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quarta-feira, 10 de fevereiro de 2021

Tendência na Ásia, live commerce ganha força no mercado brasileiro

Stream Shop é pioneira no país, atende grandes clientes como Hering e Natura e acaba de se associar ao Grupo BITTENCOURT 

 

 

Com as restrições impostas pela Covid, marcas vêm adotando cada vez mais o live commerce (um formato de vendas que utiliza a tecnologia de transmissão ao vivo para demonstrar um produto ou serviço e vendê-lo ao vivo durante a transmissão), com o objetivo de humanizar os negócios online. Só em 2020, esse mercado movimentou 170 bilhões de dólares, segundo uma projeção da iResearch. Nesse cenário, a Stream Shop, maior startup brasileira especializada em live commerce responsável pelo case premiado globalmente da Dengo Chocolates, conquistou espaço e grandes clientes ao longo do ano de 2020. 

 

De olho no amadurecimento desta tendência, que deve chegar com ainda mais força no varejo brasileiro em 2021, a companhia acaba de se associar ao Grupo BITTENCOURT, consultoria especializada no desenvolvimento, gestão e expansão de redes de negócios e franquias, com o objetivo de atingir ainda mais clientes e revolucionar o varejo online brasileiro.

 

Com tecnologia proprietária, a Stream Shop traz em sua bagagem clientes como Hering, Natura, L'oréal, Ambev, Dengo Chocolates entre outros e aposta na oferta de uma ferramenta 100%, integrada a diversas plataformas de e-commerce além do atendimento ao mercado B2B como diferenciais.

 

Para Claudia Bittencourt, sócia-fundadora e presidente do conselho consultivo do Grupo BITTENCOURT, o movimento do live commerce foi exponenciado nesse período atual do varejo mundial e tem um potencial incrível para as mais diversas aplicações. “Estamos animados com a possibilidade de apoiar os varejistas e franqueadores no atendimento dos seus diversos canais de vendas, a utilização do live commerce vai efetivamente trazer a humanização e a experiência do mundo físico para o digital. Matéria que ainda não tinha sido resolvida pelos varejistas até 2020. Acreditamos que não vai ter mais vez e lugar para o e-commerce tradicional como é hoje” explica.

 

No final de 2020 a Stream Shop foi selecionada entre mais de 200 startups do mundo todo para participação no programa global de aceleração da VTEX e também cresceu de forma considerável. 2021 já começou com a notícia do prêmio global de inovação em varejo para o case Dengo Chocolates. Segundo Márcio Machado, fundador da empresa, a plataforma está cada vez mais robusta, gerenciável e escalável. “Assim como as pessoas descobriram com o ‘boom’ das reuniões online que não precisam se deslocar sempre, as vendas via streaming seguirão o mesmo caminho de otimização de tempo e investimento das marcas em novas ferramentas de negócio. Estou muito animado com o cenário que podemos construir junto ao Grupo BITTENCOURT e como essa solução poderá ajudar as companhias a alavancarem os negócios, sobretudo em um momento de recuperação econômica. O Brasil tem um mercado bastante incipiente, mas com muito potencial a ser aproveitado”, pontua.

 

Tendência mundial

O Brasil começou a experimentar o live commerce como um novo formato de venda online e ao vivo durante a pandemia, mas esse fenômeno já é extremamente popular em outros países, principalmente na Ásia – onde o formato foi consagrado há alguns anos.

 

Algumas características que fazem desse modelo um sucesso são: pessoalidade, apelo emocional, influência, realismo, sensação de pertencimento e interação em tempo real. “Os consumidores querem se sentir conectados e as marcas que perceberem o grande potencial que o live commerce tem de aproximar o cliente da marca e efetivamente converter a interação em vendas só tem a ganhar”, elucida Lyana Bittencourt, CEO do Grupo BITTENCOURT.

 

Ainda segundo a porta-voz, essa é a grande aposta para o varejo em 2021 no Brasil. “Acreditamos muito no potencial de escalabilidade da startup e temos certeza que essa novidade vai aperfeiçoar a oferta de serviços digitais que oferecemos. Com pouco tempo de mercado já temos grandes marcas em nosso portfólio com resultados reais. Quem está aberto a essa novidade já está colhendo frutos. Com o consumidor mais habituado aos cliques e a reinvenção das marcas, o cenário está muito propício para que esse fenômeno cresça no país”, conclui Lyana.

 



Grupo BITTENCOURT

https://bittencourtconsultoria.com.br/

 

A corrida para a aprovação da Reforma Tributária

O ano de 2021 deve ser um ano de intenso debate em torno da Reforma Tributária. A eleição dos novos presidentes da Câmara dos Deputados e do Senado Federal fez com que o assunto fosse retomado, após ter sido deixado de lado por conta do enfrentamento à crise sanitária. Conforme reunião dos novos líderes do Congresso, a expectativa é de que é a reforma esteja aprovada até setembro.

 

Antes de tudo, é preciso entender a corrida para a aprovação da Reforma Tributária. O debate além de envolver três projetos diferentes em tramitação, tem como obstáculos, os interesses sociais e econômicos, os lobbys políticos e as pressões empresariais.

 

De qualquer forma, as propostas colocadas na mesa embarcam na unificação e simplificação dos impostos sobre o consumo, mas deixam de lado a redistribuição da carga tributária entre o consumo e a renda no sistema de tributos brasileiro. Esse seria um ponto deixado de lado muito importante para o crescimento econômico sólido, seguro e de longo prazo.

 

O Projeto de Lei (PL) 3.887/20, uma proposta do governo federal, propõe a unificação do PIS e da Cofins em um único e novo tributo: a Contribuição Social sobre Operações com Bens e Serviços (CBS). Há uma desoneração de produtos de cesta básica nessa proposta.

 

Já o segundo projeto em tramitação, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 110/19, apresenta uma fusão muito maior. Devem se tornar um só o PIS, a Cofins, o IPI, IOF, a CSLL, o ICMS e o ISS.

 

Essa proposta interfere de maneira significativa nos Estados, DF e nos municípios, já que engloba o ICMS (estadual) e o ISS (municipal). Seriam eles os responsáveis por definir, de acordo com suas respectivas competências territoriais, a alíquota do novo imposto. Não haveria mais tributação sobre remédios e alimentos, além de serem criados incentivos a determinados setores econômicos. Essa proposta apresenta nada menos que 15 anos de transição.

