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terça-feira, 7 de julho de 2026

Pesquisa Clínica: desvendando mitos e confirmando verdades

No Dia Nacional da Ciência e do Pesquisador Clínico, especialistas do A.C.Camargo explicam como os estudos são conduzidos, quais os critérios de segurança e por que são importantes para o avanço do tratamento do câncer

 

A pesquisa clínica é uma das etapas mais importantes para que novos medicamentos, terapias e estratégias de tratamento cheguem aos pacientes. Na oncologia, esse processo tem papel ainda mais relevante, já que ajuda a ampliar o conhecimento sobre diferentes tipos de tumor, avaliar novas possibilidades de cuidado e construir caminhos para tratamentos cada vez mais personalizados. Aproveitando o Dia Nacional da Ciência e do Pesquisador Clínico, celebrado no dia 08 de julho, trouxemos alguns mitos e verdades sobre os estudos científicos. 

No Brasil, a pesquisa clínica corresponde a cerca de 2,2% dos ensaios clínicos globais. Embora ainda seja uma participação modesta, esse cenário vem avançando com a atuação de centros especializados, equipes qualificadas e maior possibilidade de inclusão de pacientes em estudos. 

No A.C.Camargo Cancer Center, a pesquisa clínica faz parte do modelo integrado que une assistência, ensino, pesquisa e inovação. A instituição conduz estudos em diferentes frentes da oncologia, sempre seguindo protocolos científicos, normas éticas e exigências regulatórias nacionais e internacionais. 

“A pesquisa clínica permite que pacientes tenham acesso a estratégias inovadoras de tratamento, sempre dentro de critérios muito bem definidos, com acompanhamento próximo e segurança. Ela também amplia o impacto da instituição no avanço da oncologia, porque transforma perguntas da prática médica em conhecimento que pode beneficiar muitos outros pacientes”, afirma a Dra. Alessandra Sarti, gerente de Pesquisa Clínica do A.C.Camargo Cancer Center. 

Para a Dra. Mariana Brait, gerente sênior de Pesquisa e membro da Diretoria de Ensino, Pesquisa e Inovação da mesma instituição, o futuro da pesquisa clínica está diretamente relacionado à personalização do cuidado. “Caminhamos para compreender cada vez melhor as características de cada tumor e de cada paciente. Isso permite desenvolver tratamentos mais direcionados, com maior chance de benefício e menor exposição a abordagens que talvez não sejam as mais adequadas para aquele caso”, explica. 

Apesar de sua importância, a pesquisa clínica ainda é cercada por dúvidas. Muitos pacientes e familiares associam os estudos científicos à ideia de risco, falta de escolha ou ausência de alternativas terapêuticas. A seguir, Mariana Brait e Alessandra Sarti esclarecem alguns dos principais mitos e verdades sobre o tema.
 

1) “Participar de pesquisa clínica é ser cobaia?”

Mito - A participação em pesquisa clínica é regulada por um comitê de ética, que avalia, através de um colegiado de especialistas, o projeto e a sua segurança para os participantes. Somente após essa aprovação o estudo pode ser iniciado. Antes de ingressar, o paciente recebe todas as informações sobre o objetivo da pesquisa, os procedimentos previstos, os possíveis riscos, os potenciais benefícios e as alternativas disponíveis. 

Esse processo é formalizado por meio do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido, documento que deve ser lido, compreendido e assinado pelo paciente ou por seu responsável legal. A assinatura, no entanto, não representa uma obrigação definitiva: o paciente pode retirar seu consentimento a qualquer momento, sem prejuízo ao seu cuidado. 

“Esse é um medo muito comum. Mas a pesquisa clínica não é feita sem critério, nem sem proteção ao paciente. Existe um protocolo, uma equipe treinada, acompanhamento constante e uma estrutura ética que orienta todas as etapas”, afirma Mariana Brait.

 

2) “A pesquisa clínica só acontece quando não há mais opções de tratamento?”

Mito - Existem estudos clínicos voltados para diferentes momentos da jornada do paciente, desde fases iniciais da doença até contextos em que outras alternativas já foram utilizadas. A indicação depende do objetivo do estudo, do tipo de tumor, das características clínicas do paciente e dos critérios previstos no protocolo. 

Em alguns casos, pacientes podem ser convidados a participar de pesquisas quando já passaram por tratamentos anteriores. Em outros, os estudos podem avaliar novas combinações, novas estratégias ou abordagens mais personalizadas em etapas diferentes do cuidado.

 

3) “A pesquisa clínica pode trazer benefícios para os pacientes”

Verdade - A participação em um estudo clínico pode trazer benefícios, especialmente para pacientes que já passaram por linhas anteriores de tratamento e ainda precisam de novas possibilidades terapêuticas. Em alguns casos, quando uma molécula inovadora é avaliada e demonstra bons resultados, ela pode contribuir para melhor prognóstico ou melhor qualidade de vida. 

“A pesquisa clínica não ajuda apenas um paciente individualmente. Ela também ajuda pessoas diagnosticadas como ele, porque contribui para ampliar o conhecimento e melhorar os tratamentos no futuro”, ressalta Mariana Brait. 

