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domingo, 12 de julho de 2026

Filhote de casal de jaguatiricas resgatadas nasce no Zoo SP e já pode ser vista pelo público

Imagens em:
https://www.flickr.com/photos/zoosaopaulo/albums/72177720334457911/with/55366230029


A nova integrante da família chegou no fim de abril e estava na área técnica da instituição; pais integram o programa de conservação da instituição

 

Dois felinos encontrados em situação de risco e transferidos para a capital paulista se tornaram pais no fim de abril. Jaci foi localizada durante os incêndios que atingiram o Pantanal mato-grossense em 2024 e ficou sob cuidados humanos após avaliação técnica indicar que não possuía condições de retornar à natureza. Já o macho, Rudá, ainda filhote, foi encontrado sozinho na Floresta Nacional de Tefé, no Amazonas, após perder a mãe. Ambos foram encaminhados ao Zoo SP para integrar as iniciativas de conservação da espécie. A transferência ocorreu por meio do programa Avião Solidário, da Latam Airlines.

A filhote é uma fêmea e, desde o nascimento, permanece sob os cuidados da mãe e monitoramento da equipe técnica. Após cerca de dois meses em ambiente restrito e a realização de exames preventivos, mãe e filha já podem ser vistas na área de visitação.

Nas primeiras semanas de vida, a alimentação foi baseada exclusivamente no leite materno. Pouco depois de completar um mês, a mãe iniciou a introdução de pequenas presas na dieta da cria, seguindo os hábitos carnívoros da espécie. Nessa fase, Jaci ensina à filha os primeiros comportamentos naturais e incentiva a exploração do ambiente.

Assim como ocorre com a maioria dos felinos, a fêmea é responsável pelos cuidados com a cria durante um longo período, enquanto o macho permanece em habitat separado. De hábitos solitários, a jaguatirica aproxima-se de outros indivíduos apenas para a reprodução. Na fase adulta, até mesmo mãe e filha podem seguir caminhos separados.

 

Sobre a espécie

A jaguatirica é a maior representante entre os felinos de pequeno porte. Pode pesar de 11 kg a 16 kg e atingir cerca de 50 centímetros de altura. Em comparação, a onça-pintada, maior felino das Américas, pode chegar aos 100 kg. Carnívora, ocupa uma posição intermediária na cadeia alimentar e se alimenta de pequenas presas, como roedores, aves e marsupiais. Por isso, desempenha papel fundamental no controle dessas populações e na manutenção do equilíbrio dos ecossistemas.

A espécie ocorre em uma ampla faixa do continente americano, do sul dos Estados Unidos ao norte da Argentina, e está presente em todos os biomas brasileiros. Adaptável, vive em diferentes ambientes, como florestas tropicais, savanas e áreas de caatinga, com preferência por regiões de vegetação densa, onde consegue se camuflar com facilidade. Embora não esteja ameaçada de extinção, há registros de redução gradual de suas populações em ambientes naturais.

De hábitos predominantemente noturnos, a jaguatirica costuma caçar à noite. Nesse período, pode permanecer ativa por várias horas e consumir cerca de 800 g de carne em uma única noite.

Serviço:

Confira os valores da campanha Todo Mundo Paga Meia no mês de férias:  

  • Zoológico de São Paulo – ingresso avulso antecipado por R$69,90. 
  • Jardim Botânico – ingresso avulso antecipado por R$19,90.
  • Simba Safari –  ingresso avulso antecipado por R$69,90. 
  • Combo com cinco atrações – Zoo SP, Jardim Botânico, Simba Safari, Mundo Dino e Acqua Zoo - de R$379,50 por R$149,90 na compra antecipada. 

Consulte outros valores no site.


Funcionamento dos parques:

Zoo São Paulo: aberto de segunda à sexta-feira das 9h às 16h (visitação até às 17h), e aos sábados, domingo e feriados das 8h30 às 17h (visitação até às 18h);

Jardim Botânico: aberto de segunda à sexta-feira das 9h às 16h (visitação até às 17h), e aos sábados, domingo e feriados das 9h às 17h (visitação até às 18h);

Simba Safari: aberto de segunda à sexta-feira das 9h às 17h (visitação até às 18h), e aos sábados, domingo e feriados das 8h30 às 17h (visitação até às 18h);

Compra de ingressos - Zoo SP e Simba Safari

Endereços: Zoológico de São Paulo: Av. Miguel Estéfano, 4241 – Água Funda. 

Jardim Botânico de São Paulo: Av. Miguel Estéfano, 3031 – Água Funda.

 

Especialista orienta sobre brincadeiras, viagens, hospedagem e cuidados essenciais para que o período de descanso seja divertido para toda a família

As férias são uma oportunidade para fortalecer a relação entre cria
Pexels
Entre viagens e brincadeiras: o que muda para os pets durante as férias escolares

 

As férias escolares representam um dos períodos mais aguardados pelas crianças. Com mais tempo livre em casa, os pequenos costumam estreitar ainda mais os laços com os animais de estimação, transformando cães e gatos em companheiros inseparáveis de brincadeiras, passeios e viagens. No entanto, a mudança na rotina familiar exige atenção para garantir que as alterações de horários e o aumento da movimentação dentro de casa não afetem o bem-estar físico e emocional dos pets.

O período pode ser uma excelente oportunidade para fortalecer a relação entre crianças e animais por meio de atividades que estimulem a interação e o gasto de energia. "Os animais gostam da companhia da família, mas também valorizam previsibilidade e segurança. Durante as férias, é importante equilibrar os momentos de conexão com períodos de descanso, respeitando os limites de cada pet", orienta a médica-veterinária e consultora da rede de farmácias de manipulação veterinária DrogaVET, Dra. Farah Ramalho.


