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terça-feira, 1 de setembro de 2026

Carreiras não lineares: o mercado mudou ou mudaram as competências que geram valor?


Por muito tempo, construir uma carreira de sucesso significava seguir um caminho relativamente previsível: estudar, ingressar em uma empresa, crescer gradativamente na hierarquia e, ao final da trajetória, aposentar-se após décadas de dedicação à mesma organização ou ao mesmo setor. Hoje, por mais que esse modelo não esteja errado, deixou de ser a única alternativa para a progressão profissional. 

O ambiente de negócios se torna cada vez mais complexo, especialmente em decorrência dos impactos dos avanços tecnológicos, que transformaram, praticamente, todas as profissões e os desafios que as organizações enfrentam diariamente. O relatório “Future of Jobs 2025”, do Fórum Econômico Mundial, comprova este cenário: segundo seus dados, 59% da força de trabalho mundial precisará passar por requalificação ou aprimoramento de competências até 2030. 

Nesse contexto, a discussão sobre carreiras lineares ou não lineares ganha espaço. Mas, ao invés de questionarmos qual caminho tende a ser mais benéfico, a pergunta central deveria ser: quais competências tornam um profissional relevante em um mundo de mudanças constantes? 

Dentre as respostas essenciais para esse ponto, o conhecimento continua sendo extremamente importante, mas já não é suficiente. Isso porque, durante décadas, as empresas buscavam profissionais que já tivessem enfrentado um determinado desafio, partindo de um raciocínio simples: quem já fez, tende a repetir o sucesso. Hoje, boa parte dos desafios corporativos não possui precedentes. 

Usando o caso da inteligência artificial, como exemplo: qual a melhor forma de incorporá-la aos processos de negócio? Em relação às diferentes gerações trabalhando juntas nos ambientes corporativos, como liderar equipes diversas nesse sentido, mantendo a satisfação e produtividade de todos? Pensando nos constantes avanços tecnológicos, como as empresas podem acelerar uma transformação digital, sem perder eficiência operacional? E, considerando todos esses fatores juntos, como podem desenvolver novos modelos de negócio diante de mudanças tão rápidas? 

Não existe um manual para todas essas perguntas, muito menos uma regra que poderia ser seguida por todas as organizações. Por isso, muitas empresas passaram a valorizar não apenas a experiência acumulada, mas a capacidade de aprender, adaptar-se e construir soluções em ambientes de incerteza – fazendo com que o diferencial competitivo deixasse de ser apenas "o que o profissional sabe", e passasse a incluir "a velocidade com que ele consegue aprender algo novo e transformar esse conhecimento em resultado". 

A adaptabilidade também se tornou um ativo estratégico do mercado atual. Por mais que a experiência anterior continue sendo importante, competências como aprendizagem contínua, pensamento crítico, influência, inteligência emocional, resiliência e leitura de contexto passaram a exercer um papel decisivo, de forma que tenham times capazes de navegar diante de cenários imprevisíveis, que não possuem um caminho claramente definido. Unir profundidade técnica com visão ampla de negócios é o que tende a ser cada vez mais valorizado. 

Neste cenário, profissionais que atuaram em diferentes setores, lideraram projetos distintos, viveram culturas organizacionais variadas ou assumiram desafios fora da zona de conforto, costumam desenvolver um repertório mais amplo para resolver problemas complexos. Não porque mudaram mais de empresa, mas porque aprenderam a se adaptar a novos contextos – o que facilita a compreensão do porquê trajetórias diversas passaram a ser mais valorizadas. 

Essa transformação também altera a forma como enxergamos a liderança. Enquanto, no passado, esperava-se que o líder tivesse as respostas prontas para todas as ocasiões, hoje, é desejado que tenha a capacidade de desenvolver pessoas que encontrem respostas para problemas que ainda nem existem. Isso, na prática, exige criar ambientes de aprendizagem contínua, incentivar a experimentação responsável, promover a colaboração entre áreas e estimular a autonomia. Mais do que gerir equipes, liderar passa a significar desenvolver a capacidade adaptativa da organização. 

Nesse cenário, o RH assume um papel ainda mais estratégico. Sua responsabilidade vai além de preencher vagas ou estruturar programas de treinamento, devendo criar mecanismos que acelerem o desenvolvimento organizacional por meio de mobilidade interna, job rotation, projetos multidisciplinares, mentorias, comunidades de prática e iniciativas que ampliem a troca de conhecimento entre diferentes áreas. 

No fim, o mercado não recompensa quem muda mais de empresa, nem quem permanece mais tempo em uma única organização. Da mesma forma que profissionais que permanecem muitos anos em uma organização continuam construindo trajetórias extraordinárias quando mantêm curiosidade, ampliam responsabilidades e seguem aprendendo; carreiras não lineares podem gerar vantagem competitiva quando cada mudança representa evolução, desenvolvimento e ampliação de repertório. 

