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domingo, 12 de julho de 2026

Como melhorar a comunicação entre tutor e pet no dia a dia? Confira 5 dicas

Especialista em comportamento canino explica por que entender a linguagem do cão é a chave para uma convivência mais equilibrada

 

Latidos excessivos, ansiedade, destruição de objetos e dificuldade em obedecer comandos costumam ser interpretados como “desobediência”. Mas, na maioria das vezes, esses comportamentos são sinais claros de falha na comunicação entre tutor e pet. Diferente dos humanos, os cães não se comunicam por palavras, e sim por energia, gestos, rotina e emoção.

 

Segundo André Cavalieri, especialista em comportamento canino e sócio-fundador da Dog Corner, quando o tutor aprende a se comunicar na “língua do cão”, a relação se transforma. “Antes de ensinar comandos, é preciso alinhar intenção, emoção e ação. O cão lê o mundo pelo comportamento do tutor, não pelo que ele fala”, explica.

 

A seguir, o especialista lista dicas práticas para melhorar a comunicação entre tutor e pet no dia a dia:

 

1. A comunicação começa antes da palavra

“Os cães não entendem discurso, mas entendem energia, postura e emoção. Um tutor ansioso tende a gerar um cão ansioso. Um tutor agressivo pode gerar um cão agressivo ou extremamente medroso. Tom de voz, gestos, postura corporal e até o estado emocional do tutor impactam diretamente o comportamento do animal. Antes de pedir qualquer comando, o tutor precisa observar como está se sentindo e o que está transmitindo", comenta André.

 

2. Seja coerente: previsibilidade gera segurança

“Amar um cão não é permitir tudo, mas oferecer regras claras e consistentes. Se hoje subir no sofá é permitido e amanhã não é, o cão não está ‘testando limites’, ele apenas tenta entender um sistema que muda o tempo todo. Comunicação eficiente exige regras simples, repetição e constância. A previsibilidade reduz a ansiedade e melhora o comportamento", diz. 

 

3. O silêncio também comunica

“Falar demais gera ruído, não clareza. Muitos tutores repetem ‘não, não, não’ esperando que o cão entenda, mas o excesso de fala confunde. Um olhar firme, uma pausa consciente ou um redirecionamento corporal bem feito comunicam muito mais. Serenidade é uma das mensagens mais importantes que o tutor pode transmitir", explica o especialista.

 

4. Rotina é uma forma de amor e comunicação emocional

“Para o cão, rotina é linguagem emocional. Horários definidos para passeio, alimentação, descanso e interação ajudam o animal a entender que o mundo é previsível. Isso reduz ansiedade, frustração e comportamentos destrutivos. Um cão relaxado aprende melhor e tem mais qualidade de vida", complementa. 

 

5. Gasto de energia também é comunicação

“Nenhuma comunicação funciona se o cão está com excesso de energia física ou mental acumulada. Passeio não é luxo, enriquecimento ambiental não é mimo e atividades estruturadas não são extras. São necessidades básicas. Um cão que não explora o mundo tende a ficar ansioso, estressado e até deprimido, o que bloqueia qualquer tentativa de aprendizado", analisa.

 

Ouça mais, fale menos

 

Por fim, André reforça que o tutor precisa aprender a “ouvir” o cão. “Eles se comunicam o tempo todo por bocejos, desvios de olhar, postura corporal, respiração e velocidade dos movimentos. Ignorar esses sinais é como conversar com alguém que pede ajuda em outra língua e fingir que não está entendendo", completa.

 

“Quando o tutor aprende a observar, respeitar e se comunicar de forma clara, o comportamento melhora naturalmente. Comunicação não é controle, é conexão”, conclui André Cavalieri.

 

Dog Corner


Uso incorreto de roupas de frio em pets pode causar problemas de pele

Doenças de pele podem representar até 20% dos atendimentos; especialistas explicam quando as roupinhas ajudam e quando podem prejudicar cães e gatos  

 

Com a queda brusca nas temperaturas, é natural que os tutores busquem alternativas para aquecer os animais de estimação. As vitrines se enchem de casacos, moletons e fantasias de inverno. No entanto, o que começa como um gesto de cuidado e estética pode se transformar em um problema de saúde para cães e gatos. A WeVets, maior grupo de saúde veterinária do Brasil, faz um alerta clínico: o uso prolongado e incorreto de roupinhas está entre os fatores que podem desencadear crises dermatológicas e desconforto físico durante o inverno. 

De acordo com a World Small Animal Veterinary Association (WSAVA), as doenças dermatológicas estão entre as condições mais frequentes na medicina veterinária de pequenos animais, podendo representar até 20% dos atendimentos clínicos Esse número pode chegar a até 70% dependendo da região. Em um país que abriga cerca de 160 milhões de animais de estimação, segundo o Instituto Pet Brasil (IPB), a adoção de cuidados inadequados durante os períodos de frio pode impactar milhões de pets. 

Ao contrário dos seres humanos, os animais possuem uma barreira natural extremamente eficiente de proteção térmica: a pelagem e a gordura subcutânea. Quando o tutor insere uma camada artificial de tecido sobre o corpo do animal sem necessidade real, o microclima da pele se altera drasticamente.
 

O perigo do "abafamento" e as dermatites ocultas 

O erro mais frequente é manter o animal vestido por dias seguidos, sem intervalos para que a pele respire. “O tecido em contato contínuo com o corpo do animal retém a umidade natural da pele, reduz a ventilação e cria um ambiente quente e úmido, principalmente se o pet tiver dermatite atópica. Esse é o cenário ideal para a proliferação de fungos e bactérias. Quando o tutor retira a roupa para lavar, muitas vezes se depara com quadros de dermatite, infecções cutâneas e alergias que exigem tratamento medicamentoso”, explica Analice Munhoz, médica veterinária na WeVets. 

