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sábado, 4 de julho de 2026

Shampoos ajudam contra a calvície? Entenda o que é mito e o que é verdade

Especialistas explicam como os produtos atuam nos fios, quais resultados podem ser esperados e como testes de eficácia garantem o que está descrito no rótulo

 

Aproximadamente 20% dos brasileiros estão perdendo os cabelos. O dado é da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), que aponta que 42 milhões de pessoas no país convivem com algum grau de perda capilar. Entre as mulheres, a estimativa é menor, mas o tema também está presente.

Por outro lado, as soluções milagrosas para este problema são encontradas em praticamente todas as prateleiras. Mas até onde os cosméticos podem ajudar?

A queda de cabelo pode ter diferentes causas, como genética, estresse, alterações hormonais, doenças autoimunes ou processos inflamatórios. O tipo mais comum é a alopecia androgenética, conhecida popularmente como calvície, de padrão masculino ou feminino. 

Os sinais da calvície costumam se manifestar de formas diferentes entre homens e mulheres. Nos homens, é comum o surgimento de entradas e rarefação no topo da cabeça. Já nas mulheres, o afinamento dos fios tende a ocorrer de forma mais concentrada na parte superior da cabeça. Embora seja uma condição frequente, o tema ainda é cercado por mitos.

De acordo com a dermatologista Jéssica Starek, da ALS Beauty & Personal Care, o uso de bonés, toucas ou outros acessórios não tem ligação com a calvície. O mesmo vale para hábitos como lavagem frequente ou tratamentos capilares, que muitas vezes são apontados como causa da queda de cabelo, especialmente entre as mulheres, mas que não têm relação direta com esse quadro. Na verdade, trata-se de uma condição médica, com influência genética e hormonal, que precisa ser avaliada corretamente.

“A calvície tem como causa principal a herança genética e sua frequência aumenta com a idade. Porém, o ritmo de progressão pode ser influenciado por outros fatores, como estresse, alterações hormonais, uso de anabolizantes e distúrbios metabólicos, como colesterol elevado e resistência à insulina, que podem acelerar a perda capilar. O mais importante é diferenciar os tipos de queda, porque nem toda perda de cabelo está relacionada à alopecia androgenética, e o diagnóstico correto é o que direciona o tratamento”, explica a dermatologista.

Nesse contexto, surgem as soluções milagrosas. Com a variedade de shampoos, tônicos e loções disponíveis, é comum esperar que esses itens consigam interromper a queda capilar. Na prática, isso nem sempre acontece.

“Os cosméticos atuam principalmente na melhora da fibra capilar e também das condições do couro cabeludo, que exerce um papel importante na saúde dos fios. Eles podem ajudar a reduzir a quebra, muitas vezes confundida com queda, melhorar a aparência e favorecer um ambiente mais saudável para o crescimento capilar. Ainda assim, não tratam a causa da perda capilar, especialmente nos quadros mais agressivos e comuns entre os homens. Quando existe uma condição clínica, o tratamento é medicamentoso e requer acompanhamento médico”, explica.



O que os cosméticos podem entregar

Os produtos cosméticos têm seu papel na rotina de cuidados. Eles contribuem para o aumento da resistência, brilho, aparência dos fios e até recuperação de danos, desde que as expectativas estejam alinhadas às suas reais possibilidades de atuação.

A especialista da ALS aponta que termos como “redução da queda” e “fortalecimento” aparecem com frequência nos rótulos, mas têm um significado específico e devem ser interpretados individualmente. Segundo ela, é comum que consumidores confundam queda capilar com quebra dos fios. No dia a dia, a percepção de perda costuma vir de fios encontrados no banho, na escova ou em toalhas, mas nem sempre isso indica queda desde a raiz. Em muitos casos, representa quebra ao longo do fio.

Para que esse tipo de benefício seja comunicado de forma adequada, os produtos precisam passar por testes que avaliam seu desempenho em condições controladas. Na ALS Beauty & Personal Care, uma das metodologias utilizadas é a metrologia capilar, que mede propriedades físicas e estruturais dos fios.

“A metrologia capilar permite avaliar características como resistência, elasticidade e danos na fibra. Esses testes ajudam a transformar a percepção de uso em dados objetivos, garantindo que os benefícios descritos no produto sejam mensuráveis e reproduzíveis”, explica Tainara Ikissare, coordenadora de metrologia capilar da ALS Beauty & Personal Care.

Além das análises da fibra capilar, também existem metodologias específicas para avaliar a queda de cabelo de forma mais controlada, acompanhando a evolução dos fios ao longo do uso de produtos.

