Pesquisar no Blog

sábado, 11 de julho de 2026

Cabelos volumosos: confira os truques e cuidados que deixam o cabelo encorpado sem pesar nos fios

Inspirada no glamour das supermodels dos anos 90, tendência do "blowout" volumoso retorna com releitura mais leve e natural 

 

Por anos, o cabelo “perfeito” parecia seguir uma única direção: fios ultralisos, alinhados e sem volume aparente.

 Agora, o movimento muda - literalmente. Inspirado no glamour das supermodels dos anos 90, o visual volumoso volta ao centro das tendências. Escovas encorpadas, movimento nas pontas e raiz elevada reaparecem como protagonistas de beleza em passarelas, tapetes vermelhos e redes sociais, resgatando referências icônicas de nomes como Cindy Crawford, Claudia Schiffer e Pamela Anderson em suas fases mais emblemáticas.

Mas, diferente do exagero típico de outras décadas, o novo volume surge menos rígido e muito mais fluido. O chamado “90s blowout” aposta em fios com balanço, textura macia e aparência saudável, quase como o efeito de escova recém-feita que permanece elegante sem parecer excessivamente produzido.

Segundo Marina Groke, diretora da Escova Express, rede de escovarias e tratamentos capilares, o retorno dessa estética está diretamente ligado ao desejo por cabelos com mais presença e naturalidade. “Existe uma valorização maior de fios com movimento e aparência saudável. O volume atual não tem aquele aspecto armado ou pesado, ele aparece de forma mais polida, com leveza e brilho”, explica.

A construção desse efeito começa muito antes da finalização. Para Marina, um dos principais segredos do cabelo volumoso está justamente na saúde da fibra capilar. “Quando o fio está nutrido e protegido, ele ganha corpo naturalmente. O volume bonito não vem apenas da escova, mas da combinação entre corte, textura e tratamento.”

Nesse cenário, produtos nutritivos e fórmulas capazes de preservar a integridade dos fios passam a ocupar papel importante na rotina. Ingredientes como óleo de abacate, óleo de coco, óleo de argan e vitamina E ajudam a manter brilho, maleabilidade e proteção térmica, fator essencial para quem utiliza ferramentas de calor com frequência.

“Esses ativos conseguem nutrir profundamente enquanto protegem a estrutura capilar contra agressões externas, como calor excessivo, poluição e ressecamento”, comenta Marina. Segundo a especialista, cabelos ressecados ou fragilizados costumam perder sustentação e movimento, o que interfere diretamente no resultado da finalização.

A escova tradicional aparece entre as principais responsáveis pelo retorno desse visual justamente por criar volume sem endurecer os fios. Diferente das finalizações extremamente marcadas, ela trabalha a elevação da raiz e o alinhamento do comprimento de forma mais natural, preservando leveza e balanço. Já a escova modelada com babyliss entra como aliada para construir curvas amplas e movimento, especialmente nas pontas e na região frontal do rosto.

O corte também influencia diretamente nesse resultado. Camadas suaves, principalmente ao redor do rosto e no comprimento, ajudam a distribuir o volume de forma equilibrada e evitam o efeito pesado. “O cabelo volumoso contemporâneo precisa de leveza. Quando existe excesso de peso na base, os fios perdem movimento rapidamente”, afirma.

Outro ponto importante está na preparação antes da escova. Excesso de produtos finalizadores, fórmulas muito densas e até o uso incorreto de óleos capilares podem comprometer o resultado, deixando o cabelo sem sustentação. Segundo Marina, o segredo está na dosagem e na escolha de texturas mais leves. “O óleo capilar funciona muito bem para controlar frizz, dar brilho e proteger os fios, mas precisa ser usado na medida certa para preservar o movimento”, reforça.


   Escova Express


Beleza sem sofrimento: setor cosmético investe em produtos que reproduzem efeitos do botox e até do jejum intermitente

Demonstração da Nanovetores  
Divulgação

Esqueça as agulhas e as dietas restritivas: o novo objetivo da indústria da beleza é alcançar resultados clínicos revolucionários sem sofrimento. Movido por um consumidor hiperinformado que exige alta performance imediata, o setor de insumos cosméticos encontrou na biotecnologia a revolução do autocuidado com o biohacking, prática que aplica intervenções inteligentes para melhorar o funcionamento do corpo. 

Ao decodificar os processos mais complexos do organismo, cientistas e laboratórios globais conseguiram criar uma geração de "fórmulas mimetizadoras". Trata-se de uma engenharia cosmética altamente sofisticada, capaz de enganar as células e replicar os benefícios de intervenções drásticas, transformando o que antes exigia sacrifício em puros rituais de bem-estar.

O maior exemplo desse foco é o Clarivine™, ativo da Vytrus Biotech premiado no Innovation Challenge, realizado na FCE Cosmetique, a maior feira da indústria cosmética da América Latina. Ele traz a tendência do “jejum celular” voltado à longevidade da pele. Sem necessidade de passar por restrições alimentares severas, o ingrediente inteligente mimetiza os exatos mecanismos biológicos do jejum intermitente de forma tópica para despertar a autofagia, sistema natural de faxina profunda e autorrenovação das células, devolvendo o viço, a densidade e o frescor ao rosto.

Na mesma linha, o INTENSILK™, ativo botânico da Provital extraído da flor da macieira, propõe um “dermohacking da celulite por meio da bioenergia circular”. Sem o sofrimento dos tratamentos invasivos ou das massagens de sucção, atua na longevidade celular e no metabolismo da gordura localizada. O resultado é uma escultura corporal indolor e sofisticada, que reduz o aspecto "casca de laranja" e devolve a firmeza à pele com a suavidade de um ritual de beleza.

Já fabricantes de insumos como a Nanovetores entram no cuidado focado nas linhas de expressão. Com seu produto NV PepBotulin, a empresa conseguiu encapsular a potência da própria toxina botulínica numa tecnologia tópica altamente avançada. Em vez do desconforto das picadas em consultório, o ativo atua diretamente nos receptores da pele de forma contínua. O resultado é um efeito lifting e de relaxamento das rugas e linhas de expressão por via tópica, criando produtos que são uma alternativa totalmente indolor aos procedimentos injetáveis.

