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quinta-feira, 7 de dezembro de 2023

Cerca de 40% dos idosos com mais de 80 anos sofrem quedas anuais

Perda involuntária de massa muscular, força e função, principalmente após os 60 anos, aumenta significativamente o risco de quedas e vulnerabilidade a qualquer tipo de dano

 

Conforme a idade avança, ocorrem diversas mudanças metabólicas, físicas e psicológicas que aumentam os riscos de acidentes domésticos. Segundo dados do Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia, a estimativa é que 40% dos idosos com 80 anos ou mais sofram quedas todos os anos. Dos que moram em instituições de longa permanência ou casas de repouso, a frequência de quedas é ainda maior – destes, 50% podem cair. 

Ainda que esses episódios sejam comuns ao longo do envelhecimento, podem acarretar graves consequências para a saúde da pessoa idosa. De acordo com o Dr. Lucas Guimarães, geriatra e coordenador de Práticas Médicas do Hcor, a atividade física é terapêutica e essencial para suprir deficiências do aparelho locomotor. “Após os 30 anos, a massa muscular cai entre 3 a 8% por década de vida, com um declínio progressivo, ainda maior, depois dos 60 anos. Essa perda involuntária de massa muscular, força e função é uma das causas fundamentais da perda de funcionalidade em idosos, aumentando significativamente o risco de quedas e vulnerabilidade a qualquer tipo de dano. Uma eventual fratura pode acelerar esse processo, deixando o idoso ainda mais vulnerável", explica. 

A recuperação depois de uma fratura pode ser difícil e depende muito da reserva funcional do idoso. Aqueles com menos massa muscular, que não fazem atividade física e são mais sedentários, demoram mais para se recuperar. “Pacientes com fraturas de quadril e fêmur têm consequências graves. Além de um aumento da mortalidade, apenas metade deles retoma a funcionalidade prévia, sem necessidade de andador ou cadeira de rodas após a cirurgia para correção da fratura”, alerta o especialista. 

Por isso, após toda queda é importante uma intervenção multidisciplinar. Assim, será possível abordar os fatores relacionados ao ambiente em que o idoso vive (colocação de barras de apoio, retirada de objetos que aumentem o risco de queda do ambiente, entre outras adaptações), além de promover a reabilitação a fim de otimizar a capacidade funcional com nutrição adequada, exercícios físicos, fisioterapia e terapia ocupacional. 

Para prevenir lesões e quedas, o exercício físico, com pelo menos 150 minutos de atividade moderada a intensa por semana, de acordo com as condições individuais do idoso, é um dos pilares dessas mudanças. “Também é importante contar com o apoio profissional a mudanças de estilo de vida que promovam atitudes mais saudáveis e que apoiem um envelhecimento ativo, oferecendo às pessoas algumas décadas a mais, com qualidade de vida”, finaliza.

Hcor


Marco histórico na terapia gênica com técnica de CRISPR-Cas9 pode revolucionar tratamento de pacientes com anemia falciforme e talassemia

 

Técnica de CRISPR-Cas9 pode revolucionar tratamento de pacientes
(Divulgação)

O momento é considerado histórico pela Sociedade Brasileira de Genética Médica e Genômica (SBGM)

 

O Reino Unido deu sinal verde para a primeira terapia por CRISPR, destinada ao tratamento da anemia falciforme e talassemia, marcando um avanço significativo no campo da medicina genética. O CRISPR, cujo nome se origina de "clustered regularly interspaced short palindromic repeats" (repetições palindrômicas curtas agrupadas e regularmente espaçadas, em português), é um lócus genético presente em bactérias e arqueas (microrganismos unicelulares procariontes, morfologicamente semelhantes a bactérias), atuando como uma espécie de biblioteca genética que registra informações sobre vírus que já infectaram esses microrganismos no passado.

Esta recente aprovação no Reino Unido representa um avanço notável, abrindo portas para a aplicação clínica da técnica CRISPR em condições genéticas complexas, como a anemia falciforme e talassemia. Os pesquisadores têm como alvo o gene BCL11A. Segundo o médico geneticista da SBGM, Salmo Raskin, durante o período fetal, este gene inibe a produção de hemoglobina fetal.

“Ocorre que em pacientes com anemia falciforme, a hemoglobina do adulto não funciona corretamente. Os pesquisadores desenvolveram uma terapia gênica baseada em CRISPR visando interromper a sequência genética do gene BCL11A, abrindo caminho para tratamentos mais eficazes", explicou.

A SBGM acompanha de perto esses avanços e destaca a importância de pesquisas inovadoras que utilizam a técnica CRISPR para potencializar a descoberta de novos tratamentos e prevenção de doenças genéticas. Agora, a expectativa é que a Federal Drug Administration (FDA) aprove no dia 8 de dezembro o uso da técnica. Aproximadamente 100 mil norte americanos têm anemia falciforme. O investimento é de US$ 2 milhões por paciente.

O pioneirismo na descoberta do CRISPR remonta a 1993, quando Francisco Mojica, microbiologista espanhol, identificou esse fenômeno de forma independente. Em 2003, ele percebeu a correlação entre as repetições de DNA nas bactérias e os segmentos de DNA que se alinhavam com vírus anteriores, fornecendo uma espécie de "histórico de ameaças" genéticas.

  

Marcelo Matusiak


Butantan trabalha no desenvolvimento de vacina contra Zika para prevenir microcefalia em recém-nascidos

 

Feita com vírus inativado, tecnologia mais segura para aplicação em gestantes, a formulação inicial está pronta e os testes pré-clínicos devem começar em 2024 

 

O Instituto Butantan, órgão ligado à Secretaria de Estado da Saúde (SES) de São Paulo, está desenvolvendo uma vacina contra o Zika, vírus que pode causar microcefalia em bebês de mães infectadas durante a gestação e para o qual ainda não existe prevenção. Estudos de prova de conceito, para avaliar a viabilidade do produto, demonstraram que a vacina é capaz de gerar anticorpos neutralizantes contra o Zika. A próxima etapa, prevista para agosto de 2024, são os testes pré-clínicos de segurança para verificar a tolerabilidade e possíveis reações adversas. 

