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sexta-feira, 24 de julho de 2026

Dor persistente exige atenção e tratamento especializado

Centro de Alívio da Dor do Hospital Sapiranga oferece acompanhamento para recuperar a autonomia e a qualidade de vida dos pacientes

Quando permanece por semanas, prejudica o sono, limita o trabalho ou impede atividades cotidianas, a dor deixa de ser apenas um desconforto e passa a exigir avaliação especializada. No mês em que é lembrado o Dia Nacional de Conscientização e Enfrentamento da Dor Crônica, celebrado em 05/07, o Hospital Sapiranga reforça a importância do diagnóstico e do cuidado adequado nos casos agudos e crônicos. 

De acordo com a médica do Hospital Sapiranga com atuação dedicada ao tratamento da dor crônica, Dra. Liamara Fátima Scrovonski, o quadro agudo geralmente surge após uma lesão, cirurgia ou processo inflamatório e funciona como um sinal de alerta do organismo. Na maioria das situações, diminui à medida que a causa é tratada e ocorre a cicatrização. Já a condição crônica é caracterizada pela persistência ou recorrência dos sintomas por um período superior a três meses. 

“Isso acontece porque o sistema nervoso pode sofrer alterações que tornam a percepção da dor mais intensa e duradoura, mesmo após a resolução da lesão inicial. O paciente deve buscar atendimento quando o problema interfere nas atividades diárias, no sono, no trabalho, no convívio social ou na saúde emocional”, explica a médica. 

O Hospital Sapiranga conta com o Centro de Alívio da Dor, serviço especializado no atendimento de pacientes com quadros crônicos. A unidade adota uma abordagem individualizada que pode envolver medicamentos, reabilitação física, exercícios orientados, educação em dor, acompanhamento psicológico e intervenções minimamente invasivas, conforme as necessidades de cada pessoa. 

Mais do que reduzir a intensidade dos sintomas, o cuidado busca recuperar a funcionalidade, a independência e a participação do paciente nos diferentes aspectos da vida. 

“Sentir menos dor é um objetivo, mas recuperar a capacidade de viver bem e retomar projetos de vida é o principal indicador de sucesso. O acompanhamento adequado pode melhorar o sono, favorecer o retorno ao trabalho, facilitar a prática de atividades físicas e contribuir para a convivência familiar e social”, destaca a médica do Hospital Sapiranga, Dra. Liamara Fátima Scrovonski. 

Entre os procedimentos disponibilizados pelo Centro de Alívio da Dor estão bloqueios de nervos e terapias regenerativas. A procura precoce por assistência especializada pode contribuir para controlar os sintomas, prevenir limitações e evitar que o quadro comprometa de maneira mais ampla a saúde física e emocional. Cada caso deve ser analisado individualmente para a definição da estratégia terapêutica mais adequada. 

Para mais informações sobre o Centro de Alívio da Dor, entre em contato com o Hospital Sapiranga pelo telefone (51) 3599-8100, opção 1, ou pelo WhatsApp (51) 99941-8484.

 

Marcelo Matusiak

O estômago como segundo cérebro: como a ansiedade crônica destrói a saúde digestiva antes do colapso mental

 Entenda a comunicação direta entre o sistema nervoso e o trato gastrointestinal, e saiba por que muitas pessoas tratam gastrites e refluxos por anos sem perceber que a raiz do problema está nas emoções não digeridas.

 

Dor no estômago antes de uma prova, intestino desregulado em períodos de estresse, sensação de aperto abdominal diante de preocupações e crises de refluxo que pioram em momentos difíceis. Embora muita gente trate esses sintomas como problemas exclusivamente digestivos, a ciência já reconhece que cérebro e intestino mantêm uma comunicação constante. Quando a ansiedade se torna crônica, o sistema digestivo costuma ser um dos primeiros a sentir os efeitos.

Essa relação é tão intensa que o intestino passou a ser chamado por muitos pesquisadores de “segundo cérebro”. O órgão possui milhões de neurônios e se comunica continuamente com o sistema nervoso central por meio do chamado eixo cérebro-intestino. Estudos publicados pela Harvard Medical School mostram que fatores emocionais podem influenciar diretamente o funcionamento gastrointestinal, aumentando sintomas como dor abdominal, refluxo, náuseas, diarreia e constipação.

Segundo a psicóloga especialista em ansiedade Eliane Alves, muitas pessoas passam anos investigando apenas o lado físico do problema e não percebem que o organismo está reagindo ao excesso de tensão emocional. “O corpo fala aquilo que a mente nem sempre consegue expressar. Quando a ansiedade permanece elevada por muito tempo, o sistema digestivo entra em estado de alerta constante, alterando movimentos intestinais, produção de ácido e até a percepção da dor”, explica.

Isso não significa que gastrite, refluxo ou outros transtornos digestivos sejam “coisa da cabeça”. A especialista ressalta que os sintomas são reais e merecem avaliação médica adequada. O ponto é que, em muitos casos, existe um componente emocional importante agravando ou mantendo o quadro.

“A pessoa trata a gastrite, melhora por um período, mas o sintoma volta. Troca a alimentação, toma medicação e continua sofrendo. Quando investigamos a rotina, encontramos níveis elevados de ansiedade, preocupação constante, dificuldade para descansar e emoções acumuladas há anos”, afirma Eliane.

O estresse crônico aumenta a liberação de hormônios como cortisol e adrenalina, substâncias que preparam o organismo para situações de ameaça. Quando esse estado se prolonga, o corpo passa a funcionar como se estivesse permanentemente em perigo, afetando diretamente o trato gastrointestinal.