O benefício, então, pode acontecer pelo acesso a uma estratégia inovadora, pela contribuição com dados comparativos ou pelo avanço do conhecimento científico.
 

4) “A pesquisa clínica contribui para a ciência”

Verdade - A pesquisa clínica é uma das bases para a evolução da medicina. Ela permite estudar tratamentos já existentes, avaliar o que pode ser aprimorado e desenvolver novas possibilidades de cuidado para o futuro. 

“A pesquisa clínica também pode surgir a partir de fármacos já existentes para determinadas indicações que, ao longo dos estudos, demonstram eficácia em outros tratamentos. Assim, uma mesma molécula pode ser investigada para diferentes patologias”, afirma Alessandra Sarti. “O propósito da pesquisa clínica no A.C.Camargo é a esperança.” Uma esperança construída com método, segurança e rigor científico.

 

5) “A pesquisa clínica começa nos estudos com o paciente”

Mito - Antes de chegar aos pacientes, uma nova terapia ou estratégia passa por etapas anteriores de investigação. Muitas pesquisas começam em laboratório, com estudos em células, modelos experimentais e avaliações pré-clínicas. Só depois de uma sequência de análises e aprovações é que um estudo pode avançar para a fase clínica. 

No caso dos ensaios com pacientes, cada etapa tem objetivos específicos. Os estudos podem avaliar segurança, dose, eficácia, comparação com tratamentos já existentes ou combinações terapêuticas. Tudo isso é definido previamente em um protocolo científico.

“As pesquisas, em geral, nascem de perguntas importantes da prática médica. Observamos os pacientes, os tratamentos disponíveis e as lacunas que ainda precisam ser respondidas. A partir daí, a ciência busca caminhos para melhorar o cuidado”, explica Brait.

   

A.C.CAMARGO CANCER CENTER


Canetas emagrecedoras em época de Copa: por essa você não esperava

 

Entre jogos, petiscos, álcool, sono bagunçado e rotina fora do eixo, quem usa medicamentos como semaglutida e tirzepatida precisa de mais estratégia do que imagina.

 

A Copa do Mundo muda a rotina do país. Muda horário de almoço, reunião de família, expediente, barzinho, churrasco, sono, ansiedade e até o jeito como as pessoas comem. Em dias de jogo, muita gente belisca mais, bebe mais, dorme pior e tenta compensar no dia seguinte. Até aqui, nada novo.

O que quase ninguém está discutindo é o que acontece quando essa rotina de Copa encontra um fenômeno atual da medicina e do comportamento: o uso crescente das chamadas canetas emagrecedoras, como semaglutida e tirzepatida. 

Essas medicações mudaram o tratamento da obesidade e do diabetes tipo 2. Mas elas não desligam a fisiologia do corpo. Pelo contrário, exigem mais atenção com alimentação, hidratação, massa muscular, ingestão de proteínas, sono e acompanhamento médico. Em época de Copa, quando a rotina sai do eixo com mais facilidade, esse cuidado deixa de ser detalhe. 

Segundo o Dr. Cláudio Mutti, médico especialista em emagrecimento e longevidade, o problema não é assistir ao jogo, comer algo diferente ou brindar com os amigos. O risco está em acreditar que a medicação compensa qualquer desorganização. “A caneta não é um passe livre para viver no improviso. Ela reduz apetite, melhora controle metabólico em muitos pacientes, mas o corpo continua precisando de proteína, hidratação, músculo, sono e rotina minimamente organizada. Se a pessoa usa o medicamento e passa a comer pouco, beber álcool, dormir mal e não treinar, ela pode emagrecer do jeito errado.” 

A frase toca em um ponto central: perder peso não é o mesmo que melhorar composição corporal. Uma pessoa pode ver o número da balança cair e, ao mesmo tempo, perder massa magra, força, disposição e qualidade metabólica. Esse é um dos grandes cuidados com o uso das canetas, especialmente em mulheres, pessoas acima dos 35 anos e pacientes que já têm tendência à perda muscular. 

Durante a Copa, esse risco pode aumentar por um motivo simples, os dias de jogo frequentemente trocam refeições estruturadas por petiscos. Em vez de proteína suficiente, verduras, fibras e uma rotina alimentar organizada, entram salgadinhos, embutidos, frituras, cerveja, doces e longos períodos sem comer direito. 

Para quem não usa GLP-1, isso já pode causar inchaço, oscilação de glicemia, fome desregulada e cansaço no dia seguinte. Para quem usa, a combinação pode ser ainda mais desconfortável, porque esses medicamentos retardam o esvaziamento gástrico e podem aumentar sintomas gastrointestinais como náusea, refluxo, constipação, estufamento ou vômitos em algumas pessoas. 

O álcool é outro ponto delicado. Muita gente relata até menor vontade de beber durante o uso das canetas, mas isso não significa que a combinação seja irrelevante. Bebida alcoólica pode piorar desidratação, atrapalhar o sono, irritar o estômago e desorganizar a alimentação. Em um paciente que já está comendo pouco por causa da medicação, isso pode significar menos proteína, menos nutrientes e mais chance de acordar no dia seguinte fraco, enjoado ou sem energia. 