Apesar dos avanços na comprovação de eficácia, as especialistas reforçam que queda de cabelo não deve ser vista apenas como uma questão estética. Em muitos casos, pode estar relacionada a condições de saúde e ter impacto direto na qualidade de vida.

Em alguns tipos de queda capilar, especialmente quando há influência hormonal ou outras condições do organismo, tratamentos que atuam de dentro para fora tendem a ter maior impacto. Já os produtos tópicos atuam principalmente na fibra capilar, ajudando na resistência dos fios e na redução da quebra, sendo mais indicados como apoio em casos iniciais ou leves.

“O primeiro passo é entender o que está por trás da queda. Nem todo caso é definitivo, e muitos têm tratamento quando avaliados da forma adequada. Buscar orientação médica faz toda a diferença”, finaliza Jéssica.

 

ALS Beauty & Personal Care

 

Inverno aumenta risco de crises de doenças inflamatórias da pele, alerta especialista da SBCD

Magnific
Dermatologista membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica explica como o frio, a baixa umidade do ar e os banhos quentes comprometem a barreira cutânea e favorecem o agravamento de doenças como psoríase e dermatite atópica



A chegada do inverno, em 21 de junho, acende um alerta para quem convive com doenças inflamatórias da pele. A combinação entre temperaturas mais baixas, redução da umidade do ar e hábitos comuns da estação, como banhos muito quentes, compromete a barreira de proteção da pele e favorece o surgimento ou a intensificação de sintomas como ressecamento, coceira e vermelhidão.
 

De acordo com a dermatologista Yasmin Pugliesi, especialista e membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica (SBCD), o inverno reúne fatores que deixam a pele mais vulnerável.
 

"A pele sofre com as mudanças de temperatura ao longo do ano, mas o inverno concentra condições que favorecem o agravamento de doenças inflamatórias. A baixa umidade do ar e os banhos quentes reduzem a oleosidade natural da pele, comprometem sua função de barreira e aumentam a perda de água", explica.
 

Entre as condições mais afetadas estão a dermatite atópica, dermatite seborreica, psoríase e rosácea, todas classificadas como doenças inflamatória crônica caracterizada pela fragilidade da barreira cutânea. Com a pele mais seca, sintomas como coceira intensa, irritação e sensibilidade tendem a se tornar mais frequentes, impactando o conforto e a qualidade de vida dos pacientes.
 

Embora cada condição tenha características específicas, os cuidados voltados à hidratação e à proteção da barreira cutânea são fundamentais para ajudar a reduzir o desconforto e prevenir o agravamento dos sintomas durante o inverno.
 

“Apesar de serem conhecidas, essas doenças ainda são cercadas por muitos equívocos. Um dos mais recorrentes é a crença de que pode ser transmitido pelo contato físico”, acrescenta a especialista da SBCD.
 

"A dermatite atópica, dermatite seborreica, psoríase e rosácea não são contagiosas. O desenvolvimento dessas doenças está relacionado a uma predisposição genética associada a alterações do sistema imunológico", esclarece
.

Para proteger a pele durante o inverno, a especialista recomenda banhos mornos e rápidos, uso de sabonetes suaves, redução do atrito excessivo durante a higiene e aplicação de hidratantes logo após o banho. Essas medidas ajudam a preservar a barreira cutânea e a minimizar os efeitos do ressecamento típico da estação.
 

“Alguns cuidados simples fazem toda a diferença para manter a pele saudável. Uma das recomendações é optar por sabonetes à base de óleo ou óleos de banho, que ajudam a preservar a hidratação natural da pele. Outra dica importante é aplicar o hidratante logo após o banho, quando a pele ainda está úmida, porque isso aumenta a absorção do produto e potencializa seu efeito hidratante”, orienta.
 

“Os lábios também costumam sofrer bastante nessa época do ano e podem ficar mais ressecados. Por isso, vale investir no uso frequente de hidratantes labiais. Outro ponto de atenção é a hidratação. Com o frio, muitas pessoas acabam reduzindo a ingestão de água sem perceber, mas manter o consumo adequado ao longo do dia é fundamental para a saúde da pele”, explica.
 

“Aproveito para reforçar um cuidado que muitas vezes é negligenciado durante o inverno: o uso diário do protetor solar. Mesmo em dias nublados ou chuvosos, continuamos expostos à radiação ultravioleta. Por isso, o protetor solar deve fazer parte da rotina em qualquer época do ano”, conclui a especialista.
 

Em caso de piora dos sintomas ou impacto na rotina, a orientação é procurar avaliação médica.
 

