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quinta-feira, 11 de dezembro de 2025

Verão e ‘Dezembro Laranja’: como aproveitar o sol com segurança e proteger a pele

É necessário reaplicar o protetor solar a cada duas ou três horas.
 Freepix
Especialista reforça os cuidados essenciais com a exposição e a consequente prevenção ao câncer de pele
 

 

O verão é marcado por temperaturas elevadas, maior incidência de radiação solar e aumento das atividades ao ar livre. Embora seja um período associado ao lazer e ao bem-estar, também exige atenção redobrada com a saúde da pele, especialmente diante da alta incidência da neoplasia mais comum no Brasil. De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (INCA), o país deve registrar, entre 2023 e 2025, cerca de 220,5 mil novos casos de câncer de pele não melanoma por ano, além de aproximadamente 9 mil casos de melanoma. Esses números reforçam a importância do “Dezembro Laranja”, campanha dedicada à prevenção e ao diagnóstico precoce. 

Para Theodoro Habermann Neto, dermatologista do Vera Cruz Hospital, em Campinas (SP), aproveitar a estação com saúde exige três pilares: proteção solar, hidratação e alimentação equilibrada. “Evitar o sol entre 10h e 16h e usar protetor solar FPS 30 ou mais em todas as áreas expostas são medidas indispensáveis. Chapéu, boné, óculos com proteção UV e roupas adequadas reforçam a barreira contra os raios solares”, destaca. 

Manter a hidratação é essencial: água, água de coco e sucos naturais são boas escolhas; bebidas alcoólicas e cafeinadas favorecem a desidratação. A pele também deve ser hidratada diariamente, e a alimentação deve ser leve e rica em frutas, legumes e verduras contribuem para equilibrar o organismo no calor. 

O dermatologista lembra que o sol é a principal fonte natural de vitamina D, responsável por até 90% da produção do nutriente no organismo. Por isso, a exposição deve ser curta, controlada e em horários seguros, antes das 10h ou após as 16h. “De 10 a 15 minutos de sol em braços e pernas por semana costumam ser suficientes. Mesmo assim, áreas sensíveis, como o rosto, devem sempre permanecer protegidas”, orienta. Ele reforça ainda a necessidade de reaplicar o protetor solar a cada duas ou três horas. 

A suplementação, segundo o especialista, é a forma mais segura de manter níveis adequados de vitamina D. As doses mais comuns variam entre 1.000 e 2.000 UI por dia, sempre com prescrição médica. A alimentação complementa esse aporte, especialmente com peixes gordurosos, ovos, fígado, cogumelos expostos à luz UV e alimentos fortificados. 

A detecção precoce é fundamental para aumentar as chances de cura do câncer de pele. Observe alterações na pele como: pintas com assimetria, bordas irregulares, variação de cor, diâmetro maior que 6 mm ou mudanças ao longo do tempo — incluindo crescimento, sangramento, inflamação ou feridas que não cicatrizam — requerem avaliação imediata. “Ao notar qualquer alteração, o ideal é procurar rapidamente um dermatologista, preferencialmente membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD)”, reforça o médico. “A exposição solar inadequada pode causar envelhecimento precoce, manchas, piora do melasma, ceratoses actínicas e aumentar o risco de carcinoma basocelular, espinocelular e melanoma”, destaca.

 

Mitos e verdades sobre sol e proteção

— Bronzeado não protege a pele: é, na verdade, um sinal de agressão e dano celular.
— Dias nublados também exigem proteção: até 80% da radiação ultravioleta atravessa as nuvens.

— No inverno também há riscos: apesar da menor intensidade, os raios UV continuam presentes e podem causar danos cumulativos.

— Pele negra não é imune: apesar de menor risco, a proteção é necessária e o autoexame deve ser rotina. 

“Com informação, prevenção e acompanhamento profissional, é possível aproveitar o verão com segurança, manter níveis adequados de vitamina D e proteger a pele dos danos causados pelo sol”, finaliza o dermatologista.

  

Vera Cruz Hospital

 

O boom do “olho cansado digital”: como o excesso de telas está mudando o mercado óptico?

Envato
Especialista alerta para o aumento de queixas visuais e reforça a importância da prevenção

 

O chamado “olho cansado digital” se tornou um dos problemas visuais mais recorrentes da atualidade. O termo descreve a fadiga ocular decorrente do uso excessivo de telas. É uma realidade que atravessa gerações: profissionais que passam horas no computador, estudantes que migraram dos livros para tablets e crianças que passam boa parte do dia em smartphones e vídeos. O fenômeno ganhou força nos últimos anos e está alterando não apenas a saúde visual das pessoas, mas também o mercado óptico. 