Em um mundo marcado pela transformação tecnológica e pela imprevisibilidade dos negócios, talvez a principal competência profissional não seja dominar todas as respostas, mas a capacidade de aprender continuamente, adaptar-se rapidamente e liderar com confiança, mesmo quando o caminho ainda está sendo construído. 

  

Thiago Xavier - headhunter e sócio da Wide Executive Search, boutique de recrutamento executivo focado em posições de alta e média gestão.

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7 motivos para escolher Los Cabos como destino das suas próximas férias

Praias paradisíacas faz parte do pacote Los Cabos! 
 
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Destino mexicano reúne paisagens únicas, hotéis reconhecidos internacionalmente, gastronomia premiada e experiências que vão da aventura ao bem-estar


Escolher o destino das próximas férias nem sempre é uma tarefa simples. Praia ou montanha? Descanso ou aventura? Gastronomia, natureza ou vida noturna? Em Los Cabos, no México, não é preciso optar por apenas uma dessas experiências.

Localizado no extremo sul da Península da Baixa Califórnia, onde o Oceano Pacífico encontra o Mar de Cortés, o destino reúne Cabo San Lucas, San José del Cabo e um corredor turístico que conecta as duas cidades. Em uma mesma viagem, é possível navegar ao pôr do sol, conhecer paisagens desérticas, experimentar menus reconhecidos pelo Guia Michelin, hospedar-se em alguns dos melhores hotéis do México e ainda reservar tempo para spas, galerias de arte, golfe e contato com a natureza. 

Confira sete motivos para colocar Los Cabos na lista das próximas férias.


1. Uma paisagem que só existe ali

Poucos destinos reúnem mar, deserto e montanhas em um mesmo cenário. Essa combinação acompanha o viajante durante praticamente toda a viagem e transforma até os deslocamentos em parte da experiência.

O principal cartão-postal é o Arco de Los Cabos, formação rochosa localizada no encontro entre o Oceano Pacífico e o Mar de Cortés. A região pode ser conhecida em passeios de barco, caiaque, stand-up paddle ou em navegações ao pôr do sol.

Com cerca de 350 dias de sol por ano, Los Cabos também permite aproveitar boa parte dessas experiências em diferentes épocas.


2. Aventuras dentro, sobre e ao redor do mar

O Mar de Cortés, chamado pelo explorador Jacques Cousteau de “aquário do mundo”, concentra uma extraordinária biodiversidade marinha. Mergulho, snorkel, pesca esportiva, vela, surfe e passeios de barco estão entre as atividades disponíveis.

Em determinadas épocas do ano, a observação de baleias se torna uma das experiências mais emblemáticas da viagem. Para quem prefere permanecer em terra firme, as opções incluem trilhas, passeios pelo deserto, experiências em veículos off-road e cavalgadas com o mar ao fundo.


3. Gastronomia que também conta a história do destino

Em Los Cabos, a gastronomia vai muito além dos tradicionais tacos e margaritas. A cozinha local combina ingredientes mexicanos, pescados e frutos do mar do Pacífico e do Mar de Cortés, além de produtos cultivados em fazendas orgânicas da região.

O movimento farm-to-table, que aproxima os restaurantes dos produtores locais, tornou-se uma das marcas do destino. Muitos estabelecimentos mantêm hortas próprias, trabalham com menus sazonais e valorizam ingredientes frescos e práticas mais sustentáveis.

A cena gastronômica ganhou ainda mais projeção com a chegada do Guia Michelin ao México. Restaurantes como Cocina de Autor, Acre e Nicksan ajudam a mostrar a diversidade da culinária encontrada em Los Cabos, que vai de experiências autorais a refeições descontraídas à beira-mar.


4. Hotéis que fazem parte da viagem

A hotelaria é uma das grandes atrações de Los Cabos. O destino reúne resorts de luxo, hotéis boutique, propriedades exclusivas para adultos, opções para famílias e empreendimentos com sistema all-inclusive.

Nomes como Waldorf Astoria, Montage, Zadún, Viceroy, Esperanza, Chileno Bay, Grand Velas e Hotel El Ganzo estão entre as propriedades que ajudam a consolidar a região como referência internacional em hospitalidade.

Mais do que lugares para dormir, muitos hotéis funcionam como destinos em si mesmos, com praias reservadas, piscinas de frente para o mar, restaurantes comandados por chefs reconhecidos, spas e experiências personalizadas.


5. Descanso e bem-estar em outro ritmo

Los Cabos também é um convite para desacelerar. A combinação entre silêncio, paisagem desértica e proximidade com o mar criou um ambiente especialmente favorável para experiências de bem-estar.

Os viajantes encontram spas premiados, tratamentos inspirados em tradições mexicanas, aulas de ioga, meditação, terapias realizadas ao ar livre e programas voltados à reconexão com a natureza.