"Essas inovações não precisam necessariamente concorrer com os procedimentos de consultório, elas podem somar. Para quem já se submete às agulhas, usar esses ativos no skincare diário é uma forma de prolongar os resultados e fazer com que aquele tratamento caro dure muito mais. Unimos o melhor dos dois mundos para criar uma rotina sofisticada, em conjunto e sem nenhum sofrimento", pontua Erika Iman Carobrez, supervisora de Produtos da Nanovetores.

Essas e outras inovações se destacaram na FCE Cosmetique 2026, o principal ponto de encontro da América Latina para o mercado de insumos e tecnologia cosmética. O evento mostra o futuro do mercado e reforça como a biotecnologia nacional e internacional está pronta para atender a um público que não quer escolher entre a alta performance e uma beleza totalmente livre de dor.


Para ganho real de gordura corporal é necessário um excedente calórico mantido por um período maior do que as férias


Viagens, encontros familiares, restaurantes, sobremesas e uma rotina completamente diferente do habitual. Mas será que alguns dias comendo diferente são realmente capazes de acabar com meses de cuidado?

De acordo com o cirurgião do aparelho digestivo Dr. Rodrigo Barbosa, um dos maiores erros quando o assunto é emagrecimento é o pensamento de “tudo ou nada”: ou a pessoa segue a rotina perfeitamente ou acredita que perdeu todo o progresso.

“O emagrecimento saudável precisa caber dentro da vida real. E a vida real tem férias, aniversário, viagem, almoço em família, pizza com os filhos e um sorvete em um dia especial. O problema não é uma refeição diferente, mas transformar uma exceção em um padrão constante”, explica.

Segundo o especialista, para ocorrer ganho real de gordura corporal é necessário um excedente calórico mantido por um período maior. Muitas vezes, o aumento rápido observado na balança após uma viagem não significa necessariamente acúmulo de gordura.

“Nem todo aumento na balança depois das férias significa gordura. Muitas vezes é retenção, alteração intestinal e mudança temporária de hábitos”, afirma o médico.

Isso acontece porque durante as férias é comum haver aumento no consumo de alimentos mais ricos em sódio e carboidratos, menor ingestão de água, alterações no sono, consumo de bebidas alcoólicas e mudanças no funcionamento intestinal. Todos esses fatores podem influenciar diretamente o peso corporal.

“Uma pessoa pode voltar de uma viagem alguns quilos mais pesada e, ao retomar a rotina, perceber uma redução natural nos dias seguintes. O corpo responde ao contexto em que ele está inserido”, explica Dr. Rodrigo.


Férias sem culpa: é possível emagrecer e aproveitar?

Para o cirurgião, um dos pilares de um emagrecimento sustentável é abandonar a ideia de que saúde significa restrição absoluta.

Ele explica que dietas extremamente rígidas podem até trazer resultados rápidos no curto prazo, mas muitas vezes aumentam a chance de episódios de exagero e dificuldade de manutenção.

“O tratamento da obesidade e do excesso de peso não pode ser pensado apenas para segunda-feira de manhã, quando tudo está organizado. Ele precisa funcionar também no restaurante, em uma festa ou durante uma viagem”, destaca.

A estratégia está nas escolhas conscientes. Isso significa aproveitar momentos especiais sem transformar todas as refeições em excessos.

Comer uma sobremesa com a família, experimentar um prato diferente ou sair da rotina durante alguns dias não precisa ser encarado como fracasso.

“Muitas pessoas emagrecem, mas continuam presas a uma relação de medo com a comida. Saúde também envolve equilíbrio. A constância ao longo do tempo tem muito mais impacto do que alguns dias diferentes durante as férias”, reforça.


Como voltar à rotina depois das férias sem medidas extremas?

Segundo Dr. Rodrigo Barbosa, o retorno deve ser baseado em hábitos simples e sustentáveis:

• Retomar os horários habituais das refeições;

• Aumentar novamente o consumo de água;

• Priorizar alimentos naturais e ricos em fibras;

• Voltar à prática de atividade física;

• Regularizar o sono;

• Evitar dietas compensatórias muito restritivas.

“O corpo não precisa de punição depois das férias. Ele precisa voltar para uma rotina organizada. O emagrecimento consistente acontece quando a pessoa entende que cuidar da saúde não significa deixar de viver”, finaliza. 

 

Dr Rodrigo Barbosa - Cirurgião Digestivo sub-especializado em Cirurgia Bariátrica e Coloproctologia do corpo clínico dos hospitais Sírio Libanês e Nove de Julho. CEO do Instituto Medicina em Foco e coordenador do Canal ‘Medicina em Foco’ no Youtube Link


O risco de parar de treinar nas férias

Alguns aspectos do condicionamento físico podem ser afetados com poucos dias de inatividade

 

Durante as férias, o descanso do trabalho e demais atividades não devem ser confundido com o abandono total de uma rotina de treinos de condicionamento físico. Isso porque, mesmo uma pessoa que se exercita há anos, pode perder capacidades cardiorrespiratórias e neuromusculares em pouco tempo. 

Ana Paula Simões, ortopedista e traumatologista da Sociedade Brasileira de Medicina do Exercício e do Esporte, explica que, para a maioria da população, o ‘tempo seguro’ para não perder o condicionamento físico é entre 10 e 14 dias de pausa. “A palavra-chave é manutenção mínima: dois treinos moderados por semana já são suficientes para preservar a maior parte do condicionamento”, ressalta.

Lucas Florêncio, gerente técnico da SmartFit, sugere um circuito de corpo inteiro (Full Body) focado nos grandes padrões de movimento para otimizar o tempo nas férias. “Isso garante alta eficiência neuromuscular e metabólica em menos de 20 minutos”, conta.

Sem o treino de manutenção mínima, a ortopedista conta que pode ocorrer uma leve redução do volume plasmático já nos primeiros dias. Com isso, a sensação de “peso nas pernas” e cansaço precoce aumentam num primeiro treino de retorno. 

Uma das taxas que pode cair mais rapidamente com a pausa dos exercícios é a do volume de oxigênio máximo (VO2 máx), que representa a quantidade máxima de oxigênio que o organismo consegue captar, transportar e utilizar por minuto. 

