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terça-feira, 9 de dezembro de 2025

Verão sem sustos: cuidados com alinhadores, aparelhos e placas de bruxismo durante as férias

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Especialistas explicam como proceder diante de quebras, extravios e deformações de dispositivos odontológicos durante as viagens — e como agir em cada situação

 

 

Com a chegada das férias de verão – e a combinação de rotina mais leve, viagens e alimentação fora do habitual - cresce o número de pacientes que enfrentam imprevistos com aparelhos ortodônticos e dispositivos odontológicos. Os casos vão desde alinhadores que desaparecem no hotel até braquetes que se soltam durante um mergulho.

Segundo o especialista Marcelo Moreira, cirurgião dentista da clínica Ateliê Oral, a regra número um é evitar retrocessos no tratamento. “Mesmo durante as férias, é fundamental manter a higiene bucal e o uso correto dos dispositivos, respeitando o tempo recomendado”, explica.

No caso dos alinhadores, o especialista reforça que o paciente deve sempre levar o par anterior na mala e, no caso do alinhador atual quebrar, trincar ou sumir, utilizar o conjunto anterior até conseguir orientação do ortodontista. “É uma medida de contingência simples que evita perda de semanas de avanço no tratamento”, diz Moreira.

Já para quem utiliza aparelho fixo, a recomendação é redobrar os cuidados com alimentos duros, pegajosos ou crocantes, que aumentam o risco de deslocar braquetes ou entortar o arco. Caso um braquete se solte, o ideal é não tentar recolocá-lo em casa. A orientação é usar cera ortodôntica – um material à base de silicone ou parafina que cria uma barreira protetora entre o aparelho e a mucosa – para reduzir o incômodo e procurar ajuste profissional assim que possível.

As placas de bruxismo merecem atenção especial durante as férias. Moreira faz um alerta sobre a exposição ao calor: “quando uma placa de bruxismo é exposta ao calor excessivo, como acontece com frequência durante viagens e períodos de férias, o material pode amolecer e sofrer deformações que comprometem sua adaptação. Uma placa deformada altera o encaixe da mordida e pode provocar dor na articulação temporomandibular, aumento do apertamento, tensão muscular e ferimentos na gengiva. Nesses casos, a orientação é suspender imediatamente o uso e aguardar a avaliação presencial do dentista, evitando dormir com o dispositivo deformado para não intensificar dores ou agravar desalinhamentos. Por isso, na hora de arrumar a mala, sempre viajar com o estojo rígido.

Para todos os casos, Moreira reforça que é importante não tentar soluções caseiras. Existem, em situações de urgência, canais de atendimento remoto disponíveis para orientar o paciente à distância. “Aqui na Clínica, por exemplo, disponibilizamos nosso número e mantemos um profissional de plantão durante os feriados de fim de ano. Além disso, participamos de um grupo global com 300 dentistas parceiros de diferentes países. Assim, caso o paciente esteja viajando, conseguimos acionar um bom profissional o mais próximo possível de sua localidade para que, se necessário, sejam enviados exames digitais imediatamente por aplicativo”, complementa o especialista.


Pesquisa inédita da USP aponta riscos do uso de canetas emagrecedoras por pessoas sem indicação clínica

Artigo alerta para a falta de evidências sobre eficácia e segurança do uso por indivíduos sem obesidade


Um estudo internacional liderado por pesquisadores da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP) e da Faculdade de Saúde Pública (FSP-USP), publicado recentemente na revista científica Obesity, revela um cenário que avança com rapidez em diversos países: o uso de medicamentos desenvolvidos para tratar diabetes tipos 2 e obesidade por pessoas sem diagnóstico ou condições metabólicas associadas às doenças. A pesquisa, que reúne especialistas do Brasil, Estados Unidos, Dinamarca e Japão, explora os impactos sociais, culturais, emocionais e comportamentais desse novo padrão de consumo das chamadas “canetas emagrecedoras”.

Conduzida pelos professores Dra. Fernanda Scagliusi e Dr. Bruno Gualano, do Centro de Medicina do Estilo de Vida (CMEV) da FMUSP, a análise mostra que os agonistas de GLP-1 — substâncias que imitam a ação de um hormônio ligado ao controle do apetite, da saciedade e da glicose — deixaram de ser vistos exclusivamente como tratamentos médicos. Nos últimos anos, também passaram a ser usados como ferramentas de otimização corporal.


A MEDICALIZAÇÃO DA MAGREZA

O uso off-label, termo em inglês que se refere ao consumo de medicamentos para finalidades não previstas na bula aprovada por órgãos reguladores, é uma prática aceita em contextos médicos específicos e exige acompanhamento adequado, justificativa clínica e avaliação rigorosa dos riscos.

Apesar desses critérios, a ascensão das canetas emagrecedoras entre o público estudado está fortemente ligada à dinâmica das redes sociais. Plataformas digitais, influenciadores e celebridades têm impulsionado a popularização desses medicamentos, reforçando a ideia de que a magreza é sinônimo de sucesso, disciplina e autocuidado.

Os pesquisadores definem esse fenômeno como uma “economia moral da magreza”, na qual perder peso é percebido como virtude, enquanto não emagrecer é interpretado como fracasso pessoal. “Nas redes, vemos narrativas muito sedutoras que apresentam esses medicamentos como soluções simples e rápidas, sem mencionar riscos ou limitações. Tudo isso pressiona as pessoas a recorrerem a estratégias farmacológicas mesmo sem necessidade clínica, apenas para atingir um ideal estético amplificado digitalmente”, aponta a Profa. Dra. Fernanda Scagliusi, primeira autora do estudo.