Em desenvolvimento pelos laboratórios do Centro de Desenvolvimento e Inovação (CDI) do Instituto Butantan, o imunizante é composto pelo vírus inativado, plataforma ideal e mais segura para aplicação em gestantes.  

Apesar de ainda estar em fase inicial, a expectativa em relação ao novo imunizante candidato é positiva. Ele utiliza técnicas clássicas de produção, além de um adjuvante tradicional, o hidróxido de alumínio - composto responsável por potencializar a resposta e ajudar a mantê-la a longo prazo. São métodos conhecidos e considerados seguros pela comunidade científica. 

“Como o principal público-alvo seriam mulheres grávidas, a vacina contra Zika precisa ter um perfil de segurança muito alto. A confiabilidade desses processos é grande, tanto em termos científicos como no aspecto regulatório”, explica o diretor do Laboratório Multipropósito, Renato Mancini Astray, um dos responsáveis pelo projeto. 

Além do grande impacto social do Zika, o cientista ressalta os desafios econômicos que envolvem a doença: o custo para a saúde pública brasileira foi de R$ 4,6 bilhões em 2015 e 2016. Em toda a América Latina, segundo a Organização das Nações Unidas (ONU) [https://news.un.org/en/story/2017/04/554892], esse valor pode ter chegado a US$ 18 bilhões. O tratamento mínimo de uma criança com microcefalia custa R$ 493,00 por mês e uma única unidade de saúde especializada nesse atendimento tem custo anual estimado de R$ 872 mil.  

A vacina em desenvolvimento também possui uma grande vantagem tecnológica. “No Brasil, nós produzimos muitas vacinas, mas desenvolvemos pouco: a maioria vem de transferência de tecnologia. Com o projeto do Zika, temos a oportunidade de fazer uma vacina que seja desenvolvida no Brasil da bancada ao produto”, destaca o pesquisador do Butantan. 

O estudo da vacina do Zika contou com o apoio do órgão Biomedical Advanced Research and Development Authority (BARDA), do governo dos Estados Unidos. O Butantan já possuía um acordo com o BARDA e a Organização Mundial da Saúde (OMS) para desenvolver um imunizante contra gripe aviária, que foi estendido após a emergência do Zika em 2015 para trazer soluções a esse outro problema de saúde pública. O trabalho foi seguido até 2020, quando os esforços das equipes de virologia se voltaram à Covid-19 e foi preciso pausar o projeto.

 

Formulação da vacina

O processo de produção do imunizante funciona da seguinte forma: as células são cultivadas em frascos, multiplicadas em biorreator e inoculadas com o vírus; depois, o material é filtrado para eliminar contaminantes celulares. O passo seguinte é a inativação do vírus, utilizando um reagente químico clássico, e depois ocorre a purificação. Por fim, o vírus inativado e purificado é concentrado e formulado. O produto final pode ser armazenado em refrigeração comum (2°C a 8°C). 

Para chegar a duas formulações adequadas, foram testadas mais de 60 diferentes composições nos últimos anos. Nesse momento, os pesquisadores trabalham na versão final que será encaminhada para estudos pré-clínicos. Com a formulação estabelecida por enquanto, o produto tem uma estabilidade de 100% por pelo menos quatro meses e atividade comprovada por até 8 meses. A composição final envolve a adição do adjuvante antes do envasamento nos frascos de vacina, etapa que tende a melhorar ainda mais o perfil de estabilidade do produto.  

Vale ressaltar que, sem o vírus em circulação, não é possível fazer ensaios clínicos de eficácia (fase 3) para avaliar se os vacinados ficam menos doentes do que os não vacinados – outro motivo para o estudo estar em estágio inicial.

 

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Endometriose em homens trans: tratamento hormonal com testosterona pode mascarar o diagnóstico

 Transição deve ser acompanhada por médicos especialistas; hormônio é capaz de afetar o ciclo menstrual e o desenvolvimento da doença

 

Em todo o mundo, estima-se que a endometriose afete 190 milhões de pessoas em idade reprodutiva, de acordo com a Organização Mundial da Saúde. No entanto, ela não é uma doença exclusiva das mulheres. Pessoas não-binárias e homens transgênero também estão suscetíveis, mesmo aqueles em tratamento de reposição hormonal.

A endometriose é uma condição médica em que as células do endométrio, tecido que reveste o interior do útero e é expelido durante a menstruação, deposita-se em órgãos anexos, como ovários, trompas ou na cavidade abdominal. Lá, estas células se multiplicam e voltam a sangrar conforme o ciclo menstrual, provocando reações inflamatórias e lesões que podem sensibilizar o funcionamento desses órgãos, causar dores e até mesmo levar à infertilidade.

É fato que nem todos os homens trans fazem tratamento hormonal com testosterona; esta é uma decisão pessoal e que deve ser feita com um acompanhamento médico especializado e de confiança.

Mas, apesar de escassos os estudos científicos sobre os impactos do uso de testosterona no longo prazo, relatos indicam que é comum haver alterações no ciclo menstrual. Por ser um hormônio antagônico ao estrogênio, a testosterona pode reduzir os sintomas da endometriose, mas também pode acabar mascarando o diagnóstico, prolongando a condição no organismo e potencializando outras complicações.

“Nos casos em que os sintomas persistem, mesmo com o tratamento de reposição hormonal, é preciso investigar com mais cuidado e ponderar a possibilidade de um tratamento cirúrgico. Lembrando que, quando falamos em cirurgia, estamos falando da retirada dos focos da endometriose, e não da retirada do útero, que só é indicada em casos de necessidade clínica, e em nada se relaciona com a identificação de gênero do paciente”, esclarece Dr. Patrick Bellelis, especialista em endometriose e colaborador do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo.

O especialista destaca que ainda há muitas barreiras de discriminação para pessoas transgênero, que afetam seu acesso ao diagnóstico e tratamento mais adequados. “A saúde é um direito de todas as pessoas, e a endometriose é uma condição relacionada diretamente ao seu útero, seja ela mulher, homem ou não-binária. A transição de gênero é uma fase sensível e de muitas mudanças, tanto no corpo quanto na vida pessoal e social. Por isso, o acompanhamento médico e terapêutico é essencial”, conclui.



