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domingo, 12 de julho de 2026

Check-up veterinário no inverno: prevenção é essencial para a saúde de cães e gatos

Exames laboratoriais auxiliam no monitoramento da saúde animal e na identificação precoce de doenças durante os meses mais frios do ano

 

Com a chegada do inverno e a queda das temperaturas, aumenta a atenção com a saúde dos animais de estimação. O período pode favorecer o surgimento ou o agravamento de diversas condições clínicas em cães e gatos, especialmente entre pacientes idosos, portadores de doenças crônicas ou com histórico de problemas respiratórios. Diante desse cenário, a realização de check-ups veterinários torna-se uma importante aliada na prevenção e no acompanhamento da saúde animal. A Bioclin oferece diversas opções de exames laboratoriais que auxiliam médicos-veterinários na avaliação completa dos pacientes em diferentes fases da vida. 

Os exames de rotina permitem identificar alterações muitas vezes silenciosas, contribuindo para diagnósticos precoces e decisões clínicas mais assertivas. Entre os principais benefícios do acompanhamento preventivo estão a identificação precoce de doenças, o monitoramento de pacientes com enfermidades crônicas, a avaliação das funções renal e hepática, a investigação de processos inflamatórios e infecciosos, além do acompanhamento da saúde de animais geriátricos. 

Durante os meses mais frios, muitos animais tendem a apresentar mudanças de comportamento, redução da atividade física e maior permanência em ambientes fechados, fatores que podem influenciar diretamente seu estado de saúde. Por isso, a avaliação periódica torna-se ainda mais importante para garantir que possíveis alterações sejam detectadas antes do surgimento de sinais clínicos mais graves. 

Além de contribuir para o diagnóstico precoce, os exames laboratoriais fornecem informações essenciais para o acompanhamento da resposta a tratamentos e para o planejamento de condutas médicas mais seguras. Esse monitoramento é especialmente relevante para animais idosos, que demandam atenção contínua devido à maior predisposição ao desenvolvimento de doenças associadas ao envelhecimento. 

“A prevenção continua sendo uma das ferramentas mais importantes da medicina veterinária. Durante o inverno, quando alguns problemas de saúde podem se intensificar, os exames laboratoriais desempenham um papel fundamental na avaliação do estado geral dos animais e no suporte ao diagnóstico precoce, contribuindo para uma melhor qualidade de vida dos pacientes”, destaca Camila Eckstein, especialista em Diagnóstico Veterinário da Bioclin,  empresa que disponibiliza um portfólio completo de soluções para o segmento veterinário, oferecendo exames que apoiam profissionais em diferentes necessidades clínicas e reforçam a importância dos cuidados preventivos durante todo o ano.


Da emergência a adoção: veterinário narra casos reais e retrata a complexidade da relação entre humanos e pets

Divulgação 


Com mais de 10 anos de atuação, Victor Soares apresenta uma história sobre cuidado, negligência, conexão emocional e os bastidores da medicina veterinária no livro "Não era passeio, era consulta"


No fim de um plantão exaustivo, uma husky siberiano de nove meses chega ao hospital veterinário em estado crítico após uma sequência de convulsões. A canina, chamada Loba, mal conseguia reagir aos procedimentos, enquanto o tutor demonstrava pressa para encerrar o caso. É a partir dessa cena de que o médico veterinário Victor Soares inicia a narrativa de Não era passeio, era consulta, livro publicado pela Editora Rua do Sabão, que transforma experiências reais da profissão em reflexões sobre vínculo, negligência e responsabilidade afetiva com os animais. 
 
Ao unir memória autobiográfica, bastidores hospitalares e análise social, o autor apresenta a relação entre humanos e animais sob o ponto de vista de quem convive diariamente com emergências, eutanásias e decisões difíceis.  

Enquanto o narrador enfrenta o esgotamento emocional causado pela profissão, a protagonista de quatro patas reage aos traumas acumulados por uma criação negligente. Por meio de tropes literárias como found family, segunda chance e conexão entre humano e animal nos tempos atuais, Victor Soares descreve a recuperação de Loba após sua família desistir dela, entrelaçando à narrativa ensaios, relatos e histórias de outros pacientes que foram marcantes na sua carreira.  

Situações comuns na rotina veterinária, que raramente aparecem fora do consultório, também são discutidas na obra, entre elas o peso das decisões clínicas, a pressão emocional sobre os profissionais e a chamada “fadiga por compaixão”, condição causada pelo contato constante com sofrimento e perdas. O escritor ainda traz para o debate assuntos muito importantes para a criação de cães e gatos, como obesidade animal, luto, compreensão da natureza animal e evidencia a importância do cuidado e do amor aos bichos de estimação. 

Esta obra inaugura um novo olhar sobre a literatura veterinária no Brasil [...] o autor nos conduz pelos meandros da medicina veterinária moderna, explorando temas cruciais como a crescente humanização dos pets, os dilemas éticos da profissão e as profundas transformações na relação entre tutores e animais no período pós-pandemia. Cada capítulo equilibra com maestria o drama real dos casos clínicos com reflexões perspicazes sobre comportamento animal, antropomorfização e os desafios contemporâneos do cuidado com nossos companheiros de quatro patas, descreve Juliana Cunha, crítica literária que assina a orelha da obra.

Em Não era passeio, era consulta, o autor mostra como o cuidado com os animais vai muito além do afeto: exige responsabilidade emocional, limites e empatia. Ao acompanhar a trajetória de Loba, o leitor é convidado a refletir sobre temas fundamentais para a criação de cachorros e gatos, como: adoção responsável, finitude, respeito e compreensão da natureza dos bichos, além dos riscos de transformá-los em projeções humanas. Com casos tão impactantes quanto reais, este livro amplia o debate sobre a criação dos companheiros de quatro patas de forma inédita, e reforça como vínculos podem transformar não apenas a vida dos pets, mas também das pessoas ao redor deles.  

