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sexta-feira, 9 de maio de 2025

Psicóloga discute a solidão de mulheres que tentam engravidar

Para a Coordenadora do Núcleo de Sexualidade da Holiste Psiquiatria, Josefa Ferreira, a pressão social impacta a saúde mental das "tentantes"


Com a aproximação do Dia das Mães, é preciso lembrar de muitas mulheres que estão no processo para realizar o sonho da maternidade. Seja naturalmente ou com tratamento médico, o caminho nem sempre é fácil e guarda muitos desafios, além da ansiedade e da angústia durante a espera pelo resultado positivo. Para a psicóloga Josefa Ferreira, Coordenadora do Núcleo de Sexualidade da Holiste Psiquiatria, a pressão social sobre a maternidade torna o processo ainda mais doloroso e solitário para as mulheres.

“Antes, a maternidade era vista como algo obrigatório na vida de uma mulher, mas conseguimos desmistificar essa questão, nem toda mulher quer ser mãe. Mas, e quando o desejo existe e a realização não vem? Persiste a ideia de que engravidar é um processo fácil, mas, não é verdade, muitas mulheres enfrentam dificuldades e sofrem com pressões sociais que podem gerar estigmas, afetar a autoestima, o bem-estar psicossocial e as relações interpessoais", comenta a profissional.


Resultado positivo não deve virar cobrança

A psicóloga alerta que, neste processo, muitas enfrentam comentários que são reflexo da pressão para ter filhos. A especialista destaca que mesmo que seja um sonho, a cobrança pelo resultado positivo pode levar a sentimentos de culpa, ansiedade, tristeza e até mesmo desencadear uma depressão. As tentantes também costumam receber críticas porque deveriam ter tentado mais cedo, deveriam mudar de médico ou fazer uma receita que deu certo com outra pessoa, como se o processo tivesse de seguir um padrão único para todas as mulheres.

Por isso, Josefa destaca a importância das redes sociais para ampliar este debate. "Recentemente algumas influenciadoras e atrizes utilizaram o próprio perfil como ferramentas para abrir espaços e discutir esses temas, compartilhando experiências e alertando outras mulheres que possam estar passando por situações semelhantes. Existem até projetos voltados para essas vivências pessoais no processo da maternidade, isso é importante", apontou.


Como cuidar da saúde mental durante o processo

Para a psicóloga, muitos casais não se dão conta que este período exige muito emocionalmente, mas que não precisa ser vivido sem apoio de um profissional de saúde mental. “Entendendo ser um processo desafiador e muitas vezes solitário para a mulher, que já traz na bagagem cobranças e sensação de impotência, poder contar com o suporte do parceiro, da família e de psicólogos durante esse momento faz a jornada ser um pouco mais leve e menos sofrida", destaca.

A profissional reforça que a rede de apoio também é fundamental para ajudar as mulheres a lidarem com o estresse emocional e as dificuldades de um processo que pode ser longo e desafiador. Ainda assim, lembra que é importante não abandonar outros aspectos da vida, como trabalho, atividade física, hobbies e o relacionamento consigo e com os outros. O caminho para a maternidade não precisa ser solitário — acolhimento, escuta e apoio fazem diferença nessa jornada. Para mais informações sobre o tema, acesse: www.holiste.com.br.

 

Holiste
www.holiste.com.br


Uso excessivo de telas por crianças: pediatra detalha diagnóstico, riscos e orientações

No cenário contemporâneo pós-pandemia, o tempo dedicado a dispositivos eletrônicos por crianças registrou alta significativa. Pesquisas nacionais e internacionais já relacionam esse comportamento a distúrbios do sono, problemas visuais, alterações no desenvolvimento neurológico e mudanças de comportamento. No Hospital Mater Dei Santa Genoveva, em Uberlândia (MG), o pediatra Dr. Gilson Fayad alia dados científicos e recomendações de entidades oficiais para orientar pais, educadores e profissionais de saúde. 


Crescimento do uso de telas e reconhecimento do problema

Segundo a Academia Americana de Pediatria, o uso excessivo de telas por crianças de até 10 anos configura um problema de saúde pública emergente. Comparando durante e após os períodos de isolamento social, o tempo médio diário de exposição passou de menos de uma hora para quase três horas em muitos lares brasileiros, impulsionado pelo ensino remoto e pela oferta contínua de conteúdos digitais.


Principais consequências clínicas

Visão e conforto ocular

Especialistas apontam o aumento de casos de miopia digital — com elevação estimada em 30% na última década — e da Síndrome Visual do Computador, caracterizada por fadiga ocular, olho seco, visão borrada e cefaleia. “Crianças mantêm o olhar fixo a menos de 30 centímetros das telas por períodos prolongados, o que intensifica a exposição à luz azul e favorece o desconforto visual”, explica Dr. Fayad.


Sono e ritmos biológicos

Estudos indicam que a luz azul emitida pelos dispositivos inibe a produção de melatonina, hormônio essencial para a regulação do sono. Consequentemente, há recorde de queixas de despertares noturnos e queda na qualidade do descanso entre os pequenos. 


Postura e sedentarismo

O chamado “pescoço de texto” — postura inclinada com a cabeça projetada para frente — já provoca dores cervicais em faixas etárias cada vez mais baixas. Paralelamente, o tempo sentado diante de telas substitui atividades físicas, elevando os riscos de sobrepeso e de complicações cardiovasculares futuras.


Impactos no desenvolvimento cognitivo e emocional

Pesquisas de neuroimagem revelam alterações na substância branca e na conectividade neural em crianças que excedem sete horas diárias de tela, com impacto direto na atenção, na linguagem e na interação social. Dados da JAMA Pediatrics mostram que cada minuto adicional de exposição reduz em média 6,6 palavras proferidas por pais e 4,9 vocalizações de crianças entre 1 e 3 anos, afetando a emergência da comunicação oral.

Além disso, há evidências de que o uso precoce e intenso de telas duplica a probabilidade de sintomas de ansiedade e depressão em crianças, estabelecendo uma relação bidirecional com o transtorno de déficit de atenção.