Esse ponto é especialmente importante quando falamos de massa muscular. O emagrecimento saudável não deveria ser uma corrida contra o peso, mas uma reorganização da composição corporal: reduzir gordura, preservar ou aumentar músculo, melhorar força, sensibilidade à insulina, disposição e saúde metabólica. 

Na prática, isso significa que uma pessoa usando canetas emagrecedoras precisa olhar para a Copa com um pouco mais de planejamento. Não para virar refém de dieta em dia de jogo, mas para evitar que semanas de partidas, encontros e exageros desmontem a estrutura do tratamento. 

Alguns cuidados fazem diferença, não chegar ao jogo em jejum prolongado, priorizar alguma fonte de proteína antes ou durante o encontro, intercalar álcool com água, evitar exagero em comidas muito gordurosas, observar sintomas gastrointestinais e não compensar no dia seguinte com restrição extrema. 

Também é importante não ajustar dose por conta própria, não interromper e retomar a medicação sem orientação e não misturar o tratamento com estratégias agressivas de emagrecimento, como dietas muito restritivas ou treinos exaustivos sem ingestão adequada de nutrientes. 

A Copa também escancara uma questão cultural de que muita gente ainda trata emagrecimento como um projeto de urgência estética. Mas o uso dessas medicações exige outro raciocínio. Elas podem ser ferramentas poderosas quando bem indicadas, mas precisam estar dentro de um plano clínico, não de uma rotina caótica sustentada por improvisos.

Para o Dr. Cláudio Mutti, esse é o maior erro. “A caneta pode ajudar muito, mas ela não substitui medicina. O paciente precisa ser acompanhado, monitorar composição corporal, proteger massa muscular, corrigir deficiências e ajustar o tratamento conforme resposta. Caso contrário, ele pode perder peso sem ganhar saúde.”

  

Dr. Cláudio Mutti  -  RQE - 116971 e RQE - 116972

 

Comidas típicas dos arraiás exigem atenção de quem tem enxaqueca

Especialista explica quais alimentos e bebidas podem desencadear crises e como fazer escolhas mais seguras

 

A enxaqueca é uma doença neurológica de causa hereditária, por isso, nenhum alimento causa a enxaqueca. O que acontece é que alguns alimentos contém substâncias que podem desencadear crises ou piorar a doença na pessoa que já tem enxaqueca. 

“Em plena temporada de arraiás, alimentos e bebidas típicos, como bolos com canela, curau de milho, vinho quente e quentão, devem ser evitados por quem sofre de enxaqueca. A canela e o gengibre têm ação estimulante e podem aumentar a excitabilidade do cérebro, que já é naturalmente mais sensível em pessoas com enxaqueca. Esse estímulo adicional pode favorecer o desencadeamento de crises”, explica a neurologista Thais Villa, especialista no diagnóstico e tratamento da enxaqueca e fundadora do Headache Center Brasil. 

A neurologista alerta: cuidado também com os condimentos de mostarda do cachorro quente. A mostarda tem cúrcuma na composição, uma substância estimulante que pode piorar o quadro de enxaqueca. Os chocolates escuros e alguns doces juninos que levam cacau no preparo também devem ser evitados por pessoas que sofrem de enxaqueca, em qualquer idade. 

“Para aproveitar as comidas típicas desse período do ano sem crises de enxaqueca, é preciso evitar os alimentos citados e as bebidas alcoólicas em qualquer situação”, completa Thais Villa. 

Apesar das restrições, existem inúmeras outras opções para consumo. Milho, amendoim, pipoca, pamonha sem canela, cachorro quente sem a mostarda, basta fazer boas escolhas para curtir as festas com tranquilidade e sem dores.

 



Dra Thais Villa (CRM 110217) - Médica Neurologista, especialista no diagnóstico e tratamento da enxaqueca. Doutorado pela Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) e Pós-Doutorado pela Universidade da Califórnia (UCLA) nos Estados Unidos. Idealizadora do Headache Center Brasil, clínica multiprofissional pioneira e única no país no diagnóstico e tratamento integrado das dores de cabeça e da enxaqueca. Professora de Neurologia e Chefe do Setor de Cefaleias na UNIFESP (2015 a 2022). Membro Titular da Academia Brasileira de Neurologia. Membro da Sociedade Brasileira de Cefaleia. Membro do Conselho Consultivo do Comitê de Cefaleias na Infância e Adolescência da International Headache Society. Atua exclusivamente na pesquisa e atendimento de pacientes com dor de cabeça, no diagnóstico e tratamento da enxaqueca, enxaqueca crônica, cefaleia em salvas e outras cefaleias. Palestrante convidada em congressos nacionais e internacionais.


Headache Center Brasil
www.headachecenterbrasil.com.br
Instagram: @headache_center_brasil


Vida ativa após os 50: especialista alerta para os primeiros sinais de incontinência urinária na população madura

Heloísa Périssé é a nova embaixadora de Plenitud® e protagoniza
a campanha que reforça a importância da autonomia e do bem-estar
 na maturidade, além de marcar a renovação do portfólio da marca no Brasil.