Divulgação 

Ficha técnica:  

Título: Não era passeio, era consulta 
Subtítulo: Um veterinário no centro da relação humano-animal  
Autor: Victor Soares 
Editora: Rua do Sabão 
ISBN/ASIN:978-65-5245-044-9 
Gênero: autoficção  
Número de páginas: 150 
Preço: R$ 68,90 
Onde encontrarAmazon  
 

Sobre o autor: Victor Soares é médico veterinário formado pela UNESP de Jaboticabal, pós-graduado em Oncologia de cães e gatos e tem mais de dez anos de atuação clínica. Sócio-proprietário do hospital veterinário Vet Domus, construiu sua trajetória profissional no atendimento de cães e gatos, com experiência em emergências, internação e rotina hospitalar. Com Não era passeio, era consulta, estreia na literatura ao transformar vivências da medicina veterinária em uma narrativa sobre cuidado, vínculo, saúde mental e os desafios da relação entre humanos e animais na atualidade. 
 
Instagram: @victorsoares.vet   

 

A prevenção no centro da nova medicina veterinária


A medicina veterinária já não pode ser organizada apenas a partir da doença instalada. Esse modelo, que durante muito tempo orientou a jornada de cuidado, vem sendo pressionado por uma realidade diferente. Os pets vivem mais, os responsáveis por eles monitoram mais de perto as decisões clínicas e o setor opera em um ambiente que exige continuidade, previsibilidade e acompanhamento ao longo do tempo. 

Nesse contexto, a prevenção deixa de ocupar um lugar complementar e assume papel central. Não apenas porque reduz a ocorrência de doenças evitáveis, mas porque qualifica a relação entre clínica e o responsável pelo animal, amplia a capacidade de intervenção precoce e sustenta uma rotina de cuidado mais consistente. 

A agenda global de saúde animal já aponta nessa direção. A HealthforAnimals destaca que, em diferentes mercados, a maior longevidade dos pets está associada a fatores como vacinação, acesso mais frequente ao cuidado veterinário e melhor compreensão das necessidades dos animais por parte dos responsáveis. Em alguns países, o aumento da expectativa de vida de cães e gatos chegou a 230%. Esse dado ajuda a consolidar uma leitura importante. Viver mais depende menos de resposta tardia e mais de monitoramento, regularidade e manejo preventivo. 

Essa mudança tem impacto direto sobre a prática clínica. O atendimento deixa de se concentrar apenas em episódios agudos e passa a exigir uma rotina mais estruturada de acompanhamento. Vacinação, controle de parasitas, avaliação periódica e identificação precoce de alterações clínicas deixam de ser etapas isoladas e passam a compor uma estratégia mais ampla de cuidado. 

No Brasil, essa transição já aparece com clareza na rotina das clínicas. Dados do Radar VET mostram que o atendimento clínico é o principal gerador de faturamento para 69% dos veterinários, enquanto a aplicação de vacinas aparece logo atrás, com 54% das menções. Ao mesmo tempo, 66% dos profissionais afirmam possuir ou estar cursando especialização. O dado é relevante porque mostra que o cuidado preventivo não está à margem da operação. Ele já integra, de forma concreta, a prática veterinária e encontra um ambiente técnico mais preparado para jornadas contínuas de cuidado. 

A mudança também pode ser observada do lado do responsável pelo animalt. O Radar Pet já apontou um consumidor mais presente, que busca informação antes de decidir e acompanha com mais atenção questões relacionadas à saúde do animal. Segundo o estudo, 55% recorrem à internet, a outros responsáveis por cães ou gatos ou à própria experiência antes de decidir sobre produtos e tratamentos. Isso cria um ambiente mais favorável à prevenção, mas também amplia a responsabilidade de quem orienta. Informação disponível nem sempre significa critério ou compreensão adequada do risco. 

É justamente por isso que a prevenção não pode ser tratada como orientação pontual. Sua eficácia depende de regularidade, adesão e acompanhamento. Calendários vacinais incompletos, controle intermitente de parasitas e consultas adiadas seguem sendo entraves relevantes, mesmo em um cenário em que os benefícios da prevenção já são amplamente conhecidos. 

Esse ponto ganha ainda mais peso quando se observa que muitos dos problemas mais frequentes na clínica não começam de forma evidente. A HealthforAnimals lembra que pulgas, carrapatos e vermes seguem entre as ameaças mais recorrentes à saúde dos pets e reforça que o controle adequado depende de continuidade, não de resposta eventual. Em grande parte dos casos, quando o problema se torna visível, parte da oportunidade de prevenir já foi perdida. 

Ao mesmo tempo, a prevenção redefine o papel do médico-veterinário. O profissional deixa de ser percebido apenas como referência para intervenção diante do quadro clínico e se consolida como agente central na construção de uma rotina de cuidado. Isso exige escuta, clareza na recomendação, capacidade de alinhar expectativas e constância na relação com o responsável pelo pet. Em um ambiente marcado por excesso de informação e escolhas cada vez mais comparadas, esse papel se torna ainda mais estratégico. 

A prevenção já é reconhecida como um dos caminhos mais consistentes para ampliar a longevidade, reduzir agravamentos e qualificar o cuidado. Ainda assim, ela continua sendo, em muitos contextos, tratada como apoio e não como eixo da prática. Talvez a discussão mais importante daqui para frente não esteja em reafirmar seus benefícios, mas em entender por que, mesmo diante de tantos avanços, a lógica reativa ainda ocupa tanto espaço em um setor que já sabe que cuidar antes continua sendo a decisão mais consistente.

 

Gabriela Mura - diretora de mercado e assuntos regulatórios do Sindan

 

Por que os rituais moldam o vínculo entre responsáveis e pets?

Para cães e gatos, a rotina não é apenas organização do dia. É a principal forma de interpretar o ambiente e, sobretudo, de entender a relação com quem cuida deles 

 

Quem convive com pets já está familiarizado com a cena: poucos minutos antes do horário habitual da refeição, o animal começa a se movimentar, observar e antecipar o que está por vir. O mesmo acontece com o momento do passeio, da brincadeira ou até da chegada do responsável em casa. Essa capacidade de prever eventos não é coincidência, mas sim o resultado da construção de rituais na rotina.