 

Por fim, temos a PEC 45/19, que institui a fusão do IPI, PIS, Cofins, ICMS e ISS. O novo tributo a ser criado é o Imposto Sobre Bens e Serviços (IBS). Não são previstos incentivos e desonerações aqui e há uma transição de até 50 anos para compensar os impactos nas federações e municípios.

 

Todas as propostas hoje em tramitação buscam alterar a base tributária sobre o consumo da população e, em um país tão desigual como o nosso, deixam de lado alterações sobre a tributação da renda, tão necessária para diminuir a injustiça social e fiscal que vivemos em relação ao nosso sistema tributário.

 

Os projetos mencionados abandonam mudanças necessárias que deveriam, ao menos, ser incluídas em uma segunda fase da reforma. É preciso discutir o Imposto de Renda e a elevação da sua faixa de isenção. Incluir uma tabela mais progressiva para o tributo para estimular o crescimento da economia com um aumento do poder aquisitivo da população e há ainda a real possibilidade de ampliar o consumo das pessoas, com menor carga tributária sobre essa base de consumo.

 

É evidente que a redistribuição da carga tributária sobre o consumo é fundamental para simplificar processos e encerrar burocracias que travam diariamente operações comerciais, o crescimento dos diversos setores econômicos e a geração de riquezas para o país. Quando pensamos em uma Reforma Tributária, é importante lembrar que abordamos um sistema que conserva uma base originada nos anos 60. Ele é defasado, distorcido e antiquado ao mundo atual. Avesso às modernidades tecnológicas.

 

Contudo, há ainda espaço para propostas ousadas como a instituição de um tributo onde haja incidência sobre tecnologia, por exemplo.

 

Muito ainda se especula se oito meses serão suficientes para chegarmos ao final desta corrida pela aprovação da reforma. Em meio aos obstáculos, é preciso também discutir onde deveríamos chegar.

 

 




Daniel Calderon - contador, advogado, empresário da área contábil e tributária e sócio da Calderon Contabilidade.

 


Reflexos da pandemia na sociedade

Plataforma Gente disponibiliza um conjunto de materiais sobre os impactos da pandemia no cotidiano das pessoas

 

Desde março de 2020, quando a quarentena começou no Brasil, várias matérias e pesquisas repercutem como o ser humano vem passando por esse momento e quais as consequências para o futuro. A Plataforma Gente, um hub de estudos e insights, vem desde o começo apresentando vários materiais sobre o assunto. No começo deste mês mais três infográficos estarão disponíveis: Geração alpha em casa: como as crianças de até 10 anos estão passando por esse momento , Alimentação e nutrição na pandemia: estamos comendo melhor? e Reflexo da pandemia na renda dos brasileiros . Mas desde o começo da pandemia, Gente já tratou de diferentes temas relacionados como, as dificuldades da rotina em família , as preocupações e comportamentos dos brasileiros e abordou a questão sob o universo feminino nas áreas "Violência" , "Economia e Trabalho" e "Saúde" .

O súbito distanciamento social, provado pelo novo coronavírus, atingiu a toda a humanidade. Contudo, isso ficou ainda mais agravado nas crianças, que dependem da interação e do relacionamento para o crescimento e desenvolvimento. Em parceria com a Lest’s Play, a área de Comportamentos Emergentes da Globo elaborou um estudo focado nas crianças que nasceram a partir de 2010, conhecida como a Geração Alpha.

Ao todo foram mais de 2 mil pessoas, das classes A e B, nas regiões Sul, Sudeste, Nordeste e Norte. Desses, 91% responderam que estão mais próximos da família - 88% estudam juntos, 80% assistem séries, 79% assistem filmes, 64% brincam juntos e 56% ajudam nas atividades diárias. E como em casa os amigos estão distantes, como fica essa interação? Segundo a pesquisa 41% afirmam que fazem vídeo chamadas com os amigos e em 33% dos lares os pais cumprem o papel dos amigos e entram na brincadeira. E quando perguntados qual a melhor diversão no pós-pandemia a resposta é: 32% querem encontrar os amigos, 25% ir à praia, 13% ao shopping, 10% praticar algum esporte com amigos, 9% visitar familiares, 8% viajar e 7% voltar para a escola.


Alimentação e Nutrição

Desde o início da quarentena que a alimentação sofreu uma mudança. Muitos aproveitaram o momento para criar uma nova forma de se relacionar com a comida. Outros usaram a cozinha como forma de diversão para o isolamento passar mais rápido. Muitos pediram comida pronta e abusaram dos sanduíches e pizzas. O infográfico "Alimentação e nutrição na pandemia: estamos comendo melhor?" é uma forma de ajudar a responder a questão: como será a nova personalidade alimentícia da sociedade brasileira?

De acordo com os dados do infográfico, algumas intenções relacionadas à culinária e gastronomia já mostram o que será o futuro: 74% dos entrevistados assumiram dar preferência a comida saudável e dietas funcionais e 73% estão preocupados com naturalidade/frescor dos alimentos. E as alterações no consumo também foram notadas entre os jovens - durante o confinamento 43% deles consomem vegetais todos os dias (35, 2% antes); 32,3% comem pelo menos uma fruta por dia (25,5% antes) e 20,7% ingere pelo doces todos os dias (14% antes).


Economia

Agora, no infográfico sobre os efeitos econômicos, fica claro como a pandemia colocou o Brasil em posição de crise e seus efeitos na população. Segundo o estudo, a recessão econômica que chegou ano passado atingiu em cheio o bolso dos brasileiros, com queda na renda de 20% entre o primeiro e o segundo trimestre de 2020 (Fonte FGV). E esse cenário é geral em todo o país - Pernambuco teve a maior queda (-26,9%), seguido por Alagoas (-25,9%) e São Paulo (23,1%). Já o Acre (-5,3%), Amazonas (-9,3%) e Tocantins (-10,8%) experimentaram os menores abalos.

