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terça-feira, 30 de junho de 2026

Seus dedos ficam brancos ou arroxeados no frio? Entenda quando o sinal pode indicar um problema circulatório

 

Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular alerta para a incidência pouco conhecida do Fenômeno de Raynaud, que afeta a circulação sanguínea das extremidades e pode estar associado a doenças autoimunes em alguns casos

 

Com a queda das temperaturas, é comum que mãos e pés fiquem mais gelados. Mas quando os dedos mudam de cor e passam a apresentar tonalidades esbranquiçadas, arroxeadas ou avermelhadas, o sintoma merece atenção. Conhecido como fenômeno de Raynaud, o problema afeta cerca de 3% a 5% da população mundial e ocorre devido a uma resposta exagerada dos vasos sanguíneos ao frio ou ao estresse emocional. 

Segundo o cirurgião vascular Dr. Edwaldo Joviliano, presidente da Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular (SBACV), a condição provoca uma redução temporária do fluxo sanguíneo, principalmente nos dedos das mãos e dos pés. "Os vasos se contraem de forma mais intensa do que o normal, diminuindo momentaneamente a circulação na região e provocando mudanças características na coloração da pele", explica. 

Durante uma crise, a SBACV aponta que os dedos costumam seguir uma sequência típica de cores. Primeiro ficam pálidos ou esbranquiçados devido à redução do fluxo sanguíneo. Em seguida, podem adquirir coloração azulada ou arroxeada pela diminuição da oxigenação dos tecidos. Quando a circulação retorna ao normal, a pele tende a ficar avermelhada, acompanhada, em alguns casos, por sensação de formigamento, ardência ou dor. 

Embora a maioria dos casos seja considerada benigna, o especialista alerta que o fenômeno também pode estar associado a algumas doenças autoimunes. "O Raynaud pode surgir como manifestação de condições como esclerose sistêmica, lúpus e síndrome de Sjögren. Por isso, é fundamental avaliar cada paciente de forma individualizada", afirma Joviliano. 

Algumas situações exigem atenção especial, como o aparecimento dos sintomas após os 30 anos, crises muito dolorosas, surgimento de feridas ou úlceras nos dedos, assimetria importante entre as mãos ou histórico de doenças reumatológicas. Nesses casos, a avaliação médica é indispensável para investigar possíveis causas associadas. 

A prevenção envolve medidas relativamente simples, como proteger mãos e pés do frio, evitar o tabagismo, controlar o estresse e revisar, com orientação médica, medicamentos que possam interferir na circulação sanguínea. "Mudanças de hábito podem ajudar a reduzir significativamente a frequência e a intensidade das crises", destaca o presidente da SBACV.
 

Fenômeno de Raynaud ou doença de Raynaud: qual a diferença?

Apesar de frequentemente utilizados como sinônimos, os termos têm significados distintos. A Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular esclarece que doença de Raynaud, também chamada de Raynaud primário, ocorre quando as alterações circulatórias surgem de forma isolada, sem relação com outras enfermidades. Já o fenômeno de Raynaud é um conceito mais amplo, que engloba tanto os casos primários quanto aqueles secundários a outras doenças. 

"O diagnóstico é predominantemente clínico, mas a avaliação com um angiologista ou cirurgião vascular é importante para diferenciar os quadros benignos daqueles que podem estar relacionados a outras condições de saúde", conclui Dr. Edwaldo Joviliano.

  

Fonte: Raynaud Phenomenon - Cardiology - MSD Manual Professional Edition


Cinco erros que as pessoas cometem tentando evitar doenças respiratórias

1. Fechar completamente a casa

Manter portas e janelas fechadas o dia inteiro reduz a circulação de ar e favorece a concentração de vírus, poeira, fungos e ácaros. “Com portas e janelas fechadas, há menor circulação de ar e maior acúmulo de partículas respiratórias, aumentando o risco de contágio, o problema não é apenas o frio, mas a falta de ventilação adequada nos ambientes”, afirma o médico.


2. Esquecer de beber água

Mesmo sem sentir sede, o organismo continua precisando de hidratação. A falta de líquidos favorece o ressecamento das vias respiratórias.


3. Exagerar no aquecedor ou umidificador: solução ou problema?

Os aquecedores e umidificadores podem trazer mais conforto, mas o uso excessivo pode prejudicar a saúde respiratória. O aquecedor tende a ressecar o ar, favorecendo irritação no nariz, garganta e vias respiratórias. Já o umidificador, quando utilizado sem controle ou sem a limpeza adequada, pode aumentar a proliferação de fungos, mofo e ácaros, agravando alergias e problemas respiratórios. O ideal é usar os aparelhos com moderação, manter os ambientes ventilados e monitorar a umidade do ar, que deve ficar entre 40% e 60%.