FENÔMENO CRESCE MAIS RÁPIDO QUE AS EVIDÊNCIAS

“Há uma lacuna importante de conhecimento. Sabemos que esses medicamentos são eficazes para pessoas com obesidade, mas ainda faltam estudos que avaliem segurança, impacto psicológico e efeitos de longo prazo em indivíduos sem indicação clínica. Isso torna o uso estético especialmente preocupante”, afirma o Prof. Dr. Bruno Gualano, presidente do Centro de Medicina do Estilo de Vida da FMUSP.

Entre as incertezas, a pesquisa identificou possíveis alterações no comportamento alimentar, dependência emocional do medicamento, medo de recuperar peso e mudanças significativas na relação com o corpo e com a alimentação.


DIFERENÇAS ENTRE PAÍSES: O PESO DA CULTURA

O uso off-label não ocorre de forma homogênea no mundo, e as motivações variam de acordo com valores culturais, normas sociais e características dos sistemas de saúde.

No Brasil, a busca por esses medicamentos está fortemente associada a padrões de beleza atravessados por questões de raça, gênero e classe. Nos Estados Unidos, prevalece um discurso centrado na responsabilidade individual, produtividade e autocontrole. No Japão, a preocupação se aproxima mais da vigilância em saúde, enquanto na Dinamarca o consumo se insere em um contexto de maior confiança institucional e controle regulatório.

“É uma tendência mundial, mas não existe uma explicação única para ela. Cada país oferece pistas diferentes sobre como cultura, economia e saúde se entrelaçam nesse novo uso das canetas emagrecedoras”, conclui a Profa. Dra. Fernanda Scagliusi.
 

O estudo completo está disponível na Obesity (clique aqui)*
 

 

Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo - FMUSP


Além do câncer: Instituto Ronald McDonald alerta para comorbidades que agravam o tratamento infantojuvenil

Divulgação
Instituição alerta para a atenção às comorbidades e para a saúde física, emocional e social das famílias em tratamento

 

O câncer infantojuvenil permanece como a principal causa de morte por doença entre crianças e adolescentes no Brasil. De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (INCA), cerca de 8 mil novos casos são diagnosticados anualmente no país. Mas, por trás dessas estatísticas, existem histórias de vida que revelam desafios muito maiores do que o enfrentamento do tumor. Além dos impactos diretos do tratamento oncológico, muitas crianças desenvolvem comorbidades como diabetes, desnutrição e imunossupressão, condições que agravam o quadro clínico e exigem uma abordagem ainda mais ampla e integrada. Por isso, o Instituto Ronald McDonald reforça a importância do cuidado integral, que considera não apenas a saúde física, mas também o bem-estar emocional e social das crianças e de suas famílias ao longo de toda a jornada contra o câncer. 

Estudos internacionais apontam que até 30% das crianças com câncer no mundo podem desenvolver algum tipo de distúrbio metabólico durante o tratamento, o que reforça a necessidade de atenção multidisciplinar, envolvendo médicos, nutricionistas, psicólogos, educadores e assistentes sociais. No Brasil, essa realidade é agravada pelas desigualdades regionais. Enquanto o índice de sobrevida média no Sul chega a 75%, na região Norte esse número cai para 50%, segundo dados INCA. 

“Tratar o câncer é também tratar o ser humano em todas as suas dimensões, física, emocional e social. Quando olhamos para a criança como um todo, conseguimos reduzir o sofrimento, melhorar a adesão ao tratamento e aumentar as chances de cura”, afirma Bianca Provedel, CEO do Instituto Ronald McDonald. 

Há mais de 26 anos, a instituição atua no enfrentamento do câncer infantojuvenil e na promoção de atenção integral à saúde, apoiando projetos que vão desde a capacitação de profissionais até o acolhimento das famílias em situação de vulnerabilidade. Entre os projetos apoiados em 2025, temos os que são voltados diretamente à atenção integral, garantindo alimentação balanceada, transporte, suporte psicossocial e atividades educativas durante o tratamento. 

Nas unidades dos Programas Casa Ronald McDonald e Espaço da Família Ronald McDonald, o cuidado acontece de forma concreta: as famílias encontram hospedagem, refeições, transporte até o hospital, acompanhamento nutricional e atividades de lazer e aprendizado para as crianças e para o tutor. “O acolhimento é parte do tratamento. Uma mãe descansada, uma criança alimentada e um ambiente acolhedor ajudam o corpo e a mente a responderem melhor”, destaca Bianca. 

Os dados confirmam o impacto social desse modelo de atenção. Pesquisas realizadas com as famílias atendidas mostram que 78% vivem com renda de até 1 salário-mínimo, e 84% afirmam que não teriam onde se hospedar se não fosse o apoio do Instituto. Além disso, 51% vivem abaixo ou na linha da pobreza e 37% relatam ter ao menos uma necessidade básica não atendida, como alimentação, transporte ou moradia. 

Para Bianca, a atenção integral é um passo essencial na luta pela equidade na saúde infantil. “Ainda enfrentamos um país de contrastes, em que o CEP muitas vezes define o destino de uma criança. Nossa missão é garantir que cada uma delas, onde quer que nasça, tenha acesso ao cuidado completo, digno e humano.”, finaliza.



