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sábado, 11 de julho de 2026

Spray de pimenta: como o treinamento do Krav Maga pode ajudar as mulheres a usarem essa ferramenta na defesa pessoal

Criado para que qualquer pessoa, independentemente de porta físico, idade ou sexo, pudesse se defender, o Krav Maga também auxilia quem decide fazer o uso correto do spray de pimenta 


No dia 30 de junho, o Senado Federal aprovou o Projeto de Lei que autoriza a venda, aquisição e porte de spray de pimenta (aerossol de extratos vegetais) para defesa pessoal exclusiva de mulheres. O uso é liberado automaticamente a mulheres maiores de 18 anos, porém, jovens de 16 e 17 anos também poderão adquirir, mediante autorização expressa dos responsáveis legais. O texto aguarda sanção presidencial e estabelece regras claras para a utilização e a comercialização do produto. 

Grão Mestre Kobi Lichtenstein, o introdutor do Krav Maga na América Latina, explica que, como qualquer instrumento usado na defesa pessoal, o spray de pimenta também tem o seu lado positivo e negativo. Ou seja, sem o preparo para usar esse instrumento, ele pode se voltar contra você. 

“Quando nos defendemos com nosso próprio corpo, visamos os pontos sensíveis do agressor para inutilizar seu ataque. O spray não funciona assim, pois não faz o mesmo efeito em todas as pessoas e, se não for bem direcionado, pode inclusive atingir quem está usando o produto”. 

As técnicas para o uso são: distância de disparo entre 1,5 e 3 metros, dependendo do alcance do seu produto; pressão firme do spray, movimento rápido na altura do rosto do agressor, visando olhos, nariz e boca; verificação das condições do ambiente (não pode ser ambiente fechado ou com vento contrário para o spray não voltar para você); ter uma rota de fuga mapeada para o caso do agressor ainda conseguir reagir. 

“Ou seja, são muitas variáveis que podem prejudicar mais do que ajudar uma pessoa que não tenha um treinamento adequado”, conclui Grão Mestre Kobi.

 

O Krav Maga pode ajudar a usar o spray

O Krav Maga é a única arte reconhecida mundialmente como arte de defesa pessoal e não como arte marcial e por isso não há regras e nem competições, somente o objetivo de preparar os praticantes para voltarem em segurança para casa. 

As técnicas do Krav Maga são simples, rápidas e objetivas. Os movimentos buscam atingir os pontos sensíveis e vitais do corpo do agressor, como olhos, nariz, garganta, região genital, etc. Dessa maneira, eliminamos a necessidade de uso da força bruta e conseguimos igualar o forte, o fraco, o grande e o pequeno. 

Quem treina Krav Maga controla seu corpo e suas emoções, ou seja, está atento ao ambiente e aos objetos que tem disponíveis (no caso o spray de pimenta) para usar na hora da ameaça ou agressão. “Quem treina Krav Maga e vai fazer o uso do spray vai levar tudo em consideração em segundos: ter o produto disponível, verificar o ambiente, as condições de uso, o nível da ameaça – se o agressor tem armas, se a distância é favorável, enfim, todas as variáveis que possam colaborar que que sua defesa seja eficiente”, explica Grão Mestre Kobi. 

O Krav Maga também prepara o praticante para atuar em ambientes confinados ou espaços menores, em que o spray de pimenta não pode ser usado, pois contaminaria todo o espaço. “O Krav Maga tem técnicas eficientes para que, nesse tipo de situação, a mulher não fique refém do agressor por não poder usar o spray. Quem pratica o Krav Maga sabe que, esmo em espaços pequenos, mesmo com agressores maiores e mais fortes, armados ou não, é possível uma mulher se defender e voltar bem para casa”, assegura Grão Mestre Kobi. 

Outro ponto relevante é o emocional. Já casos em que, mesmo com o spray em mãos, a pessoa nervosa não conseguiu destravar ou acionar o produto, ou conseguiu, o produto não fez efeito e, ao ver que foi inútil, a pessoa de se desesperou. “O treinamento de Krav Maga prepara o aluno exatamente para esse momento, em que ele se vê frente e a frente com o agressor e parece que não há nada que possa fazer. Há sim, o Krav Maga dá a ele o prepara físico e mental para performar com segurança nessa hora”, completa Grão Mestre Kobi.


 

Krav Maga para mulheres

A violência contra a mulher continua sendo um dos mais graves desafios sociais e de segurança pública do Brasil, refletindo uma realidade marcada por agressões físicas, psicológicas, sexuais, patrimoniais e, em sua forma mais extrema, pelo feminicídio. 

Nesse cenário, de um ano para cá, cresceu em 15% a quantidade de mulheres que procuram o Krav Maga.

Grão Mestre Kobi Lichtenstein, o introdutor do Krav Maga na América Latina, entende que o Krav Maga ajuda as mulheres a mudarem sua relação com o medo e se tornarem mais autoconfiantes. “Hoje 30% de nossos alunos são mulheres”, conta. 



Krav Maga Mestre Kobi
Para saber mais, acesse o site


Pequenos hábitos que podem ajudar na saúde mental no dia a dia


Na prática psiquiátrica, é cada vez mais evidente que o cuidado com a saúde mental não se limita ao consultório ou ao uso de medicação quando necessário. Ele envolve uma abordagem mais ampla, que considera rotina, estilo de vida e a forma como o indivíduo se relaciona com suas próprias emoções e com o ambiente ao redor.


Nesse contexto, atividades simples do dia a dia, como dança, música, caminhadas e momentos de lazer, podem atuar como importantes aliadas no equilíbrio emocional. Não se trata de substituir tratamentos, mas de compreender que o funcionamento mental também é influenciado por experiências corporais, sociais e sensoriais.