Além das queixas digestivas, sinais como tensão muscular, insônia, irritabilidade, dificuldade de concentração, sensação de fadiga e pensamentos acelerados costumam aparecer junto com os desconfortos no estômago e no intestino. Por isso, olhar apenas para o sintoma físico pode levar a um tratamento incompleto.

Outro aspecto importante é que a ansiedade frequentemente altera a relação com a alimentação. Algumas pessoas perdem o apetite, enquanto outras recorrem à comida como forma de aliviar emoções difíceis, criando um ciclo que também impacta a saúde digestiva.

Para Eliane, o cuidado precisa ser integrado. “Quando existe sofrimento emocional persistente, o organismo inteiro participa desse processo. Cuidar da saúde mental não substitui o acompanhamento médico, mas pode ser uma peça fundamental para que o tratamento funcione de maneira mais efetiva.”

A especialista destaca que reconhecer a influência das emoções sobre o corpo não significa imaginar doenças, e sim compreender que mente e organismo fazem parte do mesmo sistema. “Muitas vezes, o estômago começa a pedir ajuda antes mesmo de a pessoa perceber o quanto está sobrecarregada emocionalmente. Escutar esses sinais é uma forma de prevenção, não de fraqueza”, conclui.

 

Fonte: Eliane Alves – Psicóloga, especialista em ansiedade.

 

Volta às aulas: o que fazer para evitar infecções virais em crianças nas escolas

 O retorno das aulas em agosto exige cuidados em casa e na escola para cuidar da imunidade das crianças. Veja as recomendações médicas

 

Retorno das aulas e os encontros diários na sala de aula trazem não só um novo semestre de aprendizados, mas um convívio físico próximo que pede atenção de pais e escola com vistas à saúde dos alunos. Dra. Roberta Pilla, Otorrinopediatra membro da Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial (ABORL-CCF), acredita na criação de ações conjuntas entre a família e a escola para coordenar esse cuidado de maneira mais eficiente. "Programas de ensino e orientação aos alunos e equipes escolares sobre saúde, noções básicas de hábitos de higiene e transmissão de doenças são medidas excelentes", exemplifica a especialista.

Isso tudo porque, segundo a médica, uma criança que frequenta escola tem cerca de dois eventos infecciosos por mês, ou seja, semana sim, semana não, pelo menos um aluno provavelmente levará para a sala de aula alguma condição favorável ao contágio. "Quando bebês, as infecções virais são ainda mais numerosas, por conta da imunidade ainda em desenvolvimento. Esse volume vai caindo ao longo do tempo, conforme a criança amadurece", explica a Dra. Roberta, destacando que as infecções têm sua importância na formação dessa imunidade infantil.

 

Cuidados que funcionam 

De modo a conter o alcance dessas infecções em casa e na escolinha, a otorrino sugere a adoção fixa de certas condutas, como: 

  • Evitar ambientes fechados e pouco arejados, onde há maior propagação de vírus e bactérias, principalmente nos dois primeiros anos de vida;
  • Manter a cobertura vacinal em dia;
  • Manter um bom consumo de água para maior hidratação do corpo;
  • Ter hábitos de higiene regulares, como lavar as mãos e usar o álcool gel;
  • Evitar contato com pessoas que apresentem sintomas respiratórios;
  • Estimular o uso de lenço descartável para limpar o nariz;
  • Sempre cobrir o nariz ao tossir e espirrar (nunca com as mãos);
  • Não compartilhar objetos de uso pessoal, como talheres, pratos e copos;
  • Ter uma alimentação de qualidade, rica em vitaminas e nutrientes;
  • Nutrir hábitos saudáveis desde cedo para um melhor desenvolvimento.

Ainda assim, é provável que a criança desenvolva algum tipo de doença, principalmente respiratória e surge a dúvida sobre qual é o fator de decisão entre mandar para escola ou prover os cuidados em casa.

"O afastamento da escola depende da doença e do estado geral da criança. Crianças com quadros de febre, diarreia e vômitos devem ficar afastadas até a melhora dos sintomas", resume a Dra. Roberta. Ela explica que os quadros de virose pedem que o afastamento aconteça no período de grande manifestação da doença e na presença de febre. "Depois de 24h sem febre, está liberado", diz. Casos de gripe, segundo ela, costumam pedir de 5 a 7 dias de isolamento.

 

Um empurrão na saúde respiratória infantil

Dra. Roberta lista dicas para turbinar a saúde de crianças em idade escolar, para fortalecer os pequenos diante de possíveis contágios:

  • Dieta rica em nutrientes combinada a uma boa hidratação;
  • Manter uma higiene nasal rotineira, com solução nasal ou soro fisiológico;
  • Tratar as rinites e doenças nasais;
  • Evitar fumaça de cigarro;
  • Manter os ambientes arejados e bem limpos;
  • Manter aparelhos de refrigeração e ventiladores limpos e com vento afastado do corpo.


Aos menores, dicas para fazer em casa

"Entre as estratégias que podem ser utilizadas com as crianças menores, as principais combinam o aleitamento materno, hábitos saudáveis, como uma alimentação equilibrada e rica em nutrientes, menos industrializados e açúcares, assim como evitar a obesidade e estimular uma boa qualidade de sono", orienta a otorrinopediatra. Também é importante para saúde da criança mantê-la em movimento, ativa com brincadeiras ao ar livre, contato com a natureza e estímulo a atividades físicas.