A convite de Plenitud®, o urologista Alexandre Mendes, da Rede Mater Dei de Saúde, esclarece dúvidas sobre a condição e destaca a importância de se falar livremente sobre o tema 

 

Em um momento em que a população acima dos 50 anos nunca esteve tão ativa — trabalhando, viajando e mantendo uma rotina social intensa — milhões de pessoas convivem em silêncio com uma condição que ainda carrega estigma e desinformação, a incontinência urinária. Embora comum — afetando cerca de 1 em cada 5 mulheres acima dos 40 anos — é frequentemente ignorada ou tratada como parte natural do envelhecimento, criando um contraste direto entre o desejo de uma vida sem limites e um problema que, quando não reconhecido, pode impactar a confiança e a liberdade no dia a dia. 

Para ampliar a conscientização sobre o tema, Plenitud®, marca referência em cuidados para incontinência urinária da Kimberly-Clark, convida o médico urologista e membro da Sociedade Brasileira de Urologia. Alexandre Mendes, da Rede Mater Dei de Saúde, para esclarecer dúvidas e promover conversas sobre a condição. 

Segundo o especialista, com o passar dos anos, mudanças fisiológicas naturais podem fazer com que tossir, rir, espirrar ou praticar atividade física levem a pequenas perdas de urina. No entanto, ele alerta que essas perdas podem ser os primeiros sinais da incontinência urinária, condição que, muitas vezes, permanece sem diagnóstico por causa do constrangimento e da falta de informação. 

"Quando o paciente deixa de buscar ajuda por vergonha, o impacto na qualidade de vida é imediato, levando ao isolamento e à restrição de atividades diárias. Ao notar os primeiros sinais de escape de urina, deve-se buscar um médico, que a partir de avaliação clínica e, quando necessário, exames complementares, pode chegar a um diagnóstico, identificando a causa e o tipo de incontinência urinária. O tratamento pode incluir mudanças de hábitos, fisioterapia do assoalho pélvico, medicamentos e até procedimentos cirúrgicos. Além disso, o uso de produtos absorventes adequados, como roupas íntimas descartáveis é um importante aliado para garantir mais segurança e permitir que a pessoa mantenha sua rotina com autonomia", afirma o urologista. 

De acordo com o especialista, um dos principais desafios está justamente na percepção dos primeiros indícios. Muitas pessoas convivem por anos com sintomas leves antes de procurar soluções como roupas íntimas descartáveis e orientação médica, o que contribui para a piora do quadro e para impactos emocionais, sociais e profissionais. 

Nesse cenário, informação e acesso a soluções adequadas tornam-se aliados essenciais para preservar a autonomia e a qualidade de vida. Como parte do compromisso de desmistificação da incontinência urinária e de oferecer soluções que contribuam para a qualidade de vida dos consumidores, Plenitud® acaba de reformular seu portfólio, trazendo uma nova geração de produtos para diferentes necessidades e momentos de uso, com opções voltadas ao público feminino, masculino, para proteção noturna ou conforto diário. Entre os destaques estão Plenitud® Plus Fit, com modelagem mais discreta e absorção imediata; Plenitud® Plus Men, com ajuste anatômico para homens; Plenitud® Noturna, com máxima proteção durante a noite; e Plenitud® Frescor Diário, que proporciona sensação de frescor ao longo do dia. 

É também nesse contexto que Plenitud® lança sua nova campanha no Brasil, convidando o público a olhar para a incontinência urinária de forma mais aberta e sem estigmas. A novidade marca a estreia da atriz Heloísa Périssé como embaixadora oficial da campanha "Melhor do que antes, como você", que promove um encontro entre a Heloísa de hoje e sua icônica personagem Tati em um diálogo sobre passado, presente e futuro. A conversa propõe uma reflexão sobre a maturidade como uma fase de novas possibilidades, mostrando que é possível chegar à melhor versão de si em qualquer idade. De forma leve e bem-humorada, a iniciativa reforça que a vida não precisa desacelerar diante dos primeiros escapes, valorizando a autonomia, a liberdade de movimento, a confiança e o prazer de continuar vivendo ativamente. 

“Me senti muito honrada ao receber esse convite para ser embaixadora de uma marca que acredita que o bem-estar é mais do que uma necessidade, é uma prioridade. Uma marca que trata a vida e suas fases com acolhimento e respeito, mostrando que a única coisa que não podemos na vida é desistir dela” comenta Heloísa. 

"Queremos transformar a forma como a incontinência urinária é percebida — de um tema cercado por tabu para uma conversa possível e necessária. A informação empodera, e as soluções certas viabilizam que essa mudança aconteça na prática, mantendo a confiança e a independência no dia a dia. Como marca, nosso propósito é eliminar barreiras invisíveis que ainda limitam essa autonomia, para que mais pessoas possam seguir com confiança, independência e liberdade no dia a dia”, afirma Thiago Nakashima, Head de Marketing das marcas Plenitud®, Poise® e Intimus® na Kimberly-Clark Brasil. 



Kimberly-Clark®
Para saber mais acesse o site: Link

 

Tênis em alta: conheça os benefícios da modalidade e os cuidados para não se lesionar

Magnific
Com influência de novos ídolos e expansão da infraestrutura esportiva, a modalidade conquista adeptos e reúne benefícios que vão do condicionamento físico ao estímulo cognitivo. 

