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terça-feira, 3 de agosto de 2021

Não precisa ser super-herói para ser um bom pai

Que ninguém nasce pai, todo mundo sabe. O que muitos não sabem é que, para ser um bom pai, basta ser presente, interessado e participativo. Quer mais? Aí vão algumas dicas para te mostrar que exercer a função de pai requer atitudes simples, mas que farão toda a diferença para seu filho:   

– Esteja presente na educação e nos cuidados da criança desde o primeiro momento. Lembre-se: mais importante do que a quantidade, é a qualidade de tempo à dedicação ao seu filho, desde o nascimento. 

– Eduque com limites, sempre. A educação permissiva, em que a criança impõe sua vontade, prejudica o seu desenvolvimento, tornando-a mimada, insegura e frágil. Impor limites, sem ser autoritário, mas usando de firmeza, dá noção de hierarquia e traz muita segurança para os filhos.  

– Proporcione à criança um ambiente saudável, onde ela possa se desenvolver, se descobrir, explorar, brincar, aprender e participar ativamente da vida familiar. 

– Evite gritar com seu filho. Longe de surtir o efeito desejado, só afeta a autoestima da criança, e o seu comportamento futuro pode se tornar agressivo.  

– Ensine com o exemplo. Se você quer ter filhos independentes, respeitosos e educados, mostre a eles como se faz por meio de ações. Não podemos dizer para uma criança ter paciência quando nós mesmos a perdemos em seguida. 

– Dizer que ama seu filho é fundamental, mas é preciso fazê-lo perceber. A criança deve estar consciente desse carinho por meio de atitudes como interação, diálogo e interesse pela sua vida. 

– Incentive a confiança e as conversas maduras em família, mostrando que seus filhos podem contar com você para tudo.  

– Quando seu filho te procurar para conversar, espontaneamente, dê total atenção. Ouça tudo até o final, sem interrupções. Deixe para emitir suas opiniões somente quando tiver certeza de que ele disse tudo o que precisava. 

– Nunca desconsidere o que a criança está sentindo, dizendo que já é um “homem” ou uma “moça”, que não tem que ter medo de nada ou que isso é uma bobagem. Mostre que você entende seus sentimentos. Essa postura fará com que seu filho sinta abertura para expor suas emoções. Aproveite e fale das suas emoções e conte suas histórias pessoais. São ferramentas que criam vínculos profundos.

 

Stella Azulay - fundadora da Escola de Pais XD, Educadora Parental pela Positive Discipline Association, especialista em Análise de Perfil e Neurociência Comportamental e Mentora de pais e adolescentes.


Ancestralidade contribui para o desenvolvimento pessoal e profissional

Mentora de alta performance, Marinélia Leal conta como a constelação sistêmica pode oferecer benefícios para uma vida com mais qualidade

 

Muitas pessoas têm desejo de conhecer suas principais qualidades e como desenvolvê-las para ter uma vida de sucesso, mas são poucos que conhecem a constelação sistêmica, técnica terapêutica criada pelo alemão Bert Hellinger e utilizada nos dias de hoje para ajudar indivíduos a entender de que forma a ancestralidade pode fazer a diferença na vida pessoal, profissional e até mesmo romântica.

A mentora de alta performance Marinélia Leal relata como esse sistema pode ser fundamental para encontrar e reconhecer padrões que possam impactar a vida de qualquer forma, seja ela positiva ou negativa. “Em determinados pontos sabemos que nossos ancestrais deixaram um legado, mas é importante ter em mente se essas heranças são ou não favoráveis às nossas personalidades e também ao nosso estilo de vida atual. Nesse caso, o ideal é trazer para si o legado que te favorece”, ela conta.

Como resultado do uso desta técnica é possível conhecer o passado ancestral da sua família e descobrir, por exemplo, que eles foram lavradores e possuíam muito contato com a terra. Segundo Marinélia, mesmo que essas ocupações não sejam necessárias nos dias de hoje, é possível adquirir algumas das qualidades que foram utilizadas para realizar esses trabalhos e levar esse legado adiante, transportando a força, determinação,  compromisso e a coragem para outras áreas da vida.

A especialista em gestão de alta performance explica que esse processo traz a percepção de atitudes e atributos que estão se repetindo, além do conhecimento sobre se esses padrões fazem sentido ou se é hora de abandoná-los para alcançar os objetivos desejados.

Segundo Marinélia, uma boa maneira de reconhecer a constelação sistêmica é enxergando-a como uma árvore, devido às raízes que elas carregam. “Quando a gente olha para um ser vivo como uma planta ou uma fruta, percebemos que ali tem uma história, um legado. É preciso identificar que nós temos raízes, que elas são responsáveis pela nossa ancestralidade, quanto mais fortes forem essas raízes mais fortes nós somos e por esse motivo é necessário cuidar e nutri-las”.

Ao considerar esses pontos, Marinélia ressalta que por essa razão é relevante para todos honrar as próprias raízes. “É essencial olhar para os nossos ancestrais e reconhecê-los para que, consequentemente, eles possam nos dar uma árvore mais estruturada com frutos mais doces. Dessa forma, teremos uma vida mais harmoniosa e saudável”, finaliza.