A dança, por exemplo, combina movimento, expressão e conexão corporal. Essa integração pode favorecer a liberação de neurotransmissores relacionados ao prazer e ao bem-estar, além de contribuir para a redução da tensão acumulada, especialmente em situações de estresse e ansiedade.


A música também ocupa um papel relevante na regulação emocional. Ela pode auxiliar na modulação do humor, na redução da ansiedade e na criação de momentos de pausa mental, funcionando como um recurso complementar dentro de uma rotina de cuidado.


Segundo a psiquiatra Bianca Bolonhezi, essas práticas não devem ser entendidas como tratamento, mas como ferramentas de apoio ao bem-estar. “Atividades como dança, música e outras formas de expressão podem contribuir positivamente para a saúde mental, ajudando na regulação emocional e na redução do estresse. No entanto, elas não substituem avaliação ou tratamento psiquiátrico quando há sintomas persistentes ou prejuízo na rotina”, explica.


Outras atividades simples, como hobbies criativos, jardinagem, leitura ou pequenas pausas ao longo do dia, também podem ter impacto positivo ao reduzir a sobrecarga mental e favorecer momentos de descanso emocional. Em uma rotina marcada por excesso de estímulos e aceleração constante, esses intervalos se tornam importantes para reorganização interna.


A especialista reforça ainda que não existe uma atividade única ou ideal para todos. “O mais importante é que cada pessoa consiga identificar práticas que façam sentido dentro da sua realidade e que tragam algum nível de prazer ou alívio. Isso não substitui o tratamento, mas pode potencializar o cuidado em saúde mental dentro de uma abordagem integrada”, afirma.


A incorporação de hábitos simples à rotina pode ser um importante aliado no cuidado em saúde mental, sempre com acompanhamento profissional quando necessário.


Por que é tão difícil parar de apostar? Psicóloga explica como as bets estimulam o cérebro e favorecem o comportamento compulsivo

Segundo a psicóloga Lívia Barreto, da Mental One, a dinâmica das plataformas de apostas ativa mecanismos cerebrais ligados à recompensa imediata e pode aumentar o risco de comportamento compulsivo.

 

 

As plataformas de apostas esportivas se popularizaram no Brasil e passaram a fazer parte da rotina de milhões de pessoas. Presentes nas redes sociais, patrocinando grandes clubes de futebol e acessíveis com apenas alguns cliques, elas transformaram uma prática que antes era mais restrita em uma experiência digital disponível a qualquer momento.


Para a psicóloga Lívia Barreto, da Mental One, o fenômeno vai muito além da facilidade de acesso. Segundo ela, o formato das bets reúne elementos capazes de estimular intensamente o sistema de recompensa do cérebro, favorecendo um ciclo de repetição difícil de interromper.


"O universo das apostas sempre existiu. A diferença é que hoje ele chega ao celular com uma aparência muito mais leve e acessível. A pessoa não precisa sair de casa, nem se expor. Com poucos cliques, consegue apostar a qualquer hora do dia, o que reduz barreiras e torna esse comportamento muito mais frequente", explica.


De acordo com a especialista, um dos principais mecanismos envolvidos nesse processo é o chamado reforço intermitente, um padrão psicológico em que as recompensas acontecem de forma imprevisível.


"Você ganha uma vez, perde várias, depois volta a ganhar. Como não existe uma lógica previsível, o cérebro permanece esperando que a próxima tentativa seja a vencedora. Esse é um dos mecanismos de aprendizagem mais potentes que conhecemos e ajuda a explicar por que tantas pessoas têm dificuldade para interromper esse comportamento."


Esse processo também está diretamente relacionado à liberação de dopamina, neurotransmissor associado à sensação de prazer, motivação e expectativa de recompensa.


"A cada aposta existe uma expectativa muito grande de ganhar. Mesmo quando isso não acontece, o cérebro continua alimentando a esperança da próxima recompensa. Essa busca constante pela sensação de prazer imediato pode fazer com que a pessoa entre em um ciclo de repetição cada vez mais intenso", afirma Lívia. 

 

Segundo a psicóloga, esse comportamento também reflete uma característica da sociedade atual, marcada pela busca por recompensas rápidas e estímulos constantes.


"Vivemos em uma cultura que estimula respostas imediatas. As bets oferecem exatamente isso: uma possibilidade de recompensa instantânea, sem grandes esforços. Quanto mais nos acostumamos com esse tipo de estímulo, mais difícil pode se tornar encontrar satisfação em experiências que exigem tempo, construção e presença."


Isso não significa que toda pessoa que aposta desenvolverá uma compulsão. No entanto, quando as apostas passam a ocupar espaço excessivo na rotina, geram prejuízos financeiros, afetam relacionamentos ou se tornam uma tentativa frequente de aliviar ansiedade, estresse ou frustrações, é importante buscar ajuda profissional.

 

"Mais do que combater o comportamento, precisamos entender o que a pessoa está tentando encontrar naquela aposta. Muitas vezes, o jogo acaba preenchendo um vazio emocional ou oferecendo uma sensação de recompensa que ela não consegue experimentar em outras áreas da vida. O tratamento passa justamente pela construção de conexões mais saudáveis, significativas e duradouras", conclui Lívia Barreto.


No Dia dos Avós, pesquisa chama atenção para a força das avós e a desigualdade no trabalho do cuidado

 

A chegada de um bebê transforma a rotina de toda a família. Entre novos desafios, mudanças na dinâmica da casa e a necessidade de reorganizar o cuidado, as avós exercem um papel fundamental no apoio às mães durante os primeiros anos de vida dos filhos.

É o que revela a pesquisa "Mulher e Agora Mãe – Volume II", realizada pelo CineMaterna em parceria com a NOZ Inteligência, que ouviu 1.138 mulheres, mães ou responsáveis por crianças de até 2 anos em todo o Brasil.