Clínica Bellelis - Ginecologia

Patrick Bellelis - Doutor em Ciências Médicas pela Universidade de São Paulo (USP); graduado em medicina pela Faculdade de Medicina do ABC; especialista em Ginecologia e Obstetrícia, Laparoscopia e Histeroscopia pela Federação Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo); além de ser especialista em Endoscopia Ginecológica e Endometriose pelo Hospital das Clínicas da USP. Possui ampla experiência na área de Cirurgia Ginecológica Minimamente Invasiva, atuando principalmente nos seguintes temas: endometriose, mioma, patologias intrauterinas e infertilidade. Fez parte da diretoria da Associação Brasileira de Endometriose e Ginecologia Minimamente Invasiva (SBE) de 2007 a 2022, além de ter integrado a Comissão Especializada de Endometriose da FEBRASGO até 2021. Em 2010, tornou-se médico assistente do setor de Endometriose do Departamento de Obstetrícia e Ginecologia do Hospital das Clínicas da USP; em 2011, tornou-se professor do curso de especialização em Cirurgia Ginecológica Minimamente Invasiva — pós-graduação lato sensu, do Instituto de Ensino e Pesquisa do Hospital Sírio Libanês; e, desde 2012, é professor do Instituto de Treinamento em Técnicas Minimamente Invasivas e Cirurgia Robótica (IRCAD), do Hospital de Câncer de Barretos.

 

Por que a cárie dentária é a segunda doença mais comum no mundo?

Reprodução | Internet
A ingestão de açúcar colabora diretamente para o aumento desse índice

 

Ao longo da vida, é quase inevitável não vivenciar a dor de dente, tendo ela diversos fatores desencadeantes. Na maioria das vezes, esse tipo de dor é proveniente da presença de cárie dental, que, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), é a segunda doença mais comum em todo o mundo, perdendo apenas para o resfriado. 


A cárie dentária é um processo bacteriano, no qual a dieta tem um papel de destaque para o surgimento/prevalência da doença. A partir da formação do biofilme, que é uma fina camada de bactérias aderida ao esmalte dentário, essa película fica cada vez mais espessa à medida que é ingerido alimentos e não realizado uma higiene oral adequada. Dr. Roberto Gamarano, dentista e Sócio Proprietário da Clínica Odontológica Santé - Santo Agostinho - BH,  explica que a escovação e o uso de fio dental são responsáveis por desorganizar e remover/diminuir essa camada de biofilme. “O flúor do creme dental irá participar do processo de remineralização do esmalte que pode começar a se deteriorar devido a acidez causada pela presença do biofilme. Ou seja, a higiene bucal adequada é essencial para interromper um possível processo cariogênico”, diz.

No início, esse problema pode passar despercebido, gerando apenas manchas brancas. Isso  porque a cárie é  estabelecida uma vez que o processo de desmineralização do esmalte dentário não é interrompido, geralmente se dando por pequenas manchas brancas. O esmalte  não apresenta terminações nervosas, por isso costuma-se sentir dor somente quando a lesão já está bem evoluída. Além disso, a falta de acesso a cuidados odontológicos adequados pode contribuir para a prevalência de cáries. “Pelo fato de ser muito difícil que a pessoa veja uma cárie em estágio inicial, apenas o dentista a partir de uma avaliação clínica e, se necessário, radiográfica, poderia detectar e propor um tratamento antes que haja um avanço da doença. Além disso, o dentista é o melhor profissional para levar uma orientação de higiene bucal adequada, além de determinar outros fatores de risco. Ou seja, a falta de acesso a cuidados odontológicos podem prejudicar muito a saúde bucal”, reitera o dentista. 

 

Consumo de doces x cárie 

Quando o açúcar é consumido, a sacarose favorece a fermentação bacteriana. Ou seja, há um desenvolvimento das bactérias que em desequilíbrio podem ser nocivas para a saúde bucal. Além disso, ao interagir com a sacarose, essas bactérias produzem ácidos, que irão causar a desmineralização do esmalte dentário, processo que se não for interrompido, causará a doença cárie. “Escovar os dentes corretamente após todas as refeições, usar o fio dental regularmente, diminuir a quantidade e frequência de ingestão de doces e bebidas açucaradas e visitar o dentista regularmente, são maneiras de prevenir a cárie”, conclui o Dr. Gamarano. 



Fonte: Dr. Roberto Gamarano – Dentista e Sócio Proprietário da Clínica Odontológica Santé - Santo Agostinho - BH
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Motivo de terror para homens, tratamentos modernos para problemas benignos na próstata trazem poucos riscos à vida sexual

 Técnicas modernas para tratar o aumento benigno da próstata oferecem poucos riscos de perda de ereção e de diminuição da ejaculação 

 

Tratamentos para próstata costumam ser motivo de pânico para homens. Medo de problemas de ereção, da diminuição da ejaculação e da incontinência urinária são alguns dos motivos que fazem com que muitos adiem a procura por um médico, o que pode acabar provocando problemas ainda mais sérios de saúde. O que grande parte dos pacientes não sabe, porém, é que tratamentos modernos para um dos problemas mais recorrentes, a hiperplasia prostática benigna (HPB) trazem baixos riscos e poucos efeitos colaterais. 

O urologista Fernando Leão, especialista em doenças da próstata, explica que a HPB afeta praticamente todos os homens nas faixas dos 50 e 60 anos. “Cada um vai ter essa doença em intensidade diferente. Alguns vão ter sintomas leves ou moderados, enquanto em outros as ocorrências são mais graves”, diz.

Entre os sintomas mais associados à HPB estão o aumento da frequência miccional noturna (vontade de urinar durante a noite), redução da força do jato de urina e sensação de não conseguir esvaziar completamente a bexiga. Alguns ainda sentem ardência ao urinar, o que é conhecido como disúria. Outros também podem ter hesitância miccional – quando precisam esperar até 30 segundos para começar a urinar.