O reflexo desses números é a redução dos gastos com lazer (51%) e redução das compras no mercado (40%), por exemplo. A pesquisa Globo Tracking Covid-19 apresentou ainda a preocupação com mudanças nos hábitos de consumo: 29% já estão alterando as marcas que costumavam comprar, 24% pararam de viajar a lazer e 21% pararam de ir ao salão de beleza. Como forma de reinvenção para gerar novas formas de renda, a pesquisa mostra que aumentou a proporção de brasileiros trabalhando por conta própria, porque não conseguiram um emprego, e o número de microempreendedores individuais (MEI) continua a crescer no país. Segundo dados da Receita Federal, o número de registros passou de 9,4 milhões em dezembro de 2019, para 11,3 milhões em dezembro de 2020.

 


Plataforma Gente

gente.com.br  


Afinal, o carnaval é feriado ou não? Como as empresas devem proceder em relação aos funcionários

Diante da pandemia do COVID-19 pela qual passamos há quase um ano, os tradicionais dias de folia de carnaval previstos inicialmente para serem comemorados de 13 a 16 de fevereiro de 2021 foram cancelados. A festa tão tradicional no Brasil foi suspensa para evitar aglomerações e proteger a saúde das pessoas.

O carnaval nunca foi um feriado nacional, pois não há uma lei federal que assim estabeleça. Os feriados devem ser determinados por meio de uma lei federal, estadual ou municipal. O Estado do Paraná não possui nenhum feriado estabelecido por meio de lei estadual, de modo que adota integralmente aqueles já definidos em âmbito nacional. Já a cidade de Curitiba possui três feriados municipais: sexta-feira da Paixão de Cristo, Corpus Christi e dia 8 de setembro, dia de Nossa Senhora da Luz dos Pinhais.

Contudo, tradicionalmente, os dias de carnaval são considerados pontos facultativos nos órgãos e entidades estaduais e municipais, por meio de decretos específicos. Desse modo, os servidores e funcionários públicos ficam dispensados de comparecer ao trabalho neste dia, sem que isso implique em falta.

Mas este ano será diferente. Em 02 de fevereiro de 2021, o Estado do Paraná publicou o Decreto nº 6.766, por meio do qual revogou os incisos II e III do art. 1º do Decreto nº 6.554, de 17 de dezembro de 2020, que estabeleciam pontos facultativos nos dias 15, 16 e 17 de fevereiro de 2021. Com esta determinação todos devem comparecer ao trabalho, sob pena de ensejar a aplicação das penalidades por falta.

Ou seja, o carnaval sempre foi um dia normal de trabalho para todos os trabalhadores, contudo, diante da importância da tradição desta festa no Brasil a maioria das empresas dispensava seus funcionários.

Assim, a tradicional dispensa da prestação de serviços pelos empregados nos dias de carnaval, se não estivesse prevista na convenção ou acordo coletivo como folga, era uma faculdade da empresa, a qual poderia fazê-lo mediante simples dispensa ou condicionar à compensação das horas de folga com trabalho em outros dias.

Desse modo, se o carnaval não for considerado feriado na cidade em que o serviço é prestado, e não existir convenção ou acordo disciplinando aqueles dias como folga, os trabalhadores devem desempenhar seu serviço normalmente e, em caso de falta injustificada, os empregadores poderão descontar os dias de falta da remuneração do empregado.

Por outro lado, as empresas que quiserem manter tais dias de folga poderão dispensar seus funcionários nestes dias ou determinar a compensação do tempo cedido através de banco de horas ou com a reposição em dias estabelecidos.

Já se o carnaval for considerado feriado na sua cidade, como, por exemplo, no Rio de Janeiro, em que a terça-feira de carnaval é feriado estadual, em caso de labor neste dia, o trabalhador deverá receber pelas horas trabalhadas com acréscimo de 100%.

Diante do novo posicionamento do Poder Público, especialmente pela revogação do ponto facultativo nos dias carnaval, certamente grande parte das empresas seguirão esta orientação e realizarão expediente normal nestes dias. Mas fica o alerta de que as convenções e acordos coletivos sejam verificados antes de se tomar cada decisão.  

 


Gisele Bolonhez Kucek - advogada trabalhista, pós-graduada pela Fundação Escola do Ministério Público do Paraná e Instituto Romeu Bacellar Filho, mestranda em Direito Empresarial e Cidadania pela UniCuritiba, sócia do escritório Derenne & Bolonhez Advogados Associados, associado do Assis Gonçalves, Kloss Neto e Advogados Associados.


Quase 30% dos pedidos de empréstimo online em 2020 foram para pagar contas, aponta levantamento

 De acordo com fintech Simplic, pagamento de contas e dívidas lidera solicitações, seguido por abertura de novo negócio e reformar casa ou mudança 

 

Um levantamento realizado pela fintech de crédito pessoal Simplic mostra que quase 30% dos pedidos de empréstimo realizados em 2020 foram para pagar contas, como energia elétrica e água - sendo o maior motivo para solicitação de empréstimos durante o ano. Já o pagamento de dívidas, como cartão de crédito, financiamentos e até outros empréstimos, representaram 22% do total de pedidos. 

 

De acordo com o Head de Operações da Simplic,  João Figueira, muitas pessoas que nem sempre têm acesso a crédito em instituições financeiras convencionais, como negativados e autônomos, buscam a fintech como alternativa para pagar as contas. 

 “O maior motivo para solicitação de empréstimo é o pagamento de contas e em um ano tão incerto como 2020, não seria diferente. Alguns fatores como desemprego, redução de salários e do auxílio emergencial, dívidas e aumento de preços de alimentos fizeram as pessoas recorrerem ao pedido de crédito para pagar as contas básicas”, explica João. 

O levantamento da Simplic também aponta que 14% dos pedidos de empréstimo em 2020 foram para abrir um novo negócio, 8% para reformar a casa ou pagar uma mudança, 7% para pagamento de tratamentos médicos e 4% para comprar ou consertar veículo/carro. 

Mesmo sendo uma alternativa para negativados e autônomos que precisam pagar suas contas ou para quem quer abrir o próprio negócio, a fintech aposta na educação financeira para o bom uso do empréstimo, para evitar novos endividamentos ou prosperar com o novo empreendimento.