Além das infecções de pele, o atrito constante do tecido com os pelos compridos provoca a formação de nós complexos, especialmente em regiões de dobra como axilas e virilhas. Esses nós tensionam a pele, gerando dor e desconforto e, em casos mais graves, podem exigir a remoção completa da pelagem afetada.
 

Quem realmente precisa de roupa? 

A necessidade de proteção térmica varia conforme a anatomia, a idade e o histórico de saúde do pet. Organizações veterinárias internacionais, como a American Veterinary Medical Association (AVMA), apontam que filhotes, idosos, animais de pequeno porte, com baixa gordura corporal ou pelagem curta são os mais suscetíveis aos efeitos das baixas temperaturas. 

A indicação clínica de uso de roupas restringe-se principalmente a:

  1. Animais de pelagem muito curta ou nua: raças como Pinscher, Whippet, Galgo Italiano e o gato Sphynx possuem menor capacidade de retenção de calor.
     
  2. Pets idosos e com doenças ortopédicas: o frio pode intensificar dores associadas à artrose e outras alterações articulares.
     
  3. Filhotes e convalescentes: animais muito jovens ou em recuperação de cirurgias e doenças apresentam maior dificuldade de regulação térmica.

Por outro lado, raças de pelagem dupla ou densa, como Spitz Alemão, Husky Siberiano, Chow Chow, Golden Retriever e a maioria dos gatos de pelo longo, normalmente não necessitam de roupas para enfrentar o inverno. Em alguns casos, o excesso de proteção pode comprometer a função isolante natural da pelagem.
 

Manual do inverno seguro para os tutores 

Para garantir o bem-estar do pet sem colocar a saúde em risco, a especialista da WeVets recomenda: 

Rodízio e escovação: retirar a roupa pelo menos duas vezes ao dia para escovar os pelos e verificar a condição da pele. A mesma peça não deve permanecer no animal por mais de 24 horas sem higienização. O ideal é lavar a roupinha ao retirar do armário antes de colocar no pet, principalmente se ele já tiver histórico de dermatite alérgica. 

Tecidos adequados: optar por algodão ou soft leve, que favorecem a troca de calor. Materiais sintéticos, lãs que soltam fiapos e peças com adornos devem ser evitados. 

Liberdade de movimento: a roupa não pode restringir a locomoção, o ato de sentar ou as necessidades fisiológicas do pet. 

Observar sinais reais de frio: tremores persistentes, busca constante por locais aquecidos, sono excessivamente encolhido e extremidades frias, como patas e orelhas, são indicativos mais confiáveis do que a percepção térmica do tutor.  

“O frio existe e alguns animais realmente precisam de proteção adicional. O problema surge quando o tutor acredita que todo pet sente frio da mesma forma que um ser humano. A melhor estratégia é observar os sinais do animal e buscar orientação veterinária com um especialista, como os da equipe da WeVets, antes de transformar uma medida de conforto em um fator de risco para a saúde”, finaliza a especialista da WeVets.



Laika lança campanha que transforma lembranças de pets em solidariedade

Iniciativa permanente convida tutores a doarem mantas, roupinhas e outros itens de frio para animais em situação de vulnerabilidade, ressignificando objetos carregados de afeto após a despedida



Depois que um animal de estimação parte, muitos tutores mantêm guardados mantinhas, roupinhas, brinquedos e outros objetos que carregam lembranças de uma história de amor. Para algumas pessoas, esses itens permanecem como parte do processo de luto; para outras, chega um momento em que podem ganhar um novo significado. Foi a partir dessa reflexão que nasceu a campanha Memórias que Aquecem, criada pela Laika Funeral Pet para transformar lembranças em gestos de cuidado com animais em situação de vulnerabilidade.

Lançada neste inverno, mas com caráter permanente, a iniciativa arrecada mantas, roupinhas e outros itens de frio que possam aquecer pets acolhidos por organizações e projetos de proteção animal. Mais do que promover uma campanha solidária, a proposta convida os tutores a ressignificarem objetos que permaneceram após a despedida de um animal de estimação, permitindo que o carinho vivido ao longo daquela relação continue aquecendo outras vidas.

"Na Laika, acompanhamos diariamente histórias de amor muito profundas entre pessoas e seus pets e sabemos que não existe uma forma certa de viver o luto. Muitos objetos permanecem carregados de significado após a despedida, e a campanha Memórias que Aquecem nasceu justamente para oferecer uma possibilidade de ressignificar esse carinho”, afirma Natália Nigro de Sá, psicóloga especializada em luto e cofundadora da Laika Funeral Pet.

“Para quem sentir que chegou o momento, doar uma mantinha, uma roupinha ou outro item que um dia aqueceu um pet querido pode ser uma forma de transformar a saudade em um gesto de cuidado. O amor não termina com a despedida; ele pode continuar existindo por meio de novos gestos de afeto e solidariedade", acrescenta.

As doações serão destinadas a organizações e iniciativas voltadas ao cuidado de animais em situação de vulnerabilidade. A Laika está finalizando a definição dos parceiros responsáveis por receber os donativos e organizará periodicamente a entrega dos itens arrecadados, ampliando o alcance da campanha ao longo de todo o ano.

Ao tornar a iniciativa permanente, a empresa reforça seu propósito de acolher não apenas os animais, mas também as famílias que vivenciam a despedida de um companheiro de quatro patas. A campanha parte da compreensão de que cada pessoa vive o luto de uma maneira e, para aquelas que desejarem, doar um objeto carregado de memória pode representar uma forma sensível de perpetuar o vínculo construído com seu pet por meio de um gesto de amor e solidariedade.