Brincadeiras que unem diversão, aprendizado e bem-estar

Promover o enriquecimento ambiental e os estímulos à atividade física e mental dos animais, ao mesmo tempo em que se incentiva a criatividade e as atividades manuais e físicas das crianças, é uma forma de tornar as férias mais produtivas para toda a família.

Para os cães, uma brincadeira simples e divertida é a caça aos petiscos. Os alimentos podem ser escondidos em diferentes pontos da casa ou do quintal para que o animal utilize o olfato na busca. Além de divertida, a atividade estimula um dos sentidos mais desenvolvidos dos cães e contribui para o enriquecimento ambiental.

Outra opção é criar pequenos circuitos com almofadas, cones e cabos de vassoura. Com supervisão de um adulto, as crianças podem ajudar a montar os percursos e incentivar o pet a superar os obstáculos por meio de comandos e recompensas. É importante que os desafios sejam compatíveis com as capacidades físicas de cada animal, respeitando limitações relacionadas à idade, ao porte e a possíveis doenças articulares ou ortopédicas.

Brincadeiras de busca com bolinhas, brinquedos ou discos também costumam fazer sucesso, especialmente com cães mais ativos. Já os passeios podem ganhar um toque diferente durante as férias, explorando novos trajetos, parques pet-friendly ou áreas verdes seguras, proporcionando estímulos visuais e olfativos variados. Durante o passeio, é recomendável manter água fresca sempre disponível, evitar exposição excessiva ao calor e ao sol e respeitar os momentos de descanso do animal.

Os gatos também se beneficiam de atividades interativas. Túneis, prateleiras, nichos elevados e caixas estimulam a curiosidade e os comportamentos naturais da espécie. Brinquedos que simulam presas, como varinhas com penas ou objetos que se movimentam, ajudam a exercitar o instinto de caça de forma saudável. As crianças também podem participar da criação de brinquedos e estruturas para os gatos. Caixas de papelão decoradas e transformadas em castelos, casas, navios ou carrinhos estimulam a criatividade dos pequenos e proporcionam novos espaços de exploração e diversão para os felinos.

Outra atividade simples é espalhar pequenas porções de petiscos em diferentes locais da casa, incentivando o gato a explorar o ambiente. Para gatos com sobrepeso ou que estejam seguindo dietas específicas, uma alternativa é utilizar parte da própria alimentação diária na atividade, evitando o consumo excessivo de calorias. Arranhadores, brinquedos recheáveis e quebra-cabeças alimentares também ajudam a manter o animal entretido por mais tempo.

Além das brincadeiras, as férias podem ser uma oportunidade para ensinar às crianças conceitos importantes sobre guarda responsável. Participar da escovação dos pelos, ajudar a trocar a água, organizar os brinquedos ou acompanhar os passeios são formas de fortalecer o vínculo afetivo e desenvolver senso de responsabilidade.

A especialista alerta, porém, que toda interação deve respeitar os limites do animal. Sinais como afastamento, bocejos excessivos, orelhas para trás, rosnados ou tentativas de se esconder indicam que o pet precisa de uma pausa. Da mesma forma, brincadeiras que envolvam puxões, abraços forçados ou perseguições devem ser evitadas para garantir a segurança e o bem-estar de todos.

Quando conduzidas de forma adequada, as atividades compartilhadas durante as férias ajudam a fortalecer a relação entre crianças e animais, promovendo momentos de diversão, aprendizado e convivência saudável para toda a família.


Vai viajar? Planejamento é essencial

Muitas famílias aproveitam as férias para viajar e, cada vez mais, os pets fazem parte desses planos. Entretanto, antes de incluir o animal no roteiro, é importante avaliar se ele possui perfil adequado para deslocamentos e mudanças de ambiente. Alterações bruscas de temperatura, alimentação e rotina podem causar estresse, desconforto ou agravar problemas de saúde preexistentes.

Viagens de carro exigem transporte seguro, com uso de caixa de transporte ou peitoral e cinto de segurança para contenção. Já em viagens aéreas, é necessário verificar previamente as exigências da companhia aérea e reunir toda a documentação necessária. 

"Antes de viajar, o ideal é realizar uma consulta veterinária para verificar se as vacinas, a vermifugação e os demais cuidados preventivos estão em dia. Essa avaliação também permite identificar possíveis restrições ou necessidades específicas para o período da viagem", comenta Farah.


Quando a melhor opção é ficar

Nem todos os animais se adaptam bem a viagens. Cães e gatos muito idosos, com doenças crônicas, ansiedade intensa ou perfil mais territorial podem sofrer mais com deslocamentos e mudanças de ambiente. Nesses casos, creches, hotéis e hospedagens especializadas para pets podem ser alternativas seguras.

Os responsáveis devem verificar as condições de higiene, segurança, supervisão profissional, protocolos sanitários e exigências de vacinação. Sempre que possível, uma visita prévia ao estabelecimento ajuda a avaliar se o ambiente é adequado para o perfil do animal.

Outra opção é contratar um pet sitter, profissional que realiza visitas domiciliares para alimentação, administração de medicamentos, passeios e companhia ao pet durante a ausência da família.


Tratamentos não entram em férias

Independentemente do destino escolhido, uma recomendação é unânime entre os veterinários: tratamentos de saúde não devem ser interrompidos durante as férias. Animais que utilizam suplementos e medicamentos contínuos precisam manter rigorosamente a rotina prescrita. 

Uma estratégia importante é organizar previamente todos os medicamentos necessários para o período da viagem, incluindo uma margem de segurança para eventuais imprevistos. Medicamentos manipulados podem facilitar esse processo ao permitirem adequação de doses e formas farmacêuticas mais fáceis de administrar, como biscoitos, molhos, caldas e outras apresentações flavorizadas. "A manipulação de mais de um ativo em uma mesma fórmula também é uma opção para facilitar o tratamento no dia a dia. Shampoos em pó, lenços umedecidos e sticks são algumas formas farmacêuticas práticas para medicamentos de uso tópico", explica Farah.