“Em um momento tão difícil quanto o que estamos vivendo, sabemos que o controle financeiro não é algo fácil, mas entendemos que a educação financeira e o planejamento são os caminhos. Saber quanto se ganha, quanto se gasta, quais são as despesas fixas, as variáveis, as datas de vencimento e entender suas dívidas são alguns dos primeiros passos para começar a organizar a vida financeira”, finaliza João. 


Planejadores financeiros CFP® listam quais mudanças no consumo devem permanecer após pandemia

Especialistas destacam quais as principais alterações no hábito de comportamento dos brasileiros com relação às finanças pessoais 

 

Se antes da pandemia falar de dinheiro era considerado algo complicado, com a chegada da Covid-19 e a série de consequências que com ela vieram, a necessidade de trazer o assunto à tona foi intensificada. Os imprevistos que atingiram o bolso do consumidor exigiram que o olhar para a própria renda tivesse uma cautela extra, reforçando a importância do planejamento financeiro para qualquer situação.

Segundo os planejadores financeiros CFP® pela Planejar – Associação Brasileira de Planejadores Financeiros, o fator emocional teve uma grande influência na relação das pessoas com o dinheiro durante a pandemia. De acordo com os planejadores CFP® Theo Linero e Eliane Tanabe, “o emocional impacta a forma com que lidamos com o dinheiro, e as pessoas sentem emoções ao consumir; as mudanças de comportamento dos consumidores durante a pandemia irão se estender para além dela, levando novos hábitos para o cotidiano das pessoas”.

Confira quais foram as principais mudanças de comportamento do consumidor em 2020 e que devem ser mantidas ao longo dos próximos anos:


1 – Do físico para o digital

O primeiro ponto que mais chamou a atenção durante a pandemia foi o crescimento dos comércios e vendas online. Considerando que as pessoas passaram mais tempo em suas casas não podendo ir às ruas por conta da pandemia e, também, a grande parte do comércio que passou semanas do ano fechada, as lojas virtuais ganharam muita atenção. “Essa é uma mudança que veio para ficar, mesmo com a volta à normalidade no pós-pandemia, as compras online ainda terão destaque, principalmente com as facilitações que surgiram nesse período”, afirma o planejador financeiro CFP®, Theo Linero. Ele destaca que novas ferramentas de pagamento como o lançamento do PIX também facilitaram esse processo de consumo pela internet.


2 – Preocupação com o orçamento

Colocar o que entra e o que sai do bolso no papel foi uma das ações que começaram a fazer parte do dia a dia das pessoas. “Nossa memória sobre o que foi gasto é muito frágil, por isso é tão importante fazer o orçamento”, explica Linero. Segundo ele, o hábito de pensar no destino do próprio dinheiro é um hábito que irá permanecer. “Com a incerteza sobre o auxílio emergencial, por exemplo, será preciso se reinventar e olhar para o orçamento com maior frequência para rever as despesas e as receitas”.


3 – Reserva de emergência

Ante o cenário de crise, estar preparado para emergências era algo negligenciado por muitas pessoas. Com a experiência adquirida na pandemia, a necessidade de ter uma renda direcionada para as eventualidades foi de encontro à importância de constituir uma reversa financeira. “Houve um aumento da conscientização sobre a importância da reserva de emergência e, também, sobre como guardá-la. Quem tinha uma reserva em investimentos de grande volatilidade acabou perdendo parte do valor com o cenário de altos e baixos da pandemia, por isso o aprendizado também leva para quais os investimentos que podem alocar a reserva, que no caso seriam aqueles de liquidez diária e baixa volatilidade”, conta Eliane Tanabe.


4 – Novos produtos sendo consumidos

No período, muitos brasileiros também identificaram novos produtos de consumo, substituindo os gastos do orçamento com o que antes era feito em locais de lazer externos para gastar com utensílios e atividades que pudessem ser feitas dentro do próprio lar. “Houve o aumento da preocupação com o conforto de casa, ou seja, muitos consumidores passaram a priorizar gastos com moradia, decoração e bem-estar; além do consumo de vestuário mais confortável, equipamentos para exercícios físicos, plataformas de streaming e alimentos que fossem utilizados para cozinhar dentro de casa”, explica a planejadora financeira CFP®, Eliane Tanabe.


5 – Cuidado com fraudes

As facilitações de formas de pagamento e as ofertas online para compra e venda consequentemente levou ao aumento de fraudes. O próprio sistema do auxílio emergencial registrou fraudes gerando prejuízos tanto para o Governo como à população. “Em 2020 começamos a observar uma série de fraudes em diversos segmentos, as pessoas estão mais vulneráveis e, por isso, foi preciso ter um olhar mais cuidadoso”, conta Eliane. O recente vazamento de dados ocorrido em 19 de janeiro, por exemplo, deve ater ainda mais atenção dos consumidores quanto aos órgãos de proteção ao crédito para ter a certeza de que não terá prejuízos por meio de fraudes. Theo Linero recomenda que “seja feito o boletim de ocorrência caso o consumidor identifique alguma movimentação não reconhecida em contas ou em relação ao nome no SPC/Serasa, pois tudo isso pode impactar diretamente o planejamento financeiro e os objetivos do consumidor”.


6 – Novas possibilidades de controle financeiro

Com o incentivo ao controle financeiro, novas ferramentas também estão surgindo para facilitar esse processo. “O Open Banking e a própria Lei Geral de Proteção de Dados são alguns dos fatores que estão chegando e que pretendem auxiliar a população como facilitadores para a sua organização financeira e com relação à segurança dos dados para que fraudes sejam evitadas. O Open Banking, por exemplo, é visto com bons olhos e pode facilitar o dia a dia do consumidor proporcionando uma visão global das suas finanças”, explica Theo Linero.


7 – Busca por conhecimento em finanças

Por fim, os planejadores apontam que houve uma procura muito grande por cursos relacionados às finanças e investimentos. “A busca por maior conhecimento financeiro foi algo muito positivo durante a pandemia. Consideramos a educação como um investimento a parte, só é preciso ter atenção, pois ao estudar sobre finanças é preciso reconhecer o cenário individual, sem querer sair do endividamento em um dia e já estar investindo em produtos mais complexos no outro”, explica Theo. Segundo ele, o planejamento financeiro é uma jornada que permite o consumidor a organizar a saúde das finanças, saindo das dívidas, organizando objetivos e, aos poucos, começar a investir em produtos que condizem com o perfil de investidor e objetivos de cada indivíduo. “É preciso ter cuidado na hora de iniciar cursos online, restrinja as suas alternativas com base no que faz sentido para você, pois a internet tem muitos conteúdos disponíveis e nem sempre são de melhor qualidade ou fazem sentindo para o momento em que você está vivendo. Defina o objetivo do que você quer aprender”.

