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sexta-feira, 1 de novembro de 2024

Lisboa encantada

 

Castelo dos Mouros
Turismo de Lisboa

Confira os castelos e palácios mais fascinantes da região


Uma viagem a Lisboa só é completa com as tradicionais visitas aos seus castelos e palácios mais encantados, que abrigam boa parte da herança cultural e histórica, conferindo um clima mágico e charmoso à região. Construídas ao longo dos séculos para proteger o reino e servir de residência para a realeza e a nobreza, essas luxuosas estruturas são verdadeiras joias arquitetônicas que impressionam não só pela sofisticação e elegância, mas também pelo resgate da memória afetiva que, ainda nos dias de hoje, permeia essa atmosfera de contos de fadas.     

Geralmente situados em centros históricos e emoldurados por paisagens naturais, esses imponentes edifícios são a garantia de uma experiência única e marcante para todos aqueles que passeiam pelas proximidades de Lisboa.

Além de contar com atividades turísticas, algumas dessas fortalezas sediam, ainda nos dias de hoje, importantes eventos e cerimônias oficiais, como é o caso do Palácio Nacional da Ajuda, uma construção neoclássica da primeira metade do século XIX, e que foi residência oficial da família real em 1861, na era de D. Luís I, até 1910, quando do fim da monarquia.

Conservando a autenticidade de seus interiores, esse imponente casarão mantém fielmente a disposição e a decoração das suas salas, abrigando importantes coleções dos séculos XVIII e XIX de ourivesaria, joias, tecidos, mobiliários, vidros e cerâmicas, além de pinturas, gravuras, esculturas e fotografias. Situado no Largo da Ajuda, é possível circular no piso térreo, onde se situam muitos dos aposentos privados, e no andar nobre, cenário das recepções de gala.

Entre os bairros de Alfama e Mouraria, eis o icônico Castelo de São Jorge, construído em meados do século XI e que preserva 11 torres e elementos arquitetônicos característicos de época islâmica. Vale subir alguns lances de escadas, encostadas às muralhas, em direção às ameias e às torres para se esbaldar numa das mais majestosas vistas sobre a cidade e o rio Tejo.

Já seu Núcleo Museológico conta com objetos, moedas e vestígios impressionantes que testemunham o cotidiano das diferentes populações que lá se estabeleceram por mais de 25 séculos, anteriormente à reconquista cristã, bem como as vivências dos 500 anos de ocupação islâmica.

A menos de 40 minutos de Lisboa, encontra-se ao Castelo de Palmela, um dos monumentos mais impressionantes e bem localizados da região. Ocupado, conquistado, perdido e recuperado, é uma testemunha fiel das batalhas travadas ao longo da primeira dinastia, entre 1143 e 1383, para o definitivo estabelecimento do território nacional. Erguido numa zona estratégica única, entre os rios Tejo e Sado, provavelmente em 310 a.C., a fortificação é marcada por sucessivas ocupações atribuídas tanto aos romanos com suas primitivas torres circulares, quanto aos árabes e suas torres quadradas.   

Do alto dos seus 238 metros, há uma vista impressionante da serra da Arrábida e do estuário do Sado, a partir do Pátio do Pessegueiro, bem como das Igrejas de Santa Maria do Castelo e Santiago – esta última revestida por azulejos do século XVII.

Impossível abordar todo o romantismo envolvido nas torres, mobiliários, tetos, obras de arte e nos jardins de palácios e castelos, sem remeter à Sintra. A eterna capital do romantismo abriga várias dessas atrações abertas ao público. A começar pelo Palácio de Monserrate que, situado no meio de um parque botânico, honra o estilo romântico de forma singular. Considerado Patrimônio da Humanidade pela UNESCO, o espaço merece horas de passeio e contemplação. A decoração exótica e vegetalista do edifício complementa, com perfeição, a exuberância dos seus jardins que, divididos por áreas geográficas, inspiram com suas estufas, pontes, estátuas, cascatas e fontes.

Palácio da Pena
Turismo de Lisboa
Assim como Monserrate, o Palácio Nacional da Pena, juntamente com seu parque, idealizados por D. Fernando II, tornaram-se o expoente máximo do Romantismo do século XIX em Portugal, com referências arquitetônicas de influência manuelina e mourisca. O parque abriga jardins exuberantes, com mais de 500 espécies arbóreas vindas de diferentes partes do globo, sendo possível avistar o palácio de qualquer um dos seus pontos.  

O Palácio Nacional de Queluz e seus jardins históricos também constituem um dos exemplos mais notáveis da ligação harmoniosa entre paisagem e arquitetura palaciana. Ambos ilustram os ambientes e vivências da família real e da corte portuguesa na segunda metade do século XVIII e início do XIX, ao mesmo tempo que apresentam a evolução do gosto no período marcado pelo barroco, rococó e o neoclassicismo, seguindo para momentos de grande relevância, como a transição do Antigo Regime para o Liberalismo.

Situado no centro histórico da vila, o Palácio Nacional de Sintra é um monumento único pelo seu valor histórico, arquitetônico e artístico, já que, de todos os palácios erguidos na Idade Média, apenas ele está praticamente intacto, mantendo a essência da sua configuração e silhueta desde meados do século XVI. As principais obras de adaptação, ampliação e aperfeiçoamento foram promovidas pelos reis D. Dinis, D. João I e D. Manuel I, entre o final do século XIII e meados do século XVI, sendo preservadas até hoje.

Já, no topo da serra, numa área extremamente irregular, fica o famoso Castelo dos Mouros, um dos mais emblemáticos da história nacional. Classificado como Patrimônio Mundial por seu conjunto arquitetônico e pela paisagem circundante, foi edificado pelos muçulmanos no século VIII ou IX, tendo suas muralhas sido conquistadas por D. Afonso Henriques, quando fundou Portugal, em 1147. Ao visitá-lo, a dica é seguir o caminho vertiginoso para descobrir, além de uma capela românica que perdura desde a época da Reconquista Cristã, toda a região lisboeta numa vista de tirar o fôlego.