O impacto do uso prolongado de telas é tão significativo que estudos recentes confirmam uma tendência global preocupante. A Organização Mundial da Saúde (OMS) projeta que até 2050, metade da população mundial poderá ser míope, resultado direto do estilo de vida digital e da falta de exposição à luz natural. No Brasil, a situação segue o mesmo caminho: levantamentos da Sociedade Brasileira de Oftalmologia estimam que o número de diagnósticos de miopia em crianças e adolescentes cresceu mais de 35% nos últimos dez anos. 

A fadiga ocular digital não se limita à miopia. Os sintomas mais comuns incluem visão embaçada, ardência, olhos secos, dor de cabeça e dificuldade de foco, que surgem após longos períodos em contato com telas. 

Além disso, a luz emitida pelas telas, especialmente a luz azul, deixa os olhos mais cansados e pode até ressecar a região. Quando passamos muito tempo olhando para dispositivos digitais, piscamos menos, e isso afeta a proteção natural dos olhos. Essa exposição prolongada também pode atrapalhar o sono, já que a luz azul interfere na produção de melatonina. 

“Estamos vendo cada vez mais pessoas chegando às ópticas com queixas de cansaço visual, dificuldade para focar e visão turva no final do dia”, afirma Bruna Mendonça, especialista em comportamento de consumo no setor. “O uso de telas se tornou inevitável, então a solução passa por orientação profissional, lentes adequadas e hábitos visuais mais saudáveis”. 

Outro reflexo está no aumento da busca por exames oftalmológicos preventivos. Com a rotina cada vez mais mediada por dispositivos eletrônicos, a prevenção tornou-se fundamental. Ajustes simples fazem diferença: respeitar pausas, piscar mais durante o uso de telas, preferir ambientes iluminados e realizar avaliações periódicas com profissionais de saúde ocular. 

A tendência é clara: o olho cansado digital não é um problema passageiro, mas um reflexo direto do estilo de vida contemporâneo. “O consumidor atual não procura apenas óculos; ele busca bem-estar. Procuramos oferecer soluções que realmente reduzam os impactos do mundo digital na saúde visual”, completa Bruna.

 

Esquizofrenia volta ao debate após caso na Paraíba, especialista alerta para sinais e cuidado contínuo

Transtorno afeta mais de 500 mil adultos no Brasil segundo estudo nacional

 

O país voltou a discutir saúde mental depois da repercussão do caso envolvendo um jovem de dezenove anos que entrou na área de uma leoa em um zoológico de João Pessoa e morreu após o ataque. O episódio reacendeu a necessidade de ampliar a compreensão sobre transtornos psiquiátricos graves e de fortalecer o acesso a tratamento contínuo, especialmente entre pessoas que enfrentam vulnerabilidades sociais e interrupções no cuidado.
 

O peso dos dados mais recentes

Um estudo realizado por pesquisadores da Unifesp, da USP e da UFPR, divulgado pela Uniad, identificou que cerca de 547 adultos brasileiros convivem com esquizofrenia, número que representa 0,34% da população.

A pesquisa analisou dados da Pesquisa Nacional de Saúde de 2019 e mostrou maior prevalência entre homens de quarenta a cinquenta e nove anos, com baixa escolaridade e renda e residentes em áreas urbanas.

Para o Dr. Edson Kruger Batista, psiquiatra da ViV Saúde Mental e Emocional na unidade do Espírito Santo, os dados reforçam a complexidade do transtorno e a importância de observar o contexto em que o paciente está inserido.

O especialista afirma que a esquizofrenia é um transtorno que afeta a forma como a pessoa percebe e interpreta a realidade e explica que essa alteração interfere na consciência, na linguagem, nas emoções e no comportamento. Ele destaca que sintomas como alucinações auditivas, delírios, pensamento desorganizado e retraimento social podem variar conforme a fase da doença.
 

Bases biológicas e ambientais que influenciam o quadro

O médico explica que a esquizofrenia tem origem multifatorial. Segundo ele, há influência genética importante, mas fatores ambientais podem atuar como desencadeadores como, por exemplo, vivências traumáticas, uso de substâncias psicoativas, estresse crônico e ausência de suporte social, aumentando potencialmente o risco da manifestação da doença.

“É fundamental entender que a esquizofrenia não reflete apenas uma alteração cerebral isolada, ela envolve a história de vida da pessoa e as condições em que essa vida acontece. A combinação entre vulnerabilidade biológica e ambiente adverso aumenta o risco de crises e dificulta a recuperação” afirma o especialista da ViV.
 

Diagnóstico precoce e continuidade do tratamento favorecem estabilidade

De acordo com o psiquiatra, o acompanhamento contínuo é decisivo para o prognóstico. Ele explica que o tratamento inclui medicamentos antipsicóticos, psicoterapia e suporte psicossocial e que a regularidade do cuidado costuma ser determinante para prevenir recaídas.

“Quando o tratamento é iniciado de forma precoce e mantido ao longo do tempo, vemos uma melhora expressiva na estabilidade emocional e na funcionalidade. Muitos pacientes conseguem estudar, trabalhar e manter vínculos afetivos com autonomia” explica o médico.