Serviço
Memórias que Aquecem
O que doar: mantas, roupinhas e outros itens de frio para pets, novos ou usados, desde que estejam em bom estado de conservação.
Como participar: as doações devem ser entregues presencialmente na sede da Laika Funeral Pet.
Endereço: Praça Vicente Rodrigues, 110 – Butantã – São Paulo (SP) – CEP 05507-030.
Horário de recebimento: de segunda a sexta-feira, das 9h30 às 18h, exceto feriados.
Informações: (11) 96196-9888.



Laika Funeral Pet
Para saber mais, acesse aqui


Check-up veterinário no inverno: prevenção é essencial para a saúde de cães e gatos

Exames laboratoriais auxiliam no monitoramento da saúde animal e na identificação precoce de doenças durante os meses mais frios do ano

 

Com a chegada do inverno e a queda das temperaturas, aumenta a atenção com a saúde dos animais de estimação. O período pode favorecer o surgimento ou o agravamento de diversas condições clínicas em cães e gatos, especialmente entre pacientes idosos, portadores de doenças crônicas ou com histórico de problemas respiratórios. Diante desse cenário, a realização de check-ups veterinários torna-se uma importante aliada na prevenção e no acompanhamento da saúde animal. A Bioclin oferece diversas opções de exames laboratoriais que auxiliam médicos-veterinários na avaliação completa dos pacientes em diferentes fases da vida. 

Os exames de rotina permitem identificar alterações muitas vezes silenciosas, contribuindo para diagnósticos precoces e decisões clínicas mais assertivas. Entre os principais benefícios do acompanhamento preventivo estão a identificação precoce de doenças, o monitoramento de pacientes com enfermidades crônicas, a avaliação das funções renal e hepática, a investigação de processos inflamatórios e infecciosos, além do acompanhamento da saúde de animais geriátricos. 

Durante os meses mais frios, muitos animais tendem a apresentar mudanças de comportamento, redução da atividade física e maior permanência em ambientes fechados, fatores que podem influenciar diretamente seu estado de saúde. Por isso, a avaliação periódica torna-se ainda mais importante para garantir que possíveis alterações sejam detectadas antes do surgimento de sinais clínicos mais graves. 

Além de contribuir para o diagnóstico precoce, os exames laboratoriais fornecem informações essenciais para o acompanhamento da resposta a tratamentos e para o planejamento de condutas médicas mais seguras. Esse monitoramento é especialmente relevante para animais idosos, que demandam atenção contínua devido à maior predisposição ao desenvolvimento de doenças associadas ao envelhecimento. 

“A prevenção continua sendo uma das ferramentas mais importantes da medicina veterinária. Durante o inverno, quando alguns problemas de saúde podem se intensificar, os exames laboratoriais desempenham um papel fundamental na avaliação do estado geral dos animais e no suporte ao diagnóstico precoce, contribuindo para uma melhor qualidade de vida dos pacientes”, destaca Camila Eckstein, especialista em Diagnóstico Veterinário da Bioclin,  empresa que disponibiliza um portfólio completo de soluções para o segmento veterinário, oferecendo exames que apoiam profissionais em diferentes necessidades clínicas e reforçam a importância dos cuidados preventivos durante todo o ano.


Da emergência a adoção: veterinário narra casos reais e retrata a complexidade da relação entre humanos e pets

Divulgação 


Com mais de 10 anos de atuação, Victor Soares apresenta uma história sobre cuidado, negligência, conexão emocional e os bastidores da medicina veterinária no livro "Não era passeio, era consulta"


No fim de um plantão exaustivo, uma husky siberiano de nove meses chega ao hospital veterinário em estado crítico após uma sequência de convulsões. A canina, chamada Loba, mal conseguia reagir aos procedimentos, enquanto o tutor demonstrava pressa para encerrar o caso. É a partir dessa cena de que o médico veterinário Victor Soares inicia a narrativa de Não era passeio, era consulta, livro publicado pela Editora Rua do Sabão, que transforma experiências reais da profissão em reflexões sobre vínculo, negligência e responsabilidade afetiva com os animais. 
 
Ao unir memória autobiográfica, bastidores hospitalares e análise social, o autor apresenta a relação entre humanos e animais sob o ponto de vista de quem convive diariamente com emergências, eutanásias e decisões difíceis.  

Enquanto o narrador enfrenta o esgotamento emocional causado pela profissão, a protagonista de quatro patas reage aos traumas acumulados por uma criação negligente. Por meio de tropes literárias como found family, segunda chance e conexão entre humano e animal nos tempos atuais, Victor Soares descreve a recuperação de Loba após sua família desistir dela, entrelaçando à narrativa ensaios, relatos e histórias de outros pacientes que foram marcantes na sua carreira.  

Situações comuns na rotina veterinária, que raramente aparecem fora do consultório, também são discutidas na obra, entre elas o peso das decisões clínicas, a pressão emocional sobre os profissionais e a chamada “fadiga por compaixão”, condição causada pelo contato constante com sofrimento e perdas. O escritor ainda traz para o debate assuntos muito importantes para a criação de cães e gatos, como obesidade animal, luto, compreensão da natureza animal e evidencia a importância do cuidado e do amor aos bichos de estimação. 

