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domingo, 9 de agosto de 2026

Agosto Verde Claro: prevenção é a principal aliada no combate à leishmaniose, zoonose grave e potencialmente fatal que segue avançando no Brasil

Especialista orienta sobre as principais medidas para prevenir a doença em cães e proteger a saúde pública

 

Agosto Verde Claro marca o mês de conscientização sobre a leishmaniose, uma das zoonoses de maior impacto no Brasil e que vem ampliando sua presença em diferentes regiões do país, inclusive em áreas urbanas. Celebrado em 10 de agosto, o Dia Nacional de Combate à Leishmaniose reforça a importância da informação e, principalmente, da prevenção para reduzir os riscos da doença, que pode acometer tanto cães quanto seres humanos e outros animais.

A leishmaniose visceral é causada por um protozoário do gênero Leishmania e transmitida pela picada do flebotomíneo infectado, conhecido popularmente como mosquito-palha. A doença apresenta evolução crônica e, quando não tratada, pode levar ao óbito em até 90% dos casos em humanos¹. O Brasil concentra cerca de 94% dos casos de leishmaniose visceral registrados nas Américas¹, reforçando o papel estratégico do país no enfrentamento da doença.

Apesar de os cães não serem transmissores diretos da doença, eles exercem papel importante no ciclo de contágio em humanos: quando um mosquito-palha pica um cão infectado, ele pode adquirir o protozoário e, posteriormente, transmiti-lo a outros animais ou a pessoas ao realizar uma nova picada. Por isso, proteger os animais contra o vetor é uma das principais medidas recomendadas pelas autoridades de saúde dentro de uma estratégia integrada de controle da zoonose.

"A leishmaniose ainda é uma das zoonoses mais desafiadoras e de maior impacto no Brasil, de potencial fatal tanto para cães quanto para humanos. Muitas vezes, quando percebemos os sinais clínicos, a doença já está em estágio avançado e o tratamento se torna limitado, já que não existe cura definitiva. Por isso insistimos tanto na prevenção. Ela deve ser uma prioridade de saúde pública e precisa começar com a decisão do responsável em proteger seu cão", afirma a Profa. Me. Romeika Reis, médica-veterinária e membro do Brasileish – Grupo de Estudos em Leishmaniose Animal.


Prevenção antes dos primeiros sinais da doença

Um dos principais desafios da leishmaniose é que os cães podem permanecer assintomáticos por longos períodos ou apresentar sinais inespecíficos, como emagrecimento, apatia, lesões de pele, crescimento exagerado das unhas e aumento dos linfonodos. Por isso, esperar o aparecimento dos sintomas não é uma boa estratégia. Entre as medidas preventivas recomendadas por especialistas, estão:

  • Encoleiramento de cães com produtos com ação repelente contra o mosquito-palha;
  • Evitar passeios ao entardecer ou início da manhã, períodos de maior atividade do mosquito-palha;
  • Manter o calendário de consultas veterinárias em dia;
  • Manter quintais e áreas externas limpos, reduzindo locais favoráveis ao vetor;
  • Telar janelas para impedir a entrada do mosquito no ambiente doméstico;
  • Consultar o médico-veterinário sobre as estratégias de prevenção mais adequadas para cada região do país;
  • Realizar acompanhamento veterinário anualmente para garantir o bem-estar do animal.

Nesse contexto, ferramentas de proteção contínua tornam-se importantes aliadas de quem tem pets. Produzida no Brasil, a coleira antiparasitária EctoFend®, da Zoetis, oferece proteção por até seis meses contra o mosquito-palha, transmissor da leishmaniose visceral canina, além de ter ação contra pulgas por 6 meses e carrapatos por até 8 meses (sendo 5 meses como carrapaticida e mais 3 meses como auxiliar no controle de carrapatos). Além disso, a coleira possui a formulação recomendada pelo Ministério da Saúde para a prevenção da leishmaniose visceral canina (deltametrina a 4%), é resistente à água, não possui cheiro e está disponível em dois tamanhos, oferecendo uma alternativa prática para a proteção contínua dos cães.


Saúde animal e saúde humana caminham juntas

O combate à leishmaniose depende da atuação conjunta entre poder público, médicos-veterinários e responsáveis por animais. A conscientização da população sobre a doença e a adoção de medidas preventivas são fundamentais para reduzir a circulação do parasita e proteger animais e pessoas. "Quando falamos em prevenção da leishmaniose, estamos falando de um compromisso com a saúde única. Proteger o cão contra o mosquito transmissor significa contribuir para reduzir o risco de circulação da doença e fortalecer as estratégias de saúde pública. A informação e a prevenção continuam sendo nossas ferramentas mais importantes", conclui a professora Romeika Reis.

 

Zoetis
Zoetis.com.br


Dia dos Pais: conheça curiosidades do cavalo-marinho, espécie em que o macho dá à luz os filhotes

Divulgação Grupo Oceanic
Vídeo gravado em aquário de Santa Catarina voltou a viralizar ao registrar um dos comportamentos reprodutivos mais raros da natureza

 

Às vésperas do Dia dos Pais, um cavalo-marinho macho voltou a chamar a atenção nas redes sociais ao aparecer em trabalho de parto. A cena, registrada no Oceanic Aquarium, em Balneário Camboriú (SC), mostra uma característica rara entre os vertebrados: é o macho quem abriga os ovos, conduz a gestação e dá à luz.

O animal retratado é um cavalo-marinho-de-focinho-longo (Hippocampus reidi). Após o acasalamento, a fêmea deposita os ovos em uma bolsa incubadora localizada no abdômen do parceiro. É nesse compartimento que ocorre a fecundação e o desenvolvimento dos embriões, protegidos até o nascimento.

O período de incubação dura, em média, de 14 a 28 dias, conforme a espécie e as condições ambientais. Ao fim desse ciclo, o macho realiza contrações musculares e libera centenas de recém-nascidos diretamente na água.

Cada gestação pode resultar no nascimento de 100 a mais de mil indivíduos. Apesar desse número, menos de 1% chega à fase adulta. A elevada mortalidade, associada à degradação dos ambientes costeiros, à poluição, à captura incidental na pesca e às mudanças climáticas, coloca a espécie na categoria Quase Ameaçada da Lista Vermelha da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN).