 

Dra. Roberta Pilla - Otorrinolaringologia Geral Adulto e Infantil. Laringologia e Voz. Distúrbios da Deglutição; Via Aérea Pediátrica. Médica Graduada pela PUCRS- Porto Alegre/ Rio Grande do Sul (2003). Pesquisa Laboratorial em Cirurgia Cardíaca na Universidade da Pensilvania – Philadelphia/USA (2004). Título de Especialista em Otorrinolaringologia pela Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial (2009). Mestrado em Cirurgia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS- Porto Alegre/RS) (2012-2016). Membro da Diretoria da Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico Facial (ABORLCCF) (2016). Membro do Comitê de Educação Médica Continuada da ABORLCCF (2017-2022). Médica do Grupo de Otorrinolaringologia e Via Aérea Pediátrica do Hospital Infantil Sabará (SP/São Paulo). Médica do Grupo de Otorrinolaringologia e Via Aérea Pediátrica dos Hospitais do Grupo Maternidade Santa Joana e Pró-Matre (SP/ São Paulo). Médica do Grupo de Otorrinolaringologia do CDB Diagnósticos. Médica Otorrinolaringologista do Hospital Moriah (SP/São Paulo). Médica Otorrinolaringologista do Ambulatório da Rede Record de Televisão (SP/ São Paulo).




Dos dados à decisão: como informações em tempo real fortalecem a gestão na saúde

Imagem gerada por Inteligência Artificial

Com informações confiáveis e disponíveis em tempo real, gestores tomam decisões mais rápidas, seguras e estratégicas, fortalecendo a sustentabilidade e a eficiência das instituições de saúde

 

A crescente pressão sobre os custos assistenciais, aliada às exigências por mais qualidade, segurança do paciente e eficiência operacional, faz com que hospitais e clínicas precisem repensar seus modelos de gestão. Nesse cenário, a capacidade de transformar o grande volume de dados gerados diariamente em informações confiáveis para apoiar decisões tornou-se um diferencial estratégico para garantir a sustentabilidade das instituições. 

Segundo a pesquisa Digital Health Most Wired, da HIMSS, hospitais com maior maturidade digital se destacam pela governança dos dados, pela integração das informações e pelo uso de análises que apoiam a tomada de decisão e geram resultados mensuráveis. Na mesma direção, o Observatório Anahp 2025, da Associação Nacional de Hospitais Privados, reforça que a sustentabilidade financeira permanece entre os principais desafios do setor, evidenciando a importância da eficiência operacional e da análise integrada de dados como suporte às decisões estratégicas. 

Esses estudos apontam uma mudança no cenário da saúde: o diferencial das organizações não está mais na quantidade de dados disponíveis, mas na capacidade de transformá-los em conhecimento para apoiar decisões no momento certo. 

Para Kele Dias, Executiva de Negócios da CeosGO, empresa especializada em soluções para governança, gestão estratégica e melhoria contínua, o desafio está na capacidade de transformá-los em conhecimento para a tomada de decisão. 

"Os hospitais geram diariamente milhares de dados provenientes das áreas assistencial, administrativa, financeira e operacional. Dados, por si só, não geram decisões assertivas. Eles precisam ser integrados, contextualizados e transformados em informações capazes de apoiar o gestor na escolha do melhor caminho”, explica.  

Segundo a executiva, quando essas informações permanecem dispersas em diferentes sistemas ou dependem da consolidação manual por meio de planilhas, o gestor passa a dedicar tempo à busca de informações, em vez de utilizá-las para decidir. 

"Além de consumir tempo, processos manuais estão sujeitos a falhas, retrabalho e inconsistências, comprometendo a confiabilidade das análises e dificultando a identificação de gargalos, tendências e oportunidades de melhoria", complementa. 

Kele destaca também que, em um ambiente hospitalar, a realidade muda continuamente. A ocupação de leitos, os tempos de espera, a disponibilidade de recursos e diversos indicadores assistenciais e operacionais sofrem alterações ao longo do dia. Por isso, decisões baseadas em informações desatualizadas podem não refletir mais o cenário real da instituição. 

"A informação precisa estar disponível em tempo real para que seja possível agir antes que pequenos desvios se transformem em grandes problemas. Quanto maior o intervalo entre o acontecimento e a tomada de decisão, maiores tendem a ser os impactos assistenciais, operacionais e financeiros". 

Nesse contexto, soluções de inteligência para gestão ganham protagonismo. Mais do que apresentar indicadores em painéis, elas integram informações de diferentes áreas, apoiam análises críticas e oferecem aos gestores uma visão ampla do desempenho institucional, permitindo decisões mais rápidas, seguras e estratégicas. 

"A transformação digital vai muito além da informatização dos processos. O verdadeiro valor está em transformar dados em conhecimento e conhecimento em decisões capazes de gerar melhores resultados para pacientes, profissionais e instituições”, finaliza.

 

Dia dos Avós e o impacto das férias escolares na saúde dos idosos


Às vésperas do Dia dos Avós, celebrado em 26 de julho, especialistas da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (SBGG) chamam atenção para um fenômeno observado durante as férias escolares: o aumento das faltas de pessoas idosas a consultas, exames e outros atendimentos de saúde. Um dos principais motivos é que muitos avós acabam assumindo uma rotina mais intensa de cuidados com os netos e deixam o próprio acompanhamento de saúde em segundo plano. 