Além disso, os tutores devem levar receitas, relatórios médicos e contatos de emergência do veterinário responsável, especialmente em viagens mais longas.


Bem-estar em primeiro lugar

Embora as férias sejam um momento de descanso e diversão para toda a família, o bem-estar dos animais também deve fazer parte do planejamento. Com atenção aos detalhes e organização antecipada, crianças e pets podem aproveitar juntos esse período especial, fortalecendo laços, criando novas memórias e compartilhando momentos que ficarão para sempre na lembrança da família.

 

DrogaVET
www.drogavet.com.br


Os pets também entram em "modo férias"?

Com mais tempo em família e novos estímulos, cães e gatos precisam de uma rotina adaptada para aproveitar melhor o período de descanso 

 

Nas férias, a casa muda de ritmo. Os humanos passam mais tempo por perto, os horários ficam menos rígidos, os passeios podem durar mais e até pequenos programas em família passam a incluir os pets. Para os cães e gatos, esse período é uma oportunidade de mais convivência, estímulo e vínculo, mas é fundamental que algumas referências da rotina sejam preservadas.

Manter o horário das refeições e dos momentos de descanso, por exemplo, contribui para que o pet aproveite as novidades sem perder completamente as referências do dia a dia.

Segundo Marcella Vilhena, médica-veterinária e gerente de produtos da Avert Biolab Saúde Animal, a previsibilidade da rotina ajuda o animal a antecipar o que vai acontecer ao longo do dia, o que reduz respostas de alerta e favorece adaptação aos novos estímulos. “Quando o pet consegue reconhecer alguns pontos fixos, como o momento da alimentação ou do descanso, ele tende a se sentir mais seguro para explorar novidades. Isso é especialmente importante nas férias, quando a casa pode ficar mais movimentada e os responsáveis mudam seus próprios horários”, explica.

No caso dos cães, o período costuma abrir espaço para atividades que nem sempre cabem na rotina habitual, como caminhadas mais longas, brincadeiras ao ar livre, viagens curtas ou dias em parques, sítios e praias. Esses momentos enriquecem a rotina e fortalecem o vínculo com a família, mas é fundamental respeitar o perfil do animal

Um cão que está acostumado a passeios curtos, por exemplo, pode precisar de adaptação antes de acompanhar caminhadas prolongadas ou dias inteiros fora de casa. Idade, porte, condicionamento físico, temperatura ambiente e histórico de saúde ajudam a definir o ritmo mais adequado para que a experiência seja positiva.

“Quando o pet passa a se movimentar mais nas férias, o responsável precisa observar a resposta do animal. Disposição, respiração, interesse pela atividade e recuperação após o passeio ajudam a entender se aquele ritmo está confortável”, orienta Marcella.

Em momentos de maior atividade, além da dieta habitual, petiscos próprios para cães podem ser usados como recompensa, apoio em treinos, incentivo durante passeios ou parte da interação com o responsável. Barras proteicas desenvolvidas para a espécie, por exemplo, podem ser uma alternativa prática em situações de maior gasto energético, por reunirem aporte proteico, boa aceitação e facilidade de oferta fora de casa.

Ainda com foco na alimentação, é importante evitar que os animais tenham acesso a alimentos impróprios. Durante viagens, almoços em família ou dias de maior circulação pela casa, preparações temperadas, gordurosas ou muito condimentadas podem causar desconforto digestivo. Alguns ingredientes, como chocolate, uva, uva-passa, cebola, alho e bebidas alcoólicas, representam risco para cães e gatos e não devem ser oferecidos.

Mesmo quando não há ingestão de alimentos humanos, o trato gastrointestinal pode sentir as mudanças do período. Horários diferentes para as refeições, viagens, calor, menor ingestão de água, alimentos fora do habitual e até a empolgação diante de um ambiente novo podem interferir no funcionamento intestinal. Fezes amolecidas, gases, vômitos ocasionais ou redução do apetite podem indicar que o organismo ainda está se adaptando ao novo ritmo.

“A microbiota intestinal participa da digestão, do aproveitamento dos nutrientes e de mecanismos de defesa do organismo. Quando há mudanças de alimentação, estresse ou variações importantes na rotina, esse equilíbrio pode ser afetado. Por isso, a saúde intestinal também deve ser lembrada no planejamento das férias”, detalha a profissional.

Em pets com histórico de sensibilidade digestiva ou em períodos de maior oscilação da rotina, o médico-veterinário pode indicar suporte com probióticos. Esses microrganismos auxiliam no equilíbrio da microbiota intestinal e podem ser considerados em situações como viagens, adaptação a novos ambientes, mudanças alimentares pontuais ou alterações no padrão das fezes.

“O probiótico é um aliado dentro de um manejo bem conduzido, mas não substitui os cuidados básicos. Alimentação adequada, hidratação, escolhas alimentares seguras e observação do comportamento continuam sendo fundamentais”, reforça a médica-veterinária.


Felinos também aproveitam as férias, mas no próprio ritmo

Para os gatos, o período de férias pode ser positivo justamente pela maior presença do responsável em casa. Muitos pets aproveitam momentos de brincadeira, escovação, descanso compartilhado ou companhia silenciosa no ambiente. Esse contato extra pode enriquecer a rotina e fortalecer o vínculo, desde que respeite o tempo e os limites do animal.

A diferença é que os felinos costumam se orientar muito pelo território. Cheiros conhecidos, locais de descanso, esconderijos, caixa de areia, potes e rotas pela casa fazem parte da sensação de segurança. Por isso, visitas frequentes, barulho, reorganização do ambiente ou deslocamentos devem ser conduzidos com mais cuidado.