"Hoje existem diferentes condutas terapêuticas para doenças inflamatórias da pele, inclusive disponíveis na rede pública de saúde. O diagnóstico precoce e o tratamento adequado permitem controlar a doença, reduzir as crises e melhorar significativamente a qualidade de vida dos pacientes", destaca a dermatologista.
 

Como escolher um médico habilitado
 

A SBCD ressalta a importância de a população buscar um profissional habilitado para acompanhamento, diagnóstico e tratamento. Para isso, é fundamental verificar se o médico possui o Registro de Qualificação de Especialista (RQE), qualificação atestada pelo Conselho Regional de Medicina (CRM).
 

A consulta é simples e pode ser feita a partir do nome do profissional no site do Conselho Federal de Medicina (CFM). Clique aqui!
 

Esse cuidado na escolha ajuda a evitar atendimentos inadequados por profissionais não habilitados e garante mais segurança ao paciente.
 

Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica - SBCD

 

 

Especialista alerta para cuidados com o couro cabeludo masculino

Seu Elias explica como suor, bonés, oleosidade e resíduos de produtos podem favorecer caspa, acne e irritações na raiz do cabelo

 

A rotina masculina incorporou cuidados com barba, pele e cabelo, mas o couro cabeludo ainda costuma ficar em segundo plano. Treinos, poluição, bonés e finalizadores aumentam o acúmulo de suor e resíduos na raiz. Quando essa limpeza é insuficiente, a região pode reagir com coceira, descamação, oleosidade intensa e pequenas inflamações.

“A maioria dos homens olha para o acabamento do corte e do penteado, mas esquece que o fio depende de uma base saudável. Quando o couro cabeludo acumula suor, poluição e produto, os poros ficam mais obstruídos. A pele responde com coceira, vermelhidão, descamação e lesões que incomodam no dia a dia”, afirma Seu Elias, referência nacional em estética masculina.

O desconforto nem sempre começa pela caspa visível. Em muitos casos, o primeiro sinal aparece como dor ao pentear, sensibilidade na nuca ou pequenos caroços na linha capilar. Essas lesões podem ser confundidas com acne comum, mas também podem indicar foliculite, uma inflamação dos folículos favorecida por abafamento, atrito e resíduos presos à pele.

“O uso frequente de pomadas, ceras, sprays e fixadores exige atenção porque muitos desses produtos foram feitos para os fios, não para a pele. Quando aplicados perto da raiz ou removidos de forma incompleta, eles formam uma camada que retém oleosidade e partículas externas. A situação piora quando há calor, suor e uso prolongado de bonés”, explica o profissional.

A caspa também precisa ser observada com mais precisão. A versão seca aparece em escamas brancas, finas e soltas, que caem sobre a roupa e costumam estar relacionadas a ressecamento, água quente, clima seco ou produtos agressivos. Já a caspa úmida tem placas maiores, amareladas e aderidas à raiz, geralmente associadas ao excesso de oleosidade.

“A diferença entre caspa seca e caspa úmida está no aspecto, na sensação e na origem do problema. A seca costuma soltar com facilidade e deixa a pele repuxando. A úmida fica grudada, pesa nos fios e pode vir acompanhada de irritação. Identificar isso evita escolhas erradas na rotina”, comenta o especialista.

A escolha do shampoo também interfere no resultado. Fórmulas com ativos voltados ao equilíbrio da oleosidade, controle da descamação e cuidado com a barreira do couro cabeludo podem ajudar na rotina. Shampoos detox e micelares são aliados para momentos de maior acúmulo de resíduos, enquanto versões mentoladas anticaspa podem oferecer sensação de frescor e auxiliar no controle da coceira.

A lavagem dupla pode ser útil após treinos intensos, dias muito quentes ou uso de finalizadores de alta fixação. A primeira aplicação de shampoo ajuda a soltar suor, oleosidade e resíduos cosméticos. A segunda permite uma limpeza mais uniforme do couro cabeludo. A água muito quente também deve ser evitada porque resseca a pele e pode estimular efeito rebote de oleosidade.

A prevenção depende de constância. Higienizar pentes, escovas, bonés e fronhas, não dormir com o cabelo molhado e reduzir produtos próximos à raiz ajudam a manter a região equilibrada. O cuidado também envolve observar sinais como coceira recorrente, descamação intensa, vermelhidão e dor, que indicam necessidade de acompanhamento profissional.

“Cuidar do couro cabeludo não é apenas uma questão estética. Caspa, oleosidade e acne mostram que a rotina precisa de ajuste. Quando o homem entende os sinais da própria pele, consegue preservar o conforto, melhorar a aparência dos fios e evitar que pequenos incômodos se transformem em problemas maiores”, conclui Seu Elias.