Até mesmo quem escolhe uma programação mais intensa pode reservar parte da viagem para contemplar o pôr do sol, aproveitar uma praia tranquila ou simplesmente passar algumas horas à beira da piscina.


6. Diferentes viagens em um mesmo destino

Los Cabos consegue assumir personalidades bastante diferentes. Cabo San Lucas concentra praias, marina, restaurantes, compras e uma vida noturna mais movimentada. San José del Cabo preserva um ritmo mais tranquilo, com arquitetura colonial, galerias de arte, restaurantes e ruas que convidam a caminhar sem pressa.

O corredor turístico entre as duas cidades concentra hotéis, praias e alguns dos campos de golfe mais reconhecidos da região, muitos deles desenhados por nomes importantes do esporte e cercados por paisagens que unem o azul do mar aos tons do deserto.

Essa diversidade faz com que o destino funcione para viagens românticas, férias em família, grupos de amigos, celebrações especiais ou simplesmente alguns dias de descanso.


7. Está mais perto do Brasil do que parece

A conectividade aérea tornou a viagem mais acessível para os brasileiros. A rota entre a Cidade do Panamá e Los Cabos, operada três vezes por semana, permite chegar ao destino por meio do Hub das Américas, com conexões a partir de diferentes cidades brasileiras e de outros países da América Latina.

O voo entre o Panamá e Los Cabos dura cerca de cinco horas. Com uma única conexão, o viajante brasileiro pode sair do país e chegar a um cenário onde o deserto encontra dois mares — sem precisar passar pelos Estados Unidos.


Para ficar de olho: a natureza também é protagonista

Em Los Cabos, a natureza vai muito além da paisagem. Localizado entre o Oceano Pacífico e o Mar de Cortés, o destino reúne ambientes marinhos, desérticos, montanhosos e costeiros que abrigam uma biodiversidade singular.

Dependendo da época do ano, o visitante pode observar baleias, golfinhos, raias, leões-marinhos e tartarugas, além de diferentes espécies de aves residentes e migratórias. No Estuário de San José del Cabo, área natural protegida localizada em meio à cidade, é possível conhecer um lado mais tranquilo da região e observar aves em seu habitat natural.

O destino também desenvolve iniciativas de conservação, como programas de proteção das tartarugas marinhas. Realizadas por operadores autorizados, algumas experiências permitem que os viajantes conheçam esse trabalho e se aproximem da vida selvagem de forma responsável.

É mais uma razão para visitar Los Cabos com tempo e atenção: no encontro entre o deserto e o mar, a natureza não é apenas cenário, mas parte essencial da viagem.

Com experiências para diferentes perfis e momentos, Los Cabos permite combinar aventura, descanso, gastronomia, natureza e sofisticação em uma única viagem. Talvez esse seja o principal motivo para escolhê-lo nas próximas férias: não é necessário decidir que tipo de viagem fazer antes de chegar.

 

Sobre Los Cabos


Localizado na ponta da península da Baja Califórnia, com cerca de 1.600 quilômetros de extensão, Los Cabos é um dos destinos turísticos mais diversos do mundo. Emoldurado pela paisagem única onde o deserto encontra as montanhas da Sierra de la Laguna e as águas do Oceano Pacífico e do Mar de Cortés, o destino reúne resorts premiados, experiências inovadoras de bem-estar e uma gastronomia reconhecida internacionalmente, considerada entre as melhores do mundo. Sua crescente oferta de campos de golfe de padrão internacional, spas de excelência, renomados torneios de pesca esportiva e uma moderna infraestrutura para eventos e convenções reforçam o posicionamento de Los Cabos como um dos principais destinos de luxo do cenário global. Mais informações sobre Los Cabos podem ser encontradas no https://www.visitaloscabos.travel/.

- Instagram: https://www.instagram.com/visitloscabos_br/
- Twitter: https://twitter.com/VisitaLosCabos
- Facebook: https://www.facebook.com/VisitaLosCabos

 

Corrupção é notícia velha, infelizmente


Casos de corrupção, lamentavelmente, não são novidade. Há décadas, relatos dessa natureza ocupam e recheiam as páginas dos jornais, a ponto de o escândalo deixar de surpreender e se aproximar da lógica do “homem mordendo o cachorro”, e não do “cachorro mordendo o homem”, como na conhecida metáfora jornalística sobre aquilo que é ou não notícia. Em seu sentido mais amplo, porém, a corrupção é muito mais antiga do que os escândalos políticos que diariamente estampam as manchetes e acompanha a própria história das relações de poder e da administração pública.

