Paulo Lessa diz que é necessário identificar o problema que serve como gatilho do transtorno
Exagerar na quantidade de comida e continuar comendo, mesmo sem fome, é
um comportamento muitas vezes rotineiro e nada saudável, mas que não deve ser
confundido com a compulsão alimentar. Quem sofre desse transtorno consome
grandes quantidades de alimentos de forma impulsiva em intervalos curtos e
depois se sente culpado por essa prática.
O médico Paulo Lessa aponta que é necessário procurar ajuda profissional
para resolver o problema. "Procure um médico que entenda do assunto e que
tenha uma equipe multidisciplinar para te ajudar da melhor forma
possível", recomenda.
O profissional elencou cinco tipos de estratégias para lidar com a
doença e fazer o tratamento adequado.
1- Descubra qual é o seu gatilho
Será que existe alguma situação ou evento que acabe fazendo com que você
coma mais? “Ansiedade e estresse são causas comuns para o desencadeamento de
uma compulsão alimentar. Tratar desses problemas ajuda, e muito, a se livrar da
alimentação desenfreada”, explica.
2- Invista em uma alimentação rica em fibras
“Alimentos ricos em fibras, como leguminosas, grãos, cereais, frutas e
vegetais, promovem uma maior sensação de saciedade. Dessa maneira, a fome
passará mais rápido e você terá mais tempo entre uma refeição e outra”,
acrescenta o médico.
3- Não quebre o jejum com alimentos refinados
O jejum pode ser uma boa técnica para quem quer perder peso, mas ele
deve ser quebrado com comida de verdade. “Nada de pão, bolo, macarrão e outros
similares”, ressalta Lessa.
4- Coma sem pressa
A pressa é inimiga da perfeição e amiga da compulsão alimentar. “Quando
estamos com fome e começamos a comer, nosso cérebro envia para o nosso corpo
que estamos realizando essa ação e, então, começamos a sentir o efeito de
saciedade. Porém, isso leva um tempo, então, quanto mais rápido você comer,
mais alimentos você irá ingerir antes de se sentir satisfeito.”
5- Reduza o açúcar
O
açúcar não causa problemas apenas no nosso corpo, como doenças ou ganho de
peso, mas também modifica o nosso psicológico. “Alimentos ricos em açúcar
liberam hormônios de relaxamento e bem-estar para o cérebro. Isso poderia ser
bom, porém, a consequência é que acabamos ingerindo mais doces para prolongar
esse prazer”, finaliza.
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