O especialista comenta que existe indicação de internação em situações específicas. Ele afirma que quando há risco para o próprio paciente ou quando a desorganização mental impede a adesão ao cuidado ambulatorial, a internação pode oferecer um ambiente seguro para reorganizar o tratamento. Segundo ele, esse recurso deve ser entendido como parte do cuidado e não como punição ou isolamento.

Dr. Batista comenta que algumas pessoas têm dificuldade de seguir o tratamento com comprimidos todos os dias e que, nesses casos, os medicamentos de longa duração ajudam a manter a estabilidade. “Essa estratégia costuma ser muito útil para quem não tem uma rede de apoio próxima ou vive em condições sociais mais vulneráveis”, detalha.


Contexto social interfere na evolução da doença

O médico explica que a evolução do quadro costuma ser mais sensível em pessoas que enfrentam rupturas familiares, pobreza, isolamento social e pouca oferta de serviços de saúde. Ele afirma que esse conjunto de fatores compromete o reconhecimento dos primeiros sintomas e dificulta a continuidade do tratamento.

“Situações de vulnerabilidade aumentam muito o risco de descompensação. O caso divulgado na Paraíba chama atenção para essa realidade, já que a falta de acompanhamento constante deixa qualquer pessoa com esquizofrenia mais exposta. O principal risco recai sobre o próprio paciente, especialmente em momentos de desorganização mental” destaca Dr. Batista.


O que pode ajudar na proteção e na recuperação

Na visão do especialista, o fortalecimento das redes de cuidado é essencial para evitar desfechos graves e garantir dignidade às pessoas com transtornos psicóticos. Ele explica que políticas públicas que integrem saúde mental, assistência social e atenção primária ajudam a reduzir vulnerabilidades e facilitam o acesso ao tratamento.

“Quando o paciente tem acompanhamento regular e uma rede que o apoia, as chances de estabilidade e autonomia aumentam muito. A informação qualificada também faz diferença, porque reduz preconceitos e facilita o reconhecimento dos sinais de alerta” afirma o médico.

O especialista conclui que ampliar o debate público sobre esquizofrenia contribui para que mais pessoas recebam diagnóstico precoce e cuidado adequado.

“Aqui, o objetivo deve ser criar um ambiente de acolhimento e compreensão para que pacientes e famílias possam enfrentar a doença com segurança e perspectivas de vida mais estáveis”, finaliza.

  

ViV Saúde Mental e Emocional


Chegada do verão exige cuidados redobrados com o mosquito responsável pela dengue, zika e Chikungunya

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Apesar da redução dos casos na Bahia, a população deve manter as medidas de prevenção, como evitar água parada


Com a chegada do verão, período tradicionalmente associado ao lazer e à diversão, cresce também a preocupação com a proliferação do Aedes aegypti, mosquito transmissor de doenças como dengue, zika e chikungunya. O infectologista e consultor do Sabin Diagnóstico e Saúde, Claudilson Bastos, explica que as condições climáticas da estação mais quente do ano contribuem significativamente para o avanço do inseto. 

“Quando a água se acumula, seja por causa das chuvas ou de recipientes e caixas d’água mal vedadas, e se junta ao calor intenso, cria-se o cenário perfeito para a proliferação do Aedes aegypti. Nesse período, é comum observarmos um aumento nos casos das doenças transmitidas pelo mosquito, porque o calor facilita a eclosão dos ovos e eleva o risco de infecções”, esclarece.

Segundo a Secretaria de Saúde do Estado da Bahia (Sesab), a Bahia contabilizou, no período de 29/12/2024 a 07/12/2025, 31.978 casos prováveis de dengue — uma queda de 86,2% em relação ao mesmo período de 2024, quando foram registrados 231.398 casos. O número de mortes também diminuiu: são 11 óbitos confirmados até agora. Os casos de zika e chikungunya também tiveram redução de 85,1 % e 75,83%, respectivamente. Apesar desse cenário de diminuição de ocorrências, os governos estadual e federal seguem ampliando ações e investimentos para evitar um novo aumento de casos. 

Segundo o especialista, junto com as iniciativas públicas, a conscientização para a prevenção é o melhor caminho para evitar a proliferação do mosquito. Para isso, é necessário adotar medidas simples, como evitar água parada dentro das residências, como em vasos de plantas, garrafas, tampinhas e latas. É preciso também manter tanques e caixas d’água sempre bem vedadas, garantir o tratamento adequado das piscinas e promover a limpeza regular de quintais e terrenos baldios, removendo qualquer objeto que possa acumular água. 