Esta obra inaugura um novo olhar sobre a literatura veterinária no Brasil [...] o autor nos conduz pelos meandros da medicina veterinária moderna, explorando temas cruciais como a crescente humanização dos pets, os dilemas éticos da profissão e as profundas transformações na relação entre tutores e animais no período pós-pandemia. Cada capítulo equilibra com maestria o drama real dos casos clínicos com reflexões perspicazes sobre comportamento animal, antropomorfização e os desafios contemporâneos do cuidado com nossos companheiros de quatro patas, descreve Juliana Cunha, crítica literária que assina a orelha da obra.

Em Não era passeio, era consulta, o autor mostra como o cuidado com os animais vai muito além do afeto: exige responsabilidade emocional, limites e empatia. Ao acompanhar a trajetória de Loba, o leitor é convidado a refletir sobre temas fundamentais para a criação de cachorros e gatos, como: adoção responsável, finitude, respeito e compreensão da natureza dos bichos, além dos riscos de transformá-los em projeções humanas. Com casos tão impactantes quanto reais, este livro amplia o debate sobre a criação dos companheiros de quatro patas de forma inédita, e reforça como vínculos podem transformar não apenas a vida dos pets, mas também das pessoas ao redor deles.  

Divulgação 

Ficha técnica:  

Título: Não era passeio, era consulta 
Subtítulo: Um veterinário no centro da relação humano-animal  
Autor: Victor Soares 
Editora: Rua do Sabão 
ISBN/ASIN:978-65-5245-044-9 
Gênero: autoficção  
Número de páginas: 150 
Preço: R$ 68,90 
Onde encontrarAmazon  
 

Sobre o autor: Victor Soares é médico veterinário formado pela UNESP de Jaboticabal, pós-graduado em Oncologia de cães e gatos e tem mais de dez anos de atuação clínica. Sócio-proprietário do hospital veterinário Vet Domus, construiu sua trajetória profissional no atendimento de cães e gatos, com experiência em emergências, internação e rotina hospitalar. Com Não era passeio, era consulta, estreia na literatura ao transformar vivências da medicina veterinária em uma narrativa sobre cuidado, vínculo, saúde mental e os desafios da relação entre humanos e animais na atualidade. 
 
Instagram: @victorsoares.vet   

 

A prevenção no centro da nova medicina veterinária


A medicina veterinária já não pode ser organizada apenas a partir da doença instalada. Esse modelo, que durante muito tempo orientou a jornada de cuidado, vem sendo pressionado por uma realidade diferente. Os pets vivem mais, os responsáveis por eles monitoram mais de perto as decisões clínicas e o setor opera em um ambiente que exige continuidade, previsibilidade e acompanhamento ao longo do tempo. 

Nesse contexto, a prevenção deixa de ocupar um lugar complementar e assume papel central. Não apenas porque reduz a ocorrência de doenças evitáveis, mas porque qualifica a relação entre clínica e o responsável pelo animal, amplia a capacidade de intervenção precoce e sustenta uma rotina de cuidado mais consistente. 

A agenda global de saúde animal já aponta nessa direção. A HealthforAnimals destaca que, em diferentes mercados, a maior longevidade dos pets está associada a fatores como vacinação, acesso mais frequente ao cuidado veterinário e melhor compreensão das necessidades dos animais por parte dos responsáveis. Em alguns países, o aumento da expectativa de vida de cães e gatos chegou a 230%. Esse dado ajuda a consolidar uma leitura importante. Viver mais depende menos de resposta tardia e mais de monitoramento, regularidade e manejo preventivo. 

Essa mudança tem impacto direto sobre a prática clínica. O atendimento deixa de se concentrar apenas em episódios agudos e passa a exigir uma rotina mais estruturada de acompanhamento. Vacinação, controle de parasitas, avaliação periódica e identificação precoce de alterações clínicas deixam de ser etapas isoladas e passam a compor uma estratégia mais ampla de cuidado. 

No Brasil, essa transição já aparece com clareza na rotina das clínicas. Dados do Radar VET mostram que o atendimento clínico é o principal gerador de faturamento para 69% dos veterinários, enquanto a aplicação de vacinas aparece logo atrás, com 54% das menções. Ao mesmo tempo, 66% dos profissionais afirmam possuir ou estar cursando especialização. O dado é relevante porque mostra que o cuidado preventivo não está à margem da operação. Ele já integra, de forma concreta, a prática veterinária e encontra um ambiente técnico mais preparado para jornadas contínuas de cuidado. 

A mudança também pode ser observada do lado do responsável pelo animalt. O Radar Pet já apontou um consumidor mais presente, que busca informação antes de decidir e acompanha com mais atenção questões relacionadas à saúde do animal. Segundo o estudo, 55% recorrem à internet, a outros responsáveis por cães ou gatos ou à própria experiência antes de decidir sobre produtos e tratamentos. Isso cria um ambiente mais favorável à prevenção, mas também amplia a responsabilidade de quem orienta. Informação disponível nem sempre significa critério ou compreensão adequada do risco. 

É justamente por isso que a prevenção não pode ser tratada como orientação pontual. Sua eficácia depende de regularidade, adesão e acompanhamento. Calendários vacinais incompletos, controle intermitente de parasitas e consultas adiadas seguem sendo entraves relevantes, mesmo em um cenário em que os benefícios da prevenção já são amplamente conhecidos. 

Esse ponto ganha ainda mais peso quando se observa que muitos dos problemas mais frequentes na clínica não começam de forma evidente. A HealthforAnimals lembra que pulgas, carrapatos e vermes seguem entre as ameaças mais recorrentes à saúde dos pets e reforça que o controle adequado depende de continuidade, não de resposta eventual. Em grande parte dos casos, quando o problema se torna visível, parte da oportunidade de prevenir já foi perdida. 