Diferente dos humanos, que interpretam o ambiente a partir de contexto e linguagem, os cães e gatos se orientam por padrões. Sempre que um evento se repete em condições semelhantes, como horário, sequência de ações e sinais do ambiente, o cérebro passa a registrá-lo como previsível. Essas referências ajudam o animal a entender o que esperar e como reagir a cada momento.

Esse processo tem um impacto direto não apenas no comportamento, mas também na forma como o animal constrói sua relação com o responsável. Com o tempo, essas sequências deixam de ser apenas eventos repetidos e passam a funcionar como pontos de referência emocional. É por meio delas que o pet associa determinadas situações à presença, à ação e à resposta de quem cuida dele, criando uma base de segurança que sustenta o vínculo.

Segundo a médica-veterinária e gerente de produtos da Pet Nutrition, Bruna Isabel Tanabe, essa construção acontece de forma progressiva e está diretamente ligada à consistência da rotina. “Quando o animal entende a dinâmica do ambiente, ele responde com mais segurança. Isso impacta não só o comportamento, mas também a qualidade da interação com quem faz parte da rotina dele”, explica.

Entre os diferentes rituais do dia a dia, aqueles ligados à alimentação ocupam um papel central nesse processo. O acesso ao alimento é, biologicamente, um dos estímulos de maior relevância para cães e gatos.

Na prática, isso significa que o momento da alimentação não se limita à nutrição. Ele concentra atenção, expectativa e interação em um mesmo contexto, o que o torna especialmente relevante na construção do vínculo. Ao longo do tempo, o animal passa a associar esse momento não apenas à saciedade, mas também à segurança do ambiente e à relação com quem está presente.

Dentro dessa lógica, os petiscos desempenham um papel importante, pois permitem ampliar as janelas de interação sem comprometer a previsibilidade que sustenta o equilíbrio do animal. “Em vez de concentrar a experiência apenas no horário da refeição, os snacks podem ser distribuídos ao longo do dia, criando novas oportunidades de conexão e interação”, explica a profissional.

Essa aplicação pode acontecer de diferentes formas. Oferecer o petisco diretamente reforça a associação com a presença do responsável, enquanto escondê-lo em locais acessíveis ou utilizá-lo em objetos contribui com o enriquecimento ambiental estimulando comportamentos de exploração e engajamento. “Para os cães, isso costuma se traduzir em pequenas buscas ou deslocamentos dentro de casa. Para os gatos, a distribuição em diferentes alturas ou pontos do ambiente ativa comportamentos naturais de caça, respeitando a forma como a espécie interage com o espaço”, detalha Bruna.

Essas variações ajudam a manter o ambiente estimulante sem romper a base de segurança construída pelos rituais. Outros momentos, como pausas para descanso, interações previsíveis e brincadeiras estruturadas, também contribuem para essa organização, ajudando o animal a compreender melhor o fluxo do dia.

Para Bruna é essa consistência que sustenta a qualidade da convivência. “Quando o responsável organiza a rotina de forma previsível, ele cria um ambiente mais confortável para o animal. Isso facilita a adaptação e melhora a relação no dia a dia”, afirma.

Nesse contexto, o vínculo deixa de ser construído apenas em momentos isolados de interação e passa a se formar ao longo da rotina. É na repetição e na qualidade desses rituais, principalmente nos momentos ligados à alimentação, que o animal aprende a associar o ambiente à segurança e a desenvolver uma relação mais estável com quem faz parte do seu dia a dia. 



Pet Nutrition
https://www.petnutrition.com.br/


Quatro em cada dez cães com doenças alérgicas de pele têm qualidade de vida afetada, aponta pesquisa global da MSD Saúde Animal

Levantamento ouviu mais de 3 mil responsáveis e médicos-veterinários em 11 países e revela desafios relacionados ao diagnóstico, tratamento e adesão terapêutica 


As doenças alérgicas de pele estão entre os problemas de saúde mais frequentes na rotina veterinária e podem impactar significativamente o bem-estar dos cães e de suas famílias. É o que mostra uma nova pesquisa global da MSD Saúde Animal, intitulada “Perspectivas de Tutores e Veterinários sobre Prurido Canino: Uma Pesquisa Global”, que ouviu 1.710 responsáveis de cães e 1.413 médicos-veterinários em 11 países para compreender os principais desafios relacionados ao diagnóstico, tratamento e controle da dermatite alérgica em cães.

Os resultados revelam que a condição afeta diretamente a qualidade de vida dos animais e de suas famílias. Globalmente, 39% dos responsáveis relataram que a coceira e os problemas dermatológicos tiveram impacto negativo significativo no bem-estar de seus cães. Além disso, 31% afirmaram que a doença também prejudicou sua própria qualidade de vida, evidenciando que os efeitos da dermatite alérgica vão além do desconforto animal e impactam a rotina doméstica.

A pesquisa também mostra que o prurido (coceira) continua sendo uma das principais razões para consultas veterinárias. Nove em cada dez responsáveis de pets que procuraram atendimento para cães com coceira discutiram o problema com o médico-veterinário, e cerca de 60% agendaram a consulta especificamente para tratar essa condição.

O estudo também reforça a relevância do tema na prática clínica. Globalmente, cerca de 27% dos cães atendidos por médicos-veterinários apresentam coceira ou dermatite alérgica, tornando a condição uma das queixas mais frequentes nos consultórios veterinários.

“A dermatite alérgica é um dos sinais clínicos mais comuns em cães de todas as idades. Sabendo que muitos responsáveis e veterinários convivem diariamente com esse desafio, buscamos compreender melhor as dificuldades relacionadas ao diagnóstico, tratamento e adesão terapêutica. Embora ambos enfrentem frustrações ao longo dessa jornada, existe um objetivo comum: encontrar uma solução eficaz, segura e que proporcione alívio rápido para os animais”, afirma Linda Horspool, diretora de Assuntos de Marketing Científico da MSD Saúde Animal.