Costuma-se dizer que é preciso uma aldeia para criar uma criança. Os dados mostram que essa rede de apoio é fundamental, mas ainda é formada majoritariamente por mulheres.

Embora 71% das mães apontem o parceiro como principal apoio, 77% afirmam concentrar a maior parte dos cuidados com os filhos, evidenciando que o suporte recebido nem sempre se traduz em uma divisão equilibrada das responsabilidades. Quando o cuidado se estende para além do casal, ele continua recaindo principalmente sobre outras mulheres: 31% contam com a ajuda da própria mãe e 10% da sogra. Em comparação, avôs, sogros, irmãos e outros familiares aparecem com participação muito menor na rotina. Além disso, 17% das entrevistadas afirmam não contar com nenhum tipo de apoio, enfrentando sozinhas a maior parte dos cuidados.

No Dia dos Avós, é importante reconhecer o papel essencial que muitas avós desempenham na criação dos netos. Elas viabilizam o retorno das filhas ao mercado formal de trabalho, acompanham consultas, cuidam dos bebês e oferecem apoio na rotina diária, tornando a maternidade menos solitária para muitas mulheres.

Essa realidade, porém, também provoca uma reflexão: o cuidado está sendo compartilhado ou apenas transferido de uma geração de mulheres para outra?

Segundo Mirian Rodrigues, presidente do CineMaterna: "As avós são, muitas vezes, um porto seguro para as mães. Elas acolhem, orientam e ajudam a tornar a maternidade menos solitária. Celebrar o Dia dos Avós também é reconhecer esse trabalho de cuidado, que tantas vezes acontece de forma silenciosa e pouco valorizada."


A chegada do bebê pode fortalecer os vínculos familiares

A pesquisa mostra que, para muitas mães, a chegada de um filho aproxima a família e fortalece a rede de apoio. Em relação à própria família (pais, mãe e irmãos), 32% das entrevistadas afirmam que o relacionamento se tornou mais próximo e colaborativo. Já com a família do(a) parceiro(a) (sogros, sogras e cunhados), esse percentual é de 23%.

Esse movimento ganha ainda mais relevância em uma fase marcada pela reorganização das relações sociais. A pesquisa mostra que 39% das mães percebem que parte dos amigos se afastou após o nascimento do bebê, 20% relatam ter pouco contato e se sentir isoladas, e 13% afirmam não manter mais contato com amigos. Apenas 28% dizem sentir-se muito acolhidas por essa rede. Diante desse cenário, a família assume um papel ainda mais importante como fonte de apoio e acolhimento nos primeiros anos da maternidade.

"Os dados mostram que a rede de apoio existe, mas ela continua sendo construída principalmente por mulheres. Quando a mãe precisa de ajuda, quem normalmente assume esse papel é outra mulher da família, especialmente a avó. Isso mostra que o trabalho do cuidado deixa de estar concentrado apenas na mãe, mas continua concentrado entre mulheres de diferentes gerações, em vez de ser efetivamente compartilhado." afirma Juliana Vanin, fundadora da NOZ Inteligência.


Um convite à reflexão neste Dia dos Avós

Neste Dia dos Avós, a pesquisa convida a olhar para além da homenagem. Os dados reforçam a importância das avós na criação dos netos, mas também revelam um desafio ainda presente na sociedade: quando o cuidado precisa ser compartilhado, ele continua recaindo principalmente sobre outras mulheres.

Reconhecer o papel das avós é essencial, mas construir uma rede de apoio mais equilibrada, em que o cuidado seja efetivamente compartilhado entre toda a família, continua sendo um dos grandes desafios da maternidade contemporânea.

 

Sobre a pesquisa

A pesquisa “Mulher e Agora Mãe – Volume II” foi realizada pelo CineMaterna em parceria com a NOZ Inteligência e ouviu 1.138 mulheres com filhos de até 2 anos em todo o Brasil.

O estudo aborda temas como saúde emocional, rede de apoio, divisão de cuidados, trabalho, lazer, relacionamento, identidade feminina e os desafios da maternidade contemporânea.

A pesquisa completa está disponível em: https://www.nozinteligencia.com.br/cinematerna

 

CineMaterna
www.cinematerna.org.br/


NOZ Inteligência
www.nozinteligencia.com.br/cinematerna2026

 

 

Férias escolares longe das telas: saiba como transformar materiais recicláveis em arte sem bagunçar a casa

Coordenadora de Artes Visuais da Cruzeiro do Sul Virtual explica que foco deve ser na liberdade criativa e no desenvolvimento infantil, e não em um resultado esteticamente perfeito

 

Com a chegada do período de férias escolares, muitos pais enfrentam o desafio diário de manter as crianças entretidas longe do uso excessivo de telas (como celulares, tablets e televisão). Nesse cenário, as atividades artísticas e manuais surgem como grandes aliadas. Longe de serem apenas uma forma de distração, essas práticas contribuem diretamente para o desenvolvimento cognitivo, motor e emocional na infância, estimulando a imaginação e fortalecendo os vínculos afetivos em família. 

De acordo com a Profa. Andrea Gonçalves, coordenadora do curso de Artes Visuais da Cruzeiro do Sul Virtual, o ato de criar trabalha áreas cerebrais complexas das crianças. "Quando uma criança desenha, recorta, cola, pinta ou monta um objeto, ela exercita de forma lúdica a coordenação motora fina, a percepção espacial, a atenção, a memória e a capacidade de resolver problemas. Do ponto de vista cognitivo, a arte estimula o raciocínio. A criança passa a perceber de forma criativa que um rolo de papel higiênico pode virar um foguete ou que tampinhas podem formar personagens", destaca a especialista. 

