades como hipotireoidismo congênito (baixa ou nula produção do hormônio
da glândula tireóide), fenilcetonúria, anemia falciforme e fibrose cística, doenças
capazes de trazer diversas complicações já no primeiro ano de vida do bebê se
não tratadas corretamente.
Principais doenças
identificadas pelo teste do pezinho
O teste do pezinho é útil para identificar diversas
doenças, sendo as principais fenilcetonúria, hipotireoidismo congênito, anemia
falciforme, hiperplasia adrenal congênita e fibrose
cística. A fenilcetonúria é uma alteração genética rara
caracterizada pelo acúmulo de fenilalanina no sangue, já que a enzima
responsável por degradar a fenilalanina tem a sua função alterada.
Outra doença identificada é o hipotireoidismo
congênito, quando a tireoide do bebê não consegue produzir quantidades normais
e suficientes de hormônios, interferindo diretamente no desenvolvimento do
bebê. Além disso, a anemia falciforme, também verificada no teste, é um
problema genético caracterizado pela alteração na morfologia das células
vermelhas do sangue, reduzindo o transporte de oxigênio no sangue e
metabolismo.
Entre outros, o teste do pezinho aponta ainda para
a hiperplasia adrenal congênita, deficiência de certos hormônios e excesso de
outros, podendo provocar crescimento excessivo, puberdade precoce e outros
problemas físicos. Por fim, a fibrose cística, analisada no exame, é uma doença
em que há a produção de uma grande quantidade de muco, comprometendo o sistema
respiratório e o pâncreas.
“Como boa parte das doenças diagnosticadas pelo
teste do pezinho demandam um complexo processo de tratamento, é fundamental que
as pessoas se conscientizem e realizem o exame no bebê. É indescritível o
bem-estar e a qualidade de vida que o teste do pezinho pode proporcionar”,
conclui a pediatra.
Hospital Casa de Saúde
Guarujá
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