Desafios persistem no tratamento das doenças alérgicas

Além do impacto na qualidade de vida, o estudo identificou dificuldades na escolha e manutenção dos tratamentos. Cerca de 29% dos responsáveis e 41% dos médicos-veterinários relataram ter trocado a terapia utilizada para controlar doenças alérgicas de pele no último ano, demonstrando que ainda existem necessidades não plenamente atendidas no manejo dessas condições.

Quando questionados sobre os atributos mais importantes em um tratamento para cães com coceira, os responsáveis apontaram eficácia, segurança e ação direcionada como as principais características desejadas. Já os médicos-veterinários destacaram a eficácia e o rápido início de ação como fatores prioritários na tomada de decisão clínica.

A pesquisa também revelou que ainda existe uma distância entre as expectativas dos responsáveis e os desafios enfrentados no manejo da doença. Entre os principais motivos para interromper ou substituir tratamentos estão a percepção de baixa eficácia, preocupações relacionadas à segurança, custos elevados e dificuldades na administração dos medicamentos.


Comunicação e adesão são fundamentais para o sucesso terapêutico

Outro achado importante do levantamento é que tanto responsáveis quanto médicos-veterinários reconhecem a necessidade de melhorar a comunicação sobre a doença e seu tratamento. As entrevistas qualitativas realizadas como parte da pesquisa indicaram que muitos responsáveis ainda possuem compreensão limitada sobre o caráter crônico das doenças alérgicas de pele e sobre a importância da adesão contínua ao protocolo terapêutico recomendado.

Segundo os participantes, essa falta de entendimento pode comprometer os resultados clínicos e gerar frustrações ao longo do acompanhamento do paciente. Além disso, muitos responsáveis relataram dificuldades em manter a regularidade dos tratamentos, seja pela complexidade das aplicações, pela frequência necessária ou pelo impacto financeiro. Alguns entrevistados afirmaram inclusive espaçar doses para reduzir custos, o que pode comprometer a eficácia do tratamento.


Necessidade de soluções mais práticas e direcionadas

O levantamento também identificou demandas por tratamentos que combinem eficácia, segurança e praticidade. Entre os médicos-veterinários entrevistados, quase metade apontou a necessidade de opções mais acessíveis e com melhor custo-benefício. Já os responsáveis destacaram a facilidade de administração como um fator relevante na escolha da terapia.

Diante desse cenário, marcado pela busca por tratamentos eficazes, seguros e que favoreçam a adesão ao protocolo terapêutico, a medicina veterinária tem impulsionado o desenvolvimento de soluções cada vez mais alinhadas às necessidades apontadas por responsáveis e médicos-veterinários. Um exemplo é Numelvi®, lançamento recente da MSD Saúde Animal para o tratamento da dermatite atópica canina, uma condição inflamatória crônica associada a reações alérgicas que afeta significativamente a qualidade de vida dos cães.

A terapia atua de forma seletiva na inibição da JAK1, principal via envolvida no processo inflamatório e no prurido associado à doença, proporcionando alívio da coceira a partir de duas horas após a administração da primeira dose. Além disso, pode ser utilizada em cães a partir de seis meses de idade e conta com esquema de dose única diária, sem necessidade de dose de ataque, características que contribuem para a adesão ao tratamento. Já disponível em 37 países, Numelvi® foi reconhecido em 2026 pela S&P Global Animal Health como o Melhor Novo Produto para Animais de Companhia, uma das premiações mais relevantes da indústria veterinária mundial.

Para José Carlos Pereira Jr., diretor da unidade de Animais de Companhia da MSD Saúde Animal Brasil, os resultados do levantamento reforçam a importância de soluções que conciliem eficácia, segurança e praticidade para apoiar o manejo de longo prazo das doenças alérgicas de pele: 

“Os resultados da pesquisa reforçam uma realidade observada diariamente na prática clínica: responsáveis e médicos-veterinários buscam soluções que entreguem eficácia, segurança e praticidade sem comprometer a qualidade de vida dos animais. O avanço das opções terapêuticas disponíveis contribui para atender essas necessidades e favorecer uma melhor adesão ao tratamento, fator fundamental para o controle adequado da doença”, comenta.
 

Metodologia 

A pesquisa foi conduzida por uma empresa especializada em pesquisa de mercado, seguindo padrões internacionais para estudos quantitativos e qualitativos. Foram entrevistados 1.413 médicos-veterinários de animais de companhia em 11 países — Estados Unidos, Canadá, Austrália, Japão, Brasil, México, Reino Unido, França, Alemanha, Espanha e Polônia — e 1.710 responsáveis de cães em oito países: Estados Unidos, Canadá, Austrália, México, Reino Unido, França, Alemanha e Espanha. 

Os dados foram coletados entre novembro de 2024 e abril de 2025 por meio de questionários online e entrevistas aprofundadas, com o objetivo de compreender as percepções sobre diagnóstico, impacto da doença, tratamentos disponíveis e fatores que influenciam a adesão terapêutica.

O relatório completo da pesquisa pode ser acessado em: Link


MSD Saúde Animal
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Declarações Prospectivas da Merck & Co., Inc., Kenilworth, N.J., EUA

Este comunicado à imprensa da Merck & Co., Inc., Kenilworth, N.J., EUA (“empresa”) inclui “declarações prospectivas” de acordo com o significado das disposições de segurança da U.S. Private Securities Litigation Reform Act (Lei Norte-Americana de Reforma de Litígios de Ações Privadas) de 1995. Essas declarações são baseadas em suposições e expectativas atuais da direção executiva da empresa e estão sujeitas a riscos e incertezas significativos. Se as suposições subjacentes forem incorretas ou houver riscos ou incertezas, os resultados reais podem diferir substancialmente daqueles contidos nas declarações prospectivas. Os riscos e incertezas incluem, mas não estão limitados a, condições gerais da indústria e da concorrência, fatores econômicos gerais, incluindo taxa de juros e flutuações da taxa de câmbio; o impacto da epidemia global do novo coronavírus (COVID-19);impacto da regulamentação da indústria farmacêutica e legislação de saúde nos Estados Unidos e internacionalmente; tendências globais para contenção de custos com a saúde; avanços tecnológicos, novos produtos e patentes obtidas por concorrentes; desafios inerentes ao desenvolvimento de novos produtos, incluindo a obtenção de aprovações regulatórias; capacidade da empresa prever com precisão as condições futuras de mercado; dificuldades ou atrasos de produção; instabilidade financeira das economias internacionais e de risco à soberania; dependência da eficácia das patentes da empresa e outras proteções para produtos inovadores; e exposição a litígio, incluindo litígios de patentes e/ou ações regulatórias. A empresa não assume nenhuma obrigação de atualizar publicamente qualquer declaração prospectiva, seja como resultado de novas informações, eventos futuros ou de qualquer outra forma. Outros fatores que possam fazer com que os resultados difiram substancialmente daqueles descritos nas declarações prospectivas podem ser encontrados no Relatório Anual de 2020 da empresa, no Formulário 10-K e outras submissões da Empresa junto à Securities and Exchange Commission (SEC) (Comissão Norte-Americana de Valores Mobiliários), disponível no site da SEC (www.sec.gov).


