Especialista conta como os pais podem observar características e
estimular de forma correta
divulgação
Recentemente, o
Brasil alcançou a marca de 5 mil1 pessoas com superdotação,
colocando o país em sexto lugar no ranking mundial da Mensa Internacional,
principal organização de alto QI do mundo. Apesar disso, há uma baixa
visibilidade do tema, que prejudica a identificação de crianças e adultos com
altas habilidades pelos institutos de pesquisa.
As crianças com
altas habilidades costumam demonstrar, desde cedo, um desempenho acima da média
em áreas como o raciocínio lógico, criatividade e linguagem, mas, esses sinais
podem passar despercebidos pelos pais. Segundo Mariana Bruno Chaves,
pós-graduada em psicopedagogia e especialista em educação na rede Kumon,
“muitos pais não conseguem diferenciar o que é um bom desempenho na escola, do
que de fato são as altas habilidades, por isso, é importante estar atentos a
sinais como curiosidade intensa, aprendizado rápido, memória acima do esperado
e grande sensibilidade emocional”.
Mariana conta que
a falta do entendimento dos pais ou professores pode prejudicar o
desenvolvimento: “Algumas famílias negam essas capacidades por não compreender
as necessidades da criança, já outras acabam sendo exacerbadas, reforçando
muito as altas capacidades apresentadas pela criança, gerando uma pressão em
corresponder às expectativas”.
A especialista
ressalta a importância da família em saber lidar com esses talentos sem
atrapalhar os processos da infância: “Os pais têm que entender que mesmo com as
altas habilidades, o filho ainda é uma criança e irá passar pelas mesmas etapas
de desenvolvimento do indivíduo. Dessa forma, a família deve estimular a
criatividade e a curiosidade, buscando desenvolver interações sociais com
outras crianças”.
A seguir, Mariana
lista os principais sinais de que a criança pode ter altas habilidades.
1. Aprendizado
rápido – absorvem novos conhecimentos com facilidade e precisam de poucas
repetições para aprender.
2. Vocabulário
avançado – utilizam palavras complexas para a idade e se expressam muito bem
verbalmente.
3. Curiosidade
intensa – fazem muitas perguntas e demonstram interesse profundo, às vezes
inusitado, por diferentes assuntos.
4. Memória
excepcional – lembram-se de detalhes com precisão por longos períodos, mesmo
após contato único com a informação.
5. Interesse
por temas complexos – gostam de assuntos que fogem ao comum para a idade, como
astronomia, história ou ciência.
6. Criatividade
elevada – criam histórias, soluções originais e novas formas de brincar.
7. Habilidade
em resolver problemas – encontram soluções de forma autônoma, com raciocínio
lógico elaborado.
8. Sensibilidade
emocional – demonstram empatia e reagem intensamente a críticas ou emoções
desde cedo.
Mariana reitera
que as características descritas não resumem o perfil de uma criança com altas
habilidades, e nem confirmam diagnósticos, mas indicam que pode ser
interessante para os pais buscarem ajuda especializada, com psicólogos ou
profissionais da educação.
A rotina com o
método Kumon favorece o desenvolvimento de habilidades essenciais, como a
concentração, capacidade de síntese, raciocínio lógico, independência,
autodidatismo, hábito de estudo, responsabilidade e autoconfiança,
proporcionando um aprendizado com mais disciplina e organização.
kumon.com.br
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