Instituto Ronald McDonald
www.institutoronald.org.br

 

 

O NATAL ESTÁ NO AR: FELIZCIDADE REACENDE A MAGIA NATALINA EM SÃO PAULO

Inspirado nas tradicionais paradas norte-americanas, o projeto traz um mega desfile de balões para o Minhocão, com direção artística do carnavalesco Jorge Freitas

 

A trajetória de celebrações de final de ano em São Paulo está pronta para um novo capítulo, que promete resgatar a tradição e todo o encantamento do Natal. É que a cidade vai sediar a primeira edição do FelizCidade, um grande desfile de balões, inspirado nas clássicas paradas natalinas dos Estados Unidos. 

O evento acontecerá no dia 13 de dezembro no Minhocão (Elevado Presidente João Goulart) e é uma produção da agência Joia | Experiências que Transformam, comandada por Flávia Morizono e Daniela Helena Sanzone. A ideia nasceu durante uma viagem das executivas a Nova York. “Fomos conhecer a maior parada de Natal do mundo e decidimos trazer esse encanto pra cá, somando o calor, a criatividade e o ritmo do brasileiro, em parceria com grandes nomes do nosso carnaval”, conta Flávia Morizono, diretora de planejamento e operações da Joia. “Mais do que um espetáculo, o FelizCidade é um movimento para resgatar tradições e criar novas memórias afetivas”, complementa Daniela Sanzone, sócia-diretora da agência. 

Com produção da Joia | Experiências que Transformam e direção de Jorge Freitas, premiado cenógrafo, artista plástico e carnavalesco, o FelizCidade invadirá o Minhocão com balões gigantes, alegorias, personagens, dançarinos, músicos e o próprio Papai Noel, em um espetáculo que une a magia do Natal à energia contagiante do Carnaval. 

Reconhecido por unir o luxo dos desfiles carnavalescos à sensibilidade das montagens cênicas, Jorge Freitas imprime sua assinatura artística ao projeto. “O FelizCidade é mais do que um desfile: é uma travessia poética entre o sonho e a realidade. Estamos trazendo para o Natal brasileiro o mesmo encantamento das grandes paradas internacionais, mas com o tempero da nossa cultura: o ritmo, o brilho, o sorriso do nosso povo”, explica o carnavalesco. 

Ele destaca que a ideia é criar um espetáculo de rua que emocione o público de todas as idades. “Queremos que cada pessoa volte a sentir o espírito do Natal, que volte a acreditar na alegria coletiva. É sobre devolver à cidade a esperança em forma de arte”, conclui Freitas. 

O desfile será gratuito e aberto ao público, porém com controle de acesso para até 5 mil pessoas. O projeto prevê ao todo quatro alas, com 56 integrantes, quatro balões, três grandes alegorias e uma banda com 24 músicos. A ideia é que o público acompanhe o cortejo ao longo do trajeto, com duração de duas horas, das 16h às 18h, no sentido centro-bairro do elevado. 

A expectativa da organização é que o evento se torne parte do calendário oficial de eventos da cidade, devolvendo ao Natal o protagonismo nas celebrações paulistanas.

 

Serviço:

FelizCidade – Desfile de Balões

Data: 13 de dezembro (sábado)

Horário: Das 16h às 18h

Local: Elevado Presidente João Goulart (Minhocão) – Sentido Centro-Bairro

Entrada: Gratuita- Com controle de acesso para até 5 mil pessoas

Evento Petfriendly

 


Como usar o 13º salário de maneira inteligente?

Especialista do Centro Universitário Integrado recomenda
usar o 13º salário para quitar dívidas, montar reserva de emergência
 e se preparar para despesas como IPTU, IPVA e matrícula escolar 
Freepik
Especialista orienta como administrar o dinheiro extra; veja como evitar erro mais comum, fazer a gestão de dívidas e se planejar para o início do ano

 

A data final para os trabalhadores receberem a segunda parcela do 13º salário é 20 de dezembro. Mas para que esse “dinheiro extra” não vire uma dor de cabeça, ele deve ser utilizado com inteligência e não em compras impulsivas ou desnecessárias. 

“O 13º não é um ‘bônus’ e sim uma parte do salário que chega concentrada no fim do ano. Em um cenário de juros ainda elevados, essa quantia precisa ser tratada como recurso estratégico e não para consumo imediato”, explica o especialista em Finanças e diretor de Operações do Centro Universitário Integrado de Campo Mourão (PR), Alan Sales da Fonseca.

O alerta ganha ainda mais relevância com a inadimplência do país. Segundo pesquisa da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), o índice de famílias com algum tipo de dívida a vencer chegou a 79,5% em outubro. Dessas, 30,5% têm débitos em atraso e 13,2% afirmam que não conseguirão pagar o que devem.

 

Erro mais comum x mapa de prioridades

O erro mais comum, segundo o especialista, é utilizar o dinheiro como sendo “extra” e gastar com presentes, festas e viagens sem considerar dívidas ou contas típicas do início de ano como IPTU, IPVA, matrícula e material escolar. 