 


Marinélia Leal - Engenheira química de formação, depois de concluir sua pós-graduação em Gestão da Qualidade, descobriu o desejo de trabalhar com pessoas e ajudá-las a ter uma vida com mais qualidade. Morando há 19 anos em Portugal, atua como Mentora de Alta Performance, com ênfase em Neuro Mentoring de Mindset Milionário desde 2017, e como Terapeuta Vibracional, Life Coach, Formadora e Escritora desde 1998. Especialista em Rebirthing/Renascimento e Pré-Escola Uterina, Marinélia Leal auxilia as pessoas a encontrarem e desenvolverem o melhor de si.

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Está difícil beber água? Conheça formas alternativas de se hidratar

Nem só de três litros de água por dia vive o homem, ou a mulher. Nutricionista ensina como driblar a dificuldade de ingerir água

 

Apesar da água ser necessária para a saúde física, para muitas pessoas pode ser um desafio ingerir os famosos três litros por dia, e com as baixas temperaturas que tomaram conta de boa parte do país, beber diariamente essa quantidade necessária para o corpo humano fica ainda mais difícil. Mas engana-se quem pensa que somente a água pura conta para a hidratação do corpo.

A nutricionista Beatriz Fausto, da Clínica Corporeum, de Brasília, explica que para quem tem dificuldade, ou não gosta de beber água, algumas táticas podem ser usadas. "Uma sugestão é consumir água saborizada, basta cortar rodelas de limão, laranja ou abacaxi e hortelã, colocar dentro de uma garrafa com água e ir consumindo durante o dia. Assim o líquido fica com um gosto agradável e suave", aconselha a especialista.

Chás e frutas também são excelentes alternativas para driblar a dificuldade de beber água. A melancia, por exemplo, é uma das frutas que mais hidratam, contendo cerca de 95% de água em sua composição, além de ser rica em vitamina A, B6 e C, potássio, ferro, cálcio, licopeno e ter baixo valor calórico. "As frutas são ótimas aliadas para os dias mais secos, pois são compostas por mais de 70% de água, além de serem ricas em vitaminas, antioxidantes, minerais e fibras", alerta Beatriz.



As melhores alternativas

Algumas frutas, além da melancia, são mais indicadas para quem deseja ingerir água de uma forma diferente e saudável. A laranja ocupa o segundo lugar no ranking das frutas com mais água em sua composição, com 89,6%, além de ser rica em fibras, antioxidantes, vitamina C, cálcio, potássio, magnésio, fósforo e ferro.

Abacaxi, mamão, melancia e melão também estão na lista das frutas campeãs da hidratação. Mesmo assim, ainda acha difícil levar frutas para o trabalho, faculdade ou escola para consumir durante o dia? Então aposte nos chás!

Quentes ou frios, os chás têm incontáveis benefícios nutricionais. Aposte em chás de camomila, hortelã, frutas vermelhas, gengibre, erva doce, entre outros, mas fique de olho nos ingredientes do rótulo: os que contém cafeína devem ser consumidos com moderação. "Já foi provado que a camomila, por exemplo, ajuda a evitar problemas cardiovasculares e fortalece o sistema imunológico. O chá de gengibre alivia enjoos, o de erva doce ajuda com as gases e assim por diante. Além de serem uma ótima alternativa para ajudar na hidratação, trazem outros benefícios para o corpo", explica Beatriz.

Aos amantes de suco, podem incluí-los na rotina. Os sucos naturais, feitos, de preferência, com a fruta in natura, são excelentes aliados. Mas a nutricionista da Corporeum recomenda: "dê preferência aos sem açúcar!". Além do mais, uma dieta rica em vegetais contribui para a saúde, emagrecimento e consumo diário de água.

Alguns alimentos são compostos, em sua maioria, por água, sendo ótimas opções na missão de consumir o mínimo indicado de líquidos diários. O alface, por exemplo, possui cerca de 96% de água em sua composição, enquanto o pepino tem 95%. O leite também entra na lista de parceiros, com cerca de 91%.



Indispensável para a saúde

A pergunta que pode ficar é: por que a água é tão importante? Mais de 70% do corpo humano é composto por água, ela ajuda a levar nutrientes como oxigênio e sais minerais até as células, além de expulsar as substâncias tóxicas do corpo por meio do suor e da urina. Por isso é indicado que, de acordo com as recomendações gerais, cada indivíduo consuma de 30 a 40ml de água por quilo, então uma pessoa com 70kg deve consumir cerca de 2L por dia.

A nutricionista separou 10 ganhos da ingestão de água, para incentivar o consumo: regula a temperatura do organismo; ajuda a eliminar toxinas por meio da urina; ajuda a prevenir infecções urinárias; lubrifica articulações; favorece o funcionamento do intestino; melhora a absorção de nutrientes; auxilia na digestão; favorece o emagrecimento; ajuda no controle da pressão arterial e favorece uma melhor aparência da pele.

"Para não esquecer de ingerir água, ande sempre com uma garrafinha e conte com a ajuda de aplicativos que emitem notificações para lembrar de beber água durante o dia. Isso ajuda a beber mais líquidos e sem sofrimento!", finaliza a nutricionista.