“Para os gatos, interação não precisa significar excesso de estímulo. Brincadeiras curtas, previsíveis e respeitosas costumam ser mais eficientes do que mudanças intensas na rotina. O responsável pode aproveitar as férias para enriquecer o ambiente, oferecer atividades e fortalecer o vínculo, mas sempre observando se o animal está confortável”, explica Marcella.

Em viagens curtas, muitos gatos tendem a ficar mais tranquilos no próprio ambiente, desde que recebam cuidados adequados de uma pessoa de confiança. Isso permite que mantenham suas referências, enquanto o responsável garante alimentação, água fresca, limpeza da caixa de areia e observação diária. Quando a viagem com o felino é necessária, a adaptação deve começar antes, com familiarização da caixa de transporte, objetos com cheiro conhecido e organização de um espaço reservado no destino.

Para a espécie, a hidratação merece atenção especial. Eles podem reduzir a ingestão de água se os potes forem mudados de lugar ou se estiverem em áreas muito movimentadas. Durante as férias, vale manter recipientes em pontos tranquilos, oferecer água fresca e observar se o padrão de alimentação, eliminação e comportamento segue próximo ao habitual.

 

E na volta à rotina?

O retorno à rotina também deve ser gradual sempre que possível. Depois de dias com mais companhia, passeios ou horários flexíveis, os animais podem estranhar ficar sozinhos novamente. Retomar os horários aos poucos, manter momentos de interação e evitar mudanças alimentares simultâneas ajuda nesse processo.

No fim, os pets também podem entrar em “modo férias” — cada um à sua maneira. Para alguns cães, isso pode significar mais passeios e aventuras ao lado da família. Para muitos gatos, pode ser aproveitar a presença do responsável no conforto do próprio território. Em ambos os casos, adaptar a rotina com atenção é o que torna esse período mais leve, saudável e prazeroso. 



Avert Biolab Saúde Animal
www.avertsaudeanimal.com.br
www.vidamaisromrom.com.br

 

Foie gras: quando a tradição vira desculpa para a crueldade

Imagem gerada por IA


Por décadas, o foie gras foi vendido ao mundo como um símbolo de sofisticação. Mas há uma pergunta que a sociedade brasileira precisa fazer: até quando aceitaremos que o requinte seja usado como argumento para justificar o sofrimento?

 

O projeto de lei que proíbe a produção e a comercialização de foie gras obtido por alimentação forçada foi aprovado pelo Congresso Nacional e aguarda sanção presidencial. Mesmo após essa decisão democrática, a tramitação permanece retida na Câmara, enquanto associações francesas intensificam pressão diplomática e econômica para impedir sua entrada em vigor.

Esse episódio revela algo maior do que uma disputa sobre um alimento. Ele expõe um conflito entre dois modelos de sociedade: um que encara os animais como objetos cuja dor pode ser precificada e outro que entende que existem limites éticos para aquilo que chamamos de tradição.

A produção do foie gras depende da prática conhecida como gavagem: durante dias, patos e gansos recebem enormes quantidades de alimento por meio de tubos introduzidos diretamente em seus esôfagos, provocando uma hipertrofia patológica do fígado — justamente o órgão comercializado como iguaria. Não se trata de um efeito colateral. O adoecimento do animal é o próprio objetivo do processo.

Dizer que isso faz parte da cultura gastronômica equivale a afirmar que qualquer tradição merece ser preservada apenas porque existe há muito tempo. A história mostra exatamente o contrário. Diversas práticas antes consideradas normais foram abandonadas quando a sociedade reconheceu seu custo ético.

“É preocupante que um projeto aprovado democraticamente continue enfrentando resistência por pressão de interesses econômicos, de uma nação estrangeira, ligados a um mercado de luxo. Nenhuma tradição pode servir como escudo para perpetuar práticas cuja crueldade é amplamente documentada, conforme já decidiu o STF (Supremo Tribunal Federal). Quando o Estado decide limitar esse tipo de prática, ele não está atacando uma tradição, mas estabelecendo um limite ético, definindo um novo patamar civilizatório, para aquilo que pode ser ou não comercializado”, comenta Arthur Regis, especialista em políticas públicas da Sinergia Animal no Brasil.

É curioso observar que parte da resistência à proibição se apoia na defesa da "liberdade gastronômica". Mas liberdade nunca significou licença para causar sofrimento evitável. A sociedade já estabelece limites para inúmeras atividades econômicas quando elas violam princípios fundamentais. Não aceitamos rinhas de animais em nome da cultura. Não aceitamos maus-tratos em espetáculos públicos porque geram entretenimento. Não aceitamos crueldade apenas porque existe demanda de mercado.

Por que seria diferente quando o sofrimento vem servido em porcelana?

Os argumentos econômicos tampouco resistem a uma análise séria.

A própria indústria francesa reconhece que o Brasil representa cerca de €1 milhão anuais em importações — um mercado pequeno no contexto internacional, mas suficiente para mobilizar forte lobby político. O discurso de que a proibição ameaçaria relações comerciais entre Mercosul e União Europeia soa desproporcional diante da dimensão econômica do setor.

O que realmente está em jogo é um precedente. Se um país relevante como o Brasil afirmar que produtos obtidos por crueldade deliberada não têm espaço em seu mercado, outras cadeias produtivas inevitavelmente passarão a ser questionadas. É exatamente esse efeito dominó que preocupa setores acostumados a transformar sofrimento animal em ativo econômico.


Há também uma contradição difícil de ignorar

O mundo da gastronomia vive uma profunda transformação. Sustentabilidade, rastreabilidade, bem-estar animal e responsabilidade socioambiental deixaram de ser nichos para se tornarem critérios de excelência. Não por acaso, chefs franceses respeitados no Brasil defenderam publicamente a proibição, reconhecendo que a alta cozinha evoluiu e que determinados ingredientes simplesmente não encontram mais respaldo ético na gastronomia contemporânea.

