De
acordo com pesquisa inédita realizada pela Convenia em parceria com a
TiqueTaque, pandemia força digitalização de metade das empresas brasileiras
Segundo dados colhidos
em março de 2021, um ano após o país se ver obrigado a mudar drasticamente seu
formato de trabalho devido às novas regras sanitárias impostas pela pandemia, o
profissional de RH passou a enfrentar um novo desafio: reformular a comunicação
da empresa mesmo sem recursos tecnológicos para tal. Os impactos desta empreitada
foram demonstrados em pesquisa inédita "Os impactos da pandemia da
Covid-19 no RH brasileiro", realizada pela Convenia, empresa com
soluções para tornar os RHs mais digitais e que oferece alta tecnologia para o setor de
recursos humanos de maneira acessível e prática, em parceria com a TiqueTaque,
solução completa que facilita o acompanhamento de horas extras e banco de
horas, unindo tecnologia, design e eficiência para o controle de ponto.
A investigação revela
que quase metade das empresas nacionais (46,15%) adotaram modelos mais digitais
em sua rotina. Na falta de tecnologias de comunicação próprias, 84,52% em
jornada híbrida passaram a utilizar o WhatsApp como ferramenta de
interação durante o trabalho. Dos que estão fazendo home office, 66,9% usam o
aplicativo durante o expediente - e fora dele também. A pesquisa revelou que
42,3% dos funcionários estão realizando carga horária acima do proposto pelo
contrato.
O resultado disso é um
claro desencontro dos modelos de negócios com o mundo atual: 42,9% dos
entrevistados consideram a comunicação interna de suas empresas ineficiente e
51,5% dos trabalhadores em modelo home office sentem falta de estrutura
adequada, como internet de qualidade, espaço físico, poltrona ou cadeira
apropriada, etc. Além disso, o estudo também aponta como o excesso de reuniões
em videoconferência podem ser prejudiciais à concentração e, consequentemente,
à produtividade.
"O Whatsapp é uma
plataforma de mensagens instantâneas, mas seu objetivo direto não seria a
comunicação interna das empresas. Além de diminuir o foco do colaborador entre
mensagens de trabalho e pessoais, se desligar da empresa em momentos de
descanso pode se tornar um desafio. Outro problema é o compartilhamento de
dados sensíveis e pessoais, já que com a utilização do Whatsapp as chances de
vazamento podem ser maiores. Com a regulamentação da Lei Geral de Proteção de
Dados (LGPD), sancionada em 2018, a partir de 2021 as empresas poderão sofrer
penalizações e multas", explica trecho da pesquisa realizada com 269
profissionais de RH de diversas regiões do Brasil.
Prova de que a minoria
das empresas se adequou verdadeiramente ao modelo remoto é que mesmo rotinas
simples e extremamente consolidadas pelos Recursos Humanos ainda não foram
completamente digitalizadas, como o envio de holerites, por exemplo. Apenas
33,5% das empresas pesquisadas que adotaram o modelo home office enviam os
demonstrativos de pagamento por e-mail.
Como consequência da
falta de digitalização adequada às estruturas de trabalho remotas e híbridas,
41,5% das empresas retiraram o controle de ponto de suas instalações -
obrigatório por lei para empresas com mais de 20 funcionários. A suspensão ou
remoção total desse tipo de monitoramento pode dificultar também a vida do
trabalhador, que não consegue comprovar sua carga horária, o que resulta em
acúmulo de tarefas e excesso de trabalho fora do horário estabelecido em
contrato, sem que receba pelas horas trabalhadas a mais.
Se por um lado,
empresas com até 100 funcionários conseguem se humanizar com mais facilidade,
por outro, a falta de estrutura digital das organizações está intrinsecamente
ligada a seu porte. Evidentemente, nem todas as funções podem ser desempenhadas
de forma remota, porém, não é esse o fator determinante. 78% dos colaboradores
que não tiveram sua jornada de trabalho alterada para o modelo remoto ou
híbrido durante a pandemia são de pequenas e médias empresas. Há, portanto, uma
maior tendência à digitalização da jornada de trabalho por parte de grandes
negócios.
"As
empresas devem se adaptar e oferecer a melhor experiência para seus
colaboradores e atender às novas necessidades. As ferramentas para o RH estão
cada vez mais próximas daquelas que já usamos no dia a dia, ou seja, as
soluções de tecnologia já existem e estão no mercado. Cabe às empresas
encontrar aquelas que melhor se adequem ao seu perfil e de sua equipe",
explica Marcelo Furtado, CEO da Convenia.
Nenhum comentário:
Postar um comentário