Se
a asma não for tratada corretamente, pode acarretar complicações mais sérias,
levando ao óbito
Considerada um
problema de saúde pública, a asma afeta pessoas de todas as faixas etárias,
provocando falta de ar e chiado no peito. Ela não tem cura, mas é possível
manter o controle e levar uma vida normal. A falta de cuidado adequado pode
causar danos à saúde e comprometer a qualidade de vida, além de elevar os
custos financeiros diretos e indiretos à população.
Com o objetivo de
analisar o impacto econômico da asma em uma operadora de plano de saúde de
autogestão, a CAPESESP (Caixa de Previdência e Assistência aos Servidores da
Fundação Nacional de Saúde) realizou um estudo que identificou uma maior
utilização do plano de saúde por indivíduos asmáticos, resultando em aumento de
quase 26% nos gastos assistenciais. "Os dados coletados são utilizados na CAPESESP
para orientar as ações de prevenção, manutenção e promoção da saúde e da
qualidade de vida, além de auxiliar no redimensionamento da rede
credenciada", afirma o médico e Diretor-Presidente da CAPESESP, João Paulo
dos Reis Neto.
De acordo com o médico,
as doenças crônicas não transmissíveis interferem na qualidade de vida das
pessoas, além de causarem impacto econômico para a sociedade e nos sistemas de
saúde, por isso é imprescindível manter o controle da enfermidade, ressalta
João Paulo.
Raquel D’Alpino,
diretora de operações de uma agência de comunicação, sabe bem como é conviver
com a doença. "Desde criança tenho rinite e sinusite e, há seis anos, fui
diagnosticada com asma após passar por uma forte crise. Acordei de madrugada
sem conseguir respirar, tive que ir às pressas ao hospital. Desde então, faço
acompanhamento e tratamento diário com medicações para prevenir as crises de
asma, sempre evitando ambientes empoeirados e poluentes, que são os agentes que
estimulam as minhas crises. Acredito que o problema seja hereditário, pois
minha mãe e meus irmãos também têm essa doença," comenta.
A asma é uma condição
sensível. É importante prevenir e tratar precocemente o estado agudo e
controlar a enfermidade crônica. Essa doença está entre os principais motivos
de procura por atendimento na Atenção Primaria à Saúde (APS), assim como em
consultas, ambulatório e serviços de urgência.
Segundo dados da
Organização Mundial da Saúde (OMS), existem cerca de 235 milhões de pessoas no
mundo com asma. No Brasil, a quarta causa de internações no país. Muitos desses
óbitos poderiam ser evitados se os pacientes não negligenciassem o tratamento.
CAPESESP - Caixa de
Previdência e Assistência aos Servidores da Fundação Nacional de Saúde
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