No aspecto emocional, Andrea ressalta que a arte funciona como uma válvula de escape segura e simbólica para a expressão de sentimentos, frustrações e fantasias, ajudando a criança a lidar com a mudança na rotina escolar. Além disso, quando os pais participam, o momento fortalece a relação e cria memórias afetivas duradouras. 


Criação com o que se tem em casa

Para a professora, os materiais mais potentes para a criação artística costumam ser os mais simples e que já estão disponíveis no lixo reciclável das residências, como rolos de papel, caixas de ovos, caixas de sapatos, potes de plástico limpos, revistas antigas e retalhos de tecido. 

A especialista da Cruzeiro do Sul Virtual sugere três propostas simples e econômicas de projetos manuais para fazer com os filhos durante as férias: 

  • Bichinhos de rolo de papel: utilizando rolos de papel higiênico ou papel-toalha, as crianças podem pintar o papelão, desenhar rostos e colar orelhas e asas de papel para dar vida a corujas, coelhos, gatos ou monstros inventados.
  • Minicidade de papelão: caixas pequenas de remédios, sapatos ou alimentos podem ser pintadas e decoradas para se transformarem em prédios, casas, mercados e ruas. "Além de estimular a criatividade, essa brincadeira permite conversar com a criança de forma leve sobre convivência social, trânsito e cuidado com o meio ambiente", explica Andrea.
  • Instrumentos musicais caseiros: garrafas plásticas pequenas ou potes com tampa podem virar chocalhos divertidos quando preenchidos com pequenas porções de arroz, feijão ou pedrinhas, estimulando também a percepção sonora da criança. 

A docente faz um alerta importante para os adultos: "O mais importante nesse processo é não buscar um resultado perfeito. A proposta não é criar uma peça decorativa 'bonita' sob os padrões do adulto, mas permitir que a criança experimente, teste, erre e descubra do jeito dela".

 

Ateliê sem desespero: como gerenciar a bagunça

Para os pais que têm receio da sujeira que tintas, colas e papéis picados podem fazer na casa, a coordenadora de Artes Visuais conta que o segredo do sucesso está no planejamento prévio do espaço, o que garante a liberdade criativa dos pequenos sem causar estresse nos adultos. 

Uma dica importante é delimitar o espaço antes de abrir os materiais. "Não é necessário ter um cômodo exclusivo. Uma mesa de cozinha, uma varanda ou um cantinho da sala podem virar um excelente ateliê temporário. O segredo é forrar a mesa ou o chão com folhas de jornal, papel kraft, plástico ou uma toalha antiga de plástico", orienta Andrea. 

Organizar os insumos em pequenos potinhos de plástico ou bandejas (separando papéis, tampinhas, tesouras sem ponta e lápis de cor) também ajuda a manter o controle visual da atividade. Materiais como tinta guache lavável e cola branca escolar à base de água são os mais indicados por serem fáceis de limpar e seguros para a saúde das crianças. 

"A regra de ouro é combinar os limites de forma clara antes de começar, sem controlar a criação artística. O adulto pode dizer que a tinta fica restrita àquele plástico e que no final todos vão ajudar a guardar. Dentro desse espaço de segurança combinada, a criança precisa ter total autonomia. A bagunça faz parte do processo criativo, e com uma organização simples, ela deixa de ser um problema e vira parte da experiência afetiva das férias", conclui a professora da Cruzeiro do Sul Virtual.



Cruzeiro do Sul Virtual
www.cruzeirodosulvirtual.com.br


Por que repetimos os mesmos erros? O conceito psicanalítico da compulsão à repetição nas escolhas da vida

 

Especialista desvenda os mecanismos do inconsciente que nos levam a entrar nos mesmos empregos abusivos ou escolher parceiros com os mesmos defeitos do passado, e explica como quebrar esse ciclo em análise.

 

Trocar de emprego e, meses depois, perceber que o novo ambiente reproduz os mesmos problemas do anterior. Encerrar um relacionamento desgastante para, algum tempo depois, envolver-se com alguém de perfil semelhante. Situações como essas são mais comuns do que parecem e despertam uma pergunta recorrente: por que algumas pessoas parecem repetir os mesmos padrões, mesmo quando desejam mudar? Para a psicanálise, esse fenômeno pode estar relacionado ao conceito de compulsão à repetição, mecanismo inconsciente que leva o indivíduo a reviver conflitos ainda não elaborados.

Embora o termo seja pouco conhecido fora dos consultórios, a compulsão à repetição foi descrita por Sigmund Freud para explicar a tendência humana de reviver experiências emocionalmente marcantes, mesmo quando elas provocam sofrimento. Em vez de aprender com o passado e evitá-lo, o inconsciente busca recriar situações semelhantes como uma tentativa de elaborar conflitos que permaneceram abertos.

Segundo a psicóloga especialista em ansiedade Eliane Alves, esse processo acontece de forma inconsciente e, por isso, muitas pessoas acreditam que estão apenas tendo "azar" nas escolhas. "É comum ouvir alguém dizer que sempre encontra parceiros com o mesmo comportamento ou chefes igualmente abusivos. Na maioria das vezes, não se trata de coincidência, mas da repetição de padrões emocionais construídos ao longo da vida, que continuam influenciando as decisões sem que a pessoa perceba", explica.

Esses padrões costumam ter origem nas primeiras experiências afetivas e familiares. A maneira como a criança aprendeu a lidar com amor, rejeição, reconhecimento, críticas ou abandono pode servir de modelo para relacionamentos futuros, influenciando a forma como ela escolhe parceiros, estabelece amizades, se posiciona no trabalho e enfrenta conflitos.