"Os cavalos-marinhos são excelentes embaixadores da educação ambiental. Além de despertarem a curiosidade pelo fato do macho realizar a gestação, eles mostram como a natureza desenvolveu estratégias reprodutivas surpreendentes. Conhecer essas espécies também é uma forma de compreender a importância da conservação dos ambientes marinhos dos quais elas dependem para sobreviver", afirma Juliana Formágio, veterinária e gerente de operações técnicas do Oceanic Aquarium.

Além da reprodução singular, esses animais apresentam outras características curiosas. Existem cerca de 50 espécies conhecidas no mundo. Nadadores lentos, utilizam a cauda para se fixar em corais, algas e outras estruturas, o que evita que sejam levados pelas correntes. Os olhos se movem de forma independente, o que permite observar diferentes direções ao mesmo tempo. Durante a temporada reprodutiva, muitas espécies realizam uma dança diária de cortejo antes do acasalamento, comportamento que fortalece o vínculo entre o casal.

 

Cuidados humanos

Na natureza, apenas uma pequena parcela dos filhotes de cavalo-marinho sobrevive até a fase adulta. Em aquários, esse período exige cuidados altamente especializados, com acompanhamento técnico constante.

No Oceanic Aquarium, durante a fase mais delicada, nas primeiras semanas de vida, os animais permanecem em ambientes com temperaturas entre 22 °C e 25 °C. A qualidade da água é monitorada continuamente para manter condições adequadas ao desenvolvimento dos filhotes e reduzir o risco de doenças.

A alimentação também muda conforme o crescimento. Nos primeiros dias, são oferecidos náuplios de artêmia, pequenos crustáceos ricos em nutrientes. Com o desenvolvimento dos animais, a dieta passa a incluir presas maiores, como camarões e alguns micros crustáceos.

 

Promoção Mês dos Pais

Em agosto, pai tem entrada gratuita acompanhado de um pagante! A promoção é válida para compras online de ingressos avulsos ou passaportes, conforme as regras da promoção. Os ingressos têm validade de um ano, permitindo que as famílias escolham a melhor data para viver essa experiência juntas.

 

Oceanic Aquarium
Rua 4000, nº 133, Barra Sul – Balneário Camboriú (SC)
Aberto diariamente, a partir das 9h
Ingressos disponíveis em www.oceanicaquarium.com.br e na bilheteria.

 

Pai de pet de primeira viagem?

7 cuidados com o novo membro da família

Neste Dia dos Pais, confira como recepcionar e garantir a saúde e bem-estar do seu cão ou gato 

 

O Dia dos Pais é uma oportunidade para celebrar o cuidado em suas diversas formas — e isso inclui os pais de pet, especialmente os de primeira viagem. Quem acabou de acolher um cão ou gato, pode comemorar a data com a adoção de medidas essenciais para a saúde e o bem-estar do novo membro da família. 
 

O mais importante é realizar, o quanto antes, uma consulta com o médico-veterinário, indispensável tanto para animais resgatados, que nem sempre possuem histórico de saúde conhecido, quanto para aqueles adquiridos em pet shops e canis, para validação das informações existentes. "Muitas pessoas acreditam que a visita ao veterinário somente é necessária quando o pet apresenta algum problema evidente, mas esse raciocínio pode atrasar o diagnóstico de doenças congênitas, alterações nutricionais e até enfermidades infecciosas e contagiosas. Além disso, a primeira avaliação é a oportunidade de estabelecer um protocolo preventivo individualizado, considerando idade e fatores de risco específicos, e orientar o responsável sobre alimentação e necessidades individuais", explica Dr.Thiago Prescinotto, médico-veterinário odontologista do Veros Hospital Veterinário. 

O especialista destaca alguns cuidados fundamentais para quem está prestes a se tornar pai de pet pela primeira vez:


1.  Adapte a casa para evitar acidentes

Antes da chegada do animal, faça uma vistoria no ambiente. Fios elétricos, produtos de limpeza, medicamentos, plantas tóxicas e objetos pequenos devem ficar fora do alcance. No caso dos gatos, também é importante instalar telas de proteção em janelas e sacadas para prevenir quedas.


2.  Proporcione um espaço confortável

O pet se sente mais seguro quando tem um espaço fixo para o descanso, com cama, brinquedos e potes de água e comida.  Pais de felinos devem prestar atenção a um detalhe: gatos são animais extremamente higiênicos e têm um olfato muito apurado. Colocar a caixa de areia ao lado da comida ou da cama causa estresse e pode fazer com que ele rejeite o alimento ou faça as necessidades fora da caixa.


3.  Estabeleça uma rotina

Horários definidos para alimentação, descanso, brincadeiras e passeios ajudam cães e gatos a compreenderem a dinâmica da sua nova vida em família. A previsibilidade reduz o estresse e favorece uma adaptação mais tranquila.


4.  Priorize o enriquecimento ambiental

Problemas comportamentais como destruição de móveis, latidos ou miados constantes e xixi fora do lugar nem sempre são "pirraça", mas sim sinais de um pet entediado ou estressado. Para manter o animal mental e fisicamente ativo, transforme a casa em um ambiente estimulante: invista em brinquedos recheáveis com petiscos, tapetes de lamber e mordedores de diferentes texturas. Para os felinos, inclua arranhadores, prateleiras em locais altos, varinhas e caixas de papelão. Fazer um rodízio semanal desses itens ajuda a manter a novidade.


5.  Invista em uma alimentação adequada

Cada fase da vida apresenta necessidades nutricionais específicas. Filhotes, adultos e idosos devem receber alimentos formulados para sua idade e condição de saúde. Também é importante manter água fresca e limpa disponível durante todo o dia.


6.  Observe mudanças de comportamento

Fique alerta se o novo morador passar o dia escondido, demonstrar inquietação exagerada, lamber compulsivamente as patinhas, chorar na ausência dos tutores ou reagir com agressividade ao toque. Por trás dessas atitudes, podem estar desde dores articulares e desconfortos abdominais até ansiedade de separação e quadros infecciosos.