Ao mesmo tempo, a prevenção redefine o papel do médico-veterinário. O profissional deixa de ser percebido apenas como referência para intervenção diante do quadro clínico e se consolida como agente central na construção de uma rotina de cuidado. Isso exige escuta, clareza na recomendação, capacidade de alinhar expectativas e constância na relação com o responsável pelo pet. Em um ambiente marcado por excesso de informação e escolhas cada vez mais comparadas, esse papel se torna ainda mais estratégico. 

A prevenção já é reconhecida como um dos caminhos mais consistentes para ampliar a longevidade, reduzir agravamentos e qualificar o cuidado. Ainda assim, ela continua sendo, em muitos contextos, tratada como apoio e não como eixo da prática. Talvez a discussão mais importante daqui para frente não esteja em reafirmar seus benefícios, mas em entender por que, mesmo diante de tantos avanços, a lógica reativa ainda ocupa tanto espaço em um setor que já sabe que cuidar antes continua sendo a decisão mais consistente.

 

Gabriela Mura - diretora de mercado e assuntos regulatórios do Sindan

 

Por que os rituais moldam o vínculo entre responsáveis e pets?

Para cães e gatos, a rotina não é apenas organização do dia. É a principal forma de interpretar o ambiente e, sobretudo, de entender a relação com quem cuida deles 

 

Quem convive com pets já está familiarizado com a cena: poucos minutos antes do horário habitual da refeição, o animal começa a se movimentar, observar e antecipar o que está por vir. O mesmo acontece com o momento do passeio, da brincadeira ou até da chegada do responsável em casa. Essa capacidade de prever eventos não é coincidência, mas sim o resultado da construção de rituais na rotina.

Diferente dos humanos, que interpretam o ambiente a partir de contexto e linguagem, os cães e gatos se orientam por padrões. Sempre que um evento se repete em condições semelhantes, como horário, sequência de ações e sinais do ambiente, o cérebro passa a registrá-lo como previsível. Essas referências ajudam o animal a entender o que esperar e como reagir a cada momento.

Esse processo tem um impacto direto não apenas no comportamento, mas também na forma como o animal constrói sua relação com o responsável. Com o tempo, essas sequências deixam de ser apenas eventos repetidos e passam a funcionar como pontos de referência emocional. É por meio delas que o pet associa determinadas situações à presença, à ação e à resposta de quem cuida dele, criando uma base de segurança que sustenta o vínculo.

Segundo a médica-veterinária e gerente de produtos da Pet Nutrition, Bruna Isabel Tanabe, essa construção acontece de forma progressiva e está diretamente ligada à consistência da rotina. “Quando o animal entende a dinâmica do ambiente, ele responde com mais segurança. Isso impacta não só o comportamento, mas também a qualidade da interação com quem faz parte da rotina dele”, explica.

Entre os diferentes rituais do dia a dia, aqueles ligados à alimentação ocupam um papel central nesse processo. O acesso ao alimento é, biologicamente, um dos estímulos de maior relevância para cães e gatos.

Na prática, isso significa que o momento da alimentação não se limita à nutrição. Ele concentra atenção, expectativa e interação em um mesmo contexto, o que o torna especialmente relevante na construção do vínculo. Ao longo do tempo, o animal passa a associar esse momento não apenas à saciedade, mas também à segurança do ambiente e à relação com quem está presente.

Dentro dessa lógica, os petiscos desempenham um papel importante, pois permitem ampliar as janelas de interação sem comprometer a previsibilidade que sustenta o equilíbrio do animal. “Em vez de concentrar a experiência apenas no horário da refeição, os snacks podem ser distribuídos ao longo do dia, criando novas oportunidades de conexão e interação”, explica a profissional.

Essa aplicação pode acontecer de diferentes formas. Oferecer o petisco diretamente reforça a associação com a presença do responsável, enquanto escondê-lo em locais acessíveis ou utilizá-lo em objetos contribui com o enriquecimento ambiental estimulando comportamentos de exploração e engajamento. “Para os cães, isso costuma se traduzir em pequenas buscas ou deslocamentos dentro de casa. Para os gatos, a distribuição em diferentes alturas ou pontos do ambiente ativa comportamentos naturais de caça, respeitando a forma como a espécie interage com o espaço”, detalha Bruna.

Essas variações ajudam a manter o ambiente estimulante sem romper a base de segurança construída pelos rituais. Outros momentos, como pausas para descanso, interações previsíveis e brincadeiras estruturadas, também contribuem para essa organização, ajudando o animal a compreender melhor o fluxo do dia.

Para Bruna é essa consistência que sustenta a qualidade da convivência. “Quando o responsável organiza a rotina de forma previsível, ele cria um ambiente mais confortável para o animal. Isso facilita a adaptação e melhora a relação no dia a dia”, afirma.

Nesse contexto, o vínculo deixa de ser construído apenas em momentos isolados de interação e passa a se formar ao longo da rotina. É na repetição e na qualidade desses rituais, principalmente nos momentos ligados à alimentação, que o animal aprende a associar o ambiente à segurança e a desenvolver uma relação mais estável com quem faz parte do seu dia a dia. 



Pet Nutrition
https://www.petnutrition.com.br/


Quatro em cada dez cães com doenças alérgicas de pele têm qualidade de vida afetada, aponta pesquisa global da MSD Saúde Animal

Levantamento ouviu mais de 3 mil responsáveis e médicos-veterinários em 11 países e revela desafios relacionados ao diagnóstico, tratamento e adesão terapêutica 


As doenças alérgicas de pele estão entre os problemas de saúde mais frequentes na rotina veterinária e podem impactar significativamente o bem-estar dos cães e de suas famílias. É o que mostra uma nova pesquisa global da MSD Saúde Animal, intitulada “Perspectivas de Tutores e Veterinários sobre Prurido Canino: Uma Pesquisa Global”, que ouviu 1.710 responsáveis de cães e 1.413 médicos-veterinários em 11 países para compreender os principais desafios relacionados ao diagnóstico, tratamento e controle da dermatite alérgica em cães.