"Aquilo que não foi elaborado emocionalmente tende a buscar novas formas de aparecer. O inconsciente tenta resolver antigos conflitos recriando cenários parecidos, mas, sem consciência desse movimento, a pessoa acaba revivendo o sofrimento em vez de transformá-lo", afirma Eliane.

A repetição também pode estar presente em comportamentos que vão além dos relacionamentos amorosos. Pessoas que assumem responsabilidades excessivas, têm dificuldade em impor limites, aceitam ambientes profissionais tóxicos ou vivem buscando aprovação constante podem estar reproduzindo padrões desenvolvidos em outros momentos da vida, sem perceber a influência dessas experiências sobre suas escolhas atuais.

Romper esse ciclo exige mais do que força de vontade. Para a especialista, mudanças profundas acontecem quando o indivíduo consegue compreender os significados emocionais por trás das próprias escolhas. "Enquanto o padrão permanece inconsciente, ele continua conduzindo comportamentos. O autoconhecimento permite identificar essas repetições e criar novas possibilidades de resposta diante das situações da vida."

Nesse processo, a psicoterapia, especialmente a abordagem psicanalítica, oferece um espaço para que essas experiências sejam reconhecidas, compreendidas e ressignificadas. Ao entrar em contato com conteúdos antes inconscientes, o paciente amplia sua capacidade de fazer escolhas mais alinhadas às necessidades do presente, em vez de repetir respostas construídas no passado.

"Todos nós repetimos padrões em alguma medida. A diferença está em conseguir perceber quando essas repetições geram sofrimento e entender que elas podem ser transformadas. Conhecer a própria história não muda o passado, mas amplia a liberdade para construir um futuro diferente", conclui a psicóloga.

  

Fonte: Eliane Alves | Psicóloga – especialista em ansiedade.


O brincar diário de todos nós

  

Leia... Zzzzzzzzzzzzzzzzzzzzz. Sim, é uma abelha. Percebeu? É isso que uma criança, enquanto brinca, percebe, sente e ouve ao ter um galho seco em suas mãos. Ao arrastar esse galho pelo chão, sua imaginação voa, alcançando lugares a que muitas vezes não conseguimos chegar. Ou melhor, podemos, sim, viajar eternamente para qualquer lugar, desde que mantenhamos viva a liberdade de brincar, imaginar e sonhar em todos os dias de nossas vidas.

Onde estão brincando agora as crianças da sua casa? Ou seus netos, sobrinhos e afilhados? Será que estão aproveitando um bom banho de chuva, com a água que cai lá fora? Chuuuuuuuuuuu... (o som da chuva). Ouviu? Sentiu? É isso que uma criança ouve e sente quando lhe são dadas as condições para ser, simplesmente, criança.

Quando proporcionamos que as crianças brinquem livremente, sintam o vento, o cheiro da chuva que cai na terra, pisem e rolem na grama, conversem com formigas e borboletas, damos espaço para que sua imaginação floresça sem limites. É nesse contato com a natureza que elas preservam sua inteireza como seres humanos. E assim deveria permanecer também na vida adulta, se nós, que as cercamos e educamos, mantivéssemos o coração conectado às belezas naturais que nos são oferecidas todos os dias.

Onde foi que paramos de brincar? Onde foi que paramos de permitir que as crianças sejam crianças? Passamos a enchê-las de telas, paredes, caixas como prédios sem árvores, elevadores, carros com ar condicionado o tempo todo, sem que elas possam sentir o cheiro do vento? Será que já percebemos o quão doentes emocionalmente estamos por nos mantermos afastados do essencial, da natureza e das brincadeiras? E o quanto nossas crianças estão doentes por estarem diariamente em telas, ao invés de brincar na terra?

Talvez esteja aí, encontramos, eureka! Se nos permitirmos brincar diariamente, vivermos de forma mais leve, sútil, colaborativa, nos amando e nos respeitando por todos os dias de nossas vidas, conseguiremos sim proporcionar as crianças que nos cercam o ambiente propicio para que sejam jovens brincando livres, conhecendo suas emoções, aprendendo através do brincar, e colorindo um novo mundo com tintas alegres e repletas de amor. 

 

Seani Soares - roteirista, diretor artístico, palestrante e autor de “A menina, o trailer e a floresta”, livro em que compartilha experiências da própria filha ao crescer em um trailer em meio à natureza.

 

 

Especialistas alertam para impactos da pressão pré-vestibular na saúde mental dos estudantes

Imagem: Poliedro
Ansiedade, excesso de autocobrança e dificuldade de equilibrar rotina de estudos estão entre os principais desafios enfrentados pelos jovens

 

A preparação para vestibulares e exames como o Enem tem intensificado discussões sobre os impactos da alta exigência acadêmica e da cobrança por desempenho na saúde mental dos estudantes. Em meio à rotina intensa de estudos e às expectativas em relação ao futuro, educadores apontam que insegurança, sobrecarga psicológica e sensação de esgotamento têm aparecido com frequência crescente entre alunos do Ensino Médio. 

Dados da Organização Mundial da Saúde indicam que depressão, transtornos de ansiedade e questões comportamentais estão entre os principais desafios de saúde mental entre adolescentes em todo o mundo. No contexto educacional, especialistas observam que a necessidade de definir o futuro, somada às comparações constantes e à busca por resultados, tem impactado diretamente o bem-estar dos estudantes. 

Para Rafaela Lemos, Coordenadora de Orientação Educacional do Colégio Poliedro, a pressão em torno do vestibular passou a acontecer cada vez mais cedo na vida escolar. “Hoje, muitos jovens chegam ao Ensino Médio já carregando uma expectativa muito alta sobre desempenho e escolhas profissionais. Isso cria uma sensação constante de cobrança e insuficiência, que pode afetar diretamente a confiança e o equilíbrio emocional”, afirma. 