Na carta que entrou para os livros de história da arte como marco inicial da literatura de informação no Brasil e como um dos primeiros registros de favorecimento pessoal na administração pública, Pero Vaz de Caminha intercede por um parente, Jorge de Osório, ao solicitar ao rei de Portugal a graça de permitir seu retorno, após ter sido degredado para a Ilha de São Tomé. Na literatura, a carta também se tornou um importante objeto de reflexão sobre a ganância, a busca pelo poder e a capacidade de agentes políticos de ultrapassar limites éticos para atender a interesses pessoais.

Com a proximidade de novas eleições, personagens inesquecíveis saltam das páginas dos livros para os palcos, as telas e, muitas vezes, para a própria realidade. Em O Tempo e o Vento, clássico de Érico Veríssimo, a expressão “criam-se dificuldades para vender facilidades” já sintetizava uma prática atribuída a agentes públicos, revelando como a literatura, ao longo do tempo, também se tornou espaço de reflexão sobre os mecanismos de poder e as relações entre política e interesses pessoais.

Odorico Paraguaçu decidiu preterir sua maior ambição (inaugurar o cemitério de Sucupira) para não prejudicar o faturamento de sua fábrica de azeite de dendê. “Um defunto de primeira qualidade” (de um funcionário que caíra num tonel do produto e morreu) que não pôde ser sepultado. Nesse caso, foi um personagem saído das telas e dos palcos para as páginas de “Sucupira, ame-a ou deixe-a”, que reúne contos baseados em episódios da novela e da série televisiva “O bem-amado”, de Dias Gomes.

“O melhor do Brasil é o brasileiro”, diz a sabedoria popular. Embora frequentemente atribuída a Câmara Cascudo, essa máxima tornou-se de domínio público e, acredito, o saudoso folclorista não teria feito nenhuma objeção quanto à autoria.

Os brasileiros fazem piada inclusive com esse autoelogio naquela historieta sobre a criação do Brasil, em que Deus, tendo abençoado o país com inumeráveis belezas naturais, responde a um anjo que pergunta sobre a razão de tamanho privilégio: "Espere para ver o povinho que vou colocar lá”.

Contudo, traz esperança que, a despeito “de perder um amigo, mas não uma piada” e de enfrentar as adversidades com bom humor, milhões de brasileiros honestos dão muitas mostras de indignação contra a corrupção e a bandidagem. Não é só brincadeira.

 

André Luiz Nakamura - advogado, tem mais de duas décadas de experiência no serviço público e é autor da trilogia literária “Espíritos Vadios”.


Escala 5x2 pode aumentar o custo da folha. Entenda o que entra nessa conta

 

Freepik

Redução da jornada pode exigir contratação, horas extras ou reorganização da operação

 

A possível adoção de uma jornada de trabalho de 40 horas semanais, com dois dias de descanso, tem colocado uma dúvida importante para as empresas: quanto uma mudança para a escala 5x2 pode aumentar o custo da folha de pagamento? A resposta não cabe em um único percentual.

Segundo estudo do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), o fim da escala 6x1 elevaria em 7,84% o custo da mão de obra no país. A estimativa considera trabalhadores formais, contratados pela CLT (Consolidação das Leis do Trabalho), e uma redução da jornada de 44 para 40 horas semanais, sem redução salarial. Na prática, porém, isso não significa que toda empresa terá um aumento de 7,84% na folha.

O impacto depende de como cada negócio vai compensar as horas que deixarão de ser trabalhadas: com contratação de funcionários, pagamento de horas extras, reorganização de turnos, redistribuição de tarefas, aumento de produtividade ou até mudança no horário de funcionamento.

“Esse impacto vai depender muito da operação. Há empresas que conseguirão reorganizar horários e processos sem aumentar o quadro. Outras, principalmente as que precisam manter funcionamento contínuo ou atendimento durante muitos dias e horários, poderão precisar contratar mais pessoas ou aumentar o volume de horas extras”, explica Marcel Zangiácomo, advogado trabalhista e sócio do escritório Galvão Villani, Navarro, Zangiácomo e Bardella Advogados.


5x2 aumenta o custo da hora trabalhada?

O primeiro efeito é matemático. Se o funcionário passa de 44 para 40 horas semanais, mas continua recebendo o mesmo salário, a empresa passa a pagar o mesmo valor por uma quantidade menor de horas trabalhadas.

Imagine, por exemplo, um funcionário que recebe R$ 2.500 por mês. Na jornada de 44 horas semanais, considerando o divisor de 220 horas mensais, cada hora trabalhada custa aproximadamente R$ 11,36.

Se a jornada cair para 40 horas semanais, com divisor de 200 horas e manutenção do salário de R$ 2.500, o custo da hora passa para R$ 12,50.

Isso representa um aumento de aproximadamente 10% no custo da hora trabalhada, mesmo sem qualquer aumento salarial.

Claudia Securato, advogada trabalhista e sócia do escritório Securato Advogadas, ressalta, porém, que esse aumento não deve ser confundido com um aumento automático de 10% na folha.