No entanto, quando o trabalhador usa o 13º para ‘blindar’ essas contas, ele entra em janeiro e fevereiro com muito mais tranquilidade. “A função do 13º salário deve ser a de proteger o orçamento e reduzir a dependência ao crédito. Antes de tomar qualquer decisão, responda três perguntas básicas: Quanto eu devo?; Quais são minhas principais contas de início de ano?; Tenho alguma reserva para emergências?”, enfatiza.

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Com esse ‘mapa’ em mãos, é possível definir prioridades para organizar dívidas caras (cartão de crédito, cheque especial, crédito pessoal); reservar uma parte para as despesas já previstas no início do ano; e se sobrar, construir ou reforçar uma reserva financeira.

 

Dívidas e negociação

Para Fonseca, a aplicação mais inteligente do 13º salário é no combate às dívidas de juros altos. “Especialmente cartão de crédito rotativo, cheque especial e empréstimos pessoais. Financeiramente, essa atitude é equivalente a um investimento de alto retorno onde o trabalhador ‘ganha’ a taxa de juros exorbitante que deixará de pagar”, detalha. 

O especialista ainda destaca que a renda extra pode ser uma ‘poderosa moeda de negociação’. “Quando a pessoa chega ao banco ou ao credor dizendo: ‘Tenho X reais para pagar à vista se me derem desconto’, ela muda o jogo. A dica é não ter medo de pedir redução nos juros, multas, encargos e sempre solicitar a simulação por escrito antes de fechar o acordo”, enfatiza.

 

Proporções e prioridades

Embora não exista uma regra única para dividir o 13º salário, Alan Sales da Fonseca oferece uma referência que pode ser adaptada à realidade de cada um: 

·         Para quem está bastante endividado: 60% a 80% para dívidas caras; 10% a 20% para gastos de início de ano; e 10% para iniciar uma reserva de emergência.

·         Para quem tem dívidas sob controle: 40% a 50% para reduzir dívidas; 20% a 30% para despesas sazonais; e 20% a 30% para poupança/investimentos.

·         Para quem está com as contas equilibradas: 30% a 40% para objetivos de médio prazo (viagem, curso); 30% a 40% para investimentos; e 20% a 30% para consumo planejado. 

“Mais importante que a proporção exata é a intencionalidade: o 13º salário deve ter destino definido antes de cair na conta. Quando o dinheiro entra sem plano, ele some. Quando entra com propósito, ele vira ferramenta de melhora de vida”, ressalta.

 

E para quem está com tudo em dia?

Para aqueles que estão com as finanças organizadas, o 13º salário deixa de ser uma ‘tábua de salvação’ e se transforma em uma alavanca para o futuro. Nesse caso, o diretor de Operações do Centro Universitário Integrado indica quatro caminhos promissores: 

1.       Reforçar a reserva de emergência: essa proteção contra imprevistos evita o retorno ao crédito caro.

2.       Investir em si mesmo: cursos, certificações e cuidados com a saúde são vistos como investimento em “capital humano”.

3.       Construir patrimônio de longo prazo: aplicar em previdência ou outros investimentos para garantir autonomia financeira no futuro é uma ótima alternativa.

4.       Planejar lazer, sem culpa: destinar uma parte para o lazer, uma experiência em família ou um passeio, mas de forma controlada, e não impulsiva. 

“Para quem está equilibrado, o 13º não é só um alívio de fim de ano; é uma alavanca. Pode aproximar objetivos, fortalecer segurança financeira e, ao mesmo tempo, proporcionar qualidade de vida”, complementa Alan Sales da Fonseca.

 


Centro Universitário Integrado


Fim de ano no varejo: quais canais digitais investir para aumentar as vendas?

 

O clima de final de ano – com suas luzes, presentes e ceias – também carrega uma forte tradição de consumo. Para os varejistas, a época é um verdadeiro banquete de oportunidades para alavancarem suas vendas e, ainda, atrair a atenção e fidelização de consumidores mesmo após as festividades. Conquistar esses resultados, contudo, não depende apenas de ter um bom produto ou serviço, mas sim de todas as estratégias de comunicação construídas ao longo do ano, de forma que entendam quais canais digitais investir nesse período para que convertam mais leads em vendas e experiências de sucesso.

Segundo a pesquisa de “Intenção de Compras para o Natal 2025”, realizada pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), a estimativa é de que esse setor movimente cerca de R$ 84,9 bilhões na economia, com 76% dos consumidores que planejam dar algum presente neste Natal.

O cenário é extremamente favorável para a colheita de grandes resultados pelos varejistas, desde que já tenham investido em campanhas e estratégias de construção de marca nos 11 meses anteriores. Afinal, a concorrência do mercado atual é cada vez maior, o que torna a atração de clientes uma verdadeira batalha dentre tantos anúncios e ofertas que cada um recebe constantemente.

Empresas que reforçam esse relacionamento com seu público-alvo a todo o momento chegam nessa época do ano com poucos ajustes a serem feitos, adequando sua comunicação ao que o consumidor busca de suas marcas favoritas nesse período. Em contrapartida, quem não fez essa lição de casa ao longo do ano tem que correr atrás para que consigam ganhar visibilidade.

Quando o varejista colhe dados de seus consumidores em todos os meses de operação, compreendendo, com clareza, suas demandas, necessidades e preferências de compra, conseguem ter maior êxito ao calibrar suas ofertas nessa época, desenvolvendo ações bem mais assertivas que atinjam, em cheio, essas expectativas. Do contrário, acabam aplicando promoções em praticamente todos os seus itens, sem entender se fazem sentido para seu público-alvo.