O infectologista também ressalta a relevância do uso de repelente e de um diagnóstico rápido e assertivo. Nesse sentido, o Sabin desenvolveu um exame capaz de identificar, em uma única coleta de sangue, seis vírus transmitidos pelo Aedes aegypti. A partir da análise por biologia molecular, o teste permite detectar dengue, zika, chikungunya, oropouche, febre amarela e mayaro. Realizado por meio da técnica de PCR qualitativo em tempo real, o exame tem prazo de entrega de até quatro dias úteis. Ele está disponível nas unidades do Sabin em Salvador, Camaçari, Lauro de Freitas, Barreiras e Luís Eduardo Magalhães.

“Outra medida indispensável é manter a vacinação em dia contra a dengue, que tem imunizante disponível pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Na Bahia, a indicada é imunizar crianças e adolescentes de 10 anos a 14 anos, independentemente de infecção prévia por dengue”, afirma.

 

Dezembro Vermelho: Brasil acompanha escalada mundial da sífilis e registra novos aumentos em 2025

Especialistas apontam mudanças de comportamento, aumento global de casos e riscos graves para gestantes e bebês.


 

Neste Dezembro Vermelho, mês dedicado à conscientização e ao combate às infecções sexualmente transmissíveis (ISTs), a sífilis continua avançando em todo o Brasil, acompanhando a tendência global de crescimento que vem reacendendo o alerta das autoridades de saúde. Segundo dados do último boletim, o cenário global demonstra um agravamento da sífilis, com o registro de mais de 1 milhão de casos, atingindo cerca de 8 milhões em todo o mundo. A Região das Américas, conforme dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), concentra a maior incidência global, acumulando aproximadamente 3,37 milhões de registros de novas infecções.

 

No cenário nacional, a situação também inspira atenção. Entre 2010 e junho de 2025, o Brasil notificou 1.902.301 casos de sífilis adquirida, com uma taxa de detecção que se manteve em ascensão ao longo de quase toda a série. A única queda significativa ocorreu em 2020, quando a pandemia de Covid-19 limitou o acesso da população aos serviços de saúde e reduziu a capacidade de diagnóstico. 

 

O infectologista da Afya São João Del Rei, Dr Américo Calvazara Neto, esclarece que este aumento está diretamente relacionado com a mudança de comportamento da população em relação às infecções sexualmente transmissíveis, as chamadas IST´s ou DST´s. “O que estamos vendo dentro dos ambulatórios de infectologia, é que as pessoas pararam de se proteger em suas relações sexuais, ou seja, não estão usando mais o preservativo. Isto, de certa forma, tem impactado significativamente este aumento da incidência da doença. Essa ausência de preocupação torna as pessoas vulneráveis às ISTs, principalmente aquelas pessoas que têm parcerias sexuais múltiplas”.

 

Dr Américo Calvazara destaca que os sintomas da sífilis variam conforme a fase da doença e seu tempo de evolução. Na fase primária, o principal sinal é uma ferida na região genital, o cancro duro, que é indolor, bem delimitado e sem secreção. Como desaparece espontaneamente, muitas vezes passa despercebida pelas pessoas. 

 

“Depois disso, a pessoa pode permanecer sem sintomas por um período, fase conhecida como sífilis latente. Na sequência, podem surgir manchas avermelhadas pelo corpo, o exantema sifilítico, que caracteriza a sífilis secundária. Nessa etapa também podem ocorrer sintomas inespecíficos como fadiga, mal-estar, dores articulares, perda de peso e dor de cabeça. Na fase terciária, a doença pode comprometer órgãos como cérebro e coração, levando à neurossífilis ou cardiossífilis. Os quadros neurológicos podem incluir demência, perda cognitiva acelerada e alterações de visão decorrentes da inflamação da retina ou do nervo óptico”, esclarece o infectologista da Afya São João Del Rei.

 

Em 2025, Minas Gerais registrou um aumento de casos de sífilis adquirida e em gestantes, com mais de 4 mil casos de sífilis em Belo Horizonte até outubro, e 76 casos de sífilis gestacional em Uberlândia no primeiro semestre.


 

Sífilis em gestantes 

 

O Boletim Epidemiológico Ministério ainda revelou que foram notificados 24.443 casos de sífilis congênita e 183 óbitos de menores de 1 ano pela doença, resultando em um coeficiente de mortalidade de 7,2 por 100.000 nativos vivos. Embora a maioria das mães tenha realizado pré-natal (82,8%) e sido diagnosticada durante a gestação (58,1%), a transmissão vertical não foi interrompida em 85,7% dos casos devido a tratamento inadequado ou não realizado. 

 

O professor de ginecologia e obstetrícia da Afya Ipatinga, Dr Renilton Aires Lima, comenta que a sífilis congênita ocorre quando a gestante tem sífilis e transmite a infecção para o bebê durante a gravidez, o que pode acontecer em qualquer momento da gestação, mesmo na ausência de sintomas.

“O Brasil possui um protocolo definido para prevenir a sífilis congênita, que inclui a testagem de todas as gestantes, o tratamento dos casos positivos e o acompanhamento regular. Assim, a maioria dos casos ocorre quando a gestante não é testada de forma adequada ou não completa o tratamento necessário.”