 


Planejar - Associação Brasileira de Planejadores Financeiros

 

Dicas para planejar o orçamento do seu negócio- business Plan

Quando você planeja uma viagem de férias, a compra de um carro ou a reforma de uma casa, você não pode errar no planejamento pois, a única fonte para quitar os valores é seu salário ou sua renda mensal, assim é um planejamento de um negócio.

Para a viagem, você projeta suas despesas fixas, as variantes dos passeios e os extras que porventura venham a ocorrer, a linha de raciocínio é a mesma.

Tudo começa com a ideia do negócio, analisando todos os riscos, a concorrência, o mercado, sua capacidade de gerir o negócio, quais as ajudas necessárias para manter o negócio funcionando, a divulgação do negócio, a carga horária de trabalho que precisará e quantas pessoas envolvidas no projeto, enfim, tudo é calculado em uma planilha e detalhada o máximo possível.

Após o detalhamento, o levantamento dos custos, viabilidades, formato e condução do negócio vamos para as dicas do planejamento do negócio pensando estrategicamente.

1ª dica – Fazer uma planilha anual, nunca faça uma planilha imaginando que venderá sua produção imediatamente, pois, para cada ação tem um tempo de maturação e reconhecimento.

2ª dica - A planilha montada está baseada em valores atuais, estes valores sofrem variações mensalmente ou trimestralmente, confirme quais são os períodos de reajustes e os percentuais e insira em sua planilha a projeção de aumento dos valores de insumos que necessitará para a produção de seus produtos durante o primeiro ano.

3ª dica – Negocie com antecedência sua compra, garanta junto ao fornecedor seus produtos com o mínimo de correção de valor pelo máximo de tempo possível, desta forma você conseguira manter seu preço diante da concorrência pelo maior tempo possível.

4ª dica – Tenha tudo muito bem organizado, evitando os desperdícios, economizando em todos os setores, otimizando a mão de obra e não abra mão, da qualidade em nada que vender, transforme estas economias em números e insira em sua planilha.

5ª dica - Após todos os números calculados, os envolvidos devidamente negociados e toda estrutura montada, invista em uma boa apresentação de seus produtos. A logo marca correta, as embalagens, a comunicação adequada, tudo isto trará a você resultados mais rápidos e consistentes para a continuidade de seu negócio.

6ª dica – Crie uma planilha que possa alimentar diariamente, inserindo todas suas despesas, como deslocamento, combustível, cafezinho, lanches, almoços, enfim, todas as suas despesas diárias e ao final de cada mês, faça um levantamento, visando onde poderá economizar para reverter em benefício de seu negócio ou seu lucro.

7ª dica – Tenha a consciência que todo início de um negócio de sucesso é um planejamento bem feito e com estratégias de médio a longo prazo que garantirá o êxito ao longo do tempo. Ter uma boa assessoria, uma boa gestão profissional, é a melhor estratégia para seu negócio evitando alguns erros e investimentos errados para o crescimento de sua empresa. Insira este investimento em sua planilha e análise de forma realista os riscos de enfrentar um mercado sem experiência e sem o olhar de um profissional lhe orientando a cada passo.

8ª dica – Ter uma empresa não significa que trabalhará menos, terá mais dinheiro, terá mais tempo para viajar e curtir a vida, é justamente o oposto, trabalhará muito, não terá tempo para muita coisa, mas poderá ter um patrimônio que deixará como legado, utilizando sempre um excelente planejamento anual para direcionar sua empresa e seu crescimento de mercado.

Planeje sempre, não faça nada sem antes calcular e usufrua de suas conquistas.

 


Conceiyção Montserrat  - CEO da Montserrat Consultoria, empresa especializada em gestão e desenvolvimento de negócios.


MSF intensifica ação no Amazonas com volta de atividades em Manaus

Colapso do sistema de saúde na capital tem forte impacto nos municípios do interior


               Com o forte aumento do número de casos e mortes ocasionados pela COVID-19, Médicos Sem Fronteiras (MSF) está ampliando suas ações no Estado do Amazonas. Equipes voltaram no início deste mês a atuar na capital, Manaus, e o trabalho nos municípios do interior onde a organização já estava presente está sendo intensificado.

                O sistema de saúde da cidade entrou em colapso pela segunda vez no mês passado, com hospitais operando acima da capacidade máxima em função da escalada da doença. Como no Amazonas só existem leitos de UTI em Manaus, muitos pacientes do interior em estado grave ficaram sem a opção de receber atendimento na capital, por falta de vagas. A aceleração de contágios também resultou numa demanda por oxigênio muito superior aos limites de produção local, o que tem ocasionado mortes por falta do insumo.

“O que estamos vendo é uma saturação total da capacidade dos hospitais de Manaus de oferecerem atendimento médico”, explicou o coordenador de emergência de MSF no Brasil, Pierre Van Heddegem. “Há pacientes demais para leitos de menos. Isso tem impacto sobre todo o sistema de saúde do Amazonas, tanto da capital quanto no interior.”

                Em Manaus, MSF retornou ao Hospital 28 de Agosto, onde já havia trabalhado em maio e junho do ano passado reforçando a capacidade de atendimento de doentes em estado grave. Desta vez, equipes de saúde mental estão dando apoio psicológico aos profissionais médicos e não médicos da maior unidade de saúde da rede pública do Amazonas.

No local, a rotina tem sido de convivência constante com dezenas de mortes diárias, sobrecarga de trabalho e temor de contágio.  “Temos observado que os trabalhadores do SUS  têm uma dedicação incrível, mas também percebemos que estão absolutamente exaustos”, relata a psicóloga de MSF Andréa Chagas. “Em muitos casos, não é possível encontrar em casa alívio para a angústia vivenciada no ambiente de trabalho, já que muitas pessoas têm parentes doentes ou perderam entes queridos. A velocidade e intensidade do que está ocorrendo não permite que haja espaço para elaboração de tantos sentimentos”, afirmou.