Os resultados revelam que a condição afeta diretamente a qualidade de vida dos animais e de suas famílias. Globalmente, 39% dos responsáveis relataram que a coceira e os problemas dermatológicos tiveram impacto negativo significativo no bem-estar de seus cães. Além disso, 31% afirmaram que a doença também prejudicou sua própria qualidade de vida, evidenciando que os efeitos da dermatite alérgica vão além do desconforto animal e impactam a rotina doméstica.

A pesquisa também mostra que o prurido (coceira) continua sendo uma das principais razões para consultas veterinárias. Nove em cada dez responsáveis de pets que procuraram atendimento para cães com coceira discutiram o problema com o médico-veterinário, e cerca de 60% agendaram a consulta especificamente para tratar essa condição.

O estudo também reforça a relevância do tema na prática clínica. Globalmente, cerca de 27% dos cães atendidos por médicos-veterinários apresentam coceira ou dermatite alérgica, tornando a condição uma das queixas mais frequentes nos consultórios veterinários.

“A dermatite alérgica é um dos sinais clínicos mais comuns em cães de todas as idades. Sabendo que muitos responsáveis e veterinários convivem diariamente com esse desafio, buscamos compreender melhor as dificuldades relacionadas ao diagnóstico, tratamento e adesão terapêutica. Embora ambos enfrentem frustrações ao longo dessa jornada, existe um objetivo comum: encontrar uma solução eficaz, segura e que proporcione alívio rápido para os animais”, afirma Linda Horspool, diretora de Assuntos de Marketing Científico da MSD Saúde Animal.


Desafios persistem no tratamento das doenças alérgicas

Além do impacto na qualidade de vida, o estudo identificou dificuldades na escolha e manutenção dos tratamentos. Cerca de 29% dos responsáveis e 41% dos médicos-veterinários relataram ter trocado a terapia utilizada para controlar doenças alérgicas de pele no último ano, demonstrando que ainda existem necessidades não plenamente atendidas no manejo dessas condições.

Quando questionados sobre os atributos mais importantes em um tratamento para cães com coceira, os responsáveis apontaram eficácia, segurança e ação direcionada como as principais características desejadas. Já os médicos-veterinários destacaram a eficácia e o rápido início de ação como fatores prioritários na tomada de decisão clínica.

A pesquisa também revelou que ainda existe uma distância entre as expectativas dos responsáveis e os desafios enfrentados no manejo da doença. Entre os principais motivos para interromper ou substituir tratamentos estão a percepção de baixa eficácia, preocupações relacionadas à segurança, custos elevados e dificuldades na administração dos medicamentos.


Comunicação e adesão são fundamentais para o sucesso terapêutico

Outro achado importante do levantamento é que tanto responsáveis quanto médicos-veterinários reconhecem a necessidade de melhorar a comunicação sobre a doença e seu tratamento. As entrevistas qualitativas realizadas como parte da pesquisa indicaram que muitos responsáveis ainda possuem compreensão limitada sobre o caráter crônico das doenças alérgicas de pele e sobre a importância da adesão contínua ao protocolo terapêutico recomendado.

Segundo os participantes, essa falta de entendimento pode comprometer os resultados clínicos e gerar frustrações ao longo do acompanhamento do paciente. Além disso, muitos responsáveis relataram dificuldades em manter a regularidade dos tratamentos, seja pela complexidade das aplicações, pela frequência necessária ou pelo impacto financeiro. Alguns entrevistados afirmaram inclusive espaçar doses para reduzir custos, o que pode comprometer a eficácia do tratamento.


Necessidade de soluções mais práticas e direcionadas

O levantamento também identificou demandas por tratamentos que combinem eficácia, segurança e praticidade. Entre os médicos-veterinários entrevistados, quase metade apontou a necessidade de opções mais acessíveis e com melhor custo-benefício. Já os responsáveis destacaram a facilidade de administração como um fator relevante na escolha da terapia.

Diante desse cenário, marcado pela busca por tratamentos eficazes, seguros e que favoreçam a adesão ao protocolo terapêutico, a medicina veterinária tem impulsionado o desenvolvimento de soluções cada vez mais alinhadas às necessidades apontadas por responsáveis e médicos-veterinários. Um exemplo é Numelvi®, lançamento recente da MSD Saúde Animal para o tratamento da dermatite atópica canina, uma condição inflamatória crônica associada a reações alérgicas que afeta significativamente a qualidade de vida dos cães.

A terapia atua de forma seletiva na inibição da JAK1, principal via envolvida no processo inflamatório e no prurido associado à doença, proporcionando alívio da coceira a partir de duas horas após a administração da primeira dose. Além disso, pode ser utilizada em cães a partir de seis meses de idade e conta com esquema de dose única diária, sem necessidade de dose de ataque, características que contribuem para a adesão ao tratamento. Já disponível em 37 países, Numelvi® foi reconhecido em 2026 pela S&P Global Animal Health como o Melhor Novo Produto para Animais de Companhia, uma das premiações mais relevantes da indústria veterinária mundial.