Com planejamento e acompanhamento veterinário, a experiência de ser pai de pet pela primeira vez tende a ser muito mais tranquila "Criar um vínculo saudável começa com informação e prevenção. Quando o tutor entende as necessidades do animal desde o início, consegue oferecer mais qualidade de vida ", finaliza Dr. Thiago. 


7.  Cuide da saúde bucal desde os primeiros meses

A prevenção das doenças bucais deve começar ainda na fase de filhote. Acostumar o pet à manipulação da boca e à escovação dentária facilita a criação do hábito e reduz o risco de doença periodontal, a enfermidade bucal mais comum em cães e gatos adultos. Também é importante incluir a avaliação odontológica nas consultas de rotina a partir dos 4 meses de idade, período em que se inicia a troca dos dentes decíduos (de leite) pelos permanentes. Esse acompanhamento permite identificar precocemente alterações, como dentes decíduos persistentes, problemas de oclusão e outras mudanças no desenvolvimento da dentição. “A saúde começa pela boca. Quando o tutor cria o hábito da higiene oral desde cedo e acompanha essa fase de transição dentária com o médico-veterinário, aumentam significativamente as chances de o pet chegar à vida adulta com dentes saudáveis, menos dor e melhor qualidade de vida”, explica Dr. Thiago.

 

Onçafari completa 15 anos com marca histórica de cerca de 100 animais reintroduzidos e mais de 20 bases de operação

Organização referência na conservação da biodiversidade celebra trajetória pioneira, consolida a Jaguar Rivers Initiative na América do Sul e ultrapassa 125 mil hectares protegidos em reservas próprias


O Onçafari celebra 15 anos de história em 2026 consolidado como uma das principais e mais influentes organizações ambientais do Brasil. Inspirado originalmente no bem-sucedido modelo de safári de Sabi Sands, na África do Sul, a ONG brasileira transformou a relação entre conservação, ecoturismo e ciência no Brasil, tendo como principal símbolo a onça-pintada, o maior felino das Américas e indicador fundamental da saúde dos ecossistemas. 

Atualmente presente em quatro dos mais estratégicos biomas brasileiros (Pantanal, Amazônia, Cerrado e Mata Atlântica), a organização expandiu sua atuação para mais de 20 bases de operação distribuídas pelo Brasil, além de manter escritórios administrativos em São Paulo e Brasília. Ao longo desta década e meia, o Onçafari garantiu a conservação de 125.131 hectares de áreas protegidas em reservas próprias que servem de habitats críticos para a fauna silvestre.
 

Reintrodução histórica e monitoramento Científico

Com 10 recintos especializados para adaptação e soltura de fauna, o Onçafari alcançou a emblemática marca de 99 animais devolvidos à natureza entre 2011 e 2026. A ONG protagonizou a primeira reintrodução bem-sucedida de onças-pintadas do mundo com as irmãs Isa e Fera que já contam quase 30 descendentes, comprovando a viabilidade de devolver felinos órfãos ou resgatados ao seu habitat natural. 

A habituação de espécies ao ecoturismo e a pesquisa em campo transformaram o avistamento de animais em uma poderosa ferramenta econômica e científica. Até 2025 foram registrados 9.468 avistamentos de onças-pintadas na Caiman Pantanal. No Cerrado, o monitoramento contínuo na Pousada Trijunção somou 2.122 avistamentos de lobo-guará entre 2019 e 2025. Na frente científica, a ONG já publicou 37 artigos acadêmicos e mantém mais de 300 armadilhas fotográficas ativas. 

"Chegamos aos 15 anos com quase 100 animais devolvidos à natureza, entre onça-pintada, onça-parda, lobo-guará, anta, macaco-prego, tucano, tuiuiú, paca e jabuti; além de mais de 125 mil hectares protegidos. A nossa trajetória até aqui demonstra a força de um modelo que une ciência rigorosa, engajamento comunitário e a força econômica do ecoturismo. A onça-pintada é a embaixadora da nossa biodiversidade. Ao proteger a onça-pintada e outros animais garantimos o equilíbrio de ecossistemas inteiros. E quando olhamos para o futuro, entendemos que os animais não conhecem fronteiras: eles atravessam rios, florestas e diferentes territórios. Por isso, a solução para a conservação também precisa ser sem fronteiras”, afirma Mario Haberfeld, CEO e fundador do Onçafari.
 

Campanha 15 anos

Para marcar a comemoração dos 15 anos, Onçafari desenvolveu uma campanha especial estruturada sob o conceito "Onde há onça, há vida em equilíbrio" para veiculação principalmente em suas mídias sociais. A ação é ancorada por uma websérie exclusiva trazendo depoimentos e narrativas de colaboradores, guias e parceiros da ONG.

As ações têm como principal objetivo contar e demonstrar que a onça-pintada inspirou o começo de tudo, mas que o impacto da ONG vai além da conservação de uma espécie. A onça-pintada, enquanto bioindicador de ecossistema em equilíbrio, continuará sendo o símbolo, ao passo que a organização expande sua atuação em todo o meio ambiente.

A campanha também conta com o lançamento de novos produtos na loja Onçafari e o fortalecimento do programa de arrecadação de recursos “Amigo da Onça”. Todas as iniciativas poderão ser conferidas no Instagram oficial do Onçafari.
 

Atuação multidisciplinar e a Jaguar Rivers

A estrutura do Onçafari organiza-se em oito frentes transversais: Ecoturismo, Ciência, Educação, Reintrodução, Social, Florestas, Anti-Incêndio e Advocacy. Na frente de resposta rápida e combate a incêndios florestais, a organização atua fortemente na formação de brigadas comunitárias, instalação de aceiros e monitoramento contínuo por satélite.

Projetando os próximos anos, a organização lidera no Brasil a Jaguar Rivers Initiative (Iniciativa Rios da Onça), aliança internacional que conecta Brasil, Argentina, Bolívia e Paraguai. O projeto visa proteger e restaurar corredores ecológicos ao longo da Bacia do Rio Paraná, utilizando as matas ciliares como vias naturais de fluxo para a fauna continental e promovendo o desenvolvimento socioeconômico sustentável das populações locais.