4. Tomar medicamentos por conta própria

Nem toda congestão nasal ou dor de garganta exige antibióticos. A automedicação pode mascarar sintomas e atrasar diagnósticos.


5. Ignorar sintomas persistentes

Muitas complicações começam com sintomas aparentemente simples que não recebem atenção adequada. "Embora muitos sintomas respiratórios sejam comuns durante os períodos de frio, alguns sinais merecem atenção e avaliação médica. Febre persistente, tosse que dura mais de dez dias, falta de ar, chiado no peito, dor facial intensa, congestão nasal prolongada, rouquidão persistente, dor de ouvido e secreção nasal espessa e amarelada podem indicar que o quadro evoluiu para uma infecção ou complicação que exige acompanhamento especializado", alerta o otorrinolaringologista.

Durante as ondas de frio, alguns cuidados simples podem fazer toda a diferença para proteger a saúde respiratória. “Manter a vacinação em dia, realizar lavagens nasais com soro fisiológico para preservar a hidratação e a limpeza das vias aéreas, higienizar as mãos com frequência e garantir uma boa qualidade de sono são medidas fundamentais para fortalecer as defesas do organismo e reduzir o risco de infecções respiratórias", finaliza Dr. Bruno.


FONTE:
Bruno Borges de Carvalho Barros - Médico especialista em otorrinolaringologia pela Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e cirurgia cervico-facial. Mestre e fellow pela Universidade Federal de São Paulo. Link


Você sabe a data da próxima vacina do seu filho. Mas se lembra quando foi a sua?

Ela conhece a data de cada vacina do filho de cor. Sabe quando é o reforço, acompanha a caderneta pelo aplicativo e não perde uma campanha de vacinação infantil. Se o filho espirra, ela marca consulta. Se a escola pede atualização da carteirinha, ela resolve no mesmo dia. 

Mas quando alguém pergunta quando foi a última vez que ela própria tomou uma vacina, a resposta costuma vir acompanhada de hesitação.
 

A cena é mais comum do que parece e reflete uma realidade documentada por estudos sobre a chamada "carga mental do cuidado": mulheres seguem sendo as principais responsáveis pela gestão da saúde e do bem-estar da família, mas frequentemente deixam a própria saúde em segundo plano. 

Segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), as mulheres brasileiras dedicam, em média, 21,3 horas semanais aos cuidados de pessoas e afazeres domésticos, enquanto os homens dedicam 11,7 horas. ¹ 

Além disso, 91% das mulheres realizam atividades de cuidado e afazeres domésticos, contra 79,2% dos homens. ¹ 

"Historicamente, as mulheres assumem o papel de gestoras da saúde da família. Elas acompanham consultas, exames, vacinas e tratamentos dos filhos, parceiros e familiares. O problema é que, muitas vezes, a própria saúde acaba ficando para depois", afirma a dra. Maria Isabel de Moraes-Pinto, infectologista do Delboni e Lavoisier e coordenadora em vacinas na Dasa.
 

A saúde da família também inclui a mãe

O segundo semestre costuma trazer uma combinação conhecida por muitas famílias: férias escolares, reorganização da rotina, retomada das atividades e planejamento do restante do ano. 

Para especialistas, esse período pode representar uma oportunidade para rever o próprio calendário vacinal e incluir a saúde da mãe no mesmo planejamento que já existe para os filhos. 

"O autocuidado não deve ser entendido como um ato individual de vaidade ou luxo. Ele faz parte da prevenção em saúde. Quando a mãe se protege, ela também ajuda a proteger a família. Hoje, recursos como o atendimento domiciliar contribuem para tornar esse cuidado mais acessível e conveniente", afirma Maria Isabel de Moraes-Pinto. 

Com esse objetivo, a Dasa realiza a campanha Black da Copa, com descontos em vacinas selecionadas para adultos, incluindo imunizantes contra HPV e herpes zóster, além de condições especiais para check-ups preventivos.
 

Vacinas que costumam ficar fora do calendário das mulheres

Enquanto a vacinação infantil é acompanhada por pediatras, escolas, campanhas públicas e pela própria caderneta de vacinação, a imunização dos adultos depende, quase sempre, da iniciativa individual.

Especialistas alertam que esse cenário contribui para que muitas mulheres deixem de atualizar vacinas importantes ao longo da vida.
 

