Em um país como o Brasil, permeado infelizmente por tantos casos de corrupção, enriquecimento ilícito e desigualdade social, frases como “Dinheiro é sujo”, “Só quem rouba fica rico”, “Dinheiro não dá em árvore”, “Rico não vai para o céu”, entre outras, acabam se tornam parte da nossa cultura. Se você ouviu coisas como “Filho, você vai ganhar muito dinheiro, ser muito próspero e ajudar muitas pessoas”, provavelmente sua relação com o dinheiro é muito positiva, mas geralmente é o contrário.
Quando você pensa no passado, o que mais lembra a
situação financeira de sua família? Prosperidade, geladeira cheia, celebração
ou a palavra de ordem era escassez e precisavam economizar no básico? Vou além,
geralmente os vilões das novelas são ricos, retratados como os que mais
prejudicam, exploram, fazem tramoias, ofendem e intimidam os outros. Não é
assim? Ou seja, desde crianças estamos acostumados a assistir, na ficção, a
imagem de um rico estigmatizado.
Acredite ou não, tudo o que vimos e ouvimos sobre
dinheiro desde que nascemos influencia nossas vidas adultas e, no final, muitas
vezes nos sabotamos pela ideia de que riqueza não é algo digno. Fazemos isso
quando por exemplo, recebemos um aumento de salário e passamos a gastar mais ou
quando afirmamos “estou guardando para uma emergência”. O que acontece? A
emergência inevitavelmente chega. Quem nunca fez isso não é mesmo?
A boa notícia é que podemos mudar esse
cenário. É preciso alterar a sua crença para que o ciclo não se repita e
você pare de se sabotar. Uma maneira fácil de entender melhor suas
crenças sobre dinheiro e riqueza é analisar seus sentimentos ao presenciar a
riqueza do próximo.
Pessoas com crenças de prosperidade gostam de ver
pessoas ricas, se motivam quando o próximo prospera e ganha dinheiro. Por isso,
o título desse artigo é “Para ganhar dinheiro, em primeiro lugar, é preciso
gostar dele”, mas só isso não basta. É preciso gostar de
trabalhar também, afinal, ninguém alcança uma vida próspera sem esforço, sem
competência e sem destaque.
Ressignifique suas crenças sobre dinheiro. Entenda
que ele é necessário, e se ele for resultado de um trabalho sério, honesto e
justo, com toda certeza ele virá como uma benção para você, aqueles que te
cercam e até mesmo para que aqueles que você não conhece. Afinal, por menos que
você ganhe, sempre há uma possibilidade de contribuir com o próximo, porque
quanto mais generoso você é, mais prospera.
Uma das limitações dos seres humanos é terem a
chance de contribuir, mas não o fazerem, acreditando que isso seria um
desperdício. Ao deixar de ajudar, você cria mais uma amarra que impede o seu
desenvolvimento e acaba dando ainda mais força para a crença financeira da
escassez, pensando que pode faltar dinheiro ou que amanhã ficará sem.
Eu acredito seriamente que o universo conspira a
favor das pessoas generosas, mas, o universo precisa de uma forcinha da nossa
parte para que estejamos aptos a receber os benefícios de uma vida próspera.
A pessoa verdadeiramente rica vive na abundância e
ajuda o próximo a melhorar sua condição também. É um ciclo de generosidade que
se espalha e torna o mundo melhor, menos desigual e mais leve para se viver.
Eduardo Volpato - Nascido em Porto Alegre, com 42 anos sendo que aos 12 anos começou a trabalhar com o pai e aos 16, após se emancipar, empreendeu como eletricista batendo de porta em porta e oferecendo pequenos reparos elétricos. Assim iniciou o Grupo Volpato, que veio a se tornar uma das maiores empresas de tecnologia e segurança privada da região sul do país. É formado em Eletrônica e Especialista em Segurança Pública e Privada além de cursar Neurociências e Psicologia Positiva na PUCRS. Atualmente se dedica a ministrar palestras de empreendedorismo e cursos de desenvolvimento humano, além da gestão da empresa Vencer Capacitação e da presidência do conselho de administração do Grupo Volpato. Em abril de 2020, lançou o seu primeiro livro com o título “Decida Vencer”, pela editora Gente, obra que está desde o lançamento como um dos mais vendido do Brasil.
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