Ao invés de reforçarem ofertas gerais em tudo que vendem, focar tempo e energia em poucos produtos pode trazer muito mais retorno, mesmo que acabem não atingindo grandes resultados lucrativos. Isso porque, mesmo que um cliente acabe não tendo interesse em um item específico, pode passar a se atentar mais às comunicações enviadas pela marca, por já ter tido uma experiência confiante e confortável aos seus desejos.

Em meio a um mercado cada vez mais dinâmico, os canais digitais se tornaram essenciais nesse sentido, capazes de fortalecer o relacionamento entre as partes e transmitir mensagens com autenticidade e impacto. E, dentre tantas opções disponíveis, o WhatsApp é, de fato, um dos mais famosos e utilizados no Brasil. Em dados da pesquisa Panorama de Marketing, como prova disso, foi identificado que 74% das empresas do varejo utilizam esse canal regularmente para vendas, atendimento comercial e pós-venda.

Ao mesmo tempo, por também ser um dos meios de comunicação pessoal mais predominantes, há muitos que preferem se relacionar com as marcas por outras vias, se sentindo até incomodados quando são contatados neste ambiente. Apostar todas as fichas em um único canal só diminui as chances de grandes retornos, além de aumentar os custos de investimento.

Qual a solução? Diversificar. Investir em diferentes canais de comunicação durante todo o ano para que, quando cheguem nessa época festiva de Natal e Ano Novo, consigam analisar o histórico de comportamento de seus clientes e compreender onde cada um se sente mais confortável em se relacionar com a marca e que tendem a ter um maior engajamento para conversão de vendas.

Não existe um canal perfeito, mas o ideal para cada cliente ou nicho. Quando essas particularidades são entendidas e calibradas nesse momento de final de ano, as chances de criarem boas experiências com os consumidores – mesmo que não comprem nada de imediato – serão bem maiores, gerando relacionamentos recorrentes à longo prazo que ganhem a atenção e fidelidade com o varejista.

 


Luiz Correia - Head Comercial da Pontaltech.

Pontaltech

 

A produtividade perdida da construção civil — e por que isso exige uma nova cultura


O setor de construção civil no Brasil está em um ponto crítico. Enquanto muitos outros segmentos abraçaram a digitalização, o planejamento estratégico e a tecnologia de forma acelerada, a construção segue presa a práticas que hoje se mostram obsoletas. Para os líderes empresariais que querem liderar — e não apenas reagir —, entender esse hiato de produtividade é fundamental para sair do ciclo de mediocridade.


A produtividade que não avança

Um dos relatórios mais robustos sobre o tema, da McKinsey Global Institute, mostra que globalmente o crescimento da produtividade no setor de construção foi, em média, apenas 1 % ao ano nas últimas duas décadas — enquanto a economia como um todo cresceu 2,8 % ao ano no mesmo período.

No Brasil, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o setor em 2022 produziu valor bruto de R$415,6 bilhões em obras e serviços, com emprego de cerca de 2,3 milhões de pessoas — mas o crescimento ainda continua moderado e os desafios, numerosos.

Somamse os estudos da consultoria especializada que apontam que, com a adoção de soluções digitais adequadas — modelagem BIM, automação, planejamento integrado —, o setor teria potencial de ganho de produtividade de até 50 a 60 %.

Esses números não são apenas estatísticos — são sinais de alerta para quem dirige empresas e precisa tomar decisões estratégicas.

Esse cenário se torna ainda mais desafiador diante da nova dinâmica do mercado de trabalho. De acordo com dados recentes do IBGE e da Confederação Nacional da Indústria (CNI), a taxa de desemprego no Brasil está em torno de 7,5% — o menor nível desde 2015.

Em teoria, trata-se de uma boa notícia. Mas, na prática, menos desemprego significa menor oferta de profissionais disponíveis, e o impacto é amplificado na construção civil — um setor historicamente caracterizado por alta rotatividade e forte dependência de mão de obra técnica.

Funções como engenheiros, mestres de obra, técnicos de segurança e operadores especializados estão cada vez mais escassas, e a formação desses profissionais leva tempo. O resultado é que os custos sobem, os prazos se alongam e os investimentos se retraem, justamente quando o setor mais precisa acelerar.


Nesse contexto, a capacitação das lideranças e a transformação cultural deixam de ser temas secundários: tornam-se a única estratégia viável para sustentar crescimento e produtividade.


Porque essa defasagem persiste:

1. Cultura do imediatismo e “resolver na obra”
O pensamento prevalente de que “planejar custa tempo” e que o “jeitinho resolve” afasta o foco no projeto, no cronograma estrutural e na eficiência. Isso mina a competitividade.


2. Resistência à tecnologia e falta de capacitação profissional

Mesmo com tecnologias maduras — como pré-fabricação, montagem otimizada, plataformas digitais de gestão —, o setor esbarra na falta de mão de obra preparada e na mentalidade de que “sistema = burocracia”. Essa combinação impede a inovação.


3. Ambiente econômico instável e pouca disposição para investimentos estruturais

A instabilidade macroeconômica, alta variabilidade no custo de insumos e a sensação de risco elevado fazem muitas empresas retraírem capex, mantendo processos tradicionais que já não funcionam bem no contexto atual.


