Outdoor Social Inteligência ® revela que, apesar de 51% dos entrevistados acharem vantajoso o formato EAD, 60% têm receio sobre a aceitação do mercado de trabalho aos formados virtualmente
Uma
pesquisa inédita realizada pelo Outdoor Social Inteligência®,
instituto de pesquisas especializado na classe C, revelou alguns hábitos de
estudo durante a pandemia em favelas espalhadas pelo Brasil. Entre os
destaques, 83,4% afirmam que possuem internet em casa para acompanhar as aulas
online. Entre os que não possuem, 43% estão aguardando as escolas abrirem para
retomar as atividades escolares.
Segundo
Emília Rabello, fundadora do Outdoor Social Inteligência, o número de moradores
que afirmaram ter acesso à internet também foi revelador para o próprio
Instituto. Com isso, a especialista ressalta que essa é uma realidade
específica do bloco de favelas com maior potencial econômico nacional. “O
Brasil é muito extenso e dentro do nosso país há inúmeras realidades, o que não
é diferente dentro das comunidades. A pesquisa mostra que as favelas do G10
estão mais conectadas, mas ainda assim, precisamos pensar nos que ainda não
possuem conexão adequada. A educação é essencial para a formação das crianças e
jovens do nosso país e precisa chegar nas periferias”.
“É
essencial para o país compreender a realidade dos moradores do bloco G10, que
compõe comunidades de todas as regiões. Oferecer dados reais e atualizados
promove o desenvolvimento, porque é por meio dessas informações que conseguimos
mapear oportunidades para sanar o que realmente precisa ser resolvido em nossas
favelas”, explica Gilson Rodrigues, presidente do G10.
A
pesquisa também revela que a preferência pelo estudo à distância divide
opiniões. 51% acreditam que este modelo de ensino oferece mais vantagens,
enquanto 49% não concordam, apontando mais desvantagens. Entre as vantagens,
55,6% citam a possibilidade de estudar em qualquer lugar. Neste ponto, a
questão do tempo de deslocamento das periferias aos locais de estudo é um dos
fatores que colabora para quem defende o EAD.
Entre
as desvantagens, 35,2% dos entrevistados falam que possuem dificuldades para
acompanhar o conteúdo de forma não presencial.
Aceitação
do mercado de trabalho
Apesar
da preferência pelo formato, o ensino à distância ainda é um tabu para muitos,
já que 60% dos entrevistados alegam temer o mercado de trabalho, pois acreditam
que os formados em cursos presenciais terão mais oportunidades de contratação.
Outros 23% acreditam que, independentemente de terem estudado presencialmente
ou à distância, as oportunidades no mercado de trabalho continuarão as mesmas.
Outro
ponto relevante é que quase metade dos entrevistados, ou seja, 46%, afirmam que
estudam ou fazem o dever de casa na cama, 36% revelam que estudam em alguma
mesa de refeição. Do restante, 8% realizam as atividades sentados no chão, 6%
na varanda, 2% na sala de algum templo religioso, associação de moradores ou
ONG do bairro, 1% no quintal e 1% na casa da avó ou algum parente com mais
estrutura. Não foi citado um ambiente dedicado exclusivamente ao estudo.
Cursos
profissionalizantes
43,7%
dos entrevistados acreditam que o ideal é que os cursos de profissionalização
ofereçam vagas ou possibilidades de estágio após a conclusão.
Perfil
dos entrevistados
A
pesquisa ouviu 435 pessoas em comunidades dos municípios de Porto Alegre,
Curitiba, São Paulo, Rio de janeiro, Belo Horizonte, Brasília, Salvador,
Recife, Fortaleza, São Luís, Belém. 21,4% dos entrevistados trabalham por conta
própria. 33% possuem ensino médio completo. 58% dos entrevistados são
mulheres e 42% são homens. Na faixa etária, 25% possuem entre 15 e 24 anos. 24%
mais de sessenta anos, mesma porcentagem dos que possuem entre 35 e 49 anos.
21% têm entre 25 a 34 anos e 6% 50 a 60.
Pesquisa
de opinião pública: comportamento relacionado a educação
Realização:
Outdoor Social®
Metodologia: Pesquisa telefônica, realizada em maio
de 2021, quantitativa por amostragem. Foram ouvidas 435 pessoas
Outdoor
Social®
Instagram @outdoorsocial
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