 

A sífilis não tratada durante a gestação pode trazer consequências muito graves para o bebê, tanto ainda na gravidez quanto após o nascimento. Segundo o Dr Renilton Aires a infecção compromete o funcionamento da placenta e atinge diretamente o feto, interferindo no crescimento e na formação dos órgãos. A infecção pode causar aborto espontâneo, morte fetal, parto prematuro, baixo peso ao nascer e importante comprometimento do desenvolvimento.

 

“Depois do parto, os sinais da sífilis congênita podem surgir nos primeiros dias ou semanas, como aumento do fígado e baço, icterícia, anemia, manchas ou bolhas na pele, dificuldade para respirar, inflamação óssea, rinite com secreção sanguinolenta e aumento de gânglios. Nos casos mais graves, a infecção pode atingir o sistema nervoso central e causar neurossífilis, que se manifesta com convulsões, alterações oculares, irritabilidade intensa ou paralisias”, conclui o professor da  Afya Ipatinga. 



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“Não é só calçar o tênis e sair correndo”: médica do esporte dá dicas para quem deseja iniciar a prática da corrida

A corrida foi o esporte mais praticado em 2025.
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A corrida foi o esporte mais praticado no mundo em 2025 e deve seguir em alta em 2026. Especialista explica como começar sem riscos e por que treino de força, técnica e progressão são indispensáveis para evitar lesões. 

 

A corrida ganhou status de fenômeno global. Em 2025, foi o esporte mais praticado no mundo, segundo o relatório anual do Strava, plataforma que reúne dados de mais de 180 milhões de pessoas em 185 países. O documento mostra que a Geração Z está à frente desse movimento, priorizando o bem-estar e a conexão por meio da atividade física - inclusive durante as férias. 

O mesmo aconteceu em 2024 quando, só no Brasil, foram registrados mais de 19 milhões de corredores ativos, o que colocou o país em segundo lugar no ranking mundial. O movimento também se reflete no aumento de provas: no ano passado, tivemos mais de 2,8 mil eventos de corrida de rua, 29% a mais que em 2023, de acordo com a Associação Brasileira de Organizadores de Corridas de Rua e Esportes Outdoor. 

O entusiasmo com o esporte é explicado: correr é acessível, pode ser feito em qualquer lugar e tem benefícios comprovados para o coração, o cérebro e a saúde mental. Mas o crescimento acelerado do número de praticantes também traz um alerta: começar de forma inadequada pode transformar uma atividade prazerosa em fonte de dores e lesões. 

Para a médica do esporte Priscilla Benfica, do Studio Gorga Bem-Estar, é preciso encarar a corrida como uma prática que exige adaptação e planejamento. “O corpo precisa de tempo para se ajustar ao impacto. Articulações, músculos e tendões não estão prontos de um dia para o outro. A progressão é a chave para correr com segurança”, explica.

 

Empolgação x preparo: por que a pressa atrapalha? 

A maioria dos iniciantes começa empolgada, tentando aumentar a distância ou velocidade rapidamente. Essa abordagem, segundo a Dra. Priscilla, é a receita para dores e inflamações. “Não é sobre correr mais rápido, mas sobre manter ritmo constante, ganhar resistência e respeitar os sinais do corpo. A pressa só aumenta o risco de lesões”, afirma.

 

Corrida substitui o treino de força? 

Um dos equívocos mais comuns é acreditar que correr dispensa exercícios complementares. Na prática, é o contrário. “Sem treino de força, o corpo não tem estabilidade suficiente para sustentar o impacto repetitivo. Isso aumenta o risco de lesões em joelhos, tornozelos e quadris. A corrida e o fortalecimento são aliados, não concorrentes”, ressalta a médica.

 

O tênis certo faz diferença? 

Mais do que estética, o calçado adequado é um item de prevenção. De acordo com a especialista, o uso de tênis inadequado acelera o desgaste articular e pode comprometer o desempenho. “Cada corredor tem um tipo de pisada e um histórico físico. O ideal é buscar orientação para escolher um modelo que dê suporte e absorção de impacto adequados”, orienta a Dra. Priscilla.

 

Postura e técnica importam? 

A médica afirma que sim. Segundo ela, a forma de pisar, o movimento dos braços e até a inclinação do tronco influenciam diretamente no rendimento e no risco de dor. “Uma técnica ruim pode gerar compensações musculares e até limitar o progresso. Ajustes simples de postura ajudam a correr com mais eficiência e menos esforço”, explica.

 

E quanto ao fôlego? 

A Dra. Priscilla é enfática ao esclarecer que o condicionamento cardiovascular não vem de um dia para o outro. “É normal sentir cansaço no início. O fôlego melhora com constância e progressão adequada, não com excesso. O erro é achar que treinar até a exaustão vai acelerar resultados — na verdade, isso só atrasa”, diz a médica.

 

Nutrição e hidratação também fazem parte? 