Reconhecimento internacional

O impacto das ações do Onçafari rendeu importantes distinções nacionais e globais. Em 2026, a organização obteve reconhecimento global no Fórum Econômico Mundial, na Suíça, sendo destacada pela Schwab Foundation como referência em empreendedorismo social. No Brasil figura há dois anos no ranking das 100 Melhores ONGs do país, tendo sido eleita a melhor na categoria Meio Ambiente e Sustentabilidade em 2025.

 

Sobre o Onçafari

O Onçafari é uma organização sem fins lucrativos fundada em 2011 que atua na conservação da biodiversidade brasileira. Por meio da proteção de habitats, reintrodução de fauna, desenvolvimento comunitário, educação e pesquisa científica, o Onçafari atua no Pantanal, Amazônia, Cerrado e Mata Atlântica para promover a convivência harmoniosa entre o ser humano e a vida selvagem.


Dia dos Pais: como a nova paternidade também transformou a forma de vestir dos homens

Professora da Sigbol explica como a moda passou a refletir uma relação mais próxima entre pais e filhos; Alexandre e Beatriz que viralizaram no show do Harry Styles ilustram a tendência

 

A proximidade entre pais e filhos nunca foi tão evidente, e essa transformação também pode ser vista no guarda-roupa masculino. Se antes a figura paterna era associada a um estilo mais formal e distante, hoje a moda acompanha uma nova dinâmica familiar, marcada por afeto, troca de referências e até produções coordenadas entre diferentes gerações.

À medida que a participação dos pais na criação dos filhos se tornou mais ativa, o mercado também passou a responder a esse movimento. Slings desenvolvidos para homens, camisetas que celebram a paternidade, coleções com propostas "tal pai, tal filho" e produções pensadas para serem usadas em conjunto são alguns exemplos de como a moda passou a representar esse novo papel.

Recentemente, um exemplo chamou a atenção durante um show do cantor Harry Styles. Diversos pais e filhos compareceram ao evento usando looks coordenados, em um gesto que evidenciava a tentativa de se aproximar do universo dos filhos por meio de um interesse compartilhado. Entre eles, Alexandre Guerra, administrador, que esteve presente ao lado da filha, Beatriz Guerra, publicitária, optou por uma camiseta com frase complementar à usada por ela, inspirada na temática do cantor. A ideia partiu de Beatriz, que conta já saber que o pai toparia a proposta: fã de One Direction desde sempre, o pai foi apresentado às músicas do grupo e, posteriormente, às de Harry Styles, até se tornar também admirador do cantor. A escolha transformou o vestuário em um símbolo da experiência vivida em conjunto, mostrando como pequenos detalhes também podem representar conexão, cumplicidade e pertencimento na relação entre pais e filhos.

A experiência, no entanto, foi muito além da escolha das roupas. Segundo Beatriz, Alexandre é um verdadeiro “pai de menina” e uma das pessoas que mais a apoia e incentiva. No show, ele não apenas acompanhou a filha no universo de fã, como também participou ativamente da brincadeira com o visual.. A produção acabou chamando atenção de outros fãs: Alexandre foi abordado diversas vezes para tirar fotos e chegou a conversar com outros pais que se identificaram com a situação. “Foi maravilhoso. Ele nunca tinha visto eu e minha irmã no nosso estado puro de fangirl, meu pai sabia cantar a maioria das músicas e aproveitou o show intensamente, chegou até a se emocionar durante a apresentação, foi um momento especial que irei levar para sempre”, comenta a publicitária. 

Para a professora de moda da Sigbol, Elizângela Gomes, essa mudança vai muito além da estética. "A roupa sempre foi uma forma de comunicar comportamento. Quando vemos pais e filhos compartilhando referências, usando peças parecidas ou até influenciando o estilo um do outro, estamos diante de uma transformação cultural. A moda acompanha uma paternidade mais presente, afetiva e participativa, refletindo relações familiares mais próximas e menos marcadas pelas antigas formalidades."

Durante muito tempo, os filhos se inspiravam no estilo dos pais. Hoje essa troca acontece nos dois sentidos. Os pais continuam sendo referência, mas também absorvem tendências apresentadas pelos filhos, principalmente entre adolescentes, criando um diálogo entre gerações que aparece naturalmente no vestir.Para Aluízio de Freitas, diretor da Sigbol, essa mudança também faz parte da própria história de vida. "Quando eu era criança, eu me inspirava muito no meu pai, em como ele se vestia. Ele era executivo, sempre de terno e gravata. Naquela época, a figura do pai não era tão próxima dos filhos. Eu tinha uma excelente relação com ele, mas era o jeito daquela geração. Hoje tenho 60 anos e meu filho tem 13. Percebo que ele se inspira em algumas coisas do meu estilo, mas, por ser adolescente, também sou influenciado por ele. Acompanho as tendências da moda jovem ao lado dele, como as calças largas e as camisetas oversized. Algumas dessas peças eu também passei a usar. Ao mesmo tempo, ele pega roupas minhas emprestadas, como uma jaqueta de couro. É uma troca constante, que mostra como a relação entre pais e filhos mudou.", comenta o empresário. 

Mais do que uma escolha estética, experiências como a de Alexandre e Beatriz, e a de Aluízio, mostram como a moda pode funcionar como uma linguagem de aproximação dentro das famílias. Quando pais se dispõem a participar dos interesses dos filhos, seja acompanhando um artista, adotando uma referência visual ou simplesmente entrando na brincadeira de um look coordenado, a roupa deixa de ser apenas uma composição visual e passa a carregar memórias e afetos. A experiência também revela uma imagem cada vez mais presente da paternidade contemporânea: a de um pai disposto a participar, experimentar e compartilhar o universo dos filhos, inclusive por meio da moda.

Dia dos Pais da Aramis: “Legado se vive junto”

Com coleção que agrada do clássico ao moderno, do esportista ao explorador, Aramis apresenta peças atemporais e versáteis para a data mais importante do calendário; 

Marca traz a intencionalidade no vestir como representação do cultivo de experiências compartilhadas entre pais e filhos que se torna legado construído em parceria.