sábado, 11 de julho de 2026

A cirurgia plástica entrou na era dos detalhes: por que o umbigo se tornou uma das maiores preocupações de quem faz abdominoplastia

iStock
A busca por resultados cada vez mais naturais mudou o olhar das pacientes. Hoje, mais do que retirar o excesso de pele, o desafio é alcançar um resultado tão harmonioso que ninguém perceba que houve uma cirurgia. 

 

Durante muito tempo, quem procurava uma abdominoplastia tinha duas grandes preocupações: retirar o excesso de pele e esconder a cicatriz. Hoje, porém, uma nova pergunta passou a fazer parte das consultas: "Meu umbigo vai ficar natural?"

Pode parecer um detalhe, mas ele ajuda a explicar uma mudança importante na cirurgia plástica brasileira. As pacientes estão mais informadas, pesquisam referências antes de operar e observam aspectos que antes passavam despercebidos. Se anos atrás o foco era apenas o "antes e depois", agora a expectativa é conquistar um resultado que preserve a individualidade e não revele sinais evidentes da cirurgia.

Para a cirurgiã plástica Pamela Massuia, essa transformação acompanha uma mudança no próprio conceito de beleza.

"A cirurgia plástica deixou de ser sinônimo de transformação para se tornar um exercício de refinamento. As pacientes querem melhorar o corpo, mas sem perder características que fazem parte da própria identidade."

O umbigo acabou se tornando um dos símbolos dessa nova fase.

"É um detalhe pequeno, mas chama muita atenção quando não parece natural. Um umbigo muito arredondado, muito aberto ou mal posicionado costuma denunciar que houve uma cirurgia. Por isso ele passou a receber cada vez mais atenção durante o planejamento."


O detalhe que faz diferença

Na abdominoplastia, o umbigo original normalmente é preservado, mas precisa ser reposicionado após a retirada do excesso de pele abdominal. Esse processo exige planejamento técnico e respeito às características anatômicas de cada paciente.

Segundo Pamela, o objetivo não é criar um "umbigo perfeito", mas um umbigo que pareça sempre ter pertencido àquela pessoa.

"Quando o resultado é bem executado, ninguém olha para o umbigo e pensa que ele foi reconstruído. Esse é justamente o maior elogio que um cirurgião pode receber."

Além da técnica, fatores como qualidade da pele, cicatrização, idade, gestações anteriores e grandes perdas de peso influenciam diretamente no resultado final.


Pacientes mais informadas, cirurgias mais personalizadas

As redes sociais também mudaram a forma como as mulheres escolhem um cirurgião plástico.

Hoje, além das fotos de antes e depois, muitas analisam cicatrizes, acabamento, simetria e detalhes que antes dificilmente seriam observados.

"É muito comum que a paciente chegue mostrando fotos e perguntando especificamente sobre o umbigo. Isso praticamente não acontecia há alguns anos atrás", conta Pamela.

Segundo ela, essa mudança também representa uma evolução positiva.

"Quanto mais informação a paciente tem, melhor ela consegue alinhar expectativas e compreender que um bom resultado depende de planejamento, técnica e respeito às características individuais."


O inverno continua sendo o período preferido para cirurgias corporais

Embora a cirurgia possa ser realizada durante todo o ano, os meses mais frios continuam concentrando grande parte da procura por procedimentos corporais.

O motivo vai além da estética.

Durante o inverno, a menor exposição ao sol contribui para uma cicatrização mais protegida, reduzindo o risco de manchas nas cicatrizes. Além disso, roupas mais fechadas facilitam o uso das cintas compressivas e tornam o pós-operatório mais confortável.

"Existe um aumento natural da procura nessa época do ano. Muitas pacientes aproveitam o inverno para realizar a cirurgia e chegar ao verão com a recuperação concluída", explica a médica.


Muito além do umbigo

Para Pamela Massuia, a valorização desse detalhe representa algo maior: uma nova forma de enxergar a cirurgia plástica.

"O melhor resultado é aquele que não chama atenção pela cirurgia. Quando alguém olha para a paciente e percebe apenas um abdômen harmonioso, sem conseguir identificar exatamente o motivo, significa que todos os detalhes foram respeitados."

Em uma época em que naturalidade se tornou sinônimo de sofisticação, talvez o maior elogio que uma cirurgia plástica possa receber seja justamente passar despercebida.

 

A Copa do skincare: médico escala os produtos que merecem vestir a camisa 10 na rotina dos brasileiros

O médico Dr. Octávio Guarçoni, referência em medicina estética, explica quais ativos garantem proteção e desempenho à pele e alerta sobre os erros que podem resultar em manchas, irritações e envelhecimento precoce.

 

Em ano de Copa do Mundo, a escalação ideal não se limita aos gramados. Quando o assunto é saúde e beleza da pele, também existe uma seleção de titulares que merece entrar em campo todos os dias. Entre protetores solares, antioxidantes, hidratantes e ativos de tratamento, alguns produtos conquistam vaga cativa na rotina, enquanto outros hábitos acabam ficando no banco de reservas. 