A médica reforça que correr exige energia disponível e reposição de líquidos. Sem isso, a fadiga chega mais rápido e o risco de queda de performance aumenta. “Alimentação e hidratação fazem parte do treino tanto quanto o tênis e a planilha. Negligenciar esses pontos compromete o resultado”, observa a Dra. Priscilla. 

No fim das contas, a corrida é uma das práticas mais transformadoras para a saúde, mas o caminho seguro está longe da improvisação. “Escutar o corpo, respeitar limites e buscar orientação adequada são atitudes que garantem constância e evitam que a empolgação vire frustração. A corrida pode mudar sua vida, mas só se for feita com inteligência”, conclui a médica.

 


Studio Gorga Bem Estar



Vírus HIV: mitos e verdades que ainda precisam ser combatidos

Sociedade avança na redução de novos casos de HIV e AIDS, mas ainda é preciso investir em educação e prevenção

 

O combate ao vírus HIV ainda é um tema cercado de dúvidas, estigmas e desinformação. Para marcar a importância da prevenção e do acesso ao diagnóstico, especialistas reforçam a necessidade de esclarecer mitos que dificultam a busca por cuidados e contribuem para a perpetuação do preconceito.

De acordo com o Boletim Epidemiológico divulgado pelo município de São Paulo, entre 2015 e 2024 o número de novos diagnósticos de AIDS, síndrome da imunodeficiência que ocorre quando o vírus do HIV não é tratado adequadamente, caiu 41,4%, passando de 2.466 para 1.445 casos. Em 2024, os homens concentraram 81,2% dos diagnósticos (1.173 casos), enquanto as mulheres representaram 18,8% (272 casos). A queda expressiva também reflete avanços importantes: diagnóstico precoce, início imediato da terapia antirretroviral (TARV) e políticas públicas de prevenção.

A Dra. Mariana Lanna, infectologista do Hospital Geral do Grajaú, unidade gerida pelo Instituto de Responsabilidade Social Sírio-Libanês, destaca que os números mostram progresso, mas não permitem relaxamento. “Felizmente, o número de casos está reduzindo com o passar dos anos, o que demonstra a eficácia das estratégias de prevenção e do tratamento. Mas isso não significa que podemos baixar a guarda. É essencial manter a testagem regular, o uso de preservativo e o acompanhamento médico adequado”, afirma.

A seguir, os principais mitos e verdades que ajudam a esclarecer o que ainda gera dúvidas sobre o HIV:


  1. O HIV pode ser transmitido pelo beijo, abraço ou aperto de mão

Não existe transmissão por contato casual. O vírus não passa por saliva, suor, lágrimas ou toque. A transmissão ocorre principalmente por relação sexual desprotegida, compartilhamento de objetos perfurocortantes e da mãe para o bebê sem tratamento adequado.


2. Apenas populações específicas estão em risco

O HIV pode atingir qualquer pessoa. O foco deve estar em práticas de risco, não em grupos. Estigma e discriminação reduzem a busca por prevenção e tratamento.


3. Pessoas vivendo com HIV não podem ter filhos saudáveis

Com acompanhamento adequado e uso da TARV, mulheres vivendo com HIV podem ter gravidez e parto seguros, com risco de transmissão praticamente zerado.


4. O tratamento é difícil e tem muitos efeitos colaterais.

Os tratamentos atuais são mais eficazes, seguros e simples, muitas vezes com apenas um comprimido ao dia. A TARV permite qualidade de vida plena e expectativa de vida semelhante à de pessoas sem HIV.


 
5. O HIV sempre evolui para Aids.

Com diagnóstico precoce e adesão ao tratamento, a evolução para Aids pode ser evitada. Quanto antes o tratamento começa, maior a proteção ao sistema imunológico.

A médica reforça que informação correta continua sendo a principal aliada no enfrentamento ao vírus. “A redução dos casos é uma excelente notícia, mas só conseguiremos avançar ainda mais se continuarmos promovendo educação, testagem e acesso ao cuidado integral. Prevenir continua sendo o caminho mais eficaz”, completa.

 

Instituto de Responsabilidade Social Sírio-Libanês (IRSSL)


CIEE leva ação itinerante a estações da CPTM e Metrô até o dia 19 de dezembro

O serviço gratuito do CIEE em Movimento acontece das 11h às 15h e é destinado a jovens e estudantes

 

O Centro de Integração Empresa-Escola (CIEE) inicia dezembro com mais uma edição do CIEE em Movimento, ação itinerante que levará atendimento gratuito a jovens e estudantes em diversas estações da CPTM e do Metrô de São Paulo entre os dias 1º e 19 de dezembro, sempre das 11h às 15h.

 

A iniciativa tem o objetivo de facilitar o acesso de quem busca oportunidades de estágio e aprendizagem, oferecendo suporte para criação e atualização de cadastro no portal do CIEE, consulta de vagas disponíveis, orientação profissional e esclarecimento de dúvidas sobre o mundo do trabalho. Para participar, basta comparecer aos pontos de atendimento com RG e CPF.