A 20 km dali, destaca-se outro Patrimônio da UNESCO, o Palácio Nacional de Mafra, construído no século XVIII a mando de D. João V. Com 40 mil m2 e muitas salas disponíveis para visitação, o local foi sede de um convento franciscano, tendo abrigado 300 frades.

O Paço Real ocupa o andar nobre e duas torres, sendo o lado norte destinado ao rei e o sul à rainha, ligados por uma distância de 232 metros — o maior corredor palaciano da Europa. O edifício conta, ainda, com basílica, convento, tapada e uma cumprida biblioteca, considerada uma das mais belas do mundo, com mais de 30 mil volumes. Dois imensos carrilhões compostos por 98 sinos somados a outros seis órgãos históricos da basílica fazem do espaço um patrimônio único.

Outro destaque do palácio é a recepção aos visitantes, nas manhãs de quintas-feiras, de um simpático grupo de voluntários totalmente caracterizados de reis, rainhas, frades, entre outras figuras importantes que por ali viviam. 

Vale lembrar ainda que a, dentre as inúmeras opções de castelos e palácios visitáveis, a maioria está inclusa no Lisboa Card — cartão de benefícios que concede descontos ou gratuidade em dezenas de atrações, passeios, lojas e transportes —, podendo ser facilmente adquirido pelo site (https://shop.visitlisboa.com/pt/products/lisboa-card).

 

Associação Turismo de Lisboa (ATL)
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AVC: neurologista orienta sobre prevenção e tratamentos da doença que mata mais do que o infarto


O Acidente Vascular Cerebral (AVC), também conhecido como derrame cerebral ou isquemia, está entre as principais causas de morte, incapacitação e internações em todo o mundo. Segundo uma pesquisa da Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular, com base em dados do Portal de Transparência dos Cartórios de Registro Civil, o número de mortes por AVC superou o de mortes por Infarto Agudo do Miocárdio (IAM) entre 2019 e junho de 2024. Neste ano, a diferença nos óbitos entre essas duas doenças chegou a 8,78%, tornando o infarto a menor causa de morte em comparação com o AVC.

O neurologista cooperado da Unimed-BH, Paulo Pereira Christo, explica que o AVC resulta de uma interrupção no fluxo sanguíneo para o cérebro, provocando a morte de células nervosas na região afetada. Existem dois tipos de AVC: o isquêmico e o hemorrágico. No tipo isquêmico, o mais comum e responsável por cerca de 85% dos casos, um vaso sanguíneo sofre obstrução ou redução de fluxo, o que impede a circulação adequada para uma área específica do cérebro, causando perda de função e danos permanentes.

No caso do AVC hemorrágico, ocorre a ruptura de um vaso sanguíneo, resultando em sangramento no cérebro. Esse tipo representa cerca de 15% de todos os casos de AVC, mas apresenta um risco maior de morte em comparação ao AVC isquêmico. “Existe também o chamado Acidente Isquêmico Transitório (AIT), que ocorre devido a um pequeno coágulo que bloqueia temporariamente uma artéria, geralmente por menos de uma hora. Esse episódio pode servir como um importante alerta de que um AVC mais grave pode estar prestes a acontecer”, ressalta.


Sinais e fatores de risco

O especialista destaca os principais sinais que indicam um possível AVC: fraqueza ou formigamento na face, no braço ou na perna, geralmente em um lado do corpo; alterações na fala ou na compreensão; problemas de visão, perda de equilíbrio e coordenação; além de dor de cabeça súbita, intensa e sem causa aparente. “Geralmente estes sintomas são agudos e súbitos e ocorrem em segundos a minutos. Outros sinais, como desvio da rima labial (boca torta ao falar) e confusão mental, também podem ocorrer”, descreve.

Fatores de risco que podem desencadear o AVC devem ser identificados e tratados de maneira adequada. Entre eles, destacam-se: hipertensão, diabetes tipo 2, colesterol alto, obesidade, tabagismo, consumo excessivo de álcool, sedentarismo, uso de drogas ilícitas, câncer e problemas cardíacos, como arritmias. “Existem ainda algumas outras condições clínicas que não podem ser modificadas, como a idade, a raça, a constituição genética e o sexo”, acrescenta.


Hábitos saudáveis são fundamentais

A boa notícia é que hábitos saudáveis podem ajudar na prevenção do AVC. Entre as principais recomendações estão:

  • evitar o consumo de tabaco, álcool e drogas ilícitas;
  • adotar uma alimentação equilibrada e manter o peso controlado;
  • hidratar-se bem;
  • praticar atividade física regularmente;
  • manter a pressão arterial e a glicemia sob controle e realizar exames regulares para monitorar colesterol, glicose e a saúde do coração.

Paulo Pereira orienta que uma alimentação balanceada é outra medida importante na prevenção. Ele recomenda o aumento do consumo de fibras, vegetais, frutas, legumes, grãos inteiros, aves e peixes. Além disso, é importante reduzir a ingestão de carboidratos simples, como açúcares e doces, sal, carne vermelha e frituras, evitando principalmente alimentos industrializados e processados.


Primeiros socorros e diagnóstico

“Em caso de suspeita de AVC e, baseado nos sintomas citados anteriormente, o paciente deve ser levado o mais rápido possível para um hospital”, reforça o especialista, destacando que se trata de uma emergência médica.

Ele explica que o diagnóstico é feito por meio de exames de imagem, que identificam a área afetada do cérebro e o tipo de AVC. A tomografia computadorizada de crânio é o exame inicial mais utilizado para avaliar o AVC isquêmico agudo, permitindo a detecção de sinais precoces de isquemia. “Medidas importantes são: verificar os sinais vitais, como pressão arterial e temperatura; checar a glicemia; colocar a pessoa deitada, exceto se houver vômitos; administrar oxigênio, caso seja necessário e é fundamental determinar o horário de início dos sintomas com o paciente ou acompanhante. Isto define a escolha do melhor tratamento”, orienta.