Segundo a especialista, um dos principais desafios é ajudar os estudantes a compreenderem que preparação acadêmica e saúde emocional precisam caminhar juntas. “O vestibular não pode ser vivido como um teste definitivo de valor pessoal. O estudante precisa aprender conteúdo, mas também desenvolver habilidades para lidar com frustração, ansiedade, gestão do tempo e pressão emocional”, explica. 

Diante desse cenário, o Poliedro implementou, desde 2025, um projeto voltado ao acolhimento de estudantes do Ensino Médio nas unidades Perdizes e Vila Mariana. As atividades acontecem mensalmente, sempre na última sexta-feira do mês, em formato voluntário e no contraturno escolar. 

A iniciativa reúne palestras educativas sobre convivência escolar e saúde socioemocional, além de experiências imersivas voltadas ao bem-estar dos participantes. Entre as atividades promovidas estão oficinas de arteterapia, sessões de yoga e exercícios de respiração guiada. 

“O objetivo é oferecer estratégias práticas para que os alunos consigam lidar de forma mais saudável com momentos de nervosismo e períodos de maior cobrança. São recursos que contribuem para concentração, autocuidado e autorregulação”, afirma Lemos. 

De acordo com a coordenadora, os efeitos percebidos vão além dos encontros promovidos ao longo do ano letivo. “Temos observado alunos incorporando técnicas de respiração e relaxamento no cotidiano de estudos. Além disso, existe um fortalecimento importante da relação de confiança entre estudantes, escola e equipe pedagógica”, destaca. 

A adesão às atividades tem sido positiva. Entre os relatos recebidos pela equipe pedagógica estão comentários sobre melhora na sensação de acolhimento e redução do estresse. “Não queria vir, mas adorei. Este momento serviu como um espaço para fugir da pressão do dia a dia”, relatou um dos participantes. 

 Imagem: Poliedro

Outro estudante destacou os efeitos percebidos após uma atividade de yoga realizada em um período de avaliações. “A aula me ajudou no equilíbrio psicológico. Relembrei técnicas de respiração que passei a usar em momentos de nervosismo para recuperar o foco”, afirmou. 

No mesmo sentido, Valeria Silva Moreira, Coordenadora da Orientação Educacional do Poliedro de São José dos Campos, destaca que os estudantes precisam contar com uma rede de apoio que vá além do ambiente escolar. Segundo ela, o colégio promove, desde 2020, o encontro “Família de Vestibulando”, voltado a orientar pais e responsáveis sobre como apoiar os estudantes durante o período de preparação para os exames. “Muitas famílias também não sabem exatamente como oferecer suporte nesse momento. Por isso, buscamos aproximá-las das discussões e fortalecer essa rede de apoio junto aos alunos”, afirma. 

Para as especialistas, discussões sobre saúde mental no ambiente escolar precisam deixar de acontecer apenas em períodos críticos e passar a integrar o desenvolvimento dos jovens ao longo de toda a formação acadêmica. 

Segundo Moreira, o Poliedro procura incluir ao longo do ano momentos de reflexão sobre escolhas, formação, descompressão e incentivo aos estudantes. A profissional destaca que “algo que ajuda os alunos a acreditarem em seus sonhos de aprovação é ouvir, por exemplo, colegas aprovados dos anos anteriores. Para isso, trazemos estudantes no início do ano para a visita dos aprovados”. 

“Mais do que preparar para uma prova, é importante ajudar o aluno a desenvolver autonomia, estabilidade emocional e capacidade de enfrentar desafios de maneira saudável. O vestibular é uma etapa importante, mas não pode ser sinônimo de esgotamento”, conclui.

 

Colégio Poliedro

 

CRENDICES NARCÍSICAS


Narciso não tem culpa, afinal, não compreendia que apreciava a própria figura, ao ver-se refletido na água. Ademais, cumpria um castigo divino: apaixonar-se pelo próprio reflexo na lagoa de Eco. Encantado com sua bela imagem, procurando-a nas águas de um rio, dedicou-se a ela até definhar. Após sua morte, Afrodite o transformou em flor: Narciso.

Trago da Wikipédia: “O narcisismo tem o seu nome derivado de Narciso e ambos derivam da palavra grega narke (entorpecido), de onde também vem a palavra narcótico. Assim, para os gregos, Narciso simbolizava a vaidade e a insensibilidade, visto que ele era emocionalmente entorpecido às solicitações daqueles que se apaixonaram pela sua beleza.

Mas Narciso não simboliza apenas mera negatividade: ‘o mito de Narciso representa (senão para os gregos ao menos para nós) o drama da individualidade’; ‘ele mostra, isto sim, a profundidade de um indivíduo que toma consciência de si mesmo’ em si mesmo e perante si mesmo, ou seja, no lugar onde experimenta os seus dramas humanos”.

O narcisismo, pois, é saudável; é visto como doentio só quando exacerbado, quer dizer, quando a apreciação de alguém por si mesmo está demais da conta: há quem não vá ao médico porque está convencido de doença alguma lhe alcançará; muita gente não atinge seus desideratos e conclui que o insucesso decorre de perseguição de “todo mundo”.

Seja na grandeza, seja na desventura, o narcisista coloca-se em posição de importância particular, assim, em exemplo, admitir-se doente feriria a própria imagem, havida acima do comum. Igualmente, a adversidade que lhe obstaculize: não será a que atinge a massa geral; tem-se em relevância tamanha que “as pessoas” desejam magoá-lo.

No nosso país de muitas crenças, algumas crendices narcísicas: não faz muito tempo, viam-se discos voadores. Mirava-se o Céu e lá estava o que ninguém enxergava sendo avistado por seres “especiais”, “sensíveis”. Nada grave, afinal conceber na imaginação não machuca. Com menos adeptos a tais visões, a questão dos OVNIs, hoje, é menos frequentada.