Diretrizes de organismos internacionais

OMS e sociedades de pediatria recomendam evitar exposição antes dos 2 anos; limitar a até 1 h/dia para 2–5 anos; 2 h/dia para 5–10 anos; e, no máximo, 3 h/dia em adolescentes.

Sociedade Brasileira de Pediatria reforça a importância de manter dispositivos fora do quarto para preservar a higiene do sono.

O psicólogo social Jonathan Haidt sugere restrição total de redes sociais (Instagram, TikTok) até os 16 anos, devido aos riscos à saúde mental em fases iniciais.


Recomendações do pediatra

No Hospital Mater Dei Santa Genoveva, o Dr. Gilson Fayad estruturou orientações baseadas em evidências e adaptadas à realidade das famílias:

Ambientes livres de telas

Definir espaços sem dispositivos (refeições, áreas de estudo, 1–2 h antes de dormir).

Conteúdos e supervisão

Priorizar programas educativos e interativos, com acompanhamento parental ativo.

Atividade física diária

Estimular brincadeiras ao ar livre e esportes, para reduzir o tempo sedentário.


Ferramentas de controle

Adotar aplicativos de gerenciamento de uso e proibir aparelhos no quarto infantil.

“Na prática clínica, observamos que essas medidas, quando aplicadas de forma consistente, resultam em melhora nos sintomas de insônia e queixas visuais”, afirma Dr. Fayad.

Para o médico, o balanço entre tecnologia e vida presencial emerge como fator determinante para o desenvolvimento saudável de crianças. “A combinação de limites claros, supervisão familiar e adesão às recomendações de entidades internacionais fundamenta as recomendações da pediatria do Hospital Mater Dei Santa Genoveva, que buscam minimizar riscos e promover hábitos equilibrados desde a primeira infância”, finaliza o pediatra.

 

Nutricionista reforça a importância do leite para a saúde da mulher durante a gestação


O consumo regular de leite durante a gestação reduz
 os riscos de pré-eclampsia, previne desnutrição
fetal e auxilia no desenvolvimento do bebê 
 Freepik

O consumo regular do alimento reduz os riscos de pré-eclampsia, previne desnutrição fetal e auxilia no desenvolvimento do bebê


A desnutrição fetal por deficiências nutricionais foi a maior causa de internações de bebês menores de um ano no Brasil em 2022, dado revelado pelo Ministério da Saúde. Entre os diversos fatores que impulsionam essa estatística, o avanço da desinformação acerca dos alimentos que proporcionam saúde e qualidade de vida ao ser humano deve ser ressaltado e propriamente desmistificar, especialmente nas vésperas do Dia das Mães.

Clickbait, do inglês, “isca de clique”, é um recurso linguístico ou visual comumente utilizado nas redes sociais para atrair engajamento em uma publicação, seja a informação verdadeira ou não. Comumente, a isca é algo do cotidiano do brasileiro médio, de modo que prenda a atenção do usuário, assim como o leite. De acordo com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), os brasileiros consomem, em média, 6,5 bilhões de litros de leite UHT anualmente, visto que esse é o formato mais acessível para o consumo do alimento. 

A desinformação sobre o alimento é que este causa inflamação no corpo, mas o nutricionista João Carlos Cavalcante, que atua no centro clínico do Órion Complex em Goiânia, refuta esse argumento. “Não existe evidência científica de que o leite seja um alimento inflamatório. Pelo contrário: o leite fortalece a saúde óssea da mãe e colabora para a formação do esqueleto fetal, visto que é rico em proteínas, vitaminas do complexo B e cálcio. Em casos de pacientes com doenças como alergia à proteína do leite de vaca e intolerância à lactose, nós temos opções vegetais que podem fazer justamente o papel do leite para que a mãe continue recebendo o aporte nutricional adequado”, explica o doutor.

“A ingestão adequada do leite durante a gestação pode reduzir o risco do desenvolvimento de pressão alta durante a gestação, denominada pré-eclâmpsia, além da deficiência de cálcio, uma complicação muito comum durante a gestação. O leite também é uma ótima fonte de iodo, nutriente essencial para a formação do sistema nervoso central do feto”, continua Dr. João Carlos. 

Considerando todas as qualidades nutricionais do alimento, o nutricionista explica que o consumo do leite em sua forma UHT é segura para a gestação, visto que esta é apenas uma tecnologia de conservação e não altera a qualidade e composição do leite. 

Vinícius Junqueira, diretor geral da Marajoara Laticínios, indústria leiteira goiana que abastece o Brasil todo com leite e derivados, explica que o processo de envase do leite UHT preserva todos os nutrientes do alimento elencados pela nutricionista como importantes para uma gestação saudável e para o desenvolvimento fetal. Além disso, não recebe aditivos.

“O leite cru é transportado dentro de um prazo máximo de 12 horas até a fábrica. Em seguida, é realizada uma bateria de testes de qualidade e depois direcionado para as salas de pasteurização e esterilização, em que o alimento é submetido a processos de fervura e resfriamento para que ele possa ser envasado de maneira asséptica e segura para o consumo, sem alterar sua qualidade nutricional”, explica Vinícius.

 

Novos caminhos para a maternidade: aumentam os casos de reprodução assistida no Brasil

Ciência e tecnologia têm garantido a muitas mulheres o sonho da maternidade e a procura por tratamentos têm crescido

 

De acordo com dados da pesquisa feita pela Redirection International e divulgada pela Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida (SBRA), a taxa de crescimento anual do setor de medicina reprodutiva do Brasil está prevista para chegar em 23%, entre 2023 e 2026. Com a chegada do Dia das Mães, histórias de mulheres que superaram desafios para realizar o sonho da maternidade ganham ainda mais destaque, especialmente com o tema sendo abordado abertamente por inúmeras celebridades como Nanda Costa e Lan Lahn, Ludmilla e Brunna Gonçalves, Bárbara Evans, Viviane Araújo, entre outras

Casos de figuras públicas que optaram por procedimentos como fertilização in vitro ou inseminação artificial têm inspirado outras mulheres a não desistirem mesmo após os 40 anos. Segundo dados do IBGE, o número de mulheres que se tornaram mães nesta fase da vida aumentou 65,7% em 12 anos. “A FIV vem apresentando importantes avanços ao longo dos anos, auxiliando mulheres com dificuldades para engravidar e propiciando uma alternativa real para tratar seus problemas”, afirma Dra. Claudia Padilla, especialista em reprodução assistida e co-diretora médica do Grupo Huntington. 