De acordo com Paulo Christo, em ambos os tipos de AVC, cada minuto é valioso, pois o tempo desempenha um papel crítico na minimização dos danos cerebrais e na maximização das chances de recuperação. “No caso do AVC isquêmico, por exemplo, podem ser aplicadas medicações que dissolvem coágulos e entupimentos das artérias do paciente. Existe a possibilidade de retirada mecânica, por meio de procedimentos que inserem um cateter no cérebro do paciente e conseguem dissolver o entupimento no local. Já no AVC hemorrágico, podem ser feitas cirurgias que removem o sangue que ficou no local e que pode estar causando pressão no cérebro”, explica.


Os ensinamentos que os governantes se recusam a aprender

Há uma lição deixada pelo político e filósofo romano Marco Túlio Cícero: “O orçamento deve ser equilibrado, o tesouro público deve ser reposto, a dívida pública deve ser reduzida, a arrogância dos funcionários públicos deve ser moderada e controlada, e a ajuda a outros países deve ser eliminada, para que Roma não vá à falência. as pessoas devem novamente aprender a trabalhar, em vez de viver às custas do estado”.

Marco Túlio viveu antes de Cristo e até hoje os governantes brasileiros não aprenderam esse seu ensinamento. Nos últimos 35 anos, o que fizeram eles?  Elevaram a carga tributária de 23% para 32,44% do PIB, um aumento de 41%. Como se negam a fazer o controle, esses gastos hoje ultrapassam 43% do PIB (32,44% da arrecadação tributária, somados a 0,56% dos dividendos recebidos das estatais e a 10% de déficit público nacional). Neste ano de 2024 o país deve registrar um crescimento do PIB  3,1% maior que o ano anterior, e uma inflação preocupante de 4,3% - ficando perto do limite legal. Significa que o governo terá um gasto que superará R$ 5 trilhões, tirando cada vez mais dos bolsos dos cidadãos somente para rolar as dívidas que a gestão alimentou, para gastar cada vez mais e para manter privilégios, deixando em segundo plano o combate à corrupção. E, pior, devolvendo à população os piores serviços entre as 30 nações com maior carga tributária do planeta.

Houve, portanto, uma clara opção pelo orçamento desequilibrado, receita certa para o fracasso administrativo. Por incompetência ou desleixo, os governantes foram e continuam sendo responsáveis pela explosão da dívida pública, hoje crescendo vertiginosamente e de forma descontrolada, sem que tenham sido adotadas medidas sérias para buscar o controle e reduzir a gastança.

Como se não bastasse, reina a arrogância. Ninguém é capaz de fazer um mea culpa, reconhecer que o caminho atual não deu certo e trilhar outro caminho. O governo brasileiro precisa reduzir ufanismos propagandísticos e atuar com base na realidade, visando à redução de privilégios e gastos. A solução certamente não está em planos elaborados com o objetivo de apenas garantir sucesso em eleições e reeleições. Os novos rumos exigem a implantação urgente de políticas públicas que levem efetivamente à redução das desigualdades regionais, sociais e educacionais. Essas sim, junto com os problemas ambientais, são os verdadeiros desafios da nação e não podem continuar deixados de lado. O povo brasileiro está gritando por socorro há décadas, ora sendo ignorado, ora sufocado, e agora a natureza também grita em razão de incêndios e da destruição de florestas, do bioma pantaneiro, de nosso patrimônio nacional. É um grito que não pode mais ser ignorado.

O Brasil adotou um modelo autodestrutivo, no qual os donos do poder e seus amigos protegidos vivem do Estado. Desaprenderam a trabalhar e se dedicam a procurar a vitaliciedade nos cargos que ocupam, almejando, se possível, a hereditariedade. Os governantes recusam-se a aprender as lições fornecidas ao mundo por grandes pensadores e líderes mundiais ao longo da história. Exemplos não faltam.

Empréstimos a países insolventes e historicamente inadimplentes continuam se repetindo não por socorro humanitário, mas para satisfazer interesses de nações alinhadas ideologicamente. Tal política obviamente onera a população brasileira porque governos não geram riquezas, apenas gastam riquezas custeadas pelo povo.

Nas últimas três décadas e meia, os governos foram muito eficientes em diminuir sensivelmente a renda dos brasileiros. Fizeram isso por meio do aumento dos tributos sobre o consumo – provavelmente, o Brasil terá em breve a maior alíquota do mundo – e ainda tributando a inflação ao não aplicar a correção correspondente das tabelas do Imposto de Renda. O resultado: hoje 60% dos brasileiros vivem com até um salário-mínimo (R$ 1.412,00), ou seja, apenas R$ 43,53 por dia. A situação não é diferente para os 30 milhões de aposentados e pensionistas. Atualmente, 70% deles têm renda mensal de um salário-mínimo e ainda convivem com a ameaça constante de perderem percentual desse valor. Outros 5,8 milhões de brasileiros vivem com a ajuda de um salário-mínimo por meio dos Benefícios de Prestação Continuada (BPCs).

Difícil acreditar que essa grande maioria da população tenha liberdade política ou econômica, pois, como ensinou o economista e filósofo canadense/norte-americano John Kenneth Galbraith, “nada mais eficaz para limitar a liberdade, incluindo a liberdade de expressão, como a total falta de dinheiro”. Galbraith (1908-2006) ainda alertava: “Liberdade política sem liberdade econômica é ilusão”. 

No entanto, não é apenas com a absurda tributação sobre consumo que o governo subtrai a renda do cidadão. Também faz isso com a tributação excessiva sobre geração de empregos devido à pesadas cargas trabalhista e previdenciária. Há outro agravante: a geração irresponsável de déficit público nominal, hoje já superior a R$ 1,1 trilhão/ano (dado de 2023), o que obriga novos endividamentos e, consequentemente, mais juros e menos serviços à população, porque faltarão recursos.