Menos frequentada, porém não menos reunida em pessoas com autoatribuídas condições especiais no mundo. Daí, ainda se delira, falsificam-se histórias, ou crê-se em haver sido abduzido por extraterrestres; claro, só humanos com destacada importância chamariam a atenção de alienígenas a ponto de fazerem-se objeto de interesse, quiçá de estudo.

Outro tipo narcisista é o que está seguro da conspiração do Universo para ordenar-se de maneira tal a servir-lhe aos interesses. “O Universo conspira, entende? Ele devolve o que se faz por ele: energia boa”. É de pensar: “fazer pelo Universo” com tal e tamanho resultado que ele inteiro, agradecido, devolverá o benefício. Não é pouca coisa, pois não?

Há quem seja servido pelos astros: os astros se ordenarão para si. O Céu está em movimento, com mais ou menos velocidade, porém, algumas pessoas especiais promovem alinhamentos astrológicos que, de tal forma dispostos, os corpos celestes fazem-se agentes da ambição do narcísico. Grandeza assim, só para uma mente especial, a mente narcísica.

Há os “evoluídos”: creem que estamos todos na Terra para evoluir; que há quem já evoluiu bastante. “Naturalmente”, quem crê em tal progressividade coloca-se como já progredido, titular de um bom lugar na “escala de evolução”; desta vida de “aprendizado” ressurgirá como um “espírito de luz”. Alguém se reconhece como irrelevante alma obscura? Nunca.

Há uma diversidade muito grande de narcisistas no campo da religião. Para o que está em pecado, o “demônio em pessoa me atentou”. Assim, o iníquo narcisista, sendo ele quem é, errou porque o “senhor das trevas” saiu das profundezas do Inferno e ocupou-se particularmente dele. Não é qualquer anjo caído que o alcança, é o próprio Lúcifer que lhe veio.

Agora, sobressaído é o religioso cristão em glória: ele crê numa divindade que criou o Céu e a Terra e está acima de todas as coisas. Seu deus é ubíquo, onisciente, atemporal. É incognoscível, não cabe na consciência humana. Todavia, o narcisista cristão jacta-se: “deus é fiel”; põe seu deus a seu serviço. Não é coisa pequena. Narciso, por menos, virou flor.

 

Léo Rosa de Andrade
Doutor em Direito pela UFSC
Psicanalista e Jornalista.

 

Copa do Mundo: cinco cuidados para quem quer voltar a jogar futebol

Modalidade contribui para a saúde cardiovascular, o condicionamento físico e o bem-estar, mas exige alguns cuidados para prevenir lesões 

 

A Copa do Mundo costuma movimentar milhões de brasileiros diante da televisão e das redes sociais. O clima de competição impulsiona a procura por quadras, campos e escolinhas de futebol, ao passo que a cada edição do torneio, cresce o número de pessoas que decidem voltar a jogar bola ou dar os primeiros passos no esporte, motivadas pelo desempenho das seleções e pelo clima de celebração que envolve a competição.

Para quem pretende transformar esse interesse em um hábito, o futebol pode ser uma alternativa para sair do sedentarismo. Além de contribuir para o condicionamento físico, a modalidade oferece benefícios para a saúde cardiovascular, fortalece a musculatura e favorece a saúde mental e a convivência social.

De acordo com Obdulia Linares, cardiologista do dr.consulta, a prática regular do esporte pode auxiliar no controle do peso, na redução da pressão arterial, na melhora da resistência à insulina e dos níveis de colesterol. "Esses fatores são fundamentais para a prevenção de doenças cardiovasculares e metabólicas. Quando praticado de forma regular e com orientação adequada, o futebol também contribui para a melhora do condicionamento físico e da qualidade de vida".

O especialista reúne abaixo algumas recomendações para iniciar a prática com segurança. Confira:

Faça uma avaliação médica – Embora seja um esporte acessível, o futebol exige preparo físico e pode aumentar o risco de lesões quando praticado sem os devidos cuidados. Antes de iniciar ou retomar a atividade, especialmente após longos períodos de sedentarismo ou em caso de doenças crônicas, é importante realizar uma avaliação médica para verificar possíveis restrições e definir a intensidade mais adequada para a prática.

Comece de forma gradual – Não é necessário disputar partidas completas logo nos primeiros dias. O ideal é aumentar o tempo e a intensidade dos treinos progressivamente, permitindo que o corpo se adapte ao esforço.

Não abra mão do aquecimento – Exercícios de mobilidade e aquecimento antes da partida ajudam a preparar músculos e articulações, reduzindo o risco de lesões.

Use equipamentos adequados – Chuteiras apropriadas para o tipo de piso, roupas confortáveis e boa hidratação contribuem tanto para o desempenho quanto para a prevenção de acidentes.

Mantenha uma rotina saudável – Os benefícios do futebol são potencializados quando a prática é acompanhada de alimentação equilibrada, hidratação adequada, boas noites de sono e acompanhamento periódico da saúde.


sexta-feira, 10 de julho de 2026

Com entrada gratuita, Festival Pet confirma segunda edição em São Paulo

Divulgação

Nos dias 25 e 26 de julho, Parque Ibirapuera recebe mais uma vez o evento pensado para tutores e apaixonados
por pets, com atrações, palestras, brincadeiras, oficinas e muito mais 

 

O Festival Pet, maior festival do universo pet no Brasil, retorna neste ano para sua segunda edição na Arena de Eventos no Parque Ibirapuera, em São Paulo, nos dias 25 e 26 de julho. Realizado pelos fundadores da Virada Sustentável e Pets Emotion, correalizado pela Petz e Cobasi e tendo como principais patrocinadores as marcas PEDIGREE® e DREAMIES™, o Festival promove espaços de aprendizado, entretenimento e impacto social voltado ao bem-estar animal, com uma programação para toda a família e amantes dos pets. O evento é gratuito mediante a retirada de ingressos pela plataforma Sympla (link aqui). 