 

Sua pele precisa de atenção redobrada no inverno

Dermatologista orienta sobre os cuidados essenciais para pele, cabelo e couro cabeludo durante os meses mais frios do ano

 

Com a chegada do inverno, as temperaturas caem, a umidade do ar despenca e a pele começa a dar sinais. Ressecamento, descamação, coceira e até o agravamento de condições crônicas são queixas que lotam os consultórios dermatológicos nesta época do ano. Dra. Gabrielle Adames, dermatologista especialista em estética, compartilha os principais cuidados para enfrentar o inverno com a pele saudável.

O ar frio e seco compromete a barreira cutânea, a camada protetora da pele responsável por reter hidratação e impedir a entrada de agentes externos. Quando essa barreira é comprometida, a pele fica mais vulnerável a irritações, infecções e reações alérgicas.

"Durante o inverno, as queixas mais frequentes no consultório são ressecamento da pele, coceira, descamação, lábios rachados e a piora de doenças como dermatite seborreica e rosácea. No couro cabeludo, também observamos aumento da caspa e da sensibilidade, enquanto os cabelos tendem a ficar mais ressecados e quebradiços", explica a dermatologista Dra. Gabrielle Adames.

Banhos quentes são inimigos da pele no inverno. Nada mais tentador do que um banho quente nos dias frios, mas os dermatologistas são unânimes: água muito quente resseca ainda mais a pele, retira o manto lipídico natural e pode piorar quadros de piorara em  doenças dermatológicas como dermatite atópica, dermatite seborreica, rosácea, psoríase e até quadros de eczema, que costumam ficar mais sensíveis nesta época do ano.

"Minha orientação é optar por banhos mornos e mais rápidos, evitando permanecer muito tempo sob a água quente e não usar esponjas. Após o banho, o ideal é secar a pele delicadamente, sem esfregar a toalha, e aplicar o hidratante nos primeiros minutos, quando a pele ainda está levemente úmida", orienta a dermatologista Gabrielle Adames

O inverno também afeta o couro cabeludo. A queda de cabelo, a caspa e a seborreia tendem a se intensificar com o frio e com o uso frequente de secadores e chapinhas, que, combinados ao ar seco, fragilizam os fios.

Especialista em tricologia, a médica dermatologista Gabrielle Adames recomenda: "Nesta época do ano, é importante utilizar shampoos adequados para cada tipo de couro cabeludo, evitar água excessivamente quente e investir em condicionadores, máscaras e finalizadores hidratantes para manter a saúde dos fios. Também é importante não dormir com os cabelos molhados e evitar procedimentos químicos agressivos quando os fios já estiverem sensibilizados." 

Um erro clássico do inverno é abdicar o protetor solar. Os raios UVA, responsáveis pelo envelhecimento precoce e pelo desenvolvimento de cânceres de pele, continuam presentes mesmo em dias nublados e frios. O FPS diário é inegociável durante todo o ano.

"A exposição diária à radiação ultravioleta acontece durante todo o ano, e seus efeitos são cumulativos, contribuindo para o surgimento de manchas, a perda de firmeza, o envelhecimento precoce e o aumento do risco de câncer de pele. Por isso, o uso diário de protetor solar com FPS adequado deve fazer parte da rotina de cuidados em todas as estações", ressalta a médica Gabrielle Adames. 

Por outro lado, o inverno é a estação ideal para realizar procedimentos estéticos que exigem menor exposição solar no pós-tratamento, como peelings químicos, laser fracionado, microagulhamento e tratamentos para manchas. A menor intensidade dos raios UV facilita a recuperação e potencializa os resultados.

"O inverno é a época ideal para realizar procedimentos que exigem menor exposição solar durante a recuperação, como radiofrequência microagulhada, lasers ablativos e outros tratamentos para rejuvenescimento, flacidez, cicatrizes, poros e manchas. Como os pacientes costumam se expor menos ao sol nessa estação, conseguimos realizar protocolos mais intensivos com maior segurança, menor risco de manchas e excelente estímulo de colágeno, potencializando os resultados", explica a Dra. Gabrielle.

 

Nova regra limita cirurgias plásticas a seis horas, mas especialista alerta: segurança vai além do tempo cirúrgico


O Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp) publicou uma nova resolução que estabelece diretrizes éticas e assistenciais para a realização de cirurgias plásticas eletivas extensas, múltiplas ou combinadas. A principal mudança é a vedação ao agendamento de procedimentos com previsão igual ou superior a seis horas de duração em um único ato cirúrgico, salvo situações excepcionais, devidamente justificadas em prontuário.