Segundo a especialista, a crescente procura por técnicas de reprodução assistida nos últimos anos reflete transformações sociais e avanços científicos que têm permitido a milhares de brasileiras entenderem que há diferentes caminhos para realizar o sonho da maternidade.

 

Desistir não é uma opção: conheça os diferentes caminhos para seguir

Recentemente, o relato com FIV de Mariana Rios levantou um debate sobre a eficácia deste tipo de tratamento. A atriz e apresentadora de 39 anos revelou diversas tentativas para tentar engravidar, mas sem sucesso. Afinal, FIV garante 100% de gravidez? 

Dra. Cláudia afirma que, apesar das taxas de sucesso serem elevadas comparadas  às chances naturais, ainda assim são limitadas. Isso porque, muitos fatores influenciam no processo, especialmente a idade da mulher, que afeta a quantidade e qualidade dos óvulos e do homem, já que a  fertilidade masculina pode ser reduzida após os 45 anos.

O recomendado é não demorar demais para buscar a ajuda de um especialista em reprodução assistida, quando o casal não consegue engravidar naturalmente”, diz a especialista. Nas mulheres de até 35 anos, pode-se tentar até um ano. Depois dessa idade, como é o caso de Mariana, o aconselhado é procurar ajuda no máximo após seis meses de tentativas naturais.

 

IAs e suas contribuições para a realização do sonho da maternidade

A inteligência artificial (IA) vem transformando a medicina reprodutiva, permitindo tratamentos altamente personalizados e aumentando as chances de sucesso para quem sonha com a maternidade ou paternidade. Na Huntington Medicina Reprodutiva, diversas tecnologias de IA já fazem parte da rotina clínica:

  • MAIA: plataforma desenvolvida no Brasil com dados de pacientes brasileiros, usada para cruzar milhares de informações clínicas e laboratoriais para oferecer prognósticos precisos e ajudar médicos a escolher o tratamento ideal para cada paciente. 
  • Seleção de gametas: ferramentas de IA analisam imagens microscópicas para identificar óvulos e espermatozoides com maior potencial, tornando o diagnóstico mais rápido e assertivo.
  • Fenomatch: solução baseada em biometria facial que compara milhares de pontos do rosto da receptora e das doadoras de óvulos, garantindo semelhança física e maior personalização.
  • Embryoscope: não necessariamente uma IA, mas uma inovação altamente tecnológica nos laboratórios de reprodução, cujo sistema de monitoramento contínuo dos embriões emprega time-lapse para acompanhar o desenvolvimento em tempo real e selecionar os embriões mais viáveis para implantação uterina.

Segundo o Dr. José Roberto Alegretti, diretor do laboratório de embriologia do Grupo Huntington, a IA é uma poderosa aliada, aumentando a precisão dos diagnósticos e fornecendo informações que ajudam a definir o melhor caminho para cada paciente — mas sempre em conjunto com a experiência do especialista. 


Dia das Mães: Dispositivo criado por médico brasileiro é uma esperança para gestação e pode diminuir casos de infertilidade

Técnica já aprovada pela Anvisa evita o fechamento do canal uterino após cirurgia para câncer do colo do útero e amplia chances de gravidez


Criado para preservar a fertilidade de mulheres com câncer do colo do útero, o dispositivo Duda já é considerado uma das principais inovações na área da cirurgia oncológica ginecológica no Brasil. Desenvolvido pelo cirurgião oncológico Marcelo Vieira, o equipamento evita o fechamento do canal endocervical após a retirada do tumor, preservando o fluxo menstrual e, em muitos casos, a capacidade de engravidar. O produto já está registrado pela Anvisa e disponível para compra em farmácias de todo o Brasil.

Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), o câncer do colo do útero é o terceiro tumor maligno mais frequente entre as mulheres no país, com estimativa de 17.010 novos casos em 2023. A maioria dos diagnósticos ocorre em estágio avançado, o que compromete a fertilidade e limita as opções de tratamento. Nos casos iniciais, no entanto, o uso do Duda permite uma abordagem cirúrgica menos invasiva, com resultados significativos na preservação da função reprodutiva.

“Esse tipo de inovação representa um avanço real na forma como cuidamos da mulher com câncer. Preservar o canal endocervical é preservar a função reprodutiva, o acompanhamento pós-operatório e, principalmente, a esperança da paciente”, afirma Marcelo Vieira.


Avanços do estudo clínico

O dispositivo Duda passou por um estudo clínico randomizado com critérios rigorosos de seleção de pacientes conduzido no Hospital de Amor, em Barretos (SP), com o objetivo de avaliar sua eficácia em pacientes submetidas à cirurgia conservadora para câncer do colo do útero. Ao todo, 240 mulheres foram selecionadas: metade delas recebeu o implante do dispositivo após o procedimento cirúrgico, enquanto a outra metade foi acompanhada sem o uso do método.

A proposta é medir não apenas a manutenção do canal endocervical, mas também a taxa de gravidez e os efeitos sobre a qualidade de vida das pacientes. A fase final do estudo está em andamento e os dados preliminares indicam resultados promissores. De acordo com o idealizador do Duda, os primeiros casos já confirmaram o potencial do dispositivo para manter o canal funcional e permitir gestações bem-sucedidas. “Estamos vendo mulheres que enfrentaram o câncer e hoje estão vivendo a experiência da maternidade. Esse é o maior indicativo de que valeu a pena insistir nesse projeto desde o início”, diz.


Desafios de acesso e comercialização

Apesar do registro oficial junto à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), o Duda ainda não é oferecido pelo Sistema Único de Saúde (SUS). 

“A nossa meta sempre foi garantir que o Duda estivesse disponível gratuitamente no SUS, porque o impacto dessa tecnologia vai além da técnica cirúrgica. Ele representa uma chance real de preservar o sonho da maternidade para centenas de mulheres que enfrentam um diagnóstico precoce de câncer”, reforça Marcelo.