A situação de penúria da grande maioria da população brasileira é fácil de ser comprovada. Em 2023, a renda média per capita na região Norte foi de apenas R$ 1.302,00/mês, inferior a um salário-mínimo. No estado do Amazonas, foi ainda menor: apenas R$ 1.166,00/mês, o correspondente a 81% do salário-mínimo.  A situação é igualmente crítica na região Nordeste, onde a renda média mensal é de R$ 1.146,00/mês. Alguns exemplos: na Bahia, é de R$ 1.129,00/mês; no Ceará, de R$ 1.140,00/mês; em Sergipe, de R$ 1.198,00/mês, e no Maranhão, somente R$ 969,00/mês, a menor delas, correspondente a 69% do salário-mínimo.

O político e escritor norte-americano Harry Browne (1933-2006) escreveu que “O governo é bom em uma coisa, ele sabe como quebrar as suas pernas para depois lhe dar uma muleta e dizer: veja, se não fosse pelo governo você não seria capaz de andar”. Pois o governo brasileiro, depois de tirar a renda do cidadão oferece-lhe muletas como o vale-gás, vale-dignidade menstrual, bolsa família e outros “benefícios sociais” que, embora ajudem os mais necessitados e devemos todos ser favoráveis a isso -, não são capazes de dar-lhes independência e dignidade. Pelo contrário. Essa situação cria as condições ideais para 40% da população brasileira com renda baixíssima se transformar em massa de manobra, o que obviamente não é bom para a democracia.

O conhecimento torna o homem inservível para ser escravo, escreveu Frederick Douglas, abolicionista, estadista e escritor norte-americano (1818-1895). Entretanto, a educação como salvação é tema que aparece somente nas promessas em época de campanha eleitoral.  O que vemos na prática têm sido políticas públicas comandadas pelo compadrio e não por meritocracia e experiência na área educacional.

Daí o desastre do Brasil nas avaliações do Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa), estudo realizado pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) a cada três anos. Nesse ranking, o Brasil tem oscilado entre a 65ª e a 69ª posição entre os 80/90 países avaliados. Nosso desempenho também é pífio entre os países da América Latina, pois o Brasil permanece há anos entre a 8ª e 9ª posição.

O ensino em tempo integral, que seria um passo importante para mudar essa triste realidade, ficou na promessa de implantação rápida. Hoje, apenas de 10% a 12% dos estudantes da rede pública do país dispõem de escolas em tempo integral. Com outra questão grave – a péssima remuneração dos professores, o ensino público não evolui. Acaso, incompetência ou temor de que o conhecimento liberte?

Há, ainda, outro grave problema nacional que a história não foi capaz de dar cabo: a corrupção. Nesse período recente da vida nacional, dezenas de bilhões de reais foram subtraídos dos serviços públicos pela prática da corrupção. Escândalos como o dos Anões do Orçamento, do Mensalão, do Petrolão, do Eletrolão, dos Correios, e os esquemas revelados pela Operação Lava Jato vêm se sucedendo, ano após ano, sem que a nação assista à punição efetiva dos envolvidos. Não faltam anistias, prescrições e anulação de condenações, inclusive após julgamento nas cortes superiores – apesar dos acordos de delação premiada e de leniência, com bilhões de reais devolvidos por empresas que confessaram a prática –, tudo alimentando na sociedade a falsa sensação de que o crime compensa.

Nesse aspecto, é preciso prestar atenção à frase atribuída ora ao humorista, escritor e dramaturgo Jô Soares (1938-2022), ora a Joaquim Barbosa, ex-ministro do STF: “A corrupção não é uma invenção brasileira, mas a impunidade é uma coisa muito nossa”.  Seja quem for o verdadeiro autor, deu-nos uma lição. A História, aliás, está repleta delas. É preciso, entretanto, ter humildade para aprender. 

 

Samuel Hanan - engenheiro com especialização nas áreas de macroeconomia, administração de empresas e finanças, empresário, e foi vice-governador do Amazonas (1999-2002). Autor dos livros “Brasil, um país à deriva” e “Caminhos para um país sem rumo”. Site: https://samuelhanan.com.br


Como os aplicativos de mensagens impulsionam a inovação no Brasil por meio de conversas entre as empresas e clientes

 

Você deve ter notado como algumas empresas estão se comunicando cada vez mais com os clientes por meio de aplicativos de mensagens populares, como WhatsApp, Instagram e Telegram. Isso não é por acaso: faz parte de uma tendência crescente em que as empresas estão percebendo que os aplicativos de mensagens são plataformas que os clientes já associam a trocas fáceis e pessoais, e oferecem a maneira ideal para as empresas criarem relacionamentos mais fortes, aumentando a fidelidade e gerando conversões mais direcionadas.

Em homenagem à Semana da Inovação, estamos explorando como essa nova combinação de Inteligência Artificial e mensagens está impulsionando a inovação e remodelando a maneira como as empresas e os clientes interagem, especialmente no Brasil. Como uma empresa que acredita que a comunicação contínua é fundamental para o envolvimento do consumidor, vimos o Brasil como um dos mais importantes cases de sucesso dessa abordagem que trabalhamos na Gupshup. De fato, acreditamos que o país tem o potencial de se tornar uma superpotência do comércio conversacional.