De acordo com Fernando, mesmo sofrendo com esses sintomas, é comum que homens evitem procurar um médico por medo das possíveis consequências dos tratamentos de próstata. “A resistência maior em procurar um médico logo no início é porque tudo que se fala relacionado à próstata, os pacientes já entendem que qualquer tratamento vai ter um risco elevado de impotência sexual e de incontinência urinária. Mas não é bem assim mais. Isso já mudou. O tratamento da HPB raramente vai levar a essas sequelas, ao contrário do que acontece com o câncer de próstata, que é a doença maligna”, explica.

O especialista diz que, de fato, o tratamento cirúrgico para o câncer traz risco de impotência e de incontinência urinária. Porém, mesmo estes hoje em dia são menores do que os tratamentos utilizados há alguns anos, o que muitos ainda não levam em conta. “Essa desinformação faz com que o paciente demore ou postergue sua ida a um urologista para se tratar de forma correta”, comenta.

O atraso na busca por reabilitação pode trazer consequências sérias, como quadros de insuficiência renal aguda, formação de pedras na bexiga e infecções urinárias de repetição, que podem levar à morte. Tudo isso sem contar a piora na qualidade de vida, que se manifesta por meio das noites mal dormidas devido às idas repetidas ao banheiro, acarretando indisposição e irritabilidade no dia a dia.

Dentro as diversas técnicas para o tratamento da HPB, como a cirurgia a laser e a ressecção transuretral, uma tem se destacado por ser menos complexa, proporcionar recuperação mais rápida e, ainda, trazer menos riscos à vida sexual.

Com uso aprovado no Brasil em 2023, a tecnologia Rezum está disponível no exterior desde 2015. A técnica, considerada minimamente invasiva, consiste na liberação de doses controladas de vapor d’água na próstata por meio de um catéter inserido na próstata. O resultado é a destruição térmica do tecido prostático e, consequentemente, a melhora no fluxo urinário.

Fernando destaca que, assim como os demais tratamentos, o Rezum não traz riscos de impotência sexual ou de incontinência urinária, mas apresenta vantagens relevantes. “O Rezum tem dois diferenciais importantes. É uma cirurgia, mas é feita a nível ambulatorial, com sedação a porte anestésico menor. Não há necessidade de internação. A segunda vantagem é poder preservar a ejaculação em cerca de 80% dos casos. As demais técnicas têm índices de no máximo 40 a 50%”, explica.

Desta forma, o tempo em que as terapias para problemas da próstata provocavam pavor nos homens pode estar perto de acabar. “As técnicas modernas, como o Rezum, têm oferecido uma melhora significativa na qualidade de vida dos pacientes e apresentado resultados excelentes. A perspectiva é que, com o passar dos anos, os homens ganhem mais confiança e percebam que esses tratamentos não são nenhum bicho de sete cabeças”, conclui.


Saúde: Catarata é a doença ocular que mais atinge os idosos

 

Especialista do HJSC explica a doença; mês de outubro tem data com foco na saúde dos olhos



A Organização Mundial de Saúde (OMS) estabeleceu o mês de outubro para reforçar a importância da saúde ocular, de como protegê-la e mantê-la saudável, agora e no futuro. Algumas doenças, a médio e longo prazo, podem acarretar problemas na visão e, em diagnósticos mais graves, até levar à cegueira.

 

Segundo dados da OMS, atualmente, cerca de 285 milhões de pessoas no mundo têm a visão prejudicada, sendo que a maioria dos casos poderiam ser evitados - entre 60% e 80% - ou dispõem de tratamento.

 

A catarata, por exemplo, está entre as principais causas de deficiência visual no mundo, no entanto, pode ser tratada e, assim, evitar sequelas irreversíveis. A perda progressiva da transparência do cristalino (lente natural do olho), causada por uma “opacidade”, é responsável por 47,8% dos casos de cegueira, porém, ela pode ser corrigida, ressalta Tatiana Tanaka, oftalmologista do Centro de Referência em Saúde Ocular do Hospital Japonês Santa Cruz (HJSC), que possui Pronto Atendimento Oftalmológico 24h, além de consultas e exames ambulatoriais.

 

A especialista pontua que, entre os sinais do problema, estão visão nublada; sensibilidade à luz e necessidade de maior iluminação para ler; visão noturna mais fraca, além das cores tornarem-se amareladas.

 

Existem diferentes tipos de catarata. “A senil, que é a mais comum, ocorre em pessoas idosas, geralmente após os 60 anos. A congênita é quando a criança, geralmente, já nasce com catarata, como consequência de doenças sofridas pela gestante, como a rubéola e a toxoplasmose. A traumática é resultante de algum acidente com o olho; do diabético, inicia-se geralmente em idade mais precoce e com perda visual mais rápida que na senil. E, por fim, a catarata medicamentosa, que se desenvolve principalmente com o uso de corticoides por longos períodos”, explica a médica.

 

O tratamento do problema consiste em cirurgia na qual o cristalino opaco é retirado e se introduz, no lugar, uma lente intraocular, que permite ao paciente retornar a visão normal. “A recuperação é rápida e a pessoa pode realizar atividades sem esforços, em apenas uma semana, com os devidos cuidados”, orienta.

 

A oftalmologista salienta que, embora todos nós tenhamos o envelhecimento do cristalino em algum momento da vida, algumas pessoas têm mais chances de adquirir o problema, seja por sua genética ou por fatores de risco. “Diante disso, é recomendável visitar um oftalmologista regularmente, principalmente a partir dos 40 anos e realizar exames periódicos para detecção precoce de doenças”, conclui.

 

Hospital Japonês Santa Cruz


Movimento é VIDA

  Como o psicomotricismo pode auxiliar na vida de pessoas da terceira idade 

 

O envelhecimento é uma etapa natural da vida, porém isso não a impede de vir com diversos desafios como mobilidade, cognição e bem-estar emocional. À medida que a população envelhece, a busca por abordagens terapêuticas que promovam a qualidade de vida torna-se fundamental, e é aqui que a Psicomotricidade e a fisioterapia se destacam como ferramenta valiosa.

"A Psicomotricidade visa promover a conexão entre mente e corpo por meio do movimento. Essa abordagem não só melhora a mobilidade física, mas também promove maior equilíbrio mental e emocional. Na terceira idade, esses são aspectos importantíssimos para a manutenção do bem estar físico e funcional, em um momento onde as limitações podem levar a um estado de desânimo, senso de inutilidade, depressao, ansiedades e outros" Diz Fabiana Riskalla, fisioterapeuta e Psicomotricista Relacional.