Entre as mais negligenciadas estão:


HPV

Embora muitas pessoas associem a vacina HPV apenas à adolescência, as recomendações atuais contemplam também adultos. A Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm) recomenda a vacinação para homens e mulheres até os 45 anos, conforme avaliação médica. ²

O HPV está associado a diversos tipos de câncer, incluindo o de colo do útero, vulva, vagina, pênis, ânus e orofaringe.


Tétano e difteria

Outra vacina frequentemente esquecida é a dupla adulto (dT), que protege contra tétano e difteria. Muitos desconhecem que o reforço deve ser realizado a cada dez anos durante toda a vida adulta.³


Herpes zóster

Recomendada para pessoas a partir dos 50 anos⁴, a vacina contra herpes zóster também costuma ficar fora do radar das mulheres.

A doença é causada pela reativação do vírus da catapora e pode provocar dores intensas e persistentes, que, em alguns casos, permanecem por meses após o desaparecimento das lesões. 

"A vacinação preventiva é diferente do cuidado reativo. Como não existem sintomas ou sensação imediata de urgência, muitas pessoas acabam adiando a atualização da carteira vacinal por anos. Quando a mulher cuida da própria saúde, ela também fortalece a proteção de toda a família", finaliza Maria Isabel.

  

Referências 

1. INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA (IBGE). Em 2022, mulheres dedicaram 9,6 horas por semana a mais do que os homens aos afazeres domésticos ou ao cuidado de pessoas. Rio de Janeiro: IBGE, 2024. Disponível em: Link. Acesso em: 23 jun. 2026.

2. SOCIEDADE BRASILEIRA DE IMUNIZAÇÕES (SBIm). HPV9 (Papilomavírus Humano): informações para famílias. São Paulo: SBIm, [s.d.]. Disponível em: Link. Acesso em: 23 jun. 2026.

3. SOCIEDADE BRASILEIRA DE IMUNIZAÇÕES (SBIm). Calendário de vacinação SBIm: adulto. São Paulo: SBIm, 2025. Disponível em: Link. Acesso em: 23 jun. 2026.

4. BRASIL. Ministério da Saúde. Calendário nacional de vacinação. Brasília, DF: Ministério da Saúde, 2026. Disponível em: Link. Acesso em: 23 jun. 2026.

 

Cansaço e gripes frequentes? Médico alerta para impactos do inverno na saúde além das baixas temperaturas

Segundo o Dr. Octávio Guarçoni, referência em medicina estética no Brasil, a estação pode favorecer inflamações silenciosas, e impactar na qualidade de vida dos brasileiros.

 

Com a chegada do inverno, muitas pessoas percebem mudanças no próprio corpo. A disposição diminui, a prática de exercícios é deixada de lado com frequência, o consumo de alimentos calóricos cresce e até a qualidade do sono pode ser afetada. Embora esses comportamentos sejam comuns durante os períodos mais frios, eles podem ter reflexos importantes na saúde e contribuir para sintomas que vão além do desconforto causado pelas baixas temperaturas.

Segundo a revisão científicaEfeitos do exercício aeróbico na qualidade do sono, insônia e marcadores inflamatórios, publicada na National Library of Medicine, o exercício aeróbico é uma abordagem promissora para melhorar a qualidade do sono e reduzir a inflamação sistêmica. O estudo chama a atenção para um dos hábitos mais afetados durante o inverno que é a prática de atividade física, onde muitas pessoas passam a apresentar queixas relacionadas ao cansaço, à baixa imunidade e à indisposição. 

Para o Dr. Octávio Guarçoni, referência em medicina no Brasil, esses relatos podem estar relacionados a desequilíbrios que se desenvolvem de forma silenciosa no organismo. "O inverno favorece mudanças de comportamento que impactam diretamente a saúde. As pessoas tendem a se movimentar menos, beber menos água, consumir alimentos mais pesados e permanecer mais tempo em ambientes fechados. Quando esses fatores se acumulam, podem contribuir para processos inflamatórios e para alterações hormonais, metabólicas e intestinais", explica. 

À frente da Guarçoni Health Center, clínica com mais de 10 anos de atuação e referência em saúde integrada, o Doutor explica que os chamados “sintomas comuns” são justamente aqueles que costumam passar despercebidos. A indisposição, por exemplo, geralmente é atribuída ao clima mais frio, enquanto o inchaço é frequentemente associado aos excessos alimentares típicos da época. No entanto, quando esses sinais passam a fazer parte da rotina, é importante investigar suas causas e não apenas tratar os efeitos.