                Na capital, MSF também colabora com o reforço da equipe médica da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) José Rodrigues. Com a crise sanitária, a UPA foi adaptada para focar nos atendimentos  de COVID-19. “A UPA estava totalmente sobrecarregada, com falta de médicos, enfermeiros e protocolos para cuidados intensivos”, relata o coordenador de MSF em Manaus, Fabio Biolchini Duarte. “Quando estivemos lá pela primeira vez, vi cenas que em oito anos trabalhando em MSF nunca tinha visto: a unidade tem 18 leitos e havia 45 pacientes. Praticamente toda a superfície do local tinha virado uma enfermaria de COVID-19”, disse. O trabalho realizado envolve médicos, enfermeiros e também apoio de saúde mental para os funcionários.

                Outro eixo da atuação de MSF são ações de promoção de saúde a serem realizadas em pontos estratégicos da capital amazonense, com orientações de higiene e distanciamento social e realização de testes. O objetivo é permitir diagnósticos rápidos e acompanhamento dos pacientes que testem positivo para evitar que os casos sejam detectados já em estado grave.

                Nestas ações, MSF vai utilizar testes rápidos de antígeno, capazes de detectar o vírus ativo, ou seja, se a pessoa efetivamente está com a doença O teste de antígeno é muito mais eficiente do que o teste de anticorpos (muito usado no Brasil). Isso porque uma pessoa que teste positivo para anticorpos pode não estar mais com o vírus ativo, já ter se recuperado e não representar risco de contágio. Com o teste de antígeno, são colocados em isolamento apenas os pacientes doentes, o que evita internações desnecessárias em um momento de grande escassez de recursos humanos e materiais.

No interior, cenário crítico

As ações de reforço dos atendimentos médicos, apoio em saúde mental e testagem nos dois municípios do interior do Estado onde MSF está presente estão sendo intensificadas. MSF já havia estado nas localidades de Tefé e São Gabriel da Cachoeira durante a primeira onda da pandemia e retornou em novembro.

A única alternativa para pacientes do interior que vivem em localidades distantes vários dias por barco da capital e que necessitam de cuidados intensivos é o referenciamento por via aérea a Manaus. Com o colapso do sistema na capital, pacientes em estado grave têm de aguardar a abertura de alguma vaga. Muitos estão morrendo antes de conseguir a transferência.

Outro problema grave é a escassez de oxigênio. Em Tefé, os estoques estão sendo administrados dia a dia, sob constante ameaça de falta do insumo e consequente risco de morte de pacientes por asfixia.

Há também um aumento da demanda por atendimentos médicos. A capacidade do Hospital Regional, onde MSF trabalha apoiando a equipe da secretaria de Saúde, foi gradualmente ampliada de 27 para 67 leitos de COVID. A possibilidade de aumentar ainda mais o número de leitos esbarra em limitações de espaço físico, recursos materiais e humanos. No momento, há muita dificuldade para contratar profissionais de saúde, principalmente para trabalhar em regiões mais remotas.

As dificuldades de transferência para Manaus estão tendo um grande impacto sobre a situação dos pacientes em estado grave em Tefé, comprometendo suas chances de recuperação.  “Muitas pessoas teriam tido uma chance de sobrevivência se tivessem sido transferidas, mas infelizmente estão morrendo”, lamenta Van Heddegem. Uma das iniciativas para tentar detectar os casos de maneira mais precoce, evitando que cheguem às unidades de saúde já em estado grave, é a doação de testes rápidos de antígeno a autoridades de saúde locais.

Em São Gabriel da Cachoeira, também no interior amazonense, MSF atende pacientes moderados em uma UBS (Unidade Básica de Saúde) adaptada para receber casos de COVID-19. A organização também doou cartuchos para que exames PCR possam ser realizados em laboratório do próprio município. Também estão sendo aplicados testes rápidos de antígeno na UBS.

"Fazemos o acompanhamento dos casos positivos para recomendar isolamento, evitando a expansão dos contágios. Também buscamos identificar sintomas graves para que o tratamento possa ser fornecido o mais rapidamente possível", explica Caroline Debrabant, coordenadora do projeto de MSF em São Gabriel da Cachoeira. Ela espera que essa estratégia de testagem e acompanhamento possa resultar em alívio para as estruturas de saúde locais.

Outra iniciativa de prevenção está sendo efetuada por equipes de promotores de saúde que visitam os chamados barracões, utilizados como alojamento pela população indígena que vai à cidade.  Nestes locais, estão sendo fornecidas orientações relativas a cuidados de saúde,  distanciamento social e distribuição de kits de higiene.

 

 

 

Pandemia agrava dificuldades enfrentadas por deficientes auditivos

A pandemia da Covid 19 tornou a vida da população mais difícil, em várias situações do dia a dia. Para quem tem problemas de audição, as dificuldades são ainda maiores. Pesquisa da Associação Brasileira de Medicina do Trabalho (ABMT), mostrou que uma parcela de 3,2% dos brasileiros com perda total ou parcial da audição sente grandes dificuldades na hora de se comunicar, por conta principalmente do uso de máscaras faciais, que dificultam o entendimento do que as outras pessoas estão falando durante uma conversação.

Isso acontece porque, com a máscara no rosto, a compreensão dos sons da fala fica prejudicada, como comprova outro estudo, este publicado pela revista Hearing Review, referência no setor. De acordo com a pesquisa, uma máscara comum abafa o som da fala em 3 a 4 decibéis; e a máscara N95, utilizada por muitas pessoas, inclusive profissionais da saúde, provoca uma diminuição do som em até 12dB.

O uso de máscaras também vem acarretando mais um problema. Muitos deficientes auditivos já perderam ou deixaram cair no chão seus aparelhos auditivos ao retirar a máscara do rosto. Isso porque, dependendo do tipo de máscara, as tiras podem ficar embaraçadas com as próteses auditivas, atrás ou no entorno das orelhas, ocasionando prejuízos. Afinal, ninguém quer perder ou danificar seu aparelho auditivo.