Isso desmonta um dos principais argumentos dos defensores do foie gras: a falsa ideia de que proibi-lo seria um ataque à cultura francesa. Não é. É um reconhecimento de que as culturas evoluem. A própria França vem discutindo intensamente os impactos éticos da produção animal. Muitos restaurantes deixaram espontaneamente de servir foie gras, consumidores mudaram seus hábitos e novas gerações de chefs passaram a buscar ingredientes compatíveis com os valores do século XXI.


Preservar uma cultura nunca significou congelá-la no tempo

Outro aspecto frequentemente ignorado é que esta discussão transcende os animais.

Sistemas alimentares sustentáveis dependem de coerência. Não faz sentido defender políticas climáticas, biodiversidade e produção responsável enquanto se mantém um mercado baseado em um método cujo único propósito é provocar uma condição patológica em um ser vivo para atender um luxo gastronômico.

Não estamos falando de segurança alimentar. Não estamos falando de alimentação básica.

Não estamos falando de uma tradição indispensável à sobrevivência de comunidades.

Estamos falando de um produto de luxo cuja existência depende de uma prática que seria considerada inaceitável em praticamente qualquer outro contexto.

Por isso, a pergunta correta não é se devemos proibir o foie gras. A pergunta é “por que demoramos tanto?".


As sociedades evoluem justamente quando conseguem distinguir tradição de ética

Da mesma forma que hoje olhamos para diversas práticas do passado com perplexidade, é provável que as próximas gerações tenham dificuldade em compreender como foi possível defender, durante tanto tempo, que adoecer deliberadamente um animal pudesse ser considerado sinônimo de sofisticação.

“As políticas alimentares do futuro não serão definidas pelo peso da tradição e sim pela capacidade de conciliar ciência, ética e sustentabilidade. O debate sobre o foie gras demonstra que a sociedade já começou a questionar até onde estamos dispostos a aceitar sofrimento animal em nome de um luxo que deixou de fazer sentido. A pergunta não é se essa prática deve acabar; é o porquê dela ainda persistir", conclui Arthur.

A verdadeira sofisticação nunca esteve no prato. Ela está na capacidade de uma sociedade reconhecer que compaixão também é um valor civilizatório.

E talvez seja exatamente isso que esta discussão represente: não o fim de uma iguaria, mas o início de uma gastronomia que finalmente entende que excelência e crueldade não podem mais ocupar o mesmo lugar à mesa.

A aprovação do projeto pelo Congresso Nacional representa um passo importante, mas ainda insuficiente. Agora, espera-se que a Câmara dos Deputados conclua rapidamente sua tramitação e encaminhe o texto para sanção presidencial.

A conclusão desse processo permitirá que o Brasil conte, finalmente, com uma legislação específica para proibir uma prática amplamente reconhecida por impor sofrimento deliberado aos animais em benefício de um produto de luxo, alinhando o país às crescentes expectativas da sociedade por sistemas alimentares mais éticos e compassivos.

  

Sinergia Animal - organização internacional que atua para abolir as piores práticas de manejo animal pela indústria de alimentos. Presente em diversos países da América Latina e da Ásia, desenvolve campanhas corporativas, pesquisas, diálogo institucional e iniciativas de conscientização que promovem sistemas alimentares mais compassivos, sustentáveis e alinhados às crescentes expectativas da sociedade. A organização é reconhecida pela Animal Charity Evaluators como uma das organizações de proteção animal mais eficazes do mundo.


5 técnicas infalíveis para ensinar comandos básicos ao seu cachorro

Especialista explica como pequenas mudanças na forma de ensinar podem melhorar o comportamento e a convivência com o pet

 

O mercado pet brasileiro segue em crescimento constante e, junto com ele, aumenta também o nível de exigência dos tutores quando o assunto é bem-estar e comportamento animal. De acordo com números da ABINPET, o Brasil é hoje o terceiro maior mercado pet do mundo, com faturamento de quase R$78 bilhões por ano. Nesse cenário, cresce também a busca por informação qualificada para melhorar a convivência com os animais dentro de casa.


Mais do que ensinar comandos, o treinamento é uma ferramenta essencial de comunicação entre tutor e animal. Quando feito da forma correta, contribui para reduzir comportamentos indesejados, como destruição de objetos, ansiedade de separação e excesso de agitação, além de fortalecer o vínculo e trazer mais previsibilidade para a rotina do cão.

 

Mas a verdade é que muita gente tenta ensinar comandos de forma errada, repetindo palavras, gritando ou esperando que o cachorro simplesmente “entenda”. Treinar um cão é muito mais simples quando seguimos alguns princípios básicos de comportamento.

 

Segundo André Cavalieri, especialista em psicologia canina e sócio fundador da Dog Corner, treinar um cão é muito mais simples quando seguimos alguns princípios básicos de comportamento.

 

“Quando o tutor aprende a se comunicar de forma clara, o cachorro entende mais rápido e o processo se torna muito mais leve para os dois”, explica o especialista.

 

A seguir, o especialista lista 5 técnicas infalíveis que realmente funcionam no dia a dia.

 

1. Ensine primeiro com gestos, depois com palavras

 

“Os cães aprendem muito mais rápido através da linguagem corporal do que pela verbal. Por isso, o ideal é começar com gestos claros e objetivos, como levantar a mão para o ‘sentar’ ou direcionar o focinho do cão para baixo para o ‘deita’, e só depois associar a palavra ao comportamento. Esse método cria uma comunicação mais clara e ainda traz uma vantagem importante a longo prazo: quando você ensina primeiro por gestos e depois adiciona as palavras, garante que, mesmo no futuro, se o seu cachorro perder audição ou visão, ele ainda consiga responder aos comandos”, explica André.