Além de impactarem no bem-estar, essas alterações costumam refletir diretamente na aparência. O aumento da retenção de líquidos, a sensação de ganho de peso e  a piora da qualidade da pele são algumas das queixas mais frequentes nos consultórios, especialmente durante os meses mais frios. 

Ainda segundo Guarçoni, o inverno também é um período que o público aproveita para investir em cuidados estéticos e tratamentos que auxiliam na recuperação da qualidade da pele e na melhora da autoestima. Entre os mais procurados estão os bioestimuladores de colágeno, laser, peeling, microagulhamento e tecnologias para rejuvenescimento, já que a menor exposição solar favorece a recuperação e reduz o risco de complicações pós-procedimento.

Para minimizar os impactos da estação, Dr. Octavio recomenda manter uma hidratação adequada, preservar a prática regular de exercícios físicos, priorizar uma alimentação equilibrada e buscar acompanhamento profissional sempre que sintomas como inchaço, fadiga, alterações na pele ou indisposição persistirem. "O frio pode influenciar o funcionamento do organismo, mas sinais recorrentes não devem ser normalizados. Muitas vezes, eles são a forma que o corpo encontra para mostrar que algo precisa ser investigado", conclui.


Copa do Mundo: como aproveitar a festa sem deixar a saúde no banco de reservas

Freepik
Especialistas alertam para os impactos da privação de sono, do excesso de álcool e da desidratação durante o período de jogos; equilíbrio é a chave para torcer sem comprometer o organismo 

 Com a maior parte dos jogos da Copa do Mundo acontecendo à noite no Brasil, muitos torcedores já se preparam para adaptar a rotina para acompanhar as partidas, reunir amigos e participar das comemorações. Mas, em meio à empolgação, especialistas alertam que noites mal dormidas, excesso de álcool e alimentação desregulada podem cobrar um preço alto do organismo ao longo das semanas de competição. 

A alteração frequente no horário de sono, por exemplo, pode causar cansaço, irritabilidade, dificuldade de concentração e queda no rendimento no trabalho e nos estudos. O impacto pode ser ainda maior quando a privação de sono se soma ao consumo excessivo de álcool, alimentos ultraprocessados e energéticos. A American Heart Association recomenda que adultos durmam, em média, entre sete e nove horas por noite, destacando que o descanso adequado está associado à melhora da imunidade, memória, humor e da saúde cardiovascular. 

“O sono tem papel fundamental na recuperação do organismo, no equilíbrio hormonal e também na resposta imunológica. Quando dormimos pouco ou em horários muito irregulares, o corpo sente rapidamente essa mudança”, afirma Luis Fernando Penna, gerente médico do pronto-atendimento do Hospital Sírio-Libanês. 

Segundo o especialista, o problema não está em acompanhar os jogos ou participar das confraternizações, mas nos excessos repetidos ao longo do torneio. “A Copa é um momento de lazer e convivência, e isso também faz parte da saúde. O importante é não transformar algumas noites diferentes em uma rotina constante de privação de sono, exagero no álcool e má alimentação”, diz. 

Além da redução do tempo de descanso, outro ponto de atenção é o aumento do consumo de bebidas alcoólicas, petiscos ricos em gordura e sódio e alimentos ultraprocessados durante as partidas. Embora comuns em encontros entre amigos, esses hábitos podem favorecer desidratação, mal-estar, piora do sono e sobrecarga cardiovascular. 

“Intercalar bebida alcoólica com água é uma estratégia simples, mas muito importante para reduzir desidratação e mal-estar no dia seguinte – melhor ainda seria evitar o consumo da bebida alcoólica por completo. É também importante evitar ficar muitas horas sem comer antes dos jogos e tentar incluir opções mais leves na alimentação”, orienta Penna. 

Frutas, castanhas, sanduíches naturais, carnes magras e saladas podem ajudar a equilibrar os tradicionais petiscos consumidos durante os jogos. A hidratação também merece atenção especial, principalmente entre pessoas com hipertensão, diabetes e doenças cardiovasculares. 

Outro cuidado importante envolve o consumo excessivo de café e energéticos para compensar noites mal dormidas. “A combinação de poucas horas de sono com álcool e estimulantes pode aumentar palpitações, ansiedade e piorar ainda mais a qualidade do sono”, explica o médico. 

O especialista explica que o próprio organismo costuma dar sinais de que algo não vai bem. Entre os sintomas mais comuns estão cansaço intenso, sonolência excessiva, dor de cabeça, irritabilidade, tontura, azia, náuseas e dificuldade para dormir mesmo após o fim dos jogos. 