A inclusão do dispositivo em protocolos públicos de atendimento depende da análise dos dados clínicos e da aprovação de custo-benefício pelas instâncias responsáveis. Enquanto isso, o uso do dispositivo Duda em pacientes selecionadas está sendo feito em todo o Brasil por médicos que têm dificuldade em manter pérvio o canal do colo do útero após as cirurgias.


Qualidade de vida, maternidade e autonomia

O impacto do Duda vai além da esfera médica. Para muitas pacientes, a possibilidade de preservar a fertilidade representa um fator de motivação e fortalecimento emocional durante o tratamento. Ao evitar a cicatrização completa do canal uterino, o dispositivo amplia as chances de uma gravidez futura e melhora o acompanhamento clínico, já que mantém o acesso ao canal endocervical para exames de controle e detecção de recidivas (retorno do câncer na paciente).

“Não estamos apenas falando de técnica. Estamos falando de autonomia, de dignidade e da possibilidade de a paciente planejar o próprio futuro mesmo diante de um diagnóstico tão delicado”, conclui Marcelo Vieira.

 

Dr. Marcelo Vieira - cirurgião oncológico, especialista em cirurgias minimamente invasivas e mentor de cirurgiões. Com mais de 20 anos de experiência, iniciou sua trajetória no Hospital de Câncer de Barretos, onde atuou como chefe da Ginecologia e se dedicou ao atendimento 100% SUS. Em 2019, realizou o primeiro transplante robótico intervivos do Brasil, um marco na medicina nacional. Após essa conquista, decidiu empreender e criou o Curso de Metodologia Cirúrgica, com a missão de transformar cirurgiões e salvar vidas. Também fundou o Cadáver Lab, um treinamento imersivo de dissecção e anatomia pélvica avançada, além de liderar programas de mentoria de alta performance, como Precisão Cirúrgica e Cirurgião de Elite.
Para mais informações, visite o site oficial ou pelo instagram.


Cirurgia com erro na anestesia? Jurista do CEUB explica como agir e quais provas são decisivas

Especialista em Direito Médico detalha quando o hospital ou o anestesista podem ser responsabilizados e quais provas fazem a diferença no processo

 

Quando um paciente sofre complicações decorrentes da anestesia em procedimento cirúrgico, odontológico ou tatuagem, as consequências podem ser graves. Daniella Torres, professora de Direito Médico do Centro Universitário de Brasília (CEUB), detalha que o erro de anestesia, quando verificado e comprovado, pode gerar responsabilização tanto na esfera civil quanto penal. Diante de suspeita de erro anestésico, o paciente ou seus familiares devem buscar orientação jurídica e reunir os documentos médicos disponíveis. 

Apesar de atuar com autonomia durante os procedimentos médicos, devido às decisões técnicas complexas, o anestesista está sujeito às regras éticas e legais que regem toda a categoria médica, respondendo por eventuais falhas com o mesmo rigor. “Há possibilidade de condenação civil em caso de erros, com indenizações por danos morais e materiais, além de responsabilização penal, a depender do ocorrido. Em situações mais graves, como sequelas permanentes ou óbito, os familiares ainda podem buscar reparação judicial.” 

A responsabilização varia conforme o tipo de instituição e a conduta dos envolvidos. “Quando há erro médico, a clínica ou o hospital podem ser responsabilizados de forma objetiva, ou seja, independentemente da comprovação de culpa. Já no caso dos profissionais de saúde, a responsabilização é subjetiva e exige prova de negligência, imprudência ou imperícia”, detalha. 

De acordo com a docente do CEUB, os erros nos serviços de anestesia podem ser categorizados em: (1) negligência, quando o profissional deixa de adotar os cuidados necessários; (2) imprudência, quando age de forma precipitada ou sem cautela; e (3) imperícia, que se refere à falta de conhecimento técnico adequado para realizar o procedimento. Cinco pessoas morrem a cada minuto no Brasil devido a erros médicos, totalizando quase 55 mil pacientes no último ano, segundo levantamento divulgado pela Organização Mundial da Saúde (OMS). 

 

Danos indenizáveis e provas exigidas

Os pacientes que foram lesados por erros médicos podem solicitar na Justiça indenização por danos materiais e morais. A jurista frisa que o dano estético, no entanto, só é cabível se houver comprovação de que a anestesia foi diretamente responsável pela sequela visual ou funcional.  

De acordo com Daniella, o ônus da prova, isto é, a obrigação de demonstrar os fatos, geralmente cabe a quem faz a acusação. A comprovação do erro geralmente depende de perícia médica judicial: “O juiz nomeia um perito para avaliar o caso e as partes podem indicar assistentes técnicos. O prontuário médico é o documento mais relevante, complementado por laudos, exames e testemunhos”. 

Outro ponto importante é o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE), exigido pelo Código de Ética Médica, garantindo que o paciente foi devidamente informado sobre o procedimento e os riscos. A ausência de consentimento pode configurar conduta antiética e gerar responsabilização. A professora ressalta a importância de medidas preventivas: “Antes da cirurgia, é fundamental consultar um profissional com registro de qualificação em anestesiologia, fazer a avaliação pré-anestésica e esclarecer todas as dúvidas diretamente com o anestesista”. 

O prazo para entrar com ação judicial depende do tipo de processo. As ações civis por danos têm prescrição de três anos, podendo chegar a cinco anos se fundamentadas no Código de Defesa do Consumidor. Já processos criminais, devem ser iniciados até seis meses após o fato. A docente do CEUB acrescenta que, quando o erro ocorre em hospital público, a ação deve ser movida contra o Estado. Já em hospitais privados, a ação é ajuizada diretamente contra a instituição de saúde.

 

PRIMEIRA INFÂNCIA: CINCO DICAS PARA ESTIMULAR A FALA DO SEU FILHO

O momento das primeiras palavras pode gerar ansiedade nos pais, mas há dicas práticas que podem ajudar os filhos desenvolverem a fala de forma natural e eficaz.