 

2. Recompense no momento exato do comportamento

 

“No treinamento de cães, o tempo da recompensa é essencial. Ela precisa acontecer exatamente quando o cachorro executa o comportamento correto, para que ele entenda o que fez de certo. Quando há atraso, o animal pode associar a recompensa a outro comportamento, o que atrasa o aprendizado”, destaca.

 

3. Use recompensas que realmente motivem o cachorro

 

“Cada cachorro se motiva por estímulos diferentes. Alguns preferem petiscos, outros brinquedos ou interação. O importante é identificar o que tem mais valor para o animal e usar isso no treinamento. Quando o cão está realmente engajado, o aprendizado acontece de forma mais rápida e consistente”, orienta.

 

4. Evite repetir o comando várias vezes

 

“O erro não é o cachorro não obedecer, é o tutor ficar repetindo o comando. Falou e ele não fez? Em vez de insistir, muda o cenário, tira os estímulos e recomeça o treino. É assim que o aprendizado acontece de verdade”, explica André.

 

5. Reduza os estímulos do ambiente durante o treino

 

“Para que o cachorro consiga aprender, ele precisa estar concentrado. Por isso, no início do treinamento, o ideal é escolher um ambiente tranquilo e com o mínimo possível de estímulos”, explica André.

 

“Muitos tutores tentam ensinar comandos enquanto o cachorro está cercado de distrações, o que dificulta o aprendizado. Quando reduzimos esses estímulos, o cão consegue focar melhor e entender com mais clareza o que está sendo pedido. Depois que o comportamento já estiver bem aprendido, aí sim podemos introduzir novos ambientes”, completa.

 

Treinar um cachorro não é apenas ensinar comandos, mas construir uma forma clara de comunicação entre tutor e animal. Quando esse processo acontece de forma correta, o cachorro se sente mais seguro, aprende com mais facilidade e a relação entre os dois se torna muito mais equilibrada.

 

 

Dog Corner

 

Julho Dourado: imunização e prevenção antiparasitária antes das férias de inverno protegem pets, famílias e outros animais

 

Veterinárias explicam por que vacinação, controle de parasitas e acompanhamento veterinário devem fazer parte do planejamento das férias, mesmo para pets que permanecerão em casa 

 

Julho marca o período de férias escolares e também o Julho Dourado, mês dedicado à conscientização sobre as zoonoses – doenças que podem ser transmitidas entre animais e seres humanos. Para quem pretende viajar com cães e gatos ou deixá-los em hotéis, creches ou sob a responsabilidade de alguém de confiança, é essencial consultar um médico-veterinário, revisar a carteira de vacinação e iniciar ou atualizar a proteção contra parasitas antes de colocar o pé na estrada. Além de proteger o próprio pet, essas medidas reduzem o risco de transmissão de doenças em ambientes com maior circulação de animais, como hotéis, creches e parques, reforçando a importância da prevenção para a saúde coletiva.

"A vacinação é um dos pilares da medicina preventiva e não deve ser lembrada apenas quando o pet vai viajar. Manter o protocolo vacinal atualizado protege o animal durante todo o ano e é um cuidado indispensável em períodos de maior interação entre os pets, como as férias escolares", explica Mariana Guedes, Coordenadora de Serviços Técnicos da linha de Vacinas de Animais de Companhia na Zoetis Brasil.

"A prevenção contra parasitas também precisa ser antecipada, já que pulgas, carrapatos e outros ectoparasitas podem estar presentes em hotéis, parques e também podem chegar ao ambiente doméstico ‘pegando carona’ nas nossas roupas e sapatos. O ideal é que o pet esteja protegido de forma recorrente, especialmente antes de qualquer exposição, garantindo mais segurança para ele e para toda a família", complementa Paula Pinheiro, Coordenadora de Serviços Técnicos da linha de Antiparasitários de Animais de Companhia na Zoetis Brasil.

Antes de viajar ou deixar o pet sob os cuidados de outra pessoa, as médicas-veterinárias recomendam os seguintes cuidados: 

Consulte o médico-veterinário antes da viagem. O profissional poderá avaliar o estado geral de saúde do animal e orientar os cuidados necessários de acordo com o destino, o clima, o contato com outros animais e o tipo de ambiente que ele frequentará durante as férias. 

Mantenha a vacinação em dia. Antes de viajar ou deixar o animal em hotéis e creches, confira a carteira de vacinação com antecedência. Além de proteger contra doenças potencialmente graves, muitas vacinas são exigidas para hospedagem e ajudam a reduzir a circulação de agentes infecciosos entre os animais. 

Atualize a proteção contra parasitas. A prevenção contra pulgas, carrapatos, sarnas e outros parasitas deve ser feita antes da exposição a novos ambientes. O médico-veterinário indicará a solução mais adequada conforme o perfil do animal e o destino da viagem. Para cães que viajarão para regiões com ocorrência de Leishmaniose Visceral Canina, o uso contínuo de coleiras repelentes também é uma importante medida de proteção contra o mosquito-palha. Da mesma forma que uma viagem para regiões endêmicas para a dirofilariose, conhecida também como verme do coração, traz a necessidade do uso de um produto preventivo para essa doença. 

Escolha hospedagens que priorizem a prevenção. Caso o pet fique em um hotelzinho ou creche durante as férias, procure estabelecimentos que exijam vacinação atualizada, mantenham protocolos de higiene e realizem o controle adequado de parasitas, contribuindo para a proteção de todos os animais. 