Por que isso interessa ao líder de empresa

Para os gestores que buscam crescer, ganhar mercado ou simplesmente manter relevância, essas defasagens significam: 

● Custo mais alto: menores índices de produtividade elevam o custo por m² e incham orçamentos.

● Prazo mais longo: a entrega se torna imprevisível, gerando insatisfação de clientes e risco reputacional.

● Qualidade inferior: falta de planejamento, mão de obra despreparada e tecnologias subutilizadas comprometem o resultado final.

● Perda de oportunidades: empresas concorrentes que adotaram abordagem mais moderna ganham vantagem — e o mercado de construção civil está cada vez mais competitivo.


Caminhos para virar o jogo

A quebra desse ciclo passa por três movimentos estratégicos:

● Projeto antes da obra: dedicar tempo e recursos ao planejamento é um investimento, não um custo. Estudos mostram que obras bem modeladas com ferramentas digitais têm redução relevante de retrabalho e desperdício.

● Capacitação e cultura de tecnologia: contratar ou formar profissionais preparados para operar novas plataformas, substituir planilhas por sistemas ágeis e promover um ambiente em que inovações sejam aceitas e valorizadas.

● Estrutura de governança e gestão de dados: adotar KPIs de produtividade, digitalizar processos, monitorar performance, integrar equipes técnicas, comerciais e operacionais. Essas medidas geram transparência e previsibilidade — fatores decisivos para atrair investidores ou contratos de maior escala.

O setor de construção civil está em uma encruzilhada: pode continuar caminhando na mesma velocidade ou acelerar e abraçar uma nova lógica de execução.

Para os líderes que optarem por transformar seus modelos, o diferencial não estará apenas em máquinas ou softwares — estará na cultura, no pensar antes de construir, no treinar antes de montar.

A decisão, para quem dirige empresas, é simples: manter a inércia ou liderar a mudança. A escolha define quem estará competitivo no mercado do futuro.


Daniela Lopes - Chief Sales Officer da We Are Group, empresa especializada na execução de ambientes corporativos e comerciais de alto padrão. Mais informações no site.

 

Crimes cibernéticos crescem no Natal e acendem alerta para empresas e consumidores

Crimes cibernéticos crescem neste fim de ano 
                           Pixabay

Phishing, sites clonados e fraudes com PIX se sofisticam, exigindo de empresas e usuários a adoção urgente de uma cultura de segurança, diz especialistas
 


Com a chegada das festas de fim de ano, a euforia do consumo intensifica a atividade digital e, em paralelo, a incidência de ataques cibernéticos. Segundo uma pesquisa do Reclame Aqui, cerca de 20% dos brasileiros já foram vítimas de golpes em geral nesta época. Com isso, a OSTEC, referência em cibersegurança e com mais de 20 anos de experiência, lançou uma cartilha de segurança com alertas para a sofisticação dos golpes mais comuns da temporada e a necessidade urgente de uma cultura de segurança robusta, especialmente no ambiente corporativo. 

“Este período festivo é historicamente marcado por um aumento exponencial nas fraudes online. Cibercriminosos aproveitam a distração, a pressa e a busca por ‘ofertas milagrosas’ para capturar dados valiosos, por meio de técnicas de engenharia social aprimoradas”, pontua Jardel Torres, Sócio e Diretor Comercial (CCO) da OSTEC
 

Riscos silenciosos dentro do ambiente corporativo

A principal preocupação reside na intersecção entre o consumo pessoal e o uso de equipamentos corporativos. Segundo o levantamento da empresa, é comum que colaboradores acreditem que comprar algo rápido durante o expediente seja inofensivo. “Basta um acesso a um site falso para permitir a entrada de malwares, keyloggers ou até ransomware, comprometendo toda a rede de TI da organização," afirma Torres. 

Quando o e-mail institucional é usado para cadastros pessoais, cresce o risco de exposição de credenciais, spam e ataques direcionados. Extensões de navegador e aplicativos suspeitos também podem coletar dados sigilosos sem que o usuário perceba. Ou seja, em um simples clique, um desconto duvidoso pode se transformar em prejuízo financeiro, paralisação de sistemas e danos à reputação da empresa. 

Segundo o especialista, golpes como Phishing — quando criminosos tentam roubar dados pessoais se passando por órgãos confiáveis — e o uso de sites clonados continuam sendo os mais recorrentes. Mensagens de urgência sobre "entrega bloqueada" ou "compra cancelada" induzem ao clique, enquanto páginas idênticas às de grandes varejistas roubam dados de login e financeiros. A sutil alteração no domínio (.net em vez de .com ou um caractere trocado) é muitas vezes o único sinal de alerta. “Essas campanhas fraudulentas são, muitas vezes, tão bem elaboradas que até usuários atentos podem ser enganados”, destaca Jardel.
 

O avanço dos golpes em redes sociais e por PIX

Outra tática que tem crescido muito nos últimos tempos é o golpe que visa a transferência imediata de dinheiro, explorando a rapidez do PIX e do QR Code. Neste caso, os criminosos criam anúncios falsos com preços inviavelmente baixos e forçam o pagamento imediato para uma chave PIX de pessoa física, simulando ser o checkout da loja. "O pagamento via PIX para pessoa física ou boletos com linha digitável alterada são sinais clássicos de fraude. A liquidação rápida desses métodos torna a reversão da transação extremamente difícil”, alerta Jardel. 