O envelhecimento traz problemas de mobilidade, desgastes ósseos, encurtamentos, fraqueza muscular, redução proprioceptiva e muitas outras condições.
Na Psicomotricidade o corpo é trabalhado de forma global, através de exercícios específicos (fortalecimento muscular, equilíbrio,flexibilidade, proprioceptivos e outros) melhorando a autonomia reaprendendo movimentos funcionais, reduzindo o risco de quedas e mantendo o conforto e bem estar tao importantes neste momento da vida.

O aspecto cognitivo- emocional sempre é envolvido nas sessões, como fundamental na promoção de um bem estar sistêmico e efetivamente em transformar pequenos Movimentos em gigantes Conquistas. Nome do programa de Fisioterapia e Psicomotricidade Domiciliar da Dra. FabianaRiskalla.
"Pequenos Movimentos inspiram ao reaprender Movimentos e atividades funcionais do cotidiano da pessoa, que deixou de realizar, e este reviver de pequenos instantes que faziam parte desta vida, trazem vida na VIDA e com isto possibilidades de se sentir útil, mais pertencente, onde sorrisos são vistos com mais frequência. Não abro mão deste programa que respira Vida"

 


Fabiana Riskalla - Fisioterapia e Psicomotricidade
Email: fabianariskalla@gmail.com
Instagram: @fabianariskalla
Telefone: 41 984591078
Rua Padre Anchieta 2454 sala 1601 Bigorrilho

 

DEZEMBRO LARANJA: câncer de pele responde por 30% de todos os tumores malignos no Brasil

 Evitar exposição excessiva ao sol e proteger a pele da radiação UV são as melhores maneiras de prevenir tumores de pele 

 

Com a chegada do calor e o início das férias, os cuidados com a pele devem ser redobrados, afinal de contas a incidência dos raios ultravioletas está cada vez maior. O calendário médico criou a campanha “Dezembro Laranja” para conscientizar e prevenir o câncer de pele, doença que responde por 30% de todos os casos da doença no país. Segundo o INCA – Instituto Nacional do Câncer, são cerca de 185 mil novos casos todos os anos.

O tipo mais comum é o não melanoma. A doença, com altos índices e baixa letalidade, é desencadeada a partir do crescimento anormal e descontrolado das células que compõem a pele. Tais células se dispõem formando camadas e, de acordo com as que forem afetadas, são definidos os tipos de câncer. Os mais comuns são os basocelulares e os espinocelulares, responsáveis por 177 mil casos da doença anualmente. Mais raro e letal que os carcinomas, o melanoma é o mais agressivo, com cerca de 8,4 mil casos anualmente.

Dr. Eder Babygton Alves, radioterapeuta, membro do corpo clínico do Instituto Radion (especializado em radioterapia para o tratamento de câncer de pele) acrescenta como fatores de risco para o câncer de pele pessoas do fototipo I e II, com pele clara, sardas, cabelos claros ou ruivos e olhos claros. “Pessoas que não se bronzeiam facilmente, que ficam em excesso no sol ou que têm história prévia de câncer de pele ou casos na família precisam ficar muito atentas”, finaliza.

Segundo o especialista, o diagnóstico precoce é fundamental para a boa evolução clínica do paciente.

“Tão logo perceba manchas diferentes pelo corpo, o paciente não deve hesitar e precisa procurar por um especialista. Os tumores de pele são identificados com exames clínicos e confirmados por biópsia”, acrescenta.


Sintomas

O câncer de pele pode ser confundido com pintas, eczemas ou outras lesões benignas. Por isso, é fundamental que o paciente conheça bem a sua pele, principalmente quais regiões do seu corpo apresentam pintas.  

  • lesão na pele elevada e brilhante, translúcida, avermelhada, castanha, rósea ou multicolorida, com crosta central e que sangra facilmente;
  • pinta preta ou castanha que muda de cor, textura, irregular nas bordas e cresce de tamanho;
  • mancha ou ferida que não cicatriza, continua a crescer, provoca coceira, crostas, erosões ou sangramento.

Vale lembrar que melanomas metastáticos (quando o câncer de pele se espalha para outras partes do corpo), podem apresentar diferentes sintomas a depender da área afetada. Entre alguns dos sintomas que podem acontecer: nódulos na pele, inchaço nos gânglios linfáticos, falta de ar ou tosse, dores abominais e de cabeça.


Medidas de proteção:

  • Usar chapéus e bonés, camisetas (de preferência com fotoproteção), óculos escuros e filtro solar.
  • Evitar o sol entre 10 e 16 horas (horário de verão).
  • Na beira da praia ou na piscina, usar barracas com proteção aos efeitos ultravioletas.
  • O filtro solar deve ser usado diariamente. Aposte naqueles que protejam contra radiação UVA e UVB, com fator mínimo de proteção solar (FPS) 30. O produto deve ser reaplicado a cada duas horas ou menos.
  • Conhecer a pele e ficar atento a qualquer mudança!
  • Consultas anuais com dermatologistas para rastreios completos


Radioterapia

A radioterapia desempenha papel importante no tratamento, como opção à cirurgia, especialmente nos casos dos tumores do tipo não melanoma. Avançadas tecnologias presentes na rotina do Instituto Radion, referência no tratamento do câncer de pele em Curitiba, possibilitam a aplicação de terapêuticas eficazes, de forma segura e com bons resultados estéticos.

A técnica de radioterapia mais empregada para tratar a pele consiste na utilização de elétrons (um tipo de radiação com massa corpuscular), com baixa penetração, “apenas ao nível da pele, sem prejuízos a órgãos ou tecidos abaixo dela”, é o que afirma Dr. Eder. De acordo com o especialista do Radion, a radioterapia também pode ser usada para tratar recidivas que possam ocorrer após a cirurgia, tanto nos linfonodos como na pele, para tratar a disseminação à distância da doença.




https://institutoradion.com.br/

 

O que acontece se a prótese de silicone romper dentro do corpo? Especialista responde

O rompimento de uma prótese de silicone não é considerada uma cirurgia de extrema emergência, afirma cirurgião plástico Dr. Bora Kostic

 

As próteses de silicone são peças muito importantes na realização de mamoplastias de aumento, para ampliar o tamanho do seio, alterar a sua forma ou até mesmo, em algumas situações, até reconstruí-la.