Dia 5 de agosto como o dia da saúde: um bem-estar almejado por todos

Entenda com a saúde perpassa uma boa alimentação e a prática de exercícios físicos


Com o agravamento da pandemia do coronavírus, muito foi estimulada a prevenção e alguns cuidados para se tomar com relação a essa doença. Utilizar máscaras para evitar o contágio pelo ar e saliva, usar sempre álcool para evitar a propagação do vírus, manter o distanciamento para não ocasionar em ainda mais infectados.

Além disso, com a saúde de milhares de pessoas comprometidas, foi estimulado também alguns cuidados gerais com o nosso corpo, como uma alimentação mais saudável, a ingestão de, no mínimo, 2 litros de água por dia e a prática de exercícios físicos. No entanto, o que pouco se fala sobre os cuidados com a saúde, é que eles perpassam a esfera de prevenções e atitudes físicas.

De acordo com o psicólogo Alessandro Scaranto, “a saúde, nada mais é do que o equilíbrio pleno”. Isso significa que, apesar dessas atitudes já citadas serem importantes, elas compõem somente um aspecto do que se refere à saúde. Ter uma boa saúde não significa ter um belo corpo e bons percentuais de gordura. “Ser saudável está intrinsecamente relacionado ao bem-estar e felicidade que sentimos com nós mesmos”, explica Alessandro.

De acordo com dados divulgados pela OMS, cerca de 300 milhões de pessoas sofrem com o transtorno depressivo. “Dentre essas pessoas, com certeza existem aquelas que têm um corpo físico admirável e digno de exemplo nas academias e consultórios de nutrição", afirma o especialista. No entanto, mesmo assim, se sentem sozinhas e desiludidas com o mundo que as cerca.

Isso ocorre porque, a saúde, por fim, é como se fosse um estado de espírito. Ser saudável, portanto, é ter um equilíbrio entre as adversidades da vida e o bem-estar. Uma pessoa saudável, ao mesmo passo que cuida do seu corpo físico, cuida da saúde mental e das relações que a cerca. Uma pessoa saudável é capaz de, “apesar de tudo, sentir-se disposta a continuar buscando a felicidade”, argumenta o psicólogo.

Por fim, a busca pela saúde está muito mais relacionada ao estado de equilíbrio, bem-estar e qualidade de vida como um todo, do que a uma procura desenfreada pelo corpo ideal. “O que restará de nós é somente uma vida bem vivida. Por isso, viiver de forma saudável é viver de forma a aproveitar cada segundo que temos”, finaliza Alessandro. 

 


Alessandro Scaranto - Psicólogo e Acupunturista

@scaranto_psicologia


Mais de 87,5 mil crianças perderam o pai para a Covid-19 no Bras

Psicóloga dá dicas de como ajudar crianças e adolescentes a superar o luto neste Dia dos Pais

 

Celebrado internacionalmente – ainda que em datas diferentes – o Dia dos Pais costuma reunir famílias para homenagear a figura paterna. No Brasil, para pelo menos 87,5 mil crianças e adolescentes, o próximo domingo, 8 de agosto, não será de festa.

Um estudo publicado na revista científica The Lancet estima que mais de 87,5 mil menores de 18 anos tenham perdido o pai para Covid-19 no Brasil. Se considerar as crianças e adolescentes que perderam a mãe, ficando total ou parcialmente órfãs, o número sobe para 130 mil.

O levantamento realizado entre março de 2020 e abril de 2021 levou em consideração as taxas de natalidade e de mortes por Covid-19 em 21 países que somam 76,4% dos óbitos no mundo. No total, pelo menos 1,5 milhão de crianças no mundo perderam um dos pais ou avós responsáveis. No Brasil, 2,4 crianças a cada mil foram afetadas.

A figura paterna é essencial para o desenvolvimento emocional, social e psicológico de crianças e adolescentes. Para suprir a ausência do pai é necessário que outra pessoa assuma esse papel e ofereça carinho, apoio, proteção, companhia, cuidados e limites. O importante é que a criança ou adolescente tenha alguém em quem confiar e se inspirar.


Tristeza e revolta

“Celebrações como o Dia dos Pais podem acentuar sentimentos como a tristeza e até mesmo a revolta para quem vive o luto recente, principalmente nos adolescentes, mais propícios à rebeldia e à emotividade. Adolescentes que perderam o pai podem viver essa experiência de forma muito imprevisível”, diz a psicóloga Daniela Jungles, supervisora do Serviço-Escola de Psicologia do UniCuritiba - instituição de ensino superior que faz parte da Ânima, uma das principais organizações educacionais do país.

Um ponto de atenção, continua a professora, é que adolescentes de forma geral têm dificuldades em compartilhar suas emoções ou buscar ajuda dos parentes, por isso, os responsáveis devem estar mais cuidadosos e atentos. “Sabemos que a adolescência é, em si, uma fase difícil, muitas vezes complicada por conflitos com os pais, por isso quando ocorre a morte de um deles nessas circunstâncias, o jovem se sente muito culpado, o que complica ainda mais o luto.”


Dicas para ajudar crianças e adolescentes em luto

Para que crianças e adolescentes se sintam amparadas e acolhidas neste Dia dos Pais, a psicóloga Daniela Jungles preparou algumas dicas que vão ajudar os familiares a lidar com a situação.