 

Serviço – CIEE em Movimento (Dezembro)

Horário: 11h às 15h

Atendimento gratuito

 

01/12 – Segunda-feira

CPTM – Tatuapé (Linhas 11-Coral e 12-Safira)

 

02/12 – Terça-feira

CPTM – Brás (Linhas 3-Vermelha, 7-Rubi, 10-Turquesa, 11-Coral e 12-Safira)

Metrô – Vila Prudente (Linhas 2-Verde e 15-Prata)

 

03/12 – Quarta-feira

Metrô – Vila Prudente (Linhas 2-Verde e 15-Prata)

 

04/12 – Quinta-feira

Metrô – Vila Prudente (Linhas 2-Verde e 15-Prata)

CPTM – Luz (Linhas 7-Rubi, 11-Coral e 13-Jade; e Metrô 1-Azul e 4-Amarela)

 

05/12 – Sexta-feira

CPTM/Metrô – Barra Funda

(Metrô 3-Vermelha; CPTM 7-Rubi, 8-Diamante e 11-Coral)

 

08/12 – Segunda-feira

CPTM – Tatuapé (Linhas 11-Coral e 12-Safira)

 

09/12 – Terça-feira

CPTM – Brás (Linhas 3-Vermelha, 7-Rubi, 10-Turquesa, 11-Coral e 12-Safira)

Metrô – Tatuapé (Linha 3-Vermelha)

 

10/12 – Quarta-feira

Metrô – Tatuapé (Linha 3-Vermelha)

 

11/12 – Quinta-feira

CPTM – Luz (Linhas 7-Rubi, 11-Coral e 13-Jade; e Metrô 1-Azul e 4-Amarela)

Metrô – Tatuapé (Linha 3-Vermelha)

 

12/12 – Sexta-feira

CPTM/Metrô – Barra Funda

(Metrô 3-Vermelha; CPTM 7-Rubi, 8-Diamante e 11-Coral)

 

15/12 – Segunda-feira

Metrô – Tatuapé (Linha 3-Vermelha)

 

16/12 – Terça-feira

Metrô – Ana Rosa (Linhas 1-Azul e 2-Verde)

CPTM – Brás (Linhas 3-Vermelha, 7-Rubi, 10-Turquesa, 11-Coral e 12-Safira)

 

17/12 – Quarta-feira

Metrô – Ana Rosa (Linhas 1-Azul e 2-Verde)

 

9/12 – Sexta-feira

Metrô – Ana Rosa (Linhas 1-Azul e 2-Verde)

 

Luzes, Guirlandas e Conflitos: O Que Você Pode (e Não Pode) Fazer ao Decorar a Sacada no Nata

Condomínios enfrentam dúvidas e divergências todos os anos; especialista explica os limites legais e de segurança para garantir um Natal bonito e seguro para todos.

 

Quando dezembro chega, um movimento silencioso começa a tomar conta dos condomínios: caixas são retiradas do armário, pisca-pisca são testados, guirlandas reaparecem. A vontade de enfeitar a sacada e espalhar o espírito natalino é quase unânime. Mas, junto com esse brilho, surge outro fenômeno, dúvidas, reclamações, discussões em assembleias e síndicos tentando equilibrar tradição com segurança.

A pergunta, afinal, é inevitável: até onde o morador pode decorar sua sacada sem infringir regras do condomínio? 

Embora pareça um detalhe simples, a decoração natalina coloca em cena temas sensíveis do direito condominial: alteração de fachada, responsabilidade civil, segurança elétrica e limites do uso da propriedade privada.
 

A sacada é sua, mas a fachada é de todos

Um dos equívocos mais comuns é acreditar que a sacada, por fazer parte da unidade privativa, pode ser decorada livremente. Porém, como explica o advogado especialista em direito condominial Dr. Issei Yuki, a fachada é um bem coletivo, independentemente da sua posição no prédio. “A sacada é parte integrante da fachada. Quando o enfeite altera a estética externa, interfere visualmente na harmonia do prédio ou implica fixação de objetos na estrutura, passa a exigir regras claras e, muitas vezes, deliberação dos condôminos”, afirma Issei. 

Isso significa que itens discretos e internos, como pequenas luzes dentro da varanda, são geralmente aceitos. Mas grandes ornamentos externos, estruturas penduradas, personagens infláveis gigantes, cortinas temáticas viradas para fora, bandeirolas ou iluminação intensa voltada para a rua podem ser considerados alteração de fachada, proibida sem autorização da convenção.

O risco invisível: incêndios, infiltrações e quedas de objetos

Além da estética, a segurança pesa muito. Luzes de má qualidade, extensões improvisadas, fios passando pela borda da sacada ou conectores expostos à chuva estão entre as principais causas de incêndios domésticos durante o período de festas. O condomínio, por sua vez, não assume esse risco, a responsabilidade é sempre do morador que instalou o enfeite. 