Para José Carlos Pereira Jr., diretor da unidade de Animais de Companhia da MSD Saúde Animal Brasil, os resultados do levantamento reforçam a importância de soluções que conciliem eficácia, segurança e praticidade para apoiar o manejo de longo prazo das doenças alérgicas de pele: 

“Os resultados da pesquisa reforçam uma realidade observada diariamente na prática clínica: responsáveis e médicos-veterinários buscam soluções que entreguem eficácia, segurança e praticidade sem comprometer a qualidade de vida dos animais. O avanço das opções terapêuticas disponíveis contribui para atender essas necessidades e favorecer uma melhor adesão ao tratamento, fator fundamental para o controle adequado da doença”, comenta.
 

Metodologia 

A pesquisa foi conduzida por uma empresa especializada em pesquisa de mercado, seguindo padrões internacionais para estudos quantitativos e qualitativos. Foram entrevistados 1.413 médicos-veterinários de animais de companhia em 11 países — Estados Unidos, Canadá, Austrália, Japão, Brasil, México, Reino Unido, França, Alemanha, Espanha e Polônia — e 1.710 responsáveis de cães em oito países: Estados Unidos, Canadá, Austrália, México, Reino Unido, França, Alemanha e Espanha. 

Os dados foram coletados entre novembro de 2024 e abril de 2025 por meio de questionários online e entrevistas aprofundadas, com o objetivo de compreender as percepções sobre diagnóstico, impacto da doença, tratamentos disponíveis e fatores que influenciam a adesão terapêutica.

O relatório completo da pesquisa pode ser acessado em: Link


MSD Saúde Animal
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Declarações Prospectivas da Merck & Co., Inc., Kenilworth, N.J., EUA

Este comunicado à imprensa da Merck & Co., Inc., Kenilworth, N.J., EUA (“empresa”) inclui “declarações prospectivas” de acordo com o significado das disposições de segurança da U.S. Private Securities Litigation Reform Act (Lei Norte-Americana de Reforma de Litígios de Ações Privadas) de 1995. Essas declarações são baseadas em suposições e expectativas atuais da direção executiva da empresa e estão sujeitas a riscos e incertezas significativos. Se as suposições subjacentes forem incorretas ou houver riscos ou incertezas, os resultados reais podem diferir substancialmente daqueles contidos nas declarações prospectivas. Os riscos e incertezas incluem, mas não estão limitados a, condições gerais da indústria e da concorrência, fatores econômicos gerais, incluindo taxa de juros e flutuações da taxa de câmbio; o impacto da epidemia global do novo coronavírus (COVID-19);impacto da regulamentação da indústria farmacêutica e legislação de saúde nos Estados Unidos e internacionalmente; tendências globais para contenção de custos com a saúde; avanços tecnológicos, novos produtos e patentes obtidas por concorrentes; desafios inerentes ao desenvolvimento de novos produtos, incluindo a obtenção de aprovações regulatórias; capacidade da empresa prever com precisão as condições futuras de mercado; dificuldades ou atrasos de produção; instabilidade financeira das economias internacionais e de risco à soberania; dependência da eficácia das patentes da empresa e outras proteções para produtos inovadores; e exposição a litígio, incluindo litígios de patentes e/ou ações regulatórias. A empresa não assume nenhuma obrigação de atualizar publicamente qualquer declaração prospectiva, seja como resultado de novas informações, eventos futuros ou de qualquer outra forma. Outros fatores que possam fazer com que os resultados difiram substancialmente daqueles descritos nas declarações prospectivas podem ser encontrados no Relatório Anual de 2020 da empresa, no Formulário 10-K e outras submissões da Empresa junto à Securities and Exchange Commission (SEC) (Comissão Norte-Americana de Valores Mobiliários), disponível no site da SEC (www.sec.gov).


sábado, 11 de julho de 2026

A cirurgia plástica entrou na era dos detalhes: por que o umbigo se tornou uma das maiores preocupações de quem faz abdominoplastia

iStock
A busca por resultados cada vez mais naturais mudou o olhar das pacientes. Hoje, mais do que retirar o excesso de pele, o desafio é alcançar um resultado tão harmonioso que ninguém perceba que houve uma cirurgia. 

 

Durante muito tempo, quem procurava uma abdominoplastia tinha duas grandes preocupações: retirar o excesso de pele e esconder a cicatriz. Hoje, porém, uma nova pergunta passou a fazer parte das consultas: "Meu umbigo vai ficar natural?"

Pode parecer um detalhe, mas ele ajuda a explicar uma mudança importante na cirurgia plástica brasileira. As pacientes estão mais informadas, pesquisam referências antes de operar e observam aspectos que antes passavam despercebidos. Se anos atrás o foco era apenas o "antes e depois", agora a expectativa é conquistar um resultado que preserve a individualidade e não revele sinais evidentes da cirurgia.

Para a cirurgiã plástica Pamela Massuia, essa transformação acompanha uma mudança no próprio conceito de beleza.

"A cirurgia plástica deixou de ser sinônimo de transformação para se tornar um exercício de refinamento. As pacientes querem melhorar o corpo, mas sem perder características que fazem parte da própria identidade."

O umbigo acabou se tornando um dos símbolos dessa nova fase.

"É um detalhe pequeno, mas chama muita atenção quando não parece natural. Um umbigo muito arredondado, muito aberto ou mal posicionado costuma denunciar que houve uma cirurgia. Por isso ele passou a receber cada vez mais atenção durante o planejamento."


O detalhe que faz diferença

Na abdominoplastia, o umbigo original normalmente é preservado, mas precisa ser reposicionado após a retirada do excesso de pele abdominal. Esse processo exige planejamento técnico e respeito às características anatômicas de cada paciente.

Segundo Pamela, o objetivo não é criar um "umbigo perfeito", mas um umbigo que pareça sempre ter pertencido àquela pessoa.