  1. Encoraje crianças e adolescentes a expressar os sentimentos. Desenhos, brincadeiras, histórias, filmes e livros são boas ferramentas para ajudá-los a conversar sobre o que estão sentindo.
  1. Reuniões familiares, aniversários ou eventos como o Dia dos Pais fazem com que a criança sinta falta da pessoa falecida. Isso pode desencadear crises de choro, irritabilidade, insônia, pesadelos, crises de ansiedade etc. Esteja pronto para dar conforto e apoio nestes tempos.
  1. Ofereça à criança ou adolescente suporte fora da família e favoreça novos vínculos com pessoas que atuarão como um "substituto" para o pai falecido: um tio, um primo, um amigo da família, um professor etc.
  1. Conversar sobre a morte não é fácil, mas é necessário. Aborde o assunto com sensibilidade e de forma simples. Seja o mais aberto e franco possível e deixe a criança ou adolescente conduzir a conversa.
  1. Incentive a criança a falar e fazer perguntas. Basta responder o melhor que puder. Seja sincero. É bom não esconder que você não sabe tudo e que algumas coisas são difíceis de entender, mesmo para os adultos.
  1. Mesmo com toda a dificuldade de falar sobre a morte e a dor da perda que os próprios familiares estão vivendo, tenha consciência de que as crianças têm o direito de ser incluídas em todas as circunstâncias da vida familiar, com os cuidados que a infância impõe.
  1. Crianças e adolescentes devem receber informações sobre a doença, a sua gravidade e até mesmo o fim da vida de alguém que amam e têm direito a participar de todos os ritos fúnebres que envolvem a morte.
  1. Deixe que as crianças e adolescentes expressem suas dores, medos, angústias e até curiosidades sobre o fim da vida. Ouvir as crianças e responder os seus questionamentos gera segurança, proteção e amor.
  1. Não se esqueça que cabe aos adultos estarem atentos às crianças e adolescentes enlutados e acompanhá-los afetuosamente durante a sua provação, ajudando-os a redescobrir o amor à vida.
  1. A vida tem fim, esta é a nossa única certeza, mas também a mais difícil de admitir. Se tiver dificuldade de conversar sobre o assunto com as crianças e adolescentes, procure ajude especializada.

Luto e faixa etária

Crianças e adolescentes reagem de maneira diferente à morte de familiares de acordo com sua idade, sua personalidade e a proximidade de seu vínculo com a pessoa que faleceu. Ainda assim, explica a professora do curso de Psicologia do UniCuritiba, Daniela Jungles, é possível ter alguns indicativos de como cada criança lida com o luto conforme a sua faixa etária.

  • Até 2 anos - Um bebê recém-nascido pode sofrer não por estar ciente da morte de um ente querido, mas por sentir a ausência corporal da pessoa que normalmente cuidava dele. Antes dos 2 anos, uma criança pode vivenciar o efeito do luto por meio das emoções que seus familiares sentem, como raiva e tristeza.
  • Entre 3 e 5 anos - O conceito de morte refere-se à separação, mas sua natureza final ainda não foi compreendida. Nessa idade, o raciocínio baseado em pensamento mágico aparece e a morte é compreendida como reversível.
  • Dos 6 aos 8 anos - O aspecto final da morte começa a ser compreendido e uma série de habilidades são aprendidas. A criança pode então questionar a lógica em torno da morte: Quem pode morrer? Por quais motivos? O que acontece após a morte? A partir das respostas, a criança vai construir seu próprio raciocínio e tirar suas conclusões.
  • Dos 9 aos 11 anos - Entende-se claramente a noção da irreversibilidade da morte. A criança é capaz de compreender o efeito do luto sobre seus entes queridos e adotar inclusive uma postura protetora em relação à mãe e aos irmãos menores, por exemplo.
  • Adolescência - Período de intensas mudanças físicas e psicológicas. Quando um dos pais morre, o adolescente se vê confrontado com um novo turbilhão de emoções e a maioria terá dificuldade de compreender e canalizar todos os sentimentos ligados ao luto. O adolescente (a partir dos 12 anos) pode já ter a aparência de um jovem adulto, mas isso não quer dizer que tenha maturidade emocional. Por isso, precisa de ajuda de toda a família, assim como é feito com as crianças.

De acordo com a psicóloga, a tendência é evitar falar sobre a morte para “impedir” que os filhos sofram. “Conversar sobre a morte não é fácil porque, em certo sentido, isso remete à própria dificuldade em abordar o assunto. A vida tem fim, esta é a nossa única certeza, mas também a mais difícil de admitir. Só que quando é um dos genitores falece, não temos escolha a não ser falar sobre o tema da melhor forma possível”, finaliza.


Modelo mirim: saiba como se prevenir das armadilhas

O início da carreira é sempre cercada de muita expectativa e, em especial, de dúvidas, e se tratando de crianças e modelos mirins é mais ainda. E isso não é para menos, já que tanto os pais quanto os filhos ainda estão aprendendo e se adaptando ao que é o mercado da moda e quais os aspectos são requisitados para alcançar o reconhecimento, a fama e um bom retorno financeiro.

Com isso, um dos pontos que mais gera questionamentos é justamente como se prevenir de armadilhas e garantir que a experiência de modelar seja verdadeiramente proveitosa e sem impactos negativos para os pequenos.

