Gastos com planos de saúde e tratamentos sobem, enquanto caem com medicamentos
Neste ano atípico de pandemia, o setor de saúde
terá uma alta, em média, de 7% em comparação a 2019, totalizando R$ 275,8
bilhões, incluindo as despesas com medicamentos, planos de saúde e tratamentos
médico e dentário. É o que aponta a Pesquisa IPC Maps, especializada em
potencial de consumo dos brasileiros há mais de 25 anos, com base em dados
oficiais.
Segundo o levantamento, esse crescimento é ainda
maior (22,3%) quando observados os desembolsos apenas com planos de saúde e
tratamentos, que somam R$ 142,1 bilhões neste ano. Para Marcos
Pazzini, responsável pelo IPC Maps, esse
acréscimo deve-se ao “reajuste que fora autorizado pela ANS para os planos de
saúde individuais e em grupo, ainda que posteriormente o mesmo tenha sido
revogado. Além disso, com o aumento do desemprego, a população teve de recorrer
a um plano de saúde individual para continuar com cobertura, principalmente em
tempos de pandemia”.
Em contrapartida, as despesas com medicamentos apresentam
queda de 5,5% em relação ao ano passado, chegando a R$ 133,7 bilhões. “Nesse
momento de recessão econômica, a população tem aderido a medicamentos mais
baratos e os genéricos têm sido uma excelente opção”, considera Pazzini.
Esse é apenas um recorte da pesquisa, finalizada em
maio último, que leva em consideração todo o cenário de pandemia, destacando
que o consumo nacional nos diversos setores econômicos se igualará a índices de
2012, com a maior retração desde 1995. Caso interesse, podemos disponibilizar a
íntegra do estudo com dados nacionais e/ou regionais, divididos por setores
econômicos e classes sociais, tanto de 2020 quanto de anos anteriores.
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