Na formação principal, o protetor solar assume a braçadeira de capitão. Considerado indispensável em qualquer rotina, ele ajuda a prevenir manchas, envelhecimento precoce e danos causados pela radiação ultravioleta. Ao seu lado, entram os antioxidantes, como a vitamina C, que atuam na defesa contra os radicais livres e contribuem para manter a luminosidade da pele. Na linha de meio-campo, os hidratantes garantem o equilíbrio da barreira cutânea, preservando água e nutrientes essenciais. 

Segundo o Dr. Octávio Guarçoni, referência em medicina estética no Brasil e à frente da Guarçoni Health Center, clínica com mais de 10 anos de atuação e referência em saúde integrada, uma rotina eficiente não depende da quantidade de produtos, mas da escolha correta dos ativos para cada necessidade. “Assim como uma seleção campeã depende de estratégia e dos jogadores certos em cada posição, a pele também precisa de uma rotina personalizada. Nem todo produto serve para todas as pessoas”, explica. 

No ataque aparecem os ativos de tratamento, escolhidos conforme os objetivos individuais. Entre eles estão substâncias voltadas para controle da oleosidade, uniformização do tom da pele, estímulo de colágeno e prevenção dos sinais do envelhecimento. “O erro mais comum é copiar a rotina de influenciadores ou amigos sem considerar as características da própria pele. O que funciona para uma pessoa pode causar irritação ou não trazer resultados para outra”, alerta Guarçoni. 

Segundo o Dr. Octávio, algumas atitudes merecem advertência. Dormir sem remover a maquiagem, negligenciar o uso diário do protetor solar, exagerar na esfoliação e utilizar produtos sem orientação adequada são comportamentos que podem favorecer sensibilidade, manchas e envelhecimento precoce. Além disso, outro ponto de atenção é o uso excessivo de ativos potentes sem o devido acompanhamento. Misturas inadequadas podem causar desequilíbrios na barreira cutânea e aumentar o risco de irritações. 

Quando a barreira da pele é comprometida, surgem processos inflamatórios que podem gerar vermelhidão, descamação, ardência e até lesões mais importantes. A busca por resultados rápidos muitas vezes leva a erros que acabam exigindo tratamentos ainda mais complexos. 

Para conquistar uma rotina campeã, o médico recomenda priorizar limpeza adequada, hidratação, proteção solar e tratamentos compatíveis com o perfil de cada paciente. A avaliação profissional continua sendo a melhor estratégia para identificar necessidades específicas e evitar escolhas equivocadas. “A pele dá sinais constantes sobre o que precisa. Quando existe acompanhamento adequado e uma rotina personalizada, os resultados aparecem de forma mais segura, saudável e duradoura”, conclui Dr. Octávio Guarçoni.


Com protagonismo da América Latina, mercado global de beleza deve atingir US$ 590 bilhões até 2030; confira o novo estudo da McKinsey

Consumidores reajustam rotas e passam a priorizar marcas acessíveis, eficácia rápida e credibilidade clínica nas dinâmicas atuais da ‘indústria beauty’.

 

A indústria da beleza mundial manteve sua projeção de crescimento estável, em até 5% ao ano, segundo o relatórioDa prateleira ao algoritmo: as categorias, canais e conceitos de beleza que moldarão o crescimento em 2030, recém-publicado pela McKinsey & Company. 

Com a demanda aquecida por produtos de beleza em ‘mercados emergentes’, como o sudeste asiático e a América Latina, o setor deve atingir US$ 590 bilhões (cerca de R$ 3 trilhões) nos próximos quatro anos. O otimismo segue acompanhado pelas transformações no consumo, com o segmento de cuidados com a pele ocupando a fatia atual de US$ 190 bi desse mercado. 

À frente de modalidades como “hair care”, fragrâncias e maquiagem, os produtos de skincare despontam com novas tendências. Ainda segundo o relatório da McKinsey, os consumidores devem disputar marcas mais acessíveis, resultados visíveis e que tragam uma credibilidade profissional e clínica 

Acompanhando as mudanças no mercado, a biomédica esteta Jéssica Magalhães explica que os últimos dez anos representaram um “boom” na valorização da saúde da pele, com o consumo de produtos de skincare ligado às rotinas diárias, ocasiões especiais e ao bem-estar individual. 

“Em mercados emergentes, como o Brasil, observamos uma preferência crescente por marcas de beleza acessíveis, desde que elas entreguem resultados rápidos e comprovados. Esses resultados também dependem da adoção de uma rotina consistente de cuidados com a pele. Hoje, além de séruns, hidratantes e protetores solares voltados para uniformização da pele, controle da oleosidade e fortalecimento da barreira cutânea, cresce o interesse por produtos desenvolvidos para a perda de volume facial, à medida que tratamentos com GLP-1, por exemplo, passam a ser realizados”, analisa.  

Além das rotinas de cuidados com a pele, os ‘tratamentos estéticos’ também devem protagonizar uma mudança nos protocolos. Segundo a McKinsey, as máscaras de LED, aparelhos de radiofrequência e tratamentos a laser ganharam popularidade, enquanto expandem as fronteiras do mercado da beleza. “Não é que os tratamentos mais cobiçados como o botox, sculptra e bioestimuladores de colágeno fiquem para trás. É que agora o consumidor anseia por tratamentos ou ferramentas avançadas que possam ter uma adaptabilidade nos próprios lares”, comenta. 

Para a especialista, a nova tendência não substitui o acompanhamento profissional, mas amplia o acesso aos tratamentos e fortalece uma rotina de autocuidado mais frequente. “Todo o cuidado nesse momento é pouco. Estamos falando de protocolos sempre utilizados por profissionais e que agora ganham essa curva em direção aos lares. É preciso de um acompanhamento contínuo para manuseio e utilização. O mais interessante é observar, de fato, como a saúde da pele encontra protagonismo entre a população”, diz.   

Outra novidade no radar profissional é a recomendação de produtos de skincare com ativos diferenciados – e que já fazem sucesso no TikTok Shop. A plataforma, que deve alcançar a cifra de US$ 4 bilhões com produtos de beleza em 2026, ainda segundo a McKinsey, trouxe exemplos de soluções inovadoras com base no lema "uma clínica em um produto". 