Outro aspecto que é afetado com a interrupção do treinamento é a função neuromuscular. Ela é a responsável pela coordenação, tempo de reação, eficiência do recrutamento motor e propriocepção. Como essa função depende da prática contínua do sistema nervoso central e periférico, com uma ou duas semanas de inatividade ela pode diminuir. Em intervalos maiores de inércia, a pessoa pode até aumentar suas chances de sofrer uma lesão no retorno das atividades. 

“Para esportes de alta precisão técnica, como corrida de elite, futebol e tênis, o limite funcional prático é entre uma e duas semanas de pausa total, antes de se notar impacto real na execução do gesto”, informa Simões.

Já a força muscular sofre impactos em intervalos maiores de tempo. Segundo a ortopedista, o ganho de força é construído pela fase neural, nas primeiras semanas, e pela fase de hipertrofia, posteriormente. 

Com a inércia de duas ou três semanas, pode acontecer a perda neural. Mas, em pessoas que treinam há anos, é preciso um período de inatividade maior. 

Florêncio explica que, apesar de ser afetada em intervalos maiores, a força e a massa muscular não podem ser treinadas em uma caminhada durante o passeio de férias, por exemplo. “O tecido muscular precisa de um limiar mínimo de tensão mecânica para evitar a atrofia por desuso. Caminhar não ativa as fibras musculares de contração rápida”, comenta. 

Quando o acesso à academia tradicional e à carga externa é limitado, o educador físico ressalta que é possível aumentar a tensão mecânica por meio de quatro variáveis principais:

  • Aumento do braço de momento: realizar exercícios na forma unilateral (ex: agachamento búlgaro em vez do agachamento normal) dobra a carga relativa sobre o membro ativo;
  • Manipulação da cadência (Tempo sob Tensão): executar a fase excêntrica (descida) de forma extremamente lenta (4 a 6 segundos) e fazer uma pausa isométrica no ponto de maior desvantagem mecânica;
  • Modificação do vetor de força: mudar a inclinação do corpo (ex: flexões com os pés elevados) transfere uma porcentagem maior do peso corporal para os membros superiores;
  • Oclusão vascular prática (Restrição do Fluxo Sanguíneo): utilizar faixas elásticas moderadamente apertadas nos membros superiores ou inferiores permite gerar hipertrofia e ganho de força mesmo utilizando cargas baixíssimas (peso corporal), simulando o estresse metabólico de cargas altas.

Durante as viagens, as melhores alternativas são: utilizar o peso do próprio corpo, treinar com elásticos, treinar barras fixas em parques públicos ou realizar um treino intervalado de alta intensidade (HIIT). 

Dentro de um quarto de hotel é possível fazer um treino de resistência metabólica em espaço reduzido, segundo Florêncio. “Podemos utilizar o próprio mobiliário, com segurança, para alterar os vetores de força”, informa.

Com o apoio de uma cama ou uma cadeira firme, é possível fazer flexão de braço inclinada ou declinada para mudar o ângulo de trabalho do peitoral. Ainda na beirada da cama e cadeira, realizar um exercício de tríceps. 

Ao deitar no chão e apoiar os pés na beirada da cama, é possível fazer uma elevação pélvica com ampliação do movimento de quadril. Na parede, consegue-se realizar um agachamento isométrico que cause estresse metabólico nos músculos do quadríceps. 

Um dos impactos subestimados da pausa, conforme Simões, é o psicológico. “A interrupção abrupta pode gerar um conjunto de sintomas que como irritabilidade, ansiedade, queda de humor e redução de energia, que podem surgir já nos primeiros dois a cinco dias em pessoas muito ativas”, frisa.

Para pessoas que utilizam o exercício como regulador emocional, a pausa pode ser mais difícil psicologicamente do que fisicamente. Porém, a médica afirma que quando a pausa é intencional e planejada, o impacto psicológico é significativamente menor. 

Segundo Florêncio, os primeiros sinais de destreinamento são: 

  • Aumento da frequência cardíaca de repouso: o coração precisa bater mais vezes para bombear a mesma quantidade de sangue;
  • Fadiga precoce: sensação de "falta de ar" (perda de eficiência do VO máx) em atividades simples, como subir escadas;
  • Perda de força submáxima: aquela carga que antes era fácil na musculação passa a parecer extremamente pesada no retorno;
  • Redução do tônus muscular: os músculos parecem "mais macios" devido à depleção dos estoques de glicogênio muscular e água intracelular (que ocorre antes da perda real de tecido proteico);
  • Aumento da percepção subjetiva de esforço (PSE): exercícios que eram moderados passam a ser percebidos como intensos.

A boa notícia, frisa Florêncio, é que é necessário somente metade do tempo ‘perdido’ no destreino para se recuperar dele. Por exemplo, se você ficou quatro semanas totalmente parado nas férias, a ideia é que em cerca de duas semanas de treino constante e progressivo você pode recuperar o nível de força e volume muscular anterior.


Treino sugerido

A sequência sugerida pelo educador físico é feita com três ou quatro séries em circuito, com 45 segundos de estímulo e 15 segundos de descanso. Confira abaixo e no link

  • Agachamento livre (Padrão de Dominância de Joelho): foco em quadríceps e glúteos;
  • Flexão de braço (Padrão de Empurrar Horizontal): foco em peitoral, deltoide anterior e tríceps;
  • Agachamento búlgaro: Alta exigência de estabilização (glúteo médio) e sobrecarga mecânica por perna;
  • Remada curvada com elástico (Padrão de Puxar): foco em latíssimo do dorso e romboides;
  • Prancha abdominal isométrica (Estabilização Central): foco no core.

 

Grupo Smart Fit

Férias e a sobrecarga das mães: chegou a hora de baixar a régua

As férias escolares costumam despertar imagens bonitas: dias leves, passeios em família, tempo de qualidade e oportunidades de construir memórias afetivas. Mas existe uma realidade menos visível que também chega junto com o recesso escolar, especialmente para as mães.

Quando a rotina dos filhos muda, afeta diretamente o tempo materno. Conciliar trabalho ou atividades pessoais com os filhos em casa se torna ainda mais desafiador. Segundo pesquisa da B2Mamy em parceria com a Kiddle Pass, nove em cada dez mães brasileiras apresentam algum grau de esgotamento mental relacionado à maternidade.