 

Publicada no Diário Oficial da União (leia aqui), a norma reforça que o planejamento cirúrgico deve priorizar a segurança do paciente, considerando fatores como tempo anestésico, número de procedimentos associados, porte da cirurgia, utilização simultânea de tecnologias — como radiofrequência, plasma, laser e ultrassom —, além das condições clínicas individuais.

 

Entretanto, para o cirurgião plástico Dr. Fernando Amato, esse tema ainda deve ser mais amplamente discutido, pois falta embasamento científico sobre o tempo ideal para garantir segurança na cirurgia. "A cirurgia plástica deve ser planejada com base em critérios técnicos e científicos. Quanto maior o tempo cirúrgico, maior tende a ser o risco de complicações, porém existem outros aspectos para garantir essa segurança, além do tempo de cirurgia”, comenta.

 

O documento também orienta que, sempre que possível, procedimentos extensos sejam divididos em etapas, reduzindo o risco de tromboembolismo, complicações anestésicas, resposta inflamatória excessiva e outras intercorrências. Além disso, determina que hospitais disponham de estrutura adequada, equipe multiprofissional capacitada, protocolos de segurança e suporte intensivo compatíveis com a complexidade das cirurgias.

 

"A segurança do paciente não depende apenas do tempo de cirurgia, mas de todo o planejamento. Uma equipe experiente, integrada e bem sincronizada consegue trabalhar de forma mais eficiente, reduzindo o tempo operatório sem abrir mão da qualidade. Além disso, a preparação adequada do paciente e uma boa organização de cada etapa do procedimento fazem toda a diferença. Quando todos esses fatores estão alinhados, o resultado é uma cirurgia mais segura para o paciente.", conclui Dr. Amato, que é especialista titulado pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), membro da Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética (ISAPS) e da Sociedade Americana de Cirurgiões Plásticos (ASPS).

 



Dr. Fernando C. M. Amato – Graduação, Cirurgia Geral, Cirurgia Plástica e Mestrado pela Escola Paulista de Medicina (UNIFESP). Membro Titular pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, membro da Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética (ISAPS) e da Sociedade Americana de Cirurgiões Plásticos (ASPS).
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Instagram: https://www.instagram.com/meu.plastico.pro/


Cachos no inverno: como manter definição mesmo nos dias mais frios

Quando as temperaturas caem, não é só a pele que sente os efeitos do clima seco. Quem tem cabelos cacheados e crespos costuma perceber rapidamente outro sinal clássico do inverno: o aumento do frizz.

Os fios parecem perder definição, ficam mais arrepiados e difíceis de controlar, mesmo seguindo a rotina de cuidados habitual. A explicação está na combinação de fatores típicos da estação, como a baixa umidade do ar, os banhos mais quentes e a tendência de espaçar as lavagens.

"Os cabelos com curvatura possuem uma estrutura naturalmente mais suscetível ao ressecamento. No inverno, essa característica se intensifica porque há uma redução da umidade atmosférica, o que favorece a perda de água da fibra capilar e aumenta a porosidade dos fios", explica Rodrigo Nakamura, fundador da Curl Clinic Plus e especialista em cabelos cacheados.

Mas o problema não está apenas no comprimento dos fios. O couro cabeludo também sofre durante os meses mais frios. Caspa, descamação e dermatite seborreica costumam apresentar piora em pessoas predispostas, criando um ambiente que pode impactar diretamente a saúde capilar.

Segundo o especialista, cuidar do couro cabeludo é tão importante quanto investir em produtos para definição. "Um couro cabeludo equilibrado favorece o crescimento de fios mais saudáveis e ajuda a reduzir fatores que contribuem para o frizz."

O que fazer para controlar o frizz no inverno?

  • Evitar água excessivamente quente durante a lavagem;
  • Reforçar a hidratação dos fios com produtos específicos para manter a hidratação e curvatura dos fios;
  • Utilizar produtos com fórmulas menos agressivas e que preservem a barreira natural do cabelo;
  • Manter uma rotina regular de limpeza do couro cabeludo com produtos especializados em saúde capilar;
  • Reduzir o uso excessivo de ferramentas térmicas.

Dados de pesquisas de eficácia realizadas pela Curl Clinic Plus com consumidoras que identificavam o frizz como uma das principais queixas mostraram que, após 21 dias de uso contínuo da rotina composta por shampoo e condicionador da marca, entre 75% e 86% das participantes relataram melhora significativa no controle dos fios arrepiados.

A diferença mais expressiva foi observada entre usuárias da versão com menor formação de espuma, formulação que preserva melhor os lipídios naturais dos fios e ajuda a minimizar o ressecamento típico dos cabelos cacheados e crespos.