Jéssica reafirma os cuidados na escolha do produto e dos ativos presentes nas fórmulas. Apesar das promessas de resultados mega rápidos, a especialista lembra que o cuidado é individualizado e que cada ativo pode gerar uma reação diferente no protocolo do paciente. “Existem casos emblemáticos como o uso de mucina de caracol, principalmente em protocolos K-Beauty, mas que precisam ser revisitados, afinal, nenhum ativo é universal. A avaliação individual continua sendo o principal fator para garantir segurança, eficácia e resultados duradouros”, conclui. 


Gordura localizada resistente: por que algumas regiões do corpo não respondem à dieta e aos exercícios?

Especialista explica como tecnologias avançadas podem auxiliar no tratamento de áreas com acúmulo de gordura persistente, complementando hábitos saudáveis e respeitando as características individuais de cada paciente.

 

Mesmo com alimentação equilibrada e prática regular de exercícios, muitas pessoas continuam convivendo com pequenos depósitos de gordura em regiões como abdômen, flancos, culote e braços. A explicação vai além da balança: fatores como genética, alterações hormonais e o próprio envelhecimento podem favorecer o acúmulo de gordura localizada, tornando essas áreas mais resistentes às mudanças no estilo de vida.

Esse cenário ajuda a explicar o crescimento da procura por procedimentos estéticos menos invasivos. Segundo a Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética (ISAPS), os procedimentos não cirúrgicos seguem em expansão em todo o mundo, impulsionados pela busca por tratamentos com menor tempo de recuperação, mais segurança e retorno rápido às atividades do dia a dia.

De acordo com Larissa Mendes, especialista em estética avançada, é comum que pacientes procurem atendimento após perceberem que determinadas regiões do corpo permanecem com gordura localizada, mesmo diante de uma rotina saudável.

"Depois dos 35 anos, principalmente, muitas mulheres percebem que o metabolismo passa por mudanças e as alterações hormonais favorecem o acúmulo de gordura em determinadas regiões do corpo. Muitas vezes, mesmo mantendo uma alimentação equilibrada e praticando exercícios físicos, aquela gordura localizada continua presente", explica Larissa.

Segundo a especialista, quando existe indicação clínica, tecnologias específicas podem complementar hábitos saudáveis e ajudar no tratamento dessas áreas resistentes. Entre elas está o ThermoLaser, técnica voltada para o tratamento da gordura localizada associada à flacidez.

"O ThermoLaser é uma das tecnologias mais indicadas para o tratamento da gordura localizada associada à flacidez. O grande diferencial é que ele atua nesses dois aspectos ao mesmo tempo. Enquanto reduz a gordura localizada, também estimula a retração da pele, proporcionando um contorno corporal mais harmonioso", afirma.

Larissa explica que, dependendo das características de cada paciente e da avaliação clínica, o procedimento pode promover uma redução da gordura localizada de até 80%. "Em muitos tratamentos que atuam apenas na gordura, pode haver flacidez após a redução do volume. Com o ThermoLaser, tratamos simultaneamente a gordura e a qualidade da pele, oferecendo um resultado mais completo e natural", destaca.

Outro benefício apontado pela especialista é o curto período de recuperação. Por se tratar de uma tecnologia minimamente invasiva, o paciente pode retornar às atividades diárias no mesmo dia, seguindo apenas as orientações clínicas e os cuidados recomendados para o pós-procedimento.

Apesar dos avanços tecnológicos, Larissa reforça que nenhum procedimento substitui um estilo de vida saudável. "O ThermoLaser não é um tratamento para emagrecimento. Ele é indicado para quem já cuida da saúde, mas continua incomodado com áreas específicas de gordura localizada. Alimentação equilibrada, atividade física e acompanhamento profissional continuam sendo essenciais para manter os resultados."

Para a especialista, o avanço das tecnologias estéticas tem permitido oferecer soluções cada vez mais seguras e eficazes para quem deseja melhorar o contorno corporal sem recorrer a procedimentos cirúrgicos, sempre respeitando as necessidades e características de cada paciente.

 

Fonte: Larissa Mendes – Especialista em estética avançada e palestrante.

 

05 hábitos aparentemente inofensivos que aceleram o envelhecimento da pele

Dermatologista Fátima Tubini destaca cuidados simples que ajudam a preservar a saúde e a aparência da pele 

 

O envelhecimento da pele é um processo natural, mas hábitos cotidianos podem acelerar o surgimento de rugas, manchas, flacidez e perda de viço. Segundo a dermatologista Fátima Tubini, pequenas escolhas do dia a dia têm impacto direto na saúde da pele. 

"O envelhecimento faz parte da vida, mas fatores externos podem acelerar esse processo. Adotar hábitos saudáveis é fundamental para preservar a saúde da pele por mais tempo", afirma Tubini.

Entre os principais comportamentos que favorecem o envelhecimento precoce estão:

1- Dormir mal: noites mal dormidas aumentam o cortisol, reduzem a produção de colágeno e deixam a pele com aspecto cansado.

2- Usar cigarro eletrônico: a nicotina compromete a circulação sanguínea e acelera a degradação do colágeno, favorecendo o envelhecimento cutâneo.

3- Passar muitas horas em frente às telas: a exposição prolongada à luz azul e o excesso de tempo nos dispositivos podem contribuir para o estresse oxidativo e alterações na pele.

4- Beber pouca água: a desidratação favorece o ressecamento, a sensibilidade e a perda de luminosidade da pele.

5- Usar cosméticos de forma inadequada: produtos incompatíveis ou o uso excessivo de ácidos podem danificar a barreira cutânea e aumentar irritações.

"Muitas pessoas acreditam que quanto mais produtos utilizam, melhor será o resultado. No entanto, uma rotina personalizada e orientada por um dermatologista costuma ser mais segura e eficaz", destaca Fátima Tubini.