 

O tênis vive um momento de forte ascensão no Brasil, impulsionado pelo chamado "efeito João Fonseca", jovem fenômeno brasileiro que vem despertando o interesse de novas gerações pelo esporte. Com isso, a prática da modalidade ganha cada vez mais adeptos e reforça sua reputação não apenas como uma atividade de alto rendimento, mas também como uma poderosa aliada da saúde física, mental e da longevidade.

Dados coletados pela plataforma de bem-estar,WellHub indicam que a prática se consolidou na rotina dos usuários. Os check-ins para treinos de tênis no aplicativo registraram crescimento de 97% em 2025 na comparação ano a ano. No acumulado dos últimos dois anos, a realização da atividade quase triplicou, indicando estabilidade na adesão dos praticantes. Já o número de parceiros da plataforma que disponibiliza esportes de raquete subiu 39% no início de 2026, ao passo que os estabelecimentos dedicados especificamente ao tênis tiveram alta de 10% no mesmo período, expandindo a presença do esporte em mercados-chave.

O médico e professor de Medicina do Esporte da Afya Educação Médica Belo Horizonte, Dr Gabriel Miura, comenta que o tênis é uma modalidade que combina exercícios aeróbicos e anaeróbicos, proporcionando diversos benefícios à saúde. “Durante a prática, há alternância constante entre deslocamentos rápidos, mudanças de direção, acelerações e breves períodos de recuperação, o que favorece uma melhora significativa do condicionamento cardiorrespiratório”.

Essa dinâmica, de acordo com o especialista, contribui para o desenvolvimento da força muscular, especialmente nos membros inferiores, no core e na cintura escapular. Promovendo ganhos em coordenação motora, agilidade, equilíbrio e tempo de reação.

“Outro benefício importante é o aumento da densidade mineral óssea, auxiliando na prevenção de condições como osteopenia e osteoporose. Como resultado, a prática regular do tênis contribui para a redução de fatores de risco cardiovasculares, incluindo hipertensão arterial, diabetes tipo 2 e dislipidemias”, complementa o médico.



O impacto do tênis na longevidade

A busca pelas quadras é fundamentada por dados científicos que relacionam a modalidade à expectativa de vida. O estudo epidemiológico Copenhagen City Heart Study (CCHS), que acompanhou 8.577 participantes por um período de até 25 anos, investigou o impacto de diferentes exercícios no organismo. A pesquisa apontou que os indivíduos que praticavam tênis de forma regular obtiveram um acréscimo de 7 a 9 anos na expectativa de vida quando comparados a pessoas sedentárias, o que representa a maior média de ganho de tempo de vida entre as atividades avaliadas pelo estudo.

Dr. Gabriel Miura informa que diversos fatores podem explicar a maior longevidade observada entre praticantes de tênis, incluindo a redução do risco cardiovascular, o melhor controle da pressão arterial, da glicemia e do perfil lipídico, além da preservação da massa muscular, da capacidade funcional e da saúde óssea ao longo do envelhecimento.

“O tênis proporciona importante estímulo cognitivo, ao exigir tomada rápida de decisões, antecipação de movimentos e adaptação constante de estratégias. Somado a isso, seu forte componente social está associado à melhora da qualidade de vida e à redução da mortalidade. Além dos benefícios físicos, a prática regular contribui para a redução do estresse, da ansiedade e dos sintomas depressivos, ao mesmo tempo em que favorece funções cognitivas como atenção, memória operacional e velocidade de processamento. Por reunir exercício físico, desafio mental e interação social, o tênis promove benefícios amplos para a saúde e o bem-estar”.



Dicas para quem deseja iniciar na modalidade

Para quem deseja começar a jogar tênis, especialmente após um período de sedentarismo ou afastamento da prática esportiva, a orientação é iniciar de forma gradual e respeitar a adaptação do organismo. O professor de medicina do esporte na Afya recomenda uma avaliação médica em casos de fatores de risco cardiovasculares, idade mais avançada ou doenças pré-existentes.

Além disso, investir no aprendizado técnico com profissionais qualificados, utilizar calçados adequados para os movimentos laterais do esporte e associar a prática a exercícios de força e mobilidade são medidas importantes para melhorar o desempenho e reduzir o risco de lesões. O aquecimento antes das sessões e o respeito aos períodos de recuperação também fazem parte dos cuidados essenciais.

“As lesões mais frequentes em iniciantes incluem tendinopatias do ombro e do cotovelo, como a epicondilite lateral, popularmente conhecida como “cotovelo de tenista”, além de dores lombares, lesões musculares e sobrecargas nos joelhos e tornozelos. Nesse contexto, a progressão gradual do volume e da intensidade dos treinos é considerada a principal estratégia preventiva”, conclui o especialista.