 

Neste Dia dos Pais, a Aramis apresenta uma curadoria de presentes pensada para acompanhar diferentes histórias, estilos e momentos de vida. Inspirada pelo conceito Legado se vive junto, a campanha da marca propõe uma reflexão contemporânea sobre as relações entre pais e filhos, tendo a presença e as experiências compartilhadas como pano de fundo. É a partir dessa narrativa que a Aramis reúne peças que traduzem seu DNA de conforto e funcionalidade, oferecendo opções para variados estilos, ocasiões e idades. 

Design e praticidade caminhando lado a lado é premissa em todas as coleções da Aramis, mas numa linha como a criada para o Dia dos Pais isso é ainda mais fundamental: sendo o vestir parte da construção de legado pelo pai em conjunto com os filhos, que vai além das palavras e acontece de forma ativa, com o homem buscando de forma intencional estar presente em suas vidas, o estilo contemporâneo e sofisticado precisa navegar com fluidez de ocasiões urbanas até momentos outdoor. 

Não à toa, as jaquetas estão entre as protagonistas da coleção: elegantes, funcionais e essenciais para fazer um mesmo look transitar entre diversos ambientes e tipos de clima. A seleção contempla versões em couro, modelos dupla-face e opções com tecnologia Liquid Repeller, desenvolvida para repelir líquidos e oferecer mais praticidade. As peças são funcionais, têm design apurado, e se multiplicam em diversas ocasiões de uso, e assim se tornam a primeira escolha para uma reunião de trabalho, festa ou viagem. 

Transitar entre ocasiões, compromissos e atividades é essencial para poder compartilhar momentos e criar memórias, e é por isso que os clássicos da moda masculina que são sempre uma boa escolha aparecem revisitados na coleção de Dia dos Pais da Aramis e se estendem aos pequenos na linha “De pai pra filho”, da marca infanto-juvenil do grupo Aramis Inc., a Aramis Next. Versões infantis dos looks propostos para os pais colocam o vestir como elo afetivo das vivências divididas: para o filho, vestir algo que também é usado pelo pai nas ocasiões marcantes vividas juntos transforma a peça em sinônimo dos afetos e dos princípios transmitidos de uma geração para a outra nestes momentos, através de uma troca sincera e atenta. Isso simboliza o verdadeiro significado de herança para Aramis, definido por valores construídos em conjunto no presente, e não só deixados como referencial. 

Das peças essenciais revisitadas pela coleção, nos diferentes tamanhos, uma das principais é a Camisa Oxford 100% algodão, confeccionada com tecido de toque macio e confortável, ideal para quem busca um visual alinhado em momentos casuais ou formais. Também são apresentados diversos modelos de camisas que circulam facilmente entre os compromissos e o lazer, reforçando o compromisso da Aramis com peças duráveis e versáteis. 

Item emblemático quando se pensa no encontro de conforto, estilo e herança esportiva clássica, a camisa polo também é uma grande aposta da Aramis para pais e filhos. O modelo Rugby, flutua entre o estilo casual e urbano. Ao lado dela, a coleção reúne modelos confeccionados em algodão pima, material de origem peruana e reconhecido mundialmente por suas fibras longas, maior durabilidade e toque macio, características que elevam o conforto e a qualidade das peças. As camisetas em algodão pima seguem a mesma proposta, oferecendo uma base versátil para múltiplas combinações. 

Para complementar os looks dos adultos e dos pequenos, a Aramis aposta em tricots que adicionam textura e sofisticação às produções, além de calças em diferentes modelagens (como chino, cinco bolsos e alfaiataria) desenvolvidas para atender desde propostas mais clássicas até composições casuais. A cartela de cores privilegia tons neutros, terrosos e azuis, permitindo combinações atemporais que acompanham diferentes momentos da rotina. 

A seleção inclui ainda tênis, sapatos, bolsas e outros acessórios que completam as produções e reforçam a proposta da marca de oferecer soluções completas para o vestir masculino. Com uma curadoria que combina peças clássicas, tecnologia têxtil, materiais premium e design contemporâneo, a Aramis tem presentes para diferentes tipos de pais e experiências que eles desejam viver com seus filhos: do clássico ao esportivo, passando pelo moderno e pelo explorador. Independente do estilo, um presente Aramis é uma escolha que permanece além da data, acompanhando histórias e momentos compartilhados ao

 

sábado, 8 de agosto de 2026

Como a perimenopausa afeta a pele e quais os tratamentos mais indicados para combater a flacidez e manter a naturalidade

 

Alterações hormonais aceleram a perda de colágeno, favorecem flacidez, manchas e ressecamento; especialista explica como combinar procedimentos e cuidados em casa para manter a pele saudável e natural


A perimenopausa marca uma fase de importantes transformações no organismo feminino. Antes mesmo da menopausa, as oscilações e a redução progressiva dos níveis hormonais, especialmente do estrogênio, podem refletir diretamente na pele. A diminuição do colágeno, a perda de firmeza, alterações na hidratação, surgimento ou intensificação de manchas e mudanças na distribuição de gordura são algumas das queixas que podem aparecer nesse período.

Para Nayla Lima, biomédica esteta e especialista em harmonização facial no Espaço Hi, em São Paulo, o tratamento precisa acompanhar essas mudanças de maneira individualizada. “A perimenopausa traz uma redução importante dos níveis de estrogênio, o que acelera a perda de colágeno, diminui a espessura da pele e favorece a flacidez. O tratamento mais eficaz é a combinação de diferentes estratégias. Costumo associar bioestimuladores de colágeno, tecnologias que promovem aquecimento profundo da pele, como radiofrequência e ultrassom microfocado, além de um skincare com ativos que estimulam renovação celular. O grande segredo não é um único procedimento, mas um planejamento individualizado que estimule o colágeno de forma contínua.”

Entre os procedimentos utilizados nessa fase estão os bioestimuladores de colágeno, que atuam estimulando o próprio organismo a produzir novas fibras ao longo dos meses. Já tecnologias como o ultrassom microfocado utilizam pontos precisos de energia em diferentes profundidades para promover retração dos tecidos e estimular a produção de colágeno, sem necessidade de cirurgia.