As redes sociais também são palco para fraudes. Perfis falsos e anúncios patrocinados divulgam promoções relâmpago, direcionando usuários para páginas fraudulentas ou solicitando compartilhamento para liberar prêmios, uma prática não adotada por lojas legítimas. Outro tipo de fraude está no rastreamento falso de encomendas, onde mensagens SMS ou via aplicativo alertam sobre "problemas na entrega" e solicitam clique em links que instalam malwares ou levam a páginas de roubo de informações bancárias.am promoções relâmpago e direcionam usuários para sites fraudulentos. 

Entre julho de 2024 e junho de 2025, cerca de 24 milhões de brasileiros foram vítimas de golpes financeiros envolvendo PIX ou boletos bancários, resultando em um prejuízo estimado em quase R$ 29 bilhões, segundo dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública.  

“A recomendação é clara: nunca confie em QR Codes recebidos por mensagem ou em pagamentos que desviem do checkout oficial do site”, destaca o especialista.
 

Como se manter protegido online?

  1. Desconfie de promoções milagrosas: especialmente neste fim de ano onde há muitas opções e descontos, evite clicar em links de ofertas por e-mail ou redes sociais. Digite o endereço do site (domínio oficial) diretamente no navegador e verifique a presença do cadeado de segurança (HTTPS).
  2. Mantenha sistemas e antivírus atualizados: use autenticação multifator e jamais salve senhas nos navegadores da empresa.
  3. Atenção às redes Wi-Fi públicas: elas podem facilitar a interceptação de dados. Prefira conexões privadas e seguras ou aumente os cuidados quando for utilizá-las.
  4. Cuidado redobrado no ambiente de trabalho: Não utilize e-mail ou equipamentos corporativos para compras e cadastros pessoais. Mantenha sistemas e antivírus atualizados e utilize autenticação multifator (MFA) sempre que possível.
  5. Checagem de dados de pagamento: QR Codes recebidos por mensagem ou redes sociais devem ser tratados com cautela, verifique a chave PIX exibida pelo seu aplicativo bancário antes de confirmar; Prefira cartões virtuais e meios de pagamento seguros.

E o que fazer em caso de cair em um golpe?

Segundo o especialista da OSTEC, o primeiro passo é  contatar imediatamente a instituição financeira e registrar um Boletim de Ocorrência. Se o incidente ocorrer no ambiente de trabalho, notifique imediatamente a área de segurança da empresa. 

“A segurança digital não é uma barreira, é um hábito coletivo. A cultura de segurança nasce quando cada colaborador entende que suas ações — um clique, um download, um cuidado — podem proteger ou expor toda a organização. Por isso, promover a conscientização contínua é o melhor investimento para proteger dados, fortalecer marcas e preservar a resiliência cibernética das organizações”, finaliza o CCO.

  

Grupo OSTEC


9 orientações para se organizar compras de fim de ano e ceias


Cair no descontrole financeiro no fim do ano é um risco iminente, principalmente para quem está no limite do orçamento, e pretende fazer compras para presentear e para a ceia de Natal e confraternizações, por isso são importantes orientações. Mesmo que a pessoa tenha recebido o 13º Salário, é preciso planejamento para otimizar recursos.

Importante lembrar que em relação a ceia de Natal e Réveillon, por mais que a vontade de confraternizar, seja grande e se pense em grande eventos, com o melhor para comer e beber, é preciso limites para não desperdiçar dinheiro e produtos. 

Em relação às compras, o segredo é planejamento. "Quem não se programou para fazer as compras à vista, precisa estar atento aos gatos no cartão de crédito, evitando o descontrole financeiro já nos primeiros meses de 2026. O ideal é agir, neste momento, de acordo com o padrão de vida, respeitando o orçamento", orienta Reinaldo Domingos, do canal Dinheiro à Vista .

E completa: "caso tenha 13º salário, procure destinar parte do valor para esses gastos e parte para a poupança dos sonhos da família, dando o primeiro passo para que 2026 seja um ano de realizações. Por mais que a situação esteja difícil, isso não pode fazer com que deixemos de sonhar", orienta Domingos. Confira abaixo 9 orientações para fazer compras de final de ano e ceias: 

Como economizar na compra de presentes:
 

1 - Faça uma lista com os nomes de quem vai presentear e o quanto pretende gastar, para não correr o risco de extrapolar na hora das compras;


2 - Aproveite o tempo que tem disponível, pesquise preços em pelo menos três lugares diferentes e busque as promoções. Utilize a internet como fonte de pesquisa;


3 - Se a situação financeira estiver complicada, pense muito antes de gastar, procure nesse momento alternativas mais econômicas e projete para o futuro presentes de preços maiores;


4 - Após o Natal é comum haver liquidações e promoções, portanto se puder deixar para presentear neste período, encontrará bons preços.
 

Como economizar na ceia de Natal: 

1- Verifique com antecedência o número de pessoas e controle para que a "mesa farta" não vire um festival de sobras e desperdício;


2- Se for ao mercado cheio e movimentado, tenha tempo e tranquilidade, priorize horários em que esteja mais vazio, pois o estresse e a pressa podem te levar a pegar os produtos mais caros;


3- Ao comprar itens em grande quantidade, como carnes e bebidas, vá a mercados atacadistas e aproveite as promoções. Para ter itens mais frescos e baratos, uma opção pode ser feiras livres de seu bairro;


4- Troque alimentos e bebidas caros e importados por itens nacionais e mais baratos, sem perder no sabor ou na qualidade;


5- Evite pagar alimentos no cartão de crédito ou fazendo parcelamentos, afinal no início de 2026 há outras despesas típicas, como IPTU, IPVA e material escolar. O acúmulo de parcelas pode levar ao descontrole financeiro.