A especialista reforça que a prevenção continua sendo a melhor estratégia. Dormir bem, manter uma alimentação equilibrada, praticar atividade física, evitar o tabagismo, controlar o estresse, usar protetor solar diariamente e realizar acompanhamento dermatológico são medidas essenciais para um envelhecimento saudável da pele.

 

Dra. Fátima Tubini - Referência em cuidados e tratamentos dermatológicos, a Dra. Fátima Tubini atua na área da dermatologista há quase 20 anos. Com ampla experiência, a especialista é graduada em Ciências Médicas e possui o título de Especialista em Dermatologia concedido pela AMB e Sociedade Brasileira de Dermatologia. Em sua trajetória, trabalhou com o público infantil na área de pediatria. Atualmente, a profissional proporciona através de procedimentos dermatológicos e estéticos benefícios para a saúde e bem-estar dos seus pacientes.


Mitos e verdades sobre a pele no inverno: tudo o que você precisa saber

Dermatologista explica como proteger a pele das baixas temperaturas e alerta para hábitos comuns que podem agravar o ressecamento, a sensibilidade e acelerar o envelhecimento cutâneo

 

Com a chegada do inverno, é comum que a pele apresente sinais de ressecamento, descamação, coceira e sensibilidade. As temperaturas mais baixas, os banhos quentes e a redução da umidade do ar contribuem para a diminuição da hidratação natural da pele, exigindo cuidados específicos durante a estação. No entanto, muitas informações equivocadas ainda circulam sobre o tema, levando pessoas a adotarem hábitos que podem comprometer a saúde cutânea. 

Segundo a dermatologista Dra. Giuliana Miranda, da Clínica Elsimar Coutinho, em São Paulo, o inverno exige uma rotina de cuidados diferente daquela adotada nos meses mais quentes, mas sem exageros ou fórmulas milagrosas. 

"No frio, há uma menor produção de oleosidade natural da pele que favorece a perda de água, tornando-a mais vulnerável ao ressecamento e à irritação. Por isso, é importante reforçar a hidratação e evitar práticas que prejudiquem ainda mais a barreira de proteção cutânea", explica a especialista.
 

Mitos e verdades sobre os cuidados com a pele no inverno
 

No inverno não é necessário usar protetor solar: Mito

Mesmo nos dias nublados ou frios, a radiação ultravioleta continua incidindo sobre a pele. Os raios UVA, principais responsáveis pelo envelhecimento precoce e pelo surgimento de manchas, estão presentes durante todo o ano e conseguem atravessar nuvens e vidros. 

"O uso do protetor solar deve ser diário e contínuo, independentemente da estação. Muitas pessoas associam a proteção solar apenas ao verão, mas a exposição acumulada ocorre durante todo o ano", afirma Dra. Giuliana.
 

Banhos muito quentes podem prejudicar a pele: Verdade

Durante o inverno, é natural buscar banhos mais quentes e demorados. No entanto, a água em altas temperaturas remove a camada lipídica responsável pela proteção natural da pele, favorecendo o ressecamento e a sensação de coceira.
 

"A recomendação é optar por banhos mornos e mais rápidos. Além disso, o hidratante deve ser aplicado logo após o banho, quando a pele ainda está levemente úmida, potencializando a absorção dos ativos hidratantes", orienta.
 

Apenas pessoas com pele seca precisam de hidratante no inverno: Mito

Independentemente do tipo de pele, a hidratação é fundamental durante a estação. Pessoas com pele oleosa também podem apresentar desidratação e sensibilidade quando expostas ao frio e à baixa umidade do ar. 

"Hoje existem produtos específicos para cada perfil de pele. O importante é escolher formulações adequadas, que promovam hidratação sem causar desconforto ou excesso de oleosidade", destaca a dermatologista.
 

Lábios e mãos merecem atenção especial: Verdade

As extremidades do corpo costumam ser as primeiras áreas a sofrer com os efeitos das baixas temperaturas. Os lábios possuem uma camada de proteção mais fina e as mãos ficam constantemente expostas ao ambiente e à lavagem frequente.

"O uso de hidratantes específicos para os lábios e cremes para as mãos ajuda a prevenir rachaduras, descamações e até pequenas fissuras que podem causar dor e desconforto", explica.
 

Beber menos água no inverno não afeta a pele: Mito

A sensação de sede tende a diminuir nos dias frios, mas a hidratação interna continua sendo essencial para o equilíbrio do organismo e para a manutenção da saúde da pele. 

"Muitas pessoas reduzem significativamente a ingestão de água no inverno. Esse hábito pode impactar a hidratação cutânea e potencializar o aspecto opaco e ressecado da pele", alerta Dra. Giuliana.

 

O inverno é uma ótima época para realizar tratamentos dermatológicos: Verdade

Procedimentos como lasers, peelings e tratamentos para manchas costumam ser mais procurados durante os meses frios devido à menor exposição solar e ao menor risco de complicações relacionadas à radiação UV. 

"Embora cada caso deva ser avaliado individualmente, o inverno costuma oferecer condições mais favoráveis para diversos procedimentos dermatológicos, desde que sejam acompanhados por um profissional habilitado e com os cuidados adequados no pós-tratamento", afirma.
 

Cuidados essenciais para manter a pele saudável no inverno 

Medidas simples para preservar a saúde da pele durante a estação:

  • Utilizar hidratantes corporais e faciais diariamente;
  • Aplicar protetor solar todos os dias;
  • Evitar banhos muito quentes e prolongados;
  • Manter a ingestão adequada de água;
  • Usar sabonetes suaves e menos agressivos;
  • Proteger os lábios com produtos específicos;
  • Utilizar umidificadores ou recipientes com água em ambientes muito secos;
  • Procurar avaliação dermatológica diante de coceiras persistentes, vermelhidão ou descamação excessiva.

"A pele funciona como uma barreira de proteção do organismo e sofre diretamente os impactos das mudanças climáticas. Durante o inverno, pequenas adaptações na rotina fazem toda a diferença para preservar a hidratação, prevenir irritações e manter a saúde cutânea ao longo de toda a estação.", conclui Giuliana Miranda, dermatologista da Clínica Elsimar Coutinho.

 

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