Em junho do ano passado, o BLS – Bureau of
Labor Statistics (Secretaria de Estatísticas de Trabalho dos
Estados Unidos) anunciou a oferta recorde de 10 milhões de oportunidades de emprego
no país. Boa parte dessas vagas são nas áreas de tecnologia e saúde e isso
provocou uma verdadeira corrida atrás do tesouro, o que moveu as pessoas a
entrarem nos Estados Unidos a qualquer custo.
Entretanto, para que o sonho americano não vire
pesadelo e termine em deportação, é de suma importância que o interessado
primeiramente busque informação confiável em fontes que realmente tratem e
conheçam profundamente o processo de imigração.
Quem trabalha com este nicho sabe (e é consciente)
da ansiedade e da aflição das famílias que decidem se mudar para outro país com
o intuito de começar uma nova história e é nesse momento que empresas de
fachada conseguem tirar vantagem justamente deste estado emocional que os
envolvidos manifestam. Se agarram tanto ao sonho de morar nos Estados Unidos
que muitas vezes esquecem de alguns detalhes básicos como fazer pesquisas,
sondar quem são os profissionais verdadeiramente idôneos, quantos processos já
realizaram, como foi e principalmente se houve suporte depois da conclusão do
processo.
Além de todos esses detalhes que devem ser
investigados, é preciso averiguar se esses profissionais são licenciados e ter
a certeza de que atuam em um escritório de advocacia e não estão consultando
algum agente especializado ou companhia comercial.
Por isso, sempre acreditei e fui movida pelo
propósito de que a informação empodera e protege. Quem vai atrás do
conhecimento e da orientação correta consegue se blindar contra fraudes e evita
que toda a sua expectativa se frustre. Se você minimamente fez a lição de casa,
sabe o que deve ser feito. Conhece o certo e o errado nessa situação.
Mesmo com tanta informação disponível e das
campanhas sobre a conscientização e alertando sobre os riscos, ainda há aqueles
que insistem em entrar nos Estados Unidos atravessando a fronteira onde ocorrem
sequestros, mortes e desaparecimentos. As pessoas ficam sujeitas a qualquer
tipo de sorte. Mesmo aqueles que conseguem driblar tudo isso, precisam
enfrentar uma enxurrada de problemas, se jogando em um cenário de total
vulnerabilidade. Deparam-se com aluguéis caros, dificuldade de matricular os
filhos na escola, além de se submeterem a trabalhos que não remuneram
corretamente. Passam a depender de doações para comer e de itens básicos como
ir a médicos, remédios... e a lista só aumenta.
E todos esses relatos, que mais se assemelham a
desabafos, estão cada vez mais presentes em grupos nas redes sociais de apoio a
brasileiros. Aliás, pedem de tudo.
Sabemos que imigração é a base sobre a qual os
Estados Unidos foram construídos. Imigrantes e cidadãos têm contribuído cada
vez mais para a evolução dos mais diversos segmentos do país, e por isso me
orgulho de levar a diante e disseminar o correto conhecimento para aqueles que
desejam realizar um processo de imigração até atingir seu status de residente
permanente, assim como para auxiliar em qualquer questão legal.
Eu sou filha de imigrantes e atuo com o propósito
de ajudar empresas e famílias que anseiam pela mobilidade global e tudo isso se
tornou realidade graças aos esforços daqueles que vieram antes de mim e abriram
o caminho para as gerações futuras. É uma honra ajudar futuros americanos e
americanas a realizarem seus próprios sonhos em nosso grande país.
Minha recomendação para os brasileiros é
consultar o site da Embaixada Americana nos Estados Unidos (https://br.usembassy.gov/pt/) e também
do Serviço de Cidadania e dos Estados Unidos https://www.uscis.gov/
que reúnem informações sobre todos os tipos de vistos, formas de
aplicação e todos os passos do processo.
Também é recomendado fazer uma leitura minuciosa da
seção 212 da INA (Lei de Imigração e Nacionalidade dos Estados Unidos), pois
ela fala claramente sobre as pessoas que são inadmissíveis dentro dos Estados
Unidos, ou seja, aquelas que têm algum antecedente que as impeçam de entrar no
país.
Ao iniciar o processo de aplicação para visto é
importante preencher o formulário com todas as informações que o interessado
julgue serem importantes, inclusive aquelas que acredita não serem relevantes e
não terceirizar esse preenchimento, pois há questões que podem ter duplo
sentido com a intenção de forçar o proponente a responder algo diferente.
Finalmente, é recomendado às pessoas fazerem esse
processo por meio do consulado e com auxílio de um advogado especialista e
licenciado, pois ele faz um checklist e se atenta a cada detalhe,
realizando um atendimento personalizado de acordo com cada cliente.
Y Kris Lee - Sócia-gerente e advogada americana da LeeToledo PLLC licenciada nos
Estados Unidos, no Distrito de Columbia e no Estado de New York. Com mais de 30
anos de prática do direito, Kris se especializou em aconselhar e representar
peticionários perante o USCIS e tratar de questões jurídicas de clientes
perante outras agências governamentais ou tribunais federais.
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