Nesse cenário, é importante olhar para as férias não apenas como um período de descanso das crianças. Mas também como uma época em que o trabalho invisível da carga mental materna tende a aumentar: organizar horários, alimentação, compromissos, orçamento e o bem-estar de todos ao mesmo tempo.

A seguir, confira oito práticas para atravessar as férias escolares com menos autocobrança e mais leveza.


  1. Troque a perfeição pelo possível

As férias costumam vir acompanhadas da expectativa de criar momentos inesquecíveis para os filhos. Mas memórias afetivas não dependem de uma agenda impecável. Trocar a busca pela perfeição pelo que é possível reduz a culpa e abre espaço para mais conexão e presença.


  1. Valorize os momentos simples

Nem toda lembrança marcante nasce de um grande passeio. Uma tarde de jogos, uma receita preparada juntos, uma caminhada ou uma conversa sem pressa podem gerar tanta conexão quanto atividades planejadas com antecedência. A felicidade familiar costuma morar na qualidade dos encontros.


  1. Não tente preencher cada minuto das crianças

Muitas mães sentem a responsabilidade de manter os filhos entretidos o tempo todo durante as férias. Mas a quietude tem seu valor, assim como o movimento. É fundamental que a criança tenha tempo, sem ansiedade ou agenda lotada. É isso que permite interiorização, criatividade e autonomia.


  1. Cuide da sua energia, não apenas da agenda

Em geral, as mães se preocupam em organizar a agenda com todas as atividades. Mas qualidade é mais importante do que quantidade. Férias saudáveis precisam levar em conta o bem-estar de todos os envolvidos. Cuidar da própria energia é uma forma de nutrir um clima familiar benéfico.


  1. Peça ajuda antes de chegar ao limite

As férias ampliam demandas práticas e emocionais. Por isso, esperar o esgotamento chegar para só então pedir ajuda raramente funciona. Sempre que possível, dividir responsabilidades, acionar a rede de apoio e criar combinados pode reduzir a sensação de sobrecarga.


  1. Delegue e incentive a colaboração

As férias podem ser uma excelente oportunidade para ampliar a participação das crianças na rotina da casa. Guardar brinquedos, ajudar na organização dos espaços ou colaborar com pequenas tarefas favorece autonomia, senso de pertencimento e compartilha as responsabilidades.


  1. Lembre-se de quem você é além de mãe

Durante o período de férias, muitas mulheres acabam totalmente absorvidas pelas demandas dos filhos. No entanto, cuidar de atividades, interesses e necessidades pessoais ajuda a preservar a saúde mental e o equilíbrio emocional. Mãe não é apenas mãe.  


  1. Faça pausas sem culpa

Reservar alguns minutos para descansar, caminhar, ler, encontrar as amigas, fazer uma aula de yoga ou simplesmente respirar não é egoísmo. É uma necessidade do sistema nervoso para regular corpo e mente. Pausar é fundamental para a saúde mental.

 

 Deborah Dubner - psicóloga e escritora, autora de sete livros sobre autoconsciência, evolução pessoal e Psicologia, com uma boa dose de poesia. Palestrante TEDx, especialista em Neurociência e Psicologia Positiva, é também graduada em Ciência da Felicidade e professora de pós-graduação em Motivação e Resiliência.

 

 

Desconectar para conviver: como reduzir o tempo de tela nas férias

As férias escolares, que deveriam representar um período de descanso, descobertas e convivência familiar, vêm se transformando em uma maratona de telas para muitas crianças.  

Sem a rotina da escola e diante da dificuldade de conciliar trabalho e cuidados com os filhos, pais e responsáveis recorrem a celulares, tablets e televisores como uma solução prática para preencher o tempo livre. O problema é que essa dependência crescente pode ter impactos importantes no desenvolvimento infantil. 

Diversos estudos associam o excesso de exposição aos dispositivos digitais a prejuízos na linguagem, na atenção, na qualidade do sono e na interação social, especialmente nos primeiros anos de vida. A Organização Mundial da Saúde recomenda que crianças pequenas tenham o momento sedentário diante de telas bastante limitado e destaca a importância de atividades físicas, brincadeiras e interações reais para um desenvolvimento saudável. 

No entanto, a solução não está em simplesmente proibir os eletrônicos. Retirar o tablet sem oferecer alternativas costuma gerar conflito e frustração. A questão central é substituir o período de conexão por experiências mais significativas. 

As férias são uma oportunidade valiosa para isso. Criar uma agenda de possibilidades como viagens em família ou, mesmo se não conseguir pausar o trabalho, elaborar uma programação que as motive, fortalecem vínculos humanos, boa convivência e bem-estar emocional.  

Brincadeiras e esportes ao ar livre, dia da culinária, do cinema, da montagem de brinquedos a partir do reaproveitamento de materiais, dos passeios culturais, do piquenique no parque, da leitura, jogos de tabuleiro, práticas artísticas e até a participação em tarefas domésticas estimulam o entusiasmo, a criatividade, a autonomia e habilidades socioemocionais. São experiências que nenhum algoritmo consegue reproduzir. 

Outro ponto fundamental é o exemplo dos adultos. É difícil convencer uma criança a largar o celular quando os próprios pais passam grande parte do dia conectados. O uso saudável da tecnologia começa dentro de casa, com regras claras para toda a família e momentos de convivência livres de dispositivos. 

Também é importante abandonar a ideia de que a tecnologia é a vilã da história. A Academia Americana de Pediatria tem enfatizado que a qualidade do uso importa tanto quanto a quantidade. O desafio não é eliminar as telas, mas equilibrá-las com atividades que promovam aprendizado, movimento, gerem memórias afetivas a partir do contato com o mundo real. 

A infância é um período curto demais para ser vivida apenas no campo virtual. Ao final das férias, dificilmente uma criança lembrará das horas gastas assistindo vídeos ou deslizando o dedo no celular. Mas ela certamente guardará na memória a diversão em família, o passeio de bicicleta, a cabana montada na sala, o cineminha feito em casa com pipoca, a receita preparada em família, a descoberta de um novo mundo dentro de um livro, ou a aventura na natureza. 