No entanto, em alguns casos os implantes podem se romper dentro do corpo do paciente. Entenda melhor o que causa essa situação e o que deve ser feito pelo paciente e cirurgião nestes casos.


Rompimento de próteses gera riscos à saúde do paciente?

Casos onde a prótese de silicone se rompe não são consideradas situações emergenciais extremas pois o corpo produz uma proteção natural ao redor do implante, o que torna o procedimento de troca mais simples, afirma Dr. Bora Kostic.

“O corpo produz naturalmente ao redor da prótese uma proteção contra o corpo estranho, uma espécie de cápsula que vai segurar o implante, o que, em casos de rompimento, impede que o silicone vaze, gerando uma proteção natural ao corpo nesses casos”.

“Por isso, quando o paciente passa por alguma situação que pode gerar o rompimento, ele pode diagnosticá-lo através de uma ressonância magnética com o seu cirurgião e marca o procedimento de troca de implante, que em geral possui uma realização e recuperação rápida”.

“Ou seja, não é considerado um procedimento de extrema emergência com perigo iminente, mas deve ser programado junto com seu médico, por isso, é essencial guardar a carteirinha de implante para facilitar a identificação de detalhes sobre o implante para direcionar o novo procedimento”, explica Dr. Bora Kostic.


Dr. Velibor Kostić - conhecido como Bora Kostic, se formou em Medicina na Universidade Federal de Belgrado, na Sérvia, chegando a servir na guerra de 1999. Especializou-se em Cirurgia Plástica no Hospital Geral de Bonsucesso. Fez estágio no Departamento de Cirurgia Plástica, Reconstrutiva e Microcirurgia do Instituto Nacional do Câncer (INCA), no Rio de Janeiro, revalidou o diploma de Medicina na Universidade Federal de Santa Catarina. Bora é membro Titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica e membro ativo da Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica e da Sociedade Americana de Cirurgia Estética.


Estudo da UFSCar avalia participação e fatores ambientais de crianças e adolescentes com Transtorno do Espectro Autista

Pais de crianças e adolescentes com TEA de todo Brasil podem participar da pesquisa



Uma pesquisa de doutorado em Fisioterapia da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) está convidando pais ou responsáveis por crianças e adolescentes com Transtorno do Espectro Autista (TEA) de todo o Brasil para participarem de estudo que pretende avaliar a participação e os fatores ambientais desse público. A participação é online e a expectativa é levantar como essas crianças e adolescentes se integram em atividades da família, escola e comunidade e os fatores que podem facilitar ou prejudicar essa participação.


A pesquisa é conduzida pela doutoranda Rosa Fonseca Angulo, sob orientação de Nelci Adriana Cicuto Ferreira Rocha, docente do Departamento de Fisioterapia (DFisio) da UFSCar e coordenadora do Laboratório de Análise do Desenvolvimento Infantil (Ladin) do DFisio.


Rosa Fonseca explica que a participação é conhecida como a frequência com que a criança ou adolescente está presente em diferentes situações da vida (casa, escola e comunidade) e o quanto está envolvida/motivada. Nesse caso, os fatores ambientais que podem influenciar a participação são: físico (presença de rampas, qualidade do ambiente, como ruídos ou iluminação), atitudinais (atitudes individuais da família, como os pais, amigos, professores) e sociais (apoios e o relacionamento e os serviços que eles frequentam). "Assim, estes fatores podem atuar como barreiras, ou seja, restringir ou até impedir a participação da criança/adolescente no contexto onde convive ou podem atuar como facilitadores, auxiliando a participação da criança/adolescente com TEA", relata a doutoranda. Ela exemplifica situações cotidianas que podem impactar essa participação em diferentes locais: "quando a criança ou adolescente está na escola e não consegue ficar por muito tempo porque tem muito barulho, ou quando frequenta o supermercado com a mãe, o barulho ou a presença de muitas pessoas impedem a sua permanência ou seu envolvimento para interagir com outras pessoas".


De acordo com o Centro de Controle de Doenças (CDC) dos Estados Unidos, uma em cada quatro crianças é diagnosticada com TEA. Os EUA são o único país que faz o acompanhamento do TEA no neurodesenvolvimento. No Brasil, os dados oficiais são de 2010 e indicam mais de 2 milhões de casos de TEA em território nacional. Diante desse grande contingente, este estudo é importante porque auxiliará o conhecimento sobre como crianças e adolescentes com o transtorno participam no contexto da casa, escola e na comunidade, bem como ajudará a identificar as barreiras e os facilitadores que se encontram no entorno da criança. "Isso permitirá que os profissionais que atendem esse público foquem em estratégias de intervenção voltadas a mudanças ambientais e que favoreçam o pleno desenvolvimento e qualidade de vida da população com TEA", reforça Rosa Angulo.


A pesquisadora expõe que a expectativa do estudo é identificar se os componentes relacionados com a saúde (fatores ambientais, habilidades funcionais e o processamento sensorial) são preditores da participação em crianças e adolescentes com TEA. "Assim, conseguiremos identificar um perfil de funcionalidade de crianças e adolescentes com o transtorno e estes resultados ajudarão os profissionais de saúde e familiares a desenvolverem estratégias de intervenção e adaptações do ambiente que ajudem a melhorar a participação da criança e adolescentes com TEA", pontua. 


Rosa Angulo destaca que este é o "primeiro estudo que realizará uma relação entre a participação e os componentes relacionados com a saúde, no contexto do TEA". Além disso, dados relacionados com a participação e os fatores ambientais serão comparados entre um grupo de crianças e adolescentes residentes no Brasil e na Colômbia.