A programação reúne uma combinação de atividades interativas para pets e tutores, como palestras e oficinas com especialistas, atrações culturais, teatro, contação de histórias e exposições, além de doações e ações sociais junto a ONGs de proteção animal. 

Entre os destaques desta edição, está o "Museu do Cheiro", uma atividade lúdica que brinca de forma criativa com o olfato canino, gerando curiosidade e informação sobre os cheiros cotidianos na vida dos animais. Outro destaque, na esteira do enorme sucesso do Caramelo, é um espaço que reúne outras “raças” tipicamente brasileiras de vira-latas, como o Fiapo de Manga e o Raposinha, revelando as características e qualidades de cada animal, bem como a importância das campanhas de adoção, enquanto apresenta os últimos lançamentos da marca. A atração é oferecida pela PEDIGREE®. Outra instalação, que simula um protesto dos gatos por mais petiscos, divertirá o público, marcando a presença felina no festival. O oferecimento é da DREAMIES™. 

A descontração ao ar livre estará garantida no Parque Pet, um espaço exclusivo repleto de equipamentos e brinquedos, além de uma atividade funcional especial no gramado. O público também terá acesso a caricaturas personalizadas de tutores e pets, numa ação que fez enorme sucesso na edição de 2025. 

Em parceria com a Cobasi, as instalações gigantes do artista Eduardo Baum também marcam presença e prometem encantar o público no Festival Pet. Já a Petz promoverá um espaço instagramável, estruturas com a exposição de produtos da marca e atividades interativas que resultam no ganho de diversos brindes ou cupons de desconto. 

Para enriquecer ainda mais a experiência, o público contará com as aguardadas palestras de grandes nomes do universo pet como Alexandre Rossi, o “Dr. Pet”, e Cris Berger, do Guia & Universidade Pet Friendly, entre outros especialistas em temas de interesse dos tutores, como comportamento, saúde, transporte e alimentação dos animais. 

O evento também conta com uma série de ativações interativas e degustação de produtos e serviços preparadas por outras grandes marcas parceiras como a Ourofino, Ella, Virbac e Grupo Sinal. 

Pensado para entreter também as crianças e promover a conscientização de maneira leve e divertida, o evento traz uma programação cultural recheada de afeto. Os pequenos e os pets poderão mergulhar em um universo de fantasia com o teatro infantil e as sessões de contação de histórias, atividades que prometem prender a atenção de toda a família. 

“O Festival Pet nasce da celebração do amor que une humanos, cães e gatos, oferecendo conhecimento, entretenimento e experiências inesquecíveis para o público, além de impacto social real.", comenta André Palhano, um dos cofundadores do projeto, ao lado de Wagner Aguado, da ONG Vira Lata Vira Amigo e da Pets Emotion. 

“Estamos muito animados com mais uma edição do Festival Pet, uma iniciativa pensada para celebrar a relação entre tutores e animais de estimação em um ambiente de lazer, cuidado e conexão. Queremos oferecer uma experiência especial para toda a família. Mais do que um evento, o Festival Pet reforça o nosso compromisso de aproximar cada vez mais as pessoas do universo pet”, diz Caio Bernardo, Diretor Comercial e de Marketing do Grupo Petz Cobasi. 

A segunda edição do Festival Pet é realizada pela Virada Sustentável, Pets Emotion, Ministério da Cultura; correalizada pela Petz e Cobasi e apresentada pela Lei Rouanet, PEDIGREE® , DREAMIES™ , com patrocínio da Ourofino e apoio da Virbac, Ella, XPBR, Grupo Sinal, Carecat, CBYK, Petbrilho e Iron Dog. Tem como parceiros institucionais o Guia & Universidade Pet Friendly, Vivo Valoriza, Alexandre Rossi (Dr. Pet), Vira Lata Vira Amigo, além dos parceiros de comunicação, a agência Lema+ e Frameria.

  

Festival Pet

O Festival Pet é o único evento do segmento totalmente dedicado ao universo pet no Brasil a unir entretenimento, conhecimento e impacto social em uma experiência feita para toda a família. Realizado por iniciativa dos organizadores da Virada Sustentável, da Pets Emotion, e correalizado pelo Grupo Petz, o festival consolida-se como um movimento democrático e gratuito de ocupação do espaço público, convidando tutores, crianças e apaixonados por pets a vivenciarem um momento inesquecível ao lado de seus companheiros de quatro patas, sejam cães ou gatos. 

O evento promove o conhecimento através de palestras com especialistas renomados, oficinas práticas e dicas de bem-estar voltadas para o aprendizado e a evolução da relação entre o tutor e seu animal. O público também conta com uma programação cultural diversa que inclui instalações artísticas, atividades sensoriais, áreas de lazer ao ar livre, teatro infantil e contação de histórias para aproximar todas as gerações. O impacto social se faz presente por meio de ações concretas de responsabilidade social, suporte a ONGs e protetores independentes, além da conscientização ativa sobre a causa animal. Mais do que um festival, o projeto nasceu para celebrar o amor incondicional, fortalecer os laços de afeto e criar memórias felizes em um ambiente acolhedor, inclusivo e totalmente integrado à natureza. 

 

Serviço

Festival Pet 2026

Local: Arena de Eventos, Parque do Ibirapuera – São Paulo (ao lado do Museu Afro Brasil Emanoel Araujo)

Data: 25 e 26 de julho de 2026

Horário: 10h às 17h

Entrada gratuita (mediante retirada de ingresso)

Ingressos disponíveis aqui.


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