 

Reinaldo Domingos - está a frente do canal Dinheiro à Vista. É PhD em Educação Financeira, presidente da Associação Brasileira de Profissionais de Educação Financeira (Abefin) e da DSOP Educação Financeira. Autor de diversos livros sobre o tema, como o best-seller Terapia Financeira .



Notificação de violência contra pessoas com deficiência exige atenção

Profissionais da segurança pública, assistência social, saúde e educação se reúnem em evento para reforçar que a prevenção social e a segurança cidadã são caminhos indispensáveis para romper a invisibilização de pessoas com deficiência

 

A violência contra pessoas com deficiência permanece como uma realidade oculta do país, marcada por subnotificação, ausência de protocolos integrados e barreiras que impedem o acesso a serviços de proteção. Especialistas apontam que o combate a esse cenário exige uma mudança estrutural na forma como diferentes setores públicos atuam, da polícia à assistência social, da saúde à educação, colocando a segurança cidadã e a prevenção social no centro das políticas de defesa de direitos das pessoas com deficiência. 

A falta de registro é um dos principais desafios. Casos de violência, seja ela física, psicológica, institucional, sexual ou patrimonial, ou violação de direitos, muitas vezes não chegam ao conhecimento do Estado. Fatores como estigma, dependência de cuidadores, desconhecimento sobre canais de denúncia e a falta de acessibilidade nos serviços de atendimento dificultam a formulação de políticas efetivas. 

“Quando o Estado não registra casos de violência ou violação de direitos contra pessoas com deficiência, reforça a invisibilidade e impede que elas tenham acesso à justiça. Notificar é reconhecer, é dizer que essa vida importa e merece proteção”, afirma Marcos da Costa, Secretário de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência. 

Além do encobrimento estatístico, a ocorrência é influenciada por fatores culturais e institucionais. Modelos ultrapassados sobre deficiência ainda moldam práticas que dificultam a escuta qualificada e o atendimento adequado com recursos de acessibilidade, especialmente em territórios marcados por desigualdades sociais. A abordagem territorial, que considera contextos, vulnerabilidades e redes locais, é apontada como essencial para compreender e prevenir violações. 

Nesse cenário, o avanço da segurança cidadã surge como alternativa para fortalecer a prevenção de violência contra pessoas com deficiência. O conceito, que orienta políticas públicas de proteção centradas na dignidade humana, prevê a atuação integrada de diferentes áreas do Estado, combinando investigação, cuidado, acolhimento e acompanhamento de vítimas e famílias. 

É nesse contexto que atuam os Centros de Apoio Técnico (CATs) — unidades implementadas pela Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência (SEDPcD) e geridas pelo Instituto Jô Clemente (IJC), Organização da Sociedade Civil sem fins lucrativos que promove saúde, qualidade de vida e inclusão para pessoas com Deficiência Intelectual, Transtorno do Espectro Autista (TEA) e Doenças Raras. Esses centros funcionam dentro de delegacias e contam com equipes multidisciplinares formadas por psicólogos, assistentes sociais e intérpretes de Libras, garantindo acessibilidade, escuta humanizada e respeito à diversidade em todos os atendimentos. 

“Não há possibilidade de haver segurança sem a garantia de direitos. Para que isso ocorra, é fundamental que a segurança, instituições educacionais, serviços de saúde e equipamentos de assistência social operem de forma articulada, compartilhando referenciais e construindo respostas integradas. A violência contra pessoas com deficiência apresenta naturezas múltiplas e interligadas, o que demanda uma abordagem intersetorial e coordenada”, destaca Juliana d’Avila Delfino, Pesquisadora do Centro de Apoio Técnico de São Paulo do Instituto Jô Clemente (IJC).

 

Fórum Multissetorial de Prevenção 

Essas questões estarão em debate no dia 9 de dezembro, durante o 1º Fórum Multissetorial de Prevenção Social à Violência contra Pessoas com Deficiência, realizado pela Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência (SEDPcD) e pela Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP), com apoio do Instituto Jô Clemente (IJC). O encontro reunirá profissionais da Polícia Judiciária da capital e representantes da rede municipal e estadual de serviços, em um espaço de diálogo e construção coletiva. 

O Fórum também discutirá a atuação dos Centros de Apoio Técnico (CAT) nas unidades policiais, iniciativa que busca qualificar o atendimento a pessoas com deficiência em situações de violência, ampliar a precisão das informações registradas e fortalecer práticas baseadas em evidências. O Programa Estadual de Prevenção e Combate à Violência contra Pessoas com Deficiência, as diretrizes da Portaria nº 26 da Delegacia Geral de Polícia e experiências que já operam na capital também estarão na pauta. 

“A construção de uma rede de proteção forte passa pela escuta, pelo diálogo e qualificação de todos os profissionais envolvidos. A violência não pode ser tratada como um problema isolado, mas como um fenômeno social que exige respostas articuladas e humanas”, finaliza João Victor.

 

Instituto Jô Clemente (IJC)
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