Alguns sintomas, porém, exigem atenção imediata. “Dor no peito, falta de ar, desmaios, confusão mental e palpitações persistentes não devem ser ignorados, especialmente em pessoas que já possuem doenças crônicas”, alerta Penna. 

A saúde mental também merece cuidado durante a competição. Jogos decisivos costumam gerar ansiedade, tensão e frustração entre torcedores mais envolvidos emocionalmente. Para o médico, é importante lembrar que o esporte deve funcionar como momento de lazer, e não de sofrimento. 

“Fazer pausas, evitar discussões excessivas e respeitar os próprios limites ajudam a tornar a experiência mais saudável. A ideia é aproveitar a Copa sem deixar a saúde em segundo plano”, finaliza. 

Portanto, antes de maratonar os jogos da Copa, confira essas recomendações do especialista do Sírio-Libanês: 

Mantenha uma rotina mínima de sono - Mesmo com jogos à noite, tente preservar horas de descanso ao longo da semana para evitar cansaço, irritabilidade e queda de rendimento. 

Hidrate-se durante as partidas - Intercalar bebidas alcoólicas com água ajuda a reduzir desidratação, ressaca e mal-estar no dia seguinte. 

Evite exageros na alimentação e no álcool - Aproveite os momentos de confraternização com equilíbrio, evitando excesso de petiscos ultraprocessados, frituras e bebidas alcoólicas. 

Não abuse de café e energéticos - O consumo excessivo de estimulantes, especialmente junto com álcool, pode aumentar ansiedade, palpitações e prejudicar ainda mais o sono. 

Respeite os sinais do corpo - Cansaço intenso, tontura, falta de ar, palpitações e dores no peito são sinais de alerta e não devem ser ignorados. 



Hospital Sírio-Libanês
Saiba mais em nosso site: Link


Queda das temperaturas exige mais atenção com gripes e infecções respiratórias

Médico orienta sobre sintomas, prevenção do contágio e cuidados para evitar agravamento dos casos


O período de outono-inverno costuma aumentar a circulação de vírus respiratórios e favorecer casos de gripes, resfriados e outras infecções. Segundo especialistas, a maior permanência em ambientes fechados, muitas vezes com pouca ventilação, facilita a transmissão, especialmente em casas, escolas, locais de trabalho e espaços com maior concentração de pessoas.

 

O médico Ramiro Teixeira Hernandes, coordenador do Núcleo de Atenção à Saúde da Unimed Federação Nordeste Paulista, explica que é importante diferenciar os quadros respiratórios e observar a evolução dos sintomas. Ele acrescenta que as infecções podem ser causadas por vírus ou bactérias, e essa diferença interfere na conduta médica. “Se ela for bacteriana, nós vamos usar antibiótico. Se ela for viral, o tratamento segue outro protocolo”, afirma.

 

Hernandes alerta que o uso de medicamentos por conta própria pode não trazer o efeito esperado. Em muitos quadros virais, como resfriados comuns, os remédios ajudam a aliviar sintomas, como dor, febre, coriza ou mal-estar, mas não necessariamente encurtam o ciclo da doença.

 

Sintomas ajudam a orientar os cuidados


O resfriado costuma provocar sintomas mais localizados nas vias aéreas superiores, como coriza, nariz entupido, irritação na garganta e mal-estar leve. Já a gripe tende a ter manifestação mais intensa. “A gripe já é um estado mais intenso, com dor no corpo, prostração, dor na cabeça e às vezes febre”, afirma Hernandes.

 

As infecções respiratórias podem atingir nariz, garganta, amígdalas, faringe e seios da face. Quando chegam aos brônquios e pulmões, o risco de complicações aumenta. Nesses casos, podem ocorrer bronquites, pneumonias virais ou bacterianas e piora da capacidade respiratória.

 

A gravidade depende de uma combinação de fatores: o agente infeccioso, a carga de exposição, a condição imunológica e a saúde prévia de cada pessoa. Idosos, gestantes, crianças pequenas, pacientes com doenças cardíacas, diabetes, doença renal crônica, câncer, imunossupressão ou doenças respiratórias crônicas, como asma, bronquite e DPOC (Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica), estão entre os grupos que exigem maior atenção.

 

Segundo Hernandes, a evolução de cada caso depende do equilíbrio entre a capacidade de defesa do organismo e a agressividade do agente infeccioso.