Com a chegada do inverno, especialistas reforçam que o combate ao frizz não depende apenas de finalizadores ou técnicas de styling. A saúde do couro cabeludo, a hidratação e a escolha dos produtos certos formam a base para cachos mais definidos e saudáveis durante toda a estação.

 


Signos viram critério de seleção nos aplicativos de namoro

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Compatibilidade astrológica pode influenciar conversas, matches e até decisões sobre continuar ou não um relacionamento
 

 

Pode parecer apenas um detalhe, mas o signo passou a influenciar a forma como muitas pessoas escolhem com quem se relacionar nos aplicativos de namoro. Para alguns, a informação serve apenas como curiosidade; para outros, funciona como um verdadeiro filtro. A astrologia ganhou espaço e passou a ser consultada para identificar afinidades, prever possíveis conflitos e até decidir se vale a pena investir ou não em um match.

 

A busca por compatibilidade vai além da atração física. Características ligadas à personalidade, estilo de vida e valores ganharam relevância, e os signos entraram nessa lista. Não é raro encontrar perfis que exibem o signo ou mencionam preferências e restrições astrológicas na descrição.

 

Uma pesquisa realizada pelo MeuPatrocínio com 2569 Sugar Babies identificou que 74,9% procuram saber o signo dos Sugar Daddies antes mesmo do primeiro encontro. Além disso, 62,3% admitiram que fizeram o mapa astral do pretendente para entender se o relacionamento teria um futuro.

 

De acordo com Caio Bittencourt, especialista em comportamento afetivo e relacionamentos da plataforma, interesses em comum podem facilitar uma aproximação, mas nenhum critério, inclusive a astrologia, substitui o diálogo e o alinhamento de expectativas. “Um ponto fundamental no momento em que se está conhecendo alguém são os acordos claros; o quanto antes todos forem transparentes quanto ao que buscam em um relacionamento, melhor”, recomenda.

 

Para quem leva a astrologia em consideração antes de investir em um match, algumas combinações são tradicionalmente apontadas como mais favoráveis, enquanto outras tendem a exigir mais adaptação. Confira:

  • Áries: dá match com Leão e Sagitário | menor compatibilidade com Câncer.
  • Touro: dá match com Virgem e Capricórnio | menor compatibilidade com Aquário.
  • Gêmeos: dá match com Libra e Aquário | menor compatibilidade com Peixes.
  • Câncer: dá match com Escorpião e Peixes | menor compatibilidade com Sagitário.
  • Leão: dá match com Áries e Sagitário | menor compatibilidade com Capricórnio.
  • Virgem: dá match com Touro e Capricórnio | menor compatibilidade com Aquário.
  • Libra: dá match com Gêmeos e Aquário | menor compatibilidade com Peixes.
  • Escorpião: dá match com Câncer e Peixes | menor compatibilidade com Aquário.
  • Sagitário: dá match com Áries e Aquário | menor compatibilidade com Virgem.
  • Capricórnio: dá match com Touro e Virgem | menor compatibilidade com Leão.
  • Aquário: dá match com Gêmeos e Libra | menor compatibilidade com Touro.
  • Peixes: dá match com Câncer e Escorpião | menor compatibilidade com Libra.

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Ansiedade coletiva para o jogo da Copa, neurocientista explica

 

Domingo tem mais um jogo decisivo da Seleção Brasileira na Copa do Mundo, e o fenômeno se repete: a ansiedade coletiva. Segundo a aromaterapeuta e neurocientista Daiana Petry, o cérebro humano foi programado para reagir intensamente a eventos coletivos carregados de significado emocional, como uma Copa do Mundo. 

“Embora pareça apenas entusiasmo esportivo, esse comportamento tem uma explicação neurocientífica já que eventos coletivos de grande impacto emocional ativam mecanismos cerebrais que fazem milhares de pessoas experimentar sentimentos semelhantes ao mesmo tempo”, diz. 

O cérebro humano é altamente influenciado pelo comportamento do grupo. Quando milhões de pessoas direcionam sua atenção para um mesmo acontecimento, nosso sistema nervoso tende a amplificar emoções como expectativa, tensão e excitação. 

Segundo a especialista, essa resposta tem origem no sistema límbico, conjunto de estruturas cerebrais responsável pelo processamento das emoções, da memória e da resposta ao estresse. 

"Antes mesmo de a bola rolar, o cérebro já está antecipando diferentes cenários. Ele imagina o resultado, prevê consequências, relembra vitórias e derrotas anteriores e prepara o organismo para reagir. Essa antecipação aumenta a liberação de substâncias relacionadas ao estado de alerta, como adrenalina e cortisol, fazendo com que muitas pessoas sintam aceleração dos batimentos cardíacos, dificuldade para relaxar, inquietação e até alterações no sono." 