Em São Paulo, segundo Eduardo Canteiro Cruz, médico geriatra e diretor administrativo da SBGG, o número de faltas pode aumentar em até 30% durante todo o mês. Embora ainda não existam levantamentos nacionais consolidados, estudos amostrais realizados em diferentes Estados apontam que o índice de absenteísmo, que costuma variar entre 20% e 30%, pode chegar a quase 40% nesse período, representando um aumento de aproximadamente 50% a 100% em relação ao padrão habitual. 

"Mais do que um fenômeno relacionado ao inverno, a ausência das pessoas idosas deve-se, em grande parte, ao fato de comporem a rede de cuidado de netos e bisnetos durante as férias escolares, quando nem sempre os pais conseguem estar disponíveis. Dessa maneira, elas acabam priorizando a harmonia familiar e o senso de colaboração em detrimento das próprias necessidades de saúde", explica o geriatra. 

De acordo com o especialista, o problema vai muito além do adiamento de uma consulta. "O atraso ao comparecimento implica também no atraso do diagnóstico, no tratamento e na estabilização de condições clínicas e cirúrgicas. Também interrompe processos de reabilitação e pode fazer com que a pessoa idosa perca parte dos ganhos conquistados, tornando-se novamente mais vulnerável." 

Eduardo ressalta que, em algumas doenças, o tempo faz diferença para o prognóstico e lembra que o absenteísmo também compromete a eficiência do sistema público de saúde. "Há situações em que o tempo é determinante. No câncer, por exemplo, faltar a uma consulta significa assumir um risco maior para o próprio tratamento. Do ponto de vista do sistema de saúde, isso significa desperdiçar um recurso público que já é escasso para o tamanho da necessidade da população. É como se, durante o mês de Julho, jogássemos fora três ou quatro de cada dez reais investidos no cuidado em saúde."
 

O desafio é equilibrar cuidado e autocuidado 

Para Elcyana Bezerra Carvalho, terapeuta ocupacional, doutora em Gerontologia e conselheira da SBGG-CE, o apoio dos avós é fundamental para muitas famílias, mas é importante estabelecer limites para que o cuidado não aconteça às custas da própria saúde. "Precisamos compreender que existe uma diferença entre conviver com os netos e assumir a responsabilidade cotidiana pelo cuidado. A convivência faz parte da avosidade e costuma ser prazerosa. Já o cuidado diário exige reorganizar horários, compromissos e a própria rotina." 

Segundo a terapeuta, o principal impacto dessa mudança costuma ser silencioso. "O maior desafio da longevidade contemporânea não é encontrar tempo para cuidar dos netos. É garantir que, ao cuidar deles, a pessoa idosa não deixe de cuidar de si. Quando toda a rotina passa a girar em torno das necessidades dos netos, existe o risco de a pessoa idosa adiar aquilo que também é essencial para sua saúde, como atividade física, momentos de descanso, participação social e acompanhamento médico." 

Nesse contexto, o desafio não é reduzir a convivência entre avós e netos, mas fazer com que esse período seja positivo para todos. "As férias escolares representam uma oportunidade única de fortalecer os laços entre gerações e construir memórias que permanecerão por toda a vida”, reforça Elcyana. 

"A convivência intergeracional gera benefícios para todos. O que precisamos evitar é a sobrecarga. A saúde da pessoa idosa também é um bem e não deve ser sacrificada. As férias são uma excelente oportunidade para criar boas memórias, desde que os avós não precisem abrir mão da própria saúde”, finaliza Eduardo.



O que o verão e o inverno têm em comum com a saúde íntima feminina? Especialista explica por que as férias aumentam o risco de infecções

Viagens, biquíni molhado, roupas apertadas, mudanças na alimentação e até o frio podem alterar o equilíbrio da região íntima. Conheça as novas tecnologias que ajudam na prevenção e recuperação da microbiota vaginal.

 

As férias costumam ser sinônimo de descanso, mas também representam um período de maior vulnerabilidade para a saúde íntima feminina. Seja no verão, com praia e piscina, ou no inverno, quando roupas mais justas e a menor ventilação da região íntima se tornam frequentes, alguns hábitos favorecem alterações do ambiente vaginal e aumentam o risco de infecções.

Segundo a ginecologista Dra. Alessandra Clarizia, pós-doutora e sócia da Clarizia Saúde da Mulher, a região íntima funciona como um ecossistema extremamente sensível, cuja proteção depende do equilíbrio entre o pH vaginal, a microbiota e a integridade da mucosa.

"O verão favorece o contato prolongado com biquínis úmidos e o calor local. Já no inverno, a menor ventilação da região íntima, o uso prolongado de roupas mais espessas, alterações da imunidade e até mudanças alimentares durante as viagens também podem modificar esse equilíbrio. Embora os cenários sejam diferentes, ambos podem facilitar o aparecimento de candidíase, vaginose bacteriana e outros processos inflamatórios", explica a médica, com atuação em ginecologia regenerativa.

Os primeiros sintomas costumam surgir poucos dias após o retorno das férias e incluem corrimento, coceira, odor desagradável, ardor ou desconforto durante as relações sexuais. Um dos erros mais comuns, segundo a especialista, é recorrer imediatamente à automedicação.

"Muitas mulheres repetem pomadas ou medicamentos utilizados anteriormente, acreditando que todas as infecções são iguais. Na prática, diferentes microrganismos podem causar sintomas semelhantes, e um tratamento inadequado pode favorecer recorrências e dificultar a recuperação completa."