“O 7,84% é uma estimativa média para o custo do trabalho, mas não significa que toda empresa terá esse mesmo aumento na folha. Na prática, isso depende muito da atividade”, afirma.

A diferença está justamente no que a empresa fará com as horas que deixarão de ser trabalhadas.


Como organizar a escala?

O aumento do custo da hora trabalhada não significa, necessariamente, que a empresa terá de contratar novos funcionários. “Antes de pensar em novas contratações, a empresa pode reorganizar escalas, horários e processos e buscar ganhos de produtividade”, explica Claudia.

A contratação adicional tende a ser mais necessária em atividades nas quais existe uma quantidade mínima de pessoas que precisa estar presente durante todo o período de funcionamento, avalia Zangiácomo.

“Quanto mais a operação depender de presença física contínua, maior tende a ser a dificuldade de absorver a redução da jornada apenas com reorganização”, diz o advogado.


Restaurante precisou contratar, mas reduziu freelancers

A experiência da Hamburgueria Seven Kings Burgers N’Beers mostra como essa conta pode funcionar na prática.

A empresa tem três lojas e começou a implementar a escala 5x2 em junho de 2025, na unidade de Moema, em São Paulo. Em abril de 2026, o modelo chegou aos estabelecimentos de Santos e Perdizes.

Antes da mudança, Moema já tinha uma espécie de escala híbrida. Em uma semana, parte da equipe trabalhava 6x1; na outra, parte conseguia ter dois dias de folga. Na época, o restaurante não abria às segundas-feiras e funcionava em meio período aos domingos, o que ajudava na organização das folgas.

LEIA TAMBÉM: Jornada de 40 horas pode elevar custo do comércio paulistano em R$ 2,3 bilhões por ano

Para adotar a escala 5x2 todas as semanas para todos os funcionários, mantendo a operação ativa de forma saudável, a rede decidiu começar a abrir também às segundas-feiras.

Na primeira unidade, foi possível organizar as escalas com a própria equipe, sem elevar a folha de pagamento. Já nas unidades de Santos e Perdizes, a mudança exigiu novas contratações para as equipes de cozinha e salão.

LEIA TAMBÉM: Com fim da 6x1, restaurantes esperam gasto extra com pessoal e alta de até 8% no cardápio

Por outro lado, segundo Fernando Russell, sócio da Seven Kings, a empresa reduziu o número de freelancers utilizados nos fins de semana.

Ou seja: o quadro fixo aumentou, mas uma parte do custo com trabalhadores utilizados pontualmente diminuiu.

A experiência de Moema também influenciou a expansão do modelo. Segundo Russell, depois da mudança, o faturamento e o lucro da unidade aumentaram. Com o resultado considerado positivo, a empresa levou a escala para as outras duas lojas.

LEIA TAMBÉM: Turismo estima perda de R$ 165 milhões por ano com jornada de 40 horas semanais

Hoje, as folgas são concentradas entre domingo e quinta-feira, enquanto sexta-feira e sábado, dias de maior movimento, contam com toda a equipe. A empresa passou a abrir todos os dias.

O caso mostra que uma mudança para o 5x2 não precisa necessariamente resultar apenas em aumento de despesas. Dependendo do negócio, a empresa pode reorganizar a operação, ampliar o período de funcionamento e gerar receita adicional.

Mas essa possibilidade não existe para todas as empresas.


Contratar ou pagar horas extras: o que pode sair mais caro?

Quando a reorganização da operação não é suficiente para compensar a redução da jornada de trabalho, surge outra decisão: contratar mais pessoas ou manter a equipe atual com horas extras?

Não existe uma resposta única.

Se a necessidade de trabalho adicional for pequena ou eventual, as horas extras podem fazer sentido. Mas, quando a demanda passa a ser permanente e relevante, redimensionar a equipe pode ser mais econômico e operacionalmente adequado.

“A hora extra pode ser uma solução mais simples no curto prazo, mas, se passar a ser utilizada de forma habitual, pode acabar sendo mais cara do que redimensionar a equipe”, explica Claudia.

Para fazer essa comparação, não basta olhar apenas para o salário de um novo funcionário. É preciso colocar na conta os encargos e benefícios dessa contratação e, do outro lado, o custo das horas extras e seus reflexos.


O que entra no custo de um funcionário?

A conta também não termina no salário.

Para saber quanto a mudança de jornada pode representar para a empresa, é preciso considerar o custo total daquele posto de trabalho.

Entre os itens que devem entrar na simulação, estão:

- INSS patronal;

- FGTS;

- 13º salário;

- Férias acrescidas de um terço;

- RAT;

- Contribuições destinadas a terceiros;

- Benefícios;

- Horas extras;

- Adicionais previstos na legislação; e

- Adicionais e outras condições estabelecidas em normas coletivas.