 

Pesquisa

Para desenvolver o estudo, pais ou responsáveis por crianças e adolescentes com TEA, de qualquer região do Brasil, são convidados a responder questionários online e conceder entrevistas por telefone, que serão agendadas conforme disponibilidade de cada participante. As pessoas interessadas em contribuir com a pesquisa podem fazer contato com a pesquisadora pelo whatsapp (13) 99699-4545. Pesquisa aprovada pelo Comitê de Ética em Pesquisa da UFSCar (CAAE: 66697223.4.0000.5504).


Ondas de calor: 4 dicas de um especialista para manter a saúde íntima no calor

 O calor aumenta a transpiração, o que exige um maior cuidado com a saúde da região íntima feminina, afirma o especialista em ginecologia e obstetrícia, Dr. Alexandre Silva e Silva

 

O Brasil vive atualmente uma onda de calor histórica, que elevou bastante as temperaturas do país e gerou a necessidade de priorizar alguns cuidados com a saúde, como o uso de protetores solares e aumentar a hidratação. No entanto, um fator é, muitas vezes, negligenciado em relação à saúde das mulheres: A saúde íntima durante o calor.

 

Perigos das altas temperaturas para a saúde íntima feminina

As altas temperaturas geradas pelas recentes ondas de calor podem afetar a saúde íntima das mulheres principalmente pelo aumento da transpiração, destaca o especialista em ginecologia e obstetrícia, Dr. Alexandre Silva e Silva. 

“Altas temperaturas podem afetar a saúde íntima feminina de várias formas, mas a principal delas é o aumento da transpiração, o que pode aumentar a proliferação de fungos e bactérias na região íntima, podendo aumentar os riscos de candidíase e vaginose bacteriana, além de contribuir para deixar a região mais abafada”. 

 

4 dicas para manter a saúde íntima no calor

 

01 - Higiene Adequada:Mantenha uma higiene íntima com mais cuidado, lavando-se com água limpa e suave, usando sempre sabonetes próprios para a região, o que ajuda a evitar desequilíbrios no Ph do local”.

 

02 - Roupas Respiráveis:Opte por vestir roupas leves, preferencialmente tecidos naturais, como algodão, para permitir a ventilação e reduzir o acúmulo de umidade na região genital. Dormir sem calcinha também ajuda a evitar a proliferação de bactérias na região íntima”.

 

03 - Troque peças íntimas regularmente:Troque as roupas íntimas com frequência para evitar a umidade excessiva e possíveis proliferações de bactérias”, destaca Dr. Alexandre Silva e Silva.

 

04 - Evite o protetor diário: "O uso do protetor diário não é recomendado em períodos de altas temperaturas, exceto em casos excepcionais, pois pode contribuir para abafar ainda mais a região íntima e aumentar secreções e corrimentos”.

  

Dr. Alexandre Silva e Silva - formado em 1995 na Faculdade de Ciências Médicas de Santos em medicina. Sua especialização é em Cirurgia Minimamente Invasiva e Cirurgia Robótica. Além disso, possui certificação em cirurgia robótica em 2007 no Hospital Metodista de Houston. Certificação em cirurgia robótica single site em 2016 em Atlanta. É mestre em ciências pela Universidade de São Paulo em 2019 e foi pioneiro em cirurgia minimamente invasiva a partir do ano de 1998, dando aulas de vídeo cirurgia desde então. É referência em videolaparoscopia e cirurgia robótica.

 

Confira quatro motivos pelos quais a gestante deve consultar um Pediatra Neonatologista

 A chegada de um bebê é um momento mágico e, ao mesmo tempo, cheio de desafios. Escolher a maternidade e a equipe médica que vai cuidar tanto da mamãe quanto do bebê, são decisões fundamentais para a saúde de ambos e ter um Pediatra Neonatologista entre os profissionais, é muito importante, principalmente pelos quatro motivos que seguem abaixo:

  • Expertise em Recém-Nascidos: Uma pediatra neonatologista é especializada no cuidado de recém-nascidos e bebês. Sua formação abrange as particularidades dessa fase inicial, oferecendo um conhecimento aprofundado sobre as necessidades únicas dos bebês.
  • Prevenção de Complicações: Além de tratar problemas de saúde, a pediatra neonatologista também foca na prevenção. Essa abordagem proativa visa evitar complicações antes mesmo que ocorram, proporcionando uma base sólida para a saúde do bebê.
  • Cuidado Especializado desde o Início: Desde o primeiro dia de vida, a pediatra neonatologista pode proporcionar um cuidado especializado, acompanhando de perto o desenvolvimento e crescimento do bebê, assegurando que esteja atingindo os marcos adequados.
  • Acompanhamento Contínuo: Um pediatra neonatologista oferece um acompanhamento contínuo, estabelecendo uma relação de confiança com os pais e garantindo que todas as questões e dúvidas sejam abordadas ao longo do crescimento do bebê.

 

Andrea Patente - Médica Pediatra Neonatologista, especializada em prematuros e primeira infância. (CRM 92953)



Hálito fresco traz confiança renovada

 A Dra. Cláudia Gobor explica como a saburra lingual é a causa

 

A saburra lingual, muitas vezes negligenciada nas rotinas de higiene bucal, pode ser um dos principais contribuintes para o mau hálito. A superfície da língua é um terreno fértil ideal para bactérias, que podem se acumular e formar a alteração do hálito.

A Dra. Cláudia C. Gobor, especialista em halitose, alerta sobre a importância de identificar e tratar esse problema. "A identificação é relativamente simples e pode ser feita observando a aparência da língua. Salvo algumas exceções, geralmente a superfície lingual tende a ser rosada, úmida e sem nenhum resíduo visível. Se houver uma placa esbranquiçada ou amarelada na superfície, é motivo para investigação, onde o dentista capacitado pode auxiliar num diagnóstico correto", explica a especialista.

A saburra ou biofilme lingual nada mais é do que o acúmulo da placa bacteriana na língua e pode ser uma das principais causas do mau hálito. Além disso, essas bactérias também podem contribuir para outros problemas de saúde bucal, como cáries e problemas gengivais.

A Dra. Cláudia reforça a importância da limpeza regular da língua como parte integrante da rotina de higiene bucal. "Usando um limpador de língua uma vez ao dia ou até uma escova de dentes dependendo do caso, pode-se remover suavemente o biofilme acumulado na superfície da língua. Essa prática simples ajuda a reduzir a quantidade de bactérias causadoras de odor, e muitas vezes ameniza consideravelmente o problema", diz a especialista.