Nos últimos anos, o cuidado preventivo da saúde íntima passou a contar com tecnologias que auxiliam não apenas no tratamento das infecções, mas também na recuperação da mucosa vaginal e do equilíbrio local. Entre elas está o LED íntimo, uma tecnologia baseada em fotobiomodulação que utiliza comprimentos específicos de luz para modular o processo inflamatório, estimular a cicatrização dos tecidos e favorecer um ambiente mais saudável para a microbiota vaginal.

"O LED íntimo é um procedimento não invasivo, indolor e realizado em consultório. Quando bem indicado, pode auxiliar na recuperação da mucosa após processos infecciosos recorrentes e contribuir para restabelecer as condições naturais de defesa da região íntima", afirma a ginecologista.

Quando necessário, exames específicos, como testes para análise da microbiota vaginal, colhido no consultorio, também podem complementar a investigação, permitindo identificar alterações da microbiota vaginal e orientar um tratamento individualizado, especialmente em mulheres com episódios repetitivos de candidíase ou vaginose.

Para a especialista, a maior mudança dos últimos anos está na forma como a medicina passou a enxergar essas condições.

"Hoje sabemos que não basta tratar apenas a infecção. Precisamos recuperar o ambiente vaginal como um todo, preservando a microbiota, fortalecendo a mucosa e reduzindo as chances de novas recorrências. Essa visão mais preventiva tem transformado o cuidado com a saúde íntima feminina."

Com pequenas mudanças de hábito durante as férias — como trocar o biquíni molhado o quanto antes, evitar permanecer muitas horas com roupas úmidas ou muito apertadas, manter boa hidratação e procurar avaliação médica diante dos primeiros sintomas — é possível reduzir significativamente o risco de complicações e aproveitar o descanso com mais segurança. 



Fonte: Dra. Alessandra Clarizia | Ginecologista, pós-doutora e sócia da Clarizia Saúde da Mulher, com atuação em ginecologia regenerativa.


Cinco cuidados para reduzir o risco de trombose durante viagens de férias

Presidente da Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular explica que longos períodos sentado, desidratação e imobilidade aumentam o risco de tromboembolismo venoso e orienta medidas simples para viajar com mais segurança
 

As férias de julho costumam ser sinônimo de aeroportos lotados, longas viagens de carro e horas dentro de ônibus ou aviões. O que muitos viajantes desconhecem é que permanecer sentado por muito tempo pode favorecer o desenvolvimento do tromboembolismo venoso (TEV), condição que engloba a trombose venosa profunda (TVP) e a embolia pulmonar, considerada uma das principais causas de morte cardiovascular evitável no mundo.

 

Embora qualquer pessoa possa desenvolver trombose, o risco é maior entre idosos, gestantes, pessoas com obesidade, câncer, histórico familiar da doença, usuários de terapias hormonais e pacientes que passaram por cirurgias recentes. Durante as viagens, a combinação entre pouca movimentação e baixa ingestão de líquidos pode favorecer a formação de coágulos nas veias, principalmente nas pernas. Segundo o presidente da Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular, Dr. Edwaldo Joviliano, algumas medidas simples fazem diferença na prevenção. 

"Viajar deve ser uma experiência prazerosa, mas é importante lembrar que longos períodos de imobilidade aumentam o risco de trombose, especialmente em pessoas que já possuem fatores predisponentes. A boa notícia é que a maioria das medidas preventivas são simples e podem ser incorporadas facilmente durante a viage", afirma Joviliano.
 

1. Evite permanecer muitas horas sem se movimentar 

Sempre que possível, levante-se a cada uma ou duas horas para caminhar por alguns minutos. Em viagens de carro, programe paradas regulares. Já em aviões ou ônibus, aproveite momentos seguros para caminhar pelo corredor. "A contração da musculatura da panturrilha funciona como uma bomba que ajuda o sangue a retornar ao coração. Quando ficamos muito tempo parados, essa circulação fica mais lenta", explica Joviliano.
 

2. Mantenha-se hidratado 

Beber água regularmente ajuda na circulação sanguínea e evita a desidratação, condição que pode contribuir para o aumento da viscosidade do sangue. O especialista recomenda reduzir o consumo de bebidas alcoólicas durante o trajeto, já que elas favorecem a perda de líquidos.
 

3. Faça exercícios simples mesmo sentado

Movimentar os pés e tornozelos, alternando flexão e extensão, além de girar os pés e contrair a panturrilha por alguns segundos, são exercícios que estimulam a circulação durante a viagem. "Pequenos movimentos repetidos ao longo do percurso já ajudam a manter o fluxo sanguíneo e reduzem o tempo de estase venosa", orienta o presidente da SBACV.
 

4. Use roupas confortáveis 

Roupas muito apertadas podem dificultar o retorno venoso, principalmente na região da cintura e das pernas. A recomendação é optar por peças leves e confortáveis durante viagens prolongadas. Para pessoas com indicação médica, o uso de meias elásticas de compressão também pode ser uma importante medida preventiva.
 

5. Quem faz parte do grupo de risco deve procurar orientação médica antes de viajar

Pacientes com histórico de trombose, câncer, gravidez, cirurgias recentes ou outras condições que aumentem o risco de formação de coágulos devem conversar com o médico antes da viagem. Em alguns casos, pode ser necessária uma estratégia específica de prevenção. "Cada paciente deve ser avaliado individualmente. Para quem apresenta fatores de risco importantes, a prevenção pode incluir desde o uso de meias de compressão até medicamentos anticoagulantes, sempre sob orientação médica", destaca Joviliano.
 