O empresário e scouter Dilson Stein, um dos mais renomados do setor passa algumas dicas para fugir de situações desnecessárias e, principalmente, a proteger a criança de qualquer vivência traumática. 


Pesquise sobre o histórico da agência escolhida

Para começar, faça uma pesquisa completa sobre a agência de modelos que está pensando em escolher. Analise a reputação e o histórico dela no mercado, descubra quais nomes ela ajudou a revelar ao longo dos anos e se informe sobre os clientes e parceiros que a empresa tem.

"Além disso, faça visitas ao espaço físico da agência, converse com os profissionais que atuam no lugar, veja como é a presença dela on-line (se tem blog, redes sociais, site etc.) e, se possível, entre em contato com outros pais que já passaram por esse mesmo processo no qual você se encontra e que hoje são agenciados por ela", explica Dislon.


Não assine nenhum contrato sem ler

Essa é uma dica óbvia, mas acredite: ainda há muitas pessoas que assinam documentos sem ler o que está escrito neles. Por isso, fique atento e jamais assine nenhum contrato para modelos mirins sem ler!

É importante não apenas estar ciente sobre o conteúdo dele, mas principalmente se você concorda com os termos propostos, se todos os trâmites legais envolvendo o projeto estão em dia e se os direitos do seu filho estão devidamente resguardados.

Por isso, leia e releia-o quantas vezes for necessário, não deixe de tirar suas dúvidas e, caso sinta necessidade, conte com o auxílio de um advogado.


Acompanhe a criança em cada projeto

Por último, tenha em mente que você é o responsável pela criança e precisa ter disponibilidade de tempo para acompanhá-la em cada novo projeto que será realizado.

"Isso é fundamental, pois verá de perto se todas as cláusulas do contrato são respeitadas, se o pequeno é devidamente assistido durante ensaios, testes ou filmagens e se ele está, de fato, confortável em fazer determinada pose ou agir de certa maneira em frente as câmeras, por exemplo", pondera Stein.

É importante que a criança encare o trabalho de modelar como um momento de diversão, descoberta e entretenimento, não como uma obrigação ou uma imposição.

Seguindo nossas dicas para a carreira de modelos mirins, vai ser mais fácil evitar experiências negativas e garantir que o seu filho seja assessorado por uma agência séria e conceituada.


Centro Universitário realiza ação para doação de sangue

Anhanguera e parceiros buscam possíveis doadores na cidade de São Paulo

 

Nos dias 10 e 11 de agosto, o Centro Universitário Anhanguera, em parceria com a ONG Amor se Doa e o Shopping Metrô Itaquera, irão realizar das 9h às 15h a campanha de Doação de Sangue, a fim de ajudar a aumentar a capacidade dos bancos de sangue da cidade.

Para doar, existem algumas necessidades e proibições. Veja abaixo.

O futuro doador precisa:

• Ter entre 16 e 69 anos com peso a partir de 50kg;

• Pessoas com idade entre 60 e 69 anos só poderão doar sangue se já o tiverem feito antes dos 60 anos;

• Para menores de 16 anos, deve-se estar acompanhado de um responsável;

• Estar alimentado. Evite alimentos gordurosos nas 3 horas que antecedem a doação de sangue;

• Caso seja após o almoço, aguardar 2 horas;

• Ter dormido pelo menos 6 horas nas últimas 24 horas;

• A frequência máxima é de quatro doações de sangue anuais para o homem e de três doações de sangue anuais para as mulheres;

• O intervalo mínimo entre uma doação de sangue e outra é de dois meses para os homens e de três meses para as mulheres.

O futuro doador não pode:

• Estar com gripe, resfriado e febre: aguardar 7 dias após o desaparecimento dos sintomas;

• Estar no período gestacional;

• O período pós-gravidez permitido é de 90 dias para parto normal e 180 dias para cesariana;

• Para lactantes, são até 12 meses de espera após o parto;

• Ter ingerido bebida alcoólica nas 12 horas que antecedem a doação;

• Ter feito tatuagem e/ou piercing nos últimos 12 meses (piercing em cavidade oral ou região genital impedem a doação);

• Ter tido extração dentária nas últimas 72 horas;

• Ter tido apendicite, hérnia, amigdalectomia, varizes nos últimos 3 meses;

• Ter tido colecistectomia, histerectomia, nefrectomia, redução de fraturas, politraumatismos sem seqüelas graves, tireoidectomia, colectomia nos últimos 6 meses;

• Ter feito transfusão de sangue no último ano;

• Ter realizado exames/procedimentos com utilização de endoscópio nos últimos 6 meses;

• Ter sido exposto a situações de risco acrescido para infecções sexualmente transmissíveis (aguardar 12 meses após a exposição);

• Ter passado por um quadro de hepatite após os 11 anos de idade;

• Usar drogas ilícitas injetáveis;

• Ter evidência clínica ou laboratorial das seguintes doenças transmissíveis pelo sangue: Hepatites B e C, AIDS (vírus HIV), doenças associadas ao vírus HTLV I e II e Doença de Chagas.