É importante destacar que o estudo pessoal não deve ser esquecido. Antes de voltar às aulas, é bom realizar uma revisão, praticar exercícios e algumas leituras para ativar a mente e prepará-la para o retorno escolar. 

Acredito que o maior desafio das férias escolares não seja ocupar o tempo das crianças: o essencial é ajudá-las a redescobrir que a vida acontece muito além do ambiente digital, com criatividade e vivências especiais. Enquanto isso, nós, adultos, reaprendemos a ser mais presentes também. 


Silmara Casadei - doutora em Educação, psicanalista e escritora, autora de O Pequeno Mundo Criativo. 


Você sabe diferenciar tristeza de depressão?

Tristeza ou depressão? Psiquiatra explica quando é hora de procurar ajuda 

 

A tristeza faz parte da vida. Todos nós passamos por momentos difíceis, como perdas, decepções ou mudanças, e sentir tristeza nessas situações é uma resposta natural. A depressão, no entanto, é uma doença que vai muito além desse sentimento. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 280 milhões de pessoas vivem com depressão em todo o mundo, tornando esse transtorno uma das principais causas de incapacidade.

 

A doença pode atingir qualquer pessoa, independentemente da idade, profissão ou condição social. Personalidades como o príncipe Harry, a cantora Lady Gaga, o ator Dwayne "The Rock" Johnson, o humorista Whindersson Nunes e a cantora Paula Fernandes já falaram publicamente sobre a luta contra a depressão, contribuindo para reduzir o preconceito e incentivar outras pessoas a buscarem ajuda.

 

O médico psiquiatra Pedro Borges, do Instituto Maria Modesto, referência em cuidados relacionados à saúde mental no Triângulo Mineiro, esclarece as principais diferenças entre tristeza e depressão e explica quando é necessário procurar ajuda especializada.

 

Como diferenciar uma tristeza normal, que faz parte da vida, de um quadro de depressão? 

Pedro Borges: A tristeza costuma estar ligada a um acontecimento específico e, mesmo sendo dolorosa, tende a diminuir com o tempo. A pessoa continua conseguindo encontrar momentos de alegria e mantém, ainda que com dificuldade, suas atividades diárias.

 

Já a depressão é um transtorno que persiste por semanas ou meses e interfere significativamente na rotina. Além da tristeza intensa, é comum haver perda do interesse por atividades que antes davam prazer, alterações no sono e no apetite, cansaço constante, dificuldade de concentração, sensação de inutilidade, culpa excessiva e desesperança.

Muitas pessoas acreditam que basta "reagir" ou "pensar positivo", mas isso não corresponde à realidade. A depressão é uma doença que envolve fatores biológicos, psicológicos e sociais e deve ser tratada como qualquer outro problema de saúde.

 

Quais sinais indicam que é hora de procurar ajuda profissional, em vez de apenas esperar que a situação passe? 

Pedro Borges: Quando os sintomas começam a comprometer a rotina, o trabalho, os estudos, os relacionamentos ou os cuidados pessoais, é hora de procurar ajuda. Também é importante buscar avaliação médica quando a tristeza persiste por mais de duas semanas, há perda de interesse pela vida, isolamento social, crises frequentes de choro, alterações importantes no sono ou na alimentação, irritabilidade constante, dificuldade para tomar decisões ou pensamentos relacionados à morte.

 

Infelizmente, muitas pessoas chegam ao consultório apenas quando a doença já está em estágio mais avançado. Quanto mais cedo iniciamos o tratamento, maiores são as chances de recuperação e menor é o impacto na qualidade de vida.

 

A depressão tem tratamento? Como o acompanhamento psiquiátrico pode ajudar na recuperação e na qualidade de vida do paciente? 

Pedro Borges: Sim. A depressão tem tratamento, e a grande maioria das pessoas apresenta melhora quando recebe o acompanhamento adequado. O tratamento pode incluir psicoterapia, medicamentos antidepressivos, quando indicados, e mudanças no estilo de vida, como a prática regular de atividade física, melhora da qualidade do sono e fortalecimento da rede de apoio.

 

O psiquiatra avalia cada caso de forma individual, identifica a gravidade dos sintomas e define a melhor estratégia terapêutica. O acompanhamento contínuo também é fundamental para monitorar a evolução do paciente, ajustar o tratamento quando necessário e prevenir recaídas.

 

Procurar um psiquiatra não significa fraqueza, mas reconhecer que a saúde mental merece o mesmo cuidado que a saúde física.

 

Sentir tristeza em alguns momentos é natural. Mas, quando os sintomas persistem, afetam a rotina e comprometem o bem-estar, procurar ajuda é um ato de cuidado consigo mesmo. O diagnóstico precoce e o tratamento adequado fazem toda a diferença. Falar sobre depressão, combater o preconceito e incentivar a busca por ajuda pode salvar vidas.

 

Referência em saúde mental com foco no cuidado contínuo 

Com 93 anos de atuação em Uberaba e região, o Instituto Maria Modesto (IMM) é referência em tratamento psiquiátrico no interior de Minas Gerais. Atualmente, é o único estabelecimento de saúde do interior do estado habilitado pelo SUS para internação psiquiátrica integral, atendendo pacientes de mais de 80 municípios.

 

Ao longo dos anos, a instituição tem ampliado as formas de cuidado em saúde mental, acompanhando a evolução dos modelos assistenciais e fortalecendo estratégias voltadas à reinserção social dos pacientes. Nesse contexto, implantou um ambulatório psiquiátrico que possibilita acompanhamento especializado sem necessidade de internação, permitindo que o paciente mantenha seus vínculos familiares, sociais e comunitários durante o tratamento.

 

O serviço de internação é destinado a pacientes com indicação de hospitalização psiquiátrica, especialmente em situações de crise grave, risco à própria vida ou à de terceiros, além de casos que exigem suporte intensivo em razão de transtornos psiquiátricos descompensados.

 

Além da assistência médica e de enfermagem, o Instituto oferece diariamente terapia ocupacional, atividades de educação física, grupos de aconselhamento psicológico, grupos voltados aos direitos humanos e sociais e ações de preparação para a alta hospitalar. 


"A saúde mental se constrói com respeito, acolhimento e informação. Procurar ajuda é um passo fundamental, e ampliar esse diálogo também faz parte do cuidado", finaliza o psiquiatra.