 

Com a chegada dos pequenos em casa, é natural que os pais se encham de dúvidas sobre o desenvolvimento dos filhos. Questões como “Quando meu filho vai começar a falar?”, “Qual será a sua primeira palavra?” ou “É normal ele não conseguir formar frases completas?” surgem com frequência, tanto entre pais de primeira viagem quanto na chegada de um irmãozinho mais novo. 

O neurocirurgião e especialista em desenvolvimento infantil, André Ceballos, explica que essas preocupações fazem parte do processo de aprendizado e são comuns entre os pais. “Ao acompanhar os marcos do desenvolvimento infantil, como os da fala, pode ajudar a aliviar ansiedades, pois esses marcos funcionam como indicadores importantes para monitorar o progresso das habilidades de comunicação. Assim, ao observar se a criança está alcançando essas etapas no tempo esperado, é possível perceber se está se desenvolvendo dentro dos padrões normais ou se há algo que precise de atenção”, resume Ceballos. 

Por exemplo, segundo os marcos estabelecidos pelo Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA (CDC), aos 18 meses, espera-se que o bebê tente dizer três ou mais palavras além de “mamãe” ou “papai”. Aos 2 anos, a criança já deve ser capaz de fazer pequenas perguntas e combinar pelo menos duas palavras, como “Mais leite”. Ceballos ressalta que, além de acompanhar esses marcos, os pais podem adotar atitudes simples no dia a dia para estimular a fala de forma natural, criando um ambiente acolhedor e favorável ao desenvolvimento da linguagem.
 

Entre as dicas práticas para estimular a fala dos pequenos, o especialista em desenvolvimento infantil destaca as principais, veja:

Conversar desde cedo: Mesmo que o bebê ainda não fale, é importante que os pais conversem com ele. Descrever ações do dia a dia, como “Agora vamos trocar a fralda” ou “Olha a sua mamadeira”, além de fazer perguntas simples, como “O que é isso?”, ajuda a criar uma conexão e estimular o entendimento das palavras.


Praticar exercícios com a boca: A articulação de sons é essencial para o desenvolvimento de uma fala clara e compreensível. Conforme explica o neurocirurgião André Ceballos, é por meio dessa articulação que as crianças aprendem a formar as palavras corretamente, aprimorando sua comunicação. Ele orienta que os pais incentivem seus filhos a realizar atividades que envolvam movimentos específicos da boca, como abrir e fechar os lábios, esticar a língua para fora e movê-la em diferentes direções.


Cantar para o seu filho: As canções, principalmente as infantis, com letras simples, ajudam no ritmo da fala e na memorização de palavras. Além disso, as brincadeiras musicais também tornam o aprendizado mais divertido e envolvente.


Leitura: Ler para o filho é uma das ferramentas mais poderosas para estimular o desenvolvimento da linguagem e expandir o vocabulário desde os primeiros anos de vida. A leitura cria um ambiente rico em estímulos, onde a criança começa a associar palavras a objetos, ações e emoções. Ao ouvir a entonação da voz dos pais, ela desenvolve habilidades de escuta, compreensão e até mesmo a capacidade de imitar sons e palavras. 

“Livros com imagens vibrantes e histórias simples são ideais para os primeiros contatos com a leitura, pois capturam a atenção da criança e a envolvem de maneira lúdica. À medida que os pais leem, é possível fazer pausas para apontar as figuras, explicar o que está acontecendo e fazer perguntas, como 'O que você acha que vai acontecer agora?'. Essas interações ajudam a criança a entender o enredo e a se envolver mais ativamente com a história”, orienta André Ceballos.
 

Fazer amizade: Mesmo nos primeiros meses de vida, a interação social é essencial para o desenvolvimento da fala. Embora os bebês ainda não se comuniquem verbalmente, observar e interagir com outras crianças ou adultos cria um ambiente estimulante, onde começam a aprender a ouvir e reagir aos sons ao seu redor. Brincadeiras simples, como sorrir, fazer caretas ou falar com o bebê enquanto ele observa, também ajudam a “conversar” e estimular o entendimento da linguagem. 

Segundo o especialista em desenvolvimento infantil, André Ceballos, quando o bebê vê outras crianças ou adultos falando e sorrindo para ele, começa a associar sons a expressões e emoções, o que contribui para o desenvolvimento da fala. Esses momentos de interação social são importantes para criar a base da comunicação verbal futura. 

Por fim, o médico ressalta que embora cada criança tenha seu próprio ritmo de crescimento e aprendizado, é importante que os cuidadores estejam atentos aos marcos do desenvolvimento da fala e da linguagem. “Com esses parâmetros, é possível perceber com mais clareza se há algum atraso no desenvolvimento, como dificuldades em formar palavras ou se expressar de maneira clara. Identificar esses sinais precocemente possibilita que os pais busquem as orientações adequadas, garantindo que a criança receba o suporte necessário para seu desenvolvimento”, conclui.


Dr. André Ceballos - Médico neurocirurgião, Ceballos atua como Diretor técnico do Hospital São Francisco, referência no diagnóstico e tratamento de crianças com transtornos do desenvolvimento. O médico tem como missão identificar precocemente condições que possam comprometer o pleno desenvolvimento das crianças, oferecendo intervenções terapêuticas baseadas nas melhores evidências científicas. A atuação do Dr. Ceballos vai além do atendimento clínico e da gestão hospitalar e reconhecendo a importância da informação e da educação para a saúde pública, se dedica a projetos de divulgação e conscientização sobre os marcos do desenvolvimento infantil, com o objetivo de influenciar políticas públicas que beneficiem especialmente as populações mais vulneráveis. Saiba mais em:Link

 

Do básico ao ideal, entenda o papel da ultrassonografia em cada fase da gestação

OMS recomenda no mínimo 3 ao longo da gravidez, mas especialistas indicam até 6; 18ª semana é a mais segura para descobrir o sexo do bebê


Método dos mais populares da medicina moderna, a ultrassonografia é uma técnica que utiliza o eco gerado por ondas ultrassônicas para visualizar, em tempo real, estruturas internas do corpo e órgãos. Na gestação, é um recurso fundamental para monitorar o desenvolvimento do bebê e a saúde da mãe. A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda, no mínimo, três ao longo dos nove meses, mas, segundo a médica radiologista do Sabin Diagnóstico e Saúde, Andréa Neves, o consenso entre os especialistas é que sejam realizados até seis.

