Além de investir em dispositivos de controle da glicemia 24h, empresas do setor de saúde reforçam iniciativas que unem tecnologia, informação e acolhimento às crianças e famílias
Para muitas crianças, a infância é marcada por brincadeiras, descobertas, momentos em família, além de uma rotina de vida e nutricional menos rigorosa. Para aquelas que convivem com o diabetes, o dia a dia envolve um cenário diferente, com cuidados constantes desde cedo, como o acompanhamento da glicemia, da alimentação, eventuais exercícios/esportes e a atenção aos sinais do próprio corpo. Entre as mais de 90 mil crianças brasileiras diagnosticadas com diabetes tipo 1 e um cenário de uma incidência que aumentou de 3% a 4% nas últimas três décadas, segundo a Sociedade Brasileira de Diabetes, encontra-se Elena Santos Rodrigues, filha da profissional autônoma Gabriela Almeida, que descobriu a doença aos quatro anos de idade. A família recebeu o diagnóstico após uma pneumonia, além de mudanças nos hábitos e corpo da jovem – emagreceu, passou a urinar com mais frequência e sentia mais sede. O processo não foi fácil no início. A mãe precisou levar Elena a cinco médicos até, finalmente, ter o diagnóstico. Quando descobriu o diabetes da filha, era preciso realizar os testes de ponta de dedo várias vezes ao dia, o que incomodava criança, e Gabriela tinha poucas horas de sono, constantemente em alerta.
Agora, aos seis anos, Elena realiza o monitoramento contínuo de glicose por meio do sensor Smart 2.0, da MedLevensohn, desde junho. Segundo a mãe, o dispositivo ajudou a família a compreender melhor o corpo da filha e como reage a diferentes situações do cotidiano, das refeições às atividades físicas e às emoções. Além disso, como o sensor registra o histórico das taxas, isso torna o acompanhamento médico, ajustes de medicação e tratamento de forma muito mais precisa.
“Desde que colocamos o sensor na Elena, começamos a entender muito melhor como o corpo dela funciona. Ele nos mostrou sinais que antes eram muito difíceis de perceber. Conseguimos identificar quais alimentos provocam picos de glicemia, como a glicemia dela se comporta durante as atividades físicas, nas brincadeiras, quando ela está empolgada, triste ou até mesmo brava”, conta.
A mudança também ajudou na rotina de sono da família. Antes do sensor, ela precisava acordar para verificar a glicemia da filha por meio das famosas picadas na ponta do dedo, principalmente, pelo receio de episódios de hipoglicemia. Com o monitoramento contínuo, passou a ter mais informações para acompanhar possíveis alterações.
“Uma das mudanças que mais impactou a nossa vida foi a qualidade do meu sono. Antes, eu precisava acordar durante a noite e furar o dedinho dela várias vezes para saber como estava a glicemia, principalmente, por medo de uma hipoglicemia. Hoje isso mudou completamente. Quando ela está estável, eu consigo dormir muito mais tranquila, e quando acontece uma hipo ou uma hiper, o sensor me informa e conseguimos intervir muito mais rápido”.
Para Elena, o sensor mudou
completamente a sua rotina. “O Smart me ajuda muito. Estou conseguindo comer
melhor, brincar mais e controlar a minha diabetes. Também ajudou no meu sono e
da minha mãe”, conta.