Para os casos de vacina, veja abaixo as indicações:

• Para vacinas contra a gripe (vírus H1N1), espere dois dias (48 horas) para a doação;

• Para a vacina contra a Covid-19 (vírus coronavírus), se tomou Coronavac, produzida pela chinesa Sinovac em parceria com o Instituto Butantan, a regra é esperar dois dias (48 horas) para doas sangue, valendo para ambas as doses;

• Para quem receber a vacina AstraZeneca e Pfizer no combate a Covid-19, o prazo para doar sangue é de 7 dias (168 horas) após a aplicação;

Para doar, é necessário o fazer o cadastro nos links abaixo, agendar seu horário e comparecer levando um documento de identidade com foto e, se possível, carteirinha de vacinação. Para não gerar aglomerações, respeite o horário agendado.


DOAÇÃO DE SANGUE

Local: Shopping Metro Itaquera, Av. José Pinheiro Borges, s/n - Itaquera, São Paulo - SP, 08220-900 (de baixo do Poupatempo)

Horário: 9h às 15h

Inscrição:

Para o dia 10/08:

https://www.sympla.com.br/doacao-de-sangue-no-centro-universitario-anhanguera---dia-1008__1291668

Para o dia 11/08:

https://www.sympla.com.br/doacao-de-sangue-no-centro-universitario-anhanguera---dia-1108__1291669

 


Anhanguera

https://www.anhanguera.com/ e https://blog.anhanguera.com/category/noticias/

 

Kroton

www.kroton.com.br


Envelhecimento dental torna-se mais precoce

Maus hábitos alimentares, estresse, ansiedade, doenças gástricas e outras escolhas que fazem parte da rotina podem deixar o sorriso mais velho antes da hora

 

Em consultórios odontológicos é comum observar pacientes adultos e jovens com a dentição equivalente ao dobro da idade. Especialistas acreditam que essa façanha é motivada principalmente por conta dos hábitos adotados pelos cidadãos modernos, ao nervosismo, a alimentação e até mesmo a ansiedade.

O cirurgião-dentista André Luiz Pataro, doutor e mestre em odontologia, especialista em periodontia e diretor da Clínica Pataro, em Belo Horizonte, explica que tais situações implicam um desgaste das estruturas dentais, incluindo esmalte, dentina e os tecidos de suporte do dente – periodonto. No caso do esmalte, que é a estrutura mais resistente do corpo humano, pode degradar-se quando exposto a fatores de risco capazes de acelerar a corrosão dentária. A dentina, que fica abaixo do esmalte, tem sua degradação muito mais rápido quando exposta. Além disso, as retrações gengivais geralmente estão envolvidas no processo de envelhecimento dental.

“É triste perceber que o envelhecimento precoce dos dentes é uma condição cada vez mais comum entre os jovens. Esse descuido com os dentes acarreta sérios problemas para a saúde de uma maneira geral. Isso porque na maior parte das vezes a alimentação inadequada, o estresse e outros hábitos podem comprometer a longevidade dos dentes”, explica.

O especialista acrescenta que algumas bebidas e comidas industrializadas podem prejudicar a saúde dental. “O consumo de bebidas ácidas como refrigerantes, energéticos e algumas bebidas alcoólicas é capaz de danificar o esmalte de forma irreversível. Comidas processadas e açucaradas também surtem os mesmos efeitos da alimentação ácida. Uma boa dica para quem não pode ou não quer evitar tais alimentos é a de consumir refeições saudáveis e beber água, pois ela atuará no equilíbrio do pH e ajuda a diluir os alimentos na boca. Sucos cítricos em excesso também podem causar danos ao esmalte, devendo-se ser consumidos com moderação. Além disso, é importante de utilizar dentifrícios fluoretados”, aconselha.

Ademais, estresse e ansiedade combinados aos maus hábitos rotineiros também são motivo para preocupação. “Uma pessoa nervosa demais acaba produzindo uma quantidade de saliva menor. Além do papel na digestão, a saliva tem um importante papel para a manutenção do pH da boca. Com menos saliva, os dentes ficam mais vulneráveis à acidez, o que provoca a desmineralização do dental. Não bastasse esse problema, pessoas muito estressadas e que sofrem de ansiedade normalmente rangem ou cerram os dentes, desenvolvendo o hábito de bruxismo. Essa atividade provoca uma sobrecarga das articulações bucais e termina impactando a gengiva e finaliza desgastando o esmalte, além de outras possíveis complicações”, esclarece Dr. André Pataro.

Não bastasse todas essas contraindicações, ainda existem doenças gástricas que podem acarretar os mesmos problemas. “O refluxo gastroesofágico, que acontece quando uma válvula entre o esôfago e o estômago relaxa demais e permite que o conteúdo gástrico retorne. Junto a esse gás, emergem alguns ácidos estomacais que entram em contato com a boca e provocam a corrosão dentária”.

Nesse contexto, o cirurgião-dentista ressalta que as pessoas estão vivendo mais e consequentemente precisarão dos dentes por mais tempo. Em vista disso, manter a saúde bucal em dia é de suma importância para evitar o envelhecimento precoce da arcada dentária e ter qualidade de vida.