E isso inclui infiltrações causadas por ganchos furados na parede externa, queda de guirlandas em áreas comuns, desprendimento de objetos com ventania ou danos a veículos na garagem após o impacto de um adorno mal fixado. 

Se um item decorativo cai e causa prejuízo, a responsabilidade é objetiva do condômino. Boa intenção não afasta responsabilidade civil.

 

E quando a decoração incomoda o vizinho?

Outro ponto frequentemente ignorado diz respeito ao impacto visual e sonoro.
Luzes piscando para fora da unidade, LEDs fortes virados para janelas vizinhas, enfeites sonorizados que tocam músicas repetidamente ou materiais reflexivos que invadem o quarto alheio são motivos comuns de reclamação.
 

O Código Civil estabelece o respeito ao sossego, à segurança e à saúde dos demais moradores, e isso inclui excesso de iluminação e perturbação luminosa, que podem ser enquadradas no abuso de direito.

 

Como o condomínio deve agir?

Síndicos podem e devem orientar sobre:

  • padrões mínimos de segurança elétrica;
  • proibição de furos, ganchos ou qualquer alteração estrutural;
  • limites para enfeites externos e iluminação aparente;
  • horários para desligar luzes;
  • necessidade de padronização quando a convenção assim exige.

A comunicação antecipada é essencial, mas, se houver descumprimento, advertências e multas previstas no regimento interno podem ser aplicadas. “A decoração natalina é bem-vinda, mas não existe liberdade absoluta no condomínio. Quando o individual compromete o coletivo, a administração tem a obrigação de intervir”, conclui o advogado Issei Yuki.



Issei Yuki Júnior - Graduado em Direito pela Universidade São Francisco com especialização em Direito de Família e Sucessões, e mais de 25 anos de experiência como advogado nas áreas de Direito Civil e Processual Civil, Família e Sucessões, Direito Condominial, Direito do Consumidor e Consultoria empresarial e societária.

Yuki, Lourenço Sociedade de Advogados



Prova de Vida do INSS muda e especialista alerta para aumento de bloqueios por falta de orientação

Desde que o INSS passou a comprovar automaticamente que o beneficiário está vivo, há falhas de registro que provocam bloqueio e suspensão indevida


A mudança promovida pela Lei nº 14.441/2022 transformou completamente a Prova de Vida do INSS e, segundo especialista, ainda há um grande descompasso entre o que a norma prevê e o que chega ao beneficiário. Ao transferir do segurado para o INSS a obrigação de comprovar a vida, o sistema passou a cruzar informações em bases digitais como vacinação, atendimento de saúde, emissão de documentos, acesso ao aplicativo Meu INSS e até participação em eleições.

Apesar do avanço tecnológico, a advogada Giane Maria Bueno, da Michelin Sociedade de Advogados, pós-graduada em Direito Previdenciário (EDP/SP), integrante da Comissão Estadual do Compliance Trabalhista e Sindical da OAB/SP, alerta que muitos beneficiários continuam sendo surpreendidos por bloqueios e suspensões porque desconhecem como funciona a verificação automática e quais situações exigem ação preventiva.

“A legislação protege o segurado, mas a comunicação ainda não acompanha essa proteção. Em vários casos, o beneficiário é penalizado não por falta de Prova de Vida, e sim por falta de informação”, afirma.

Segundo a especialista, três grupos seguem mais vulneráveis: beneficiários no exterior, pessoas acamadas ou com mobilidade reduzida e segurados que, ao longo do ano, não geram nenhum registro oficial capaz de comprovar vida. Nessas situações, o INSS deve notificar previamente o segurado antes de qualquer bloqueio, direito que, quando desrespeitado, pode levar à reativação do benefício e ao pagamento de valores retroativos.

Giane também chama atenção para a importância de orientações claras sobre procuradores, tutores e curadores, que continuam responsáveis pela comprovação quando há representação legal.

“Muitos cancelamentos poderiam ser evitados se o beneficiário soubesse, por exemplo, que a atualização do CadÚnico, a renovação de um documento ou o acesso ao gov.br com selo ouro já servem como prova de vida”, explica.

Para a advogada, a agenda para 2026 deve incluir campanhas de comunicação mais acessíveis, maior precisão nas notificações e fortalecimento do atendimento para casos de bloqueio indevido.

“A prova de vida deixou de ser um ato burocrático e se tornou uma política de proteção. O desafio agora é garantir que o segurado não perca o benefício por desconhecimento.” 



Fonte: Giane Maria Bueno - pós-graduada em Direito, Compliance Trabalhista e em Direito Previdenciário (EDP/SP). Advogada da Michelin Sociedade de Advogados, integrante da Comissão Estadual do Compliance Trabalhista e Sindical da OAB/SP.


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