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quarta-feira, 9 de junho de 2021

Mercado Pet sofre com alta carga tributária

A pandemia influenciou todos os setores da economia, incluindo o segmento de alimento para animais. Para termos uma ideia, o mercado passou a ocupar novamente o segundo lugar no ranking global, com 6,4% de participação mundial, passando o gigante Reino Unido. Porém, com os custos de produção aumentados e a alta carga tributária, há grande chance de cairmos dessa posição, infelizmente. 

É o que alerta Giane Danielli, gerente de Exportação da Nutrire - empresa que há 20 anos se dedica à alimentação de cães e gatos, com sede em Garibaldi, no Rio Grande do Sul, e com planta em Poços de Caldas, no Sul de Minas.

 

“De um lado, os animais ganham espaço como companhia pelos benefícios que provocam para a saúde física e mental de seus tutores. De outro, há o mercado resistindo bravamente a uma série de desafios pelo caminho, um deles diz respeito à alta carga tributária que para pet food, produto mais procurado, é de 54,2% sob o valor total. Levando em consideração esse fator importantíssimo, o crescimento real do setor pode ser considerado baixo ou, em alguns casos, até estagnado”, explica.

 

Além disso, os custos de produção tiveram acréscimo considerável. Ingredientes como farinha de proteína animal, milho, arroz, trigo e soja subiram de 65% a 165%. Com tamanha disparidade, o desafio é conseguir manter o preço do produto para o cliente final, o que é praticamente impossível.

 

“A falta de insumos também foi outro gargalo que ameaça o mercado pet, embora as indústrias tenham uma capacidade ainda maior para suportar ventos contrários”, disse. Apesar dos desafios, a Nutrire está em 30 países com exportação direta e equipe própria, chegando no ano passado a mais quatro mercados internacionais: Haiti, Omã, Líbia e Catar.

 

Os novos mercados fazem parte de uma estratégia de longo prazo que prevê a presença em pelo menos 50 países. De acordo com Giane, essa meta pode ser antecipada, já que Israel, Nicarágua e Costa Rica já estão em negociação e devem fazer parte da lista de compradores da empresa ainda nos próximos meses. Porém, claro, a indústria está de olhos bem abertos para a questão do Brasil ter a maior carga tributária do mundo, já que em outros países esse número fica entre 7% e 20%.


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