Para solucionar o problema, a Telex Soluções Auditivas vem realizando uma campanha de doação de extensores de máscara. Utilizando o dispositivo, a máscara fica presa atrás da cabeça e não das orelhas. Assim, o usuário não corre o risco de deixar o aparelho auditivo cair no chão.

Para receber, gratuitamente o extensor de máscara, basta preencher um formulário no site: https://www.telex.com.br. O envio é feito pelos Correios para todo o Brasil, sem pagamento de frete. E qualquer pessoa pode receber. Não é preciso ser cliente. A campanha da Telex inclui também a doação de uma cartela de baterias para aparelhos auditivos.

"Com o agravamento da pandemia, a preocupação é com os usuários de aparelhos auditivos que precisam manter seus aparelhos funcionando, sem sair de casa. Por isso, a Telex está promovendo mais uma campanha de doação de extensores de máscara e cartelas de pilhas", explica Sarita Terossi, Diretora Comercial da empresa.

Segundo dados do Instituto Nacional de Geografia e Estatística (IBGE), cerca de 2,1 milhões de brasileiros são deficientes auditivos, parcial ou totalmente.

 

Como negociar com fornecedores em tempos de crise

 Especialista da Nexxera dá dicas para equilibrar as contas da empresa sem prejudicar parceiros comerciais

Diante da instabilidade na retomada da economia, um dos maiores desafios das empresas no cenário atual é manter o pagamento de seus parceiros comerciais em dia. É necessário,sim, adaptar os modelos de negócio para que se sobreviva à crise econômica. Porém, ao invés de romper contratos, uma boa saída pode ser a negociação.
“Conseguir aplicar boas práticas de negociação com fornecedores de uma forma que não deixe essa importante peça da cadeia produtiva vulnerável é o maior desafio em tempos como esse”, afirma Fernanda Cordeiro, gerente administrativo e financeiro da Nexxera. empresa do Grupo Nexxees. Confira algumas dicas do especialista.

 

1. Rever o planejamento

Tempos de crise exigem mudanças e adaptações. Por isso, o primeiro passo é rever o planejamento. Fazer um levantamento das prioridades da sua empresa, saber o que é imprescindível para o negócio continuar funcionando e o que é possível abrir mão nesse momento.

“Com um novo planejamento bem traçado, o tomador de decisões saberá como negociar com os fornecedores e quais propostas fazer. Isso não só tornará a negociação mais eficaz, como também ajudará a empresa a mostrar argumentos consistentes” afirma Fernanda.

 

2. Pedir novos prazos para guias

Outra boa solução de como negociar com fornecedores é pedir a prorrogação de prazos de pagamentos. Enquanto os esforços estejam focados em refazer o caixa e reequilibrar as receitas e as despesas.

É preciso analisar o mercado e fazer projeções de quando se terá um respiro nas contas. Desta forma, é possível se programar para pagar débitos e honrar os compromissos, sem que seu caixa e fornecedores sejam muito prejudicados.

 

3. Fortalecer os laços da relação

Um bom relacionamento com os parceiros é fundamental para qualquer negócio. E, em tempos de crise, isso é ainda mais necessário. Lembrar-se sempre de fazer uma boa gestão de fornecedores para estreitar a relação nesse momento.

O melhor a se fazer durante a pandemia é criar confiança e fortalecer os laços, evitando conflitos ou uma negociação agressiva. Afinal, a relação entre empresa e fornecedor é uma parceria em que ambas as partes necessitam uma da outra. Assim, um acordo saudável e pacífico contribuirá para que todos saiam da crise da melhor maneira possível.

 

4. Descobrir como está o mercado

Outra boa dica é pesquisar o mercado. Fazer uma cotação dos valores que estão sendo praticados no momento, das condições de pagamento e o que está sendo ofertado por outros fornecedores, é uma boa alternativa de barganha para pedir descontos, alterar prazos e negociar demais condições do acordo.

 

5. Usar uma comunicação assertiva

Ao negociar com fornecedores, uma atitude essencial é ter uma comunicação assertiva. Para tanto, primeiramente ser empático e entender também as dificuldades pelas quais o fornecedor está passando.

Fundamentar bem os argumentos, mostrar números que comprovem a situação da empresa e ter uma postura racional durante a negociação. Tudo isso ajudará ambas as partes a encontrar os melhores meios de superar a crise.

 

6. Possibilitar a antecipação de recebíveis

Por fim, uma boa saída é pensar na possibilidade de antecipação de recebíveis. Existem soluções arrojadas no mercado para este fim. Na Nexxera, por exemplo, foram fechados juntos a bancos e fundos mais de  R$ 1 bilhão para  o crédito produtivo, antecipando recursos a fornecedores logo que os pedidos são recebidos. O Hubly, software que conecta as transações financeiras entre as empresas e seus parceiros comerciais, dando a alternativa para o fornecedor fazer este processo com facilidade. É possível alongar prazos de pagamento sem que isso represente um risco para o fluxo de caixa dos fornecedores, além de preservar a saúde financeira dos parceiros.
“Esse dinheiro é de suma importância para o momento que estamos passando. A retomada da economia e da empregabilidade exige que empresas e todo o ecossistema criem mecanismos, principalmente às PMEs, para recuperar o poder de compra, produção, entrega e competitividade, visto que foram as mais atingidas financeiramente. Queremos manter estas cadeias ativas, gerando empregos, abastecendo toda a cadeia produtiva e facilitando a compra” finaliza Fernanda.


Nota técnica sobre home office: melhor seguir para evitar demandas jurídicas

Em tempos de isolamento social e a necessidade de se evitar aglomerações, as atividades econômicas se tornaram restritas gerando diversas alterações no mercado de trabalho.

Devido à pandemia que assola o mundo e também o nosso país, as empresas brasileiras foram obrigadas a se adaptarem a esta situação atípica, sendo o home office uma importante ferramenta para a manutenção de suas atividades e dos empregos, bem como para a preservação da saúde de seus colaboradores em face do alastramento da  contaminação pelo COVID-19, e do lapso temporal a que estamos nos sujeitando.

Assim, do dia para a noite, as empresas foram obrigadas a colocar os seus funcionários em regime de home office para dar continuidade ás atividades da empresa, situação que gera diversos desafios e dúvidas, como o fornecimento das ferramentas de trabalho para esses empregados, questões ligadas a saúde do trabalhador, jornada de trabalho, e como não falar, das horas extras e do controle dessas.