Dra. Andrea nos explica que o ultrassom pode detectar problemas no bebê como malformações, doenças cardíacas, renais, pulmonares e cerebrais. O exame pode diagnosticar também condições maternas como anormalidades na placenta, risco aumentado de pré-eclâmpsia e mal posicionamento fetal. 

“Algumas malformações cardíacas graves, por exemplo, não compatíveis com a vida, podem ser resolvidas ainda no útero, ou orientar o nascimento em um hospital especializado que fará a cirurgia reparadora assim que nascer”, diz a médica radiologista. “A detecção de risco aumentado de pré-eclâmpsia no primeiro trimestre permite o tratamento adequado ao longo da gestação.” 

Confira, abaixo, o papel da ultrassonografia em cada fase da gestação: 

  

  • Primeiro trimestre:

No período que compreende até a 14ª semana, o ultrassom pode ser feito tanto abdominal como transvaginal. 

O exame do tipo ultrassom obstétrico transvaginal é recomendado para confirmar a gravidez, avaliar o desenvolvimento normal do feto e determinar a idade gestacional, geralmente solicitado antes de 14 semanas. Além disso, é no primeiro trimestre que podem ser diagnosticadas condições como a gravidez ectópica (fora do útero). 

Os exames de ultrassom morfológico do 1o trimestre com doppler colorido é realizado entre a 11ª a 14ª semana. São avaliados translucência nucal (espaço entre a pele e a coluna do feto na altura da nuca), ducto venoso, ossificação do osso nasal, medidas do feto e doppler de artérias uterinas. Com os dados obtidos, é possível identificar riscos de anomalias cromossômicas, como a Síndrome de Down e predizer o risco de pré-eclâmpsia. 


  • Segundo trimestre:

No segundo trimestre da gestação, entre 20 e 24 semanas, é realizado o ultrassom morfológico do 2o trimestre por via abdominal e tem como objetivo avaliar o crescimento e desenvolvimento do bebê, além de detectar anomalias estruturais e confirmar a idade gestacional. Durante esse ultrassom, é possível diagnosticar condições como hidronefrose (dilatação das vias urinárias de um ou dos dois rins), malformações congênitas da face e espinha bífida (malformação da coluna). 

Pode ser solicitado também o ultrassom por via transvaginal para avaliação de colo uterino e risco de parto prematuro. Entre 24 e 28 semanas, costuma ser solicitada a ecocardiografia fetal, que afasta de forma mais completa o risco de má formação cardíaca. 


  • Terceiro trimestre:

Nesta fase, pode ser solicitado o ultrassom obstétrico e ultrassom obstétrico com Doppler colorido, para avaliar o crescimento e desenvolvimento do bebê, a posição em que está e o fluxo sanguíneo na placenta. O exame também é realizado por via abdominal. Esse ultrassom pode identificar condições como restrição de crescimento, pré-eclâmpsia e descolamento prematuro da placenta.  

É importante destacar que, diante de uma gestação de risco, o médico obstetra pode solicitar, a qualquer momento, ultrassom obstétrico para avaliar o desenvolvimento do bebê e seu bem-estar. 

Os aparelhos modernos de ultrassonografia, como os que o Sabin utiliza, explica a médica radiologista, contam com imagem em alta resolução. Durante a consulta, o médico procura ajudar os pais na compreensão das imagens e nas principais constatações obtidas. “A determinação do sexo é sempre uma curiosidade muito grande das famílias, às vezes, aguardada para o chá de revelação. Porém o sexo do bebê poderá ser determinado com maior segurança após 18 semanas”, explica. 

  

Grupo Sabin


Cansaço, insônia, ganho ou perda de peso? Pode ser tireoide! Especialista alerta para cuidados no Dia Internacional da doença

Distúrbios na glândula afetam cerca de 15% da população brasileira, sendo mais frequentes em mulheres a partir dos 40 anos

 

A tireoide é uma glândula de apenas 25 gramas, localizada na parte anterior do pescoço, mas sua função é vital para o organismo. Responsável pela produção dos hormônios T3 e T4, que regulam o metabolismo, o coração, o sistema digestivo e até o humor, ela pode sofrer alterações silenciosas, muitas vezes confundidas com outros problemas de saúde. Para reforçar a importância do diagnóstico e do cuidado com a saúde tireoidiana, o Dia Internacional da Tireoide é celebrado em 25 de maio em diversos países.

Segundo a Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM), distúrbios na tireoide afetam cerca de 15% da população brasileira, sendo mais frequentes em mulheres a partir dos 40 anos. Para entender melhor sobre como prevenir e diagnosticar essas condições, conversamos com a endocrinologista Dra. Giovana Corralo, que explicou os principais exames, sintomas e fatores de risco relacionados a essa glândula tão importante.

A endocrinologista Dra. Giovana Corralo explica que os principais exames para avaliar a função tireoidiana são a dosagem de TSH e T4 livre, que já indicam como está o funcionamento da glândula. “Em alguns casos, pode ser necessário realizar outros exames, como a dosagem de anticorpos para investigar doenças autoimunes, ou exames de imagem como ultrassonografia e cintilografia”. Apesar de não haver consenso sobre a realização desses exames de forma rotineira em pessoas saudáveis e assintomáticas, ela afirma que é possível dosar o TSH a cada cinco anos, a partir dos 35 anos, como medida preventiva.

Duas condições principais estão relacionadas ao mau funcionamento da tireoide. No hipotireoidismo, há uma redução na produção dos hormônios tireoidianos, e os sintomas incluem cansaço, fraqueza, intolerância ao frio, pele seca, intestino preso e alterações menstruais. Já no hipertireoidismo, ocorre um excesso de produção hormonal, o que pode provocar palpitações, taquicardia, insônia, perda de peso, nervosismo, tremores e suor excessivo.

Essas doenças são significativamente mais comuns em mulheres, especialmente a partir dos 40 anos, e pessoas com histórico familiar, portadores de outras doenças autoimunes, gestantes e idosos também fazem parte dos grupos de maior risco. A médica destaca ainda que alimentação e estilo de vida têm papel fundamental na saúde da glândula.