“Não adianta olhar apenas para o salário do empregado. Para entender o impacto de verdade, é preciso olhar para o custo total daquele posto de trabalho”, afirma Claudia.

Zangiácomo acrescenta que a norma coletiva aplicável à categoria também precisa ser considerada. Algumas atividades podem ter regras específicas para horas extras, trabalho em determinados dias e outros adicionais.


VR, VT e plano de saúde devem entrar no cálculo

Vale-refeição, vale-transporte, plano de saúde e outros benefícios também precisam ser considerados.

Alguns custos estão relacionados diretamente aos dias trabalhados. Se o funcionário passar a trabalhar um dia a menos, pode haver alguma redução.

Por outro lado, se a empresa precisar contratar outro trabalhador para cobrir as horas que deixaram de ser trabalhadas, parte dessa economia pode desaparecer.

“Comparar apenas o salário de um empregado atual com o salário de uma nova contratação pode levar a uma conclusão equivocada, porque o custo efetivo da mão de obra é significativamente maior do que o valor nominal recebido pelo trabalhador”, afirma Zangiácomo.

Plano de saúde, seguro e determinados benefícios, por exemplo, são normalmente pagos por empregado e não por dia trabalhado. Assim, uma eventual economia com um trabalhador pode ser superada pelo custo de uma nova contratação.


Bares e supermercados: domingos e feriados vão pesar nas contas

Empresas que precisam funcionar aos domingos, feriados ou durante longos períodos da semana tendem a ter mais dificuldade para absorver a redução da jornada.

É o caso de bares, restaurantes, supermercados, hotéis, hospitais, empresas de segurança, limpeza, logística, transporte e determinadas atividades industriais.

“Um restaurante, um supermercado, um hotel ou uma operação de saúde não consegue simplesmente deixar de funcionar um dia a mais por semana. É preciso manter a cobertura da operação”, explica Zangiácomo.

Nesses negócios, menos horas disponíveis por funcionário podem significar a necessidade de aumentar o número de pessoas na escala ou utilizar mais horas extras. Além disso, domingos, feriados, trabalho noturno e determinadas jornadas podem ter regras específicas previstas em convenções coletivas.

Por isso, uma simulação que considere apenas o salário pode subestimar o impacto real.

Os setores mais expostos são aqueles em que a mão de obra representa uma parcela relevante do custo e que precisam funcionar por muitas horas ou todos os dias da semana, diz Claudia. Já empresas com maior flexibilidade de horário ou que conseguem obter ganhos de produtividade com mais facilidade podem ter uma adaptação mais simples.

No setor de alimentação, a mudança nas escalas já começa a ser testada por redes de restaurantes. Eliane Barbosa, gestora de RH do Divino Fogão, afirma que a franqueadora recomendou aos parceiros avaliar alternativas à escala 6x1 diante dos desafios para atrair e reter profissionais.

A rede, que conta atualmente com 261 pontos de venda, a maior parte em shopping centers, tem franqueados testando modelos como 5x2 e 6x1, de acordo com a realidade de cada operação e equipe. Segundo Eliane, embora a iniciativa ainda esteja em fase de testes, os primeiros resultados indicam que a flexibilização das escalas pode facilitar a atração e a contratação de mão de obra, tornando as vagas mais competitivas para os profissionais.


Como a empresa pode calcular o impacto do 5x2?

A melhor maneira de se preparar é fazer a simulação antes de alterar a escala.

Na folha de pagamento, a empresa deve levantar salários, encargos, benefícios, horas extras e adicionais. Na operação, precisa entender quantas horas o negócio precisa funcionar, quais são os horários de maior demanda e como as escalas estão distribuídas atualmente.

A partir daí, pode comparar diferentes cenários:

- Manter a equipe e reorganizar a jornada;

- Contratar novos funcionários;

- Aumentar o uso de horas extras;

- Utilizar mão de obra complementar em situações específicas;

- Alterar horários de funcionamento; ou

- Buscar ganhos de produtividade.

Para Russell, da hamburgueria Seven Kings, planejamento e transparência com os funcionários são fundamentais.

“Façam muitas simulações para ter certeza das decisões tomadas”, afirma. Segundo ele, também é importante acompanhar os efeitos da mudança depois da implementação e corrigir a estratégia quando necessário.

No fim, portanto, a pergunta não é simplesmente se a 5x2 aumenta o custo da folha, mas como cada empresa vai reorganizar sua operação para lidar com uma eventual redução da jornada.

A resposta pode envolver contratação, horas extras e aumento de custos. Mas também pode passar por produtividade, redução do uso de mão de obra eventual e mudanças no funcionamento do negócio. É essa combinação de fatores que determinará o impacto real da mudança no caixa de cada empresa.

