Conheça o protocolo que corrige as principais queixas após a amamentação e o parto, focando em devolver a firmeza dos seios e o contorno da barriga com resultados que priorizam a naturalidade.
No Brasil, cerca de 60% das mulheres
relatam algum nível de insatisfação com o próprio corpo após a gestação,
segundo levantamento da Fundação Oswaldo Cruz. Entre as principais queixas
estão a perda de firmeza das mamas, a redução de volume após o desmame e a
mudança no contorno abdominal, fatores que não necessariamente se resolvem com
a retomada do peso anterior. Essas alterações fazem parte de um processo
fisiológico esperado, mas frequentemente geram incômodo estético, o que tem
impulsionado a busca por cirurgias plásticas.
Durante a gestação e o período de
amamentação, o corpo passa por oscilações hormonais intensas, aumento do volume
mamário e distensão progressiva da pele e da musculatura abdominal. Após o
desmame, há uma tendência de redução desse volume, mas nem sempre com retração
proporcional da pele, o que resulta em flacidez, perda de sustentação das mamas
e, em alguns casos, diástase abdominal.
Mesmo em pacientes que retomam hábitos
saudáveis e estabilidade de peso, essas mudanças podem persistir e impactar
diretamente na autoestima. Esse cenário tem redefinido o perfil de procura por
procedimentos estéticos, com aumento do interesse por abordagens que respeitem
as características adquiridas após a maternidade. Existe uma preocupação maior
em evitar resultados que destroem a anatomia da paciente, priorizando correções
que se mantenham coerentes ao longo do tempo.
Para a cirurgiã plástica Dra. Maíra
Amábile, esse é um momento que exige uma abordagem individualizada. “A paciente
está em busca de um corpo que faça sentido para a fase que ela vive. O
planejamento precisa considerar essas mudanças de forma realista, sem impor um
padrão”, explica. Segundo a especialista, a análise cuidadosa da qualidade da
pele, da estrutura mamária e da parede abdominal é determinante para definir a
melhor abordagem.
Esse tipo de abordagem pode incluir o
reposicionamento das mamas, com ou sem uso de próteses, além de técnicas
voltadas para o tratamento da flacidez abdominal e da musculatura. O objetivo é
restabelecer a proporção, respeitando os limites de cada paciente e a resposta
individual do organismo. A mudança também se reflete no comportamento das
pacientes, que hoje chegam mais informadas e participativas no processo de decisão.
Existe uma atenção maior ao processo de
recuperação e à naturalidade da aparência final, o que exige um planejamento
mais criterioso por parte do cirurgião. “A proposta é devolver firmeza e
contorno com equilíbrio, garantindo um resultado que acompanhe o corpo no dia a
dia, com naturalidade e sem aspecto marcado ou artificial”, afirma a
especialista.
Com isso, os procedimentos pós-gestação
deixam de ser encarados como correções isoladas e passam a integrar uma
estratégia mais ampla, que considera o corpo como um conjunto. O foco passa a
valorizar resultados consistentes, proporcionais e alinhados à realidade de
cada paciente.
Fonte: Dra. Maíra Amábile— Médica | Cirurgiã Plástica | Especialista em Contorno Abdominal
@dra.mairaamabile
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