 

Etiqueta respiratória reduz risco de transmissão


A prevenção não depende apenas de tratamento. Medidas simples de convivência ajudam a reduzir a circulação de vírus respiratórios. Entre as principais estão lavar as mãos com frequência, usar álcool 70% quando não houver água e sabão, evitar tocar olhos, nariz e boca com as mãos não higienizadas e cobrir nariz e boca ao tossir ou espirrar, preferencialmente com o antebraço ou lenço descartável.

 

Quando houver sintomas como tosse, coriza, febre, dor de garganta ou mal-estar, recomenda-se evitar contato próximo, reduzir a presença em aglomerações e permanecer em casa sempre que possível.

 

Para Hernandes, o uso de máscara por pessoas sintomáticas deve ser entendido como uma atitude de proteção coletiva. “A máscara, nesse caso, não é só para se proteger. É para proteger o outro.”

 

A ventilação dos ambientes também entra entre as medidas de prevenção. Mesmo nos dias frios, abrir portas e janelas, sempre que possível, ajuda a reduzir a permanência de partículas respiratórias no ar e o risco de transmissão.

 

Atenção maior dentro de casa


O cuidado deve ser redobrado em casas onde vivem idosos, gestantes, bebês, pessoas imunossuprimidas ou pacientes com doenças crônicas. Crianças e adultos jovens podem apresentar sintomas leves, mas transmitir o vírus para pessoas mais vulneráveis.

 

Segundo Hernandes, este é um ponto importante de consciência familiar. Uma infecção simples para uma pessoa saudável pode ter evolução mais grave em quem tem menor reserva imunológica ou respiratória. “Às vezes, a criança tem uma virose leve, volta da escola e vai beijar a avó. Para ela, pode não ser nada. Para a avó, pode ser grave”, alerta.

 

Nessas situações, recomenda-se evitar beijos, abraços e o compartilhamento de copos, talheres, garrafas e toalhas durante o período sintomático. Se o contato for inevitável, o uso de máscara e a ventilação do ambiente ajudam a reduzir o risco de contágio.

 

Quando procurar atendimento


Muitos quadros respiratórios são leves e melhoram em poucos dias. No entanto, alguns sinais exigem avaliação médica: febre persistente, falta de ar, chiado intenso, dor no peito, confusão mental, lábios arroxeados, desidratação, queda importante do estado geral ou piora progressiva.

 

Em idosos, crianças pequenas, gestantes e pessoas com doenças crônicas, a busca por atendimento deve ocorrer com mais cautela, especialmente quando os sintomas evoluem rapidamente ou não melhoram.

 

A tosse prolongada deve ser observada, principalmente quando persiste por vários dias ou aparece associada a febre, secreção intensa, falta de ar ou piora do estado geral. O médico explica que a tosse não é uma doença em si, mas uma resposta do organismo a alguma irritação das vias aéreas.

 

Para reduzir riscos no período de frio, a orientação é combinar atenção aos sintomas, evitar automedicação, procurar atendimento quando necessário e adotar medidas para não transmitir a infecção.

 

Prevenção depende de atitude individual e coletiva


Hernandes avalia que o enfrentamento das infecções respiratórias nesta fase do ano depende também de comportamento responsável. Não se trata apenas de evitar o próprio adoecimento, mas de proteger quem está ao redor.

 

Em períodos de maior circulação viral, decisões simples podem reduzir contágios: não ir ao trabalho, à escola ou a encontros quando estiver com sintomas intensos, usar máscara se precisar sair, manter ambientes ventilados, higienizar as mãos, evitar contato próximo com pessoas vulneráveis e manter a vacinação em dia.

 

“A vacina é importante para a própria pessoa e para a família. Quando muita gente se vacina, diminui também a circulação dos agentes infecciosos”, afirma Hernandes.

 

O alerta principal é que gripes, resfriados e outros quadros respiratórios não devem ser tratados com descuido. Na maioria das vezes, os sintomas são leves. Mas, para parte da população, podem representar risco de complicações.

 

Para reduzir esse risco, a prevenção deve combinar vacinação, hábitos saudáveis, atenção aos sintomas e medidas para diminuir a transmissão, especialmente em períodos de maior circulação viral. 

 

Unimed Nordeste Paulista – Federação Intrafederativa das Cooperativas Médicas - UFENESP


Risco de infarto aumenta no frio? Sim! Entenda os cuidados necessários

divulgação
Entenda como o frio afeta a circulação sanguínea, quem está mais vulnerável e quais hábitos podem reduzir os riscos.