 


Márcia Rodrigues

https://dcomercio.com.br/publicacao/s/escala-5x2-pode-aumentar-o-custo-da-folha-entenda-o-que-entra-nessa-conta


NR1 e redução da jornada: como construir relações de trabalho mais saudáveis?

A saúde mental tem sido uma das pautas mais discutidas, e entrou definitivamente na agenda das empresas. 

 

A atualização da NR-1 passou a exigir um gerenciamento ainda maior dos riscos psicossociais que se relacionam com o trabalho, enquanto a redução da jornada para 40 horas semanais continua em discussão no governo. São temas diferentes, mas que se encontram em um ponto relevante: o tempo e a forma como trabalhamos também impactam a nossa saúde, e melhorar a relação com o trabalho é uma responsabilidade que precisa ser compartilhada. 

A empresa tem sim um papel fundamental, que é oferecer um ambiente seguro, combater o assédio, focar no desenvolvimento das lideranças, receber de forma constante os processos que geram sobrecarga e buscar melhores formas e eficientes de trabalhar.  

Contudo, é importante reconhecer que essa possibilidade não existe da mesma forma para todos os segmentos ou funções. Onde há espaço para repensar processos, ferramentas e organização do trabalho, há uma grande oportunidade de transformação.  

Mas, é superimportante colocar em evidência que a saúde mental de uma pessoa é determinada por muito mais aspectos do que somente o ambiente profissional. A família, os relacionamentos, a situação financeira, o sono, o acesso à saúde de qualidade, relações sociais e o próprio ambiente digital externo fazem parte. Não seria justo, e nem possível, colocar toda essa responsabilidade sobre as empresas. O poder público tem seu papel, as famílias têm o seu e cada pessoa também. 

Melhorar a própria rotina também pode ser uma escolha. Não porque o colaborador tenha culpa ou porque seja o único responsável pelo que o adoece, mas porque ele tem poder de participar da transformação do ambiente de trabalho. E, novamente, isso precisa ser entendido dentro da realidade de cada profissão e de cada atividade. Nem sempre será possível eliminar uma tarefa, reduzir seu tempo ou substituí-la por uma tecnologia.  

Entretanto, quando existe essa possibilidade, refletir sobre isso poderá fazer a diferença. Identificar uma tarefa que consome tempo desnecessário, questionar um processo que não está funcionando bem, sugerir a implementação de uma ferramenta ou propor uma melhoria não é apenas ajudar a empresa. É também cuidar do próprio tempo, da própria energia e da própria rotina. E não é porque o colaborador tenha culpa. Ele não tem. Mas é porque ele tem o poder de transformar. 

Falar sobre a redução de jornada para 40 horas torna-se ainda mais interessante, pois essa redução pode significar mais tempo para a vida pessoal, para o descanso, para a família e para os cuidados individuais. E, consequentemente, contribuir para um equilibro maior. Mas, essa redução precisa vir acompanhada de produtividade e inteligência na organização do trabalho. As empresas que não se atualizarem para isso e não oferecerem condições de os colaboradores melhorarem os processos, sofrerão demais com esse grande movimento.  

Isso não significa que todos os trabalhos poderão responder a esse movimento da mesma forma. Em algumas atividades, os limites são impostos pela própria natureza da operação. Nós nunca tivemos tantas ferramentas para pensar nas melhorias de processos internos. A inteligência artificial pode automatizar tarefas repetitivas, simplificar processos e devolver para as pessoas parte do tempo que hoje pode estar sendo consumido por atividades que poderiam ser feitas de outra forma.  

Para os segmentos em que essas possibilidades existem, esse é um momento especialmente importante para repensar como o trabalho é organizado. Afinal, trabalhar menos horas não precisa significar produzir menos – pode significar aprender a trabalhar melhor. 

Talvez essa seja a principal reflexão que a nova realidade do trabalho nos traz: a saúde mental não é responsabilidade exclusiva de ninguém, é uma construção coletiva. A empresa precisa fazer a sua parte, mas também precisa ouvir quem está na rotina do dia a dia e abrir espaço para que as pessoas participem de melhorias. O profissional precisa cuidar de si e reconhecer os seus limites. As famílias, a sociedade e o poder público também precisam assumir seus papéis.  E todos nós precisamos repensar a forma como estamos trabalhando e vivendo. 

A tecnologia já está transformando o trabalho há muito tempo. A questão agora não é se vamos utilizá-la, mas para que vamos utilizá-la. Se a IA e tantas outras ferramentas podem nos ajudar a produzir mais, melhor e em menos tempo, talvez o verdadeiro ganho de todas essas transformações não esteja somente numa redução de jornada, mas principalmente na oportunidade de construirmos melhores relações pessoais dentro e fora das empresas, ambientes cada vez mais saudáveis e, por fim, atingir o tão discutido equilíbrio de vida. 

 

Amanda Alves - Coordenadora de RH na PKF BSP.