Primeiro porque o Brasil é um país altamente digitalizado com mais de 170 milhões de usuários conectados à Internet, sendo que mais de 85% têm acesso à rede via celular. Não apenas isso, mas os brasileiros adoram conversar por meio de aplicativos de mensagens, especialmente o WhatsApp e o Instagram; ou seja, 99%¹ dos smartphones brasileiros têm o WhatsApp instalado, e estima-se que 147 milhões de brasileiros estejam usando o aplicativo de mensagens neste momento.²

Portanto, os brasileiros já estão totalmente familiarizados com o WhatsApp e o utilizam para conversar com seus amigos e familiares, usando o aplicativo por uma média de 24 horas mensais.³ O que também descobrimos é que, agora, eles também acham que essa é a melhor maneira de conversar com as empresas. Nossa pesquisa revelou que, em relação a uma compra atual ou futura, mais da metade (51,8%) dos entrevistados preferem se comunicar com uma marca por meio de mensagens instantâneas, como WhatsApp ou Telegram, em comparação aos (19,5%) que preferem interagir por e-mail, a segunda opção mais popular.

De acordo com as últimas descobertas da Meta, essa preferência por conversar com as empresas como fariam com amigos e familiares fez com que 91% das empresas brasileiras passassem a usar canais de mensagens para comunicação de vendas e pós-venda. Embora as interações automatizadas costumem ser limitadas em seu escopo e complexidade, o surgimento dos chatbots alimentados por IA em aplicativos como o WhatsApp permitiu que as empresas fornecessem um atendimento personalizado e eficiente ao cliente. Além disso, as empresas que estão adotando o sistema de mensagens estão prosperando por causa disso: 89% das empresas que investem em mensagens têm observado um crescimento de 50%.

Isso significa que muito em breve, prevemos que os clientes irão experimentar uma maneira totalmente nova de interagir com as empresas. O funil de vendas linear desaparecerá e, ao invés disso, os clientes desfrutarão de uma experiência de conversação contínua de 360 graus, em que as empresas poderão oferecer suporte, assistência pós-venda, ajuda com consultas e usar o processamento de dados com tecnologia de IA para prever as necessidades imediatas dos clientes, além de alinhá-las com ofertas, descontos e upgrades altamente personalizados e direcionados.

Por exemplo, empresas brasileiras líderes como a Reserva já começaram a aproveitar a IA em suas estratégias de mensagens. O assistente de vendas virtual “sempre ativo” da marca de roupas oferece uma jornada perfeita do início do bate-papo ao checkout, em que os clientes podem perguntar, escolher e comprar inteiramente pelo WhatsApp. O uso da Nuvem de Conversação da Gupshup pelo varejista de moda registrou um aumento de 30% nas vendas, além de aumentar o engajamento e o ROI de marketing em até sete vezes. Este é apenas um vislumbre de como a IA pode turbinar a experiência do cliente. 

Na vanguarda dessa onda de inovação por ser um país conectado e impulsionado pelo acesso aos dispositivos móveis, o que naturalmente promove a conversação, está, sem dúvidas, o Brasil. Entre os grupos socioeconômicos de baixa renda, os telefones celulares são a tábua de salvação, e muitas vezes o principal meio de acesso à Internet. Portanto, além de muitos usuários já terem acesso à rede e serviços de mensagens combinados em um único dispositivo, as empresas também podem garantir que essa mudança em direção ao comércio conversacional seja usada para promover a inclusão e reduzir a exclusão digital.

Embora o crescimento dos negócios e os ROIs mais altos sejam fins desejáveis para si mesmos, o comércio conversacional também permite uma confiança mais profunda e o envolvimento do consumidor, o que promove maior satisfação e fidelidade. Isso é vantajoso tanto para as empresas quanto para os consumidores. E os dados mais recentes da Meta são promissores nesse sentido: 85% dos brasileiros acreditam que os aplicativos de mensagens facilitam a comunicação, e 81% estão mais propensos a confiar nas empresas que oferecem essa opção. Esse aumento na confiança se traduz em uma maior fidelidade do cliente e, claro, em melhores resultados comerciais.

Para comemorar esta Semana da Inovação, queremos reconhecer como a Gupshup e o Brasil passaram por jornadas de transformação digital semelhantes. Ambos evoluímos do SMS para o WhatsApp, do peer-to-peer para as mensagens comerciais, e, agora, ambos reconhecemos o poder transformador da IA para aprimorar nossas experiências como clientes e empresas. Quem sabe o que o futuro nos reserva à medida que esse relacionamento evolui? Mas, definitivamente, queremos que mais empresas e clientes brasileiros participem da conversa.

 

Bruno Montoro - diretor de negócios LATAM na Gupshup

 

Antecipação de recebíveis permite que empresas se mantenham competitivas, mesmo diante de um cenário econômico instável

Instituições devem usar a solução de forma estratégica e não como uma solução de longo prazo, aconselha especialista


As empresas que operam com boleto parcelado buscam formas de otimizar seus fluxos de caixa e minimizar riscos financeiros. Nesse contexto, a antecipação de recebíveis se destaca como uma solução eficiente e segura, que permite às organizações transformarem suas vendas a prazo em liquidez imediata, impulsionando seu crescimento e garantindo uma maior estabilidade financeira.

Segundo Reinaldo Boesso, especialista financeiro e CEO da TMB Educação, fintech que oferece a possibilidade de pagamentos parcelados por meio de boletos bancários, a busca por soluções que proporcionem segurança e agilidade tem levado muitas empresas a adotarem a antecipação de recebíveis. “Essa solução melhora o processo como um todo, porque permite aos gestores que se concentrem em suas operações principais sem se preocuparem tanto com o fluxo de caixa”, revela.

O especialista aponta também que a antecipação reduz a dependência de receitas futuras. Essa prática elimina a incerteza associada ao recebimento de pagamentos em aberto, permitindo que as empresas planejem suas despesas e investimentos com maior precisão. “Além disso, a liquidez imediata obtida proporciona um respiro necessário em momentos de necessidade financeira”, aconselha Boesso.

Com a entrada rápida de dinheiro, é possível quitar dívidas, investir em novas oportunidades ou até mesmo melhorar a estrutura operacional. Isso significa que as empresas podem se manter competitivas, mesmo diante de um cenário econômico instável.