Daiana conta que a incerteza é um dos maiores gatilhos da ansiedade. Enquanto o resultado é desconhecido, o cérebro permanece tentando prever o que pode acontecer, mas após o fim da partida, independentemente do placar, essa ativação tende a diminuir, pois o cérebro deixa de lidar com a incerteza.
 

Como usar aromas para ajudar o cérebro a desacelerar antes do jogo

Segundo a aromaterapeuta, alguns óleos essenciais possuem compostos aromáticos associados, em estudos, à redução da percepção subjetiva do estresse e ao favorecimento de um estado de relaxamento. A recomendação é utilizá-los 20 a 30 minutos antes do início da partida, criando um ambiente mais tranquilo para o cérebro.

A especialista sugere uma combinação simples para criar um ambiente emocionalmente mais equilibrado:

  • 2 gotas de lavanda
  • 2 gotas de laranja-doce

Coloque a mistura em um difusor de aromas cerca de 30 minutos antes da partida e mantenha a difusão por aproximadamente uma hora, em ambiente ventilado.

"A proposta não é diminuir a emoção do jogo, mas ajudar o cérebro a sair do estado de hiperalerta. O futebol continua emocionante, mas o organismo responde de forma mais equilibrada, permitindo que a experiência seja vivida com mais prazer e menos tensão", finaliza Daiana Petry. 



Daiana Petry - Aromaterapeuta, perfumista botânica, naturóloga e especialista em neurociência. Professora dos cursos de formação em aromaterapia, perfumaria botânica e psicoaromaterapia. Autora dos livros: Psicoaromaterapia, Cosméticos sólidos e Maquiagem ecoessencial. Fundadora da Harmonie Aromaterapia.
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@daianagpetry


Frase do Dia de Augusto Branco: "Se todas as batalhas dos homens se dessem apenas nos campos de futebol, quão belas seriam as guerras."

Durante a Copa do Mundo de 2026 as pessoas vibram com disputas que unem paixões sem derramar sangue, e uma reflexão do poeta Augusto Branco ganha força ao dialogar com um dos maiores desafios da humanidade: transformar rivalidade em convivência. 

 

Autor best-seller, pioneiro da micropoesia e reconhecido como um dos poetas mais relevantes do século XXI, Augusto Branco construiu uma obra marcada pela capacidade de condensar grandes reflexões em poucas palavras. Seu trabalho recebeu reconhecimento internacional ao ser citado em um estudo publicado na revista inglesa *Nature*, que o apontou entre as pessoas mais notáveis do mundo na categoria Cultura, evidenciando o alcance de sua produção literária.

 

Não por acaso, essa frase ressurge com especial significado durante a Copa do Mundo. O torneio representa um raro momento em que nações de diferentes culturas, idiomas, religiões e histórias entram em disputa dentro de regras compartilhadas, tendo como árbitro o respeito às normas do jogo. A rivalidade é intensa, as emoções são profundas, mas, ao apito final, o resultado permanece restrito ao esporte.

 

Fora dos gramados, entretanto, o cenário mundial é muito menos inspirador. A guerra entre Rússia e Ucrânia continua provocando destruição e sofrimento. No Oriente Médio, o conflito em Gaza segue produzindo uma grave crise humanitária, enquanto as tensões envolvendo o Irã ampliam a instabilidade regional. Segundo levantamentos de instituições internacionais especializadas em estudos da paz e dos conflitos, o mundo vive atualmente o maior número de conflitos armados desde o fim da Segunda Guerra Mundial, uma realidade que evidencia o alto custo das disputas travadas com armas em vez de diálogo.

 

É justamente nesse contexto que a frase de Augusto Branco revela toda a sua potência. Ela não romantiza a guerra; ao contrário, propõe uma inversão simbólica: que as batalhas humanas aconteçam apenas onde a vitória não exige mortes, onde o adversário é respeitado e onde a competição termina com um aperto de mãos. 


Talvez seja essa a maior lição que o futebol oferece ao mundo. Em noventa minutos, povos inteiros encontram uma forma de competir sem destruir uns aos outros. Se o esporte não pode resolver sozinho os conflitos da humanidade, ele ao menos preserva viva a esperança de que rivalidades possam ser substituídas pelo respeito, pela convivência e pela celebração daquilo que nos une. Afinal, quando as disputas permanecem apenas dentro das quatro linhas, todos saem vencedores.



Exercícios em casa no inverno: a rotina não entra em modo hibernação

No inverno, tudo conspira contra o treino, e manter a rotina de exercícios se torna um desafio

 

No inverno, tudo conspira contra o treino.

A cama parece ter ímã.

O banho quente vira projeto de vida.