Acima de tudo, o dentista aconselha sobre o cuidado profissional. “Ir ao dentista regularmente é essencial para uma melhor manutenção da saúde bucal de uma forma geral, o que acaba evitando o envelhecimento precoce dos dentes e outras comorbidades que porventura surgem ao longo da vida. É aquela velha dica de que é melhor prevenir do que remediar. É muito melhor, e mais inteligente, prevenir a saúde do que chegar a um ponto de ser necessária a realização de procedimentos complexos”, finaliza Dr. Pataro.

 

É possível tratar o envelhecimento precoce dos dentes?

Uma vez que acontece o desgaste do esmalte dental, ele não se regenera e não pode ser substituído. Nesse caso, a solução pode ser a realização de restauração com resina composta ou lentes de contato dental em porcelana, por exemplo. Quando há a retração gengival, uma solução pode ser uma cirurgia plástica gengival, como enxerto gengival.

Todavia, o cirurgião-dentista de Belo Horizonte ressalva a importância dos cuidados preventivos e de certa educação. “A educação sobre os cuidados com a saúde bucal é sempre a melhor opção. Assim, a probabilidade de a pessoa adotar os cuidados adequados desde cedo é maior. Cuidar bem dos dentes é a melhor estratégia para assegurar um belo sorriso por muitos anos e também para evitar outros problemas dentais. Nesse ínterim, a orientação profissional personalizada torna-se um grande diferencial para a prevenção e saúde bucal ao longo do tempo”, indica Dr. Pataro.

 

O que são os cuidados preventivos?

Dr. André Pataro confirma que o bom cuidado começa pela escovação. “Se por acaso ocorrer o consumo de algum desses alimentos ricos em ácidos, enxague bem a boca, espere alguns minutos e então escove os dentes. Parece simples, mas o simples gesto elimina boa parte de resquícios de materiais indevidos que podem acumular nos dentes e acabam danificando o esmalte, além de gerar tempo adequado para a diluição dos ácidos da alimentação. Como sempre, o uso do fio dental é indispensável”.

“Cuidar dos dentes é simples. São cuidados básicos, acessíveis e que se inseridos da forma adequada na rotina, podem ajudar a manter o sorriso lindo e saudável por muito tempo”, finaliza.


Transplante uterino: uma alternativa para mulheres que nasceram sem este órgao, com mal formação ou que tiveram que retirá-lo de forma inesperada

 Ainda em fase experimental no Brasil, o médico e pesquisador Dani Ejzenberg compartilha informações sobre o procedimento e a necessidade de financiamento para alcançar mais pacientes


A maternidade continua fazendo parte dos sonhos de muitas mulheres, porém, para aquelas diagnosticadas com a Síndrome de Rokitansky, esse caminho é bastante diferente. Esta síndrome que compromete o sistema reprodutor feminino em graus variados ocorre durante a vida intra uterina afetando o desenvolvimento do útero e do canal vaginal.Pode acometer também os ossos, o coração e o sistema urinário.

No entanto, isso já não é mais um impedimento para a maternidade. Os avanços nas pesquisas científicas oferecem novas possibilidades que vão além da adoção e do útero de substituição, como o transplante de útero. Atualmente, a técnica vem passando por aprimoramentos para a redução de tempo entre a retirada e o implante, e a simplificação das medicações utilizadas para evitar a rejeição do órgão, explica o Dr. Dani Ejzenberg, ginecologista obstetra e especialista em reprodução humana.

Ejzenberg atua como médico supervisor e pesquisador no Centro de Reprodução Humana da Disciplina de Ginecologia do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, e é parceiro do Instituto Roki - iniciativa de acolhimento e compartilhamento de informações para mulheres com Síndrome de Rokitansky.

Segundo o médico, o transplante se tornou uma alternativa para a maternidade em 2014, quando um grupo de pesquisadores da Suécia realizaram uma série de nove procedimentos com doadoras vivas. A primeira operação de sucesso, com doadora falecida, foi realizada pelo seu grupo no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP em 2016, com o nascimento do bebê em dezembro de 2017. "Até hoje já ocorreram mais de 20 nascimentos na Suécia, Brasil, Estados Unidos, Líbano, Índia, Alemanha, França, China e República Tcheca", aponta Ejzenberg.


Legislação e pesquisa

No Brasil, o transplante de útero ainda é considerado um procedimento experimental, por isso a técnica é oferecida somente no campo de pesquisa, porém, com o aumento de casos bem sucedidos, a expectativa é que seja liberada em breve para a realização em centros especializados.

O transplante uterino pode ser realizado de duas formas: com doadora viva ou falecida. O primeiro permite uma avaliação aprofundada da doadora e um prazo curto entre a retirada e o implante - porém o procedimento envolve custos maiores, riscos cirúrgicos para a doadora, além da necessidade de um candidato disposto a doar. "O transplante com a doadora falecida exige equipes de prontidão para a retirada do órgão e agilidade para a chegada da receptora e realização do transplante", afirma Ejzenberg.


Recomendações

O transplante uterino para a gestação é temporário e indicado para as pacientes com Síndrome de Rokitansky que nasceram sem útero; com hipoplasia uterina (quando possuem graves malformações uterinas); ou que perderam o órgão de forma inesperada (na gestação ou no parto, por causa de câncer, como complicação de cirurgia ginecologica) .