Férias de inverno desafiam famílias a equilibrar tempo de tela e experiências fora do mundo digital

Especialista orienta sobre como aproveitar o recesso escolar para fortalecer vínculos e estimular a criatividade 


Depois de um semestre marcado por aprendizados, desafios e uma rotina intensa, as férias escolares costumam significar mais tempo livre para as crianças, o que muitas vezes se traduz em um aumento no tempo dedicado às telas. Celulares, tablets, videogames e televisão passam a ocupar parte da rotina durante o recesso, muitas vezes acima do recomendado por especialistas. 

Um levantamento da Fundação Maria Cecilia Souto Vidigal, realizado em parceria com o Datafolha no ano passado, mostra o quanto as telas já fazem parte da infância. A pesquisa Panorama da Primeira Infância: O que o Brasil sabe, vive e pensa sobre os primeiros seis anos de vida aponta que 78% das crianças de 0 a 3 anos utilizam esses dispositivos diariamente. Entre as de 4 a 6 anos, esse percentual chega a 94%. 

O cenário contrasta com as recomendações da Sociedade Brasileira de Pediatria, que orienta que crianças de até 2 anos não tenham contato com telas. Entre 2 e 5 anos, o tempo deve ser limitado a até uma hora diária e, dos 6 aos 10 anos, a no máximo duas horas por dia. 

Para a coordenadora do Ensino Fundamental I do Colégio Anchieta, de Porto Alegre, Tatiane Ayala, as férias representam uma oportunidade para as famílias repensarem hábitos e encontrarem um equilíbrio saudável entre o uso da tecnologia e momentos de convivência. 

"O universo digital faz parte da vida das crianças e oferece possibilidades importantes de entretenimento e aprendizagem. O desafio não é eliminá-lo da rotina, mas garantir que ocupe um espaço equilibrado, sem substituir experiências que fortalecem vínculos e favorecem o desenvolvimento infantil", afirma. 

Segundo a educadora, experiências simples do cotidiano são capazes de proporcionar aprendizagens tão significativas quanto atividades estruturadas. Brincar ao ar livre, preparar uma receita em família, montar um quebra-cabeça, desenhar, ler um livro, visitar um museu, caminhar em um parque ou conversar com pessoas próximas estimulam criatividade, imaginação, autonomia, linguagem e habilidades de convivência. 

Tatiane ressalta que nem sempre é preciso viajar ou investir em passeios para que o período seja marcante. "Muitas das lembranças afetivas da infância nascem dentro de casa. Uma tarde de jogos, uma cabana feita com lençóis, um chocolate quente em um dia frio ou uma visita aos avós costumam permanecer na memória por muitos anos. O que faz diferença é a qualidade da presença dos adultos." 

Para crianças entre 6 e 11 anos, essa convivência é importante para o amadurecimento emocional. De acordo com a coordenadora, alguns minutos de atenção exclusiva, com escuta, brincadeira e interação verdadeira, podem ser mais significativos do que horas compartilhando o mesmo ambiente enquanto cada um permanece concentrado na própria tela. 

Outro aspecto valorizado pela especialista é permitir que exista espaço para o chamado "ócio criativo". "Nem todo momento precisa ser planejado. Quando experimentam um pouco de tédio, as crianças inventam brincadeiras, criam histórias, exploram materiais e descobrem interesses que dificilmente apareceriam em uma rotina completamente preenchida." 

O recesso também pode ser um bom momento para estabelecer novos combinados sobre o uso da tecnologia. Definir horários para celulares, videogames e televisão, alternando atividades online e offline e envolvendo as crianças nessas decisões, contribui para o desenvolvimento da autonomia e da responsabilidade. "Mais do que controlar, trata-se de educar para o equilíbrio", destaca Tatiane. 

As férias também fazem parte de um processo educativo, ao favorecer momentos de descanso, contemplação, convivência e cuidado consigo, com a família e com a natureza. "Provavelmente as crianças não vão se lembrar de todos os vídeos que assistiram durante o recesso, mas dificilmente esquecerão a caminhada em uma manhã fria, o bolo preparado em família ou a brincadeira inventada na sala de casa. São essas experiências que fortalecem vínculos e constroem memórias afetivas para toda a vida", conclui Tatiane.

 

Brincar é crescer: O papel do brincar no desenvolvimento da criança


Brincar é uma atividade essencial na infância e vai muito além do simples entretenimento. É através da brincadeira que a criança aprende a compreender o mundo, a expressar as suas emoções e a relacionar-se com os outros. Brincar constitui um contexto privilegiado para o desenvolvimento cognitivo, emocional, social e motor. 

No plano emocional, o brincar permite que a criança exteriorize sentimentos que ainda não sabe colocar em palavras. Medos, alegrias, inseguranças e desejos surgem naturalmente nas brincadeiras, ajudando-a a desenvolver a autorregulação e o equilíbrio emocional. A brincadeira simbólica, em particular, possibilita que a criança represente experiências, elabore conflitos internos e atribua significado às vivências do seu cotidiano. 

No plano social, brincar com outras crianças ensina competências fundamentais como partilhar, cooperar, respeitar regras e lidar com frustrações. Promove ainda o desenvolvimento da empatia, da comunicação, da resolução de conflitos e da capacidade de negociação, competências essenciais para a construção de relações saudáveis e para uma adaptação positiva aos diferentes contextos sociais, como a família e a escola. 

Num contexto cada vez mais digital, o tempo de brincar ao ar livre tem diminuído. No entanto, é precisamente neste tipo de brincadeira espontânea que a criança desenvolve criatividade, autonomia, competências sociais reais e competências motoras, através da exploração do ambiente e da interação com os seus pares. O principal desafio reside no equilíbrio entre o tempo de ecrã e as oportunidades de brincadeira livre, ativa e presencial. 

O papel dos adultos é fundamental. Criar tempo e espaço para brincar, sem excesso de estruturas ou distrações, permite que a criança explore a sua imaginação e aprenda de forma natural. Quando o adulto participa de forma leve e presente, respeitando a iniciativa da criança e evitando dirigir constantemente a brincadeira, o vínculo emocional fortalece-se. 