 

Com a chegada do inverno, é comum ouvirmos falar no aumento de casos de gripes, resfriados e outras doenças respiratórias. O que muitos desconhecem é que as temperaturas mais baixas também representam um risco maior para o coração.¹ 

Apesar de não ser uma associação imediata para a maioria das pessoas, o clima frio impõe desafios importantes ao sistema cardiovascular. Por exemplo, os casos de infarto se tornam mais frequentes no frio, e entender o motivo disso é essencial para a prevenção e o cuidado com a saúde cardiovascular.1-4

 

Como o frio afeta a saúde do coração

Doenças cardiovasculares, que incluem infarto e acidentes vasculares cerebrais (AVC), são a principal causa de morte no mundo, sendo responsáveis por cerca de 17,9 milhões de óbitos anuais. Dessas mortes, cerca de quatro a cada cinco são provocadas por ataques cardíacos e derrames, e um terço ocorre de forma prematura, em pessoas com menos de 70 anos.² 

Os infartos podem acontecer em qualquer época do ano, mas há um risco aumentado durante os meses mais frios. O ar frio e seco pode causar espasmos nos brônquios, dificultando a respiração, principalmente em pessoas com asma.3 

Além disso, mudanças na pressão atmosférica, baixa umidade, vento forte e temperaturas frias ativam o sistema nervoso e promovem a contração dos vasos sanguíneos, aumentando a viscosidade do sangue.³

A trombose venosa profunda (TVP), por exemplo, é mais comum nesse período, com estudos indicando que uma queda de 10 milibares na pressão atmosférica está associada a um aumento de 2,1% no risco relativo de TVP.4 

Para quem já tem algum problema no coração, respirar ar frio pode causar dor torácica. Em temperaturas baixas, os vasos se contraem, elevando a pressão arterial e sobrecarregando o coração, que precisa trabalhar mais para manter a temperatura corporal. Se a pessoa não estiver bem agasalhada, a perda de calor pode levar à hipotermia e comprometer o funcionamento do músculo cardíaco.3-4 

“Para pessoas com o coração saudável e artérias desobstruídas, inalar o ar frio significa um aumento saudável do fluxo sanguíneo para o coração, o que ajuda a bombear mais sangue para manter os órgãos vitais aquecidos. Porém, em pacientes com artérias bloqueadas, o ar frio causa uma redução do fluxo sanguíneo nas artérias coronárias, levando a uma irrigação menor e possível dano ao coração”, explica o Dr. Jairo Lins Borges (CRM 46.977), cardiologista e professor da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP).

 

Correlação entre frio e infartos

Há um conjunto de explicações para o aumento dos infartos nos meses frios. Uma delas tem a ver com o sistema nervoso simpático, aquele que prepara o corpo para emergências. 

Em baixas temperaturas, esse sistema é ativado, aumentando a secreção de catecolaminas, neurotransmissores e hormônios essenciais como a adrenalina (epinefrina), noradrenalina (norepinefrina) e dopamina. Essas substâncias elevam a pressão arterial.4 

Além disso, há uma redução significativa nos níveis de vitamina D durante o outono e o inverno, e essa deficiência está associada a um risco cardiovascular mais elevado.4 

Outro motivo é a tendência de aumento da quantidade de colesterol presente no sangue no inverno, motivada pela maior ingestão de calorias por conta do frio. Ao mesmo tempo, os níveis de atividade física costumam cair. Isso favorece o surgimento ou agravamento de fatores de risco para problemas cardiovasculares4. 

Durante o inverno, o organismo também tende a produzir mais substâncias que facilitam a formação de coágulos, o que significa que o sangue pode se tornar mais “espesso”, favorecendo entupimentos nos vasos sanguíneos, o que pode levar a infartos ou AVCs.4 

Por fim, há ainda a questão ambiental. A concentração de poluentes, como o material particulado, costuma ser mais alta no inverno, e mesmo uma exposição pequena à fumaça passiva pode acelerar o acúmulo de placas de colesterol nas paredes das artérias, levando à obstrução e aumento de risco para infartos.4

 

Vírus podem causar ataques do coração?

Descobertas recentes mostram que vírus respiratórios também podem ser gatilhos para infartos e AVC, especialmente em pessoas já vulneráveis.5 

Uma meta-análise publicada na revista Cardiovascular Research avaliou mais de 11 mil estudos e identificou que a gripe e a Covid-19 estão entre os principais vírus relacionados a esses eventos.5 

Acredita-se que o mecanismo envolvido é a inflamação provocada pelo vírus, que pode induzir ao acúmulo de placa de colesterol nos vasos sanguíneos.5 “Bloqueadas, as artérias podem desenvolver coágulos que, uma vez soltos na corrente sanguínea, podem ocasionar novos bloqueios em vasos ligados ao coração ou ao cérebro. Esse processo tem chances de levar a um ataque cardíaco ou um AVC”, explica o Dr. Borges. 