"Para receber o transplante é sugerido que a paciente tenha até 40 anos e apresente boas condições de saúde", recomenda Ejzenberg. As mulheres que desejam doar precisam ter até 57 anos, serem saudáveis e preferencialmente ter tido filhos. As etapas para o tratamento incluem avaliação médica da doadora e da receptora, fertilização in vitro, a cirurgia do transplante uterino, seguimento pós-transplante, , transferência de embriões, acompanhamento pré-natal e parto. "Na Suécia, o custo do tratamento inteiro vai de 50 a 100 mil euros por caso, como foi nos primeiros 9 pacientes". Baseado nos dois casos iniciais realizados no Hospital das Clínicas, o custo estimado no Brasil é de 25 a 30 mil dólares.

Por enquanto, ainda não é possível às pacientes transplantadas engravidarem pelo método tradicional porque as tubas uterinas não são transplantadas, explica Ejzenberg. A manutenção do útero para uma segunda gestação é permitida, desde que continue com os medicamentos para evitar a rejeição do órgão.

O médico alerta que o procedimento oferece os mesmos riscos de outras cirurgias do mesmo porte, como sangramento, infecções, lesões de órgãos próximos e perda do órgão transplantado. Também há o risco do corpo rejeitar o órgão durante a gestação que pode ser contornado com a medicação apropriada. Os cuidados são semelhantes aos realizados após outros tipos de transplantes. "Mas não há registro de complicações graves após o transplante uterino e parto", tranquiliza.

O Centro de Reprodução Humana da Disciplina de Ginecologia do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP atende casais de forma gratuita desde o início de suas atividades, em 2003. Devido aos custos envolvidos nesta pesquisa, os profissionais da unidade estão em busca de financiamento para a realização de novos transplantes.

 


Instituto Roki


Adenomiose: o que é, sintomas e tratamento

A adenomiose é uma alteração que ocorre dentro da cavidade do útero, na transição do endométrio para o miométrio.

Apesar de não tão frequente, a adenomiose pode atrapalhar muito a qualidade de vida da mulher, inclusive dificultando uma possível gestação.

O que causa adenomiose?

A verdade é que ainda pouco se sabe sobre por que a adenomiose acontece. O que sabemos é que a doença está relacionada a algumas alterações enzimáticas e também cirurgias no útero, como cirurgias intrauterinas e cesáreas.

Sabemos também que ela tende a acometer mais pacientes por volta dos 40 a 50 anos de idade, podendo também atingir mulheres mais jovens (nestes casos, tende a ser mais forte).


O que é a adenomiose?

A adenomiose é uma alteração que ocorre dentro da cavidade do útero. Nela, acontece uma quebra entre o endométrio (camada interna do útero) e o miométrio (camada externa do útero), ou seja, as células endometriais infiltram o miométrio. Isso pode acontecer em um só local – o que chamamos de adenomiose focal – ou em toda a camada externa, causando uma lesão mais extensa – chamada adenomiose difusa.

Toda vez que a paciente menstrua essa região (o miométrio) sangra também, o que leva a uma inflamação no útero, resultando em dor e aumento de sangramento.


Quais os principais sintomas?

Os sintomas comuns variam de mulher para mulher. Quando a doença está mais avançada ela trará mais sintomas, já quando é mais restrita os sintomas são mais leves. Em geral, temos:

Cólicas intensas no período da menstruação;

Menstruação aumentada, inclusive com coágulos;

Dor na relação (em algumas pacientes).

É importante dizer, no entanto, que algumas mulheres podem não apresentar qualquer sintoma.


Qual o exame que detecta a adenomiose?

O principal deles é o ultrassom transvaginal. Com ele avaliamos a cavidade endometrial e a transição do endométrio para o miométrio. Depois, temos a histerossonografia, que aumenta a especificidade do ultrassom, e a ressonância magnética. E, claro, um exame clínico é fundamental. 

Para fecharmos um diagnóstico é preciso sempre de uma biópsia, confirmando que de fato existe a adenomiose.


Qual o tratamento?

O tratamento é um pouco complexo e pode ser demorado. Podemos utilizar alguns medicamentos, como tratamento hormonal ou também bloqueio hormonal.

O tratamento mais eficaz é a histerectomia, que é a retirada do útero, mas, claro, não se trata de uma possibilidade para mulheres que estão pensando em engravidar ou pretendem ser mães algum dia. Nestes casos, recomendamos outro tipo de cirurgia, como a videolaparoscopia, principalmente, ou por ablação com ultrassonografia de alta frequência (HIFU).

 

 

Dr. Rodrigo Ferrarese -  especialista é formado pela Universidade São Francisco, em Bragança Paulista. Fez residência médica em São Paulo, em ginecologia e obstetrícia no Hospital do Servidor Público Estadual. Atua em cirurgias ginecológicas, cirurgias vaginais, uroginecologia, videocirurgias; (cistos, endometriose), histeroscopias; ( pólipos, miomas), doenças do trato genital inferior (HPV), estética genital (laser, radiofrequência, peeling, ninfoplastia), uroginecologia (bexiga caída, prolapso genital, incontinência urinaria) e hormonal (implantes hormonais, chip de beleza, menstruação, pílulas, Diu...).  Mais informações podem ser obtidas pelo perfil @dr.rodrigoferrarese ou  pelo site https://drrodrigoferrarese.com.br/

Instagram @dr.rodrigoferrarese


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