Brincar não é apenas uma atividade da infância; é um direito da criança e um dos principais pilares do seu desenvolvimento global. Através da brincadeira, desenvolvem-se competências emocionais, sociais, cognitivas, linguísticas e motoras que constituem uma base essencial para o bem-estar, a aprendizagem e a adaptação ao longo de toda a vida. 

  

Daniella Starfiel - escritora, letrista, empreendedora criativa e autora do livro infantil “O Grande Dia da Escolha”


Aromas podem influenciar memória, sono, emoções e qualidade de vida em uma sociedade que está vivendo mais

 

Sono, controle do estresse, memória, conexão social e bem-estar passaram a ocupar um espaço central nas discussões sobre envelhecimento saudável. E é nesse contexto que uma prática usada há milhares de anos vem ganhando um novo olhar científico: a aromaterapia.

Segundo Daiana Petry, aromaterapeuta, neurocientista e perfumista, os aromas não devem ser entendidos apenas como cheiros agradáveis, mas como estímulos capazes de conversar diretamente com áreas importantes do cérebro.

“O olfato é um sentido muito especial porque possui uma ligação direta com regiões cerebrais relacionadas à emoção e à memória. Um aroma pode resgatar uma lembrança antiga, mudar a percepção de um ambiente e influenciar respostas emocionais antes mesmo de termos consciência disso”, explica.
 

Como melhorar o sono para ter mais longevidade

Dormir bem é um dos pilares do envelhecimento saudável. É durante o sono que o organismo realiza processos importantes relacionados à recuperação física, equilíbrio hormonal e funcionamento cerebral.

Entre os óleos essenciais mais estudados nesse contexto está a lavanda.

Uma meta-análise publicada em 2024 na revista Medicine, envolvendo 674 idosos, identificou melhora significativa na qualidade do sono com o uso da lavanda por até quatro semanas, além da redução de sintomas depressivos.

Outra revisão científica publicada no International Journal of Nursing Studies, reunindo 30 estudos, também observou efeitos positivos relacionados ao estresse, ansiedade, fadiga, dor e qualidade do sono.

“Quando falamos de longevidade, precisamos lembrar que o cérebro envelhece melhor em um corpo que consegue descansar. O sono é uma ferramenta biológica de reparação”, destaca Daiana Petry.


Como melhorar a memória para ter mais longevidade

O impacto dos aromas sobre o estado emocional também tem despertado interesse científico.

Um estudo publicado na revista Explore acompanhou idosos que utilizaram lavanda ou camomila por 30 noites e observou redução em indicadores de ansiedade, estresse e sintomas depressivos.

Já uma pesquisa publicada na Psychogeriatrics, envolvendo idosos com demência, avaliou o uso combinado de diferentes óleos essenciais, como alecrim, limão, lavanda e laranja-doce, e identificou melhora em aspectos relacionados à orientação pessoal e desempenho cognitivo.

“Não estamos falando de substituir tratamentos ou prometer cura. Estamos falando de criar estímulos positivos para o cérebro e de usar os sentidos como aliados do cuidado”, reforça a neurocientista.
 

O ambiente influencia na longevidade

Para Daiana Petry, um dos grandes aprendizados da nova longevidade é entender que saúde não está relacionada apenas à ausência de doenças.

O ambiente, as emoções e as experiências também fazem parte desse processo.

“Um cheiro pode trazer conforto, sensação de segurança e conexão com a própria história. Envelhecer bem também é continuar criando memórias, vivendo experiências e mantendo o cérebro estimulado”, afirma.

Em uma sociedade que está aprendendo a viver mais, a aromaterapia surge não como uma solução isolada, mas como uma peça dentro de um conceito maior de cuidado.

“Não existe um único segredo da longevidade. Existe um conjunto de escolhas diárias. E os aromas podem fazer parte dessa construção de uma vida mais equilibrada e com mais significado”, finaliza.


Daiana Petry @daianagpetry - Aromaterapeuta, perfumista botânica, naturóloga e especialista em neurociência. Professora dos cursos de formação em aromaterapia, perfumaria botânica e psicoaromaterapia. Autora dos livros: Psicoaromaterapia, Cosméticos sólidos e Maquiagem ecoessencial. Fundadora da Harmonie Aromaterapia.
Link


Férias para os filhos, estresse para os pais: como enfrentar os desafios da rotina durante o recesso escolar Especialistas orientam como equilibrar trabalho, rotina, descanso e convivência nesse período

Magnific
As férias escolares são aguardadas com ansiedade pelas crianças, que veem no período uma oportunidade para descansar, brincar e passar mais tempo com a família. Para pais, mães e responsáveis, porém, o recesso costuma trazer desafios que vão muito além do planejamento de passeios e atividades. 

A mudança na rotina da casa, a necessidade de conciliar trabalho e cuidados com os filhos e a expectativa de proporcionar momentos especiais podem tornar as férias em uma fonte de estresse. Mas segundo especialistas, com organização e diálogo, é possível transformar esse período em uma oportunidade de convivência, desenvolvimento e fortalecimento dos vínculos familiares.
 

Rotina muda nas férias (e isso é normal) 

Um dos primeiros impactos das férias escolares acontece na rotina familiar. Sem os horários fixos das aulas, as crianças passam mais tempo em casa, alterando hábitos relacionados ao sono, alimentação, lazer e uso de telas. Contudo, é recomendável manter algumas referências ao longo do dia. 

“Férias não precisam seguir a mesma estrutura do período letivo, mas manter alguns combinados contribui para o bem-estar das crianças e facilita a organização da casa. Horários minimamente organizados para refeições, descanso e atividades ajudam as crianças a se sentirem mais seguras e previsíveis em relação ao que vai acontecer ao longo do dia, reduzindo a ansiedade e evitando conflitos”, opina Carla Litrenta, psicopedagoga e educadora parental da Escola Internacional de Alphaville - EIA, de Barueri (SP). 

Para os pais e responsáveis, essa organização também facilita a gestão das tarefas diárias, o equilíbrio entre trabalho e vida familiar e a definição de limites de forma mais clara. “Manter uma estrutura que favoreça o bem-estar de todos, com expectativas alinhadas, tende a proporcionar um período de férias que se torna mais agradável e harmonioso para toda a família”, acrescenta.
 