Vai ficar em casa? A prevenção continua sendo essencial. Mesmo quando o animal permanece em casa durante as férias, é importante manter a vacinação e a proteção antiparasitária em dia, principalmente se ele receber visitas, frequentar creches, passeios, parques ou ficar aos cuidados de pet sitters e familiares. A medicina preventiva protege o pet durante todo o ano, independentemente da rotina. 

Para os gatos, mantenha a rotina sempre que possível. Diferentemente dos cães, muitos gatos se adaptam melhor quando permanecem em casa durante a ausência dos responsáveis. Sempre que possível, priorize a contratação de um profissional que faça visitas ao local de residência do animal, evitando mudanças de ambiente que podem causar estresse e impactar sua saúde. Caso seja necessária a hospedagem, opte por estabelecimentos adeptos ao conceito cat-friendly, que oferecem ambientes, manejo e práticas voltadas ao bem-estar dos felinos, tornando a experiência mais segura e confortável. 

Além dos cuidados antes da viagem, os responsáveis devem ficar atentos a qualquer alteração no comportamento ou na saúde do pet durante e após o retorno para casa. Sinais como falta de apetite, apatia, febre, vômitos ou dificuldade para se locomover merecem avaliação veterinária. Muitas doenças começam com sinais discretos que podem ser confundidos com alterações passageiras da rotina. Por isso, a identificação precoce de qualquer mudança no comportamento ou no estado de saúde do animal, seguida da procura por orientação de um médico-veterinário, aumenta as chances de um diagnóstico precoce e de um tratamento mais eficaz. 

Para apoiar no cuidado contínuo com pets ao longo de todo o ano, a Zoetis oferece um portfólio completo de soluções para cães e gatos, incluindo vacinas, antiparasitários e tratamentos para diferentes condições de saúde. Na linha de vacinas, destacam-se Vanguard® V10, que auxilia na prevenção das principais doenças infecciosas caninas; GiardiaVax®, que auxilia na prevenção da giardíase canina; Felocell CVR®-C (V4), para a prevenção das principais doenças infecciosas felinas; Felocell® FeLV, contra doenças associadas à infecção pelo vírus da leucemia felina (FeLV). e. 

Na linha de antiparasitários para cães, o portfólio inclui Simparic®, para proteção contra pulgas, carrapatos e sarnas; Simparic Trio®, que amplia a proteção ao incluir vermes intestinais, verme pulmonar e dirofilariose (verme do coração), ambos por até 35 dias; e a coleira Ectofend®, indicada para proteção contra pulgas, carrapatos e o mosquito-palha, transmissor da Leishmaniose Visceral Canina. Para os gatos, Revolution Plus® oferece proteção contra pulgas, carrapatos, ácaros e diferentes verminoses. 

Por fim, a companhia também conta com o portfólio VetScan®, de soluções diagnósticas que auxiliam o médico-veterinário na avaliação clínica dos animais e contribuem para decisões mais rápidas e assertivas durante o atendimento, favorecendo o diagnóstico precoce e o acompanhamento da saúde dos pets. 



Zoetis
Zoetis.com.br


Dias frios exigem cuidados extras nos passeios com os pets

Melhores horários para caminhar, proteção das patas e sinais de desconforto não devem ser ignorados

 

Em dias com baixa temperatura muitos tutores são levados a repensarem a rotina de passeio com os animais de estimação. Embora o passeio seja um momento aguardado e importante para o bem-estar físico e mental dos cães, os dias mais frios exigem adaptações para garantir conforto e segurança aos pets.

Assim como os seres humanos, os animais também podem sofrer com o frio intenso. A exposição prolongada às baixas temperaturas pode causar desconforto, reduzir a disposição para atividades físicas e, em alguns casos, agravar problemas de saúde, especialmente em filhotes, idosos e animais com doenças crônicas. 

De acordo com Mariana Belloni, médica veterinária e coordenadora do curso de Medicina Veterinária da Faculdade Anhanguera, os passeios não precisam ser suspensos durante as ondas de frio, mas devem ser planejados. "Os cães continuam precisando de estímulos físicos e mentais, mas em dias muito frios, o ideal é priorizar os passeios entre o fim da manhã e o início da tarde, quando as temperaturas costumam ser mais elevadas", explica. 

Além da temperatura ambiente, é importante considerar fatores como vento e umidade, que podem aumentar a sensação de frio e provocar desconforto. Os horários próximos ao amanhecer e à noite geralmente concentram o frio mais intenso. “Sempre que possível, os passeios devem ser realizados entre 10h e 15h, período em que há maior incidência solar e condições mais confortáveis para os animais", orienta a veterinária.

 

Atenção especial às patas 

Outro cuidado importante durante o inverno está relacionado ao contato das patas com superfícies frias. Calçadas, pisos de pedra e áreas úmidas podem favorecer perda de calor corporal. Além disso, a umidade constante nas patas favorece a proliferação de fungos e bactérias, especialmente entre os dedos, onde há menor ventilação. “Com o tempo, isso pode provocar dermatites, infecções e bastante desconforto, por isso é recomendado que os tutores sequem bem as patas após passeios em ambientes molhados e observem sinais como vermelhidão, coceira, inchaço ou odor diferente", explica a médica-veterinária. 

Para cães mais sensíveis, especialmente os de pequeno porte, idosos ou com pelagem curta, o uso de botas específicas para pets pode ser uma alternativa, desde que o animal esteja adaptado ao acessório.

 

Roupas podem ajudar, mas nem sempre são necessárias 

O uso de roupas também pode ser benéfico em algumas situações. Raças de pelagem curta, cães de pequeno porte, filhotes e idosos tendem a perder calor com mais facilidade e podem se beneficiar de agasalhos durante os passeios. "No entanto, é importante respeitar as características de cada animal. Algumas raças possuem uma pelagem naturalmente preparada para suportar temperaturas mais baixas e podem não precisar de roupas. O principal é observar o comportamento do pet e evitar excessos que possam causar superaquecimento ou limitar seus movimentos", explica a especialista. 