 Apesar da importância dessas alterações, a Consolidação das Leis do Trabalho não prevê normas específicas a respeito do home office, e portanto, está se adotando as regras gerais do teletrabalho, previstas nos artigos 75-A a 75-E, como regulamentação dessa matéria polêmica. 

Ocorre que essas regras não são suficientes para resolver os desafios que envolvem esta nova modalidade de trabalho, ocorrendo, portanto, uma enorme insegurança jurídica a respeito de diversos pontos que abrangem o home office, como no caso das horas extras, controle de jornada, etc. 

Diante desta situação, o governo editou a Medida Provisória n. 927, a qual aborda diversos temas ligados ao trabalho remoto, porém essa já perdeu a sua vigência. 

Logo, em razão  deste  vácuo legislativo, surge a Nota Técnica do Ministério Público do Trabalho, no qual se destaca os seguintes pontos: 

·       O contrato de trabalho deverá possuir um aditivo por escrito versando sobre a sua duração, a responsabilidade, a infraestrutura para o trabalho remoto e o reembolso de despesas relacionadas ao trabalho realizadas pelo empregado;

·       As empresas devem possuir parâmetros de ergonomia quanto as condições físicas ou cognitivas de trabalho (mobiliário e equipamentos de trabalho, postura física), quanto a organização do trabalho (conteúdos, exigência de tempo e ritmo de atividades), quanto as relações interpessoais no ambiente de trabalho (reuniões, transmissão e feedback dos trabalhos). E ainda, o empregador deve reembolsar os bens necessários ao atendimento destes parâmetros;

·       Devem ser  respeitadas as disposições contidas na NR-17, anexo II;

·       As empresas deverão adotar uma  "etiqueta digital" para orientar a equipe com relação aos horários para atendimento virtual da demanda, assegurando os repousos legais e o direito à desconexão, bem como medidas que evitem a intimidação sistemática (bullying) no ambiente de trabalho;

·       Devem ser criados mecanismos de controle de jornada por meio de plataformas digitais. 

Importante acrescer que essa Nota Técnica não é obrigatória, pois não é uma lei, mas um indicativo, uma orientação do Ministério Público do Trabalho a respeito deste tema, logo se não for cumprida, poderá gerar fiscalizações com autuações,  ações judiciais, bem como Termos de Ajustamento de Conduta (TACs), nos quais a empresa deverá se ajustar às disposições deste documento, da Nota Técnica e evitando-se,  assim, a judicialização da matéria. 

Diante deste cenário, a empresa deverá ter uma política específica para o home office e recomenda-se que a Nota Técnica seja adotada, com o objetivo de se evitar futuras discussões na Justiça do Trabalho.

 

 

Silvia de Almeida Barros e Rodrigo Perrone-  advogados, especialistas em relações do trabalho.  Sócios do Almeida Barros Advogados.


É preciso reaprender a aprender

A frase pode parecer batida, porém mais do que nunca precisamos revisitar o que significa o termo aprender. O futuro da educação como um todo ainda é “perturbador”.

Assim como em todas as outras áreas da nossa vida, a pandemia teve um grande impacto, sobretudo no que diz respeito à digitalização. Vamos usar como exemplo os universitários. Nem todas as universidades estavam prontas para oferecer o ensino digital de qualidade, assim como nem todos os alunos estavam prontos com dispositivos adequados e acesso à internet para conseguirem também se engajarem de maneira ativa nesse ensino. Então aquele gap que já existia, no sentido do que é ensinado em sala de aula estar desalinhado com o que é visto no dia a dia corporativo, se tornou ainda maior.  

Sim, perdemos muito no que diz respeito ao consumo do conteúdo em si e perdemos muito também do convívio e da relação social e da aprendizagem significativa que acontece, sobretudo, por meio desse convívio. Porém, os impactos não foram somente negativos.

Temos um volume gigantesco de conteúdos digitais de qualidade disponíveis para aprendermos. O que precisamos fazer é a correta curadoria dessas informações e termos conhecimento sobre a aprendizagem autodirigida, que é um modelo no qual o próprio indivíduo identifica suas necessidades de estudo e cria métodos para absorver o conteúdo. 

E é claro que a falta de convivência social faz com que no futuro os profissionais tenham mais dificuldades para o engajamento presencial nos ambientes de trabalho. Por outro lado, não podemos ignorar que a falta de convivência social nos levou a aprendermos a nos relacionar por meios digitais.

Para pessoas que vão se relacionar com profissionais que estão em outros países, em outros fusos horários, em outras culturas, existe também um ganho muito grande, por conta dessa grande aprendizagem que tivemos de utilização de novas tecnologias para esse nosso convívio social e o desenvolvimento das soft skills. 

Mas e os danos? Esse é o grande desafio e acredito que todos nós estamos em busca dessa resposta. O que eu posso adiantar é que para reduzir danos precisamos reaprender a aprender. Os ambientes de troca, compartilhamento e crescimento coletivo são importantíssimos nesse processo, porém temos que ter como certeza que o protagonista é o aprendiz. Nós devemos ser os protagonistas dessa mudança. Nós precisamos nos dar conta da importância que esse aprendizado tem para a nossa vida e para as nossas carreiras. Precisamos ser os verdadeiros protagonistas dos nossos processos de aprendizagem. Temos a tecnologia disponível e a informação de toda e qualquer disciplina disponível a custo zero, mas nós como facilitadores temos que ser o guia dessa curadoria e ajudar o aprendiz a descobrir o caminho da aprendizagem autodirigida, de como melhor caminhar nessa trilha de aprendizagem. 

E além de sermos verdadeiros guias quanto à aprendizagem dirigida, nós como especialistas em aprendizagem , também precisamos preparar os profissionais para que saibam criar um ambiente favorável de aprendizagem. Todo momento é momento de aprender. Mas, neste caso, precisamos de um ambiente desafiador e inovador, ao ponto de estimular as pessoas com curiosidade e motivação para continuar aprendendo, sempre!

 



Flora Alves - CLO da SG – Aprendizagem Corporativa e idealizadora do Trahentem®


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