PKF BSP
www.pkfbrazil.com.br

 

Quer estudar na rede estadual? Matrículas para 2027 começam nesta terça-feira (1º)

Cadastro poderá ser feito na internet ou presencialmente em qualquer escola estadual e nas unidades do Poupatempo 

 

As 5.000 escolas da Secretaria da Educação do Estado de São Paulo (Seduc-SP) recebem a partir desta terça-feira (1º) as matrículas para o ano letivo de 2027. O cadastro, que segue até o dia 18 de setembro, pode ser feito pela internet, nas unidades do Poupatempo ou nas próprias escolas. Os 3 milhões de alunos que já estão na rede têm vaga garantida para o ano que vem e não precisam se matricular novamente.  

As matrículas para novos estudantes são voltadas para quem, neste momento, não frequenta a rede estadual (matriculados nas redes particulares ou que vêm de outros estados) ou que interromperam por algum período os estudos e querem dar continuidade no próximo ano letivo. 

A pré-matrícula pode ser registrada on-line no site da Secretaria Escolar Digital (https://sed.educacao.sp.gov.br/), na aba “inscrição para rede pública”. Para isso, selecione o ano letivo (2027) e preencha os espaços com nome e e-mail. Para o cadastro presencial, há duas opções: em uma das 5.000 escolas da rede estadual ou nos postos de atendimento do Poupatempo.  

Seja on-line ou presencial, é recomendado apresentar na inscrição documento de identidade e comprovantes de residência e escolaridade. Para alunos menores de 18 anos de idade, o cadastro deve ser realizado por pais ou responsáveis. Os estudantes serão alocados em unidades mais próximas ao endereço residencial registrado. O resultado final será divulgado em janeiro de 2027. 

Na rede estadual paulista, há vagas nos anos iniciais (1º ao 5º ano) e finais (6º ao 9º ano) do Ensino Fundamental, Ensino Médio e Educação de Jovens e Adultos (a partir do 6º ano do Fundamental).  

A Secretaria da Educação conta com escolas: 

·         Com horário parcial, com aulas em apenas um período;

·         De tempo integral, com jornadas de 7h ou 9h diárias; e

·         EJA no modelo presencial e flexível.  


Matrícula automática para estudantes da rede estadual


Os estudantes que, em 2026, já estão matriculados na rede estadual têm vaga garantida para o próximo ano letivo. A pré-matrícula é automática e não há necessidade de confirmação.

 

O cadastro é indicado, no entanto, aos estudantes com interesse em mudar de unidade de ensino em 2027. As inscrições de transferência por alteração do endereço ou por preferência de escola específica devem ser solicitadas no mesmo período da matrícula externa (1º a 18 de setembro) no site da Secretaria Escolar Digital ou em uma escola da rede estadual. 

Estudantes vindos das redes municipais paulistas


A partir do dia 1º de setembro, pais e responsáveis de alunos que hoje estão em unidades das redes municipais paulistas e vão dar continuidade ao próximo ciclo em uma escola estadual também podem consultar a efetivação da pré-matrícula na rede Seduc-SP. É o caso de crianças que estão hoje no 5º ano e vão para o 6º ano do Fundamental, mas a atual unidade não oferece a etapa dos anos finais. Ou aqueles que estão no 9º ano do Fundamental e querem ingressar na 1ª série do Ensino Médio.

 

A consulta pode ser feita de três maneiras: no site da Secretaria Escolar Digital, em uma escola estadual ou nos postos do Poupatempo. Caso a alocação automática a uma escola mais próxima do endereço residencial não tenha sido realizada e a pré-matrícula não esteja ativa, é possível indicar três unidades de preferência. Para isso, é preciso comparecer a uma escola estadual e fazer o registro. 

 

Educação de Jovens e Adultos regular e flexível


Quem deseja retomar os estudos, a Seduc-SP oferece algumas opções. A Educação de Jovens e Adultos (EJA) de presença regular é organizada por termos e dividida por semestres. Na rede estadual, há classes a partir do 6º ano do Ensino Fundamental. Para esse ciclo, a idade mínima do estudante é de 15 anos completos. 

 

Para o Ensino Médio, além do formato de presença regular diária, 140 escolas distribuídas na capital, região metropolitana, interior e litoral contam com turmas de presença flexível no período noturno. O modelo permite ao estudante, a partir dos 18 anos de idade, estruturar o percurso formativo de maneira personalizada.

 

Além do Ensino Médio, há oferta dos anos finais do Ensino Fundamental (6º ao 9º ano) em parte dessas unidades. Nas duas etapas, os interessados podem optar pelo aproveitamento de estudos anteriores, devidamente comprovados. Na ausência de documentos, como o histórico escolar, a escola deve aplicar avaliações diagnósticas para identificar o nível de conhecimento do estudante.



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