Segundo o estudo, uma gripe aumenta em 5,4 vezes o risco de infarto e em 4,7 vezes o risco de AVC. A janela de risco é maior nos primeiros dias ou semanas após a infecção. A Covid-19 também pode ter efeito semelhante, mas faltam dados para estimar com precisão.5 

Outros vírus, como o sincicial respiratório (VSR), enterovírus e citomegalovírus, também foram associados, embora com ligações menos evidentes.5

 

Como prevenir infartos no inverno

“Se você tem uma condição cardíaca, é muito importante se manter aquecido no inverno. Mas o fundamental, é claro, é ter hábitos saudáveis durante todo o ano. Além de reduzir os riscos trazidos pelo frio, isso faz bem para a saúde do coração no longo prazo, independentemente da estação do ano”, orienta o Dr. Borges. 

Entre os principais fatores comportamentais de risco estão a alimentação não-saudável, o sedentarismo, o tabagismo e o consumo excessivo de álcool. A exposição à poluição também influencia negativamente.2-3 

Outro ponto importante é a vacinação. A imunização contra a gripe pode reduzir o risco de infarto ou AVC, principalmente em pessoas com doenças cardíacas.5 

Adotar um estilo de vida saudável e cuidar de condições pré-existentes fazem toda a diferença para a saúde do coração nas estações frias.3

 

Libbs
www.libbs.com.br
 

 

Referências

  1. Brasil. Ministério da Saúde. Inverno aumenta risco de doenças respiratórias. Disponível em: Link Acesso em 17 Jun 2026.
  2. World Health Organization. Cardiovascular diseases. Disponível em: Link Acesso em 17 Jun 2026.
  3. Brown University Health Cardiovascular Institute. Chest Pain in Cold Weather vs. Winter Heart Attack. Disponível em: Link Acesso em 06 ago.2025.
  4. Fares A. Winter cardiovascular diseases phenomenon. N Am J Med Sci. 2013 Apr;5(4):266-79.
  5. Nguyen TQ, Vlasenko D, Shetty AN, Zhao E, Reid CM, Clothier HJ, Buttery JP. Systematic review and metaanalysis of respiratory viral triggers for acute myocardial infarction and stroke. Cardiovasc Res. 2025 Aug 14;121(9):1330-1344

Informações não referenciadas correspondem à opinião ou prática clínica do profissional de saúde entrevistado.


Meio Ambiente: Poluição é a quarta causa de doenças e mortes no mundo

Especialista da Inspirali reforça que plano para reduzir a poluição é de extrema necessidade para a saúde mundial 

 

O quanto a poluição do ar faz mal para a saúde é um assunto que deveria estar mais frequente no cotidiano da população. Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), em diversos países, o nível de poluição do ar está acima do considerado aceitável. Segundo pesquisa realizada recentemente pela Organização, apenas 13 países no mundo respiram um ar seguro estando o Brasil em uma posição de risco, em 93º colocado, com 5 pontos acima do limite considerado seguro de até 5 microgramas de partículas por metro cúbico de ar. 

Segundo o Dr. Evaldo Stanislau, médico infectologista e professor na Universidade São Judas, integrante da Inspirali, ecossistema que atua na gestão de 15 escolas médicas em diversas regiões do Brasil, a poluição do ar é a quarta causa de doenças e mortes no mundo com uma estimativa de quase 7 milhões de mortes ao ano. “Entre as doenças cardiovasculares, cerca de 19% das mortes estão ligadas à poluição, o que aumenta o risco de eventos cardíacos como infarto, derrame e morte súbita”, complementa o médico. 

Dr. Evaldo explica que na área respiratória, a poluição eleva o risco de doença pulmonar obstrutiva crônica, asma, câncer de pulmão e infecções pulmonares. “Além disso, temos condições neurológicas como o risco de demência, piora do diabetes, piora da função dos rins, alergia e cânceres, como pulmões e bexiga”. 

Com impactos devastadores para a população, a poluição é tratada como um problema de saúde pública global e está presente nas principais rodas de conversas ambientais e de saúde em todo o planeta. “Todo e qualquer esforço para reduzir a poluição é absolutamente necessário e literalmente vital”, finaliza Stanislau.


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