Venda irregular de canetas emagrecedoras coloca em risco a conservação dos medicamentos

 

Magnific

Especialista do Grupo Polar alerta que falhas no transporte e armazenamento podem comprometer a estabilidade de medicamentos biológicos, mesmo quando não há alterações visíveis na embalagem 

 

O avanço do uso de medicamentos injetáveis para tratamento da obesidade e do diabetes trouxe novos desafios para a cadeia logística da saúde. Além das preocupações relacionadas à comercialização irregular desses produtos, especialistas alertam para um aspecto que costuma passar despercebido: a conservação adequada durante o transporte e o armazenamento. Uma abordagem de rotina realizada em um ônibus de viagem na Bahia, em 29 de junho, terminou com a apreensão de 720 ampolas de medicamentos emagrecedores e outras caixas de comprimidos e canetas também usadas para perda de peso, além de medicações usadas em tratamentos de estética, todas acondicionadas em bagagens. 

Por se tratar de medicamentos biológicos termossensíveis, as chamadas canetas emagrecedoras precisam permanecer dentro de uma faixa de temperatura controlada desde a fabricação até o momento da aplicação. Qualquer interrupção nesse processo pode comprometer sua estabilidade e, consequentemente, a eficácia do tratamento. 

Para Liana Montemor, farmacêutica e diretora técnica do Grupo Polar, empresa especializada em soluções para cadeia fria, a procedência do medicamento e a qualidade da logística devem ser analisadas em conjunto. 

“Quando falamos de medicamentos biológicos, não basta saber se o produto é original. É indispensável que ele tenha permanecido dentro das condições de temperatura recomendadas durante toda a jornada logística. A quebra da cadeia fria pode ocorrer em qualquer etapa, desde a armazenagem até o transporte e a entrega ao paciente, comprometendo um tratamento que, muitas vezes, representa um investimento significativo para quem o utiliza”. 

O alerta ganha ainda mais importância em um momento de forte expansão desse mercado. Com a popularização desses tratamentos e o aumento da demanda, cresce também a circulação de produtos adquiridos fora dos canais oficiais, o que dificulta a rastreabilidade das condições de armazenamento e transporte. 

Segundo Liana, diferentemente de outros medicamentos, os biológicos podem sofrer alterações em sua estrutura e eficácia sem apresentar sinais visíveis. 

“Na maioria das vezes, o paciente não consegue identificar que houve alguma exposição inadequada à temperatura. A embalagem pode estar intacta e o produto aparentemente normal, mas isso não significa que suas características foram preservadas. Por isso, a rastreabilidade e o controle térmico são tão importantes”. 

A executiva explica que manter a cadeia fria exige muito mais do que o uso de embalagens refrigeradas. É necessário empregar soluções térmicas qualificadas, monitoramento contínuo da temperatura, protocolos específicos para cada operação e planejamento logístico capaz de preservar as condições exigidas pelo fabricante durante todo o percurso. 

“A cadeia fria não é apenas uma exigência operacional; ela faz parte da segurança do paciente. À medida que medicamentos de alta complexidade se tornam mais presentes no mercado brasileiro, cresce também a necessidade de investir em processos logísticos que assegurem sua integridade até o momento da aplicação”, conclui. 

 

Grupo Polar


Campanha Julho Amarelo reforça o combate às hepatites virais em todo o país

Doença ataca o fígado de forma silenciosa; quando
 os sinais aparecem a doença já está em estágio avançado
  
 
Magnific
 Doença ataca o fígado de forma silenciosa, mas diagnóstico precoce e tratamento gratuito pelo SUS garantem chances de cura; especialista responde 10 dúvidas comuns

 

Teve início em todo o Brasil a campanha Julho Amarelo, voltada para a vigilância, prevenção e controle das hepatites virais. O objetivo da ação é conscientizar a população sobre essas infecções que agridem o fígado de maneira silenciosa, além de incentivar a imunização, o tratamento gratuito ofertado pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e a testagem rápida — essencial para flagrar a doença antes que ela cause danos irreversíveis ao organismo.

 

Para esclarecer as principais dúvidas sobre o tema, Jannaina Ferreira de Melo Vasco — biomédica, vice-presidente do Conselho Regional de Biomedicina do Paraná 6ª Região (CRBM6), e mestre em Microbiologia, Parasitologia e Patologia pela UFPR — responde aos principais questionamentos sobre a doença.

 

1) O que são as hepatites virais?

São infecções que causam a inflamação do fígado. Elas são provocadas por diferentes tipos de vírus, classificados por letras de A a E. No Brasil, as variações mais comuns e que exigem maior atenção epidemiológica são:

 

·         Hepatite A: Transmitida principalmente por água e alimentos contaminados (via fecal-oral). Costuma ter evolução benigna, mas requer cuidados higiênicos e saneamento básico.


·         Hepatite B: Transmitida pelo sangue, relações sexuais desprotegidas ou de mãe para filho durante o parto. Pode se tornar crônica e evoluir para quadros graves.


·         Hepatite C: Transmitida majoritariamente pelo contato com sangue contaminado. É a principal causa de transplantes de fígado no país.

 

Se não forem diagnosticadas e tratadas a tempo, as hepatites crônicas (principalmente as do tipo B e C) provocam danos severos e progressivos ao órgão. 

2) Por que a campanha é chamada de "Julho Amarelo"?