Além disso, estudos têm mostrado que o mau hálito pode ter um impacto significativo na autoestima e nas relações sociais e profissionais das pessoas. Dentes bonitos e um hálito fresco são essenciais para uma confiança renovada e uma interação social mais agradável.

Ao adotar uma rotina completa de cuidados bucais como escovação, fio-dental e check-ups regulares, faz com que as pessoas desfrutem de um hálito mais fresco e de uma saúde bucal melhor. 



Dra. Cláudia C. Gobor - Cirurgiã Dentista especialista pelo MEC no tratamento da Halitose. Ex-Presidente e atual Diretora Executiva da Associação Brasileira de Halitose
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Dezembro Laranja: há novidade em terapias para quem descuidou do bom senso


Mesmo com as informações que se tem hoje quanto ao efeito nocivo da prolongada exposição ao sol e aos recursos para driblar os raios UVA e UVB o número de casos de câncer de pele se mantém alarmantes! De acordo com dados do Instituto Nacional do Câncer, o tumor maligno mais incidente no Brasil é o de pele não melanoma (31,3% do total de casos). 

O tipo não melanoma para câncer de pele é altamente curável quando diagnosticado precocemente. Há a grande vantagem dele ser visível. A própria pessoa tem facilidade de encontrá-lo, familiares o notam ou o médico de qualquer especialidade numa consulta de rotina pode vê-lo durante o exame clínico. 

Porém, o câncer de pele tipo melanoma – também associado ao exagero dos raios solares – pode surgir em regiões do corpo que não ficam expostas ao sol e ele carrega consigo maior risco de desenvolver metástases em qualquer parte do organismo e gerar a morte.
 

Boa notícia 

Para os casos do tipo melanoma em que a doença está avançada e existe metástase, há uma boa notícia. Nos últimos dez anos em que o uso da oncologia de precisão foi amplificado, dois tratamentos têm mostrado resultados bem mais positivos que a quimioterapia, que são a imunoterapia e a terapia-alvo. 

A imunoterapia se baseia na utilização de medicações, técnicas e tratamentos que revertem a capacidade que o câncer tem de escapar do sistema imunológico que protege o organismo. Há medicamentos que incluem entre os mecanismos de ação a remoção dessa “camuflagem” do câncer e assim o próprio corpo supera essa dificuldade e combate as células cancerosas. 

A terapia-alvo consiste na descoberta, por meio de análise de parte do material extraído do tumor por biópsia ou através de cirurgia, de elementos inerentes à célula que estão facilitando o desenvolvimento da doença. Quando a pesquisa aponta que o câncer é ativo devido a um gene, uma enzina em específico ou o receptor da membrana da célula, por exemplo, pode-se preparar um remédio para atuar diretamente sobre essa interferência. 

É preciso enfatizar que os dois tratamentos não são garantia de sucesso em todos os tipos de câncer porque cada caso é diverso do outro. Mas as taxas de eficácia são maiores, bem como são menores os efeitos colaterais graves em comparação à quimioterapia. 

Há pacientes em que aplicamos a imunoterapia e a terapia-alvo em sequência e a quimioterapia permanece como terceira opção de tratamento. 

Uma das vantagens da imunoterapia em relação à quimioterapia é que o efeito pode perdurar no organismo. É como se o corpo gerasse uma memória que continuasse a sua ação depois da aplicação. Diferente da quimioterapia, que cessa a ação quando o remédio para de ser ministrado. 

O acesso reduzido a esses dois tratamentos devido ao alto valor das medicações não permite ainda que a aplicação dos fármacos seja generalizada no Brasil. Alguns pacientes precisam recorrer à via judicial para conquistar o acesso às terapias.
 

Balança 

Uma vez que os tipos melanoma e não melanoma de câncer de pele são altamente preveníveis, o bom senso ordena que tenhamos uma conduta vigilante ante ao excesso de sol, especialmente em relação às crianças e jovens, período da vida em que a exposição à radiação solar é mais frequente e a conscientização desse público é reduzida. 

É certo que a produção de vitamina D no corpo está associada à exposição aos raios solares, mas jamais é preciso ficar queimando no sol das 10h às 16h para que a vitamina seja agregada ao organismo. O pouco tempo de exposição que se tome diariamente na locomoção de um lugar para outro, na ida ao mercado ou para regar o jardim já é suficiente. Ou então, a complementação feita por suplementos medicamentosos é um recurso fácil, eficaz e relativamente barato.
 

Nunca é demais reforçar as recomendações:

- Use diariamente protetor solar de qualidade com fator 30 ou maior para o bloqueio dos raios UVA e UVB. Dê preferência aos produtos com a especificação “muito resistentes à água”. Não se esqueça de passar também nas orelhas e na nuca; 

- Reaplique o protetor solar depois de transpirar, de usar toalha e de entrar na água do mar ou da piscina. 

- Quando souber que a exposição ao sol será demorada, use acessórios como chapéu, boné e roupas de tecidos tecnológicos que inibem a penetração dos raios solares. 

E lembre-se: O dano da radiação na pele é cumulativo e o câncer pode não aparecer imediatamente, mas a habitual exposição exagerada ao sol eleva muito a chance de a doença surgir anos depois.

 

Dr. Paulo Eduardo Pizão – oncologista, é um profissional global. Por ser docente em faculdade, gestor em instituições de saúde, atuar no atendimento clínico e por ter sido pesquisador na indústria farmacêutica, tem uma visão geral do setor e conhece o mecanismo desse segmento. Pesquisador no Centro de Pesquisa Clínica São Lucas (PUC-Campinas), coordenador da disciplina de Oncologia Clínica no Curso de Medicina da Faculdade São Leopoldo Mandic, Campinas-SP; oncologista no Instituto do Radium. Especialista em Oncologia Clínica pela Sociedade Europeia de Oncologia Médica (ESMO); Especialista em Cancerologia (Oncologia Clínica) pela Associação Médica Brasileira; PhD em Medicina (Oncologia) pela Universidade Livre de Amsterdam, Holanda.


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