Nem sempre dá para tirar férias com os filhos 

Outro desafio comum é que o calendário escolar nem sempre coincide com a disponibilidade dos adultos. Enquanto as crianças ficam várias semanas sem aulas, pais e responsáveis continuam trabalhando normalmente – e a sensação de culpa aparece. 

"Muitos pais e responsáveis se sentem culpados por não conseguirem estar com os filhos durante todo o período de férias, especialmente quando precisam continuar trabalhando. Mas as crianças se beneficiam muito mais de momentos de presença verdadeira, em que se sentem ouvidas e acolhidas, do que de uma agenda repleta de atividades ou da companhia constante dos responsáveis. O mais importante é que elas percebam que fazem parte das prioridades da família", afirma Alessandra Mafra Ribeiro, psicóloga e school counselor da Escola Bilíngue Aubrick, de São Paulo (SP). 

Nesse contexto, familiares, colônias de férias, cursos de curta duração e atividades recreativas podem ajudar a preencher parte do tempo das crianças de forma segura e estimulante. “Mais importante do que ocupar cada hora do dia é garantir que elas tenham oportunidades de brincar, explorar interesses e conviver com outras pessoas”, diz Alessandra.
 

Alinhe expectativas sobre as férias 

Algumas famílias iniciam as férias escolares imaginando semanas repletas de viagens, passeios e atividades especiais - expectativa muitas vezes alimentada pela publicidade e pelas redes sociais. Quando a rotina da família não corresponde a esse cenário idealizado, é comum surgirem frustrações tanto para os adultos quanto para as crianças. 

O diálogo é fundamental: conversar sobre o que será possível fazer, quais são os compromissos da família e como cada um imagina aproveitar o período ajuda a alinhar expectativas e evitar conflitos. “Também é importante compreender que férias não precisam ser preenchidas por uma programação intensa o tempo todo. O ócio, quando vivido de forma saudável, tem papel importante no desenvolvimento infantil, estimulando a criatividade, a autonomia e a capacidade de encontrar formas próprias de brincar e se divertir”, diz Marcelo Freitas, psicólogo e orientador educacional do Brazilian International School – BIS, de São Paulo (SP). 

Além disso, momentos simples podem ser tão significativos quanto grandes eventos. Brincadeiras em casa, cozinhar juntos, visitar parentes, fazer caminhadas, ler um livro ou simplesmente passar mais tempo em família são experiências que fortalecem vínculos, promovem o bem-estar e criam memórias afetivas duradouras. “Férias bem aproveitadas não são necessariamente aquelas que rendem as melhores fotos, mas as que proporcionam momentos genuínos de convivência e descanso para todos”, acrescenta Freitas.
 

Responsáveis também precisam de férias 

Em meio à preocupação com o bem-estar das crianças, muitos pais e responsáveis acabam deixando suas próprias necessidades em segundo plano. No entanto, o descanso dos adultos também deve fazer parte do planejamento das férias. Afinal, quando os responsáveis estão mais descansados e emocionalmente disponíveis, toda a dinâmica familiar tende a se beneficiar. 

“Mesmo quando não é possível viajar ou se ausentar do trabalho, reservar momentos para atividades prazerosas, autocuidado e descanso pode contribuir para reduzir o estresse e melhorar a convivência em casa. Isso inclui desde praticar um hobby até simplesmente ter um tempo para relaxar sem a obrigação de cumprir uma agenda cheia de compromissos”, diz Juliana Campagnoli, orientadora educacional do colégio Progresso Bilíngue de Campinas (SP). 

Para os casais, o período também pode ser uma oportunidade para fortalecer a relação. É comum que toda a energia da família seja direcionada às necessidades dos filhos, mas a qualidade da convivência entre os cônjuges também merece atenção. “Reservar alguns momentos para conversas, passeios ou atividades a dois ajuda a fortalecer os vínculos afetivos e contribui para um ambiente familiar mais equilibrado. Cuidar da relação do casal não significa dedicar menos atenção às crianças, mas reconhecer que o bem-estar da família passa também pela saúde emocional dos responsáveis” finaliza Juliana. 




Alessandra Mafra Ribeiro - psicóloga, formada pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), mestre em Psicologia Escolar e do Desenvolvimento Humano pela Universidade de São Paulo (USP) e pela University of British Columbia (UBC). Atua desde 2016 no desenvolvimento e na implementação de programas voltados à promoção de competências socioemocionais em contextos educacionais. Nos últimos 6 anos, tem trabalhado com jovens e adultos com foco em desenvolvimento pessoal, escolhas acadêmicas e processos de candidatura para universidades no exterior. Atualmente, atua como School Counselor na Escola Aubrick, integrando orientação educacional e aconselhamento acadêmico em sua prática profissional.

Carla Litrenta Todaro - pedagoga, educadora parental e pós-graduada em “Psicologia Positiva: Ciência do Bem-Estar e da Autorrealização” e em “Bullying, Violência e Discriminação na Escola”. Iniciou sua carreira há quase 30 anos como professora de alfabetização nas séries iniciais, trilhando seu caminho no mundo da educação. Estudiosa das relações e do desenvolvimento humano, atualmente é coordenadora de relacionamentos da Escola Internacional de Alphaville.

Juliana Campagnoli - graduada em Pedagogia pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), com pós-graduação em Alfabetização, Educação Bilíngue e Educação Infantil. Tem ampla experiência na educação básica, atuando há 10 anos como docente em diferentes séries da Educação Infantil e Ensino Fundamental I. É Orientadora Educacional do Year 2 ao Year 5, função em que parte do acolhimento individual para a promoção do desenvolvimento coletivo das turmas, amadurecimento e crescimento acadêmico, sempre em diálogo com as famílias e professores.

Marcelo Tucci de Freitas - psicólogo clínico TCC, com especialização em adolescência; pedagogo; possui MBA em Gestão Educacional, e atualmente é orientador educacional do Ensino Fundamental Anos Finais no Brazilian International School - BIS. Com mais de 30 anos de experiência na área educacional atuou em diversas instituições de ensino básico e superior, na coordenação pedagógica e como docente de Psicologia e Ética.


International Schools Partnership (ISP)
www.unifran.edu.br


Posts mais acessados