“Os bioestimuladores são substâncias que estimulam o próprio organismo a produzir novas fibras de colágeno ao longo dos meses, promovendo melhora progressiva da firmeza e da qualidade da pele. Já o ultrassom microfocado atua através de pontos precisos de energia em diferentes profundidades, promovendo retração dos tecidos e estimulando colágeno sem necessidade de cirurgia. São excelentes opções para pacientes com flacidez leve a moderada que desejam resultados naturais, prevenção do envelhecimento ou melhora da sustentação facial e corporal”, explica Nayla.

As manchas também merecem atenção. O melasma, por exemplo, é uma condição crônica e inflamatória e pode exigir uma abordagem contínua para evitar recidivas. A estratégia pode envolver despigmentantes, antioxidantes, peelings específicos, tecnologias adequadamente indicadas e fotoproteção rigorosa. As chamadas manchas senis também podem responder a peelings e tratamentos direcionados, desde que o procedimento seja escolhido de acordo com as características da pele.

“O maior erro é tratar apenas a mancha visível. Hoje sabemos que o melasma é uma condição crônica e inflamatória, por isso o tratamento precisa controlar a inflamação, proteger contra a luz solar e prevenir novas recidivas. Já as manchas senis costumam responder muito bem a peelings e tratamentos direcionados, sempre respeitando o tipo de pele para evitar hiperpigmentação pós-inflamatória.”

A diferença entre uma pele jovem e uma pele madura também exige mudança na estratégia do consultório. Enquanto em fases anteriores o foco costuma estar na prevenção, na manutenção da qualidade da pele e no tratamento de acne e manchas iniciais, durante o processo de envelhecimento é necessário considerar alterações que acontecem em diferentes camadas do rosto.

“Na pele madura, trabalhamos de forma mais ampla. Além da qualidade da pele, precisamos considerar perda de gordura facial, redução óssea, alterações hormonais, flacidez e diminuição da produção de colágeno. Por isso, normalmente associamos diferentes procedimentos para tratar todas essas camadas do envelhecimento.”

A busca por resultados naturais também ganhou força. Em vez de simplesmente aumentar volumes, a estética contemporânea procura recuperar estruturas e acompanhar as características individuais de cada rosto.

“A naturalidade é resultado de planejamento, não de quantidade de produto. Hoje buscamos reposicionar estruturas e restaurar aquilo que foi perdido pelo envelhecimento, e não simplesmente aumentar volumes. Um bom profissional respeita a anatomia, as características individuais e entende que, muitas vezes, menos é mais. O objetivo é fazer com que a pessoa pareça descansada, saudável e bem cuidada, sem perder sua identidade.”

Os cuidados não se restringem ao rosto. Durante a perimenopausa, algumas mulheres também relatam aumento da retenção de líquidos, sensação de peso nas pernas e mudanças na composição corporal. A drenagem linfática pode auxiliar na redução de edema e proporcionar bem-estar, mas deve estar inserida em uma estratégia mais ampla, que considere alimentação, hidratação, atividade física e avaliação médica quando necessária.

Para a rotina doméstica, a especialista destaca a importância de combinar antioxidantes, hidratação e fotoproteção. Pela manhã, a vitamina C pode ser associada ao protetor solar, enquanto à noite os retinoides podem contribuir para a renovação celular e estímulo de colágeno. Ácido hialurônico, ceramidas, niacinamida e peptídeos também podem complementar a rotina de acordo com as necessidades individuais.

“O protetor solar continua sendo o principal produto antienvelhecimento disponível. À noite, os retinoides são excelentes para estimular colágeno e renovação celular. Também gosto de associar ativos hidratantes, como ácido hialurônico e ceramidas, além de ingredientes como niacinamida e peptídeos, que fortalecem a barreira cutânea e melhoram a qualidade da pele ao longo do tempo.”

No corpo, a flacidez também pode exigir uma abordagem combinada, especialmente em regiões como braços, abdômen e coxas. Tecnologias que estimulam colágeno podem ser associadas à radiofrequência, ultrassom, bioestimuladores e fortalecimento muscular.

“A flacidez corporal raramente tem uma única causa, por isso também exige tratamento combinado. Podemos associar tecnologias que estimulam colágeno, radiofrequência, ultrassom, bioestimuladores, fortalecimento muscular com equipamentos específicos e orientação para ganho de massa muscular através do exercício físico. Quando tratamos pele, gordura localizada e musculatura ao mesmo tempo, os resultados costumam ser muito superiores.”

Antes de qualquer procedimento, porém, a preparação da pele é fundamental. Manter a barreira cutânea íntegra, controlar inflamações e garantir hidratação adequada pode favorecer a resposta ao tratamento e reduzir riscos como manchas e infecções.

Por fim, a especialista ressalta que resultados estéticos consistentes não acontecem de forma instantânea. O planejamento deve considerar o que é possível alcançar, o número provável de sessões, o tempo necessário para os efeitos aparecerem e a manutenção em casa.

“O alinhamento de expectativas começa na consulta. É fundamental explicar quais resultados são possíveis, quantas sessões provavelmente serão necessárias, quanto tempo leva para aparecerem os efeitos e quais cuidados o paciente precisará manter em casa. Estética não é transformação instantânea. Os melhores resultados são construídos ao longo do tempo, de forma progressiva e personalizada, respeitando a individualidade de cada paciente. Essa abordagem gera resultados mais naturais, seguros e duradouros.”


A prótese dos sonhos pode virar estria? O que avaliar antes de escolher o tamanho do silicone

Cirurgião plástico explica por que o risco de estrias após a mamoplastia não está apenas na prótese, mas na elasticidade da pele, predisposição genética e escolha do volume ideal

 

Colocar silicone costuma ser uma decisão cercada por expectativas: mais volume, colo mais marcado, proporção corporal, autoestima. Mas existe um detalhe que muitas pacientes só descobrem depois da consulta, ou, pior, depois da cirurgia, a pele também precisa “aceitar” aquela prótese.

Isso porque, em alguns casos, o aumento rápido do volume das mamas pode favorecer o surgimento de estrias, especialmente quando a paciente já tem predisposição genética, pele fina, histórico de estrias na adolescência ou desejo por implantes maiores do que o tecido consegue acomodar com segurança. 