Atenção aos sinais

Dor, inchaço, vermelhidão e sensação de calor em uma das pernas podem indicar trombose venosa profunda. Já falta de ar súbita, dor no peito e dificuldade para respirar podem ser sinais de embolia pulmonar, uma complicação grave que exige atendimento médico imediato. 

"A informação continua sendo uma das principais ferramentas de prevenção. Com medidas simples e atenção aos fatores de risco, é possível aproveitar as férias com muito mais segurança e tranquilidade", conclui Dr. Edwaldo Joviliano.

 

AVC: a doença que mais mata no Brasil


Guia para identificar os sintomas e ajudar no socorro imediato

 

Acidente Vascular Cerebral (AVC) - ou derrame, como é popularmente chamado -, é uma condição em que há interrupção do fluxo sanguíneo para uma parte do cérebro, levando à perda da função daquela região. Existem dois tipos principais: o AVC isquêmico, que ocorre por obstrução de uma artéria, geralmente por um coágulo, sendo o mais comum; e o AVC hemorrágico, causado pelo rompimento de um vaso sanguíneo, levando a sangramento no cérebro. Ambos são situações graves e exigem atendimento imediato. 

Os números e as estimativas da doença alertam para uma “epidemia” silenciosa. Dados da Organização Mundial do AVC indicam que uma em cada quatro pessoas com mais de 35 anos vai sofrer AVC em algum momento da vida. Se há uma boa notícia é que 90% dos casos poderiam ser evitados com a redução dos fatores de risco, que são hipertensão ou pressão alta, diabetes, tabagismo, obesidade e sedentarismo. 

O Ministério da Saúde (MS), inclusive, afirma que o AVC lidera o ranking de causas de morte no Brasil, superando os infartos. De acordo com o MS, a cada seis minutos, aproximadamente, é registrado um óbito por AVC no País, totalizando 265 mortes por dia. O aumento de AVC em jovens também chama atenção, pois responde hoje pelo incremento de 44% dos casos em pessoas com menos de 50 anos. 

Com a mudança no cenário da incidência do AVC no Brasil, o Hospital Edmundo Vasconcelos preparou esse guia, juntamente com o Dr. Tiago Abrão Setrak Sowmy, neurologista, para orientar como identificar os sintomas e buscar socorro imediato.

 

Sintomas

Os sintomas do AVC costumam surgir de forma súbita. Entre os mais comuns estão fraqueza ou dormência em um lado do corpo, desvio da boca, dificuldade para falar ou entender o que está sendo dito, perda de visão, tontura ou dificuldade para andar, e, em alguns casos, dor de cabeça intensa e repentina. A principal característica é a instalação abrupta desses sinais, o que deve sempre chamar atenção.

 

Rosto, braço e fala

Existe uma forma simples e prática de reconhecer um possível AVC no dia a dia, conhecida como a regra do “rosto, braço e fala”. Peça para a pessoa sorrir e observe se há desvio da boca; peça para levantar os dois braços e veja se um deles não consegue subir ou cai; e observe se a fala está enrolada ou incompreensível. Se qualquer uma dessas alterações estiver presente, é necessário buscar ajuda imediatamente.

 

Hospital com urgência

O tempo para procurar atendimento médico deve ser o menor possível. Idealmente, o paciente deve chegar ao hospital nas primeiras horas após o início dos sintomas, pois existem tratamentos que só podem ser realizados dentro de janelas específicas de tempo. Em muitos casos, intervenções mais eficazes ocorrem nas primeiras 4 a 6 horas, mas quanto antes o atendimento for iniciado, maiores são as chances de recuperação.

 

AVC sem sintomas: o que fazer?

É fundamental ir imediatamente ao pronto-socorro sempre que houver qualquer sintoma neurológico súbito, mesmo que pareça leve ou que melhore espontaneamente. Não se deve aguardar evolução, pois a situação pode piorar rapidamente ou perder-se a oportunidade de tratamento específico.

 

Sinais de gravidade

Alguns sinais indicam maior gravidade, como rebaixamento do nível de consciência, dificuldade para respirar, vômitos persistentes, dor de cabeça muito intensa e súbita, convulsões ou paralisia completa de um lado do corpo. Nesses casos, o risco de morte ou de sequelas graves é ainda maior.

 

Sintomas leves

O AVC pode, sim, apresentar sintomas leves ou passageiros, caracterizando o que é chamado de ataque isquêmico transitório. Mesmo nesses casos é imprescindível procurar atendimento médico, pois esse evento pode ser o aviso de que um AVC mais grave pode ocorrer nas próximas horas ou dias.

 

Fatores de risco

Os principais fatores de risco para AVC incluem hipertensão arterial, diabetes, colesterol elevado, tabagismo, sedentarismo, obesidade e doenças cardíacas, especialmente arritmias, como a fibrilação atrial. Pessoas com essas condições devem ter atenção redobrada e acompanhamento médico regular.

 

AVC em jovens

Embora seja mais comum em idosos, pessoas jovens também podem apresentar AVC. Nesses casos, podem estar envolvidos fatores como alterações da coagulação, doenças autoimunes, uso de drogas, dissecções arteriais ou associação de anticoncepcionais com tabagismo. Os sintomas são semelhantes aos dos pacientes mais velhos e devem ser valorizados da mesma forma.

 

Demora no atendimento

A demora em buscar atendimento pode resultar em perda irreversível de tecido cerebral, aumentando significativamente o risco de sequelas como paralisia, dificuldades na fala, alterações cognitivas e até morte. O cérebro é extremamente sensível à falta de oxigênio, e cada minuto de atraso impacta diretamente no prognóstico.