A escolha do mês e da cor carrega significados específicos da saúde pública internacional e da própria manifestação clínica da doença:

 

·         O Mês (Julho): Faz referência ao Dia Mundial de Luta contra as Hepatites Virais, estabelecido pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em 28 de julho. A data foi escolhida em homenagem ao nascimento do cientista Baruch Blumberg, descobridor do vírus da Hepatite B e desenvolvedor da sua primeira vacina.

 

·         A Cor (Amarelo): Remete à icterícia, um dos sinais clínicos mais característicos das doenças do fígado. Quando o órgão está inflamado, ele perde a capacidade de processar adequadamente a bilirrubina (um pigmento amarelado). Isso faz com que a substância se acumule no organismo, deixando a pele e o branco dos olhos visivelmente amarelados.

 

3) Qual é a importância da campanha Julho Amarelo?

Milhões de pessoas são portadoras dos vírus B ou C e não apresentam qualquer sintoma por décadas. Quando os primeiros sinais aparecem, o fígado frequentemente já sofreu lesões irreversíveis, como a cirrose ou o câncer hepático. Por isso, a mobilização é crucial e se sustenta em três pilares fundamentais:

 

·         Estímulo ao Diagnóstico Precoce: O SUS oferece testes rápidos gratuitos para a detecção das hepatites B e C. O resultado sai em cerca de 30 minutos por meio de uma gota de sangue do dedo. Saber o diagnóstico cedo muda drasticamente o prognóstico do paciente.


·         Divulgação da Cura e do Tratamento: A hepatite C hoje tem cura em mais de 95% dos casos com tratamentos modernos feitos exclusivamente por comprimidos, com poucos efeitos colaterais e duração média de 12 semanas. A hepatite B não tem cura definitiva para todos, mas possui tratamento altamente eficaz que bloqueia a progressão da doença.


·         Reforço na Prevenção e Vacinação: A vacina contra a Hepatite B faz parte do calendário regular de vacinação e está disponível para toda a população nas Unidades Básicas de Saúde (UBS). Para a Hepatite A, a vacina é aplicada em crianças e grupos específicos de maior risco.


·         Meta da OMS: A meta da Organização Mundial de Saúde para 2030 é a eliminação das hepatites como problema de saúde pública, e o Brasil é referência mundial nesse fluxo de cuidado.

 

4) Hepatite C infecta até 5 vezes mais que o HIV?

Sim. Estima-se que o número de pessoas que vivem com o vírus da Hepatite C (HCV) no mundo seja de quatro a cinco vezes maior do que o número de pessoas que vivem com o HIV. Ela se tornou tão perigosa devido a três fatores principais:

 

·         Ausência de sintomas: Diferente do HIV, que historicamente manifestava sintomas que levavam à busca por ajuda médica, o vírus da hepatite C destrói o fígado de forma tão lenta que o paciente passa 20 ou 30 anos sem sentir absolutamente nada.

·         Histórico transfusional: Antes de 1993, o sangue utilizado em transfusões no Brasil não era testado para a Hepatite C, pois o vírus só foi descoberto no final da década de 1980. Milhares de pessoas foram infectadas em procedimentos cirúrgicos ou transfusões nessa época sem saber.

·         Inexistência de vacina: Enquanto a Hepatite B possui vacina, a alta taxa de mutação do vírus C impediu, até hoje, o desenvolvimento de um imunizante eficaz.

 

5) Quais são os principais sinais que o corpo dá?

A doença é chamada de silenciosa porque o fígado é um órgão com poucas terminações nervosas para dor, possuindo uma enorme capacidade de se regenerar e compensar as agressões. O vírus se multiplica e destrói as células hepáticas sem que o paciente sinta dores ou incômodos.

 

Quando os principais sinais aparecem, geralmente a doença já está em estágio muito avançado (cirrose ou câncer). Os sintomas tardios incluem:

·         Pele e olhos amarelados (icterícia);


·         Urina muito escura (cor de café ou refrigerante de cola);


·         Fezes claras (esbranquiçadas);


·         Cansaço extremo e sem explicação;


·         Dores ou inchaço na região abdominal.


6) Como as pessoas se infectam no dia a dia? O alicate de unha e a lâmina de barbear realmente são um perigo?

Sim. O vírus da Hepatite C, por exemplo, é extremamente resistente e pode sobreviver em superfícies secas e em objetos cortantes por dias (alguns estudos apontam até uma semana). 

 

O contágio ocorre por meio do contato de sangue com sangue. Microgotas imperceptíveis a olho nu podem ficar retidas em objetos de uso compartilhado que não passaram por esterilização correta. As principais recomendações de prevenção são:

 

·         Não compartilhar objetos perfurocortantes: Alicates de unha, espátulas e tesouras devem ser individuais (caso sejam de salões, precisam ser esterilizados em autoclave, pois estufas comuns muitas vezes não atingem a temperatura necessária). O mesmo vale para lâminas de barbear e de depilar.


·         Exigir materiais seguros: Certifique-se de que agulhas, seringas e materiais de tatuagem ou aplicação de piercing sejam totalmente descartáveis.


·         Praticar sexo seguro: O uso de preservativos é indispensável para evitar a transmissão da Hepatite B e de outras infecções.

 

7) Quais vacinas estão disponíveis no SUS e quem deve tomar?