A pergunta que muitas mulheres fazem é direta: silicone dá estria? Segundo o cirurgião plástico Dr. Luiz Anizio Wanna, a resposta exige cuidado. “Não é a prótese, sozinha, que causa a estria. O que pode causar é a distensão rápida da pele. Quando o implante escolhido exige mais elasticidade do que aquela pele consegue oferecer, as fibras podem se romper e a estria aparece”, explica.

 

Estria é uma cicatriz da pele

As estrias surgem quando há uma ruptura das fibras de colágeno e elastina, estruturas responsáveis pela sustentação e elasticidade cutânea. A American Academy of Dermatology explica que elas aparecem quando a pele estica ou encolhe rapidamente, levando ao rompimento dessas fibras e à formação de uma cicatriz interna. 

A Cleveland Clinic também descreve as estrias como cicatrizes associadas a mudanças rápidas de volume corporal, comuns em situações como gravidez, ganho ou perda de peso e aumento de massa muscular.

Na mamoplastia de aumento, a lógica é semelhante, ao inserir uma prótese, a pele da mama precisa se adaptar a um novo volume. Quando essa adaptação acontece dentro do limite do tecido, o risco tende a ser menor. Mas quando o implante é grande demais para aquela estrutura, a pele pode sofrer. 

“Existe uma diferença enorme entre o tamanho que a paciente deseja e o tamanho que o corpo dela consegue sustentar com naturalidade. A cirurgia bem planejada nasce desse equilíbrio”, afirma o Dr. Wanna.

 

O tamanho da prótese importa, mas não é o único fator

É comum associar o risco de estrias apenas a próteses muito grandes. De fato, volumes exagerados aumentam a tensão sobre a pele, principalmente em mulheres com pouca mama, pouca cobertura de tecido ou pele mais fina. Mas o tamanho não é o único ponto. 

A predisposição individual tem um papel importante. Pacientes que já tiveram estrias no quadril, nas coxas, nos glúteos ou nas mamas durante a puberdade podem apresentar maior tendência a desenvolver novas marcas quando há uma nova distensão da pele.

“Uma paciente com histórico importante de estrias precisa ser avaliada com ainda mais critério. Não significa que ela não possa colocar silicone, mas significa que talvez ela não deva escolher um volume agressivo”, explica o cirurgião. Também entram nessa conta fatores como qualidade da pele, idade, variações hormonais, gestação futura, oscilação de peso e até o formato da mama antes da cirurgia. 

 

A escolha do implante deve respeitar a pele, não apenas o desejo de volume

A mamoplastia de aumento é descrita pela American Society of Plastic Surgeons como uma cirurgia capaz de aumentar o tamanho das mamas, restaurar volume perdido após emagrecimento ou gestação e melhorar assimetrias naturais. Mas, na prática, esse planejamento não deve considerar apenas o resultado desejado no espelho. 

Para o Dr. Luiz Wanna, um erro comum é tratar a escolha da prótese como uma decisão puramente estética, baseada apenas em fotos de referência. “A paciente chega querendo o resultado de outra pessoa, mas cada pele tem uma capacidade diferente de expansão. O papel do cirurgião é explicar onde termina o desejo e onde começa o limite anatômico”, diz.

Esse limite é o que ajuda a evitar não apenas estrias, mas também outros problemas, como queda precoce das mamas, bordas aparentes da prótese, aspecto artificial e necessidade de revisão cirúrgica no futuro.

 

Estrias antigas podem melhorar com silicone?

Outra dúvida frequente é se a prótese pode “esticar” estrias antigas e deixá-las menos aparentes. Em alguns casos, quando há flacidez e a pele fica mais tensionada após o implante, algumas marcas podem parecer mais discretas. Mas isso não significa que desapareceram. 

Estrias são cicatrizes. Elas podem clarear, afinar e ficar menos evidentes com o tempo, mas não somem completamente sozinhas. Tratamentos como laser, microagulhamento e retinoides podem ajudar a melhorar o aspecto em alguns casos, de acordo com a Cleveland Clinic, mas os resultados variam conforme o tipo de estria, cor, profundidade e tempo de evolução. 

O silicone não deve ser indicado para tratar estrias. Se a paciente já tem marcas, precisa-se conversar sobre a expectativa real. Pode haver melhora visual em alguns casos, mas não é uma promessa.

 

Dá para prevenir completamente?

Não existe garantia absoluta de prevenção. Mesmo com boa técnica, bom pós-operatório e escolha adequada do implante, algumas pacientes podem desenvolver estrias por predisposição da própria pele. Mas é possível reduzir riscos com planejamento. 

Isso inclui escolher um volume proporcional, evitar aumentos exagerados, avaliar cuidadosamente a elasticidade da pele, manter o peso estável, hidratar a região e seguir corretamente as orientações médicas no pós-operatório.

 

A nova estética da mama: mais naturalidade, menos exagero

A discussão sobre estrias também acompanha uma mudança maior na cirurgia plástica, muitas mulheres estão deixando de buscar próteses enormes e passando a valorizar proporção, conforto e naturalidade.

Essa mudança é positiva, segundo o Dr. Wanna, porque permite resultados mais elegantes e com menor sobrecarga sobre a pele. “Hoje, a paciente não quer apenas uma mama grande. Ela quer uma mama bonita, proporcional, com movimento natural e que envelheça bem. Isso exige escolher a prótese com inteligência, não por impulso”, explica. 

No fim, a questão não é ter medo do silicone, mas entender que a cirurgia começa muito antes do centro cirúrgico. Começa na avaliação da pele, na conversa honesta sobre limites e na escolha de um volume que respeite o corpo. 

Como resume o Dr. Luiz Anizio Wanna: “Antes de perguntar ‘qual prótese eu quero?’, a paciente deveria perguntar: ‘qual prótese minha pele consegue sustentar com segurança?’ Essa resposta muda completamente o resultado.”

  

Dr. Luiz Anizio Wanna - CRM 74.219 - Membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, sócio fundador do Instituto Wanna, formado na Faculdade de Medicina de Vassouras (RJ). Possui Curso de Emergência Cirúrgica e de Médico Perito Examinador de Trânsito. Atuação em hospitais como: Stella Maris de Guarulhos (SP), Instituto de Pesquisa Médico Científica de São Bernardo do Campo (SP), Hospital Regional Dr. Vivaldo Martins Simões – Osasco (SP) e outros, além de participar de cursos e simpósios nacionais e internacionais.