 

Atendimento no Pronto-socorro

No Pronto-socorro, o atendimento de um paciente com suspeita de AVC é realizado de forma rápida e protocolar. Inicialmente há avaliação clínica e neurológica, seguida de exames de imagem, como a Tomografia, para diferenciar o AVC isquêmico e do hemorrágico. A partir disso, define-se o tratamento, que pode incluir medicações específicas para dissolver coágulos ou procedimentos para retirada do trombo, além de medidas de suporte e controle de fatores como pressão arterial.

 

Até chegar no hospital

Enquanto o paciente não chega ao hospital, algumas atitudes podem ser fundamentais: acionar imediatamente o Serviço de Emergência, anotar o horário exato do início dos sintomas, manter a pessoa em repouso e em posição confortável, evitar oferecer alimentos, líquidos ou medicamentos, e observar sinais vitais e nível de consciência. Essas medidas simples podem contribuir para o desfecho mais favorável.

 

Cada paciente é único

É importante reforçar que cada paciente deve ser avaliado de forma individualizada. A conduta médica depende do tempo de início dos sintomas, do tipo de AVC, das condições clínicas prévias e dos medicamentos em uso. Por isso, o reconhecimento precoce e o encaminhamento imediato ao atendimento especializado são determinantes para reduzir sequelas e salvar vidas. 



Dr. Tiago Abrão Setrak Sowmy - Neurologista do Hospital Edmundo Vasconcelos, formado pela Universidade de São Paulo (USP), com residência em Neurologia pelo HC-FMUSP e mestrado em Neurociências pelo Hospital Israelita Albert Einstein. Atua com foco em doenças neurológicas, especialmente esclerose múltipla e neuroimunologia, além de cursar MBA em inovação e aplicação de inteligência artificial na Medicina.


No Dia dos Avós, Hapvida alerta para o risco de quedas na terceira idade

Fisioterapeuta explica causas, sinais de alerta e medidas simples que ajudam a prevenir acidentes e a manter a autonomia das pessoas idosas


Comemorado em 26 de julho, o Dia dos Avós é uma data dedicada à família, mas também uma boa oportunidade para colocar em pauta um tema que interfere diretamente na qualidade de vida das pessoas idosas: o risco de quedas. Segundo a coordenadora de fisioterapia da Hapvida, Giovana Soares Moreira, o processo natural de envelhecimento provoca mudanças que aumentam a probabilidade desse tipo de acidente. Isso, porém, pode ser evitado com medidas simples e acompanhamento adequado.

“Consequências imediatas das quedas podem incluir fraturas, traumatismos, cortes e internações. A longo prazo, pode-se desenvolver medo de cair novamente, reduzir suas atividades diárias, perder mobilidade, apresentar isolamento social, depressão e maior dependência de familiares ou cuidadores, comprometendo sua qualidade de vida”, explica a especialista.

Entre os principais fatores de risco estão a fraqueza muscular, a perda de propriocepção, que é a noção do próprio corpo no espaço, a perda de audição e de visão, o uso de medicamentos que causam sonolência, doenças neurológicas crônicas como Parkinson e ambientes domésticos com obstáculos.

A fisioterapeuta reforça que a maior parte das quedas pode ser evitada e que o tratamento preventivo faz toda a diferença. “O plano terapêutico conta com exercícios de fortalecimento, treino de equilíbrio, coordenação, mobilidade, marcha e atividades funcionais. Mesmo pessoas idosas que nunca sofreram quedas se beneficiam dessas intervenções, pois elas melhoram a capacidade funcional, aumentam a confiança para realizar as atividades do dia a dia e reduzem o risco de quedas futuras”, diz Giovana.

“Não dependo de ninguém”, conta aposentada

A aposentada Damares Santana Ferreira Botter, de 70 anos, avó de Giovanna e Júlia, começou a fazer fisioterapia na Hapvida há cerca de quatro anos por indicação médica. Ela conta que a rotina de exercícios trouxe mais força e mais segurança para o dia a dia. “Eu nunca tive problema de queda, graças a Deus. Isso porque eu sempre me cuido. Inclusive meu corpo sente falta quando eu não venho fazer a fisioterapia”, relata.

“É tão bom a gente estar bem, se sentir bem. Eu sou uma pessoa muito ativa. No meu caso, não dependo de ninguém, faço as minhas coisas todas sozinha. Recomendo a todas as pessoas idosas que procurem se cuidar e se mantenham sempre ativas para evitar riscos. Assim podemos aproveitar melhor nossa família e, principalmente, nossos netos”, afirma a aposentada.



Selo Amigo do Idoso e Programa PAI

Recentemente, a Hapvida formalizou a adesão de unidades hospitalares e centros clínicos paulistas ao Selo Instituição Amiga do Idoso, programa de certificação da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo. A iniciativa reforça o compromisso da companhia com os mais elevados padrões de atenção à população com mais de 60 anos. A adesão prevê a implementação de protocolos, a adoção de ambientes adaptados e o treinamento de profissionais para lidar com as particularidades clínicas e emocionais desse público.

A rede também conta com o Programa de Atenção ao Idoso (PAI), que reúne equipes multidisciplinares formada por médicos, fisioterapeutas, enfermeiros e nutricionistas para acompanhar de perto a saúde dessa população, favorecendo a identificação precoce de fatores de risco e estimulando o envelhecimento ativo.