"Quando o resultado é bem executado, ninguém olha para o umbigo e pensa que ele foi reconstruído. Esse é justamente o maior elogio que um cirurgião pode receber."

Além da técnica, fatores como qualidade da pele, cicatrização, idade, gestações anteriores e grandes perdas de peso influenciam diretamente no resultado final.


Pacientes mais informadas, cirurgias mais personalizadas

As redes sociais também mudaram a forma como as mulheres escolhem um cirurgião plástico.

Hoje, além das fotos de antes e depois, muitas analisam cicatrizes, acabamento, simetria e detalhes que antes dificilmente seriam observados.

"É muito comum que a paciente chegue mostrando fotos e perguntando especificamente sobre o umbigo. Isso praticamente não acontecia há alguns anos atrás", conta Pamela.

Segundo ela, essa mudança também representa uma evolução positiva.

"Quanto mais informação a paciente tem, melhor ela consegue alinhar expectativas e compreender que um bom resultado depende de planejamento, técnica e respeito às características individuais."


O inverno continua sendo o período preferido para cirurgias corporais

Embora a cirurgia possa ser realizada durante todo o ano, os meses mais frios continuam concentrando grande parte da procura por procedimentos corporais.

O motivo vai além da estética.

Durante o inverno, a menor exposição ao sol contribui para uma cicatrização mais protegida, reduzindo o risco de manchas nas cicatrizes. Além disso, roupas mais fechadas facilitam o uso das cintas compressivas e tornam o pós-operatório mais confortável.

"Existe um aumento natural da procura nessa época do ano. Muitas pacientes aproveitam o inverno para realizar a cirurgia e chegar ao verão com a recuperação concluída", explica a médica.


Muito além do umbigo

Para Pamela Massuia, a valorização desse detalhe representa algo maior: uma nova forma de enxergar a cirurgia plástica.

"O melhor resultado é aquele que não chama atenção pela cirurgia. Quando alguém olha para a paciente e percebe apenas um abdômen harmonioso, sem conseguir identificar exatamente o motivo, significa que todos os detalhes foram respeitados."

Em uma época em que naturalidade se tornou sinônimo de sofisticação, talvez o maior elogio que uma cirurgia plástica possa receber seja justamente passar despercebida.

 

A Copa do skincare: médico escala os produtos que merecem vestir a camisa 10 na rotina dos brasileiros

O médico Dr. Octávio Guarçoni, referência em medicina estética, explica quais ativos garantem proteção e desempenho à pele e alerta sobre os erros que podem resultar em manchas, irritações e envelhecimento precoce.

 

Em ano de Copa do Mundo, a escalação ideal não se limita aos gramados. Quando o assunto é saúde e beleza da pele, também existe uma seleção de titulares que merece entrar em campo todos os dias. Entre protetores solares, antioxidantes, hidratantes e ativos de tratamento, alguns produtos conquistam vaga cativa na rotina, enquanto outros hábitos acabam ficando no banco de reservas. 

Na formação principal, o protetor solar assume a braçadeira de capitão. Considerado indispensável em qualquer rotina, ele ajuda a prevenir manchas, envelhecimento precoce e danos causados pela radiação ultravioleta. Ao seu lado, entram os antioxidantes, como a vitamina C, que atuam na defesa contra os radicais livres e contribuem para manter a luminosidade da pele. Na linha de meio-campo, os hidratantes garantem o equilíbrio da barreira cutânea, preservando água e nutrientes essenciais. 

Segundo o Dr. Octávio Guarçoni, referência em medicina estética no Brasil e à frente da Guarçoni Health Center, clínica com mais de 10 anos de atuação e referência em saúde integrada, uma rotina eficiente não depende da quantidade de produtos, mas da escolha correta dos ativos para cada necessidade. “Assim como uma seleção campeã depende de estratégia e dos jogadores certos em cada posição, a pele também precisa de uma rotina personalizada. Nem todo produto serve para todas as pessoas”, explica. 

No ataque aparecem os ativos de tratamento, escolhidos conforme os objetivos individuais. Entre eles estão substâncias voltadas para controle da oleosidade, uniformização do tom da pele, estímulo de colágeno e prevenção dos sinais do envelhecimento. “O erro mais comum é copiar a rotina de influenciadores ou amigos sem considerar as características da própria pele. O que funciona para uma pessoa pode causar irritação ou não trazer resultados para outra”, alerta Guarçoni. 

Segundo o Dr. Octávio, algumas atitudes merecem advertência. Dormir sem remover a maquiagem, negligenciar o uso diário do protetor solar, exagerar na esfoliação e utilizar produtos sem orientação adequada são comportamentos que podem favorecer sensibilidade, manchas e envelhecimento precoce. Além disso, outro ponto de atenção é o uso excessivo de ativos potentes sem o devido acompanhamento. Misturas inadequadas podem causar desequilíbrios na barreira cutânea e aumentar o risco de irritações. 

Quando a barreira da pele é comprometida, surgem processos inflamatórios que podem gerar vermelhidão, descamação, ardência e até lesões mais importantes. A busca por resultados rápidos muitas vezes leva a erros que acabam exigindo tratamentos ainda mais complexos. 

Para conquistar uma rotina campeã, o médico recomenda priorizar limpeza adequada, hidratação, proteção solar e tratamentos compatíveis com o perfil de cada paciente. A avaliação profissional continua sendo a melhor estratégia para identificar necessidades específicas e evitar escolhas equivocadas. “A pele dá sinais constantes sobre o que precisa. Quando existe acompanhamento adequado e uma rotina personalizada, os resultados aparecem de forma mais segura, saudável e duradoura”, conclui Dr. Octávio Guarçoni.


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