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domingo, 24 de maio de 2026

Pelos encravados após a barba: entenda a pseudofoliculite e como evitar irritações

Condição comum após a depilação com lâmina pode causar inflamação, manchas e até cicatrizes, mas pode ser evitada com cuidados simples na rotina

 

Ao fazer a barba, um dos maiores cuidados que os homens precisam ter é com o surgimento da foliculite. O fio da barba, depois de cortado, corre o risco de crescer curvado e se voltar para dentro da pele, causando uma inflamação. O problema, porém, é diferente da foliculite comum, causada por infecções, e possui um nome próprio: pseudofoliculite da barba. 

Segundo um estudo da revista americana Journal of the American Academy of Dermatology, a condição é mais comum em homens que saíram recentemente da puberdade, em uma faixa entre os 14 e 25 anos. A pseudofoliculite da barba pode provocar bolinhas avermelhadas, irritação, sensação de pele “empipocada” e manchas escuras, em razão dos pelos encravados.

Sílvia Maria Nascimento Ferreira, especialista em dermatologia e professora de pós-graduação da Afya Educação Médica Curitiba, esclarece algumas dúvidas sobre este tipo particular de foliculite. Em sua visão, a condição merece maior atenção na hora de fazer a barba, para evitar consequências maiores.


Como surge e se desenvolve pseudofoliculite da barba?

“Sobre impedir que a doença progrida, cada caso é um caso, mas existem casos que realmente a doença fica quase estacionada durante muito tempo, às vezes anos, com o uso adequado das medicações. Mas, infelizmente, há pacientes que, mesmo com várias terapias associadas, acabam progredindo rápido. Então é muito única a forma como a doença vai evoluir em cada paciente”, afirma a especialista em dermatologia.


Quais são os efeitos desses pelos encravados na pele e como é possível tratá-los?

“Os pelos encravados podem causar pequenas reações inflamatórias que podem evoluir para uma inflamação, de fato, até mesmo com pus. A doença gera desconforto, dor, além de poder manchar a pele e até gerar cicatrizes quando é um caso um pouco mais grave. O tratamento vai depender do quão intensa é a inflamação: em um quadro mais leve, pode-se usar agentes queratolíticos, que permitem afinar a pele para que o pelo possa emergir, ou até produtos esfoliantes. Em casos moderados e graves, anti-inflamatórios e antibióticos podem agir melhor. O mais importante, porém, é não manipular, apertar ou estourar as lesões, o que aumenta o risco de infecção, manchas e cicatrizes”, explica a médica da Afya Curitiba.


Como prevenir a pseudofoliculite da barba?

“A prevenção começa com ajustes na rotina de se barbear. O ideal é preparar a pele ou com água morna, ou no pós-banho ou ainda com toalhinhas aquecidas e úmidas uns 10 minutos antes. Não se deve passar o aparelho de barbear seco no rosto, usar lâminas muito agressivas e lembrar sempre de trocar as lâminas, para evitar restos de sujeira. Usar creme de barbear e passar o aparelho sempre no sentido do crescimento dos pelos também são importantes. Para quem tem pseudofoliculites crônicas, uma alternativa é o barbeador elétrico, pois ele não corta tão rente à pele e nem a machuca tanto, ou mesmo um método como a depilação a laser”, reforça a especialista. 



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