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domingo, 20 de junho de 2021

Pesquisa inédita no G10 aponta dados sobre ensino à distância pós pandemia

Outdoor Social Inteligência ® revela que, apesar de 51% dos entrevistados acharem vantajoso o formato EAD, 60% têm receio sobre a aceitação do mercado de trabalho aos formados virtualmente

 

Uma pesquisa inédita realizada pelo Outdoor Social Inteligência®, instituto de pesquisas especializado na classe C, revelou alguns hábitos de estudo durante a pandemia em favelas espalhadas pelo Brasil. Entre os destaques, 83,4% afirmam que possuem internet em casa para acompanhar as aulas online. Entre os que não possuem, 43% estão aguardando as escolas abrirem para retomar as atividades escolares.

 

Segundo Emília Rabello, fundadora do Outdoor Social Inteligência, o número de moradores que afirmaram ter acesso à internet também foi revelador para o próprio Instituto. Com isso, a especialista ressalta que essa é uma realidade específica do bloco de favelas com maior potencial econômico nacional. “O Brasil é muito extenso e dentro do nosso país há inúmeras realidades, o que não é diferente dentro das comunidades. A pesquisa mostra que as favelas do G10 estão mais conectadas, mas ainda assim, precisamos pensar nos que ainda não possuem conexão adequada. A educação é essencial para a formação das crianças e jovens do nosso país e precisa chegar nas periferias”.

 

“É essencial para o país compreender a realidade dos moradores do bloco G10, que compõe comunidades de todas as regiões. Oferecer dados reais e atualizados promove o desenvolvimento, porque é por meio dessas informações que conseguimos mapear oportunidades para sanar o que realmente precisa ser resolvido em nossas favelas”, explica Gilson Rodrigues, presidente do G10.

 

A pesquisa também revela que a preferência pelo estudo à distância divide opiniões. 51% acreditam que este modelo de ensino oferece mais vantagens, enquanto 49% não concordam, apontando mais desvantagens. Entre as vantagens, 55,6% citam a possibilidade de estudar em qualquer lugar. Neste ponto, a questão do tempo de deslocamento das periferias aos locais de estudo é um dos fatores que colabora para quem defende o EAD.

 

Entre as desvantagens, 35,2% dos entrevistados falam que possuem dificuldades para acompanhar o conteúdo de forma não presencial.


 

Aceitação do mercado de trabalho

 

Apesar da preferência pelo formato, o ensino à distância ainda é um tabu para muitos, já que 60% dos entrevistados alegam temer o mercado de trabalho, pois acreditam que os formados em cursos presenciais terão mais oportunidades de contratação. Outros 23% acreditam que, independentemente de terem estudado presencialmente ou à distância, as oportunidades no mercado de trabalho continuarão as mesmas.

 

Outro ponto relevante é que quase metade dos entrevistados, ou seja, 46%, afirmam que estudam ou fazem o dever de casa na cama, 36% revelam que estudam em alguma mesa de refeição. Do restante, 8% realizam as atividades sentados no chão, 6% na varanda, 2% na sala de algum templo religioso, associação de moradores ou ONG do bairro, 1% no quintal e 1% na casa da avó ou algum parente com mais estrutura. Não foi citado um ambiente dedicado exclusivamente ao estudo.

 

Cursos profissionalizantes

43,7% dos entrevistados acreditam que o ideal é que os cursos de profissionalização ofereçam vagas ou possibilidades de estágio após a conclusão.


 

Perfil dos entrevistados


A pesquisa ouviu 435 pessoas em comunidades dos municípios de Porto Alegre, Curitiba, São Paulo, Rio de janeiro, Belo Horizonte, Brasília, Salvador, Recife, Fortaleza, São Luís, Belém. 21,4% dos entrevistados trabalham por conta própria. 33% possuem ensino médio completo.  58% dos entrevistados são mulheres e 42% são homens. Na faixa etária, 25% possuem entre 15 e 24 anos. 24% mais de sessenta anos, mesma porcentagem dos que possuem entre 35 e 49 anos. 21% têm entre 25 a 34 anos e 6% 50 a 60.

 

 


Pesquisa de opinião pública: comportamento relacionado a educação

Realização: Outdoor Social®

Metodologia: Pesquisa telefônica, realizada em maio de 2021, quantitativa por amostragem. Foram ouvidas 435 pessoas

 


Outdoor Social®

www.outdoorsocial.com.br 

Instagram @outdoorsocial


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