A academia do bairro, que em janeiro parecia “logo ali”, em julho fica com distância psicológica de aeroporto internacional.

E é justamente nessa época que a rotina precisa ser mais forte do que a vontade. Porque exercício em casa não depende de coragem épica, trilha sonora motivacional ou promessa de segunda-feira. Depende de repetição. De ambiente preparado. De equipamento funcionando. E de entender que o corpo no frio não liga muito para o seu drama: ele só precisa de mais cuidado para começar. 

No frio, o corpo demora mais para “ligar”

Treinar no inverno exige paciência com o próprio corpo. Músculos, articulações e tendões ficam mais rígidos quando a temperatura cai. Por isso, sair do sofá e ir direto para uma corrida forte na esteira é uma ideia quase tão boa quanto lavar roupa branca com meia vermelha.

O aquecimento deixa de ser detalhe e passa a ser parte obrigatória do treino. Antes de aumentar a velocidade, a carga ou a intensidade, o ideal é preparar o corpo com movimentos leves e progressivos: caminhada, mobilidade articular, exercícios de ativação e alongamentos dinâmicos.


Alongar no frio também exige bom senso. Não é o momento de forçar amplitude como se você estivesse disputando vaga no circo. O alongamento deve ajudar o corpo a ganhar mobilidade, não virar uma negociação agressiva com seus ligamentos. 


Rotina em casa precisa de horário, espaço e menos desculpa

Treinar em casa é confortável, mas também é perigoso para a disciplina. Afinal, a esteira está ali. A bike está ali. O remo está ali. E você também está ali, perfeitamente capaz de ignorar todos eles com uma xícara de café na mão.


Por isso, rotina precisa ter hora. Não precisa ser longa, perfeita ou cinematográfica. Precisa acontecer.


Criar um espaço fixo ajuda muito. Um local ventilado, limpo, com boa iluminação, tomada adequada e sem objetos espalhados ao redor do equipamento. Tapete embolado, brinquedo no chão, extensão atravessada e garrafa largada perto da esteira são pequenos convites ao caos doméstico.


O treino em casa precisa parecer parte da rotina, não um evento especial que depende do alinhamento dos planetas. 


Umidade excessiva: o inimigo silencioso dos equipamentos

No inverno, principalmente em regiões úmidas, o ambiente fechado pode virar uma pequena estufa de problemas. A umidade excessiva afeta estruturas metálicas, componentes eletrônicos, painéis, rolamentos, correias, cabos e conexões.


Equipamentos fitness precisam ficar em locais secos, ventilados e protegidos de respingos, infiltrações e variações extremas de temperatura. Deixar esteira, bike ou remo encostado em parede úmida, lavanderia fechada ou ambiente sem circulação de ar pode acelerar oxidação, mau contato e desgaste de peças.

 

Depois do treino, também é importante limpar suor e umidade das superfícies. Suor não é troféu permanente. Ele contém sais e pode contribuir para corrosão e ressecamento de materiais. Um pano seco ou levemente umedecido, seguido de secagem, já evita muita dor de cabeça.

 

Eletricidade estática: pequena, chata e real

No frio e em ambientes secos, a eletricidade estática pode aparecer com mais frequência. Ela pode causar pequenos choques ao tocar em partes metálicas, interferências em painéis eletrônicos e desconforto durante o uso.

Para reduzir esse problema, vale cuidar do ambiente e da instalação. Use tomadas adequadas, com aterramento correto, evite extensões improvisadas e mantenha o equipamento em uma superfície estável. Roupas muito sintéticas, pisos muito secos e ambientes sem controle de umidade também podem favorecer o acúmulo de estática.

Parece detalhe? Parece. Até você tomar um choque leve no painel e achar que a esteira está tentando se defender. 


Manutenção: equipamento parado também precisa de cuidado

Um erro comum é achar que o equipamento só desgasta quando está sendo usado. No inverno, muita gente reduz a frequência de treino e deixa o aparelho parado por semanas. Só que poeira, umidade e falta de movimentação também impactam a conservação.

Esteiras precisam de atenção à lona, ao alinhamento, à limpeza da área do motor e à lubrificação conforme orientação do fabricante. Bikes e elípticos precisam de verificação de pedais, parafusos, regulagens e ruídos. Remos exigem cuidado com trilhos, puxadores, apoios e sistema de resistência.


Antes de voltar ao treino com intensidade, faça uma inspeção simples: veja se há ruídos estranhos, folgas, instabilidade, cheiro de queimado, painel falhando ou partes ressecadas. Equipamento fitness não deve funcionar no grito. Se está fazendo barulho demais, algo está pedindo atenção. 



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