Durante os passeios, os tutores devem ficar atentos a possíveis sinais de que o animal está sofrendo com o frio. Tremores, postura encolhida, relutância em caminhar, busca constante por abrigo e levantamento frequente das patas podem indicar desconforto térmico. "Se o cão demonstra resistência para continuar o passeio, começa a tremer ou procura constantemente locais protegidos, é um sinal de que o frio pode estar excessivo para ele. Nesses casos, o ideal é encerrar a atividade e levá-lo para um ambiente aquecido", alerta a veterinária. 

Mudanças de comportamento após o passeio, como apatia, sonolência excessiva ou falta de apetite, também devem ser observadas e, se persistirem, devem ser avaliadas por um profissional.  



Anhanguera
Para mais informações das soluções educacionais, acesse o site.


Vai viajar nas férias? Saiba o que fazer para evitar estresse e problemas de saúde nos pets



Medidas simples ajudam a garantir conforto e segurança dos animais, seja em viagens com a família ou em hospedagem temporária 


As férias de julho costumam ser um dos períodos de maior movimentação nas estradas e aeroportos. Enquanto muitas famílias organizam as malas, quem tem um animal de estimação também precisa incluir o pet no planejamento, seja para viajar junto ou deixá-lo aos cuidados de outra pessoa. Para isso, é importante se atentar a alguns detalhes para garantir que esse período seja tranquilo e seguro. 

Segundo André França, coordenador do curso de Medicina Veterinária da Faculdade Anhanguera, o preparo deve começar alguns dias antes da viagem, principalmente quando o animal permanecerá em um hotel para pets, com familiares ou em uma hospedagem domiciliar. 

"Os pets criam vínculos com a rotina e com o ambiente em que vivem. Mudanças repentinas podem gerar fatores de estresse e até desencadear alterações de comportamento e problemas de saúde. Quanto mais planejada e gradativa for essa transição, maior será o bem-estar do animal", explica.
 

Confira sete cuidados importantes antes de viajar:
 

1. Verifique se as vacinas e o controle de parasitas estão em dia

Antes de qualquer viagem é importante conferir a carteira de vacinação. Muitos estabelecimentos exigem a imunização atualizada como condição para receber os hóspedes. 

Além das vacinas, vale verificar se a vermifugação e o controle de pulgas e carrapatos estão em dia, reduzindo o risco de doenças e infestações. 

"Essas medidas são essenciais não apenas o próprio animal, mas também os demais pets que estarão no mesmo ambiente", destaca o veterinário.
 

2. Faça uma avaliação com o médico veterinário

Mesmo que o animal pareça saudável, uma consulta preventiva pode identificar alterações que passariam despercebidas pelos tutores. 

Durante a avaliação, o profissional poderá orientar sobre medicamentos de uso contínuo, restrições alimentares, necessidade de exames e até fornecer recomendações específicas para viagens longas ou mudanças de ambiente.
 

3. Escolha um local seguro e adequado para hospedagem

Caso o pet não acompanhe a família, é importante pesquisar cuidadosamente onde ele ficará.

O especialista recomenda visitar o local antecipadamente para verificar higiene, espaço disponível, ventilação, rotina de alimentação, enriquecimento ambiental, acompanhamento veterinário e protocolos de emergência. 

"Nem sempre o melhor lugar é o mais próximo de casa. O ambiente precisa oferecer conforto, segurança e profissionais preparados para lidar com diferentes perfis de animais. Além disso, é necessário verificar o número de animais que serão recebidos no local durante o período de hospedagem."
 

4. Facilite a adaptação ao novo ambiente

Animais costumam sentir a mudança de rotina. Para tornar a adaptação mais tranquila, uma boa estratégia é enviar objetos familiares, como cama, manta, brinquedos e até peças de roupa com o cheiro dos responsáveis pelo animal. Esses itens ajudam a reduzir a ansiedade e oferecem maior sensação de segurança durante o período de afastamento. 

“Realizar uma visita prévia com o animal, no caso de hotéis pet, é importante para que o animal reconheça o ambiente e seja familiarizado com o espaço. Isso reduz o estresse e torna experiência mais positiva”, explica.
 

5. Mantenha a alimentação e a rotina

Mudanças bruscas na alimentação podem provocar problemas digestivos, principalmente em cães e gatos mais sensíveis. O ideal é fornecer a mesma ração utilizada em casa, além de orientar o cuidador sobre horários, quantidade de alimento, petiscos permitidos e hábitos do animal, como horários de passeio ou brincadeiras.
 

6. Deixe todas as informações organizadas

Além dos contatos com os responsáveis, é importante fornecer telefones de emergência, contato do médico -veterinário de confiança, que já deve ter ciência da situação, além de orientações sobre medicamentos, alergias, doenças pré-existentes e comportamento do animal. 

Essas informações permitem uma resposta mais rápida caso ocorra qualquer necessidade durante a ausência da família.
 

7. Observe o comportamento do pet após o retorno

A atenção também deve continuar depois das férias. Alguns animais podem apresentar mudanças temporárias de comportamento, como falta de apetite, apatia, ansiedade ou agitação. Caso esses sinais persistam por mais de um dia ou venham acompanhados de sintomas físicos, os responsáveis devem procurar o médico veterinário para avaliação. 

Segundo França, o planejamento é o principal aliado para garantir que as férias sejam tranquilas tanto para os tutores quanto para os animais. 

"Os pets fazem parte da família e precisam de cuidados especiais nesse período. Preparar o ambiente, manter os cuidados com a saúde e respeitar as necessidades comportamentais de cada animal faz toda a diferença para que eles passem por esse momento com conforto e segurança.

 

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