A estratégia também contribui para a melhoria das relações comerciais. Ao garantir um fluxo de caixa estável, as empresas podem cumprir com suas obrigações financeiras de maneira pontual, o que fortalece a confiança com fornecedores e parceiros. “Essa solidez nas relações comerciais pode resultar em melhores condições de negociação e em um ambiente de negócios mais colaborativo”, pontua o CEO da TMB.

A tecnologia tem desempenhado um papel fundamental na viabilização da antecipação de recebíveis. Com plataformas digitais, as empresas conseguem acessar essas soluções de forma rápida e descomplicada, reduzindo a burocracia envolvida. Além disso, torna a operação como um todo mais transparente e segura, beneficiando todos os envolvidos.

Essa estratégia pode ser extremamente útil para melhorar o fluxo de caixa, cobrir despesas imediatas, investir em crescimento ou enfrentar momentos de sazonalidade. No entanto, Reinaldo cita alguns cuidados essenciais para garantir que esse processo seja vantajoso.

1.Análise das taxas envolvidas: As taxas cobradas pelas instituições financeiras podem variar bastante. É essencial comparar as ofertas de diferentes bancos ou empresas de factoring para escolher a mais vantajosa.

2.Impacto nos lucros: Ao antecipar, a empresa pode perder parte do valor total a ser recebido devido às taxas e juros. É importante calcular se essa perda compensará os benefícios de receber o dinheiro antecipadamente.

3.Riscos de dependência: Utilizar o recurso de forma recorrente pode mascarar problemas financeiros subjacentes, como dificuldades de geração de receita ou problemas de gestão de fluxo de caixa. A empresa deve usá-la de maneira estratégica e não como uma solução de longo prazo.

4.Análise do crédito do cliente: A antecipação de recebíveis geralmente envolve o risco de inadimplência por parte dos clientes da empresa. É importante avaliar a solvência e histórico de pagamento dos clientes cujos recebíveis serão antecipados.

 



Reinaldo Boesso - É CEO da TMB, uma fintech especializada em crédito educacional, que tem como grande missão democratizar o conhecimento para transformar a economia através da educação. É formado em Análise de Sistema e possui pós-graduação em gestão empresarial e gestão de projetos. Também é especialista financeiro liderando times de M&A em fundos de investimento. Para mais informações, acesse o Linkedin.

TMB
Para mais informações, acesse o site ou pelo @tmbeducacao.

 

Influenciadores e “Jogo do Tigrinho”: entenda o que o Direito Digital diz sobre os casos

Marina Lucena e Luiza de Almeida Wanderley, advogadas que atuam na área, compartilham informações relacionadas tanto aos influenciadores quanto aos jogos de azar

 

Apenas em 2024, o Brasil foi palco de diversos casos envolvendo influenciadores digitais e os jogos de azar - também conhecido como bets -, sendo o mais famoso deles o Fortune Tiger, popularmente batizado de “Jogo do Tigrinho”. O escândalo que mais repercutiu na mídia foi protagonizado por Deolane Bezerra, que foi presa durante a Operação Integration e teve seus bens, avaliados em R$2,1 bilhões, bloqueados pela Justiça.

 

Essas personalidades famosas também são comumente vistas para promover sites e plataformas de bets, como Neymar Jr. com o cassino online Blaze, e Ronaldinho Gaúcho com a Betcris. Por trás da remuneração que os influenciadores recebem pela divulgação, está o incentivo desenfreado às apostas, que pode levar pessoas ao descontrole financeiro, às vezes acarretando dívidas.

 

Neste cenário, surge o Direito Digital, que diz respeito às operações jurídicas que acontecem no mundo online. “Defendemos pessoas e empresas que têm questões relacionadas a essas atividades, como contratos, uso de imagem, segurança de dados e contas hackeadas, por exemplo. Estamos falando de influenciadores digitais, e-commerces, startups, usuários de redes sociais, enfim, todo mundo que atua nesse ambiente. Costumamos dizer que a internet é o novo campo de batalha legal, e o direito digital é o escudo que protege quem está jogando”, explica a advogada especialista em Direito Digital, Marina Lucena.

 

“Hoje, nosso foco maior está na parte preventiva, com assessoria para influenciadores digitais. Eles assinam contratos com marcas todos os dias, e esses contratos precisam ser seguros, porque qualquer erro pode comprometer não só o trabalho, mas também a repercussão dele. Além disso, na parte judicial, trabalhamos bastante identificando quem está por trás de contas falsas e recuperação de contas hackeadas. Prevenir é sempre melhor, mas também estamos prontos para remediar quando necessário”, complementa Luiza de Almeida, também especialista na área e em Direito de Startup.

 

O que está por trás desses contratos de milhões?

 

Influenciadores são frequentemente responsabilizados por propagandas enganosas ou publicidade de produtos defeituosos. O Código de Defesa do Consumidor (CDC) brasileiro determina que todos os envolvidos na cadeia publicitária, incluindo influenciadores, podem ser responsabilizados por promover produtos com falhas ou informações enganosas, criando uma responsabilidade objetiva, ou seja, sem necessidade de provar culpa.

 

Além disso, a transparência nas parcerias comerciais é essencial para evitar fraudes e proteger o consumidor. Para isso, as advogadas que atuam em Direito Digital, explicam as cinco principais tarefas que são responsabilidade dessa área de atuação.

 

1. Direito de imagem. “Um dos maiores problemas é o direito de imagem. Muitas empresas usam a imagem dos influenciadores de forma indevida, sem lembrar que essa imagem é a ferramenta de trabalho deles, e eles merecem ser remunerados por isso. Também lidamos com influenciadores que tiveram suas contas hackeadas, o que é preocupante, já que cada dia sem a conta é um dia sem conseguir trabalhar. Fora isso, o lado contratual é crucial. Um contrato bem-feito pode evitar muitos problemas”, começa Marina.