 

Micro labial cresce entre brasileiras e ganha espaço entre influenciadoras pela busca por resultados naturais

Procedimento de micropigmentação vem conquistando espaço pela proposta de realçar a tonalidade dos lábios, reduzir a necessidade de maquiagem diária e preservar as características individuais 


A procura por procedimentos estéticos menos invasivos e com resultados discretos vem transformando o mercado da beleza. Em vez de mudanças radicais, cresce o interesse por técnicas capazes de valorizar as características individuais, diminuir a necessidade de maquiagem diária e trazer mais praticidade para a rotina. Entre elas, a micro labial, também conhecida como micropigmentação labial, passou a figurar entre os procedimentos mais procurados por mulheres que desejam melhorar o contorno, corrigir diferenças de tonalidade e devolver um aspecto saudável aos lábios.

Esse movimento acompanha a expansão do setor de estética no Brasil. Dados da Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética (ISAPS) mostram que o país permanece entre os maiores mercados de procedimentos estéticos do mundo, enquanto levantamentos da Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos (ABIHPEC) apontam crescimento contínuo do segmento de cuidados pessoais e beleza nos últimos anos.

Luiz Ferraz, micropigmentador, sócio do Duo+ e especialista em micropigmentação estética com atuação focada em procedimentos labiais e sobrancelhas, acompanha de perto essa mudança de comportamento. Entre os atendimentos recentes está o da influenciadora Gabriela Saporito, ex-participante do Big Brother Brasil, que buscou a técnica para valorizar a tonalidade dos lábios e conquistar um acabamento mais uniforme.


O que é a micro labial e como funciona

A micro labial é um procedimento de micropigmentação estética que implanta pigmentos biocompatíveis na camada superficial da pele dos lábios por meio de um dermógrafo. A técnica tem como objetivo uniformizar a tonalidade, corrigir pequenas assimetrias visuais, redefinir o contorno e proporcionar um aspecto mais saudável aos lábios, sem aumentar seu volume.

Diferentemente dos preenchimentos com ácido hialurônico, a micro labial não modifica a estrutura dos lábios nem possui a mesma finalidade. Enquanto o preenchimento altera o volume e o contorno, a micropigmentação atua exclusivamente na cor e na definição visual da região.

"A procura mudou bastante nos últimos anos. Hoje as clientes não querem transformar os lábios. Elas querem acordar com uma aparência saudável, com cor uniforme e definição, sem depender de batom o tempo inteiro. O objetivo é valorizar a beleza que elas já têm", afirma Luiz.

Embora muitas pessoas ainda associem o procedimento à antiga maquiagem definitiva, a micro labial evoluiu significativamente. Hoje, utiliza pigmentos de alta qualidade e técnicas que respeitam o tom da pele e as características individuais de cada paciente, proporcionando um acabamento mais leve, delicado e personalizado.


Praticidade explica o aumento da procura

Segundo Luiz, um dos fatores que explicam o interesse crescente pela técnica é justamente a evolução dos equipamentos e dos protocolos utilizados. "Hoje trabalhamos com muito mais precisão. O procedimento é totalmente personalizado. Avaliamos o formato dos lábios, a tonalidade da pele e o resultado esperado antes de definir a estratégia. Isso garante um acabamento leve e sofisticado", explica.

Além do resultado estético, a praticidade tem pesado na decisão das clientes. Mulheres que mantêm uma rotina intensa encontram na micro labial uma forma de diminuir a necessidade de maquiagem diária sem abrir mão de uma aparência bem cuidada. "As pessoas querem praticidade. É muito comum ouvir de uma cliente que ela gostaria de acordar já com uma aparência bonita, sem precisar retocar batom várias vezes ao longo do dia. A micro labial entrega exatamente essa sensação", destaca o especialista.

O procedimento também passou a ganhar espaço entre influenciadoras digitais, artistas e outras personalidades públicas, cuja imagem faz parte da rotina profissional. A exposição constante diante das câmeras e das redes sociais impulsiona a busca por procedimentos que valorizem a aparência sem transmitir artificialidade.


O resultado discreto virou tendência

Para Luiz, essa mudança representa uma nova fase da estética facial. "O procedimento bem executado não chama atenção porque foi feito. Ele chama atenção porque a pessoa parece descansada, saudável e bonita. Esse passou a ser o verdadeiro diferencial", ressalta.

A escolha pela micro labial também está relacionada à possibilidade de personalização. A técnica permite ajustar intensidade da cor, formato visual e acabamento de acordo com as características de cada paciente, preservando sua identidade facial. O resultado costuma ser sutil, mas suficiente para devolver vivacidade aos lábios e minimizar diferenças de pigmentação provocadas pelo envelhecimento, pela exposição solar ou por fatores genéticos.

Antes da realização da técnica, o especialista recomenda uma avaliação individual para identificar possíveis contra indicações, definir a expectativa da cliente e escolher o pigmento mais adequado para cada caso. O procedimento deve ser realizado por profissional habilitado, após avaliação clínica individual. A durabilidade varia conforme fatores como metabolismo, exposição solar, cuidados após o procedimento e características da pele, sendo recomendados retoques periódicos para manutenção do resultado.

Mais do que uma tendência entre influenciadoras e personalidades públicas, a micro labial reflete uma mudança no comportamento do consumidor de estética. O foco deixa de ser a transformação e passa a ser a valorização das características individuais, combinando tecnologia, personalização e resultados discretos que vêm definindo uma nova geração de procedimentos estéticos no Brasil.



Luiz Ferraz - empresário e especialista em micropigmentação e estética labial, com mais de 10 anos de atuação na área da beleza. Graduado em Administração com ênfase em Marketing, possui formação técnica no Brasil e na Itália, incluindo o Método CC Lips e Biotek Milano. Sócio e CMO do DUO+, lidera o fortalecimento técnico do Beauty Society, elevando o padrão de excelência operacional e formação profissional no setor.
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