“A ingestão adequada de iodo, presente no sal iodado e em frutos do mar, é essencial para a produção dos hormônios da tireoide. O selênio, encontrado na castanha-do-pará, também ajuda no bom funcionamento da glândula. Em contrapartida, o consumo excessivo de alimentos ultraprocessados, a exposição a agrotóxicos e metais pesados, o estresse crônico e a falta de sono podem afetar negativamente o organismo”, destaca a endocrinologista.

Outro ponto de atenção é o câncer de tireoide. De acordo com Dra. Giovana, os principais fatores de risco incluem histórico familiar, exposição à radiação (sobretudo na infância), presença de nódulos suspeitos ao ultrassom e idade inferior a 20 ou superior a 60 anos. “A boa notícia é que a maioria dos cânceres de tireoide tem ótimo prognóstico quando descobertos precocemente”, afirma.

Neste Dia Internacional da Tireoide, o recado é claro: não ignore sintomas persistentes, mantenha os exames em dia e busque orientação médica ao menor sinal de alteração. Cuidar da tireoide é cuidar do corpo todo.





Dra. Giovana Corralo - médica endocrinologista com especialização em endocrinologia e metabologia, com título concedido pela Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM). Sua atuação envolve tanto a saúde hormonal quanto a prevenção de doenças relacionadas ao estilo de vida. Formada em Medicina pelo Centro Universitário Lusíada, completou sua residência em Clínica Médica pela Faculdade de Medicina de Jundiaí e especializou-se em Endocrinologia pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUCCAMP). Em busca de ampliação de seu conhecimento, concluiu também uma pós-graduação em Medicina do Estilo de Vida e Coaching em Saúde pelo Instituto de Ensino e Pesquisa Albert Einstein. Em 2023, obteve certificação em Medicina do Estilo de Vida pelo International Board of Lifestyle Medicine (IBLM). Essa qualificação a habilita a integrar o tratamento clínico com práticas voltadas para a adoção de hábitos saudáveis por seus pacientes. Além de sua prática médica, ela é professora de Endocrinologia na Faculdade de Medicina do Centro Universitário Lusíada. Como docente, transmite seu conhecimento para alunos de Medicina, incentivando uma abordagem que priorize a saúde integral. A Dra. Giovana une estratégias preventivas e terapêuticas para promover melhorias na saúde e qualidade de vida dos pacientes, com base na Medicina do Estilo de Vida.

 

Orçamento apertado? Veja 6 dicas para presentear no Dia das Mães com bom custo-benefício

De passeios a investimentos em nome da mãe, educadora da Rico reúne dicas para consumidores que querem evitar dívidas, mas manter o afeto

 

O Dia das Mães continua sendo uma das datas mais relevantes para o comércio brasileiro, mas o comportamento do consumidor tem mudado. Um levantamento da PiniOn com 1.089 entrevistados em todo o país aponta que, mesmo com a queda de 3% na atividade comercial em 2024 (repetindo o recuo do ano anterior), a intenção de presentear subiu: 71% planejam homenagear suas mães ou figuras maternas, ante 58% em 2023.

A mudança não se deve unicamente aos preços elevados, mas também a uma transformação no comportamento de consumo, influenciada pelo aumento da inadimplência e pela priorização da reorganização financeira. “O desejo de celebrar permanece, mas adquire novas formas: mais simbólicas, ponderadas e, principalmente, mais adaptadas à realidade econômica de cada família que busca ideias de presentes criativos para o Dia das Mães”, afirma a educadora financeira da Rico, Thaísa Durso.

Ela reuniu 6 dicas práticas e acessíveis para quem quer demonstrar carinho sem se endividar — e ainda criar memórias valiosas:

1. Ouça antes de comprar – 52% dos entrevistados afirmam que a mãe já comentou o que gostaria de ganhar. Elaborar uma lista com as necessidades mais relevantes facilita uma decisão mais assertiva, seja a assinatura de um serviço como o de refeições saudáveis ou um item que otimize o cotidiano. Em seguida, estabelecer um limite de gastos contribui para a manutenção do planejamento financeiro.

2. Antecipe-se às compras – Caso a opção seja a compra online de presentes para o Dia das Mães, a comparação de preços torna-se imprescindível para encontrar ofertas. E se a preferência for a loja física para escolher o presente ideal, quanto mais cedo, melhor para evitar a alta dos preços próximos a data comemorativa.

3. Aposte na tecnologia a seu favor – Invista em cashback, cupons e até investback, que converte parte do valor gasto em aplicações financeiras. Essa prática tem ganhado adeptos, pois concilia o prazer do consumo com a prudência de construir um futuro financeiro mais seguro ao comprar o presente para a mãe.

4. Cuidado na hora de pagar – Sempre que possível, optar pelo pagamento à vista é a melhor alternativa, especialmente quando há descontos envolvidos. O cartão de crédito também pode ser um aliado, principalmente para gerar o investback mencionado anteriormente, mas seu uso exige consciência e planejamento. É fundamental evitar os juros do rotativo, que estão entre os mais altos do mercado, garantindo que a fatura seja quitada integralmente. O segredo está no equilíbrio.

5. Momentos valem mais que objetos – Um passeio, uma carta, um álbum personalizado. Para muitas mães, o que realmente faz falta não é um perfume novo, mas momentos de qualidade ao lado dos filhos e da família. Presentear com experiências é investir em algo que transcende o material, criando memórias que serão eternizadas e fortalecendo os laços que realmente importam.

6. Presente que planta sonhos – Estimular o início de uma jornada de investimentos pode ser um gesto de carinho com um impacto duradouro como presente para a mãe. Seja para uma viagem, um curso ou até mesmo o começo de um negócio próprio, o primeiro passo financeiro pode ser decisivo como presente significativo para o Dia das Mães. Abrir uma conta de investimentos em nome da mãe ou realizar um depósito inicial pode representar não apenas um incentivo, mas também uma aposta na concretização de sonhos acalentados há tempos como um presente inesquecível de Dia das Mães.