 

2. Parcerias sem contrato. “O erro clássico é fechar parcerias sem contrato. Acordo de boca não garante segurança para ninguém. Aí, quando a marca não paga ou o influenciador não entrega o combinado, o prejuízo é enorme. Outro erro comum é não ter cuidado com as redes sociais, usando senhas fracas ou repetidas em várias plataformas, o que torna tudo muito vulnerável”, continua Luiza.

 

3. Regulamentação das casas de apostas. “Muitos influenciadores acabam fazendo parceria com casas de apostas que não são regulamentadas no Brasil. As publicidades de casas de apostas esportivas são legais, mas apenas para casas que pediram licença para operar no Brasil. Além disso, elas precisam seguir algumas regras para garantir a transparência. São elas: 1) Devem ser identificadas com a #publi ou semelhante; 2) Precisam ser direcionadas para o público maior de idade, com a anotação “+18” na postagem e feitas por influenciador maior de 21 anos; 3) Devem possuir uma frase de impacto, como ‘jogue com responsabilidade’ e, de forma alguma, incentivar o público a entender que se trata de investimento ou ganho certo.”, adverte Marina.

 

4. Internet não é terra sem lei. “Um exemplo recente é o da Virgínia Fonseca, que avisou que vai processar quem fizer comentários ofensivos sobre sua família. Isso mostra que a internet não é uma terra sem lei. Podemos solicitar a remoção de conteúdos ofensivos e responsabilizar quem os publicou. Mesmo se o perfil for falso, é possível identificar o ofensor, porque o anonimato é proibido no Brasil, especialmente se for para causar dano. A influenciadora Manucit também já informou nas suas redes que processa quem a insulta nas redes sociais”, exemplifica Luiza.

 

5. Revisão dos contratos é a parte mais importante. “Nosso trabalho é revisar cada contrato para garantir que ele seja equilibrado e seguro pro influenciador. Muitos contratos vêm das marcas e, muitas vezes, são totalmente desproporcionais. Incluem cláusulas que autorizam o uso da imagem por anos, quando deveria ser por alguns dias; colocam exclusividade sem ter sido negociada; e adicionam várias multas para o influenciador e nenhuma para a marca. Nosso papel é equilibrar o jogo, garantindo que o contrato faça sentido para ambos os lados”, finaliza Marina Lucena.

 

“Um ponto importante é que prevenir é sempre mais barato e mais eficiente do que remediar. Assinar um contrato bem feito e tomar as precauções certas com a segurança das redes sociais pode salvar muito tempo e dinheiro. O direito digital está aqui para evitar que os influenciadores e as marcas tenham prejuízos que poderiam ser facilmente evitados com um pouco de planejamento jurídico”, conclui Luiza de Almeida.

 



Marina Lucena - Advogada com formação pela Faculdade de Direito de Itu e pós-graduação em Direito Digital. Com experiência consolidada, atua exclusivamente na assessoria jurídica de influenciadores digitais e agências, oferecendo consultoria em questões relacionadas a contratos, direitos autorais, e redes sociais. Áreas: influenciadores, agências de influenciadores e artistas
Instagram: https://www.instagram.com/marinalucena.adv/



Luiza de Almeida Wanderley - Advogada pelo Mackenzie/SP, pós graduada em Direito Digital pela FGV/SP, especializada em Privacidade e Proteção de Dados Pessoais pelo Data Privacy Brasil, ex-Presidente da Alumni Direito Mackenzie, compõe a diretoria do Digital Rights Association, e Comissão de Direito Digital do Alumni do Direito Mackenzie.
Temas: Direito Digital
Subtemas: LGPD, Direito para startup


BOLETIM DAS RODOVIAS

Castello Branco tem tráfego intenso nesta manhã 

 

A ARTESP - Agência de Transporte do Estado de São Paulo informa as condições de tráfego nas principais rodovias que dão acesso ao litoral paulista e ao interior do Estado de São Paulo na manhã desta sexta-feira (1º). 

 

Sistema Anchieta-Imigrantes (SAI)

Operação 5x5 - Na rodovia Anchieta (SP-150), sentido capital, há lentidão do km 19 ao km 17 e do km 13 ao km 10. No sentido litoral, o tráfego é normal. Na Rodovia dos Imigrantes (SP-160), o tráfego é lento no sentido capital do km 16 ao km 14, sentido litoral o tráfego é normal. 

 

Sistema Anhanguera-Bandeirantes

A Rodovia Anhanguera (SP-330), sentido capital, registra congestionamento do km 12 ao km 11+360, do km 105 ao km 104 e do km 61 ao km 60, sentido interior o tráfego é normal. Na Rodovia dos Bandeirantes (SP-348), sentido capital, há lentidão 104 ao km 102 e congestionamento do km 16 ao km 13+360, no sentido interior o tráfego é normal.

 

Sistema Castello Branco-Raposo Tavares

A Rodovia Raposo Tavares (SP-270) apresenta lentidão no sentido capital do km 103+600 ao km 102+600, sentido interior o tráfego é normal. Já a Rodovia Castello Branco (SP-280), sentido capital, registra tráfego intenso do km 29 ao 24 e congestionamento do km 18+460 ao km 13+700. No sentido interior o tráfego é normal. 

 

Rodovia Ayrton Senna/Carvalho Pinto

O corredor apresenta lentidão do km 26 ao km 19 no sentido capital, no sentido interior o tráfego é normal.

 

Rodovia dos Tamoios

Tráfego normal, sem congestionamento.


Índice que avalia as condições de vida em todos os municípios do país mostra avanços, desafios e fragilidades das cidades em áreas como saúde, educação, renda, moradia, segurança e mudanças climáticas; lançamento será na próxima sexta-feira

 

O Instituto Cidades Sustentáveis lança na próxima sexta-feira, 1/11, a quarta edição do Índice de Desenvolvimento Sustentável das Cidades – Brasil (IDSC-BR), ferramenta que permite avaliar a condição de vida nas 5.570 cidades brasileiras por meio de 100 indicadores temáticos. O lançamento ocorrerá em evento presencial no Ministério do Meio Ambiente, em Brasília, às 9h, e terá transmissão online nos canais do MMA e do ICS no Youtube. 