Cuidados simples para prevenir quedas em casa

* Retirar tapetes soltos e objetos espalhados pelo chão;
* Melhorar a iluminação dos ambientes da casa;
* Instalar corrimãos em escadas e barras de apoio no banheiro;
* Usar sapatos ou chinelos com solado antiderrapante;
* Manter acompanhamento médico e fisioterápico de rotina;
* Buscar orientação profissional diante de tontura, dor ou dificuldade para caminhar após qualquer queda, mesmo sem lesões aparentes.

 

Dia Internacional do Autocuidado: como a micro-rotina diária ajuda no combate às doenças crônicas e ao sedentarismo

Hábitos simples e consistentes podem trazer benefícios para a saúde física, mental e emocional ao longo do tempo; Confira 5 decisões que fazem a diferença no seu bem-estar

 

Quando o assunto é saúde, muita gente imagina que é preciso fazer mudanças radicais para ter mais saúde e bem-estar. Mas a ciência mostra que pequenas atitudes diárias podem ajudar a melhorar a disposição, a qualidade de vida e até reduzir o risco de doenças crônicas. 

“Pequenas escolhas consistentes costumam ser mais sustentáveis e podem ter um impacto significativo na saúde ao longo dos anos. Além disso, é importante manter os check-ups em dia, já que a prevenção ajuda a identificar precocemente possíveis problemas de saúde”, comenta o médico nutrólogo Nataniel Viuniski, mestre em Nutrição e Alimentos, e membro do Conselho Para Assuntos Nutricionais da Herbalife. 

Neste Dia Internacional do Autocuidado (24), confira cinco decisões que podem fazer a diferença no seu bem-estar.

 

1. Comece o dia com uma refeição equilibrada

A primeira refeição do dia pode influenciar os níveis de energia, a saciedade e as escolhas alimentares nas horas seguintes. Combinar fontes de proteína, fibras e carboidratos de qualidade ajuda a promover uma liberação gradual de energia e pode contribuir para um melhor controle da fome ao longo do dia. “Em vez de consumir apenas café e pão, aposte em um café da manhã mais completo. Uma fruta com aveia, acompanhada de ovos, iogurte, queijo magro ou outra fonte de proteína, por exemplo. Ou mesmo um shake proteico nutritivo. Essa combinação de nutrientes ajuda a manter a energia estável e a prolongar a sensação de saciedade”, orienta o nutrólogo.

 

2. Encontre maneiras de se movimentar

Nem sempre é possível cumprir uma rotina estruturada de exercícios, mas isso não deve ser desculpa para permanecer parado. Caminhar alguns minutos, subir escadas, fazer pausas para alongar ou trocar parte do tempo sentado por atividades em movimento já contribui para reduzir o sedentarismo. 

Pesquisas mostram que mesmo pequenas quantidades de atividade física estão associadas a benefícios para a saúde. Um estudo publicado no Journal of the American College of Cardiology observou que correr entre cinco e dez minutos por dia já foi associado a menor risco de mortalidade por todas as causas e por doenças cardiovasculares. Outro estudo sugere que realizar alguns agachamentos após as refeições pode ajudar a reduzir os picos de glicose no sangue. Os pesquisadores observaram que a contração dos grandes músculos das pernas aumenta a captação de glicose pelo organismo, favorecendo o controle glicêmico após a alimentação.

 

3. Cuide da hidratação

A água participa de praticamente todas as funções do organismo. Ela está envolvida na regulação da temperatura corporal, no transporte de nutrientes, na digestão e até na concentração. 

Por isso, uma estratégia simples é não esperar a sede aparecer para beber água. Pesquisas sugerem que mesmo níveis leves de desidratação podem afetar o bem-estar, aumentando a fadiga, piorando o humor e dificultando a concentração. Há ainda evidências científicas que sugerem que aumentar o consumo de água pode ajudar algumas pessoas a lidar melhor com dores de cabeça recorrentes, embora ainda sejam necessários mais estudos para confirmar esse benefício. 

“Recomendo fazer um cálculo de 35 ml de água por quilo de peso, sendo que em dias mais quentes ou quando a pessoa realizar treinos intensos, a quantidade deve ser maior”, coloca Viuniski.

 

4. Reserve alguns minutos para desacelerar

Em uma rotina marcada por compromissos e excesso de informações, fazer pausas é necessário. Parar por alguns momentos para respirar profundamente, alongar o corpo, caminhar ou simplesmente se desconectar das telas pode ajudar a aliviar o estresse e melhorar a capacidade de concentração.  

Revisões científicas mostram que práticas de atenção plena, como o mindfulness, estão associadas à redução de sintomas de ansiedade e estresse. “Pare e respire profundamente, direcionando a atenção para o momento presente, sem se preocupar com o que já passou ou ainda vai acontecer. E lembre-se: O mais importante não é a duração da pausa, mas a frequência com que ela é incorporada à rotina”, ensina Viuniski.

 

5. Priorize uma boa noite de sono

Dormir bem é uma das estratégias mais importantes para cuidar da saúde a longo prazo. Durante o sono, o organismo realiza processos fundamentais para recuperação física, consolidação da memória, equilíbrio hormonal e funcionamento do sistema imunológico. 

Segundo uma declaração científica da American Heart Association, divulgada na revista Circulation, dormir pouco ou ter um sono de má qualidade está associado a um maior risco de obesidade, diabetes tipo 2, hipertensão e doenças cardiovasculares. 

“A recomendação para adultos é de sete a oito horas de sono por noite, sendo que, para uma melhor qualidade do descanso, é importante manter horários regulares para dormir e acordar”, orienta o médico nutrólogo.

 

Herbalife
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