Para Thaísa, a data continua relevante, mas criar conexões sinceras e compreender o que realmente importa para as mães brasileiras pode ser o verdadeiro diferencial. “No fim, afeto não se mede em números. Ele se manifesta em intenções genuínas, em gestos silenciosos e nas memórias que se constroem para a vida toda.”


EXA orienta como se proteger em compras online para o Dia das Mães


Consumidores devem redobrar a atenção, mas ações simples reforçam a segurança digital
 

No Dia das Mães, oito em cada 10 brasileiros irão às compras, aponta pesquisa do Instituto Locomotiva, em parceria com a QuestionPro. A data é considerada a segunda mais importante no varejo, e todo esse movimento é motivo de atenção para golpistas que podem se aproveitar para roubar dinheiro e dados pessoais pela internet. 

A sofisticação dos golpes evoluiu no ambiente digital. Por isso, os compradores devem ficar atentos a e-mails fraudulentos, links duvidosos, contatos suspeitos via redes sociais, aplicativos de mensagens ou SMS. As consequências de um golpe virtual podem incluir a clonagem de meios de pagamento, acesso não autorizado a contas de bancos e outros aplicativos, como os de redes sociais, e até vazamento de dados. 

A EXA, maior ecossistema de segurança digital do Brasil, que oferece proteção de forma integrada acessível e com tecnologia de ponta, preparou algumas dicas que podem ajudar os consumidores a identificar situações suspeitas:


1. Links falsos

Muitos golpistas criam links com caracteres muito parecidos com URLs legítimas, trocando apenas uma letra por outra, e criam hiperlinks que levam para um site malicioso em que o usuário é induzido a colocar seus dados pessoais ou fazer uma compra falsa. Por isso, devemos sempre desconfiar de links que vêm de remetentes desconhecidos, ler o endereço com atenção e pesquisar o nome da loja em motores de busca para comparar. Evite clicar em qualquer link antes de fazer essa checagem.


2. Códigos para pagamentos suspeitos

Golpistas fazem de tudo para que você realize o pagamento o quanto antes, inclusive enviar links para pagamentos via pix, códigos de boletos e sites para pagamento por meio do cartão de crédito. Evite transferir dinheiro para contas de pessoa física e, antes de realizar qualquer pagamento, é importante verificar se o CNPJ da empresa é vinculado à marca de alguma forma e se é legítimo. O site oficial da Receita Federal permite uma consulta rápida.


3. Ofertas milagrosas

Por mais que algumas lojas realmente ofereçam bons descontos, sempre desconfie de preços que estejam muito abaixo do normal. Existem sites de monitoramento de preço que podem ajudar a ter uma média e até dizer se a loja aumentou o preço antes para oferecer um “falso desconto”.
 

4. Cartão de crédito virtual

Se decidir fazer o pagamento, opte por usar um cartão de crédito virtual. Além de poder contestar a compra junto ao banco caso perceba depois que foi um golpe, o cartão de crédito virtual adiciona uma camada de segurança contra clonagem do cartão.
 

5. E-mail só para compras

Para se proteger contra o vazamento de dados, é recomendável que você tenha um endereço de e-mail apenas para fazer compras online. Dessa forma, caso você seja uma vítima de phishing e tenha seu e-mail invadido, os golpistas não poderão usá-lo para redefinir a senha de redes sociais, aplicativos e contas bancárias. 

Além dessas precauções, também é importante manter a segurança dos dados pessoais no ambiente digital para evitar golpes. O EXA Segurança é um aplicativo de proteção digital sem complicações - os usuários podem usar a internet com tranquilidade e ainda manter o celular sempre com o melhor desempenho. Disponível na Play Store e App Store, o app oferece antivírus, proteção de aplicativos, checagem de QR Codes e navegação segura de forma fácil e barata.


Geração sanduíche: mulheres enfrentam desafio da segurança financeira

Cerca de 1 milhão de brasileiros entre 35 e 49 anos assume, simultaneamente, cuidados com os filhos e pais idosos. Desse total, 60% são mulheres


No Brasil, aproximadamente 955 mil adultos entre 35 e 49 anos vivem em lares multigeracionais, onde dividem tempo e recursos entre o cuidado com os filhos e o apoio aos pais idosos. Desses, 60% são mulheres, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), de 2023.

Esse grupo integra a chamada “geração sanduíche”, termo cunhado em 1981 pela assistente social norte-americana Dorothy A. Miller para descrever adultos que acumulam responsabilidades com as gerações ascendentes e descendentes da família.

A sobrecarga imposta por essa configuração familiar exige preparo físico, emocional e, sobretudo, financeiro. Diante de tantas demandas simultâneas, o planejamento torna-se essencial para preservar a estabilidade do núcleo familiar. Nesse cenário, o seguro de vida surge como um aliado estratégico, especialmente para as mulheres, que costumam estar no centro dessas relações.

Para Anna Angotti, gerente de seguros de vida individual e de viagem da Omint, o seguro vai além de um instrumento financeiro: é também uma forma de cuidado. “O seguro de vida não deve ser pensado apenas para situações extremas, mas como um apoio concreto para mães que precisam garantir a estabilidade financeira dos filhos enquanto cuidam dos pais”, afirma a executiva.

Entre as coberturas mais relevantes para esse público, destacam-se:

1.   Doenças graves: permite o resgate do valor segurado logo após o diagnóstico de alguma das enfermidades previstas em contrato, oferecendo liquidez imediata para custear tratamentos, adaptações na rotina ou outras necessidades prioritárias.

2.   Invalidez permanente total ou parcial: assegura recursos financeiros para enfrentar a perda total ou parcial da capacidade de trabalho, contribuindo para a manutenção da autonomia e da qualidade de vida.

“Ambas as coberturas podem ser acionadas em vida, e o capital segurado é totalmente personalizado. Após o diagnóstico, a beneficiária recebe o valor da apólice em até 30 dias, podendo utilizá-lo da forma que considerar mais adequada às suas necessidades”, explica Angotti. 


Em cenários mais extremos, como o falecimento da segurada, o valor estipulado é repassado aos beneficiários indicados, que podem ser os próprios filhos e/ou os pais, assegurando estabilidade financeira mesmo em sua ausência.

 

Omint Seguros


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