O Programa Nacional de Imunizações (PNI) oferece vacinas seguras e eficazes, distribuídas da seguinte forma: 

·         Hepatite A: Faz parte do calendário infantil (dose única aos 15 meses) e também é disponibilizada para grupos de risco específicos (como pessoas com imunodepressão ou doenças hepáticas crônicas) nos Centros de Referência para Imunobiológicos Especiais (CRIE).


·         Hepatite B: Disponível para toda a população, independentemente da idade. É aplicada em três doses e consiste na principal estratégia de prevenção primária. Todo adulto que não tem certeza se tomou deve procurar um posto de saúde.


·         Atenção: Não existe vacina para a Hepatite C. O controle dela depende exclusivamente da biossegurança e do diagnóstico precoce.

 

8) Por que pessoas com mais de 45 anos precisam de atenção redobrada?

A população nessa faixa etária é o principal foco das campanhas de testagem por motivos históricos e comportamentais:

 

·         Procedimentos no passado: Quem passou por cirurgias, transfusões de sangue ou partos antes de 1993 corre o risco de ter sido infectado antes da triagem obrigatória nos bancos de sangue.


·         Falta de materiais descartáveis: Nas décadas de 1970 e 1980, o uso de seringas e agulhas de vidro (que eram fervidas e reutilizadas) era comum em consultórios, hospitais e farmácias, o que facilitava a transmissão cruzada caso a esterilização falhasse.


·         Tempo de evolução: Quem se infectou na juventude (há 20 ou 30 anos) está entrando agora na janela cronológica em que a doença começa a manifestar suas complicações graves, como a cirrose e tumores.

 

9) Qual é a importância do diagnóstico?

O sucesso no combate a essas doenças passa diretamente pela eficiência laboratorial. A identificação rápida e precisa muda o rumo do tratamento coletivo e individual.

 

10) Em caso de dúvidas, onde buscar ajuda?

A porta de entrada para qualquer atendimento, orientação ou realização de exames é a Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima de sua residência. Toda a rede do Sistema Único de Saúde (SUS) está preparada para acolher o cidadão, oferecer os testes rápidos e encaminhar para o tratamento gratuito, se necessário.

 



Conselho Regional de Biomedicina do Paraná 6ª Região - CRBM6



Férias de julho: viagens longas aumentam o risco de trombose? Saiba como prevenir

Foto: Andrea Piacquadio
Com o aumento das viagens nas férias escolares, especialista alerta para os cuidados que ajudam a reduzir o risco de trombose durante longos períodos sentado

 

Julho é um dos meses de maior movimento em estradas e aeroportos por causa das férias escolares. Em viagens de avião ou viagens longas de carro ou ônibus, permanecer muitas horas sentado pode favorecer o desenvolvimento da trombose venosa profunda (TVP), condição caracterizada pela formação de coágulos nas veias, principalmente das pernas. 

Segundo a cirurgiã vascular e angiologista Dra. Tatiana Losada, a imobilidade prolongada dificulta o retorno do sangue ao coração e aumenta o risco, principalmente em viagens com mais de quatro horas de duração. "Quando ficamos muito tempo na mesma posição, a circulação das pernas se torna mais lenta, favorecendo a formação de coágulos. Em alguns casos, eles podem se deslocar até os pulmões e provocar uma embolia pulmonar, que é uma complicação grave", explica. 

A médica destaca que pessoas com histórico de trombose, obesidade, câncer, gestantes, mulheres no pós-parto, usuários de terapia hormonal ou anticoncepcionais, idosos e pacientes que passaram recentemente por cirurgias devem redobrar os cuidados. 

Entre as principais medidas preventivas estão levantar-se e caminhar sempre que possível, fazer movimentos com os pés e tornozelos durante o trajeto, evitar cruzar as pernas e manter uma boa hidratação. "Movimentar as pernas durante a viagem e beber água regularmente são atitudes simples que ajudam a manter a circulação ativa e diminuem o risco de trombose", orienta a especialista. 

Outro aliado importante pode ser o uso de meias compressivas, especialmente para pessoas que já possuem fatores de risco ou insuficiência venosa. No entanto, a indicação deve ser individualizada. "As meias auxiliam o retorno venoso, mas o modelo e o nível de compressão devem ser orientados por um cirurgião vascular. Nem todas as pessoas precisam utilizá-las", ressalta Dra. Tatiana. 

Para quem possui histórico de trombose ou condições que aumentam significativamente o risco, a recomendação é procurar um especialista antes de viagens longas para avaliar a necessidade de outras medidas preventivas. "Viajar deve ser um momento de lazer. Com cuidados simples e orientação médica quando necessária, é possível reduzir significativamente o risco de trombose e aproveitar as férias com mais segurança", conclui a cirurgiã vascular.



Dra. Tatiana Losada - Cirurgiã vascular. Médica Especialista em Cirurgia Vascular e Angiologia. Especialista em tratamentos modernos de varizes, vasinhos e Lipedema. Formada pela Universidade de Uberaba – MG. Cirurgiã Geral pela Secretária de Saúde do Distrito Federal. Cirurgiã Vascular pela Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto – FAMERP. Membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Vascular e Angiologia.
@dratatianalosada


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