O IDSC-BR apresenta uma visão abrangente e integrada de todos os municípios brasileiros, em áreas como saúde, educação, renda, moradia, transportes, infraestrutura urbana e mudanças climáticas, entre outras. É possível verificar o desempenho das cidades em recortes regionais e temáticos; alguns dados também são desagregados por gênero e raça, de modo que se possa observar a desigualdade entre diferentes grupos e atores sociais. As bases utilizadas são de fontes nacionais e oficiais, como IBGE, DataSUS e Inep. 

De modo geral, o índice mostra que 68% dos municípios brasileiros têm nível baixo ou muito baixo de desenvolvimento sustentável. Em uma escala de 0 a 100 pontos, nenhuma cidade atingiu pontuação acima de 80; apenas 91 (1,6% do total) somaram mais de 60 pontos e a maior parte (2.855 municípios, ou 51% do total) encontra-se na faixa entre 40 e 49 pontos. O mapa abaixo ilustra essa situação e a enorme desigualdade regional do país:


O ISDC-BR atribui também uma classificação geral para cada município, com base no desempenho obtido nos indicadores. É possível, ainda, verificar a evolução dos municípios em gráficos que mostram sua evolução ao longo do tempo. As tabelas abaixo mostram as cidades que tiveram a maior e a menor pontuação por porte populacional em 2024: 

MAIOR PONTUAÇÃO

 Cidades grandes (com mais de 500 mil habitantes)

 


Cidades médias (entre 100 mil e 500 mil habitantes)



Cidades pequenas (menos de 100 mil habitantes)

 



MENOR PONTUAÇÃO


 Cidades grandes (com mais de 500 mil habitantes)


Cidades médias (entre 100 mil e 500 mil habitantes)

 


Cidades pequenas (menos de 100 mil habitantes)

 

 

Entre as capitais brasileiras, Brasília aparece com a maior pontuação (57 pontos) e Porto Velho, com a menor (37 pontos).


O índice permite ainda acompanhar a evolução de cada cidade brasileira na Agenda 2030, um compromisso estabelecido pela ONU em 2015 e assumido por mais de 190 países-membro, incluindo o Brasil. Os 100 indicadores do IDSC-BR estão agrupados e associados aos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), de acordo com uma metodologia que permite monitorar os avanços, desafios e fragilidades dos municípios em cada ODS – há também uma pontuação específica para cada objetivo. Com isso, o Brasil se tornou o primeiro país do mundo a acompanhar e avaliar todas as suas cidades na Agenda 2030. 

Na comparação com os dados de 2015, ano em que os ODS foram instituídos, o índice mostra que 88% das cidades pioraram ou ficaram estagnadas, como ilustra o mapa abaixo:

  

 

Mais sobre o Índice de Desenvolvimento Sustentável das Cidades - Brasil

A metodologia do índice foi desenvolvida pela Sustainable Development Solutions Network (SDSN), uma iniciativa da ONU para mobilizar conhecimentos técnicos e científicos da academia, da sociedade civil e do setor privado no apoio de soluções em escalas locais, nacionais e globais. Aplicada em diversos países, foi adaptada para as cidades brasileiras pelo Instituto Cidades Sustentáveis em 2021, quando foi lançado o primeiro piloto do IDSC-BR. Desde então, os dados são atualizados e divulgados anualmente.  

O índice apresenta uma avaliação abrangente da distância para se atingir as metas e objetivos da Agenda 2030 nos 5.570 municípios brasileiros, com base nos dados mais atualizados disponíveis nas fontes nacionais e oficiais. A intenção é orientar a ação política de prefeitos e prefeitas, definir referências e metas com base em indicadores e facilitar o monitoramento dos ODS em nível local.

 

Como lidar com o luto animal no Dia de Finados: a importância de honrar a memória dos pets


Freepik

Doula da alma animal e terapeuta do luto animal ensina como buscar apoio emocional para lidar com a dor da perda; um passo importante para a cura e aceitação

 

No Dia de Finados, além de lembrarmos os entes queridos, é importante refletir sobre outra perda significativa: a de nossos animais de estimação. Para muitos, os pets são parte essencial da família, trazendo alegria e amor incondicional. Porém, lidar com o luto pela morte de um animal pode ser uma experiência igualmente dolorosa e, muitas vezes, subestimada.

 

O projeto Animales de Luz, fundado pela terapeuta Laini Jacomini, oferece apoio especializado para aqueles que estão atravessando esse momento de luto. “A morte da minha gata Nini, que me acompanhou por 13 anos, foi devastadora. Para lidar com a dor, me tornei doula da alma animal, com o desejo de oferecer aos tutores a mesma ajuda que precisei,” conta Laini, que se especializou em acompanhamento de luto animal.

 

O serviço é uma alternativa para quem se sente incompreendido ou desamparado ao lidar com a perda de um pet. “Foi um alívio poder compartilhar minha dor sem ser julgada,” relembra Jucemara Soares, que buscou o acompanhamento após a morte de sua cachorrinha Meg. O processo oferece não apenas escuta empática, mas também ferramentas como meditações e orientações personalizadas, ajudando os tutores a atravessarem a dor e encontrarem conforto.

 

Além de ajudar quem já perdeu seu companheiro animal, o serviço também oferece suporte durante o processo de despedida, em casos de doenças terminais ou idade avançada. O foco é dar ao tutor a oportunidade de tomar decisões difíceis com amor e respeito, preparando emocionalmente para a perda iminente.

 

Neste Dia de Finados, enquanto homenageamos os que se foram, vale lembrar que o luto animal também importa. Honrar a memória de nossos pets e buscar apoio emocional para lidar com a dor é um passo importante para a cura e aceitação.

 

Animales de Luz


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