Os imunizantes são
capazes de proteger contra mais de 20 doenças, porém a procura no Brasil vem
diminuindo desde 2018
Desde 2018, coberturas de vacinas vêm caindo no Brasil
Divulgação
Desde o início da pandemia da Covid-19, o mundo
passa por uma nova corrida das vacinas, em que órgãos como o Instituto Butantan
(do governo do Estado de São Paulo) e a Bio-Manguinhos (do Governo Federal)
trabalham ativamente na produção de vacinas para que a população brasileira
seja imunizada. Além disso, empresas privadas com Pfizer, Johnson e Johnson e
Moderna também atuam na produção do imunizante.
“Em um momento como o que estamos vivendo, de
pandemia da Covid-19, quanto mais as empresas privadas, órgãos e laboratórios
se unem para a produção conjunta de imunizantes, logo poderemos superar esse
momento tão difícil para todos”, afirma Milton Monteiro, enfermeiro
infectologista do hospital HSANP.
Entretanto, desde 2019, a procura por outros
imunizantes vem diminuindo no País e, conforme dados do Ministério da Saúde, o
Brasil não está chegando à meta de vacinação de diversas doenças.
Em 2020, por exemplo, a cobertura vacinal geral do
Brasil foi de 66% da população. Os dados, disponibilizados pelo Datasus,
demonstram que pelo menos 34% da população não foi vacinada para alguma doença.
A maior cobertura vacinal é da região Centro-Oeste, que chega a 72% da
população. Desde 2017, a BCG é o único imunizante que atinge a meta de cobertura
vacinal brasileira.
“Esse dado é preocupante, uma vez que muitas
doenças que estão praticamente erradicadas do nosso País podem voltar se não
houver uma mobilização das famílias em vacinar seus filhos nas faixas etárias
corretas para cada imunizante. Além disso, é importante chamar atenção para
vacinas contra a gripe e H1N1, por exemplo, que devem ser tomadas anualmente”,
lembrou Milton.
PNI – Programa Nacional de
Imunizações
Criado pelo Ministério da Saúde, em 1973, o
Programa Nacional de Imunizações é responsável por organizar a política de
vacinação da população brasileira no geral. Em 1980, o PNI organizou a primeira
Campanha Nacional de Vacinação contra a poliomielite, por exemplo, com o
objetivo de vacinar todas as crianças menores de cinco anos de idade em único
dia. E desde então, nunca mais parou.
“Ainda que existam pessoas que não acreditam no
poder de prevenção e erradicação que a vacina pode trazer para diversas
doenças, se a população brasileira se conscientizar e vacinar, com certeza
teremos condições de viver melhor em sociedade”, conclui Milton.
História das vacinas
No século XVIII, o inglês Edward Jenner foi o
primeiro médico a criar uma vacina. Era contra a varíola, uma doença viral
extremamente grave, que causa febre alta, dores de cabeça e corpo, e pode ser
fatal. E desde então, a lista de doenças que podem ser combatidas pelas vacinas
só aumentou: tuberculose, difteria, tétano, coqueluche, poliomielite, gripe,
hepatite A e B, sarampo, febre amarela, entre outras.
As vacinas são substâncias biológicas introduzidas
nos corpos das pessoas com o único objetivo de protegê-las de doenças. Ou seja,
por conterem os vírus e bactérias atenuados ou enfraquecidos, ao serem
injetadas, ativam o sistema imunológico e “ensinam” nosso metabolismo a identificar
e combater os mesmos vírus e bactérias em futuras infecções.
HSANP
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